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Orçamento Empresarial - 2 º semestre – 2003

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Instituto Metodista Bennett

Faculdades Integradas Bennett

Faculdade de Administração

ORÇAMENTO

EMPRESARIAL

Prof. José da Rocha Pereira

Rio de Janeiro – 2003

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IMB – Instituto Metodista Bennett


FIB – Faculdades Integradas Bennett

Programa de Disciplina

Curso: Administração

Disciplina: Orçamento Empresarial Código: 7121

Tipo: Obrigatória Carga Horário: 54

Pré-Requisito: Administração Financeira Código: 7108

Ementa: Estudo das técnicas de projeção patrimonial e do resultado, dos processos de avaliação
monetária das políticas e diretrizes empresariais e do poder público, como instrumentos para
decisões gerenciais das Entidades.

Objetivo: Dotar o educando de capacidade para elaborar e analisar orçamentos físico-financeiros,


mediante utilização de técnicas de planejamento e de controle orçamentário, que proporcionem
antevisão de cenários econômico-financeiros, projeção de situações patrimonial, financeira e de
resultado e possibilitem, previamente, definições operacionais para maximizar oportunidades e
minimizar riscos e incertezas futuras.

Metodologia:
- Aulas expositivas, utilizando data-show, com incentivo à participação dos educandos,
mediante atribuição de graus a serem somados nos conceitos bimestrais;
- Avaliações do aprendizado a cada unidade, com aplicação de exercícios;
- Avaliações bimestrais, com conceitos obtidos em provas, nas tarefas realizadas em classe e
nas atividades extra-classe;

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Conteúdo Programático

Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária

1.1 – Definições Previsão, Planejamento e Orçamento;


1.2 – Níveis de Planejamento: Estratégico, Tático e Operacional;
1.3 – Tipos de Planejamento: Período e Projeto;
1.4 – Objetivos, Características e Vantagens de um Orçamento;
1.5 – Distinções Orçamento Público e Orçamento Empresarial;
1.6 – Tipos de Orçamento;
1.7 – Processo Orçamentário;
1.8 – Controle Orçamentário;

Unidade II – Orçamento Empresarial

2.1 – Previsões e Planejamentos Empresariais;


2.2 – Projeções Operacionais;
2.3 – Orçamentos de Investimentos;
2.4 – Projeção do Fluxo de Caixa ( Cash-Flow);

Unidade III – Projeções Operacionais

3.1 – Orçamento de Vendas;


3.2 – Orçamento de Produção;
3.3 – Orçamento de Despesas Variáveis;
3.4 – Orçamento de Despesas Fixas;
3.5 – Orçamento de Tributos;

Unidade IV – Orçamento de Investimentos

4.1 – Orçamento de Investimentos Permanentes em Aplicações Financeiras;


4.2 – Orçamento de Imobilizações de Material Permanente;
4.3 – Orçamento de Despesas Pré-Operacionais;

Unidade V – Projeção do Fluxo de Caixa ( Cash-Flow)

5.1 – Orçamento de Recebimentos;


5.2 – Orçamento de Pagamentos;
5.3 – Análise de Fluxo de Caixa;

Unidade VI – Projeção de Demonstrações Financeiras

6.1 – Projeção de Demonstração de Resultados


6.2 – Projeção do Balanço Patrimonial

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· Bibliografia Básica:

WELSCH, Glenn Albert. Orçamento Empresarial, Planejamento, e Controle de Lucro. São


Paulo: Atlas, 1999.

SANVICENTE, Antonio Zoratto & SANTOS, Celso da Costa. Orçamento na


Administração das Empresas. São Paulo: Atlas, 2ª Edição, 1998.

FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial, Planejamento e Controle Gerencial. São


Paulo: Atlas, 2ª Edição, 2000.

· Bibliografia Complementar:

FIGUEIREDO, Sandra & CAGGIANO, Paulo César. Controladoria: Teoria e Prática. São
Paulo. Atlas, 2ª Edição, 1997.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em Sistema de Informação


Contábil. São Paulo; Atlas, 2ª Edição 1997.

SOBANSKI, Jaert J. Prática de Orçamento Empresarial: Um exercício Programado. São


Paulo: Atlas, 1999.

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária

1.1 – Definições Previsão, Planejamento e Orçamento

Previsão – Antevisão de fatos futuros mediante premissas técnicas ou intuitivas.

Planejamento – Definição de objetivos, estratégias, políticas e diretrizes para gerir fatos


futuros previstos. Desdobra-se em planos de ação

Orçamento – expressão quantitativa de planos de ação.

1.2 – Níveis de Planejamento: Estratégico, Tático e Operacional

Planejamento Estratégico – definição por parte da Assembléia dos donos, dos objetivos
que desejam ver alcançados, quanto ao retorno do investimento, não só nos aspectos
financeiros, mas também seu posicionamento ético, moral, político-social, mercadológico
e de recursos humanos, de forma a expressar claramente a missão que deseja ver
cumprida.

Planejamento Tático – definição do conjunto de políticas e diretrizes por parte da


Direção Executiva, quanto a forma como deverão ser alcançados os objetivos dos
proprietários, regiões de atuação, as pessoas responsáveis por cada etapa, o período de
tempo necessário e o estudo da viabilidade econômico-financeira do que se pretende
atingir.

Planejamento Operacional – definição por parte do corpo gerencial das ações de


marketing, de produção, de suprimentos de materiais e serviços, de recursos humanos
necessários e de captação e aplicação de recursos financeiros, a serem desenvolvidas
conforme as políticas e diretrizes traçadas em busca dos objetivos fixados.

1.3 – Tipos de Planejamento: Período e Projeto

Planejamento por Período – elaboração de planos de ação dentro de um determinado


período de tempo, podendo ser de curto, médio e longo prazo. Geralmente Segue a
freqüência ou periodicidade que a Entidade divulga suas demonstrações financeiras ou
declara seus rendimentos tributáveis.

Planejamento por Projeto – tem por finalidade definir para cada plano de ação as etapas
que compõem do início até a conclusão do empreendimento planejado.

