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IMMANUEL KANT A METAFISICA DOS COSTUMES CONTENDO A DOUTRINA DO DIREITO EA DOUTRINA DA VIRTUDE ‘Traducso -Textos adicionais Notes Edson Bini Faculdade de Filosofia, Letras e Cléncias Humanas da USP ‘A Metarisica Dos CosTuMES Innawven. Kant 1° Eaigio 2008 or Ale Rudd Bereier Copa Eoupe Ere Digi: Dagan fae pb aor N° de Catdlogo: 1983 Dados de Catalogo na Fote (CIP) Internacional \Cémara Baile do Lio, SP Bra a, ene 17281808 ‘sais do ots lan Ka tah, toe a le nota Eton Br Bars, 5 EDPRO, 208 See Claes Eel Tho cn: Dl Mey de Sto, Ea rtp fo barn medal de 1977 da Suton eo ue cvesponde 3 ode 18 deat Vero, We. gen prunes ra tae ere 7 {1797 fa Dain dose ISBN 5-7288.965. tidal Séne coon cour Tnaices para ctlogs sensi Dai Dina: Bln 4012 EDIPRO - EdigbesProisionss Lida Fo ned Sho ann, 2 ee om ors ra) 17069 IDI) rn eunrauaicomer ‘Atendemos pelo Reembolso Postal SUMARIO Apresentagio Nota do Tradutor Cronologia Glossario Dados Biograticos adios Bibliografios A Metarisica Dos Costumes Panre Prisciea PRINCIPIOS METAFISICOS DA DOUTRINA DO DIREITO PREFACIO| INTRODUGAO A METAFISICA DOS COSTUMES I. Da idéia e da necesidade de uma meratisca dos costumes IL Da rlagdo ente as feculdodes da mente humana e asieis morals I~ Conesitos proiminares da metafsica dos costumes (Philosophia proctiea universal) IV. Da divisbo de uma metaisca dos costumes INTRODUGAO A DOUTRINA DO DIREITO Pardgrafo A O que éa Doutrina do Diteto? Pardgrafo B: O que é 0 Diseto? 7 9 Sess 49 *® 5 37 or n % 6 6 Parégrafo CO principio universal do Direlto Parégrafo D: O Ditto esta igado & competéncla de ‘exercercoergto Pardgrafo E: Um dito estito pode também ser repre sentado como & possbildade de um uso inteira mente reciproco de coero que & compativel com a Toerdade de todos de acordo com leis unversais ‘Apindic &Invodugio & Dourine do Dieito Do dito equivoco (lus aequacum) I Batidede (Aequitas) IO direito de necessidade (us necesita) Divisho da Doutina do Dieto A) Divsto geal dos devees de dito B) Diisto geral dos dritos S66 um dite inate Divisio da metasca dot costumes como um todo ‘A DOUTRINA UNIVERSAL DO DIREITO Parte I - Direto Privado Capt 1 - Como ter alguma coisa extema como sua a § 2 - Postulado da rast prétca no que tange 208 ietos $3 54 - Exposgdo do conceito de objetos exteros que 80 meus ou tee 455 - Defnigio do conceito de objtos externas que bo meus ou teus 5 6 - Dedugo do concsto de posse meraent ur dice de um objeto extemo (posses noumenon} 6 Ameer 0 Cosnmes z Saute 57 - Aplicagdo a objtos da experince do principio ‘de que € possivl para alguma coisa externa ser minha ou tus 98 9.8 - possvel ter alguma cosa extera como sua Somente numa condo jurdia, sob ume au- toridade que legisla publcamente, ou se, nu- ma condigto civil 101 §.9-- Em um estado de natueza,alguma cosa ex tema pode realmente se minhe ou fa, mas a enas prousoriamente 101 Captulo It - Como adqut alguma coisa externa 103 $10. Principio goral da aqui extema 108 ‘Seco |- Do direito de propriadade 108, §11-O quedo direto a uma coisa? 105 8 12-A primeira aqusigfo de uma coisa pode ser somente a aqusgao de terra 106 413 - Quaiquer pdago de tera pode ser adqurido criginalmente, a possibildade de tal aquisigbo est baseada na comunidade eniginal da tere em geral 107 $14» Na aquiskgo orginal, ato requerido para ‘stabelecer um direto ¢ © apoderamento (oc- ‘upato} 108 4515 - Alguma coisa pode ser adquiida defiitiva- ‘mente apenas sob uma Constuigdo ci em lum extado de natureza também pode ser ade sida, mas somente prousoriamente 109 45 16 - Exposigdo do conclto de aqusiso original ater un 45.17 - Dedugso do conceite de aquisiéo original... 112 ‘ego Il - Do ditetocontatual us 518 us 519 16 $20 us sai 9 Pe ee ea : sa mt st: nl en nm (eben fie oe wat $39 : C) Da recuperagso (reintegrordo na posse) de ta 2 1b) beat oy ond cr os i ones vs baad = $42 1st i= ised Parte Il - Direlto Pablico 153 aa ae ‘Sego I - Direito do Estado 153 ‘a ta 7 wvisdo dogmé te todos os direitos adquiriveis esa st eb ean i : i ory ” ; & $32 136 | EE: Do dteto de puni conceder leméncia 174 i enorme ova cure iets $34 :IL- Heranga (Acquisitio hereditatis) 138 | ‘sua pétia e com paises extrangeiros 181 $35 :Ill- Deixando atrés de si uma boa repu- eH bein! ‘ago (Bona forma defuncti) 139 $51 182 Capitulo ill - Da aquisigdo que é dependente subjetivamente ase bas! §37:A) Do contrat para fazer uma doagto waz m4 186 ue Kaw Aerie 008 Cosros ” Sane seo $55 187 ante SeounDA “ 188 PRIMEIROS PRINCIPIOS METAFISICOS DA DOUTRINA 857 189 DA VIRTUDE 27 $58 190 Pretéio 29 859 og ae Insoduso & Douina da Vitude 223 rt es | Dscusbo do conceit de doutinn da vitude an 228 ‘seco Il - Ditto Cosmopatta ioe 4 Dus do anes de fim gue tab um < aan ome 228 cote ei t1-Datoe pon pram tn i € unten : = Da base para pensar um fim qe & tbe um Apéndice aoe 228 ‘Observacées explicitaivas sobre Os Primeiros Prin- ns que so tab ever? nn 229 ‘iplos Metafisteos de Doutrina do Direto. 199 le oe cd a to aie a 1. Preparao légica para um conceito de diet re 1 eee cen oe erat oor centementeproposto 200 A) A ptceia pega de cada um 230 2, dusticagbo do conccto do dete relatvamente a B)Aeliidade dos outos 2 uma pesoaapserado 2 dito a uma cose. 201 i Vi A ia no propse leis para ages (is © fz) 3. Beempls 202 ‘as somente par as miximas das ages 232 4. Da confusbo de um dito @ uma cosa com um ‘Vit - Devers dios volver lata obvigasSo, 20 pas ecto a uma pessoa 208 so que deveres de dro enuohem esti ob 5, Discussdo complementar do canceito do dito ecto 28 de punir 205 VU - Expasigo dos devers de vitude como deveres 6.Do direto de wsuceniso 206 ios 235 7.Daherenga 208 1A prépia pio de cad um emo um fin 8. Do direito de um Estado no tocnte 8s fundagdes ue também um dever oo erpttua para seus sltos 209 2. A felidade dos outs como um fim que & A 210 também un dever za 8 210 1K-O que um dever de vinude? 238 c a2 XO principio supremo da doutine do deo era nalts © da doutine da vitude @sitico «239 > ais ma ae Conctusso 213 Xi-Omateal do dever de vite XIl- Conceitos do que é presuposto da pte da sen sagéo pela recetividae da mente aos concelios de dover com ta A Sentiento moral 8B) Consinca| ©) Do amor dot sees humanos D)Respeito Xi Princios geras da mafisca dos costumes no ‘rato de uma pre doutina da tude X0V-Da vieude em gra XV- Do princhio ue dsingue a dautina da virtue do doutine do deo. Obsenagio - Da Dostna da Vite de acordo ‘com rnp da ierdade neice XVI-A viru rquer, em prin lua, o dominio desimesmo XVIL- A vied presupte necesaramente@ apa (contra como fora) Obveregso XVI Conastospretiminres bdivsso da doutina davituse Obsenagsa IK Divi da ice DourRina Dos ELEMENTOS DA Erica Parte DOS DEVERES CONSIGO MESMO EM GERAL. Inno $1 Occneito de deer consigo mesmo contin fa brine vista) ua contigo 482+ O er humana, todavia, te deveres para con- soomeano 43. Selucd deste apareneantiomia 54 Do pincpo no qual a dvs doe deveres pa ‘2 congo meno ext based 2a BEBE 245 248 249 249 251 252 253 28 27 259 259 289 260 ‘A Doutrina da Virude 263 isto | Dos devetes prftos congo mesmo 268 Captulo 1 - © dever de um ser humana congo mesmo como se animal -§ 5 263 ‘Aigo I- Do suiiio-§ 6 263 Aigo Il - Da degradagso de si mesmo pela concupiscénca- $7 266 [Ati Il - Do entorpecer-seatrauts do uso ex ‘czsivo de almento ou bebeda-§8 269 Capitulo = O dever de um ser humana consigo mesmo meramente como um ser mora 270 [-Da mentia-§9 m 1D avareza-§10 274 I -Do servismo-§ 11 276 ge 208 Seg I= Do dever de um ser human consigo ‘mesmo como seu proprio juz inato- $13. 279 Segio Il - Do primeto comando de tos os everesconsigo mesmo -§ 14 283 415 23 Seco episidica - Da anfooia nos conceit ‘morais de rellexso, tomando o que € 0 ever de um ser humane consige mesmo orm dever com outos eres 816... 284 sa 288 #8 285 Limo Il - Deveres consigo mesmo - Dos deveres impereitos cde-um ser humana para consigo mesmo (elatva mente a0 fim de ur ser mano} 286 ‘Segio 1 - Do dever de um ser human consigo mesmo de desenvolver e aumentay sua per. Feigao natural, ito ¢, vsando a um propesto pragmatico- 819 286 520 287 15 Seqao ll - Do dever de um ser hurano consigo ‘mesmo de aumentar sua perfeigio moral, 0 6, somente com um propesito moral § 21 922 Parte ‘DOS DEVERES DE VIRTUDE COM OS OUTROS Caputo I - Dos deveres com os outros meramente como se es humanos Segio I - Do dever de amor com outs seres hu- § 23. Divisso 528 525 §26- Do dover de amor em particular a2 528 Divisio dos deveres de amor |) Do dover de beneticéncia -§ 29 530 531 B) Do dever de radao -§ 32 933 ©) 0 sentinento solidasio ¢ gealmente um ever #34. $35 Dos vii do dio aos seres humanos, deta ‘mente (contre) opostos ao amar a les -$.96, ‘Sesto II- Dos doveres de vstde para com outios sores humanot provenienes do rexpelto a les devido 937 £38: 288 21 21 291 201 22 22 298 298 204 BERRRR 8s 205 305 305 539 206 540 207 sa 208 os welos que vilam o dever de reset por ou toe srs humanos, 208 $42 1) Sobeta 0a 543 -B) Detatagio 309 $44-C) Escmio 310 Capitol - Dos deveres eens recpocos dos sees hus reltvamente a condiio deses an 545 aun Concluséo da Doutrina dos Elementos [Da Etica] 312 Da mas ffi unigo do amr com reset na cmibade ae $46 312 sar a4 Avtndice 26 as ites da conuivanci soil ortes hort ‘oh 316 +48 216 Doutrina Dos METODOs DA ErIcA 319 Segio 1-0 ensino ico a9 549 319 $50 320 581 a $82 = ‘Seo I Ascese ca 227 $33 wr Conelsto- A doutina rose come doutina dos levees 2 Deus et lem dot tes da pa flosta meal 228 APRESENTACAO © conjunto da obra antiana consitui um exemplo marcante do espirito germénico da organizago e discplina no pensar e no air ‘Sisteratizagdo foi um farol fundamental a nortear a produgéo intelectual de Kant, em coerencia, a propésito, com a propria vida ‘pessoal do filésofo. Assim, aleitura e estudo proveitosos de A Me- tafisica dos Costumes dependem necessariamente de situar esta importante obra no sistema do pensamento kantiano, O proprio Kant, zeloso, meticuloso e metédico, esclarece o le tor a esse respeito a partir do primeiro pardgrafo do seu prefécio & Metafsica dos Costumes, de forma a bastartecermos aqui apenas algumas consideragbes. Como afirmamos nos Dados Bibliogréficos, o texto capital de Kant é a Critica da Razdo Pura, Neste abalho encontra-se 0 cerne do criticismo, todas as demais obras, de algum modo, a ele se subordinando e se reportando direta ou indiretamente, inclusive a Crea da Razio Pratica, Desia maneita, o estudo da MC, a qual é uma explicitagao e ‘eprofundamento de conceitos das doutrinas do dieito e da vit de, nao deve anteceder o estudo atento das tes Crficaslincluindo 2 Critica do Juieo), dos Prolegomenos a toda Metfisica Futura © dos Fundamentos da Metafisca dos Costumes, 2 wane Kane RRR mmm ‘Tomados tniscuidados, a MC por certo se nos faré compreen sel A Metaisica dos Costumes foi publicada originalmente em ‘dues partes, a Rechislehre (Douttina do Direto) provavelmente em janeiro de 1797 ea Tugendlehre (Doutrina da Virude) somen- teem agosto desse ano. ‘Tudo indica nao ter havido qualquer problema para a edigéo da obra e, muito menos negligéncia por parte do editor ou do pr6prio Kant, Pelo contrério, teria havido, sim, excesso de zelo no sentido de antecipar a Doutrina do Direito, ao invés de publicar 0 conjunto, ou sja, a Metafsia dos Costumes, em agosto de 1797. Na verdade, a publicagdo foi condizente tanto com 0 projeto de Kant quanto com a ordem de sua efetiva produgdo intelectual Eniretanto, embora as duas doutrinas possam respirar com pulimées propris, sua conexdo e mesmo imbricagéo séo flagrantes (com efeito, &impossvel distingui fonteiras ntidas entre o dieito a moral}, o que se destaca na visio do flésofo de Knigsberg, Esta tradugéo fot baseada na edigo alema de 1977 da Suhr kkamp Verlag (que corresponde a edicéo de 1956 de Insl-Verlag, Wiesbaden). Estas edigdes, por sua vez, se reportam divetamente {as edigdes de 1797 e 1798 {para a Doutrina do Direto) e exclusi- vvamente a edicao original de 1797 (para a Doutrina da Virtude), Edson Bini NOTA DO TRADUTOR Ha quase nada de iterério em Immanuel Kant. Seu texto ex: lui rigorosamente 0 recurso @ incursées pouco legtimas & lingua gem livre, formalmente rica e colorida, dos artistas da palavra, para expor sua filsofia. Ele se expresso, assim, de manelra segura e confldvel, mas dura, seca, quase que asceticamente técnico, Se pensarmos que escreveu em alemdo, um idioma j6 por si s6 estraturamente ena: ‘morado da perfeigdo linguistca ¢ distante das suavidades e debi- Tidades tpicas das linguas latinas, teremos um perfil razodvel do texto kantiono, Esforgamo-nos para traduzir a MC como figis servidores do ‘autor, mes atentos co espiito do seu texto no que respeita a0 teor das ides, © resutado, parece-nos, foi um texto denso, geralmente ca: rente de beleza e graca, por vezes dspero e até um tanto avesso & legincia € leveza do nosso vernéculo. Mas afnal, 0 objetivo pi ‘mordiale inarredével fot preservar Kant e seu pensamento na rou: pager da palavra Que os leitores julguem este esforgo € manifestem suas opi- nides quanto as suas folhas e imperfeicses, para que possamos aprender e nos aprimorar sempre. CRONOLOGIA Nota: Esta € uma cronologin sumriae bisica, quase que recta 208 even tose fates envolvendo dirtamente Immanuel Kant Todas as obras sm & IndicagSo do autor so da autora de Kant 1712 - Nasce Jean Jacques Rousseau, 11724 - Nasee Immanuel Kant em Kénigsberg no leste da Pistia em 2 de ab 1727 More Isaac Newton, 1780-1732 ~ O menino Kant frequenta a escola primasla (Vorstdater lospitalschule. 