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Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP

Dimensionamento de calhas e condutores


Engenheiro Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/junho/09

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Dimensionamento de calhas e condutores

Base: ABNT NBR 10.844/89


Capítulo 4 do livro aproveitamento de água de chuva

Exemplo 1.1
Dimensionar as calhas, condutores verticais e horizontais de um
telhado de uma indústria com 3.000m2.

Figura 1.1- Esquema do telhado, condutores verticais,


horizontais, caixa de first flush e cisterna.

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Condutor vertical
Cada coletor vertical recebe água de chuva de área de 15m de
largura por 25m de comprimento, ou seja, 15m x 25m= 375m2.

• Largura b=25m
• Comprimento na horizontal a= 15m
• Altura do telhado h=1,5m (adotado)
• Área A= ( a + h/2) b = (15+1,5/2) . 25= 394m2

Utilizaremos a página 75 do livro Aproveitamento de água de


chuva com a Tabela (4.13) de Frutuoso Dantas para intensidade de
chuva de 200mm/h.
Para área de 394m2 (375m2)de telhado achamos tubo vertical
de diâmetro de 200m.

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Figura 1.2- Esquema da área de contribuição do coletor vertical

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Vazão de projeto na calha


Q= I x A / 60
Sendo:
Q= vazão de projeto em L/min
I= intensidade de chuva =200mm/h (para período de retorno de
maior ou igual 25anos)
A=394m2= área do telhado

Q= I x A / 60
Q= 200mm/h x 394m2 / 60=1313 L/min=22 L/s=0,022m3/s

Para a metade do telhado de 1.500m2


• Largura b=100m
• Comprimento a = 15m
• Altura do telhado h=1,5m
• Área ½ telhado =A = ( a + h/2) b = (15+1,5/2) x 100=
1.575m2
• Para telhado inteiro = 2 x 1.575m2=3.150m2

Conforme Tabela (4.5) do prof. Azevedo Neto do livro


Aproveitamento de água de chuva, para calha de comprimento de
até 15m a largura da calha deverá ser de 0,30m.

Fórmula de Manning
V= (1/n) . R (2/3) . S 0,5
Q= A . V
Q= A. (1/n) . R (2/3) . S 0,5
A= 0,30 . y
0,022m3/s= (0,30 . y) x (1/0,015) . R (2/3) . 0,005 0,5
R= A/P= (0,30 x y)/ (0,30 + 2y)
Por tentativas achamos y=0,10m
Adotamos altura com folga H=0,10 + 0,20m=0,30m
Adoto H=0,30m

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Condutor horizontal
A metade do telhado tem 1.500m2, mas devido a inclinação do
mesmo o valor é 1.575m2.
• Q= I x A/ 60 (NBR 10.844/89)
• Sendo:
• Q= vazão de pico na calha (L/min)
• A= 1.575m2 (meio telhado)
• I= 200mm/h adotado
• Q= 200mm/h x 1.575m2/60= 5.250 L/min=88 L/s=0,088m3/s

Dimensionamento do diâmetro da tubulação


Usaremos a Tabela (1.1) de Metcalf &Eddy, 1981, não
esquecendo que em instalações prediais a altura da lâmina da
água máxima é 2/3 (0,67) de D.

Tabela 1.1-Valores de K´ para secção circulas em termos do diâmetro do tubo D


Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2

Fonte: Metcalf&Eddy, 1981

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Figura 1.3- Elementos hidráulicos de tubo circular


Fonte: Hammer 1979

Exemplo 1.2- Determinar a altura da lâmina líquida


Determinar a altura da lâmina líquida e a velocidade de um escoando com
secção parcialmente cheia.
Dados:
D=0,40m (adoto)
S= 0,005m/m (mínima declividade)
n=0,015 (coeficiente de rugosidade de Manning para concreto)
Q=0,088m3/s

Solução
Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2
Vamos tirar o valor de K´
K´= (Q.n) / (D 8/3 . S1/2 )
K´= (0,088 x 0,015) / (0,4 8/3 x 0,0051/2 )=0,22
Entrando na Tabela (1.1) com K´= 0,22 achamos d/D=0,62
Portanto, d= 0,62 x D=0,62 x0,40= 0,25m
Vamos achar a velocidade.
Usemos a equação da continuidade Q= A x V portanto V=Q/A
Temos que achar a área molhada.
Entrando na Figura (1.3) com d/D=0,62 na ordenada e no gráfico da
área molhada A achamos na abscissa o valor 0,62.

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Então: Amolhada/Atotal = 0,62


Como: Atotal = PI x 0,402/ 4=0,126m2
A/Atotal = 0,62
A= 0,62 x 0,126m2=0,07812m2
V= Q/ A = 0,088m3/s/ 0,07812m2=1,13m/s

Exemplo 1.- Determinar o diâmetro.


Dados:
Q=0,088m3/s
d/D=0,67 (ABNT NBR 10.844/89 exige lâmina máxima de 2/3 do
diâmetro)
S=0,005 m/m (declividade mínima)
n=0,015 (concreto)
Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2

Como d/D= 0,67 entrando na Tabela (1.1) achamos K´= 0,246


Vamos então tirar o valor de D.
Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2
D= [(Q.n)/ (K´ . S1/2) ] (3/8)
D= [(0,088x0,015)/ (0,246x 0,0051/2) ] (3/8) =0,38m
Portanto, adotamos D=0,40m

Caso queiramos calcular o diâmetro da tubulação de concreto para


todo o telhado teremos:
Q= 0,088m3 x 2= 0,176m3/s

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Metcalf & Eddy, 1981 apresentam as Tabelas (1.2) observando que d é a altgura da
lâmina de água (cuidado não confundir!).

Tabela 1.2- Valores de K para secção circular m termos da altura da lâmina de água d.
Q= (K/n) d 8/3 . S1/2

Fonte: Metcalf&Eddy, 1981

Exemplo 1.4- Determinar o diâmetro.