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)

1.4 – Objetivos, Características e Vantagens de um Orçamento

1.4.1 – Objetivos
a) Demonstrar necessidade de mão-de-obra e formas de recrutamento, seleção,
registro, treinamento, avaliação e benefícios sociais para o corpo funcional;
b) Determinar volume de compras de matérias-primas e materiais secundários;
c) Fixar estoques mínimos e volume de produção em função de venda
pretendida;
d) Projetar níveis de liquidez, endividamento, lucratividade sobre vendas e
rentabilidade sobre investimentos;
e) Mensurar volume de investimentos fixos necessários para manutenção do
nível atual ou futura expansão de atividades;

1.4.2 – Características
a) Engloba todas as atividades da Entidade;
b) Estabelece de forma detalhada, relações entre receitas, custos e despesas;
c) Predetermina operações a serem realizadas na consecução de um determinado
objetivo definido pelos donos.
d) Procura analisar possibilidades futuras, mostrando oportunidades e ameaças;
e) Materializa em números físicos e financeiros cenários projetados;

1.4.3 - Vantagens
a) Introduz o hábito do exame prévio e cuidadoso dos fatores relevantes que
envolvem decisões importantes.
b) Mantém a Alta Direção da Entidade com atenção adequada aos efeitos
eventualmente causados pelo surgimento de novas condições externas;
c) A integração dos orçamentos de diversas áreas, força todos os membros da
administração a fazerem planos de acordo com os planos de outras unidades
da Entidade, aumentando o grau de participação e de envolvimento nos
objetivos gerais.
d) Obriga administradores a quantificarem e datarem as atividades pelas quais
serão responsáveis, em lugar de se limitarem a compromissos com metas ou
alvos vagos e imprecisos;
e) Possibilita delegação de poderes e de autoridade por parte dos altos
administradores para os níveis de gerência abaixo.
f) Identifica pontos de eficiência ou ineficiência no desempenho das unidades
da Entidade e permite acompanhar em progressos ou retrocessos na execução
das atividades diárias.
g) Possibilita evitar desperdícios, dando visão global do negócio, mensurando
em números situações prioritárias e aspectos relevantes, minimizando
subjetivismos e todo tipo de “chutometria”.

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)

1.5 Distinções Orçamento Público e Orçamento Empresarial

Orçamento Público Orçamento Empresarial

– Objetiva o equilíbrio orçamentário, - Objetiva estabelecer nível de lucros futuros;


aplicando Superavits e cobrindo Deficits;
- Define primeiro as vendas que pode realizar;
– Define primeiro os gastos a serem efetuados,
que podem ser: Despesas Correntes e - Define a margem operacional bruta, que
Despesas de Capital. determina o limite dos custos operacionais.

– Despesas Correntes são todos os gastos - Custos Operacionais são todos os gastos
necessários para manter em funcionamento a diretos e indiretos, necessários para produzir e
prestação de serviços à população, tais distribuir os produtos e/ou serviços que se
como: Despesas com Pessoal Próprio, pretende vender.
Despesas com Materiais, Luz, Gás, Água e
Esgoto, Telefonia e Comunicações, - Define a margem operacional líquida, que
Aluguéis, Limpeza e Conservação, determina as despesas operacionais.
Terceirizados, Juros e Encargos da Dívida
Pública, Administração e Serviços Gerais. - Despesas Operacionais são todos os gastos
com a comercialização e administração do
– Despesas de Capital são todos os gastos negócio, para dotar a Entidade da infra-
necessários para formação ou aquisição de estrutura necessária a produzir e distribuir os
um bem ou direito permanente produtos e serviços vendáveis.
( investimentos e imobilizados ) e os
pagamentos de amortizações de dívidas. - Apura o resultado após a quitação de
impostos e avalia a rentabilidade do capital
– Com base nas Despesas orçadas, investido.
estabelecem-se o volume de Receitas a
serem obtidas, que podem ser: Receitas - Retoma o processo continuamente até obter a
Correntes e Receitas de Capital; viabilidade econômico-financeira do negócio,
com taxa de retorno adequada ao volume de
– Receitas Correntes são os valores recursos em risco.
arrecadados das Receitas Tributárias
( Impostos e Taxas ), de Contribuições
Sociais e de Melhorias), Patrimoniais,
Agropecuárias, Industriais e de Serviços.

– Receitas de Capital são as recebidas em


decorrência de operações de crédito ( tomada
de recursos), alienação de bens, dividendos e
bonificações de estatais, amortização de
empréstimos ( retorno de empréstimos
efetuados a terceiros) e doações recebidas.

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)

Representação gráfica analítica da composição do Orçamento Público

Orçamento Público

Pessoal
Tributárias
Materiais
Serviços
Despesas
Receitas
Correntes Administração Contribuições
Correntes
Serviços Gerais Patrimoniais

Juros e Encargos Agropecuárias


da Dívida Pública Industriais
Serviços
Investimentos
Despesas
Financiamentos Recebidos
Receitas
de
Imobilizados Alienação de Bens
de
Capital
Dividendos e Bonificações
Capital
Empréstimos para Terceiros
Retorno de Empréstimos
Amortização de Dívidas Doações

Representação gráfica analítica da composição do Orçamento Empresarial

Orçamento Empresarial

Matérias-Primas

Custos
Materiais Auxiliares
Operacionais Mão-de-Obra
Despesas Indiretas de Fabricação
Vendas de Produtos
Impostos sobre Vendas Receitas
Operacionais
Administrativas
Despesas
Operacionais
Comerciais
Financeiras
Tributos sobre Provisão para Imposto de Renda
Resultado Provisão para Contribuição Social Vendas de Serviços

Lucro Receitas
Dividendos
Receitas de Dividendos
Esperado Extra- Receitas de Aplicações Financeiras
Operacionais
Reservas Alienação de Bens

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)