1732-1740 — Kant prossegue seus estudos no Colleglum Fridercionum {instuigdo paroquiana peta), 1740-1746 ~ Kant equeta a Universidade de Kénigsberg, 1747-1754 ~ K,atua como tutor particular de membros de falas res dentes préximo a Kenigsbers 175 ~ Mone Montesquieu. K. finda sua dissertagio 208 ottlo: Expos 0 sucina de clgumas mediagses sobre 0 fogo; € graduado como doutor pela Faculdade de Flosofia da Univenidade de Konigsberg. K- expe uma teowlaastondmica em um trabalho inttulado Fistria natural universal e teorie dos e6us K.apresen- '2 8 Faculdade de Mlcsoia 0 artgo Nous elucdogao dos prime 1s prncpis de cognigao metafisca 1756 ~ Aperecem tes tratados de K sobre ssmelogia fem tomno de um tememoto ocorrido em Lisboa. 1760 -Benjemin Franklin venta 0 pra-ries 1762 - Surge a obraA Jalsa stleza das quatro figuras silogistis 1763 ~ Vem a lume O siico argumento possivel em apoio de uma de- -monstagio da exisancia de Deus. Publicagio de Dos Deltos e as Panes, de Cesare Becca, 1764 ~ Aparecem Obsorvagdesacerea do senimento do belo e do su bile e também Invesigogdo concernente & distingto entre os rincipios do teologa naturale «moral 1766 - Vern & luz Sonhos de um idente de espntos elucidados por sons de mets, 1770 ~ Kent é nomeado professor de gia e metafca na Universidade de Kenigsber, © que ensea 0 aparecimento da dsseiagio Da {forma e princpies do mundo sensivel edo ineligivel 1774. Aparecem os pimeiros trabalhos de Lavoisier. 1778 - Momrem Voltaire e Rousseau 1781 ~ Critica da Rasdo Pura, primeira edi, 1783 -Prolegémenas a toda mean fur. 1784 Idias rumo a uma Hstéria universal de um ponto de vista coe- ‘opie; Uma respesta& queso: © que éluminismo? 1785 Kant executa uma reisso das is pare uma flosofia da hist. ria da humenidede, de Herder, Fundamentos do meafisiea dos 1786 ~ Kant ¢ eto para a Academia de Cincias em Beri; surge a obra Inia conjtra da hits humana; amibem Fundomentos met ‘sees da circa naturel ainda O que €erentagio no pensar? 1787 ~ Critica da Resdo Puro, segunda edi, 1788 ~ Critica da Razto Pritica; Do uso de principio tleolgicos em flosofa 11789-1791 ~ Realzada na Franga a Assembléia Constitute 1790 ~ Critica do Juizo. prea eda. Gronien 1798 ~ Do odtgl: que pode ser verdadeira na teora mas nao tem uso rico; Crea do Juiz, segura edigao; A Regio nos Limes da Simples Razao, 1794 ~ Kant stv censura do censor imperil eleito no mesmo ano para a Academia de Cigaias de So Petesburgo; publicagao de O Jim de todos os coisas. 1795 - Da pas perpéua. 11796 ~ Em julho deste ano, aos 72 anos, Kant dé sua dikima pasta, 1797 ~ Aparece A Metofsica dos Costumes (publcads separadamente rho mesmo ano: pemelto a doutrina do deta e depois 2 doutr- ra do vinude}; Do pretenso dreto de mentr por motivos bene. olentes 1798 ~ Antopologia de um ponto de visa pragmetico; O confito das focuidades (obra da qual a Parte Il é Uma velhe queso nove: mente susctade: esta a espécie humona consartemente progredindo?) 1800 ~ Légica¢ pubienda, 1808 ~ Kant adoece; surge ainda sua obra Pedagogi (Educa). 1804 ~ Morte de Immanuel Kant a 12 de fever; seu sepultamento ‘corre no din 28 desse més, GLOSSARIO Observagéo: a comproensio das acepgées dferenciadas que Kant at ‘bu a viros tammas cortentes do vocabulério filosbico € absolute mente indispenséve! ao etudo e entendimento de seu pensamento CCumpre, contudo aleriroletor que este € apenas um glossiio bi ‘sco e sumério. Um glossrio completo do que se convencionou chamar de “trminologia kantiana”ulrapassri, devido 8 sua ex tens, a iitagdes desta edigio, A propésito, Kant no empresa, Inclusive, acepgbes fixas aos termos, ocoreendo variagdes conce! tuais (especiimente ao longo de suas diferentes obras} no préptio fmbito itera da vocabulsrio kantano e mesmo dupleidade de ‘2cepcées. No que respeta partcularmente & Metgien dos Costu mes, & de se nota que 0 foto de Kongsberg regularmente con- catia ele proprio os termas apresentados em destaque, © que mi- rimiza um glssério que pretendesse contemplar mais espectica ‘mente conceltosurdieos e ecos Notas 1. Abreviatura dos obras de Kent em referénc (CRP ~Citea da Raado Pura (CRPr Crea da Razso Price Cd Crtica do duizo A Antropologia MC - Metaisiea dos Costumes FMC Fundomentos da Metafsicn dos Costumes FFMCN ~ Fundamentos Metafscos da Cigna da Natureza L-Ligien ‘crorean 2. Os substantivos esto registrados com inical maidscula;adjtvos & verbos com inicial mindscua. Na indicacso das termos originals em ‘alemio consderamos algumas ateragoes orogatcasefetindas ou sgetdas pelos atuasedtoesalemaes, A absolute (abso) ~ diz-se de uma coisa daquilo que nela tem validade ‘do ponto de vista de st mesma e, pot consequinte, do prisma de sua interirdade, da qualdade de alguma coisa ser valida de modo i resto em todos os seus aspetos. (CRP) ‘Avaltiea (Analyt) etudo dos formas do entendimento, ‘Analtica transcendental (ranszendentole Anaytik) ~conhecimento das formas a prior da entencimento puro, (CRP) ‘Anfbolia transcendental (ranseendertale Amphibole) (o mesmo que ‘onfbolia dos concetes de reflexio) ~ ambigidade produzida pela plcaggo dos predicades puramente intletuais determinados pelos coneetos de reflexdo aos fendmenos serves, com 0 fio de com- preendé-los ou transcends, isto & revela das condigoes que ca ‘aelevzam a sensbildade, (CRP e MC), ‘Antinomia (Antinomie) ~ desacordo ou contradigdo oconida entre 08 leis da razdo pura. A antinomia ocorre, ademas, no dominio da razko prética, naquele do juzo teleolégico e naquele do gosto, (CRP, CRPr e C3) ‘Astropologia moral {moralsche Anthropolote) ~ cnc eujo objeto de ‘studo ¢ 0 ser humano, sendo 0 conhecimento deste digido aqui ‘que deve produai sabedoria para viver, em harman com os pin- pias da metafsica dos costumes ‘Antropologia pragmatic (pragmatische Anthropologie) ~ a eéncia do se hhumano dirgida aquilo que pode ser assegurado e incrementado ragas 8 destveza humana, Anttopoogia teria (theoretische Anthropologie) - ciéncia do ser huma- ‘no em geral no que concere i faculdades humanas ‘Anitoponomia (Anthroporomie) ~ a lel moral ofunda e resultante da revo. (MC) Apereepsio empiica (emplrche Appersepton) - agio de refeie uma representagio & conscitnia(pereepg8o ~ Bewusein) de x, (CRP) ‘Apercepedo transcendental (ranszendentale Apperzeption) ~consciéncia (percepgao ~ Bewuptsein) des. (CRP) A posterior di-se daquilo (paricularmente cognigéese concetes) que nde $6 Se funda na experiéncia e desta depende, como também & logicamente posterior a el, (CRP) A priori (a mesmo que puto) - di-se daca (paricularmentecognighes fe concetes) que nao s6 independe da experiencia, como Ihe & ne: ‘cessriament anterior do panto de ita Kio. (CRP) ‘ArquitelOnica (Archtekionik)~ sstematizagbo teicacienten presente ‘no conhecimento em geal ‘Autonomia da vontade (Autonome der Wile) ~ carder da vontade pura na medida em que esta 6 indeterinével, salvo em fungio de sua peépria essénca. (CRP) c CCasusica (suis) ~ no que tange & apicagio das regis ices &s cir ‘cnstancias particles, 0 questonamento e invesigacao dos pro ‘blemas que abarcam parteulardades restates de ta aplicagao, Categoria (Kategori: coneeto fundamental do entendimento puro, ou ‘a, a forma a prior do conheeimento representative des fungbes ‘essencais do pensamento expresso no discurso, Hi quatro grandes classes de categorias: quantiade(unidade, pluraldade, otaidade), ‘quaiiode (realdade, negaq, imitagio}; relagto (Inerénca e sub- Sstncia (cubstiniae acide), cusaidade e dependnca cousa € feta), comunidade (permita entre o agi © sofrer; modaidede (possilidade ~ impossibidade,exsénca - nio-er, necesidade — contingéacia). (CRP) Causaldade (Kausaltt| ~ a segunda categoria (da eacio) na sua esso- ‘lacie necessria & Dependénca. Coresponde & causa (CRP) CCoisa em si (Ding an sich) - a cosa particular enquanto subsistente er si ‘mesma, realidade shia, pensavel a priori mas empricamente in perceptive. Ver Néumenon Comunidade (Gemeinschaf) ~ a terceta categoria da relago,expressa na relaggo de reciprocdade do agi safer (ago e paixio ~ polesis ‘ai pates). (CRP) ‘Conceito de reflexdo (Refiexionsbegri)~ conceto pelo qual o entend ‘mento estabelace 0 conftonto das represntagtes {matiiae forma, Idenidade e dversidade, intrordade e extereridade, harmonia & ‘oposgio}. (CRP e MC) Concste puro (reine Begri) ~ todo concitaconstrud a priori, ou sia, sem qualquer concuso da experiénca, (CRP) CConfito (Widerstet) ~ conradig na qual ncotre a razio no seu em penho de descobrir um fenémeno incondicional que deterinasse & \dependéncia de todos os fendmenos condicionados. Ver Antinomia, (CRP) consti honstuieren) ~ representar um cancel ou rlagSo numa int ‘go a prion. (CRP) CContingénca (Zufaligke) a trceia categoria (oposicional & Neces dade) da modaldade; no quadro das etegoras, a contingnca € a ‘ima, (CRP) CConvieg#o (Oberzeuguna) ~ certeva de cunho tigico. (CRP) CCoragem (Tapferke) ~ Disposgéo ou faculdade moral carcterizade pela determinagéo e ressténcla diante da ago injusta do out Kant dtingue & coragem (valor) da Vrtude. (MC) Cosmologiaracinal (vemiinfige Kosmologle)~ 0 elenco de problemas levaniados e estudados que tocam & orgem e natuteza do mundo ‘enquanto realidade, renga (Giauben) - 0 asentimento que € sufientesomente do ponto de usta subjetva, (CRP) Cates (Krk) — investiga flosfiea ou flosofla enquantoinvesigacio ‘que obedece ao seguinte roteo stem: I. valoragéo do objeto de estudo; 2, estabelecimento de afmagies acerca Jo objeto esta ado ¢, ademais, apresentande como exigincia metodoléga pri meio exper e eslarecer as condigbes do conhecimento, para 36 2 Bo pretenders produ conbesimento, Citcsmo ~termo com o qual se designa a doutina flosfica de Imma. uel Kat D Deismo (Deismus) ~ doutina que sustenta a crenga de que mediante a ‘aabo 36 se pode ating @ cognigio da exisncia de Deus, porém fo o conhecimento da natureza de Deus ou, mals proprismente, seus atibutos. Ver Teisma, Dependéncia (Dependent) ~ a segunda categoria (da relagio) na sua assocagdo necessria& Causadade, Conesponde ao elito. (CRP) Anterarocs 008 Cosrumee 2 Dever esto srenge Pht) - deve cuasapleagbes evelam preciso © ‘so bem determinades, Os deveres de ireo sao deveres eos. FMCeMC) Dever lato (wetere Pfc) ~ deve euasapieagbes carecem de preciso, encerando um aspeco de valoragso pessoal indetermingve. Os dlevers de oitude S80 deveres Its. FMC e MC) Dalen Dilek — login das paren égea geal eomo suposto ‘Grganon. Kant emprege este substantvo em acepiao pera, chamando por ves a Dita (qu & ves uta os aces Jormal formate) ou iia (ogischel de “sofia ds anos.” Dili formal formule Dilek ~ ver Dil. Dalia lige lagche Dilek) ~ ver Diltin Dali ronscendental (ransendeine Dili) - crea das apaén ‘5 hse gies dilésco (daletsch) ~ ise dos raicnis engoncss, Susi ot solsios Dignidade humana (Menschensrde) - principio moral segundo 0 ql ser harman deve er atado como um fn (Zweck mS, jamas rmeramente como um meio que visa a um fm dsinto exemo a stereo. (FMC) dle (ech) —da-sedo ato que se conforma ao deve. (MC) Aseursivo (shar) ~ dese do conhecimento gual em opesigbo 20 onhecient do pal (tiv} Doge (Dogma) ~ poposigio ou jst snitis dete por conceit. (CRP, Ver Maxema Dogmatsme (Dogmafsmus}~ com reerinca & metfsca, 0 preconceto que corse em dela ocsparse sem uma pea cls da rao pi "a, Kant otibu um senigo negatvo e peloaivo a exe temo. (cae) Doutina da vitude (ugendlehre) ~ doutina (eta) que se oupe do Princo inte dos agdes hunonas e da deterninagio dos fins Imoras desta Eo Milo da segunda gande parte da Metyfea dos Costumes (MC) Doutina do dreto Rechehre)~ doutine (cova) que se restinge @ Considerar a oder das agoes humanas exteriors E © Wu dap mera grande pate da Metsca dos Costus. (MC) See e tempirico (empirich) (o mesmo que 2 posterio ce-se daquilo que na ‘experiencia (empeira)¢insaurado exteremente a0 proprio est. to, no tendo como orgem nem at formas nem as lis deste Opoe. s¢.3 puro (a prior) Entendimeno (Verstand) ~ a faculdade ou fungi da expt humano de lune sequencialmente as sensagdese realizélo dentro de sistemas concatenados empregando as categories. (CRP) Espago (Raum) ~Inuigho pura fundamental para percep do sueto ‘cognoscente, anterior a toda experiénia, Tal como 0 Tempo, oes ago, para Kant, no € um exitente © néo tem realidade propia, ‘bo é um Noumeno nem um Fendmeno, no é um conetodscur sivo e,tampouco, um conceit empiricn; € uma projegao infuva ura da cnscitnela humana. Ver Tempe. Esquema transcendental (ranszendentoles Schem ~ repesertagto iter ‘media que, de um lado, apresenta homageneidade com o cancels 4 prior (ou sj, destudo de qualquer contigo empiico} ede ou ‘ro, apresenia homogenedade com as percepges no que & perinen te ordem do sensvl)admitindo consequentemente a subsingio de ‘maneir indireta das percepges ou das imagens em submis bs co tegoras (CRP) Estéca transcendental (rorszendentale Asthet) ~ estado ou investiga ‘um lugar sobre a Tera com meu corpo que este lugar @ alguma coisa fextera que é minka (pois conceme somente & minha iberdade externa, dat somente 9 posse de mim mesmo, n3o uma coisa externa a mim, de ‘modo que @ apenas um diteitointemo). E meu se ea ainda o posi, fembore o tenha abandonado por outro lugar, somente entdo € meu dire extemo envelido. E qualquer um que quetr fazer da minha continua ocupagao desse lugar por minha pessoa a condiao de eu 110 ‘como meu teré ou que asseverar que ndo é, de modo algum, possivl ter ‘alguma coisa externa como minha (o que eonfitua com 0 postulado do $ 2), ou exigir que, pare to coma meu, eu eseja em dois lugares a0 mesmo tempo. posto que ito equivale a dizer que me cabe eslor num Iugare também no estar nest, el se contadiz Isso também pode ser aplicado ao cao de eu ter aceito uma pro- essa, pois meu fer e posse no que fei prometide ndo so anulades pel fato do promitete deciarat numa oeasso que “esta coisa € para ‘ser tug” ¢, enfSo, numa ocasio posterior declarat sobre a mesma coisa aque “E agora minha vontade que ela néo seja tua", pois em tis rela. Soe ee es intelectuals ¢ como se 0 promitente howwesse dito, sem qualquer tempo entve as duas decaracoes de sua vontade "isto ¢ para ser teu” © também "isto ndo € para ser teu", 0 que ¢ contador, (© mesma vale para o concelto de pose Juridica de uma pessoa, en {quanto includ nos haveres do sujito (sua mulher, cranga,ciado). Esta Comunidade domésticae a posse de sua respecva condgdo de todos os ‘seus membros face a face entre si ndo so extntos por setem autorizados se separarem uns dos outros se drgirem para lugares distnts, pois © ‘que os iga € uma relagio em termos de dreto e © que é extemarente meu ou teu aqui esté baseado, como nos casos anteriores, inteamente ra hipotese de que a posse puramente raconal em ccupagio mua € possve A recto jurdicamenteprética¢ forged @ um ctica de si mesma po coneeio de alguma coisa extera que é minha ou tua, esto mediante luma antinomia de proposigoes concementes & possibildede de um tl conceit, ou se, somente mediante uma dlalética inevitdvel na qual tanto tese quanto antese reallzam iguais revindiagBes pela validade de dduas condiges incompatives entre si € a raz forgada, mesmo em Seu so prtio (que fem a ver com diets) a fazer uma distingao entre pos se como aparenca e posse pensdvel meramente pelo entendimento A tese di: possivel ter alguma coisa externa como minha, ainda que eu nfo escja de posse dea A anttese diz: ndo é poste ter alguma coisa extema como minh, ‘a menos que eu esteja de posze dela, Solugdo- ambas as proposes séo verdadeiras, a primeira, se eu ‘entender pea palavra posse, posse empirica(possesso phaenomenon):& segunda, se ev por ela entender pura posse intligive postesio nour non). Todavia, nao podemos compreender como € possivel a posse Intlgivele, asim, como € posivel que alguma coisa extema sja minha ‘041 t1a, tendo ns que infer-lo do postulade da razdo prtia. No tocante 2 este postulado, cumpre destacar em especial que # razio pita am- lia si mesma sem inuigdes e sem mesmo necesitar qualsquer que ‘ejam @ priori, meramente omindo condigaes empiicas, como the € justfiado fazer pela li da iberdade. Deste modo pode formular propo: sige sntticas a prion sobre o dio, cua prova (como sera em breve demonstra) pode ser posterirmente aduzkda, num aspect patio, de tum modo anal. AMerarscacos Cosrumes 0 58~ E possivel ter alguma coisa externa como sua somente numa condigéo juridica, sob uma autoridade que legisla publicamente, ou seja, numa condigio civil, (Quando declaro (por palavras ou atos) que & minha vontade que a ‘guna coisa externa deve ser minha declao com isso que todos os de mais estd0 obrigados a se absterem do uso dagquele objeto de minha fescolha, uma obrigagao que ninguém tela se no fora por este meu ato e estabelecer um dieito. Esa pretensio,enreanto,envole o reconhe fimento de que eu, por minha vez, estou obrigado em relagio a todo ‘outro a me abster de usar 0 que ¢ extemamente seu, pois a obrigacao ‘aqui surge de uma regra universal que tem a ver com relagdesjurdias fextemas. Nao estou, por conseguine, obrigado a deixar intocdves obje tos extemos pertencentes @ ouos, 2 menos que todos os demas me proporeionem garantia de que se comportarao segundo o mesmo princ io com respito ao que é meu, Essa Seguranga nao requer um ato espe ‘al para esabelecer um ditt, mas j8eslé encerada no concelto de (obvigarao corespondente a um dreto externo, uma vee que a univers lidade, e com esta a reciprocidade, da brigacgo surge de ume regra universal. Ora, uma vontade unilateral nao pode serir como uma li coerctva para todos no que toca & posse que ¢ extema e, portant, ontingente, i que fo violria a lberdade de acordo com leis univer seis, Asim, @ somente uma vontade submetendo todos & obrigacio, conseqdenlemente somente una vontade coletiva e geal (comum) ¢ Doderosa & capaz de supra todos tal gerantia, Contudo, a condi de ‘star submetido a uma legilagdo externa geal (sto &, pblica)acompa hada de poder € a condigdo civil Concise que apenas numa cond (Ho civ pode alguna coisa extra ser minha ou tua CConseqineia: se fsse necesariamentepossvel, do panta de vista dos direitos, ter um objeto externo como seu, a0 sueéito tera também ‘que ser permide constranger a todos os euros com os quaisentasse em confit, ratvamente a um obyeto extemo ser seu ou alkeo, ain _ressr com ole numa Constiuigho $9 Em um estado de natureza, alguma coisa externa pode realmente ser minha ou tua, mas apenas provisorlamente Quando as pestons vive sob uma Consiuigho cl s lis estat: terias exstentes nesta condigio nso podem volar dieito natural (ito 02 mwas Kar 6,0 dieto dedusivl de princpis a favor da Constituigéo civil 6, as sim, 0 principio juridico “quem quer que aa com base numa maxima ‘Que impossibiita que eu tenha um abjeto de mina escolha como meu me prejudica” permanece em vigor, pols uma Constiuigao chil € pec. samente a condo juridica pea qual o que perience a eada um é ape nas assegurado, porém nao realmente estabelecda e detenninado, Qualquer gaantia, ent, ja pressupge o que perience aalguém {a quer a assegura). Antes de uma Constiuigho ci fu na abstagho dest), 2 possbildade de objets extemos que sio meus ou teus tem, portano, ‘ue ser assumida ¢ com eles um deo de consanger a todos com o% ‘uals pudéssemos entreter quaisquer negociagbes para que conosco Ingressassem numa Consttugao na qual objetos extemos podem ser ‘essegutados como meus ou teus. A pesse em antesipagho © reparacio pare a condigéo cil, que pode ser baseada somente numa lei de uma, Vvontade comm, posse esta que, por conseguinte, se harmoniza com a possibidade de uma tal condieao, € posse provisoriamente Juridica, fenquanto a posse encontrada nua condigéo chil real seria posse defint tiv, Ants de ingressar nese condigSe, um sujefo que est pronto para le exist com direttoaqueles que nao desejam se sobmeter a ea e que ‘querem interferr com sua posse presente, pols @ vontade de todos os ‘outros, exceto ete mesmo, a qual propde submeté-lo a obrigacto de renuncir a uma cera posse, ¢ meramente unteal e, conseientemen- te, tem t80 pouca fora legal em negarshe a posse quanta tem ele ern airms-a (uma vez que esta sé pode ser encontada numa vontade ge ral, 20 passo que ele, 20 menos, detém a vantagem de ser compativel ‘om a introdugio eo estabelecimenta de uma condo civ. Em sintese, ‘© modo de er alguma cosa externa come sua num estado denatureza & ‘ose fsca que fem a seu favor a presungao jrdiea de que sera conver tida em posse jurdica através de sua unigo com a vontade de todos ‘numa legislagdo pablca, e em antecipacdo a iso €vslida comparative. ‘mente como posse juridca, De acordo com a férmula Felies 530 aqueles que tm a poste (beat Possicentes), esta prerogativa do diteito restate da. poste emprca, ‘io consists em ser desnecesstio 20 possuidor ~ visto que se presume Ser ele um homem honesto ~ forecer prova de que sua porte se con forma ao dite (pols iso vale somente em disput acerca de dretos). Essa prerogativa, ao contério, nasce da faculdade por todos poss, segundo © postulado da razéo pric, deter um objet extemo de ue ‘escola como seu, Consequentemente, qualquer ocupagi de um objeto fextemo € uma condigso cuja conformdade com o diet & baseada Aneraeic 00s Cosrmes 02 “A Baca Unan 50 BmeTo= BRET POD naquele pestulado por meio de um prévio aio da voniade, e enquanto festa condigdo nao confituar com a posse anterior de outrem do mesmo ‘bjet, 0 possidor estar provscramente justified, de acondo com a lei da iberdade exter, a impedir qualquer um que no queie ingresar com ele numa condigio de lberdade publica legal de usurpar 0 uso da- {uele objeto para dspor para seu proprio uso, em conformidade com 0 postulada da vazdo, uma cosa que, de ouka manera, seria praticamente aniquieds Capitulo COMO ADQUIRIR ALGUMA COISA EXTERNA § 10 Principio geral da aquisicso externa Eu adguiro alguma colsa quando fac lito) com que se torne mi ‘nha, alguna colsa exter @ orginalmente minha quando me pertence sem qualquer ato que estabelea um diet a ela. Mas a aquisigao rigi- nal €a que no é dervada daquilo que é de autem [Nada extemo é erginalmente meu, porém pode sr realmente ad ‘ulido originalmente, to 6, sem ser derivado do que é de outem. Uma condi de comunidade (communi) do que & meu ou teu jamais pode ser pensada como sendo original, mas tem que ser adquiida (por um ato ‘que estabelece um direto extemo), ainda que a posse de um objeto fextemo possa eriginalmente sor somente posse em comum. Mesmo se alguém pensar (prblematicamente} numa comunidade original (com. ‘murio mei et tut orginana), deve ainda assim ser ditinguida de uma comunidade primitive (communio primaeva). a qual se supte ter sido Insituida no mals remoto tempo das elagées de direitos etre sees hu ‘manos e do pode ser bascada, como a primera, em principios, mas ‘apenas ne histria; embora primi, tenia sempre que Ser pensada co- ‘mo sendo adquiia e derivada(communio deviate), © principio da aquisigo extera € 0 sequnte: € meu © que tago para o meu contole (de acordo com ale da liberdade exterior 0 gue, como um objeto de minha escoha, ¢ alguma coisa para cujo uso tenho ‘apecidade (conforme o postulado da razio praia: eo que, fnalmen fe, quero que seja meu lem conformidade com a iia de uma vortade Unda possve. oe nue. Kat AMerasic 0s Cosrmes 105 LS RRS RET | TRS SARIS (Os aspects (ttendenda) da aquisgSo orginal sio, potanto: 1) | —_prépria outa pessoa, isto 6,0 exindo desi peste na medida em que eu ore den ooo no pores evlagan Gee oa ra data dino emo i tr die com eh ‘maneira a apreensao entaria em confito com a liberdade