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Prof: Geól. Dr. Leonardo Cardoso Renner

Disciplina de Petrologia e Petrografia Metamórfica Texturas e estruturas das rochas metamórficas

Metamórfica Texturas e estruturas das rochas metamórficas Disciplina: PETROLOGIA E PETROGRAFIA METAMÓRFICA Professor:

Disciplina: PETROLOGIA E PETROGRAFIA METAMÓRFICA

Professor: Geól. Dr. Leonardo Cardoso Renner

código: 0800034

ESTUDO

COMPLEMENTAR:

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

DAS

ROCHAS

METAMÓRFICAS

SUMÁRIO:

1

– INTRODUÇÃO

 

1

- CLASSIFICAÇÃO DE TEXTURAS E ESTRUTURAS COM RELAÇÃO AO EVENTO METAMÓRFICO

2

2

3 - TEXTURAS E ESTRUTURAS METAMÓRFICAS E A REOLOGIA DAS ROCHAS

3

4

-

ABRANGÊNCIA/EXTENSÃO

DAS

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

 

METAMÓRFICAS

 

4

5

-

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

METAMÓRFICAS

E

ORIENTAÇÃO

4

PREFERENCIAL

 

6 - TIPOS DE ESTRUTURAS

 

6

7 - TIPOS DE TEXTURAS

 

10

7.1. Texturas reliquiares

 

10

7.2. Texturas tipomorfas

 

11

7.3. Texturas cataclásticas

 

13

8 - ANÁLISE DE ESTRUTURAS/TEXTURAS METAMÓRFICAS

16

9 - BIBLIOGRAFIA

 

17

1 – INTRODUÇÃO

textura de uma rocha é determinada pelo tamanho, forma, disposição, contatos e

arranjo ou organização de seus componentes minerais. A escala de estudo das

texturas é, preferencialmente, microscópica. O estudo e interpretação da textura de

uma rocha envolve níveis de abordagem distintos, mas inter-relacionados: elementos texturais

A

intra-granulares e inter-granulares, ou seja, feições texturais internas de um grão ou cristal, como

zonação, inclusões, exsoluções e feições texturais entre grãos ou cristais, como tipos de contatos

entre grãos e padrões, em tamanhos e formas, de organização dos componentes minerais

associados.

A estrutura de uma rocha é determinada pela organização de homogeneidades e de

heterogeneidades texturais e/ou composicionais definidas na escala de estudos.

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A escala de estudos das estruturas é, principalmente, macroscópica (desde escala de

amostra de mão, também chamada escala mesoscópica, até a escala de afloramento). Estes conceitos têm limites variáveis e, como será visto, texturas e estruturas da rocha são

feições interdependentes. Muitas regiões do globo terrestre são polimetamorfisadas, ou seja, sofreram mais de um metamorfismo. Cada processo metamórfico tende a modificar e até destruir ou apagar as texturas e estruturas de etapas anteriores. O estudo destes vestígios pode permitir se determinar, em certos casos com bastante segurança, qual foi a rocha original, quais foram os eventos que transformaram esta rocha e, com base em estudos sistematizados, quais foram as condições de pressão e temperatura, a entrada ou saída de H 2 O, CO 2 e outros componentes químicos no sistema rocha/minerais ao longo desta sucessão de eventos.

A base ou alicerce de tais pesquisas de evolução da rocha metamórfica é, sempre, um

cuidadoso estudo petrográfico de texturas e estruturas com desenhos esquemáticos e anotações precisas das relações entre os diferentes minerais, o que terá como conseqüência imediata a decifração da evolução da Terra na região de estudo.

2

CLASSIFICAÇÃO

DE

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

COM

RELAÇÃO

-

AO

EVENTO METAMÓRFICO Com relação a um evento metamórfico, as feições texturais e estruturais de uma rocha metamórfica podem ser classificadas em:

RELIQUIARES - herdadas, remanescentes, relicta ou palimpsetos: são próprias da rocha original, ou seja, anteriores ao metamorfismo, como, por exemplo: acamamento ígneo ou sedimentar, textura ofítica, textura porfirítica e que ficaram preservadas na rocha apesar das transformações metamórficas; TIPOMORFAS - são geradas com o evento de metamorfismo que está sendo analisado; SUPERIMPOSTAS - são todas aquelas feições geradas após o evento de metamorfismo que está sendo considerado como, por exemplo, uma segunda xistosidade, veios de quartzo cortando a rocha, alterações minerais diversas, moagem de grãos próximos a falhas e desenvolvida em etapas posteriores ao evento de metamorfismo; MIMÉTICAS - um tipo especial de textura ou estrutura superimposta, muito importante na análise da evolução metamórfica, é a MIMÉTICA que corresponde a uma copia ou pseudomorfose de estrutura ou de textura pré-existente. Por exemplo, biotita crescendo sobre