Representação Gráfica Sintética das distinções


entre Orçamento Público e Orçamento Empresarial

Orçamento Público Orçamento Empresarial

Custos
Operacionais

Receitas
Operacionais

Despesas Correntes Receitas Correntes

Despesas
Operacionais

Tributos sobre Resultado

Despesas de Capital Lucro Desejado


Receitas de Capital Receitas
Extra-Operacionais

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)


1.6 – Tipos de Orçamento
a) Orçamento Contínuo – é o orçamento que é refeito a cada término de período de orçamento
anterior, pela adição de um mês, trimestre ou ano, a medida que um mês, trimestre ou ano se
encerram.
Exemplos: Orçamento mensal de fevereiro é refeito ao término do mês substituído pelo
orçamento de março e por aí em diante. Orçamento do 1º trimestre será substituído pelo
orçamento do 2º trimestre, que será substituído pelo orçamento do 3º trimestre, que será
substituído pelo orçamento do 4º trimestre, que será substituído pelo orçamento do 1º
trimestre do ano seguinte e assim continuamente sendo elaborado.
b) Orçamento Incremental – orçamento baseado na experiência anterior, tomando-se como
base dados de períodos passados, ajustados conforme mudanças esperadas em preços, custos e
níveis de atividade econômica.
c) Orçamento Base Zero (OBZ) – orçamento que ignora experiências anteriores e começa do
zero.
d) Orçamento Flexível – também chamado de orçamento variável, ajustado pelas mudanças no
volume, baseando-se no conhecimento de como receitas e despesas deverão variar em
determinado nível de atividade.
e) Orçamento Estático – elaborado com base em um único nível de produção e não é alterado
ou ajustado após ter sido estabelecido, mesmo em divergência com o nível de produção real.
f) Orçamento Participativo – método orçamentário em que os indivíduos envolvidos
participam da fixação do orçamento global.
g) Orçamento Autoritário – metodologia orçamentária em que a alta administração impõe o
orçamento a todos os gerentes sem a aprovação dos mesmos.
h) Orçamento Geral – é o orçamento que consolida e resume as projeções financeiras de todos
os planos e orçamentos de todos os departamentos da Entidade. Deverá exprimir, de forma
abrangente, os planos operacionais, os investimentos a serem efetuados e a forma de captação
e de aplicação de recursos que possibilitem viabilidade financeira de tudo que se objetiva
alcançar.
i) Orçamento de Caixa – programação de entradas e saídas de recursos monetários.
j) Orçamento de Capital – proposta de gastos com bens e direitos permanentes e as suas fontes
de recursos.
k) Orçamento Operacional – detalhamento de valores das Receitas de Vendas, bem como dos
valores de Custos Operacionais, Despesas Operacionais, Tributos e Lucro ou Superávit
Esperado pela operação das atividades da Entidade no período.
l) Orçamento Kaizen – orçamento que incorpora o conceito de melhoramento contínuo,
mediante aprimoramentos futuros, a serem implantados, em vez de simplesmente orçar com
base em práticas e métodos atuais.
m) Orçamento por Atividade – orçamento elaborados por cada tipo de atividade exercida.

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1.7 – Processo Orçamentário
A elaboração do orçamento deverá envolver todos os níveis de decisão da organização.
Quanto maior a participação, maior a probabilidade de obter-se uma visão mais aproximada das
ações futuras necessárias para alcançar os resultados desejados.
O processo orçamentário deve seguir um roteiro de procedimentos encadeados, interativos e
ordenados da seguinte forma:
1º - Definição de uma carta estratégica emitida pela Alta Direção que sintetiza os objetivos a
serem alcançados, definindo as políticas e diretrizes gerais para toda a Entidade, clarificando
seus posicionamentos político, social, econômico, financeiro e operacional que nortearão
todos os seus Dirigentes, Gerentes, Empregados e demais colaboradores para o cumprimento
de sua missão perante Proprietários, Investidores, Financiadores, Governo, Mercado,
Clientes, Fornecedores, Concorrentes e demais interessados.
2º - Com base na Carta Estratégica, caberá ao corpo gerencial elaborar a planificação das políticas
e diretrizes específicas de cada departamento ou setor, que se transformarão em unidades
orçamentárias, detalhando a forma de agir no futuro ( respondendo a pergunta : como?), os
locais onde se desenvolverão os projetos ( respondendo a pergunta: onde?) , o período de
tempo que será necessário para cumprir as metas desejadas ( respondendo a pergunta:
quando?) , determinando os responsáveis pela execução e cumprimento das tarefas
( respondendo a pergunta: quem?).
Nessa etapa é fundamental que os gerentes tenham pleno conhecimento dos cenários de
diversos aspectos que possam afetar, no futuro, as atividades da Organização, como o cenário
político, o cenário econômico, o cenário social, o cenário legal, o cenário fiscal, o cenário
demográfico, o cenário mercadológico, com as novas tecnologias, movimentos dos
concorrentes, situação de fornecedores, procurando antever oportunidades e ameaças no
transcurso do tempo do período a ser orçado.
3º - Após definição de como, onde, quando e quem, como elementos básicos e essenciais para o
detalhamento e fechamento de um planejamento, cada unidade orçamentária deverá orçar as
quantidades físicas e os valores monetárias que demonstrarão a viabilidade econômico-
financeira dos objetivos esperados a serem alcançados com base nas políticas e diretrizes
definidas. Nesse estágio utilizar-se de métodos quantitativos para projetar valores no tempo,
de forma a materializar numericamente previsões que antevejam fatos futuros que possam vir
a envolver a participação da Entidade.
4º - Consolidam-se os números físicos e financeiros de todas as unidades orçamentárias para
avaliação da viabilidade do planejado. Refaz-se o processo de cada etapa anterior até obter-se
o resultado adequado e possível ao desejado pela Alta Direção.
5º - Com base no Orçamento Geral consolidado divulgam-se os orçamentos específicos de cada
unidade orçamentária aprovados pela Alta Direção e que orientarão os gerentes na execução
das tarefas no período orçado, para que toda a Organização possa agir de forma integrada e
orientada no mesmo sentido de atingir os objetivos fixados.
6º - Todos os níveis gerenciais deverão dispor de mecanismos de controle da execução dos
orçamentos, avaliando as aproximações e os afastamentos dos valores orçados, para
manutenção ou correção dos rumos e em tempo de fazer ajustamentos necessários que
possibilitem atingir o esperado.