Dados:
Q=0,176m3/s
d/D=0,67 (ABNT NBR 10.844/89 exige lâmina máxima de 2/3 do
diâmetro)
S=0,005 m/m (declividade mínima)
n=0,015 (concreto)
Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2

Como d/D= 0,67 entrando na Tabela (1.1) achamos K´= 0,246


Vamos então tirar o valor de D.
Q= (K´/n) D 8/3 . S1/2
D= [(Q.n)/ (K´ . S1/2) ] (3/8)
D= [(0,176x0,015)/ (0,246x 0,0051/2) ] (3/8) =0,49m
Portanto, adotamos D=0,50m

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Nota:
• As calhas, coletores verticais e horizontais são para vazão
de pico.
• Existe a norma da ABNT NBR 10.844/89 para instalações
de águas pluviais
• Para aproveitamento de água de chuva só consideramos a
projeção e não a área inclinada.
• Cidades acima de 100.000 hab problema de Ilha de Calor e
devemos adotar período de retorno de 25anos ou maior
devido a problemas de transbordamento de calhas

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• Chuvas Intensas
Equações de chuvas intensas de qualquer lugar do Brasil
Pegar o programa PLUVIO2.1 no site www.ufv.br/dea/gprh/softwares.htm
A principal forma de caracterização de chuvas intensas é por
meio da equação de intensidade, duração e freqüência da
precipitação, representada por:
K . Ta
I =------------------------ (mm/h)
( t + b)c
Sendo:
I = intensidade máxima média de precipitação, mm/h;
T = período de retorno (anos)
t = duração da precipitação (min)
K, a, b, c = parâmetros relativos à localidade (Estado, município)

Exemplo 1.5
Estado de São Paulo, cidade de Lins obtemos:
Latitude: 21º 40´43” Longitude: 49º 44´33”
K= 2000 a=0,108 b=21 c=0,860
K . Ta
I =------------------------ (mm/h)
( t + b)c

2000 . T0,108
I =------------------------ (mm/h)
( t + 21)0,860
Exemplo 1.6
T= 25 anos
t= tempo de concentração= 5min
2000 . 250,108
I =-------------------------- = 172 mm/h
( 5 + 21)0,860

Folga no mínimo de 10% e teremos:


172 + 17,2=189,2
I=200m/h

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PREVISAO DE CONSUMO DE ÁGUA
Caso real de Centro de Distribuição
Nota: página 51 livro aproveitamento de água de chuva
Livro: Previsão de consumo de água: autor Plínio Tomaz
Objetivo: utilização de água não potável

Exemplo:
Centro de Distribuição de produto industrial:

Número de empregados: 60 empregados


Área de piso interno:.......... 2.600m2
Área de pátio externo: .........3.000m2
Área de gramado (jardins)..5.000m2
Número de dias de trabalho: 5 dias/semana
Área de cobertura (telhado). 3.000m2
Precipitação média anual: 1235mm

Descarga em bacias sanitárias:


Taxa adotada: 9 Litros/descarga
Freqüência: 5 vezes/dia

Lavagem do piso interno:


Taxa adotada: 2 L/dia/m2
Freqüência: 2 vezes/semana

Rega de gramado
Taxa adotada: 2 L/ dia/m2
Freqüência: 2 vezes/semana

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Cálculos

Volume médio mensal gasto nas bacias sanitárias

(60 funcionários x 9 L/descarga/dia x 5 vezes/dia x20


dias)/1000 = 54m3/mês.

Volume gasto em rega de gramado, pátio externo e piso


interno.
Área de piso interno:.......... 2.600m2
Área de pátio externo: .........3.000m2
Área de gramado (jardins)...5.000m2
Total = 10.600m2
(10.600m2 x 2 L/m2/dia x 2vezes/semana x 4
semanas)/1000=170m3

Resumo de consumo não potável


Descarga em bacias sanitárias....................54m3/mês
Rega de jardim, pisos............................... 170m3/mês
Total.......................................................... 224m3/mês
Total anual 224m3/mês x 12meses= 2.683m3/ano
Verificação:
Volume máximo anual que podemos tirar aproveitando
80% da água de chuva.
(3.000m2 x 1.235mm x 0,80)/ 1000= 2.964m3
Notar que volume de água chuva > volume necessário
anualmente
2.964m3 > 2.683m3 OK.
Grande problema: volume do reservatório ??

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3 Hidráulica
1. Equação da continuidade

Q= A x V
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Sendo: Q= vazão média (m /s)
A= área da seção transversal (m2)
V= velocidade média (m/s)

Exemplo 1
Dado tubulação D=0,30m e Velocidade média V=2m/s. Calcular Q=?
A= π x D2/4
A= π x 0,302/4=0,07069m2
Q=A x V= 0,07069 x 2,00= 0,14m3/s= 140 L/s

2. Orifício
O orifício pode ter seção circular ou seção retangular.

A equação do orifício é:

Q= Cd . A . (2 .g. h) 0,5
Sendo:
Q= vazão (m3/s)
Cd= coeficiente de descarga normalmente adotado Cd=0,62
A= área da seção transversal do orifício (m2)
g= aceleração da gravidade = 9,81m/s2
h= altura do nível da água (m)

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Exemplo 1
Calcular a vazão média de um orifício para reservatório com altura de
1,5m, com diâmetro do orifício de 0,15m observando-se que não há
entrada de água no reservatório

Primeira observação: não há entrada de água.

Tomamos a altura h como a média da altura;


h= 1,5/2= 0,75m

Q= 0,62 x 0,01767 x ( 2x 9,81x 0,75)0,5=0,042m3/s= 42 L/s

Exemplo 2
Dado um reservatório com altura de 1,20m com água e largura de
2,0m e comprimento de 4,0m. Queremos calcular o diâmetro do
orifício para que o reservatório se esvazie em 10min.
Porque 10 min ? Resposta: tempo de duração do first flush

Volume do reservatório = 2,0m x 4,0m x 1,2m= 9,6m3

Vazão de esvaziamento Q será:

Q= Volume/ Tempo
Sendo:
Q= vazão média (m3/s)
V= volume (m3)
T= tempo em segundos
Q= Volume/ Tempo

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Q= 9,6m3/ (10min x 60x)= 9,6 / 600= 0,016m3/s


Q= Cd . A . (2 .g. h) 0,5

Mas h= 1,20/2=0,60m (cuidado)