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um suporte de clorita orientada em uma xistosidade, pode copiar ou imitar essa xistosidade mesmo crescendo em ambiente estático, de fase pós-tectônica; PÓS-METAMÓRFICAS - são as estruturas ou texturas SUPERIMPOSTAS, posteriores as fases e eventos de metamorfismo, e decorrentes de processos não-metamórficos.

3 - TEXTURAS E ESTRUTURAS METAMÓRFICAS E A REOLOGIA DAS ROCHAS Na dependência da intensidade e do tempo de atuação de cada um dos fatores de metamorfismo (P litostática , P dirigida , P fluidos , T), da composição da rocha, de seus componentes minerais e dos fluidos metamórficos inter e intragranulares, a evolução das texturas e estruturas metamórficas ocorre segundo duas tendências principais (CATACLASE e BLASTESE) que se contrapõem:

Trituração, moagem, quebramentos levando à CATACLASE COM DIMINUIÇÃO E DEFORMAÇÃO dos grãos minerais; Cristalizações e recristalizações metamórficas levando ao CRESCIMENTO ou BLASTESE (grego: blasto=brotar) dos minerais metamórficos.

Desta forma, pode acontecer, por um lado, que uma rocha originalmente muito fina como um pelito, por exemplo, dê origem a um gnaisse ou a um granulito grosso com minerais que podem atingir a escala centimétrica com o metamorfismo regional, enquanto que, por outro lado, uma rocha muito grossa como um granito facoidal, com cristais centimétricos, dê origem a um cataclasito, bem fino, aplitóide, devido à cominuição (moagem) dos grãos sob forte pressão dirigida do metamorfismo dinâmico "a seco".

Na realidade, grãos minerais ao quebrarem sofrem recristalizações em grau variável para

fases minerais estáveis nessas novas condições de P, T e stress, apresentando-se, então, como um agregado de sub-grãos do mineral original com contatos geralmente serrilhados entre si.

A rocha, como um todo, reage às tensões aplicadas segundo duas tendências de

deformação: de RÚPTIL a DÚCTIL com todas as gradações intermediárias. O comportamento rúptil é aquele em que a rocha apresenta-se rígida ou quebradiça e o comportamento dúctil é caracterizado por estiramentos e deformações plásticas (ductilidade=refere-se a propriedade do material ser estirado em fios sem romper). Este comportamento varia, também, entre os componentes minerais ou litológicos da mesma rocha que apresentam graus diferentes de ductilidade, influenciando o desenvolvimento de texturas diversas nas mesmas condições de P e T conforme os minerais que sofreram o esforço de deformação. Por exemplo, em um minério a

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base de pirita e galena, esta última pode se apresentar deformada em fitas ou foliada (mais dútil) ao lado da pirita em cristais com pouca deformação ou mostrando quebramentos por ter reologia distinta (mais rúptil) da galena nas mesmas condições termodinâmicas.

4

-

ABRANGÊNCIA/EXTENSÃO

DAS

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

METAMÓRFICAS As estruturas metamórficas, quanto à EXTENSÃO atingida, são classificadas em PENETRATIVAS e NÃO-PENETRATIVAS:

1. PENETRATIVAS, PERVASIVAS ou NÃO-DISCRETAS, quando ocorrem em todas as partes da rocha; como, por exemplo, xistosidade, clivagem ardosiana;

2. NÃO-PENETRATIVAS, NÃO-PERVASIVAS ou DISCRETAS, partes da rocha não apresenta a estrutura, como, por exemplo, clivagem de crenulação que ocorre espaçada milimétrica a centimetricamente entre porções da rocha (microlitons) que não a contem.

Este conceito, além de apresentar um certo grau de subjetividade, depende da escala de análise da estrutura. Por exemplo: uma clivagem com espaçamento milimétrico pode ser entendida como penetrativa na escala de afloramento mas não na da lâmina delgada.