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Exemplo de Carta Estratégica
Rocha Pereira Consultoria e Serviços Ltda.
Carta Estratégica
Missão
A missão da Rocha Pereira Consultoria e Serviços Ltda., é tornar-se reconhecida pelo Mercado
Brasileiro em geral, como uma empresa de prestação de serviços, de qualidade, flexível, ágil, cobrando
preços justos, que remunere adequadamente o capital investido e o esforço despendido, nas
atividades de consultoria de negócios e de organização financeira, especializada no atendimento a
médias e pequenas empresas e a pessoas físicas, em especial profissionais liberais.

Deverá exercer suas operações dentro dos princípios éticos e morais, zelando pelo meio—ambiente,
voltada para o aprimoramento de seus serviços e processos, utilizando tecnologias de ponta,
estimulando empregados e colaboradores com a participação nos resultados obtidos, reinvestindo
parte e distribuindo lucros aos proprietários na proporção de suas realizações financeiras em
disponíveis.

Objetivo Principal
Orientação de negócios, de planejamento tributário, de organização financeira, execução de serviços
de assistência técnica contábil e de assessoria de departamento de pessoal, especializada para
Empresas de Pequeno e Médio Porte, Pessoas Físicas e em especial para Profissionais Liberais, tais
como: Médicos, Dentistas, Veterinários, Advogados, Engenheiros, Arquitetos e Outros.

Serviços para todo o Brasil


- Consultoria on-line, via portal próprio na Internet, para Planejamento Tributário, com resumos
sintetizados do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas e Físicas, do Imposto de Renda Retido na
Fonte, do PIS, da COFINS e da Contribuição Social, visando redução de carga tributária,
estritamente dentro dos princípios legais.

- Consultoria Trabalhista on-line, via portal próprio na Internet, mediante orientação através de
resumos sintetizados da legislação e dos principais procedimentos sobre Encargos Sociais e
Encargos Trabalhistas incidentes sobre remunerações de Assalariados, Empregadas(os)
Domésticas(os), Estagiários, Autônomos, Diretores e Sócios.
Serviços apenas no Grande Rio (Rio de Janeiro e Baixada Fluminense)
- Serviços informatizados de registros contábeis e fiscais, com apresentação mensal de Balancete de
Verificação e demais demonstrativos de controle gerencial e tributário, e apresentação anual de
Balanço Patrimonial e de Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica.
- Serviços de orientações no preenchimento e entrega de Declaração de Ajuste Anual de Imposto de
Renda Pessoa Física e para recolhimentos de Carnê-Leão, Ganhos de Capital e de Renda Variável.
- Legalizações de aberturas e alterações contratuais, certidões negativas e serviços de despachante.
- Assessoria de Departamento de Pessoal para registro e pagamento de assalariados, empregados
domésticos, empregados rurais e autônomos.
- Consultoria de Organização Financeira completa, para elaboração de Fluxo de Caixa (Cash-Flow), de
Controles de Faturamento, de Contas a Receber, de Contas a Pagar e de Tesouraria.
- Auditoria de Controles Operacionais e Financeiros, com emissão de Relatórios e Pareceres.
- Perícia Contábil, Judicial e Administrativa.
- Arbitragens de Negócios, com avaliações patrimonial, financeira e econômica, para negociações e
acordos.
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1.8 – Controle Orçamentário

Controlar é essencialmente acompanhar a execução de atividades da maneira mais rápida possível,


e comparar o desempenho efetivo com o planejado.

O Controle Orçamentário vai além disso, por que deverá avaliar, analiticamente para cada unidade
orçamentária e sinteticamente sobre o todo da Organização, as diferenças encontradas, verificar a
relevâncias das distorções, localizar as causas e gerar informações precisas e atualizadas para dar
alternativas de tomadas de decisões pelos diversos níveis gerenciais e de Alta Direção.

Em resumo, controle orçamentário é um sistema de feedback ao Planejamento, que possibilita


comparar desempenho com objetivos almejados.

Observe o exemplo a seguir, de um controle orçamentário de uma Projeção de Resultados que é


um Orçamento Sintético de Vendas, Custos, Despesas, Tributos e Lucro Esperado.

Controle Orçamentário da Projeção de Resultados - Empresa X - Mês de xxxxxxxx de 20xx

Previsto Executado Diferenças


Discriminação
R$ % R$ % R$ %

Receitas de Vendas 500.000,00 100,00% 538.526,55 100,00% 38.526,55 7,71%

(-) Impostos sobre Vendas (115.000,00) (23,00%) (133.877,70) (24,86%) 18.877,70 16,42%

= Receita Operacional Líquida 385.000,00 77,00% 404.648,85 75,14% 19.648,85 5,10%

(-) Custos Operacionais (154.000,00) (30,80%) (187.191,83) (34,76%) 33.191,83 21,55%

= Margem Operacional Bruta 231.000,00 46,20% 217.457,02 40,38% (13.542,98) (5,86%)

(-) Despesas Operacionais (75.000,00) (15,00%) (68.123,61) (12,65%) (6.876,39) (9,17%)

= Resultado antes de I.de Renda 156.000,00 31,20% 149.333,41 27,73% (6.666,59) (4,27%)

(-) I.Renda e Contribuição Social (53.040,00) (10,61%) (47.592,56) (8,84%) (5.447,44) (10,27%)

= Resultado Líquido Final 102.960,00 20,59% 101.740,85 18,89% (1.219,15) (1,18%)

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Unidade I – Introdução a Administração Orçamentária ( continuação)

Avaliação do Aprendizado
Critérios
1 – 10% - Assiduidade, Pontualidade e Freqüência
2 – 20% - Participação em Sala de Aula e Entrega de Trabalhos
3 – 70% - Prova do 1º bimestre

