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PATOLOGIAS DO SISTEMA URINÁRIO (EXCRETOR)

As patologias dos rins podem ser :


AGUDAS: súbitos, como resultado de infecções com inflamação dos néfrons. Duram por
algumas semanas, mas há recuperação completa.

CRÔNICAS: originam-se lentamente e são progressivas, com perda gradual da função do rim.

GLOMERULONEFRITE:

Glomerulonefrites ou glomerulopatias são afecções que acometem o glomérulo (estrutura


microscópica formada por um emaranhado de capilares semelhantes a um novelo de lã). É a principal
estrutura renal responsável pela filtração do sangue. A glomerulonefrite pode ser:

GLOMERULONEFRITE AGUDA:

É a doença mais comum dos rins. Geralmente, o paciente se recupera sem danos ao rim.
Normalmente ocorre em crianças cerca de uma a quatro semanas após uma infecção
estreptocócica na garganta. Anticorpos formados em resposta a estes estreptococos fixam-se na
membrana glomerular (parte do néfron) danificando-a.
Em adultos a doença pode se tornar crônica, com diminuição gradual da quantidade de néfrons
funcionantes, levando à insuficiência renal crônica.
A síndrome nefrítica aguda pode estar associada ao desenvolvimento de hipertensão,
inflamação intersticial (inflamação de espaços intercelulares do tecido renal) e insuficiência renal
aguda.

GLOMERULONEFRITE CRÔNICA:

É uma doença que ocorre quando há destruição lenta e progressiva dos glomérulos renais, com
a perda progressiva da função renal. Alguns casos são causados por estímulos específicos ao sistema
imunológico, mas a causa precisa da maior parte dos casos é desconhecida. Esta doença é uma causa
da hipertensão e da insuficiência renal crônica.
O dano aos glomérulos compromete a eficiência da filtragem, permitindo que sangue e proteína
passem para a urina.
Aproximadamente 1/4 das pessoas acometidas por glomerulonefrite não apresentam história
prévia de doença renal e o distúrbio inicialmente aparece como uma insuficiência renal crônica.
As doenças glomerulares são consequências de uma ampla variedade de fatores:
• distúrbios imunológicos;
• doenças vasculares;
• doenças metabólicas;
• algumas entidades hereditárias.
As glomerulopatias que aparecem isoladamente são classificadas como primárias, e quando
estão associadas a doenças sistêmicas (Lupus, diabetes, etc.) são classificadas como secundárias.

Sintomas: A inflamação atrapalha o funcionamento dos glomérulos que resulta em urina escura,
acastanhada ou da cor da ferrugem (em virtude da presença de sangue na urina), urina espumosa,
perda de proteínas (quando há perda de proteínas da corrente sanguínea, ocorre edema (acúmulo de
líquidos nos tecidos do organismo) pois a proteína mantém o fluido dentro dos vasos sanguíneos.

Tratamento:O tratamento varia dependendo da causa da doença, do tipo e da gravidade dos


sintomas. O objetivo principal do tratamento é controlar os sintomas. A hipertensão pode ser de difícil
controle e normalmente é o aspecto mais importante do tratamento.
Podem ser usados vários medicamentos anti-hipertensivos para tentar controlar a pressão
sanguínea alta. Pode ser necessário restringir a ingestão de sal, líquidos, proteínas e outras
substâncias para auxiliar o controle da hipertensão ou da insuficiência renal.
No caso da doença crônica pode ser necessário recorrer à diálise ou ao transplante renal para
controlar os sintomas de insuficiência renal e manter a vida.

PIELONEFRITE (conhecida popularmente como infecção urinária):


A pielonefrite é uma infecção do trato urinário ascendente que atingiu a pelve do rim. Afeta
quase todas as estruturas do rim, incluindo túbulos e sistema coletor. Só o glomérulo é exceção, pelo
menos até uma fase avançada. É classificada em aguda ou crônica.