0,016= 0,62 x A x ( 2x 9,81x 0,60)0,5


A=0,00752m2
A= π x D2/4
D= [(4 x A)/ π]0,5
D= [(4 x 0,00752)/ π]0,5 =0,097m = 0,10m Adoto

3. Tempo de esvaziamento
Considerando que o reservatório tenha paredes verticais podemos
calcular o tempo de esvaziamento através da equação:

T= [ 2. As . ( y1 0,5 – y2 0,5)]/ [ Cd . Ao . (2.g)0,5]

Sendo:
T= tempo de esvaziamento em segundos
As= área da seção transversal do reservatório (m2)
Ao= área da seção transversal do orifício (m2)
Cd=0,62
g= 9,81m/s2
y1= altura inicial (m)
y2= altura final (m)

Exemplo 3
Dado um reservatório em forma de paralelepípedo com altura de
1,20m e largura de 2,0m e comprimento de 4,0m. Calcular o tempo
de esvaziamento para um orifício de diâmetro D=0,10m.
Lembramos que supomos que não entra água no reservatório

Área da seção transversal do reservatório


As= 2,0m x 4,0m= 8,0m2
Altura inicial
y1= 1,20m
Altura final
y2=0
Cd=0,62

Ao= π x D2/4 = π x 0,102/4=0,00785m2

T= [ 2. As . ( y1 0,5 – y2 0,5)]/ [ Cd . Ao . (2.g)0,5]

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T= [ 2x. 8x ( 1.2 0,5 – 0 0,5)]/ [ 0,62x 0,00785x (2x9,81)0,5]


T=813 s= 13,6min > 10min OK.

3. Vertedor circular em parede vertical


È usado para o extravasor com tubulação.
Q= 1,518 . D 0,693 . H 1,807
Sendo:
Q= vazão (m3/s)
D= diâmetro da tubulação (m)
H= altura do nível de água na tubulação (m). Geralmente usamos o
máximo de 0,75D.

Exemplo 4
Calcular a vazão de um extravasor em tubulação com diâmetro de
0,90m e altura do nível de água H=0,40m.

Q= 1,518 . D 0,693 . H 1,807


Q= 1,518 x 0,90 0,693 x 0,401,807=0,269m3/s=269 L/s
Exemplo 5
Calcular a vazão de um extravasor em tubulação com diâmetro de
0,90m e altura do nível de água H=0,75D.

Q= 1,518 . D 0,693 . H 1,807


Q= 1,518 . D 0,693 . (0,75.D) 1,807
Q=0,43 x D 2,5
Q=0,43 x 0,90 2,5
Q= 0,33m3/s=330 L/s

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4. Fórmula de Manning
V= (1/n) . R (2/3) . S 0,5
Equação da continuidade: Q= A . V
Sendo:
Q= vazão de pico (m3/s)
N= coeficiente de Manning
R= raio hidráulico (m)
S= declividade (m/m)
Para canais ou calhas temos:
Q= A. (1/n) . R (2/3) . S 0,5
A= b . y
b=largura do canal (m)
R= A/P= (b x y)/ (b + 2y)
Por tentativas achamos y
Adotamos altura com folga 0,20m

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Curso de aproveitamento de água de chuva
Reservatório de auto-limpeza
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4- Reservatório de auto-limpeza

Livro aproveitamento de água de chuva: página 96


Dados:
Galpão industrial
Área de telhado: 3.000m2 (30m x 100m)
Taxa de first flush 2mm= 2 Litros/m2
First flush= escoamento inicial

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Reservatório de auto-limpeza
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Vazão que chega até a caixa de first flush


Q= I x A /60 = 200mm/h x 3150m2/60= 10.500 Litros/minuto=176 L/s=0,176m3/s

Já foi calculado que chega um tubo de diâmetro de


D=0,50m na caixa do first flush (auto limpeza).

Volume do first flush


Taxa adotada: 2 Litros/m2
Volume first flush= 2 litros/m2 x 3000m2= 6.000 litros=6 m3

Dimensões:
Largura: 2m
Comprimento: 3m
Altura: 1m (abaixo da geratriz inferior do tubo)
Orifício
Q= Ao . Cd . (2 . g . h) 0,5
Sendo:
Q=vazão de saída do reservatório de autolimpeza= Volume/ (10min x 60s)
Cd=0,62
g=9,81m/s2
H= 1,00=altura abaixo da geratriz inferior
Ao= área da seção do tubo (m2) = π x D2/4
A vazão que sai pelo orifício do reservatório de
autolimpeza é dimensionado dividindo-se o volume pelo tempo
de escoamento estimado em 10min (600s).
Q= 6m3/ (10min x 60s) = 0,01m3/s
Usando a altura média h=H/2=1,00m/2=0,5m.
0,01= Ao x 0,62 x (2 x 9,81x 0,5) 0,5
0,01=1,94 x Ao
Ao=0,0052m2
Ao= π x D2/4
0,0052= 3,1416 x D2/4
D=0,08m
Adoto D=0,10m (4 polegadas)

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Reservatório de auto-limpeza
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Usamos a Tabela (4.2) que foi feita por Peterka, 2005 para dissipador
de energia Tipo VI do USBR. Mesmo que não exista dissipador de energia
adotamos a largura recomendada por Peterka.
Tabela 4.2- Dimensões básicas do dissipador de impacto Tipo VI
USBR para velocidade de 3,6m/s
Diâmetro W
(m) (m)
0,40 1,7
0,60 2,0
0,80 2,6
0,90 2,9
1,00 3,2
1,20 3,5
1,30 4,1
1,50 4,4
1,80 5,0
Como o diâmetro de entrada é 0,50m e usando a Tabela (4.2)
achamos largura de 1,90m. Adotamos então largura de 2,0m.

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Reservatório de auto-limpeza
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Recomendações da largura e comprimento da caixa de auto-


limpeza.
• Largura da caixa: aconselhável
• B ≥ 2xD ou
• B≥ W (Tabela (4.2))
• Comprimento da caixa: aconselhável
• L ≥ 3xD=3 x 0,50=1,5m

Infiltração da água da caixa do first flush no solo.