1 – Enumere os conceitos da segunda coluna conforme a ordenação numérica das nomenclaturas


da primeira coluna ( 0,15 pt. cada acerto – totalizando 4,5 pts):
1.Previsão ( ) Despesas Indiretas de Fabricação
2.Planejamento ( ) Dividendos
3. Orçamento ( ) Receitas de Aplicações Financeiras
4. Planejamento Estratégico ( ) Orçamento incorporando aprimoramentos futuros
5. Planejamento Tático ( ) O Orçamento materializa os cenários em números
6. Planejamento Operacional ( ) Expressão quantitativa de planos de ação
7. Planejamento por projeto ( ) Receitas Tributárias
8. Objetivo de Orçamento ( ) Gastos para aquisição de bens e direitos permanentes
9. Característica de Orçamento ( ) Antevisão de fatos futuros
10. Vantagem de Orçamento ( ) Feedback do planejado
11. Orçamento Público ( ) Etapa em que é divulgada a Carta Estratégica
12. Orçamento Empresarial ( ) Orçamento que ignora experiências anteriores
13. Receitas Correntes ( ) Proposta de gastos com bens e direitos permanentes
14. Receitas de Capital ( ) Provisão para Contribuição Social
15. Despesas Correntes ( ) Definição do conjunto de políticas e diretrizes
16. Despesas de Capital ( ) Orçamento que visa o equilíbrio.
17. Receitas Operacionais ( ) Orçamento baseado na experiência anterior
18. Receitas Extra-Operacionais ( ) Definição de objetivos, políticas e diretrizes
19. Custos Operacionais ( ) Definição dos objetivos dos donos
20. Despesas Operacionais ( ) Detalhamento das Receitas de Vendas.
21. Tributos sobre Resultado ( ) Documento divulgado pela Alta Direção
22. Lucro Esperado ( ) Definições de ações de marketing, produção e etc...
23. Orçamento Incremental ( ) Determinar volume de compras de matérias-primas
24. Orçamento Base Zero ( ) Define do início ao fim, etapas de cada plano de ação
25. Orçamento de Capital ( ) Tomada de recursos por operações de crédito
26. Orçamento Operacional ( ) Venda de Serviços
27. Orçamento Kaizen ( ) Define primeiro as vendas que pode realizar
28. Processo Orçamentário ( ) Gastos com a administração do Negócio
29. Carta estratégica ( ) Gastos para manter funcionando o atendimento.
30. Controle Orçamentário ( ) Possibilita evitar desperdícios

2 – Com base na Planilha de Controle Orçamentário apresentada, resuma em breves palavras, sua
avaliação sobre os principais aspectos nos quais o desempenho na execução é relevantemente
divergente do esperado. ( 2, 5 pts)
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Unidade II – Orçamento Empresarial

Conceito: Orçamento Empresarial é a expressão quantitativa dos planos de ação de uma Entidade
visando a obtenção de resultados na exploração de uma atividade econômica de venda de bens
e/ou serviços.

2.1 – Previsões e Planejamentos Empresariais

Previsão Empresarial é a antevisão de fatos futuros que poderão influenciar os resultados


da Entidade, no período a ser orçado, seus efeitos nos campos político, social, meio
ambiente, macroeconômico, mercadológico, operacional e financeiro.

Planejamento Empresarial é a definição pela Administração Superior da Entidade, dos


objetivos, estratégias, metas, políticas e diretrizes que nortearão as ações de todos os
dirigentes, empregados e demais colaboradores durante o período orçado, de forma a
integrar os esforços e recursos de todos para obtenção dos resultados desejados pelos
proprietários.

Base de dados Sistema de


do desempenho Informações
passado Gerenciais

Expectativas
dos interesses
internos Missão,
objetivos, Planos de Orçamento Controle
estratégias, curto, médio Empresarial Orçamentário
Expectativas metas, políticas e e longo prazo
dos interesses diretrizes
externos

Avaliação
prévia: Realizado
Riscos, Forças,
Oportunidades,
Ameaças

Fonte: Figura desenvolvida por George A. Steiner ( 1979)

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Elementos da Visão Estratégica do Negócio

Filosofia Negócio da
Empresarial Missão Organização

Objetivos de curto, médio e


longo prazo

Análise do Ambiente Externo Análise do Ambiente Interno

Estratégias

Fonte: Figura desenvolvida por Fábio Frezatti ( 2000)

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Missão – é a primeira diretriz estratégica, que define o que se espera da Entidade, delimitando
expectativas de longo prazo e orientando as operações. Tem como característica fundamental
expressar o desejo do proprietário imposto para cumprimento por todos em seu âmbito interno.
Deve ser simples, clara, concisa e não deve ser alterada com freqüência.
Basicamente responde às seguintes perguntas:
· Que atividades serão exercidas?
· Que tipo de produto/ serviço oferece ao Mercado?
· Em que Mercado pretende atuar?
· Qual o perfil do cliente que deseja atender?
· Que retorno deseja como proprietário ?

Objetivos de curto, médio e longo prazo – definição dos períodos em que devem ser alcançados
os objetivos definidos pelos proprietários. Têm como características:
· Serem negociados entre proprietários e executivos;
· Terem uma delimitação temporal para cada período, definindo o que seja curto, médio e longo
prazo;
· Dividem-se em:
· Atributos – é o elemento escolhido para medir desempenho. Exemplos: retorno sobre
investimento, geração de caixa, distribuição de lucro e etc.;
· Padrão – é a escala com que se mede o atributo. Exemplos: retorno médio sobre
investimento; geração mensal de caixa, distribuição trimestral de lucro e etc.;
· Meta – é o valor específico que se deseja medir. Exemplos: retorno médio de investimento
de 15% a.a., geração mensal de caixa de R$ 1.000.000,00, distribuição trimestral de 30% do
lucro e etc.

