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Seminario Integrador I
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Aula 02:Narrativas de Formação no Círculo Reflexivo Biográfico

Tópico 01: Biografia Educativa e sua importância na formação docente

Para construir a biografia educativa, o tutor organizará um Círculo Reflexivo Biográfico (CRB) seguindo os seguintes momentos:

1. Acordo em relação às regras;

2. Narrativa oral;

3. Interação para acolhimento de sugestões;

4. Transcrição da narrativa;

5. Elaboração textual;

6. Postagem e socialização das biografias educativas (opcional);

7. Avaliação do Seminário Integrador.

Leitura Complementar  

Leitura Complementar

 

O Círculo Reflexivo Biográfico (CRB) é um dispositivo de pesquisa e de formação criado e desenvolvido pela professora Ercília Braga. Clique aqui para saber mais.

 

PARA SABER MAIS (veja)

 

O Círculo Reflexivo Biográfico (CRB) é um dispositivo de pesquisa e de formação criado e desenvolvido pela professora Ercília Braga.

Tal dispositivo permite a realização de uma aventura biográfica em que sujeitos, em interação, elaboram suas biografias educativas. O objetivo da relação dialógica estabelecida no CRB é compreender, a partir de uma abordagem experiencial (JOSSO, 2004), a dimensão formadora ou deformadora de diferentes vivências que tivemos ao longo da nossa trajetória de vida. O CRB desenvolveu-se sob tripla inspiração: Christine Delory-Momberger (2006), quando propõe os ateliês biográficos de projetos; Marie Christine Josso, com as dinâmicas grupais de trabalho com as experiências de vida em formação (2004), e Paulo Freire, com a práxis dos Círculos de Cultura. A teoria da narratividade exposta em Tempo e Narrativa, de Paul Ricoeur, foi a base para a compreensão do potencial narrativo na formação. O CRB ocorre em sessões de 2 a 4h, dividindo-se em três momentos imbricados: despertar consciencial (sensibilização e problematização); biografização (parte de narrativas orais até chegar à biografia escrita) e integração experiencial (avaliação do percurso de vida e projeção de novos rumos).

O CRB assenta-se em seis princípios interligados:

 

1)

princípio

formativo

a

reflexividade

crítica

permite

passar

das

experiências

existenciais às experiências formadoras;

 

2)princípio dialógico - fundamento da ação educativa libertadora;

 

3) princípio sócio-político - inseparabilidade entre processos identitários e dimensão societal;

4) princípio antropológico – discute a relação entre sujeito e narração, destacando a

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capacidade da linguagem como constitutivo do humano;

5) princípio da potência narrativa - permitindo que tenhamos verdadeiras experiências e desenvolvamos crescentes níveis de autonomia;

6) princípio integrador – como prática consciente e integral de educação de si. No CRB podemos utilizar diferentes linguagens, pois nem todo conhecimento é redutível ao verbal (oral e escrito). A arte (desenhos, colagens, pinturas, dança e música) e a confecção de mandalas ajudam na construção do sentido, que não é algo dado, mas é elaborado na interação/transação, sobretudo com a mediação das linguagens artísticas. Por seu potencial heurístico e formador, o CRB constitui-se em dispositivo fecundo na pesquisa qualitativa, podendo ser trabalhado com sujeitos de todas as faixas etárias.

Nos textos "Círculo Reflexivo Biográfico: Dispositivo de Pesquisa e de Formação" (OLINDA, 2010) e "O Circulo Reflexivo Biográfico como Espaço Privilegiado para a Reflexão Sobre a Experiência Religiosa Espiritualizante" (OLINDA, 2011), vocês terão maiores informações.

Antes de detalhar cada um dos momentos indicados lembramos que a narrativa de vida aqui proposta insere-se numa relação pedagógica, tendo, portanto, objetivos de formação. A narrativa é espontânea, porém solicita-se que os sujeitos procurem responder às seguintes questões:

Como cheguei até aqui?

Como e por que penso como penso hoje?

Por que tenho certas concepções?

Onde e como aprendi o que sei hoje?

O que foi formativo para mim, até aqui?

Que pessoas, episódios, experiências instituições me marcaram?

Esse processo conduz o sujeito a desenvolver uma pesquisa sobre si, sobre sua formação, colocando-o num lugar de destaque, possibilitando que se torne autor/ator de sua vida e que desenvolva sua autonomia, na medida em que assume responsabilidades nas suas aprendizagens e que toma decisões necessárias à sua formação.

Entendemos que as reflexões autobiográficas fazem parte de um esforço autoformativo com foco na descrição compreensiva dos processos de formação, de conhecimento e de aprendizagem que vão nos ajudando no "caminhar para si" (JOSSO, 2004). Partilhamos a afirmação de Paulo freire de que:

"ninguém nasce feito: é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos" (2004, p.79).

A experiência com a atividade autobiográfica é transformadora na medida em que, por meio da narrativa, fazemo-nos intérpretes de nós mesmos e desenvolvemos uma competência compreensiva em relação ao outro.

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Seminario Integrador I A escrita autobiográfica, em geral, mostra-se difícil, a ngustiante e, às vezes, cheia

A escrita autobiográfica, em geral, mostra-se difícil, angustiante e, às vezes, cheia de lacunas. Ao assumir esta tarefa aceitamos o convite para tomar distância de nós mesmos (objetivação), para fazermos um trabalho reflexivo sobre vivências particulares, sobre o que observamos, sentimos e reelaboramos ao longo de nossas vidas. Ao escrever autobiograficamente, explicamo-nos, procuramos entender as razões de nossas ações e reações e fazemos uma autoavaliação de fatos, de relacionamentos, de realizações e de frustrações. Surpreendemo-nos, ao mergulhar no nosso mundo interior, revelando e desvelando conteúdos conscientes e inconscientes.

Experimentamos o paradoxo fundamental da atividade autobiográfica: unir o mais pessoal (singular) com o mais universal (FERRAROTTI, 1988). Ao narrar, somos levados a uma tomada de consciência individual e coletiva, pois nossa história de vida situa-se num contexto sócio-político determinado. As narrações autobiográficas relatam uma práxis humana individual, inserida num contexto histórico e social. Ao rever nossa trajetória, identificamo-nos como sujeitos ativos.

Vejamos dois depoimentos de sujeitos que em diferentes tempos e espaços aceitaram a aventura de escrever sobre si:

Vejamos dois depoimentos de sujeitos que em diferentes tempos e espaços aceitaram a aventura de escrever
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