Não é recomendado pois:
• O solo pode ser de aterro compactado e a condutividade
hidráulica é muito baixa.
• A maioria dos solos é argiloso, isto é,
possuem condutividade hidráulica baixa

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Método Prático devido ao prof.


Azevedo Neto
Precipitação média anual (mm)= 1235
Metade 617,5
Precipitação média mensal
(mm/m2) ou (litros/m2) 51

Área do telhado (m2)= 3.000


Volume (litros)= 154.375
Volume (m3)= 154
Número de meses de seca adotado (unidade)= 1

Volume da cisterna (m3)= 154


Volume de água que pode ser retirado mensalmente (m3)= 154
5 METODO DE RIPPL
Volume de Diferença entre Demanda Diferença
Chuva Média Mensal Demanda Mensal Área de Chuva Mensal e Volume de Chuva Acumulada da
Mês Captação (m³) Coluna 6 dos
(mm) (m³) [(2)/1000] x(4)x 0,8 (3) – ( 5) Valores Positivos
(m²) (m³) (m³)
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5 Coluna 6 Coluna 7
Janeiro 216 224,0 3000 518,4 -294,4
Fevereiro 212 224,0 3000 508,8 -284,8
Março 112 224,0 3000 268,8 -44,8
Abril 57 224,0 3000 136,8 87,2 87,2
Maio 64 224,0 3000 153,6 70,4 157,6
Junho 48 224,0 3000 115,2 108,8 266,4
Julho 32 224,0 3000 76,8 147,2 413,6
Agosto 24 224,0 3000 57,6 166,4 580,0
Setembro 51 224,0 3000 122,4 101,6 681,6
Outubro 129 224,0 3000 309,6 -85,6 596,0
Novembro 122 224,0 3000 292,8 -68,8 527,2
Dezembro 168 224,0 3000 403,2 -179,2 348,0
Total 1235 B=2.688m3 A=2.964m3
Nota: A>B
5 METODO DE RIPPL
Volume de Diferença entre Demanda Diferença
Chuva Média Mensal Demanda Mensal Área de Chuva Mensal e Volume de Chuva Acumulada da
Mês Captação (m³) Coluna 6 dos
(mm) (m³) [(2)/1000] x(4)x 0,8 (3) – ( 5) Valores Positivos
(m²) (m³) (m³)
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5 Coluna 6 Coluna 7
Janeiro 216 224,0 3000
Fevereiro 212 224,0 3000
Março 112 224,0 3000
Abril 57 224,0 3000
Maio 64 224,0 3000
Junho 48 224,0 3000
Julho 32 224,0 3000
Agosto 24 224,0 3000
Setembro 51 224,0 3000
Outubro 129 224,0 3000
Novembro 122 224,0 3000
Dezembro 168 224,0 3000
Total 1235 ∑=B ∑=A
Nota: A>B
Curso de aproveitamento de água de chuva

5 A -Matriz de Leopold

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Matriz de Leopold

1. Objetivo
O volume do reservatório a ser escolhido estará entre dois limites. No máximo será 682m3 obtido pelo Método
de Rippl, pois é considerado o volume máximo maximorum que podemos ter de um reservatório. O volume mínimo
minimorum que adotamos é o método prático do prof. Azevedo Neto com 154m3.
Qual o volume a escolher é o nosso objetivo?. Precisamos escolher um método aceitável para a decisão baseado
na experiencia e conhecimento do local do projeto. Esclarecemos que até o momento não existe um método ideal
aceito por todos os especialistas.

 
 
5 A ‐1 
 
Curso de aproveitamento de água de chuva

5 A -Matriz de Leopold

Engenheiro Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/junho/09

2. Matriz de Leopold
Iremos usar uma adaptação da Matriz de Leopold, criada em 1971 e muito usada em análises de impactos
ambientais.
A Matriz de Leopold original baseia-se em três grupos principais de meio ambiente que são:
Condições físicas: solo, água, ar, etc
Condições biológicas: fauna, flora, ecossistema, etc
Condições sociais e culturais: usos do solo, historia, costumes locais, população, economia, etc.
Para o nosso caso usaremos somente as condições físicas
As notas irão variar de zero a 10. De acordo com a prática escolhemos itens a serem avaliados. Primeiramente é
sobre a confiança da água provinda da concessionária de água potável que poderá ter abastecimento contínuo, rodízios
ou freqüentes rupturas. O peso admitido é 10.
Um outro item importante é verificar se há poço tubular profundo (artesiano) no local ou próximo com
qualidade adequada e damos peso 8.
Um último item é se há possibilidade de água por caminhão tanque com 10m3 de capacidade ou 30m3 e que
tenha acesso ao local por estradas e rampas o qual daremos peso 5.
Então para o local onde estamos projetando um reservatório de acumulação de água de chuva damos as notas e
as multiplicamos pelo peso. No caso demos nota 8 para a água da concessionária no primeiro item, nota zero para
água de poço tubular profundo e nota 8 para fornecimento de água por caminhão tanque. Fazendo as multiplicações e
a soma será 120. Portanto, o valor ponderado da Matriz de Leopold foi de 120.

 
 
5 A ‐2 
 
Curso de aproveitamento de água de chuva

5 A -Matriz de Leopold

Engenheiro Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/junho/09

No caso da pior situação em que não temos água da concessionária, nem poços tubulares profundos e nem
possibilidade de acesso de caminhões tanque então teremos nota total igual a zero. Neste caso devemos usar o volume
de Rippl que é um volume muito grande e que dará segurança ao empreendimento.
Uma outra alternativa é quando damos nota máxima 10 para os três itens e neste caso teremos 230pontos, o que
significa que devemos usar o volume mínimo obtido pelo método prático do prof. Azevedo Neto que é 154m3.
Podemos então fazer uma equação de uma reta.
Chamando A o valor obtido pela aplicação da Matriz de Leopold: A=120.
O método do prof. Azevedo Neto denominamos também de método prático.

V= [(Prático – Rippl) / 230] x A + Rippl

Observar que teremos sinal negativo, pois o volume obtido no método prático é menor do que o de Rippl.