Pielonefrite aguda: É uma inflamação da pelve renal e do tecido do rim por penetração de
germes que atinge um ou os dois rins.
O germe pode atingir o rim pelo sangue ou subindo da uretra para a bexiga e pelo ureter até o
rim. Quando existe alguma malformação do aparelho urinário ou urina que volta da bexiga para o rim
(refluxo vésico-uretral) ou pedra nos rins ou outro tipo de obstrução, a pielonefrite tem condições
favoráveis para se instalar.
Ocorre mais em mulheres grávidas e em homens com a próstata aumentada (a próstata
aumentada circunda a primeira parte da uretra nos homens).
Sintomas: O ínicio é abrupto, com dor na micção (disúria) e maior frequência e urgência,
inclusivamente acordando o doente à noite (noctúria). Como em qualquer infecção, há febre, suores,
mal-estar. Náuseas e vômitos acompanham o quadro.
Tratamento: Visa erradicar as bactérias, com a administração de antibióticos até que se
comprove o total desaparecimento da infecção, aliviar os sintomas, prevenir lesões renais
parenquimatosas e diminuir a possibilidade da infecção se disseminar.

Pielonefrite crônica: Conceitualmente, refere-se a um aspecto anatomo-patológico específico


dos rins. A pielonefrite crônica é o resultado da inflamação progressiva do interstício e dos túbulos
renais. O aspecto patológico dos rins, fibrose, retração e cicatriz renais ocorrem em consequência das
infecções do trato urinário (ITU) recorrentes. Pode-se suspeitar que um paciente posssa ser portador
de uma pielonefrite crônica se ao avaliarmos, encontramos:
• História de ITU recorrentes;
• Sinais radiológicos de cicatriz renal baqueteamento dos cálices e afinamento do córtex renal;
• Associação com hipertensão renal, rins atróficos.
Sinais e sintomas não costumam ser muito evidentes e vão progressivamente manifestando-se
ao longo de vários anos ou meses, com tendência para persistirem indefinidamente. Caso a infecção
não seja oportunamente tratada, pode evoluir durante muito tempo, gerando lesões significativas que
alteram de forma irreversível o funcionamento do rim afetado. Este tipo de pielonefrite é o mais
característico em pessoas que sofrem de obstrução e/ou retenção urinária.
Nas fases iniciais, as manifestações mais comuns, quando existem, são uma dor ligeira ou
moderada na zona lombar, cansaço e mal-estar geral.
Na maioria dos casos, os sintomas da doença são provocados pelas transformações irreversíveis
que afetam o tecido renal, que ao alterarem o seu funcionamento dão origem a uma insuficiência renal
progressiva e crônica. Nestes casos, os sinais e sintomas são fadiga, sede, palidez, secura da pele e
das mucosas, perda de peso, cãibras, náuseas, dor de cabeça e inflamação das pálpebras.
Uma outra complicação frequente da pielonefrite crônica é a litíase urinária, provocada pela
estase de uma urina muito concentrada, saturada com excesso de sal. Estes cristais depositam-se,
formando microcálculos que, por sua vez, se o processo se tornar crônico, continuam a aumentar de
volume dando origem a cálculos macroscópicos. Estes cálculos podem encravar-se num dos segmentos
das vias urinárias e obstruí-lo, provocando uma cólica renal ou um episódio de retenção urinária.
Tratamento: Deve-se iniciar a antibioterapia quando, através das devidas análises de urina, se
detectam focos infecciosos ativos. De qualquer forma, o tratamento consiste essencialmente na
correcção das causas de predisposição para a doença, tais como a existência de cálculos nas vias
urinárias ou alterações na forma destes órgãos, e em formas de travar a sua evolução e compensar a
insuficiência renal. Nos casos mais graves, pode ser necessário recorrer a cirurgia, por exemplo, para
corrigir uma alteração anatômica ou até para a extração parcial ou total de um rim. Caso sejam
afetados ambos os rins e se gere um quadro de insuficiência renal crônica, deve-se recorrer a diálise e,
quando for possível, a um transplante renal.
Pielonefrite em rim esquerdo

Peça Rim-16. Pielonefrite crônica. Cicatrizes pielonefríticas. Os rins mostram depressões extensas, mas
não muito profundas, na superfície externa. Estas se devem a cicatrizes observadas na superfície de corte como
áreas esbranquiçadas. A origem é um processo inflamatório crônico de causa bacteriana. As pielonefrites crônicas
caracterizam-se pelo aspecto irregular da superfície externa do rim, conhecido como cicatrizes pielonefríticas.

