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Admito desde já que não a pessoa psicologicamente mais simples e

que nem para mim mesma é fácil lidar comigo, por isso peço-te apenas
paciência e também desculpa porque sei que não és obrigado a ouvir – ou a
ler – as coisas que tanta dificuldade tenho em exteriorizar, excepto
escrevendo. O que vou dizer é talvez estranho, mas tenta entender-me,
visto que ao que me parece és compreensivo: eu não menti
intencionalmente quando disse que não tinha mais nada para dizer; tenho
mais para dizer, mas fecho-me para mim mesma quando sou confrontada
com isso e por isso é que ando cheia de rodeios e a dizer aquilo que não é
inteiramente verdade, não que o faça por mal ou por ter o hábito de ocultar
a verdade, é uma excepção que não costuma acontecer-me.