5

TEXTURAS

E

ESTRUTURAS

METAMÓRFICAS

E

ORIENTAÇÃO

-

PREFERENCIAL As estruturas metamórficas, quanto à DISPOSIÇÃO GEOMÉTRICA, são classificadas

em:

1. SEM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL OU ISÓTROPA;

2. COM ORIENTAÇÃO PREFERENCIAL e que pode ser:

a. PLANAR - Ex: clivagem, xistosidade, bandamento;

b. LINEAR - Ex: lineação mineral, eixos de crenulação, estiramento de seixos,

minerais. As estruturas metamórficas com orientação preferencial são de dois tipos principais:

Foliação metamórfica: é um termo genérico que indica estrutura metamórfica planar em "folhas" como: planos paralelos de fissilidade; arranjo preferencial de minerais tabulares ou prismáticos dispostos segundo planos paralelos; orientação preferencial de componentes originais da rocha como oólitos, "pellets", concreções, bombas e outros fragmentos

comprimidos e achatados paralelamente; variações composicionais e/ou

vulcânicos, seixos

,

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granulométricas em bandas paralelas originadas ou modificadas por processos de deformação metamórfica. Lineação metamórfica: corresponde a uma estrutura metamórfica que se caracteriza por apresentar orientação preferencial segundo "linhas" paralelas como: eixos de microdobras; minerais metamórficos, prismáticos ou aciculares, dispostos sub-paralelamente, seixos ou outros componentes litológicos reliquiares ou pré-tectônicos estirados segundo uma direção linear preferencial. Foliações e lineações metamórficas podem coexistir em uma mesma amostra. Tanto a foliação quanto a lineação metamórfica são conseqüência de pressões dirigidas que atuaram durante o metamorfismo, seja o metamorfismo ligado ao dobramento de cadeias de montanha (metamorfismo regional ou dínamo termal), seja durante o metamorfismo relacionado aos falhamentos e quebramento de rochas ao longo de zonas de falha (metamorfismo cataclástico ou dinâmico). Assim, a maior parte das rochas transformadas por metamorfismo regional ou cataclástico, apresenta foliação e/ou lineação metamórfica. Esta orientação preferencial relaciona-se diretamente com as deformações plásticas: a foliação tende a ser paralela ao plano axial (contém os eixos b e c de média e de mínima deformação do elipsóide de deformação), ou seja, tende a ser perpendicular ao eixo a de máxima deformação e a lineação tende a ser paralela às charneiras das dobras que se formaram sob o mesmo esforço metamórfico (paralelamente ao eixo "b" do elipsóide de deformação). Entretanto, granulitos, eclogitos, metaultramáficas entre outras rochas de metamorfismo regional podem, excepcionalmente, se apresentar sem orientação preferencial. Já as rochas de metamorfismo de contato (termal), como os hornfelses, são geralmente isótropas, raramente apresentando orientação preferencial. Deve ser observado que muitas rochas metamórficas granoblásticas, sem orientação preferencial visível macroscopicamente (grãos equidimensionais), podem revelar, à luz polarizada do microscópio, entretanto, componentes minerais (quartzo, por exemplo) com orientação preferencial definida pelos seus eixos cristalográficos.

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6 - TIPOS DE ESTRUTURAS

1. Xistosidade - corresponde a estrutura penetrativa de minerais recristalizados segundo

orientação preferencial em planos e/ou linhas (xistosidade planar e/ou linear). O têrmo xistosidade é mais usado para xistosidade planar. Obs.: quando a xistosidade torna-se mal definida devido a inexistência ou pequena ocorrência de minerais filitosos ou prismáticos, sobressaindo a ocorrência de minerais que tendem a ser equidimensionais como feldspatos, quartzo, piroxênio, o têrmo foliação (uso genérico) é mais aplicável;

2. Clivagem ardosiana - corresponde a uma "protoxistosidade" decorrente de fraca recristalização metamórfica acompanhada de rotação e quebramento de minerais pré- metamórficos segundo planos penetrativos (Fig. 1); relaciona-se com metamorfismo de baixo grau de rochas pelíticas ou tufáceas principalmente;

baixo grau de rochas pelíticas ou tufáceas principalmente; Figura 1 – Foto de afloramento mostrando a

Figura 1 – Foto de afloramento mostrando a clivagem ardosiana em ardósia.