HIDRONEFROSE:

É a distensão (dilatação) da pelve renal e dos cálices com acúmulo de líquido causado pela
obstrução do fluxo da urina.
Normalmente, a urina sai dos rins a uma pressão extremamente baixa. Se o fluxo da urina for
obstruído, esta reflui dilatando o rim e exercendo pressão sobre os seus delicados tecidos. A pressão
causada por uma hidronefrose prolongada e grave lesa finalmente os rins de tal forma que se
interrompe gradualmente o funcionamento dos mesmos. Se a obstrução não for removida, o rim ficará
permanentemente danificado e pode terminar em insuficiência renal.
A hidronefrose é frequentemente causada por uma obstrução da união ureteropélvica (uma
obstrução localizada no ponto de conexão do ureter e da pelve renal). As causas são as seguintes:
• Anomalias estruturais, por exemplo, quando a união do ureter com a pelve é muito alta.
• Cálculos renais.
• Compressão do ureter por uma artéria ou veia localizada anormalmente ou por um tumor.
A hidronefrose também pode ser produzida por uma obstrução abaixo da união do ureter e da
pelve renal ou por refluxo da urina desde a bexiga. As causas compreendem as seguintes:
• Cálculo no ureter.
• Tumores no ureter ou perto do mesmo.
Em algumas ocasiões, a hidronefrose produz-se durante a gravidez se o útero aumentado
comprimir os ureteres. Este tipo de hidronefrose geralmente termina ao finalizar a gravidez, embora a
pelve renal e os ureteres possam ficar posteriormente um pouco dilatados.

Sintomas: dependem da causa da obstrução, sua localização e duração. Quando a obstrução


começa rapidamente (hidronefrose aguda), produz em geral uma cólica renal (dor aguda intermitente
e muito forte sobre o lado afetado). Quando progride lentamente (hidronefrose crônica), pode não
produzir sintomas, ou então haver ataques de dor no lado afetado.
Cerca de 10 % das pessoas com hidronefrose têm sangue na urina. Quando se obstrui o fluxo
da urina, podem formar-se pedras (cálculos).

Diagnóstico: A ecografia pode proporcionar boas imagens dos rins, dos ureteres e da bexiga e é
especialmente útil nas crianças. Por meio de uma urografia endovenosa (exame radiológico
contrastado) podem obter-se imagens com raios-x dos rins, da bexiga e da uretra. Estes exames
podem oferecer informação acerca do fluxo urinário através dos rins.

Tratamento e prognóstico: Na hidronefrose aguda, a urina que se acumulou no rim acima da


obstrução, deve ser drenada o mais depressa possível (geralmente com uma agulha introduzida
através da pele) quando a função renal diminuiu, a infecção persiste ou a dor é forte. Se a obstrução
for completa, a infecção for grave ou houver cálculos, pode-se introduzir temporariamente através de
um lado do corpo um cateter no interior da pelve renal, para drenar a urina.
A hidronefrose crônica corrige-se por meio do tratamento da causa e da eliminação da
obstrução urinária através de cirurgias para correção.