Análise do ambiente externo – é a maneira pela qual a organização avalia no ambiente externo
identificando oportunidades que pode conquistar e ameaças que deve enfrentar. Baseia-se em
cenários, em previsões, em projeções e visões empresariais para definir o espaços existentes
ocupados, espaços existentes vazios e novos espaços a ocupar, para definição de um
posicionamento estratégico. Deve-se considerar então:
· Cenário Político – o quanto pode afetar os negócios, de forma favorável ou desfavorável.
· Cenário Econômico – os ciclos previstos para crescimento ou para recessão no setor
específico que a Entidade está inserida.
· Cenário social – tendências esperadas, quanto a participação das mulheres, dos idosos,
ascendência de classes antes excluídas, impactos sobre os negócios de movimentos sociais.
Avaliar o peso do crescimento demográfico na composição da pirâmide social.
· Cenário legal – existência de perspectivas de mudanças nas leis e normas de direito que
possam afetar a Entidade.
· Cenário fiscal – alteração na tributação que possam influenciar no resultados finais para
retorno dos investimentos.
· Tecnologia – mudanças tecnológicas que possam trazer oportunidades ou possam tornar
obsoletos os produtos e serviços atuais.
· Concorrência – movimentos dos concorrentes que possam tornar a organização vulnerável.
· Ecologia – movimentos ecológicos que possam provocar aumentos ou reduções na
rentabilidade.
· Fornecedores – como serão afetados pelos cenários estudados.

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Análise do ambiente interno – avaliação dos pontos fortes e pontos fracos da organização na
situação atual e frente aos cenários apontados no ambiente externo. Definir as formas de
preservação dos pontos fortes e eliminação de pontos fracos.

Estratégias – Definição de ações a serem implementadas no futuro de forma a obter o máximo


proveito das oportunidades e dos pontos fortes da organização e minimizar os efeitos de seus
pontos fracos além de proteger-se das ameaças que possam tornar a Entidade vulnerável às suas
conseqüências.
Segundo Mintzberg (2000), as estratégias podem ser classificadas em 10 escolas:
· Escola do Design – formulação de estratégias como um processo de concepção;
· Escola do Planejamento – formulação de estratégias como um processo formal;
· Escola do Posicionamento – formulação de estratégias como um processo analítico;
· Escola Empreendedora – formulação de estratégias como um processo visionário;
· Escola Cognitiva - formulação de estratégias como um processo mental;
· Escola do Aprendizado - formulação de estratégias como um processo emergente;
· Escola do Poder - formulação de estratégias como um processo de negociação;
· Escola Cultural - formulação de estratégias como um processo coletivo;
· Escola Ambiental - formulação de estratégias como um processo reativo;
· Escola de Configuração - formulação de estratégias como um processo de transformação;

Posicionamento Estratégico
Modelo das 5 Forças
( Porter, 1980)

Ameaças de Entrantes Potenciais

Poder de Barganha Rivalidade entre Empresas Poder de Barganha


de Fornecedores de Clientes

Ameaças de Produtos Substitutos

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Posicionamento Estratégico – Modelo das 5 forças – (Porter, 1980)

Determinantes da Rivalidade entre Empresas


· Crescimento econômico lento
· Altos Custos fixos ou de armazenamento
· Excesso de capacidade ociosa
· Pouca diferenciação entre os produtos concorrentes
· Falta de identidade da marca
· Alterações de custo
· Concentração regional ou
· Complexidade informacional
· Diversidade de concorrentes
· Barreiras à saída

Determinantes de ameaças de Novos Entrantes


· Inexistência de barreiras à entrada
· Economias de escala
· Acesso a canais de distribuição
· Política Governamental

Determinantes de ameaças de Produtos Substitutos


· Vantagens tecnológicas
· Downsizing
· Upgrade

Determinantes do poder de barganha de Fornecedores


· Fornecedores mais concentrados que compradores
· Inexistência de produtos substitutos
· Produto do fornecedor é importante para o comprador
· Comprador não é importante para o fornecedor

Determinantes do poder de barganha dos Clientes


· Clientes que compram em grande volume
· Produtos padronizados ou facilmente substituídos
· Pequenos custos de mudança para outro produto ou concorrente
· Baixa lucratividade dos clientes
· Clientes concentrados ou integrados com intercâmbio de informações

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Unidade II – Orçamento Empresarial

Estratégias Genéricas de Porter


( abordagens para enfrentar as cinco forças competitivas básicas)

· Liderança em Custo

· Estratégia que visa tornar a Empresa conhecida pelo baixo preço de venda.

· Precisa ter baixo custo de produção, através de:

· Maciços investimentos em instalações e equipamentos industriais que possibilitem uso


de produção em grande escala, com grandes volumes para cada tipo de produto.
( Economia de escala);

· Ganhos na experiência, na repetibilidade eficiente de processos, na monitoração


cuidadosa de custos variáveis e fixos, em constante downsizing, reduções de quadro, e
permanente gerenciamento de qualidade total;

· Diferenciação
· Estratégia com base na imagem, na marca e na lealdade do cliente , mediante
desenvolvimento de produtos e/ ou serviços únicos, com alta qualidade, melhor
desempenho ou características de exclusividade.

· O Cliente precisa identificar essas características, de forma clara e entendê-las como


vantajosas para si, dispondo-se a pagar um preço maior para obtê-las.

· Custo é importante, mas não é o aspecto principal.

· Enfoque
· Estratégia que procura atender segmentos de mercado, estreitos.

· Tende a focalizar determinados tipos de clientes, linhas de produtos ou mercados


geográficos.

· Pode ser foco na liderança de custo para determinado Mercado que deseja dominar.

· Pode ser foco na diferenciação pela qual as ofertas são diferenciadas para o Mercado
almejado.