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3. Clivagem de crenulação ("Strain Slip Cleavage") - estrutura metamórfica, planar, não

penetrativa, que se desenvolve em rochas incompetentes ou pouco plásticas ao esforço

deformacional na forma de planos de descontinuidade física e/ou de recristalização

preferencial de minerais metamórficos e que se espaçam entre si em até 2 cm no máximo

paralela ou subparalelamente aos planos axiais de dobras micro (Fig. 2) a mesoscópicas

de crenulação;

B
B

A

Figura 2 – (A) Desenvolvimento da clivagem de crenulação (rotação) em rochas ricas em filossilicatos. (B) Fotomicrografia em luz polarizada mostrando clivagem de crenulação em muscovita-xisto.

O distanciamento dos planos de clivagem a mais de 2 cm leva a classificar-los de fraturas

ou sistema de fraturas. Por outro lado, se os planos apresentam-se muito cerrados, em uma

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estrutura penetrativa e com pouca recristalização, a clivagem de crenulação passa a ardosiana ou,

se houver intensa recristalização, passa a ser uma xistosidade.

4. Bandamento ("layering") - é uma foliação em bandas (Fig. 3), geralmente milimétricas

a centimétricas de variação composicional e/ou granulométrica/textural da rocha.

A sua origem pode ser: reliquiar, ou seja, anterior ao metamorfismo como estratificação

sedimentar ou estratificação ígnea e metamórfica por processo de segregação metamórfica.

A segregação ou diferenciação metamórfica é um processo comum na formação de

gnaisses dando origem ao conhecido bandamento gnáissico ("gnaissosidade"), mas ocorre

também em diversas outras rochas metamórficas (xistos, eclogitos, anfibolitos, etc );

A B
A
B

Figura 3 – (A) Amostra macroscópica mostrando bandamento gnáissico em Cord-gt-qzo- feldsp-biotita gnaisse (gnaisse pelítico). (B) Fotomicrografia a luz polarizada mostrando bandamento por segregação mineral em gnaisse.

5. Lineação mineralógica - é a estrutura definida pela orientação preferencial de minerais

metamórficos (exemplo: anfibólios) ou de concentrações minerais (exemplo: biotita )

segundo "linhas";

6. Componentes pré-metamórficos estirados - seixos, oólitos, xenólitos são,

freqüentemente, estirados segundo o eixo "b"das dobras originando-se uma lineação

metamórfica de deformação;

7. Barras ("rods") - são elementos lineares milimétricos a decimétricos de material

diferenciado por segregação metamórfica (principalmente quartzo) em charneiras de

dobras. São comuns em xistos onde se confundem, muitas vezes, com seixos de quartzo

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estirado. Indicam também o eixo "b" das dobras da deformação metamórfica sob a qual se

formaram;

8. Colunas ("mullions") - são elementos lineares decimétricos a métricos formados nas

charneiras de dobras por corrugação dos estratos ou bandas e geralmente acompanhados

por segregação metamórfica produzindo barras associadas. Dispõem-se, também

paralelamente ao "b" de deformação, representando fisicamente a direção de estiramento

dos componentes mineralógicos ou litológicos;

9. Intersecão de planos - a interseção de planos de clivagem entre si, de plano de clivagem

com xistosidade, de xistosidades entre si ou de xistosidade com acamadamento etc,

produz líneação(ões) de interseção. Caso o plano mais antigo for deformado para uma

superfície curva, a lineação decorrente da interseção será curva ao invés de veta;

10. Eixos de crenulação - charneiras de microdobras milimétricas a centimétricas

constituem lineações marcantes em rochas xistosas. (Ver foto: xistosidade crenulada em

Xisto do Grupo Cachoeirinha, sul de Patos,PB);

11. Kinks ou Knicks - são

crenulações que apresentam

limbos em ângulos ou em

joelho (sem arredondamento

nas charneiras), simétricos

("chevron") ou assimétricos.

Um pacote de xistos

crenulados em "Kinks", além

das lineações bem evidentes,

pode apresentar planos de

justaposição dos flancos

formando bandas (kink bands,

figura 4) que são subparalelas

aos planos axiais dos "Kinks".

que são subparalelas aos planos axiais dos "Kinks". Figura 4 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 4 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando Kink band em biotita.