Hidronefrose em rim esquerdo

RINS POLICÍSTICOS:

Os cistos renais (que têm paredes celulares finas e estão cheios de um líquido semelhante ao
plasma) são dilatações de alguma porção do néfron.
Os cistos podem ocorrer em um ou nos dois rins e são, quase sempre, em pequeno número e
de tamanho menor que 3cm. Quando todo o rim é tomado por incontáveis cistos, de tamanhos
variáveis, chama-se rim policístico. As causas responsáveis pela formação dos cistos podem ser
hereditárias ou adquiridas.
A doença policística dos rins hereditária, com herança autossômica dominante (se um dos pais
transmitir o gene, 50% das crianças irão desenvolver o distúrbio) caracteriza-se pela presença de
múltiplos cistos formados nos rins. Desconhece-se o mecanismo exato que desencadeia a formação
dos cistos.
Nos estágios iniciais da doença, os cistos aumentam o tamanho do rim e interferem em sua
função, resultando em pressão sanguínea alta crônica, anemia e infecções renais. Estes cistos podem
também fazer com que os rins aumentem a produção de eritropoietina (hormônio que estimula a
produção dos glóbulos vermelhos na medula óssea) resultando em um aumento destes glóbulos, em
vez de produzir a anemia esperada. A hipertensão causada pelos rins policísticos pode ser de difícil
controle.
A doença avança vagarosamente até por fim resultar em insuficiência renal em estágio final.
Quando a doença policística dos rins aparece na infância, ela tende a ser bastante grave e progride
mais rapidamente, resultando em insuficiência renal em estágio final e morte na infância ou
adolescência.
A doença policística dos rins ocorre tanto em crianças como adultos, porém é muito mais
comum em adultos. De modo geral, os sintomas não se apresentam até a meia-idade. O distúrbio
pode não ser descoberto a menos que os procedimentos que mostram a doença sejam realizados por
outras razões.
Os riscos incluem uma história familiar ou pessoal de doença policística dos rins.

Sintomas:os sintomas podem ser: sangue na urina, dor no flanco em um ou ambos lados,
micção excessiva durante a noite.

Cistos adquiridos: Os responsáveis por 70% dos cistos adquiridos são cistos simples. Eles
ocorrem frequentemente após os 50 anos e aumentam de frequência com o avançar da idade e estão
presentes em mais de 50% das pessoas, após os 60 anos.
Podem ser solitários, múltiplos, uni ou bilaterais e, eventualmente, podem apresentar sintomas
clínicos de dor lombar, sangue na urina (14%), infecção urinária e hipertensão arterial (35%).
Dificilmente os cistos se infectam e formam abscessos. Pode ocorrer eventualmente ruptura e
surgir sangramento interno ou aparecer no exame de urina.
Tratamento: Atualmente, não existe tratamento que impeça a formação ou aumento dos cistos.
O tratamento tem por objetivo a redução dos sintomas e a prevenção de complicações. A hipertensão
pode ser de difícil controle, porém este controle é o aspecto mais importante do tratamento, que pode
incluir os medicamentos anti-hipertensivos e/ou medicamentos diuréticos, dieta com baixo teor de sal,
ou outros tratamentos. Se houver sintomas de anemia, esta pode ser tratada com ferro e outros
suplementos, administração de eritropoietina ou transfusão de sangue.
Pode haver a necessidade da remoção de um ou ambos os rins. O tratamento da doença renal
em estágio final pode incluir diálise ou transplante de rim.

Diagnóstico: clínica, ecografia e tomografia abdominal.

Tomografia abdominal em corte axial dos rins

INSUFICIÊNCIA RENAL:

Os rins são responsáveis por algumas funções: Remover as substâncias indesejáveis do nosso
corpo filtrando a uréia e ácido úrico, reabsorvendo a albumina e sais desejáveis como o sódio,
potássio, cálcio, excretar substâncias desnecessárias como o fósforo e o hidrogênio, secretar
hormônios para o controle do volume, da pressão arterial, do cálcio e fósforo e da formação de
hemácias.
A insuficiência renal é um diagnóstico que expressa uma perda maior ou menor da função renal.
Qualquer desvio funcional, de qualquer uma das funções renais, caracteriza um estado de insuficiência
renal. Mas, somente a análise dessas funções nos permite afirmar que há perda da capacidade renal e
estabelecer níveis de insuficiência renal. Nenhuma prova isolada é suficientemente exata ou fiel para
avaliar a função renal, por isso, devem ser feitas várias provas, analisando a filtração, a reabsorção, a
excreção e a secreção renal. A insuficiência renal pode ser aguda ou crônica.