alhein de Aacordo com les universes, apreenso & tomar poste de um objeto de ‘escola no espago e no temp, de mode que a posse na qual me Insta + possesio phoenamenon; 2) Indeagdo(declaratio) de minha posse esse objeto e de meu ato de escolha no sentido de excluir qualquer | ‘utra pessoa dele; 3) Apropriogto (appropriato) como o ato de uma vontade geral (em ida) produzindo uma li externa pela qual todos ‘ica obrigados a scentrcom minha escolha, A vaidade deste dlimo 2, No que tange & forma (o tipo de aquisiéo), ¢ ou um dieto a uma coisa (us role ou um direto a uma pessoa (us personae), ou um deto a uma pessoa em afnidade com um diréito @ uma coisa (is rea ter personae, to 6, posse fembora no uso) de uma outa pessoa co 43. No que tange & base da aqui no direto (tus), alguma co se extema é adquinda através do ato de uma escoha unilateral, bilateral sspecto da aio, sbne © qual fepouta a concusto “este objeto ou onateral Ut, pao lege). Ebr este nose, estlamente, um texto é meu" ou sea a concn de que minha posse € vide como membre expel da divsio dos detos, de qualquer modo, um a posse meromerte por dreto (possessio nourene),& baseada no se eco da maneira como ¢ agus €realzada Quinte: uma vez que todos ests ats tim a ver com um diretoe, assim, | ‘rocedem da rato prin na questa da que €formulado como dito pods fazer abstragao das condigies empiricas de poste, de sorte que 3 onclusio “o objeto estemo & meu" &comtamentetrada da pose se Segio! ‘iva para ainteigiue. Do Direlto de Propriedade ‘A acs orginal de um objeto extemo de esolha ¢chamada de ‘poderamento ou ecupagao (occupaio) deste e somente coisas cor reas (substncias) podem ser aiqulnidasonignalmente. Quando ocor. 0 {que requer como condigao de posse empirica & anteriridade no tempo 11-0 queé o direito a uma coisa? fem relagdo a qualquer outo que desea se apoderar do objeto (qui prior ‘A explicagso usual de um dieto © uma cosa (is real, ius in re) tempore potior ture"). Como orignal, ¢ somente o resultado de uma segundo 2 qual “é um diet contra todo possudor del & uma defn escola unlateral, pois se exigsse uma escolha bilateral, a aquisigo sein ‘go nominal carta, Mas © que me toma capaz de recuperar um objeto etivada do contato de duas (ou mais) , assim, do que é de um outro, fextero de qualquer um que © esté ecupando e de constrang4o (per 1Néo ¢ facil compreender como um ato de escalha desse ipo poderia bvindcatoner) a reinsaurarme em sua posse? Poderia esta relacto estabelecer © que perence a alguém. Entetanto, se uma aquigio € juricieaextema de minha esclha ser Uma elagao deta com uma coisa primeira nao é, portant, orginal, pois @ aquisicto de uma condicao ‘corporea? Alguém que pensa que seu dirito & uma relagaoditeta com juriica pablca através da unigo da vontade de todos para a produgso ‘coisas e no com pessoas teria que pensar (ainda que apenes obscura eet universal seria uma aqui tl que nenhuma outra podera pre: mente) que visto que ai existe a comespondéncia de um diet, de um cedé-a,e ainda asim seria derivada das vontades particulates de cada Tad, com um dever, do outro, uma cosa extema sempre permanece sob lum e sera onilatra,2o passo que a aqusgdo orignal s pode provir de ‘obrigacso relatvamente 20 primeo pessudor, multo embora tenha uma vontadeuniateral. Sexado suas mos, que, uma vex que i se enconta obrigada 2 el, ‘ejeta qualquer outro que pretend sero seu possuidor, Desta forma, ele Divisdo da aquisipo de alguma cosa externa que é minhe ou tua Densaria no meu dio como se ese fosse um espinto quardido que 1..No que tange 8 matéia (objeto), adquiro ou uma coisa comp ‘scompanhasse a cola, sempre me apontando destacadamente quais: rea (substinea), ou a pestag (causalidade) de uma outa pessoa, ou a ‘quer ouras pessoas que quisessem dela tomar posse e a protegendo ona qualquer aremetida delas. E, portant, absurdo pensar numa brigagdo de uma pessoa em relacio a coisas ou 0 contério, mesmo 58 Guam ro fonpoopievo tam odo one 8) 8 mens Kar {Daca Unvaatoo aro Bro Pao que talverseja permissive, se howe necesidadle por tanto, toner essa relagiojuridica perceptive reratondo-a e expressondo-a desta maneia Asim, a efinigdo real devera ser nos seguites terms um dreto «2. uma coisa é um dreito 20 uso privado de uma coisa da gual estou de posse (origina ou instiuida) em comum com todos os outos, pos eta ose em comum a nica condizao soba qual ¢ possiel a mim excuir todo outo possi do uso privado de uma coisa (ius contra quemlbet huius ret possessorem),uisto que, a menos que tl pose em comun sci _assumida, ¢ inconcebivel como eu, que nao estou de posse da coisa, Doderia ainda ser prejudicado por oukos que esto de poste dela © 2 ‘esto usando, Por minha escolha unilateral no posso obrigar um eutto ‘2 absterse do uso de uma cosa, uma obrigacSo que, de auto modo, ele nao tena; conseqbentemente, x sou capar de faré-o ataués da escola onjunta de todos que a possuem em comum: de outta maneia, teria ‘que conceber um dieto a uma coisa como se a cols tvesse uma obi ‘9a¢80 comigo, da qual meu citeto contra todo out possuidor dein € ‘enti dervade, © que constitu uma concepeéo absurd, Pela expressto dlveito de propriedade (ius reale) deveta ser enen ‘ido no apenas um dirito a ma coisa (sin re), mas também a oma de todas as leis que tm a ver com coisas que s80 minha ou tuas. Mas ‘8 claro que alguém que esiveste fotalmentesozinho sobre a Terra no ppoderia realmente nem ter nem adquiy qualquer coisa externa como ‘Sua, uma ver que ni hé relagio alguma de obrigagao ene ele, como uma pestoa,e qualquer cutro objeto extern, como uma coisa, Conse- ‘uentemente, falando esta e iteralmente, no hé também diet (dre to} a uma coisa. Aquilo que se designa como um dieto @ uma coisa & somente 0 diréito que alguém tem conta uma pessoa que ests de posse ‘mandos e proibigses mesmo alem das fonts da vida. Se qualquer pessoa dlunde no exterior que alguém falecido cometeu um crime que, fem sua exsténca, 0 feria tornado sem honra ou apenas despreivel, ‘quem quer que produasse provas de que tal acusagdo consti uma fasidade intencional e uma mentira, poderla pubicamente decarar co ‘mo ealuniador aquele que esplhou tl rumor malevolentee, assim, des tite @ honra desta pessoa, Nao esiaria capacitado a fexbo, a menos ‘que pudesse assumiracertadamente que oIndividuofaleido foi preju ado pela calinia, ainda que moro, ¢ que essa defesa Ihe touxesse Satsfagio, a despeito de ele nao exist mais” Um apologista prescinde 78. Untarseadzero bem ss rans. (9) Pr ou est ag em acai am oe rages promera moras [irda sr crotiace re or hrane tba sean, ne oe ‘eagles nas gine tees noranos sce some tes regi onal (Sptanerc at pede au See elo uso tno (am 8 edo ue ‘hea sain bienca Mo eae eo tango), as rao sums esa 8 ‘ean eo convanamos om enon coo rau sarina astese aaa. (esque on sunan Mgt ave gi scam ace, ota aarti ee. de provar sua autoveagso para desempenher © papel de apologita dos ‘marie, pois todos inevitavelmente arogam tl coin asi mesos como pettinente no meramenie 30 dever de viride (o deverconsiderado et amen), mas a0 dever de humaridade a mécul langada & pessoa mort no procs ter ido prejudicial qualquer pessoa particular, tas como seus ‘amigos ¢ parente, para justficar tal deninca. , portant, indiscutvel haver uma base para uma tal aqusgSo ideal e para o dieito de alguém, ‘apés sua mode, ‘elavamente aqueles que a ele sobrevivem, sind que ‘no se possaapresentar nenhuama dedugso de sua possiblideds. Capituto DA AQUISICAO QUE E DEPENDENTE SUBJETIVAMENTE ‘DA DECISAO DE UMA CORTE PUBLICA DE JUSTICA 436 Se entendemos por dreto natural somenteo dreito ndo-estatutéio, dat simplesmente 0 dreto que pode ser confecido prion pela raxdo de todos, o dieto natural incuira ndo apenas ajusica que fem validade ‘ene as pessoas em seus intercambios mutes (lute commutativa), como tambem a jusiga dstibuia (tia dsribativa, na medida em ‘que pode ser conheido a priori de acordo com a principio da justica Aistbutive como suas decsbes(sentenia} tram que ser aeancadas [A pessoa moral que administra justiga € um tribunal Yorum), e sua adminisragio de jusiga € um julgamento (dium), Tudo so € equi tabalmente pensado a priori somente de acordo com condicbes de die to, sem evar em considerazso como tal consttulgso deve se insalada ¢ ‘organiza (estatutose, consesientemente, pinepis emptcos,peten ‘em a uma constiuigdo rel). lem a eapeto de mm olende-me packanente agra. po rus reari0 pur Imei de rn, que intramorsmsacu ot stag eons co ies aca ry aut re ut ena cana ‘toe sr aaa ealago he ig raema get a ann ao ms ini eam ng a um ect ae Ja aon "Se ua ar ons Parnas sm puno po Greta, cra ha eno Pua uneieio fro homen ‘Asin, a questio aqui no € meramente © que é o direto em si mesmo, isto é coma todo ser humano fem que julio de sua part, fas © que 0 defo ¢ ante um tribunal, ito é, 0 que é formulado como eto, E aqui ha quato casos em que dois julgamentos diferentes & ‘opestos podem resltare persist nda a lado, porgue so produidos a perir de dois pontos de vista diferentes, ambos verdadetres: um de facord com 9 direto prvado, 0 outo de acordo com a idéin do direto priblico, Estes caso so 1} um contato para fazer uma doagho (pactum ‘donations 2) um contrato de empréstimo (commodatum|; 3) arecupe ago (undlcatio: §) 0 juremento(turamentum). uma faha comum (otum subrepionis| dos caters de dieito representar equlvocadamente, como se fsse também o principio objet vo da que ¢ deta em si mesmo, aquee principio juridico que um tibu hal esta aulorizado,e efetivamente obrigedo, a adotar para seu proprio ‘so (conseqientemente, para um propésto subjetivo) a fim de pronun ‘dare julgar 0 que conceme a cada um como seu dieito, embora este tiie seja muita distino do prime. Nbo¢, portanto, poueo importa te reconhecer essa dstingao expecfic eatentar para el. 4.37 : A) Do contrato para fazer uma doagio De acardo com @ dieto prvado, ese contato (donato), través do qual eu aleno sem remuneragao (gas) © que é meu, wma cosa minha (ou meu disco), envolve uma rlagéo de eu mesmo, o doedor(donans), ‘com um outo, 0 teipient (donators), pla qual o que & meu passa para ‘recpiente mediante sua acétacSo dele (donum). Mas no & de presumit §e que por ese contato eu pretenda ser coagdo a manter minha promes: See, asim, também renuncir & minha iberdade gratitamente, por assim ‘lzet, despojarne de mim mesmo (nemo suum iacarepraesumitur}. No “nia, slo &o que aconteceri de acordo com o drtla na condiqso ev, ra qual aquele a quem cabe receber minha doagso pode me coogi a ‘uri minha promessa, Assim, se a matéria fosseapresentada dante dé tu tbunal, isto & de acordo com o ditto pubio, teria ou que s pest mir que 0 doedor consentiia com essa coergio, © que é absurdo, ou & Corte em se julgamentoleentenga), splesmente desconsiararia © ft0 Se 0 doador ter querdo ou nao reservar sua liberdade de falta 8 sua ‘romessn, considerendo apenas © que cero, a saber, @ promessa e a Bosilagia do benefcirio da promessa. Assim, mesmo que, como bem AMernvien 0% corms us ppoder-seia upor, promitene pensasse que ele no poderia ser obrigado '> manter sua promesa, caso howwesse se arependlido deta feo ants de chagr a hora de cumpea,o tibunal assume que ele deveria ter feito cso reserva expressamente que, se no ves feo, podria set fread 2a cumpes Sua promass, O bibunaladota ete principio porcue, de cura forma, sua sentenga em tomo dos diitos se fomariainftamente mas Sif ou mesmo impossve $38 :B) Do contrato de empréstimo Neste contato (commodatum), pelo qual pemito que alguém use ‘sem compensagéo alguma coisa que me pertence, seas pares contratan- tes concordam que esta propia coisa deve ser devehida 0 meu conto Te, © tomadior do ermpréstimo (commodataris) nao pode presumit que 0 ropriettia da coisa {commadans também assume todo rise (eats) de Pessivel perda da cosa, ou do que a toma Gi, 0 que poderia nascer de ter sido ea posta na posse do tomador do empréstimo, pois nSo € mate ‘a corrente © propnietio, alm de concedr a0 tomador do empréstimo. (© uro de sua coe tal perda reatvamentea si mesmo enguantoindisso lvel da separagao da coisa te também emiido a favor do fomador do fempréstimo uma goranta contra quaisquerdanes que poderam ccomer porter ele deixado a coisa sar de sua custedia. Seria necessai fazer un contrato separado a respeito disso. A questo, potato, se resting a0 Seguin: qual dos dois, 0 empresiador ou 