V= {( 154 – 682)/230] x 120 + 682= 407m3


Portanto, o volume do reservatório será de 407 m3.

 
 
5 A ‐3 
 
Curso de aproveitamento de água de chuva

5 A -Matriz de Leopold

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Avaliação de custo

Peso x
Matriz de Leopold Peso Nota (0 a 10) nota
1 Agua da concessionaria pública com abastecimento continuo, rodízios e freqüentes rupturas 10 8 80
2 Agua de poço tubular profundo (artesiano) no local ou próximo 8 0 0
Agua de caminhão tanque com volume de 10m3 ou 30m3 e tenha acesso por estradas e
3 rampas7 5 8 40
4 Número total de pontos 120

5 Volume mínimo obtido no método prático do prof. Azevedo Neto (m3) 230 154
Volume máximo obtido pelo método de Rippl (m3) 0 682

 
 
5 A ‐4 
 
6 METODO DA SIMULAÇÃO
Volume de Volume do Volume Volume Suprimento
Chuva Média Demanda Área de Chuva Reservatório do reserv. do reserv. Overflow de água
Mês Mensal Mensal Captação Mensal Fixado no no tempo t externo
(m³) tempo t-1 5+7-3>6;6; 5+7-3 5+7-3>6; 5+7-3- 5+7-3<0;-(7+5-3);0
[(2)/1000] x(4)x 0,8 (m³) 6;0 (m³)
(mm) (m³) (m²) (m³)
(m³) (m³)
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5 Coluna 6 Coluna 7 Coluna 8 Coluna 9 Coluna 10
Janeiro 216 224 3000 518,4 407 0 294 0 0
Fevereiro 212 224 3000 508,8 407 294 407 172 0
Março 112 224 3000 268,8 407 407 407 45 0
Abril 57 224 3000 136,8 407 407 320 0 0
Maio 64 224 3000 153,6 407 320 249 0 0
Junho 48 224 3000 115,2 407 249 141 0 0
Julho 32 224 3000 76,8 407 141 -7 0 7
Agosto 24 224 3000 57,6 407 0 -166 0 166
Setembro 51 224 3000 122,4 407 0 -102 0 102
Outubro 129 224 3000 309,6 407 0 86 0 0
Novembro 122 224 3000 292,8 407 86 154 0 0
Dezembro 168 224 3000 403,2 407 154 334 0 0
Total 1235 2688 2964,0m3 217m3 275m3
Nota: A>B
Confiabilidade = número de meses que atende/ 12 = 3/12= 75%
Volume aproveitável durante o ano (m3)= 2.688m3– 275m3= 2413m3/ano
Volume aproveitável durante o ano= demanda anual - volume de suprimento
6 METODO DA SIMULAÇÃO
Volume de Volume do Volume Volume Suprimento
Chuva Média Demanda Área de Chuva Reservatório do reserv. do reserv. Overflow de água
Mês Mensal Mensal Captação Mensal Fixado no no tempo t externo
(m³) tempo t-1 5+7-3>6;6; 5+7-3 5+7-3>6; 5+7-3- 5+7-3<0;-(7+5-3);0
[(2)/1000] x(4)x 0,8 (m³) 6;0 (m³)
(mm) (m³) (m²) (m³)
(m³) (m³)
Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5 Coluna 6 Coluna 7 Coluna 8 Coluna 9 Coluna 10
Janeiro 216 224 3000 518,4
Fevereiro 212 224 3000 508,8
Março 112 224 3000 268,8
Abril 57 224 3000 136,8
Maio 64 224 3000 153,6
Junho 48 224 3000 115,2
Julho 32 224 3000 76,8
Agosto 24 224 3000 57,6
Setembro 51 224 3000 122,4
Outubro 129 224 3000 309,6
Novembro 122 224 3000 292,8
Dezembro 168 224 3000 403,2
Total 1235 2688 ∑=2964m3 ∑ ∑
Nota: A>B
Confiabilidade = número de meses que atende/ 12

Volume aproveitável durante o ano= demanda anual - volume de suprimento


Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP
Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

07
Dimensionamento de bombas centrifugas com sucção
1. Esquema
O esquema geral de um bombeamento por sução está na Figura
(7.1). Desnível de 15,00m (nível inferior e nível superior),
comprimento do recalque de 20,0m e comprimento de sução de
2,0m

Figura 7.1- Esquema de bombeamento de águas pluviais

1
Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP
Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

2. Potência do motor da bomba centrífuga


A potência do motor em HP da bomba centrífuga pode ser
calculada pela equação:

P= (1000 . Q . Hman)/ (75 x ηT)


Sendo:
P= potência do motor em HP
Q= vazão de bombeamento (m3/s)
Hman= altura manométrica total (m)
ηT= rendimento total do conjunto motor-bomba
ηT= ηB . ηM
ηB = rendimento da bomba= 0,50
ηM = rendimento do motor=0,90
ηT= ηB . ηM = 0,50 x 0,90 = 0,45

Cálculo da vazão de bombeamento


Vamos supor que queremos encher o reservatório de 3.000 litros
em duas horas.
Porque duas horas ? Tempo razoável para encher o reservatório.

Bacia sanitária: 54m3/mês


Dias de trabalho durante o mês: 20dias
Consumo diário de água não potável para bacia sanitária 54m3/20=
2,7m3
Volume do reservatório superior adotado: 3m3

Q= Volume/tempo= 3.000 litros/ ( 2h x 3600s)= 0,42 L/s =1,5m3/h

Diâmetro da tubulação de recalque


Usaremos a fórmula de Bresse para K=1,3
D= K . Q 0,5
Sendo:
D= diâmetro da tubulação de recalque (m)
Q= vazão que passará na tubulação =0,42/1000= 0,00042 m3/s
K= 1,3 adotado
D= K . Q 0,5
D= 1,3x 0,00042 0,5 =0,027m=2,7cm. Adoto recalque de
2,5cm=25mm=1”

2
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Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

Regra prática
Para a sução adotamos sempre um diâmetro maior, ou seja,
40mm (1 1/2“).