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA: A falta abrupta e intensa de água (desidratação severa), a


perda repentina de sangue (hemorragias) ou do plasma (queimaduras) faz com que não haja formação
de urina (anúria) ou somente de pequenas quantidades de urina por dia (oligúria). A perda de água,
sangue ou plasma são as principais causas de insuficiência renal aguda, provocadas por falta de
volume do líquido circulante.
A queda de pressão arterial por diversos fatores, como falta de líquidos, doenças do coração
(infarto) e substâncias ou medicamentos que baixem a pressão, podem diminuir a força de filtração e a
urina não se forma.
Pode ocorrer também que substâncias tóxicas ingeridas ou injetadas destruam parte do rim e
suas funções sejam alteradas agudamente. Outra situação comum é a obstrução das vias urinárias. A
urina é formada, mas é impedida de sair, e em consequência surge anúria ou oligúria.
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: Muitas doenças renais são irremediavelmente progressivas.
Quanto mais elas progridem ou se agravam, mais danos causam ao rim. As lesões perturbam a
funcionalidade do rim, provocando a insuficiência renal crônica pela perda irreversível de suas funções.
As três mais comuns são a hipertensão arterial, o diabetes e a glomerulonefrite.

Sintomas e diagnóstico: A insuficiência renal é comprovada através de exames laboratoriais.


Dosagens elevadas de uréia, ácido úrico e creatinina no sangue ocorrem por defeito crônico de filtração
do rim doente.
Na urina, a densidade urinária é sempre baixa mostrando a incapacidade do rim em concentrar
a urina. Por isso, os pacientes com insuficiência renal crônica nos informam que sua urina é sempre
clara e que nunca muda de cor. Às vezes podem apresentar sangue na urina e então aparecer escura.
Em todos os casos de insuficiência renal crônica, encontra-se uma anemia de difícil tratamento,
que só responde com o uso de eritropoetina, um hormônio secretado pelo rim. Quando há doença
renal crônica, o rim perde a capacidade de produzir esse hormônio.
Outros dados clínicos mostram a incapacidade do rim de eliminar substâncias tóxicas e excretar
o pigmento amarelo que tinge a pele. Por isso, a pele do renal crônico é pálida e amarelada. Quando a
lesão renal é superior a 50% da massa renal, surge hipertensão arterial.

CÁLCULOS RENAIS (litíase urinária):

O homem expele pela urina grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos e
oxalatos. Em algumas condições a urina fica saturada desses cristais e como consequência formam-se
cálculos.
A doença é mais comum no adulto jovem, em torno da 3ª ou 4ª década de vida, predominando
na raça branca e não havendo diferença de sexo. A recorrência é mais comum no adulto jovem, 15%
em um ano, 40% em até 5 anos e 50% em até 10 anos. A população negra tem menos litíase renal
que a branca.
A formação de cálculos é um processo biológico complexo, ainda pouco conhecido, apesar dos
consideráveis avanços já realizados. Hoje, constata-se que mudanças nos regimes alimentares,
promovidas pela industrialização dos alimentos, mais ricos em proteínas, sal e hidratos de carbono,
aumentaram a formação de cálculos.
Todo o indivíduo produtor de cálculos tem envolvimento com um ou mais fatores geradores de
cálculo:
• Epidemiológicos (herança, idade, sexo, cor, ambiente, tipo de dieta);
• Anormalidades urinárias (saturada de sais, volume diminuído e alterações do pH);
• Alterações metabólicas (calcemia – cálcio no sangue, calciúria - cálcio na urina, uricemia - ácido
úrico no sangue, uricosúria – ácido úrico na urina, oxalúria – oxalato na urina, cistinúria –
aminoácido na urina, hipomagnesúria – baixo magnésio na urina);
• Alterações anatômicas e urodinâmicas;
• Infecções urinárias;
Normalmente os cálculos se formam na pelve renal, embora a bexiga urinária possa ser um
outro local de formação.
Os cálculos podem variar de tamanho, de grãos minúsculos parecidos com pedregulhos
pequenos até grandes massas que preenchem a pelve renal e estendem-se até os cálices (cálculos
coraliformes).
Sintomas: A litíase pode ser assintomática, reconhecida somente em exames ocasionais. Na
maioria das vezes, a litíase se apresenta com manifestação de dor (cólica) e hematúria. Muitas vezes,
os cálculos podem obstruir a via urinária. A cólica renal é o sintoma agudo de dor severa, que pode
requerer tratamento com analgésicos potentes. Geralmente, a cólica está associada a náuseas,
vômitos, agitação. A cólica inicia quase sempre na região lombar, irradiando-se para a fossa ilíaca,
testículos e vagina. No sedimento urinário, pode-se observar hematúria que, com a dor em cólica, nos
permite pensar na passagem de um cálculo.

