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Cuidado com a vaidade!

Muitos dos problemas de relacionamento que acontecem nas organizações


(eclesiásticas ou não) estão diretamente relacionados com a vaidade e o desejo de
estar em evidência.
A motivação para realizar eventos, dirigir projetos, dar aulas ou liderar pequenos
grupos reside na vontade (não aparente) de ser elogiado e reconhecido. Os resultados
serão importantes, mas estarão em segundo plano diante do objetivo maior de receber
exaltação.
Por isso o ensino freqüente de líderes cristãos, respaldados pela ênfase bíblica, de que
uma das principais características do líder maduro é a humildade. O reconhecimento e
a glória não devem mover os corações, mas, sim, o desejo de servir e de ajudar ao
próximo.
É um desafio estar avaliando constantemente as motivações. Mas não há jeito melhor
de restabelecer o foco correto e afastar os prejuízos que a distração da fama pode
produzir na organização.
A vaidade prejudica as relações. Não há dúvida quanto a isto.
Vejamos algumas das razões, capazes de fazer estremecer relacionamentos antigos e
fortes:
Desejo de ter, de ser dono, proprietário - a vaidade leva a pessoa a tratar o evento ou
projeto como propriedade sua, particular. Algo que deve lhe dar dividendos, lucros,
fama e/ou poder: Eu fiz isto, eu produzi, eu determinei, eu, eu, eu. A obra é minha e
eu devo ser reconhecido como alguém capaz, um líder digno de elogios.
Insegurança - a pessoa não está bem certa de seu valor intrínseco, dignidade que vem
da visão correta da vida, do interesse de Deus e do valor que Ele dá ao ser humano,
demonstrado pelo sacrifício de Cristo Jesus. Precisa, então, encontrar satisfação no
fazer e no ter coisas. Pensa que se não fizer grandes projetos ou eventos não será
lembrada, não será querida. Busca a evidência a qualquer custo sem se preocupar se
está machucando alguém.
Competição - revela-se no desejo de sobrepujar os outros, de ser o melhor, de estar
sempre se medindo com outras pessoas ou líderes. Realiza mas não se realiza. Os
eventos ou projetos são instrumentos para alcançar o objetivo de sentir-se melhor e
mais capaz que os outros. Seu foco não está na ministração aos interesses das
pessoas, mas em satisfazer suas próprias necessidades.
Bastam os exemplos citados para ver que a vaidade não deve encontrar espaço em
organizações maduras e sérias. Em instituições eclesiásticas, então, a
incompatibilidade se torna mais acentuada!
A grande motivação para liderar, seja em que área for, está na noção de serviço, com
humildade. Buscando prioritariamente o interesse dos outros. Quem desejar ser o
primeiro, disponha-se a servir.
Quando a vaidade é controlada fica mais fácil superar diferenças, negociar atribuições,
aceitar limitações em prol do benefício de todos. A ausência de vaidade na equipe (ou
instituição) permite conversas abertas, eliminação de agendas ocultas, transparência
e, principalmente, pessoas dispostas a buscar soluções satisfatórias para todos.
Não são poucos os exemplos de conflitos acontecidos em razão do embate de
vaidades. Mais grave ainda, é o fato de que as pessoas dissimulam o real motivo do
problema. Afinal, ninguém "discutiria" apenas por vaidade! Discussões sobre cor de
cortina, tipo de iluminação, estilo de roupas, podem ser apenas a ponta do "iceberg".
Sabendo que a vaidade é capaz de tantos prejuízos, nada melhor que ficar atentos e
afastar, definitivamente, este sentimento - seja em mim ou em você.