Comprimento equivalentes a perdas localizadas (singular) de PVC ou


cobre (ABNT 5626/98). Ver Tabela (7.1) de Macintyre
Para tubulações de pequeno diâmetro podemos usar perdas de
cargas equivalentes a metro de tubulação.

Perda de carga equivalente para a sução D=40mm (1 ½”)


2 cotovelo 90º 2x 1,2m=2,40m
1 válvula de pé com crivo 18,3m
1 curva de 45º...............................1,3m
Total = 22,0m
Portanto, na sução teremos 22,0m de tubulação para as perdas
localizadas.
.
Perda de carga equivalente para o recalque D=25mm ( 1“)
2 joelho 90º 2 x 1,5m=3,0m
1 registro de gaveta 0,2m
Entrada normal 0,50m
1 válvula de retenção leve 3,8m
3 curva 45 3x0,70m=2,1
Total= 9,6m
Portanto, no recalque teremos 9,6m de tubulação para as perdas
localizadas.

3
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Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

Tabela 7.1- Comprimento equivalente de perdas localizadas


conforme Macyntire.

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Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

Perdas de carga distribuídas


As perdas distribuídas são calculadas usando a perda de carga
unitária para tubos de PVC ou cobre conforme ABNT 5626/98 usamos
as formulas de Fair-Whipple-Hsiao.

J=( 8,69 x 105 x Q 1,75)/ d 4,75


Sendo:
J= perda de carga unitária (m/m)
Q= vazão em litros por segundo
d= diâmetro em milímetros

Para tubos de aço-carbono, galvanizado ou não:


J=( 20,2 x 105 x Q 1,88)/ d 4,88

Perda de carga unitária para tubulação de 25mm


J=( 8,69 x 105 x Q 1,75)/ D 4,75
J D=25=( 8,69 x 105 x 0,421,75)/ 25 4,75 =0,044m/m
Nota: para tubos acima de 50mm usamos a equação de Hazen-
Willians.
10,643 . Q 1,85
J = -----------------------
C1,85 . D4,87
Sendo:
J= perda de carga em metro por metro (m/m);
Q= vazão em m3/s;
C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians;
D= diâmetro em metros.

Obtemos: Qo= (C1,85 . D4,87 . J / 10,643) (1/1,85)

Perda de carga unitária para tubulação de 40mm

J=( 8,69 x 105 x Q 1,75)/ d 4,75


J D=25=( 8,69 x 105 x 0,421,75)/ 40 4,75 =0,0047m/m

Perda de carga no recalque


L= 20,0m (comprimento da tubulação real)
Hr= ( 20 + 9,6) x 0,044= 1,30m
Perda de carga na sução

5
Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP
Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

L= 2,0m (comprimento da tubulação real)


Hr= ( 2 + 22) x 0,0047= 0,11m

Altura manométrica total Hman


Haman= ( 15 + 1,6) + 1,30 + 0,11= 18,01m

Potência do motor da bomba


P= (1000 . Q . Hman)/ (75 x ηT)
P= (1000x 0,00042x18,01)/ (75 x 0,45)= 0,22 HP
Acréscimo de 50%
P= 0,22 x 1,50=0,33 HP
Escolha do motor em HP:
!/4 HP, 1/3 HP, ½, ¾, 1; 1,5, 2, 3, 5, 6, 7,5 10, 12,5 15,20, 25, 30,40.,50, 60,
75,100,125,150, 200, 250, 300, 350,400, 450, 500, 600, 700, 800, 900, 1000. 1250, 1500,
1750 e 2000.
Escolhemos motor de 1/3 (0,33 HP)

Com os dados estimados conferir a bomba com o fabricante


verificando-se o catálogo de bombas centrífugas.

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Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

Estimativa de bombeamento para regar jardins e lavar pátios


Supomos que vamos fazer uma rede de 75mm de PVC para
regar pátios e gramados e tomando o ponto mais desfavorável A
bomba trabalhará por sução e independente da outra bomba que
joga água para as bacias sanitárias. Não haverá cloração.
Supomos que o terreno é plano.
Mensalmente precisamos de 170m3 para irrigação e lavagem
de pátios. Como temos lavagem ou rega duas vezes por semana (8
vezes por mês) teremos:
170m3/mês / 8 = 21,25m3/ rega
Supomos tempo de rega ou lavagem de 2h

A vazão será:
Q= volume / tempo= 21,25m3/ (2h x 3600s) = 0,003 m3/s =3,0L/s
O diâmetro do recalque será calculado pela fórmula de Bresse
D= 1,3 x Q 0,5= 1,3 x 0,003 0,5=0,07m.
Adotamos D=0,075m (3”) PVC
10,643 . Q 1,85
J = -----------------------
C1,85 . D4,87
Sendo:
J= perda de carga em metro por metro (m/m);
Q= vazão em m3/s;
C= coeficiente de rugosidade da tubulação de Hazen-Willians;
D= diâmetro em metros

10,643 . Q 1,85
J = -----------------------
C1,85 . D4,87
10,643 . 0,003 1,85
J = -------------------------------- = 0,018 m/m
1001,85 . 0,0754,87

Comprimento = 300m
Diâmetro = 75mm
Tubo de PVC

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Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

Perda de carga distribuída = 300m x 0,018= 5,4m


Peças:
Diâmetro: 75mm
Válvula de pé com crivo = 26,8m
Registro de gaveta = 0,9m x 2= 1,80m
Joelho 90⁰ 2 x 3,9m= 7,8m
Curva 45⁰ 2 x 1,8= 3,6m
Total = 40,0m
Perda localizada na tubulação de 75mm = 40m x
0,018m/m=0,72m
Perda total na tubulação de 75m = perda localizada + perda
distribuída = 0,72m +5,4m= 6,12m
Mangueira
Mangueira de 30m de comprimento
Diâmetro 38mm
Esguicho da mangueira: 16mm
Perda de carga na mangueira de 38mm
Vazão no bocal
A vazão no bocal para Cd=0,89 será:
Q= 0,2046 . d2. H 0,5
Sendo:
Q= vazão no bocal (L/min)
d= diâmetro do esguicho (mm)
H= pressão dinâmica na boca do esguicho (m)
d=16mm
H= 12m = pressão no esguicho da mangueira
O método de cálculo é por tentativas, isto é, achamos a
pressão e a vazão que nos convém.