Diagnóstico: A investigação clínica, na fase aguda, inclui além do exame comum de urina, um
RX simples de abdome e uma ecografia abdominal.

Tratamento: Tomar bastante líquidos é o principal item do tratamento, visando reduzir a


concentração e supersaturação dos cristais urinários, e dessa forma, diminuir a formação de cálculos,
quando necessário cirurgia (endoscópica via ureter) ou litotripsia (é a fragmentação de cálculos renais
grandes por ondas de choque, sem anestesia ou internamento).
Cálculo coraliforme bilateral nos rins cálculo renal de 1cm de diâmetro

PATOLOGIA DA BEXIGA

CISTITE:

É uma doença inflamatória e/ou infecciosa da bexiga. As cistites mais frequentes são causadas
por germes oriundos do nosso trato intestinal, uma delas é a bactéria conhecida por Escherichia coli,
que se encontra-se nas fezes. Em situações especiais, essa bactéria migra contaminando a região
perineal (área onde se localizam os órgãos genitais). Após um período de multiplicação, essa bactéria
pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, causando uma cistite infecciosa. Essa situação é mais
fácil de acontecer nas mulheres, devido a uretra feminina ser mais curta.
Em pacientes imunodeprimidos (pacientes portadores do vírus HIV) ou sob quimioterapia, é
comum as cistites por fungos. Existem cistites não infecciosas, de causa inflamatória (ex: pacientes
que se submetem à radioterapia de órgãos pélvicos (útero, próstata) podem adquirir uma inflamação
vesical que é chamada de cistite rádica.
As cistites infecciosas são causadas por fatores anatômicos predisponentes, por fatores
constitucionais, por instrumentação do aparelho urinário (uso de sondas uretrais), por cirurgias sobre o
aparelho urinário, por doenças do aparelho urinário ("pedras"), pela atividade sexual, pela presença de
corrimento vaginal.

Sintomas: Os pacientes com cistite queixam-se de aumento da frequência das micções


(poliúria), de urgência miccional (micção imperiosa), dor na bexiga (cistalgia), de ardência e
dificuldade para urinar(disúria). A urina pode apresentar odor característico como também sangue.
Desconforto geral, dores lombares baixas, irritação, podem acompanhar o quadro. Febre geralmente
não acompanha as cistites no adulto. Nos outros tipos de cistite, não infecciosas, a sintomatologia é a
mesma com a única diferença: a inexistência de germes nos exames de urina. Não há uma
sintomatologia que diferencie uma cistite infecciosa de uma não infecciosa.

Diagnóstico: A história do paciente é importante na localização do órgão envolvido. O exame


qualitativo de urina nos dá idéia da quantidade de leucócitos, hemácias e densidade. Entretanto, o
exame mais importante é a urocultura com antibiograma que é o único que fará o diagnóstico entre
uma cistite infecciosa e uma não infecciosa. Exames de ultrassonografia, Rx do aparelho urinário
podem ser necessários para procurar a causa da doença.