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7 - TIPOS DE TEXTURAS

7.1. Texturas reliquiares - As texturas originais, pré-metamórficas, quando puderem ser

identificadas nas rochas metamórficas, recebem o prefixo BLASTO (Fig. 5), indicando estar

relacionado com rocha metamórfica. Assim, por exemplo:

um metagabro com textura ofítica ainda reconhecível, mesmo que o plagioclásio e o

piroxênio estejam metamorifcamente alterados, será dito ter textura BLASTO-OFÍTICA;

alterados, será dito ter textura BLASTO-OFÍTICA; Figura 5 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 5 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura blastointergranular de metadiabásio plag-ca-hb-bt. Anortosito Capivari, Pântano Grande-RS.

um arenito metamorfisado no qual ainda se reconhecem os grãos detríticos (Fig. 6), terá uma

textura BLASTO-PSAMÍTICA.

detríticos (Fig. 6), terá uma textura BLASTO-PSAMÍTICA. Figura 6 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 6 – Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura blastopsamítica de nível de areia.

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7.2. Texturas tipomorfas - As texturas relacionadas com cristalização ou recristalização

metamórfica recebem a terminação BLÁSTICA para significar que se originaram com o

metamorfismo estudado. As principais texturas associadas com a blastese metamórfica são as

seguintes:

GRANOBLÁSTICA - como o nome indica, trata-se de uma textura na qual o arranjo dos

minerais se dá na forma de grãos que tendem a ser equidimensionais (Fig. 7). Rocha que

freqüentemente apresenta textura granoblástica é o gnaisse, cujos componentes principais são

o quartzo e feldspatos que mostram esta tendência equidimensional;

e feldspatos que mostram esta tendência equidimensional; Figura 7 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando
e feldspatos que mostram esta tendência equidimensional; Figura 7 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 7 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura granoblástica inequigranular poligonal fina.

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LEPIDOBLÁSTICA - textura definida por minerais lamelares como as micas e as cloritas

dispondo-se sub-paralelamente (Fig. 8). Os micaxistos são rochas com textura geralmente

lepidoblástica;

são rochas com textura geralmente lepidoblástica; Figura 8 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 8 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura lepidoblástica em muscovita-xisto.

NEMATOBLÁSTICA (nemato=vermes) - os minerais que definem esta textura são os que

apresentam hábito alongado, prismático ou acicular, como os anfibólios, a sillimanita, etc.

dispondo-se sub-paralelamente (Fig. 9). Anfibolitos e anfibólioxistos são rochas que

apresentam freqüentemente textura nematoblástica;

que apresentam freqüentemente textura nematoblástica; Figura 9 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando

Figura 9 - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura nematoblástica do Complexo Brusque-SC.

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DIABLÁSTICA (di=duplicidade) - textura sem orientação preferencial, diferente da

granoblástica porque os minerais placosos ou aciculares (micas, anfibólios, epidotos ou

outros) que definem esta textura não formam grãos, não são equidimensionais;

PORFIROBLÁSTICA - quando uma ou mais espécies cristalinas tendem a se desenvolver

por crescimento metamórfico com dimensões significativamente maiores do que às da

matriz, a textura recebe o nome de porfiroblástica em analogia com a matriz porfirítica das

rochas ígneas (Fig. 10A e 10B).

A
A

Figura 10A - Fotomicrografia a luz natural e luz polarizada de porfiroblasto sin-tectônico de granada-estaurolita. Complexo Passo feio-RS.

B
B

Figura 10B - Fotomicrografia a luz natural e luz polarizada de porfiroblasto sin-tectônico de granada. Complexo Brusque-SC.

7.3. Texturas cataclásticas - As texturas com indicios de quebramentos e deformações dos

grãos recebem a designação de CATACLÁSTICAS ou de MILONÍTICAS:

CATACLÁSTICA - o comportamento rúptil ou quebradiço dos minerais ao metamorfismo

dinâmico é proeminente e, por isto, a rocha tende , muitas vezes, a mostrar pouca orientação

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(Fig. 11A e 11B). Rochas essencialmente quartzo-feldspáticas com poucos minerais micaceos ou filitosos comumente desenvolvem texturas cataclásticas.

A
A

Figura 11A – Foto de amostra de mão de cataclasito.

B
B

Figura 11B – Fotomicrografia de cataclasito.

MILONÍTICA - textura decorrente de metamorfismo dinâmico ou de falha em rocha que apresenta significativamente, mineral com comportamento dúctil ou plástico, orientando-se em planos ou linhas (Fig. 12);

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Metamórfica Texturas e estruturas das rochas metamórficas Figura 12 – Fotomicrografia de Milonito. PORFIROCLÁSTICA

Figura 12 – Fotomicrografia de Milonito.