0 tomador do empréstimo, 8 incumbido de vncularse expeessamente a um eontrto, no sentido de emprestar a condigao em tomo de assumir 0 sco de possvel dano & coi”... Ou, se n8o howwer a vinculago de uma tal condigso, quem se pode presume tenha concordado em garanti propriedade do empres: {ado ftravs do retomo dela, ou seu equvalente a ele?) Nao o empres tador, pos ndo se pode presumir que ele tenha gratuitamente concord do com mais do que o mero uso da coisa (sto & que ele tena também ‘ssumido a gorania da propriedade). E, a0 contério, 0 tomador do lempréstimo, porque ao assumir ssa garania ele cumpre nada mais do {que aauilo que esta conti no contrat, Supée, por exemplo, que tendo sido surpreendido pela chuva, en: ‘to numa ease ¢ solito 0 empréstimo de uma capa, a qual é, ent, Aigamos, manchada em carser permanente quando alguem descuida ddamente deixa car da janela algum material descolorante, ou me € furtada quando eno numa outa casa e a to. Todos jlgariam absur do dizer que fudo que tenho a fazer € devolver a capa no estado em ‘que se encontta, ou que basta que eu comunique que corey 0 furto & ‘Que foi, no maximo, uma questo de eortesia para mim solidavizer-me Com o dono num lamento por sua peda, uma vez que ele nada pode: fia exigie com base em seu dieto. Mas ninguém julgaria absurdo se pedindo para urerelguma coisa, eu tambem pedisse de antemao 20 Seu propretatio que assumisse ele propio orisco de qualquer acidente due pudesse acontecer a ela enquanto se encontrasse em meu poder, porque sou pobre e incapaz de indenzé-lo pela perda. Ninguém cons ferara isso supérlu e ridiculo, exceto,tlver, quendo se sabe que 0 fempresiador € um homem rico e concetuado,/8 que entiosigificaria, fquase insultlo deixar de presumir que ele generosamente perdoaria meu debito nesse caso, ‘Agora (como a natureza de um conrato de emprésimo envove) nada € rele estipulado a expeto de um possivel acidente (cass) capaz Ge ater a coisa, de mado que um acordo acerca disso é apenas presi nivel um conteto de emprésimo & um contratoincerto (acum iner- tum) eatvamente ao que é meu e. que é teu segundo ele. Conseqien. temente, © julgamento a respeito disso, que dizer, @ deiséo quanto 2 {quem deve erear com o acidente, néo pode se feo a parti das cond (bes do proprio contrat; s6 pode ser decdido como seria decdido pe {ante um tuna, que sempre considera somente 0 que & certo no caso [que € aqui a posse da coisa como propriedade). Asim, o julgamento no ‘estado de natueza, ou sj, em termos do eatterintnseco da mati, Se deserwolverd assim: 0 dana remikante de acdente ocorido uma Coa emprstada recat sabre o tomador do empréstimo (casum sent ‘commodatrias), Mas na condigso civil, assim diate de uma corte, @ fentenga ser 9 dano roca sobre o emprestador(casum sentt dominus). Esta sentenga seri, com feito, dada com base em diferentes fundamen: tsa partir exclusivamente do decreto da st razo, uma ver que um juz ppubico nia pode envolverse em pressuposigbes quanto 20 que uma parte ou outra pode ter pensado, Ele 6 pode considerar que quem quer ‘Que no anexou um contato & parte, estipulando que ests iseno de ‘qunizquer danos ocoridos a coisa emprestada, tem ele proprio que arcar Com eles. Conseqientement, a diferenga ene 0 julgamento que deve fer feito por um fbunal e aquele que cada um est justiicado a fazer or si mesmo por meio de sua raxdo particular constitu um ponto que, ‘de modo algum, é para pasar desapercebido na retficacéo de ulgamen: tos de diets. Adtran 008 Costumes 1s 4§ 89: C) Da reeuperagéo (reintegraco na posse) de alguma coisa perdida (olndicatlo) Fea claro do que foi dito anterornente que alguma coise minha que continua a exist permanece minha ainda que eu nso tenha dela a ‘continua osupagao; que ela por sino cessa de Ser minha, independen: femente de algun ato pelo qual enunclo ao meu dreito a ea (derelict nis vel alienation]; € que tenho um dito a esta coisa (us reale) portato, um dréito contra quem quer que tenha dela oeupagSo, e nd ‘meramente um dito relatvamente a uma pessoa expecta (us perso nal). Mas @ questao agora @ se esse direito deve também ser considera ‘do por todas os demats como propiedade que continua por st mesma, se me lmitel ano renunciar a ele quando 6 ois se acha na posse de ‘uma outa pessoa, ‘Supe que alguém perdew uma coisa (res amiss) @ que uma outa pessoa 2 toma de boa f (bone fide}, como um suposto achado. Ou su ‘Poe que tomo uma coisa porter sido ext formaimente aienada por iguém que a possui e que se apresenta como seu proprietri, embora 1 0 sa, Visto que no posso adquiir uma coisa de alguém que ndo é Seu proprietro (a. non domino), a questao que surge & se sou excluido pelo real proprieirio de qualquer diet a esta coisa e dexado apenas fom um dire peso rlavamente ao possuor legiimo. O caso & fobviamente 0 ulin, se a aquisiao for julgada meramente de acordo ‘com of hindamentos intrinsecos que a usifieam (no estado de natureza) ‘eno de acordo com aque que €apropriado @ uma cote, E preciso ser posivel a toda e qualquer coisa ser aliendvel de ma: nea a ser adquirida por uma pessoa ou outa. A lesitimidade da aquisigo, entetano, se apéiainteiramente na forma de acordo com a qual aquilo que é possuido por ouso é wanste. o a mim @ aceite por mim, isto 6, nas formalidades do ato de troca (commutato) ene poseuidor da clea e quem a adquie, pela qual um Aicto¢ estabeecido; possondo indagar como 0 possuidor obtve a sua pose, uma ver que iso js seria ima ofensa(quilbet praesumitur bonus, donee, etc}. Supée agora que mas tarde se revere a situacdo, apuren {dose que 0 possuidor nao era 0 propriltio, que era um oto inv duo. Néo posso, neste caso, dae que © proprietério poderia tomar a coisa dietamente de mim (como podela de qualquer outa pessoa que purdesie ter ocupagso dela), pois eu nada fue dele, mas compre, por ‘exempl, um cavalo cua wend fo oferecda no mercado publeo em tus mae Kas {Da Unvaa Bo DRATO™ DATS PAS confomidade com a lel (ktulo emt venti, O tuto de aquisigao de minha parte € inclusive, uma vez que eu (como compador) no estou Cbrigado ou mesmo autorzado a investigar o ilo de posse do outro [do vendeder) ~ investigagdo que procedera ad infinitum numa série ascendente, Se a compra ¢ formalmente coneta, Wansformo-me nso $lmplesmente no propritio putative do cwvalo, mas no seu verdadeiro propritii, Porém, conta isso seguinte argumento com respeto aos diritos se apresenta, Qualquer aqusigao de alguém que no & 0 proprietirio de lima coisa (anon domino) ¢ nla e sem feta. Nao posso enirairmas de tum aro do que © que ele legtimamente tem. Embora ao comprar um fava furtado, a venda no mereado, eu esa procedendo de manera interamente cometa no que tange 8 forma da aqusca0 (modus ocau rendi, meu siulo de aquisigao ainda deficient, j8 que 0 cavalo nao pertencia a0 individuo que realmente 0 vendea. Talver eu possa ser 0 ‘Seu possuldor em boa {6 (passesor bonae ie), mas permanego ainda Somente como seu proprieéro putative (dominus puttous), « o verda ‘dero dono tem um diet de recuperélo (rem suam vindicand) Se se indaga 0 que deve ser formulado como crcito em si mesmo {no estado de natreza) no aquisigbo de coisas extemas de acordo com Drncipios de jusiga nas permutes dos seres humanos ene s usitio ‘Commiutatva), devese enti responder como se segue. Se alguém pee tende eduirir uma cosa externa dessa manera, de fao he & necesséio invesigar se a cota que desea adquiti ndo pertence js a alguém mas, ‘ou seja, mesmo que ele haje observodo esbitamente as condigbes for mais de cbtengao da cosa que pertence outer (comprou 0 cavalo no mercado da maneia coneta),enquanto permanecer ignorante no que tange a e algsém mais (disinvo do vendedor) é 0 verdadero dono do animal, 0 méximo que podera ter adquiido seré apenas um direo con tro uma peesog reatvamente & coisa (us ad rem), de sorte que se al- guém se presenar efor eapaz de documentar sua propriedade anterior da ois, nada se poders dizer do suposto novo propritéio, excelo que fruit lgitimamente 0 uso da coisa até esse momenta camo seu possui- dor em boa {6 Visto que é geralmenteimpossvel descobrir quem foi absolutamente © prime (0 propietério original) na série de propriet tis putas que obtém os seus dieltos uns dos outros, nenhum comér ‘Go de coos extemas, no importando quo bem se possa concordar ‘com as condigbes forms desse tipo de justiga (iste commutatia), pode garantr uma aquisgso segura “ DaUTa VEAL 00 DRBTO= DES PRNADO ‘Aqui navamente a rao lgsladora no que tang aos cits se pee senta com um principio de justia distibutiva, adotando como sua regra norteadora para a egiimidade da posse no o modo que ela seria ulg> ‘da em si mesma pela vontade prvada de cada um [no estado de nature 13), mas 0 modo que ela seria julgada perante uma corte numa condigS0 concretizada pela vontade unida de todos (numa condigio evi). Numa ‘condigso ii, a conformidade com a= condigdes formats de aquisiéo, ‘5 quis por sl estabelcem somente im ditto reativamente& pessoa, & postulada como uma substiuia adequada para os fundamentos materais (os quate estabelecem a derivagio do que petencia a um suposto pro retin anterior: @ 0 que é em si mesmo um digeto relavamente a lima pessoa, quando taido diante de um tibunal, € vido como um dieito uma coisa. Um cavalo, por exemplo, que alguém coloca & ve: ta num mereado pablo regulamentado por normas das autoridades, toma-se minha propredade se todas as regas da compra e venda forem sigorosamente cbservadas (mas de uma tal maneira que 0 verdadeiro proprletéio retim o direito de apresentar uma relamagéo contra o ven fo) nBo € ainda sufeente para assum a possibildade da cosa ela nesta (8 realidad objetva do conceit) 11 Dncusto do conto de fim qu também um dever se prot edo eto fin ver de os mado: o det ange pins bog ans dso et conomi SEa°8 Severo, por eu dx pode comerar eo main das Se "WRoaUGIO A Dave ox Uae Colocando de lado a questao de qual ip de fim € ern si mesmo um ever e como posivel um tal im, nos cabe aqui apenas mostor que lum dever dessa espécie€ chamado de dever de witude e porque & de sSgnado por este nome ‘A todo dever comesponde um diet, no sentido de uma outorea 0 pare fzeralguma coise ocultas morals generat). porém do se trata de a todo dever coresponder dios de outvem de exercer congo sobre lguém (faut ‘urcica). Peo contro, tai deveress80 cham dos especticamente de deveres de det, Analogamente, a toda obriga 0 ttica eonesponde o conceito de virude, mas nem todos os deveres cos sto, em fungao dso, deveres de vitude. Os deveres que tem ¢ ver no tanto com um certo fim (materia, objeto de escolna) enquento meramente com o que ¢ formal na determinago moral da vontade (pot ‘exemplo, que uma agio conforme a dever tem que ser eaizad tamtsem 4 partir do dever) no so deveres de vide. Somente um fim que & também um dever pode ser eassicado como um dever de virtue: Por esta razdo ha vitios deveres de vitude (etamblm vias vitudes), 20 Desso que para a primera espéele de devercoata-e de apenas um (ai. osigsovituosa, que, enetanto, vido para todas as aches, © que esencialmentedistingue um dover de vitude de um dever de eto € que o constangimento extero a exe timo tipo de dever & ‘oralmente possve, enquanto 0 primeira & baseado somente no lure fauto-constrangimenta. Para seresfnitos sagrodos (que jamais poderiam Ser tentados a volar 0 dover) na havea doutina da viride, mas 20. mente uma doutrina dos costumes, uma vez que esta ¢ autonomia da razio pitica, enquanto a primera é também autocracia da razao peta, Isto €, envolve conscdnca da faculdade de dominar as preprias incon ses quando esas se insurgem contra ale, uma feculade Que, embora ‘nfo dirtamente percebida, @, no enfant, acefadamente inieida do Imperato categcrico moral. Assim, 2 moraldade humana no seu ess. ‘80 mais elevado pode, de qualquer medo, er nada mais do que vitude ‘esmo que sea inteiramente pura (totalmente jenta da inluéncia de {qualquer estilo que nao seja 0 do deve), Em seu estagio mais eleva do, ¢ um ideal (do qual € preciso aproximar-se contiuamente), que & ‘omumentepersonificado poeticamente pelo sabo, Mas a viru no para ser dfiida e valorada meramente como lum aptidéoe (como a tese premiada de Cochis,"™ o capelag da corte, 129. Leora Coens ft prema pla Acadia de Boten, em 1767, por su ‘reno Unersotur ubare Nogungen es Gos ee) tot} Zz nme Kar ‘arnoGHO x DoT ox VTE tambemn un dever Pore, visa que a obrigegd ca par of, pa ‘cua pode have eran, € apenas 2 obigogio la = porque ewol ee yee: ‘nGbUG AA DOTA oa VDE ve uma et somente para mamas das goes, eum fm & a matéia (bye to) de escolha ~ haveré muitos deveres diferentes conespondntes 20s diferentes fins prescitos pela ei, que so chamavls de deveres de viru de (ofcia honestats) simplesmente porque estio suetos somente 20 livre auto-constrangimento, ndo © canstangimento por outos sees hs. ‘manos, e porque determina um fim que ¢ também um dever Como qualquer coisa formal, a virude como a conformidade da vontade a todo dever, baséada numa firme dsposgto, &simplesmente Uuna'€ a mesma, Mas no que tange 20 fim das agoes que & também umn dever, ou se, agulo de que se deve fazer seu fim (o que ¢ materia) pode haver diversas virtues e, uma vez que @ abrigngso a maxima de lum tal fim € denominada dever de vitude, hi muitos deveres de virtude. 