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Unidade II – Orçamento Empresarial


Fluxograma de Elaboração de um Orçamento Empresarial
(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983)

Plano Amplo de Operações

Objetivos Gerais
Objetivos Específicos
Estratégias
Políticas e Diretrizes

Plano de resultados a médio e longo prazo


· Projeção de Receitas, Custos e Despesas de médio e longo prazo;
· Detalhamento de investimentos permanentes;
· Fluxos de Captações e Aplicações de médio e longo prazo;
· Políticas e Diretrizes;

Plano Anual ( Plano de resultados de curto prazo)


· Plano Operacional · Orçamento de Vendas
· Orçamento de Produção
· Orçamento Administrativo
Regime
de
· Plano de Investimentos · Orçamento de Investimentos Competência
Anuais Permanentes do
· Orçamento de Imobilizações Exercício
Permanentes
· Orçamento de Gastos Pré-
Operacionais
· Plano Financeiro · Orçamento de Entradas de Recursos Regime
· Orçamento de Saídas de Recursos de Caixa

Projeção das Demonstrações Financeiras

· Projeção da Demonstração de Resultados · Orçamentos do Plano Operacional

· Orçamentos do Plano Financeiro


· Orçamentos de Contas a Receber
· Orçamentos de Estoques
· Projeção do Balanço Patrimonial · Orçamentos do Plano de Investimentos Anuais;
· Orçamentos de Contas a Pagar
· Orçamentos de Subscrição e Integralização de
Capital

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Unidade II – Orçamento Empresarial

Detalhamento de etapas para elaboração de um Orçamento Empresarial


(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983)

1 – Plano Amplo de Operações da Empresa, detalhando:

· Objetivos gerais da Empresa, definidos em sua Missão;

· Objetivos específicos de curto, médio e longo prazo;

· Estratégias: ações a serem implementadas no futuro;

· Políticas e Diretrizes: formas de agir para cada área específica:

· Políticas e Diretrizes para Marketing e Vendas;

· Políticas e Diretrizes para Produção;

· Políticas e Diretrizes de Estocagem;

· Políticas e Diretrizes de Manutenção;

· Políticas e Diretrizes de Recursos Humanos;

· Políticas e Diretrizes de Compras;

· Políticas e Diretrizes Financeiras;

· Políticas e Diretrizes de Informática;

· Políticas e Diretrizes de Planejamento e Controle;

2 – Plano de Resultados a Médio e Longo Prazo

· Projeção de Receitas, Custos e Despesas de longo prazo;

· Detalhamento de investimentos em projetos de Ativo Permanente;

· Fluxos de Caixa e financiamentos;

· Necessidades de recursos humanos;

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Unidade II – Orçamento Empresarial

Detalhamento de etapas para elaboração de um Orçamento Empresarial


(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983)
(continuação)

3 - Plano de Resultados a Curto Prazo ( Plano Anual de Resultados)

3.1 - Plano Operacional

· Plano de Vendas
· Projeção de Vendas por quantidades ( Orçamento Físico de Vendas) e Projeção de
Vendas em Moeda Corrente ( Orçamento de Vendas):
· Projeção de Vendas por região;
· Projeção de Vendas por produto;
· Projeção de Vendas por período;
· Orçamento de despesas com vendas ( comissões, impostos, publicidade,
propaganda, descontos, inadimplências, devoluções e etc...)

· Plano de Produção
· Projeção de Produção por quantidades (Orçamento Físico de Produção) e Projeção
de Produção em Moeda Corrente( Orçamento de Produção) composto de:
· Demonstrativo de Estoques;
· Orçamento de Matérias-Primas;
· Orçamento de Mão-de-Obra Direta;
· Orçamento de Custos Indiretos de Fabricação;
· Orçamento de Produtos em Processo;
· Orçamento de Produtos Acabados;

· Plano Administrativo

· Orçamento de Despesas Administrativas ( incluindo Pessoal, Materiais


Administrativos, Serviços de Terceiros e Gastos Gerais de cada setor)
· Orçamento de Despesas por Departamento Administrativo;
· Orçamento do Departamento de Recursos Humanos;
· Orçamento do Departamento de Suprimentos, Materiais e Compras;
· Orçamento do Departamento de Informática
· Orçamento do Departamento de Finanças;
· Orçamento do Departamento de Planejamento e Controle;
· Orçamento do Departamento de Serviços Gerais e Manutenção;
· Orçamento das Gerências Administrativas;
· Orçamento das Supervisorias Administrativas e de Apoio;
· Orçamento das Unidades Administrativas e de Apoio;

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Detalhamento de etapas para elaboração de um Orçamento Empresarial


(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983)
(continuação)

3.2 – Plano de Investimentos Anuais

· Plano de Investimentos Financeiros

· Orçamento de Aquisições de Participações Societárias;

· Plano de Imobilizações Permanentes

· Orçamento de Aquisições de Terrenos;


· Orçamento de Aquisições de Edifícios, Lojas, Salas;
· Orçamento de Construções em Imóveis Próprios;
· Orçamento de Benfeitorias em Imóveis de Terceiros;
· Orçamento de Instalações Industriais;
· Orçamento de Instalações Comerciais;
· Orçamento de Instalações Administrativas;
· Orçamento de Móveis e Utensílios;
· Orçamento de Máquinas e Equipamentos de Produção;
· Orçamento de Hardware;
· Orçamento de Aquisição de Licenças de Uso de Softwares;
· Orçamento de Aquisições de Veículos;
· Orçamento de Aquisições e Licenciamentos de Marcas e Patentes;

· Plano de Gastos Pré-Operacionais

· Orçamento de Gastos em Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento;


· Orçamento de Gastos em Projetos de Mudanças Operacionais;