Tratamento: As cistites infecciosas são tratadas com antibióticos de acordo com o resultado da
urocultura. Se uma causa for encontrada, essa deverá ser eliminada (por exemplo, um cálculo renal).
As cistites não infecciosas são mais complexas no que tange ao seu tratamento. Analgésicos, anti-
inflamatórios, miorelaxantes, anti-espasmódicos, anestésicos locais são recursos muito utilizados.

INCONTINÊNCIA URINÁRIA:

A incontinência urinária é a perda incontrolável de urina que pode ocorrer em qualquer idade,
mas as suas causas tendem a ser diferentes entre as faixas etárias. A incidência global da
incontinência urinária aumenta progressivamente com a idade.
Aproximadamente um em cada três indivíduos idosos apresenta algum problema com o con-
trole da bexiga. A incontinência urinária também produz situações embaraçosas e é frustrante.
O processo completo de retenção e liberação da urina (micção) é complexo e a capacidade de
controlar a micção pode ser comprometida em diferentes etapas do processo devido a várias
anormalidades. O resultado dessas anormalidades é a incontinência urinária (perda de controle).
Os tipos de incontinência urinária são classificados de acordo com o modo e o momento do
início da incontinência: incontinência recente e repentina e incontinência de início gradual e
persistente.
A incontinência urinária de início súbito frequentemente indica um problema de bexiga. A cistite
é a causa mais comum. Outras causas incluem os efeitos colaterais de medicamentos, os distúrbios
que afetam a mobilidade ou causam confusão mental, o consumo excessivo de bebidas que contêm
cafeína ou de álcool e as condições que irritam a bexiga ou a uretra.
A incontinência urinária persistente (crônica) pode ser decorrente de alterações cerebrais,
alterações vesicais (bexiga) ou uretrais (uretra) ou problemas dos nervos que inervam a bexiga. Essas
alterações são particularmente comuns em idosos e mulheres na pós-menopausa.

Diagnóstico: Comumente, os indivíduos tendem a conviver com a incontinência sem buscar


auxílio profissional por terem medo ou por sentirem-se embaraçados para discutir o problema com o
médico ou porque eles acreditam equivocadamente que a incontinência faz parte do processo de
envelhecimento normal. No entanto, muitos casos de incontinência podem ser curados ou controlados,
especialmente quanto o tratamento é iniciado precocemente.
Normalmente, a causa pode ser descoberta e um plano terapêutico pode ser elaborado após a
realização de uma anamnese (história clínica) e de um exame físico. Deve ser realizado um exame de
urina para se verificar a presença de infecção. A quantidade de urina que permanece na bexiga após a
micção (urina residual) é frequentemente mensurada com o a auxílio da ultrassonografia ou da
sondagem vesical (colocação de um pequeno tubo, denominado sonda ou cateter, no interior da
bexiga). Um grande volume de urina residual indica uma obstrução ou algum problema dos nervos ou
da musculatura da bexiga.

Tratamento: O tratamento ideal depende da análise minuciosa do problema de forma


individualizada e varia de acordo com a natureza específica do problema. A maioria dos indivíduos com
insuficiência urinária podem ser curados ou podem ser ajudados consideravelmente.
Frequentemente, o tratamento exige apenas a instituição de medidas simples para mudar o
comportamento. Muitos indivíduos podem recuperar o controle vesical através de técnicas de
modificação comportamental como, por exemplo, urinar em intervalos regulares (a cada 2 a 3 horas)
para manter a bexiga relativamente vazia. Evitar irritantes da bexiga (p.ex., bebidas que contêm
cafeína) e a ingestão de uma quantidade de líquido (6 a 8 copos de 240 ml por dia) para evitar que a
urina se torne concentrada (o que pode irritar a bexiga) podem ser medidas úteis.