0 principio supremo da doutina da vide &: age de acordo com lume maxima dos fins que poss ser uma le universal a ser eonsiderads or todos. De acorio com este principio, um ser human um fim para simesma, bem comno para outos,e nao & scent nfo estar ele autor. zado a usar asi mesmo ou a oukos meramente como meios [uma Vez ‘que ele podera, neste caso, ainda ser indiferente a eles}, ¢ em si mesmo seu deverfzer do ser humane como tal seu fin. Este principio bésico da doutrina da virude como um imperative ‘ategrico ndo € demonsrével, mas pode ser objeto de uma dedugso a partir da pura razio pratica O que, na eogda de um ser humana cons! {go mesmo eos outes pode ser um fm, € um fm pa a pura rato pr fica, pois esta é uma faculdade dos fis em gerl e para ela ser inceren 4 205 fins, ou sea, nfo alimentarinteesse por eles, era, portant, uma eontradigéo, visto que entSo ndo determinari,tampouco, méximas para 18 ages [porque toda maxima da ago encerra um fim). esim, no Seria raaSo ptica. Mas a racto pura néo pode prescrever fins @ prior sem 0s formula também como deverese estes deveres sb0 entdo cha mado de doveres de vitude, X--0 principio supremo da doutrina do direito™ er (da doutrina da virtude € sintético analitico; E caro, segundo 0 principio de contadigao, que seo canstrang ‘mento externo obsia 0 embaraco da liberiade exten de acordo com Universes (e constitu asim um emarago das bareiras da Hoerda 4, Ver para nto & Doin Ore. (08) ‘RmGDTEEDR Dar oa Ve e), pode coexistir com fins em geal. Nio preciso ir alm do conceto de Tbertade para compreender i=; 0 fim que cada um possui pode ser feja 0 que for que quera, O supremo priniplo de direito é, poranto, ‘oma propesigio anata. “Mas 0 principio da doutina da vitude vai além do conceito de berdade externa © coneca a ele, de acordo com leis universal, um fim {que ee toma un dever. Exe principio ¢, poranto,stético. Sua possi lidade ests contida na dedugao (IX) Quando, em lugar do constrangimento de origem extema, a Her dade terior ena em cena ~ a capacidade para auto-constrangimento ribo por meio de outasinclinagbes, mas pela pura raxko prtica (a qual fein fais infermesditios) ~ 0 conceito de dover ¢ estendido além da Hiberdade extema, que ¢limtada somente pela proviséo formal de sve compatbiidade com a liberdade de todos. Esta extensSo além do con eto de um dever de dieto ocare através de fis que s80 formulas, {dos quis o dreito se absira totalmente, No impertvo moral ena pres Suposigao de liberdade que the & necestra S40 encontradas ae, & Capacidade (de cumprir # li) @ 2 vontade que determina a maxima, Estes sto todos os elementos que moldam conceto de um dever de direto, Mas no imperative que prescrove um dever de vrtude se acha ‘Saescentado ndo 86 0 concelo de autlo-constrangimento, como também quel de um fim, no wen fim que feos, mas um que devemos te, um ‘que a pura razao préica, portato, tem dento de si mesma, O fim mais ‘evado,ineondicional de pura rao pratica [que continua sendo um ever) consist nisto. que a vide sea 0 seu propnio fim e, a despeto ‘doe beneicios que confere aos seres humanos, também sua prépria re compensa. A virtue, desta feta, resplandece como wma dela que pare- fe. pelos padrbes humanos, eclpsar a propria satidade, que jamais € tentada a transgredir a fe" Contudo, wata-se de uma luséo provenie- te do fato de que, ndo dspondo de uma maneira de ali 0 grau de ‘uma fora, salvo pela magnitude dos obstculos que podeia superar ern ‘née s80 incinagdes), somos levados a tomar as condigbes subjetivas, plas quas estamos a magniticle,pelascondicdes objeivas da propria magnitude. No enfanto, comparando com fs humancs, que tem todos Sous obsaculs a setem confanfades, ¢ verdade que o valor da vitude fla mesma, como seu propio fm, excede maitssimo o valor de qualquer "6, O ser humana com ain amas, ¢ mata 9 que ura hosted ros desruldos ‘levontade Hoter() c) Kanade 00 poor co Meret al tuco Ober (fe rang des Uae (oorenorge So nal. rm rao. Dor Merch ait iar angi Base os Hesrvon mienosen Eng a ‘Meri 008 Comune Py "WiRGOUEADA Bova Ba VDE uslidade e quoisquer fins empirios e vantagens que possa a vitude ainda azer no seu desperar também cometo der que o ser humana se acha em obrigacio com a virtude (como forga moral), pols enquanto a faculdade Yocues) de superar todos os impulses sensivis em oposigao pode e deve ser simplesmente pressuposta no homem por conta de sua liberdade, ainda assim ess faculdade como forga (robur) é algo que ele precsa adit a forma de adquifla & amplar 0 incenv moral (0 pensamento da lel), tanto contemplando a dignidade da pura le racional em nos (con {emplatione) quanto pratcando a vitue(exero|, X10 material do dever de virtude De acotdo com os pincipios acima formulados, o esquema dos de vetes de virtue pode ser delineado da seguinte mancira material do dever de virtuce 1 2 g ‘Meu proprio fim (O fim dos outros, g H) ‘cxZimde | capemeosbin | § i ‘meu dever ‘é meu dever 5 4S Lovmoprriomien | atazde consi | $ f 3 : : 4 Alei Ofim 3 cuecundin oan [questo neve | ¥ Togulanraite |""Neauerslacs” | dete dernier a O fol do deer ce XII ~ Conceitos do que ¢ pressuposto da parte da sensagio pela receptividade da mente aos conceitos de dever como tals Hato dots mori que qi um gue no o enka poe io er dover slgim de ation, Stoo Semee eral cone Ga. aox plo rn eo espe ors memo aut-ti) o beneto de tes pore jason ne bese da maidade como con ‘ubins e ecepteace 90 cnet do te, RS cme ton a a Kou ‘mgs Dona ok Vo Aigbes objetvas de moraidade. Todos eles s30 predsposiges natures ‘da mente (praedisposio} para ser afta por conceitos de dever, pre ‘daposigoes antecedents do lado da sensogao. Experimentar esos pre tispesigbes nao pode ser considerado um dever, a0 contri, todo er hhumano as experimentae¢ em vitude delas que ele pode ser submetido 2 obrigagao. A conscincia delas nfo tem orger empitca esta cons fncia pode, pelo contri, somente restr da conscncia de uma Je moral como. efito que 80 exerce sobre a mente 1) Sentiment moral fo suscatblade de sei pase on devrazer mean pati de exor conte de que nosy ages sb compnve's ou cons Ab deve Toe Seino de aha pce dere ina one! ago poo onan do semen de prez ou esp Sr gsumindo‘unitsese na ag ou 3a eto, O estado de snes 7 out ermareaem que oseso nee atado) € 0 porliieo Sra O pero € asus sentimerto™ qve precede reeset. Cho da eo imo, agile qu 56 pode saul ‘Una vee que qualquer conscinin da abies depende do sent rmento marl para nos tomer cetes do consrangmen reser MO Perument do deer no pode hier deve gm de fe senmenio Tom ou adeuio, Plo commrne fo er human (omo un ser me {Bie tem em evjrlmente, A donagio no tan so Semen ‘Roms pate sera de eaivtioe frm avaves da asia ante “ie ont escutavel so arotee a0 ser mostado como € el sepa do de gulqurexmlopsanco e indi o mas intersamente em sus prea mediante uma represetgio meron ractna ‘No ¢aproptiao char ei sentvento de senso moral jf qe pala pnea “somos ented wurmente ema spade tebe de Furedoeo dda par um dbo, 20 paso que © sertmerto moral frome o pat e despre em aa ¢ go reramente subj, que tao produ neniume cogrigho.Nerhum ser hurano 6 name iit oe nein or, pa ee oem dese ds receptive le ser motlmente mos [pres expres Stores meaices fogs loa no fone mat eapae de eco 149, Der bametone Zita) 180. Geant) 481, easton Somat) 482. mneate Gti (00) |AMerarsca 008 Cosrunee 2 Tamneoueho XBora a VrUEE fesse sentiment, ent a humanidade se dssolveria (por assim dizer, por forge de leis quimics) na mera animaldade e se mistuara ireparavel- mente & massa dos outos sees naturas. Mas nds nao mas dispomnos Je lum senso especial para 0 que¢ moralmente) bom e mau, do que para & verdade, embora as pessoas amide folem desta maneira, Dispornos, diferentemente disso, de uma suscetbldade da parte da live escola pare sermos movidos pela pura razao prtica (e sua ll), e isso €0 GUE chamamos de sentimento mora B) Conseéncia De igual mado, a conscdncia nso 6 algo adquirel eno temos © ever de nos provermos de uma pela contro, todo sex human, como, lum ser moral, possut uma consciéncia dentro desi originalmente. Estar sob 2 obrigagio de ter uma conseiénca sera equivalente a ter um dever de reconhecer deveres, pois a conscéncia ¢ a rzao priicasustendo 9 ever do ser humano diante deste para sua absaligao ou condenacso, fem todos 0s casos submetids & eh. Assim, no ¢ dirigida a um objeto, ‘mas meramente 20 suelo (para afetar 0 sentimenta moral ates de Seu aio) e, por consequinte, nao éalguma cosa que sea incumbéncia de alguem, um deve, mas um fatoinevitsvel. Assim, quando se die que umn feerto ser humano do tem consciénca, © que se quer der cam Isso & ‘que ele ndo presta ate & sentenca da consciéncin, pois se ele rel ‘mente ndo tives conscéncia, n3o paderiasequer conceber o dever de ter uma, vsto que nem imputaiaalguma coisa asi mesmo ern confor midade com o dever. nem censuraria@ i mesmo com algumma coisa ‘como conta 90 dever Ignorarei aqui as vis dvisbes da conseneia e me lmitare a ob- sewvar que, d guisa de conclusso do que fo dita, uma eonsciénca que ferra & um absurdo, pois embora eu pasa realmente me enganar POF ‘esto mes pga ejetio uaa a una coi em evo ‘io, ndo posso esiar enganado no meu jugamento subjetivo no que toca a seo submet & minha razio prtica fag na sua fungto de ju) a favor de um ta uigamente, posse pudesse me enganarriso, no teria Seto nenhum julgamento prio, e nesse caso no havera nem verdade em ero. Inconsciéncia nso ¢ falta de consciénia, mas a propensao de ‘2wvolvida a culpa ou a inccéncia, nada mais pode ser exigdo dese ‘Alguém:; ¢ sua incumbéncia somenteihminar seu entendimento no que ie respeto 20 que & 04 nao ¢ dever; mas quando atinge, ou aing, un ‘Ro prestaratengéo ao seu juigamento. Mas se alguém ext cente de ‘Que ag de acordo com sua consciénla, ent, na medida em que esta inmSBOGASk Bow oa VTOOE feito, a consiéncia se pronuncia de modo involuntirioe inevitvel. Por tanto, air de acordo com a conseincia no pode em si mesmo ser un ‘deve, pois seo fore, tera que haverainds uma segunda consciencia para gue alguém se tomasteciente do ato da primeira, (0 dover aqui se resringe 9 cultivar a propria conscénela, agucar @ ‘pr6pra atengao par a vor do ju iterire utilizar todo meio para obter {ima aul para ela (df sero deer apenas indrto. ©) Do amor des sereshumanos (0 amor é uma matéria do sent, no do querer € nfo posto amer porque 0 quero ena menos, porque o devo no posso ser consta ‘Gdo'9 ema, por conseguine, um dever de amar & um absurdo, Mes 2 ‘benevolénoa (amor benevolentce), como conduta, pode estar sua & tima lei do dever,Enietanto, a benevolénca aluista pare com os sees fhumanos & com frequgncn femora com muita impropriedede) também chemada de amor As pessoas chegam mesmo @ falar de amor que é também um dever para nos quando nio Se trata da feiidade do out, nas da plena e lure captulagio de todos 0s nossos fins a favor dos fins Ge um outro ser (reso um ser sobrenaural). Mas todo dever € uma Coagdo, um constengimento, mesmo se este & para ser auto-constra- ‘Gimento de acordo com a le O que ¢ feo a parti do constangimento, Contd, ndo¢ fete a partir do amor. Fazer o bem a outros seres humanos na medida de nossa capaci: de 6 um dever, quer os amemos ou no, € mesmo se alguém lwesse que serv rstemente que nora expéce, num rlacionamento mais este to, nBo ¢ pariculermente amével iso ndo diminuina a forga dese de ver, Mas 0 dio dos seres humanos & sempre odioso, mesmo quando ‘sume a