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Detalhamento de etapas para elaboração de um Orçamento Empresarial
(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983) (Continuação)
3.3 – Plano Financeiro
· Projeção de Entradas de Recursos Financeiros ( Captações):
· Orçamento de Contas a Receber de Vendas a Prazo;
· Orçamento de Recebimentos Extra-Operacionais;
· Orçamento de Dividendos de Participações Societárias;
· Orçamento de Venda de Resíduos e Sucatas;
· Orçamento de Receitas Financeiras
· Orçamento de Juros Obtidos;
· Orçamento de Rendimentos de Aplicações Financeiras;
· Projeção de Saídas de Recursos Financeiros ( Aplicações):
· Orçamento de Encargos Trabalhistas a Pagar:
· Orçamento de Salários e Ordenados a Pagar;
· Orçamento de Provisão de Férias a Pagar;
· Orçamento de Provisão de 13º Salário a Pagar;
· Orçamento de Provisão de Indenizações Trabalhistas a Pagar;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores:
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Matérias-Primas;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Materiais Auxiliares;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Materiais de Consumo;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Imobilizações Permanentes;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Mão-de-Obra Direta ou
Indireta Terceirizada;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores de Serviços Administrativos
Terceirizados;
· Orçamento de Contas a Pagar a Fornecedores Concessionários de Serviços
Públicos;
· Orçamento de Tributos a recolher
· Orçamento de IPI a recolher;
· Orçamento de ICMS a recolher;
· Orçamento de ISS a recolher;
· Orçamento de PIS a recolher;
· Orçamento de COFINS a recolher;
· Orçamento de Imposto de Renda – Pessoa Jurídica a recolher;
· Orçamento de Contribuição Social a recolher;
· Orçamento de INSS a recolher;
· Orçamento de FGTS a recolher;
· Orçamento de IPTU a recolher;
· Orçamento de CPMF a recolher;
· Orçamento de Empréstimos e Financiamentos a Pagar
· Orçamento de Juros sobre Empréstimos e Financiamentos a Vencer;
· Orçamento de Amortizações de Empréstimos e Financiamentos a Vencer;
· Orçamento de Prontos Pagamentos
· Orçamento de Fundos Fixos e/ ou Orçamento de Caixa Pequeno
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(adaptado do original de Glenn A. Welsch, 1983)
(Continuação)

3.4 – Projeções das Demonstrações Financeiras

· Projeção da Demonstração de Resultados do Exercício


· Projeção das Receitas Operacionais;
· Projeção das Deduções sobre Receitas Operacionais;
· Projeção dos Custos Operacionais;
· Projeção das Despesas Operacionais;
· Projeção das Receitas Extra-Operacionais;
· Projeção das Despesas Extra-Operacionais;
· Projeção de Tributos sobre Resultados;
· Projeção de Dividendos;

· Projeção do Balanço Patrimonial


· Projeção do Ativo Circulante:
· Orçamento de Disponibilidades ( Fluxo Financeiro - Cash-Flow);
· Orçamento de Contas a Receber;
· Orçamento de Estoques;
· Projeção do Realizável de Longo Prazo;
· Projeção do Ativo Permanente:
· Orçamento de Investimentos Permanentes;
· Orçamento de Imobilizações Permanentes;
· Orçamento de Gastos Pré-Operacionais;
· Projeção do Passivo Circulante:
· Orçamento de Encargos Trabalhistas a Pagar;
· Orçamento de Fornecedores a Pagar;
· Orçamento de Tributos a Recolher;
· Orçamento de Empréstimos e Financiamentos a Pagar;
· Projeção do Exigível de Longo Prazo;
· Projeção do Patrimônio Líquido:
· Orçamento de Subscrições e Integralizações do Capital Social;
· Orçamento de Resultados do Período ( Projeção da Demonstração de
Resultados);
· Orçamento de Constituição de Reservas de Lucros;

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Unidade II – Orçamento Empresarial


Avaliação do Aprendizado – Critérios:10% - Assiduidade, Pontualidade e Freqüência - 20% -
Participação em Sala de Aula e Entrega de Trabalhos e 70% - Prova do 2º bimestre ;
1 – Enumere os conceitos da segunda coluna conforme a ordenação numérica das nomenclaturas da
primeira coluna ( 0,25 pt. cada acerto – totalizando 2,5 pts):
1. Planejamento Empresarial ( ) Escola Empreendedora
2. Missão ( ) Cenários
3. Objetivos ( ) Economia de escala
4. Análise ambiente externo ( ) Definição dada pela Administração Superior.
5 . Análise ambiente interno ( ) Custo é importante, mas não é o aspecto principal.
6. Estratégias ( ) Rivalidade entre Empresas.
7. Força Competitiva ( ) Segmentação de mercado.
8. Liderança em Custo ( ) Atributos, Padrão e Meta.
9. Diferenciação ( ) Primeira diretriz estratégica.
10. Enfoque ( ) Pontos fortes e pontos fracos.

2 – Complete as frases com as palavras mais apropriadas ao texto ( 0,15 pt para cada acerto – totalizando
1,5 pt.):
objetivos; ambiente interno; receitas; planejamento; estratégias;
ambiente externo; público; despesas; previsão; empresarial;
O orçamento ..........................se diferencia do orçamento.......................por que fixa primeiro as
......................................orçamentárias e depois estima as ....................................... orçamentárias. O
orçamento empresarial é precedido pela ............................empresarial e pelo ........................empresarial,
definindo primeiramente os..........................,as ......................., metas, políticas e diretrizes que nortearão as
ações de todos durante o período orçado. Nesse ponto, é preciso ter uma visão estratégica do negócio que
se compõe dos seguintes elementos: Missão, objetivos de curto, médio e longo prazo, análise do
.........................................................., análise do ...................................................e fixação de estratégias.

Com o mínimo de palavras sintetize o significado do conceito descrito na coluna da esquerda ( 0,30 pt para
cada acerto – totalizando 3,0 pt.):
1. É o elemento escolhido para medir desempenho;
2. Estratégia que visa tornar a Empresa conhecida pelo baixo
preço de venda;
3. Definição dada pela Administração Superior da Entidade;
4. Ciclos previstos para crescimento ou para recessão no setor
específico que a Entidade está inserida;
5. Tem como característica fundamental expressar o desejo do
proprietário.
6. Estratégia onde o custo é importante, mas não é o aspecto
principal;
7. Rivalidade entre Empresas,Barganha de Fornecedores,Barganha
de Clientes,Ameaça de Entrantes e Ameaça de Substitutos;
8. Pequenos custos de mudança para outro produto ou
concorrente;
9. Tendências esperadas, quanto à participação de mulheres,
idosos e demais categorias de excluídos;
10. Inexistência de produtos substitutos;

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