Q= 0,2046 . 162. 12 0,5=181 L/min=3,0 L/s

Usando a fórmula de Hazen-Willians para C=140 temos:


∆H= 0,7951 . Q 1,85
Sendo:
∆H= perda de carga em 30m da mangueira (m)
Q= vazão em L/s

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Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP
Dimensionamento de bombas centrífugas
Engenheiro civil Plínio Tomaz 25/06/09

∆H= 0,7951 . 3 1,85 = 6,07m


Perda na mangueira = 6,07m
Altura do esguicho: 1,00m
Sução: 1,60m
Pressão na saída do esguicho: 12,0m
Perda de carga no tubo de 75mm: 6,12m

Hman= 12 + 6,07 + 1,00+6,12+1,60 = 26,77m

Potência do motor da bomba


P= (1000 . Q . Hman)/ (75 x ηT)
P= (1000x 0,003x26,77)/ (75 x 0,45)= 2,4 HP
Acréscimo de 50%
P= 2,4 x 1,50=3,6 HP
Escolha do motor em HP:
!/4 HP, 1/3 HP, ½, ¾, 1; 1,5, 2, 3, 5, 6, 7,5 10, 12,5 15,20, 25, 30,40.,50, 60,
75,100,125,150, 200, 250, 300, 350,400, 450, 500, 600, 700, 800, 900, 1000. 1250, 1500,
1750 e 2000.
Escolhemos motor de 5 HP
Com os dados estimados conferir a bomba com o fabricante
verificando-se o catálogo de bombas centrífugas.

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Curso de Aproveitamento de água de chuva SENAG, CREA-SP e AESABESP
Engenharia econômica e métodos de avaliação
Engenheiro Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 25/06/2009

8 Engenharia econômica
8.1 Amortização de capital
[ i . (1 + i ) n ]
Amortização anual ou mensal = Capital x ---------------------------
[ (1+i )n - 1 ]
Sendo:
n= número de anos ou meses
i = taxa de juro anual ou mensal
Capital em US$

Figura 8.1- Esquema de amortização. Dado o capital P achar o valor a


ser recuperado do capital e do juro sobre o mesmo.

Exemplo 8.1
Reservatório de 407m3
Custo = US$ 130/m3
Custo total= US$ 52.910,00
Acrescimo de 20% para despesas de projetos e contigenciais
Custo total= 1,2 x 52.910,00 =63.492,00
Período: 20anos Taxa anual =7,6% (0,076)
[ 0,076 . (1 + 0,076 ) 20 ]
Amortização anual = Capital x ---------------------------------
[ (1+0,076 )20 - 1 ]

Amortização anual= US$ 63.492,00 x 0,098= US$ 6.349,20/ano

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Engenharia econômica e métodos de avaliação
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8.2 Valor presente simples

Figura 8.2- Dado o valor F achar o valor presente P após o tempo t.

PV= Ft x 1/ (1+d) t
Exemplo 8.2
Dado Ft=US$ 100 a ser usado daqui a 5anos. Taxa de juros de 5% ao ano.
Calcular o valor presente.

PV= Ft x [1/ (1+d) t ]


PV= 100 x [1/ (1+0,05) 5]
PV= 100 x 0,7835= US$ 78,35

8.3 Valor presente uniforme (UPV)

Figura 8.3- Dado as despesas A em n anos achar o valor presente


uniforme P.

UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }

Exemplo 8.3
Calcular o valor presente uniforme de aplicação anual de US$ 100/ano
durante 20anos a taxa de 3% ao ano.
d=3/100=0,03
UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 100 x { [(1+0,03) 20 -1] / ( 0,03 (1+0,03)20] }
UPV= 100 x 14,88= US$ 1488

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8.4 Métodos para avaliação de sistema de aproveitamento de água de


chuva

Temos três métodos básicos:


1. Payback
2. Beneficio/custo
3. LCCA (lyfe cycle cost analysis): Método da análise da vida útil do
sistema de aproveitamento de água de chuva
Exemplo
Vamos calcular a taxa de juros real anual d
d= [(1+D)/ (1 + I)] -1
Sendo:
d= taxa de juro real anual (com o desconto da inflação)
D= taxa de juro nominal anual=0,135 (13,5%). Em junho/2009 é 9,25%
I= taxa de inflação em fração anual=0,055 (5,5%). Em junho/2009 é 4,00%
d= [(1+D)/ (1 + I)] -1
d= [(1+0,135)/ (1 + 0,055)] -1= 0,076 (adotado no exemplo)
d= [(1+0,0925)/ (1 + 0,04)] -1= 0,0505 (junho/2009)

Exemplo
Dado I=0,055 e d=0,076 achar a taxa de juro nominal D
D= (1+I) (1+d) -1 = (1+0,055) (1+0,076) -1= 0,135

Podemos usar dois métodos, sendo o primeiro não incluindo a inflação


e o segundo incluindo a inflação. O resultado será o mesmo, pois
apresentará o mesmo valor presente.

8.5 Método do Payback


• Simples
• Usado para pré-estudos

Exemplo 8.4
Dados:
Custo unitário de construção reservatório de concreto: US$ 130/m3
Volume da cisterna = 407m3
Custo da cisterna = US$ 130/m3 x 407m3= US$ 52.910,00
Tarifa de água e esgoto: US$ 7,0/m3

Benefício:
Volume aproveitável anualmente com cisterna de 407m3 obtido usando o
método da simulação: 2.413m3/ano

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Benefício= 2.413m3 /ano x US$ 7,0/m3= US$ 16.891,00/ano

Payback= US$ 52.910,00/ US$ 16.891,00= 3,13 anos = 37,6 meses OK

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8.6 Método da Análise Beneficio/Custo


B/C ≥ 1

Exemplo 2
Volume da cisterna = 407m3
Custo= US$ 130/m3
Custo do projeto + contingências= 20%
Custo da cisterna= US$ 130/m3 x 407m3 x 1,20= US$ 63.492
Amortização anual
Período: 20 anos Taxa anual =0,076
[ 0,076 . (1 + 0,076 ) 20 ]
Amortização anual = Capital x ---------------------------------
[ (1+0,076 )20 - 1 ]
Amortização anual = US$ 63.492 x 0,099=US$ 6.276/ano