forma do simples exquivar-se completanente deles(misanto- pia separatist) ser urna ative hetlidade contra oes, pois a benevolén ba sempee permanece como um dever, mesmo dirgida um misanto fo, a que néo se pode realmente amar, mas a quem se pode ainda fazer o bem. ‘Mas odia o vio nas sees humans no ¢ nem um dever nem con trbio a0 dever,¢,diferentemente, um mero sentimento de aversdo 20 Veo, um senfimento nem aftado pela vontade nem que a aeta. & be hnefeéncia € um dever ‘Se alguem a pratca frequentemente e obtém {uta na conerelaagso de sua intencio benefcene, acabo por realmente ‘amar pessoa que audou, Assim fase “Deves amar 20 teu proximo fomo fi mesmo” no signin que deves de imediato (primeament AMsrarges 008 Cosrumes 25 ‘aaangio a Darna Bx VUE amie (mais tare) por meio desse amor fazertheo bem. Signi, 20 contro, fazer 0 bem aos feus companheios humanos e a tua bene céncia produaica amor por ees em t como uma apiddo do pendor & benefictnla em geal! CConsequentemente, somente o amor que é prazer* (emor compla centoe} & det, Mas ter um diteto a ws (ee & um praze unido de lmediato & wepresentagio da exstencia de um objeto), isto, fer que ser constrangid a era prazr de alguma cols, ¢ uma coniedigio, D) Respeto 0 reset (reverent), gualent, lg merarent suet, un sentimento de um tpo especl, €na m hlgamelo ea ce un objeto que consti tan eve cause’ ou promover Ps leer conser como tl, penser epresriao » ds somente aves do respon qe tenos por es Um deer ce er epee resins os sim em sr submeico& brigeo em engi 9 deveres Em conform dade com son € cometa amar que sts Duna fs um dover dr sues, sea precio, de peer, dizer que ale dento ele ineutavdmente fog. 0 parti dee espa or se pro ser, « ete seine ave & en tp epee € be deta doves, ou Se, de cers ogde queso cores com seu dever ara con reso. Nso se poe die uc ee tem un ver de esplopas cons > mesma, pos el prec ter rexpeto pla Sento des mesmo pre Sequer pensar em gunque dover que XIIL - Principlos gerais da metafisiea dos costumes no trato de ‘uma pura doutrina da virtude Primero, Para quate dees snr pode sr encontrado um funda de choi essa orcs na res para ti deve, usin sus dee ov norco and a Prova vida qu trae dos ou mas deve sie po um Asim pore quai rove mor enqunt fsa, se dalnend pr melo do corhecnento rao parr de concton © Bo, como ta ale, pla costo de cnceon, Os conceos fatonanco ponte smar pra Pte © msn Propose Porque numa intugio a pri’ pode haver diversas maneias de determi- 180. Lite Ges Wongeons. (4) nar as propriedades de um objeto, todas as quais condurem de vlta 20 mesmo fundamento, Se, por exemplo, lguém desea tracar uma prova a favor do dever de veracidade prmelzamentea pair do dano provorado ‘por uma mente a outros seres humanos e, em seguld, a parir também. fa indgnidade de um mentrosoe sua violagao do respelt por si mes tno, 0 que prova na primeira caso ¢ um dever de benevoléncia, ndo de ‘eracidade & portant, um deverdisinto daquele para o qual se reque: tia a prova, Mas constitu um expedient altamente nao floséfeo recor te a um grande nimero de provas para uma e mesma proposigio, con Solando-se que a multidao de rabes compensa a inadequagao de qua {quer uma delastomada sozinha, poss indica artifice nsinceridade, {Quando diferentes rades 530 justapostas, uma no € compensatéia da deficiéncia das demais par efeto de cetera ou mesmo probebiidade Proves tm que proceder por fundamento ¢ consequentes numa dniea série para um fundamento selene: somente desta forma podem elas Ser demonsratvas, No entanto o primeto metodo const o spostive sual da reterica ‘Segundo, A dstingto ente vide ¢ viclo nunca pode ser procure dno grou em que alga acatacertas minima; deve ser, 20 conto, procurad somente na qualidade especica das maximas (sua relago Com a lei). Ei outa palavas, 0 fameso pencpio (de Articles) que ‘Sua a vitude na mediona ene dois vcos™ ¢fals."*"* games que 14, Ver Etc Noimac, Lo I specter caphios 6,7. Be (cba peste tm Ciscoe eae) nt) ae ‘Sere mon vrur voauen bs mad eer as aan saono omer taba ee eee rn sane superiea qve er terme aesetts pipes deermrsies pl quem esecteaa parm es Imari dou eros? © cue dengue «marca un Yo) 0 ‘iar me o's aves powu ono rent tor (nao [mo des so esr erp garde a sos que desu des, Oe ‘ode rc, i a os i rt tune Tr gn ves 1 era coqebn po noo coon earn On ‘eo de quate can toma ri: ns oss srr ha urea ed. ‘nc port fen emubeesane nom dom un cy ag ou us Tass ants tptnca ae tac 0 ios on tres apapras epsoss. Haas). (0) we THREES TBE a Be 2 boa adinistagto, por exemplo, consiste na mediania entre dois vi clos, proigalidade e avareza: como uma virtue, ndo pode ser represen ‘ada como tendo surgido seja de uma gradual redugdo da prodigalidade (aravés da poupanca) sea de um aumento de gato da parte do avaren- to ~ como se esses das viclos, ¢ movendo em dives opostas, se et contrassem na boa adminstacdo, Dferentemente disso, cada um deles possul sus méxima dstintiva, que necesariamente contadie a méxima fo outro or rio idtica, nenhum vicio pode ser defindo em temmos de ir ‘adionte na realizagio de ceros dbjtives do que jusiicado pela pre- senge de qualquer propésito (por exemplo, prodgales est excessus in ‘onsumendlsopibus™) ou de noir até necessario na sua realizacso (por exemplo, aarti est defects, etc"). Uma vee que isso ndo expec flea 0 gra, ainda que faga a conformidade ou nao conformidade de condita com o dever dependerinteramente dele, nao pode Serle como efnigto, Terceio. Deveres cos nio devem ser determinados de acordo com a capacidade de cumprira lei que € atibuida 20s seres humanes; fb contario, a capacidade moral destes deve cer eximmada pela lei, 2 {qual comanca categoricamentee, assim, de acordo com nosso conhec ‘mento reconal do que dever ser em harmanin com a iia de human dade, nfo de acorda cam o conhecimento empirco que deles cispomes tal como séo. Estas trés maximas para o tatamento cient de uma doutrina da vetude se opsom aos saguintes apotegmas anaes 1. Hs somente uma vide e um vio 2. Aviude € a observincia da via mediana ene vicis aposts. 3. A virtue deve (come a prudéncia) ser aprendida a partir da ex etna, 157. predgutado boxes consumo ao rprosecus08 (0) 188 Anarene.) lrg inatat amen ngeerenetnenran Coc x prsumana ics Mefnaco, Sve tee Last fou} @ ao Wamu (conics pete eva) It) XIV" ~Da vietude em geral Virude significa uma forga moral da vontade, © que, enretant, ro esgotao conceto, uma ves que fl orga poderatamibém pertencer ‘um ser sogrado (sobee-hurmano} no qual nenhum impulso impeditivo barra let de sua vontade e quem, desse modo, faa jubiosamente tudo em conformidde com ale. Avitude €, portant a frga moral da ‘ontade de ui ser hurmano no eumpir seu dever, um constrangimento ‘moral através de sua propria razio legiladora, na medida em que esta Constitul ela mesa uma aulordade exocutando @ lei A vitude ela ‘mesma, ou 8 Sua posse, néo é um dover (pois neste cao terse que set submetida & obrigagso aos deveres);em lugar disso, ela comanda e ‘acompanha seu comanda com um consrangimento moral (um cons trangimento possivl de acordo com leis de liberdade intenor). Mas polo fato dese consirangimento ter que Ser iesstve, a forca 6 exgida num sau que #6 podemos avalier pela magnitude des cbsticulos que © pr Dio serhumano apresenta struts de suas neinagbes. Os vicos, como a ‘inhada de disposigoes que se opéem 8, sho os monstos que ele tern ‘que combater, Consequentemente, essa forga moral, na qualidade de ‘oragem (forttudo morals) também consitul a maior ¢ a nica verde ddeim honra que o ser humano pode congustar na quer, e é, ademas, ‘chamada de sabedori no sentido exo, a saber, a sabedoria praca, ‘sto que torna a meta final da exstncia do ser amano sobre a Tera a ‘sua propria meta, Somente mediante sua poste € 0 ser humana let saudavel, rico, um rei e assim por dante, ndo podendo sofer perda alguma devido 20 acaso ou a0 destino, js qe est de posse de i mesmo {0 homem vstuoso nao pode perder sua vitude Qualquer alto apreco pelo ideal de humanidade em sua perfelgao moral nada pode perder na realidade prética dos exemplos do convo, retrados do que atualmente s50 6 Stes humnanes, se tomaram ou pre ‘sumivelmente se tornardo no futuro; ¢ a antropoiogia, que brota de co- ihecimento meramente empico,€ incapaz de causar dano & ante roma, que ¢formulada por uma razao que legisla inconeicionalmente E tembora se possa dizer da vrtude, aqui e acolé (em relacio aos seres hhumanes, nao em relacio & lel, que é mertéria © que merece ser re compensada, ainda assim em si mesma, uma vez que ela € sev proprio fi, tem também que ser considerada como sua prépria ecompers 160, Na puna eco aes de A Cast tue (besa separa © poste "era's Sina rte, en 789 no crea nde ema AMerarsen 008 Cosrumes 200 "mau DoUTana ba Vine CConsiderada em sua pereiao plena, a vitude ¢, por conseguinte, representada do como se um ser humano possuisse a vitude, mas co: mo se a virtude o possuise, pois no peimelo caso parecer que ainda lhe restasse uma esclha (para a qual el necessiania ainda uma outa vide, a fim de escolher a uitude, de preferénca a qualquer outros bens que he for oferecides).Pensar em diversas vitudes (como se faz inevitavelmente) nada mais 6 do que pensar nos vérios objtes mo- ‘ais 205 quas a vontade @ conduaida pelo principio uno da virtude , asim também, no que tange aos vicios opostos. A expresso que perso: riea ames ¢ um dspostvo estético que persite apontando para um senso moral. Df, uma esta dos costumes, a despetto de no ser eal mente uma parte da metafsca dos costumes, ainda asim, uma apre Sentagao subjetiva desta na qual os sentimentos que acompanham 0 poder de coacio da lei moral (por exemple, nojo, homer, ee, que tor ram sensivl a repugnéncla moral) fazer com que sua eficca ela sen- ‘ida pare obter © melhor de inctamentos meromene sensivels doutrina da virtude da dow. XV- Do principio que distingue trina do direito Esta distingdo, na qual também se api a principal divsio da dou trina dos costumes como um todo, basei-s8 no sequinte: que o concelto de iberdade, que é comum a ambas, toma necessiso dividit 0 deveres fem deveres de berdade exterior e deveres de hiberdade interior, sendo apenas estes tims, dios. Por consegunt, a liberdade interior deve, Brimeirament, ser tratada numa observaio preliminar(ascursus prae liminars| como a candigio de todos os deveres de vitude (tal como ‘onsciencia foi tatada antes como a condigbo de todas as virtues em er. Obseroaséo Da Doutrina da Virtude de acordo com o principlo da liberdade Interlor Uma hobilidode habitus) é uma facidade na ago e uma perflgso ‘ubjetiva de escotha, Mas nem toda faciidace tal consti uma habia. de Tre (habitus betas), pois se & um habia (asuetudo), iso é, uma ‘RRA Dna a WTIOE Unifomidade na ago que se converteu numa necesidade através de repetigho feqente, no & um hsbito que se cxigina da iberdade e, por {ento, nso uma hablidade mora, Por vie de consequéncia, avid no pode ser defnida como uma hablidade para ages ures em conform face com a lei, a menos que se acrescesse “para se delerminar a agi tatavés da idéia dale", © ento essa habildade ndo é uma propriedade Ga escalha, mas da vontade, que 6 uma facaldade do desejo que 20 fadotar uma raga também a outorga como uma lei universal. Somente {ume tal habiidade pode ser tida como virtue, Mas para a liberdade interior S80 requeridas duns coisas: ser 0 seu proprio senhor num dado caso (animus Sui compos) « regrar asi mesmo limperam in semetipsum), ou sj, submeter 0s propos afetos e gover har es propias paixtes. Nests dois estados, 0 carder indoles) de al {guém énobre (erecta; no caso opesto é vi indoles abieca, sera) .XVI-A virtude requer, em primeiro lugar, o dominio de si mesmo [lets ¢ paints" sia essencalmente diferentes uns dos outtos. Os afeos concernern ao sentimento, na medida em que, precedendo are flex imposibiitrn esta ou 2 foram mals dif. Por conseguint, um tle que & quaiicado coma brusco ou precptedo animus proeceps) & reaio da, através do conceito de vituée, que cada um deve controlar Se. E-nio obstant iso, eta debiidade no uso do proprio entendimen: to, unida &forga das préprias emogSes,¢ apenas uma fata de vitudee, por enim caer, algo puele dbl, que & capa, eetwvamente, de cooxls- fir-com @ melhor vontade, Poss, alé mesmo, algo de bom a se favor {que esta tepesade rapidamente se acalma, Consequentement, a pro Densbo.a um