PORFIROCLÁSTICA - quando alguns minerais que resistem mais as deformações ficam em

destaque entre a massa cataclástica mais finamente moida ou milonitica fina, a textura recebe

o nome de porfiroclástica e esses minerais em destaque são designados de

PORFIROCLASTOS (Fig. 13);

A
A
B
B

Figura 13A - Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura porfiroclástica identificando porfiroclásto de calcita em mármores. (B) Fotomicrografia em luz polarizada mostrando textura porfiroclástica identificando porfiroclásto de opx com exosolução de cpx.

MORTAR TEXTURE ou EM ARGAMASSA é uma textura cataclástica que se desenvolve,

geralmente, em graus menores de cataclase: os grãos minerais, com comportamento rúptil,

tensionados uns contra os outros, quebram e trituram-se preferencialmente em suas bordas

resultando em subgrãos, muito pequenos, dinamicamente recristalizados, rodeando os grãos

maiores remanescentes do quebramento (lembra uma mistura concretada de argamassa). A

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evolução desta textura pode vir a ser uma textura porfiroclástica a medida em que a matriz triturada aumenta percentualmente deixando em destaque grãos maiores, porfiroclastos.

As texturas CATACLÁSTICAS e MILONÍTICAS são designadas, também, pelo grau de

quebramento e/ou moagem de seus componentes, consistentemente com o nome que é atribuido

a rocha, recebendo o prefixo PROTO e ULTRA, respectivamente, para percentagem menor (10-

50%) e maior (>90%) de matriz quebrada/triturada da rocha. Assim, por exemplo, uma textura ultracataclástica mostra mais de 90% de seus componentes finamente quebrados e triturados.

8 - ANÁLISE DE ESTRUTURAS/TEXTURAS METAMÓRFICAS

O estudo de uma lâmina delgada de rocha metamórfica pode nos permitir estabelecer uma

sucessão de eventos da história geológica local. Entretanto, analisar e interpretar as texturas e estruturas das rochas metamórficas, sejam herdadas, tipomorfas ou pós-metamórficas, é tarefa que, geralmente, envolve mais do que o

estudo de uma amostra e sua lâmina delgada ou seção polida e, mesmo, mais do que o estudo de um afloramento, ou seja, para termos segurança de nossos estudos, temos que ter uma boa base de cartografia geológica e correlação de estruturas e texturas observadas, analisadas e interpretadas na região.

A análise e interpretação de texturas e estruturas metamórficas, além desta abrangência

geográfica, exige conhecimento e entendimento multidisciplinar porque não se estudam texturas

e estruturas de rochas metamórficas sem se conhecer, entre outras:

Quais texturas primordiais, ígneas ou sedimentares, que possam ter sido deixadas como vestígios ou que possam ter influenciado no desenvolvimento das texturas transformadas; Qual a mais provável composição inicial, química e mineralógica, que auxilie na interpretação do protólito; Qual a geologia estrutural da região, analisada desde o nível macro até micro, e quais os fatores tectônico/estruturais envolvidos; Quais os processos de reações químico/mineralógicos envolvidos, considerando-se fatores composicionais da rocha e dos fluidos durante os processos de transformação.

Assim, tal tipo de estudos é um quebra-cabeças onde as peças que vão se encaixando durante a pesquisa correspondem a eventos que devem ser correlacionados, na medida do

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possível, em níveis locais, regionais a continentais e em um tempo geocronológico, procurando- se determinar a rocha original e sua provável ambiência geotectônica e as etapas transformantes, cada uma dessas etapas caracterizada pelos fatores físicos (P, P dirigida , P fluidos , T), químicos (processos metassomáticos) e sua correlação com processos e ambiente geológico.

9 – BIBLIOGRAFIA ANTENOR ZANARDO. 2006. Anotações de aula.

BIBLIOGRAFIA ANTENOR ZANARDO. 2006. Anotações de aula. MANFREDO WINGE. 1996. Anotações da aula. Universidade de
MANFREDO WINGE. 1996. Anotações da aula. Universidade de Brasília. Instituto de

MANFREDO WINGE. 1996. Anotações da aula. Universidade de Brasília. Instituto de

Geociências. MÁRIO VICENTE CAPUTO. 2010. Anotações de aula.

Geociências. MÁRIO VICENTE CAPUTO. 2010. Anotações de aula.

ROBERTO SACKS DE CAMPOS. 2011. Anotações de aula e fotos. Universidade Federal do Espírito Santo.

ROBERTO SACKS DE CAMPOS. 2011. Anotações de aula e fotos. Universidade Federal do Espírito Santo. Centro de Ciências agrárias.