Tabela 8.1- Aplicação do Método da relação Beneficio/custo


Alocação de custo Valor em US$/ano
Amortização anual do custo do 6.276
reservatório
Energia elétrica anual 488
Hipoclorito anual 1.628
Limpeza +desinfecção 1.343
Custo de análise anual da água segundo a 284
NBR 15.527/07
Custo do esgoto de 54m3/mês que vai 2248
3
para a rede publica a US$ 3,5/m (54 x
12=648m3/ano)
Custo Total anual = Us$ 12.267/ano

Beneficio:
2.413 m3/ano x US$ 7,00/m3= US$ 16.891/ano
B/C= US$ 16.891/ US$ 12.267= 1,38 >1 OK

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8.7 Método da análise da vida útil (LCCA)


Compara-se valor presente de no mínimo duas alternativas
mutualmente exclusivas (uma não depende da outra).
Taxa de juros= 0,076/ano

Tabela 8.2- Aplicação do Método da análise da vida útil (LCCA)


Linha
US$
3
1 Custo reservatório com 407m 52.910
2 Troca de bombas daqui a 5anos US$ 863/ troca 599
Fator=0,69
3 Troca de bombas daqui a 10anos US$ 863/ troca 416
Fator=0,48
4 Troca de bombas daqui a 15anos US$ 863/ troca 288
Fator=0,33
5 Energia elétrica US$ 488/ano 4948
Fator=10,13
6 Hipoclorito sódio US$ 1628/ano 16,492
Fator=10,13
7 Limpeza e desinfeção anual US$ 1.343/ano 13.606
Fator=10,13
8 Custo de análise anual da água US$ 284
segundo NBR 15.527/07 Fator=10,13 2.877
9 Custo contingencial que inclui custo
do projeto e custos inesperados 10.582
(20%) do custo do reservatório
10 Custo do esgoto de toda água de US$ 2.268
chuva aproveitada supondo que Fator=10,13
54m3/mês vá par a rede pública a
22.976
US$ 3,50/m3
11 Valor presente 20 anos US$ 125.694

Explicação linha por linha:


Primeira linha:
O custo do reservatório já é o valor presente, portanto, usamos o
valor de US$ 52.910

Segunda linha: troca de bombas daqui a 5 anos


F= P x [1/(1+i ) n] =
F= 863 x [ 1 / (1+0,076 )5 ]=863 x 0,69= US$ 599

Terceira linha: troca de bombas daqui a 10 anos


F= P x [1/(1+i ) n] =
F= 863 x [ 1 / (1+0,076 )10 ]=863 x 0,48= US$ 416

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Quarta linha: troca de bombas daqui a 15 anos


F= P x [1/(1+i ) n] =
F= 863 x [ 1 / (1+0,076 )15 ]=863 x 0,33= US$ 288

Quinta linha: energia elétrica anual


UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 488 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 488 x 10,13= US$ 4.948

Sexta linha: Hipoclorito de sódio (desinfecção)


UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 1,628 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 1,628 x 10,13= US$ 16.492

Sétima linha: limpeza e desinfeção da cisterna (uma vez/ano)


UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 1.343 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 1.343 x 10,13= US$ 13.606

Oitava linha: custo da análise anual da água segundo a NBR 15.527/07


UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 284 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 284 x 10,13= US$ 2.877
Nona linha: custo contingencial que inclui custo do projeto e custos
inesperados (20%) do custo do reservatório
0,20 x 52.910=10.582 (já é valor presente)

Decima linha:
Custo do esgoto de toda água de chuva aproveitada supondo que
54m3/mês (648m3/ano) vá para a rede pública a US$ 3,5/m3
648m3/ano x US$ 3,5/m3= US$ 2.268
UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 2.268 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 2.268 x 10,13= US$ 22.976
Décima primeira linha:
Valor presente: é a somatória US$ 125.694

]
Alternativa
Compra de água concessionária pública
2.413m3/ano

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Tarifa de água e esgoto: US$ 7,0/m3


Anualmente = 2.413m3/ano x US$ 7,0= US$ 16.891/ano
0,076 de juros ao ano
UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 16.8912 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 16.891 x 10,13= US$ 171.106

Valor presente = US$ 171.106

Comparação de alternativas mutualmente exclusivas:


Concessionaria: US$ 171.106
Agua de chuva: US$ 125.694

Conclusão: o mais econômico é usar água de chuva que tem custo do


valor presente de US$ 125.694 enquanto a água da concessionária
custa U$ 171.106
Nota: a água será usada para fins não potáveis.

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Método simplificado
Custo do reservatório
C= 336 x V 0,85
Sendo:
C= custo do reservatório em US$
V= volume do reservatório em m3

Custo contingencial = 30%

Manutenção e operação anual: 6% do custo do reservatório

Método LCCA- tempo de vida útil


Prazo: 20anos

Exemplo
Calcular o custo e fazer avaliação do sistema de aproveitamento de
água de chuva para reservatório de 407m3
C= 336 x V 0,85
C= 336 x 407 0,85= US$ 55.526
Contingência= 0,30 x 55.526= US$ 16.658
Custo total da obra= 55.526 + 16.658= US$ 72.184
Manutenção e operação anual= 6%
O&M=0,06 x 55.526= US$ 3332/ano
UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 3.332 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 3.332 x 10,13= US$ 33.753
Custo do esgoto de toda água de chuva aproveitada supondo que 54m3/mês
(648m3/ano) vá para a rede pública a US$ 3,5/m3
648m3/ano x US$ 3,5/m3= US$ 2.268
UPV= Ao x { [(1+d) n -1] / ( d (1+d)n] }
UPV= 2.268 x { [(1+0,076) 20 -1] / ( 0,076 (1+0,076)20] }
UPV= 2.268 x 10,13= US$ 22.976

Valor presente: 72.184 + 33.753 + 22.976= US$ 128.913