ato (por exemplo, a re) n3o se associa 30 vico tao pro. famente como acontece com uma paixéo. Uma paixao ¢ ui desejo sen sivel que se tensformow numa inclnagéo duradoura ou permanente (pot ‘exemplo, 0 Slo em contraposigso ia). A eaima com a qual alguém se ‘ntrege @ ele admite relexdo e permite que a mente constnuaprincipios Sobre elec, esi, se a inclinagdo se lumina sobre alguma coisa cont fale incuba, enraizéla profundamente assim erg © mal (como ‘igo premeditada} em sua maxima. E © mal & entéo propriamente mal, Isto ¢, um verdadero vic, 16h Attn vd Lenser Kart ase baseamene 8 dain presen nt pacooge' nt ‘maou k Dourawa ox Vre Visto que a vitude ests baseada na liberdade interior, encera um comand positive dirigido a um ser human, a saber, submete todas a5 suas capacidadese incinagbes a0 conole (de sua razho} e assim dom: rar a's mesmo, © que vai alem de prolbo deiar-se govemar por Sts Sentimentos e incinagoes (0 dever da apato), pois a menos que a rao ‘mantenha as rédeas do governo em suas préprias maos, os sentimentos fe inclnagbes do ser humana atuerdo come senor sobre ele, xv A virtude pressupée necessariamente a apatia (conside- rada como forsa). [A palavraapatia adquit mé reputagéo, como se sigificnsse sr cla de Sentimentoe, assim, indferenca subjetva com rexpeito aos obje: tos de escolha;¢ tomada por faqueza. Podemos nes esquivar a esta mi Inerpretagio,atrbuindo a designagio de gpatia moral aquela austncla de afetos que deve ser dsinguida da indferenga porque, em casot de _patia moral, sentimentos orundos de impressbes sensveis perdem sua infunca sobre 0 sentimenta moral exchisvamente porcue © resplta pela ei é mais poderoso do que todos esses sentimentosjunos. Somente ‘> aparente foga de alguém acometido de febve permite que uma viva Eimpata mesmo pelo que é bom ascenda a um afto, ou, pelo conto, rele degenore. Um aeto dest ipo & chamado de entusosmo, e a mode ragdo geralmente recomendada, mesmo para a praca da vitude, deve ser interpretada como a ele referent (Insanisopiens romen habeat faequus inigui ~ ulve quam sats est vitutem si pett ipsam. Horat), pais, de outro modo, ¢ absurdo supor que alguém pudesse ser demas do sdb, demasiado virtuoso, Um afto sampre perence &sensibilidade, no importa por qual tipo de objeto tenha sido desperado. A auténica forga da vistude € uma mente ranguila com uma ponderada e feme resolugéo de poral! da virude em pratica. Este ¢ o estado de side na vida moral, a0 pass que um alto, mesmo aque despertado pea dia do que é bom ¢ um fenémeno momentineo, resplandecene, que deixa ‘lguém esgotado. Mas pode ser clasiicado como fantastcamente vituoso ‘2quele ser bumano que nao permite que nada sea moralmente ind rente(adaphoro) e cobre cada um dos seus pasos com deveres, como com armacihas; ndo lhe ¢ indferente se como came ou pene, se bebo We, Osis aasscae ae sens, so oe neu, 20 uses id am do i ‘uasop sete hates Enlai cervea ou vinhe, supondo que ambos me diam seu assentimento. A ‘ude fantasies € um inerese pela micrologio™ que, se fosseadmiido pa doutina da virude, ransformaria © proprio dominio da vide em Observagéo ‘A virtue ext sempre em progrssoe,apesar dso, sempre parte do Ini, Est sempre em progresso porque, objeioamente consdereda, ¢ lm ieale inating, enquanto,nSo absent sso, 2 aproximasao cons tanle dla é um dever. Que sempre pert do inicio tem uma base subje ta na natueza humana, que € aetada por incinagdes em funcio das ‘us a virtue jamais pode sossegar em paz e quitude com suns mA thas adotades uma vez e par todos, mas que, se ndo for ascendente, € ineullavelmente descendent, j& que es maximas moras, diferentemente de ménimas técnicas, n6o podem ser baseadas no habito (poruanto tse die respeto & constuigso natural da determinagso da vontede), pelo contro, se a préticn da vrtde oss para ser converida em hab {o, o sujet sofreria uma perdarelativamente Aquea iberdade a0 adotar sues maxima que distinguer uma agéo realzada do dever. XVIIL— Conceitos preliminares 8 divisio da doutrina da virtude 0 principio da divisho deve, em primeiro [ugar em termos do ae € formal, encera todas as condigbes que serv para distnguir uma pate {da doutrina dos costures em geal da doutrina do dietoe eaia-lo em termes de sua forma especie, Ele o reaiza decarando: 1) que devees de vatude sto deveres paras quais nio hé legslagao externa: 2) que tama ver que uma lel fem, no entanto, que peranecer a base de todo Gover, essa lei na éica pode serum lel de dever produzida nao pare fagdes, mas somente para as maxims das agbes; 3) que (o que, por sua ‘ez, 6 dso conseqiénca) o dever éico deve ser pensado como Ito dover, n30 esto © principio de divisa deve, em segundo lugar, em temas do que € material, apresentar a doting da virtide no meramente como uma ‘oultina dos deveres em geral, mas também como uma doutrina des fins, de maneia que um ser humano tem a obrigagho de considera as 168. Ou ela, orion ov deans de vanes ou pica. (nt) Pic sstanar scene we ‘Adtran 008 Cosruwes 259 ‘arnanugio 1 DaaTaNa A iUCE mesmo, bem como @ todo outo see humana, come seu fim, Trat-se do ‘que chamado usualmente de deveres do amor a si mesmo e de amor 00 roxio. Mas neste caso estas expressbes so empresadas indeviderente, tama ver que ndo pede haver dever dro para ama, mas sm fazer aqullo aaraués do que alguém far desi mesmo e dos outs 0 Seu fim, Tercero. No que se refered dstingSo entre o formal eo material no principio do dever (da conformidade com a lia partr da contonmidade ‘om os firs), € de se notar que nem toda obrigaao de virtue" (tiga to ethica)é um dever de viude (ffcium ethicum s vinuts); em outas palawras,o espeto lel em geral nao estabelece, todavia, um fim como lam dever,e somente um fl im & um dever de viude. Por consequine, 56 hi uma obrigacio de virtue, 20 passo que h& muitos deveres de Virtude, pois ha, com eft, muitos cbjetos que também & nosso dever fer come fins, mas ha somente uma dsposiao vituosa, © fundamento subjetvo deteminante para o cumpsmento do proprio dever, que se ‘extende a doveres de drto também, a despeto de nso poderem, dev do. iso, ser chamados de dovors de vitude. Dat todas as disées da fica x6 tocario aoe deveres de viude. Vista do prisma de seu principio formal, a ica é clincia de coma se ex submetido & brigacio sem se considerar qualquer legislagho posivel. Obsercagao Ennetano, se Indagara: por que inttodizo uma dvisio da dtca ‘numa during dos elementos e numa doutrna do metod, quande renhuma diviso fal oi necesstia na doutina do deo? A razao ¢ que 2 douitine do ireto tem a ver somente com deveres estes, 20 passo ‘que a étca tem a ver com ltos devees. Por consequinte, a doutina do ddreto, que por sua natureza precisa detemninar deveresestitamente (exatament}, nao tem mais necessidade de orientagbes gras (métod) no que tange a0 procedimento de ulgar do que tem a pura matematica; fem lugar dso, ceria seu método pelo que executa. A éica, contudo, fem funcao da folga que faclta em seus deveres impertitos, inevitavel mente leva @ questdes que requerem lulgamento para decii-se como ‘uma méxime fem que ser apicada em casos paticulaes e, de fato, de ‘uma tal forma que ojulgemento fornece ua outta maxima (subordina da) (e se pode sempre solar ainda um outro principio para aplcagao dessa maxima a casos que possam surgi. Orenuitado € que a dca se enquadra numa casutstica que no tem lgar na doutrina do diet, 164 Tpensersinng. quekantaings ce Tupndeevet eine () intmabugh@ Dov ox VOCE | casusica no é, em conformidade com iso, nem uma cléncia rem ua pate de uma céncla, pois neste caso seria dogmatcae a casus- tien ndo € tanto uma teoria a espeto de como descobrir alguna coisa ‘quanto, 40 contri, uma pratca de como buscar « verdade, de sorte {que est enretecida na éica de uma maneira frogmentara, no sistem tleamente (como teria que estar a dogmatca), e & somada B ca 130-36 asraués de exedlios 20 stem, Por outro lado, a doutina do metodo da raxdo moralmente pratica, ‘que se oeupa nem tanto com o julgamento quanto com a rar8o ¢ seu ‘exercico, tanto na teoria como na pris de seus deveres, pertence pe thularmente & éica, O seu primelro execcio consiste em quesionar 0 tino sobre 0 que ele j& sabe dos conceios de deveres, podendo ser enominado método erottice, Se ele o sabe porque the fl previamente Gio, de modo que agora € extaida meramente de sua meméra, © me: todo € designado como catequistco propramente dito; mas se & pres imido que ito 8 ests presente nauralmente na rzio do aluno e requer ‘apenas ser desdobrado dela, 0 método ¢ chamado de dalogo (soc Co). A eatequese, como exerilo tec, fem a ascese Como Sua con treparte pratca, A ascese€ aguela porte da doutina do método na qual @ ensinado ndo a6 0 conceto de vitude, como também como pér na prion e cultivar a capacidade par avirtud, bem como a vontade para pe virude De acordo com estes princpis, formularemos 0 sistema em dues partes « doutrina dos elementos da etca e @ dourina des meétodos da fica. Cada parte tra suas cvisdes. Na primeira pare, esas sero fias ‘onforme om eliferentessietos aos quas os seres humanos eso obriga fos; na segunda parte, conforme os diferentes fins que a razao os obiga tere sua veceptvidade a esses fs XIX - Divisdes da ética'™ A divisio que a rato pric dspbe para estabelecer um sistema de seus concetos numa éica (diviso arqutetnica) pode ser fit de aor {do com princpios de dois ipo tomados slada ou conjuntamente. Un 165, Ov sia, a movuten (paraiso ds ists, métoco anpla e contrac Shand ber Sdrae ros Ogos Pe). 166 No onal et co no pons ga, Aerascttacs para otra com freenssocoibus he] en arn TanoBUgHOX BOUTIN A TUDE eles mostra, do porto de vista de sua matéi, a eagBo subjtoa ene lum ser que esté submetido & obigagdo eo ser que o submete & obrign ‘80, outro mestra num sistema, do ponto de vide sua forma, a rela {io objetina ene les eticas e deveres em gera. A primeira disdo 6 a dos seres em relagdo a0s quais pode-se pensar a obigogbo etic: ase {gudo Seti a diviso dos concetos da pura rao eicamenteprtica que thm a ver com os devers daqueles seres. Estes conceit s8, por conse guint, requeridos para a ética somente na medida em que the cabe ser lima ciénela, e assim x80 requeridos para a organiengdo metédica de todas as proposgGes encontradas na base da primeira dvisio Primera divisio da ética de acordo com a distincéo dos sujltos e suas leis. Contém: Deveres de seres humanos | para sre humans ‘de seres humanos para sores dainios de sres humans ara pve seres eres simesmo | outrorseres_|_sub-humanos_| sobre-humanos ‘Segunda diviséo da ética de acordo com principios de um sistema de pura razio prética Eticos outrinn dos elementos Cosuisicn Doutrina do método Catequese Dogmtica Ascese Palo fat desta cima dhiso tera ver com a forma da cic, tem ‘que precede a primeira na qualidade de projegie horzontal do eonnto. DOUTRINA DOS ELEMENTOS DA ETICA PARTE I Dos DEVERES CONSIGO MESMO EM GERAL ne Introdugéo $1~ 0 conceito de dever consigo mesmo contém (8 primeira vista) uma contradi¢ao Se 0 eu que impse obrigago for tomado no mesmo sentido do es ‘que & submetiio a obrigaeso, um dever consgo mesma seré um conc to contaditano, pois 0 conceto de devercontém o conceta de sex pas ‘sivamente constrangido (sou obrigado). Mas se 0 dever é um dover eo: rmigo mesmo, canceto a mim mesma como.@ que obigae, assim, como ativamente constrangedor (eu, 0 mesmo sujto, estou pond obrige. 0), E a proposao que afirna um dover comigo mesmo (eu devo ob Sara mim mesma) envolera ser abrgodo a obigar 8 mie mesmo (uma ‘brigagao pasiva que ea, anda, no mesmo sentido da rela, também uma obrigagao ava) e, consequentemente, uma contradgao, Pode-se também trazer 8 luz esta contradigao, destacando que aquole que impoe brigacao (auctor obligations) podenia semore liberar 0 submetido & ‘bnigaeao (subectum ableton) da obrgacae (terminus obligations) de sorte que (se ambos sio um e 0 mesmo sujet) ele no seria de mo do algum obrigado a um dever que ele colocou sobre st mesmo. Ito implica uma conrad, Se 0 mane Kav FDU BE Ete o4 TER $2 ~ O ser humano, todavia, tem deveres para consigo mesmo io haveria deveres Pois, supondo que nso houvesse fais deveres, no hi quaaquer que fossem e, assim, tampouto deveres extemos, paso qe owo teconhecer que esi submeti & obrigagfo a outros somente na Fredida ex que eu simultaneamente submeto a mim mesmo & obrga Go, uma ver que a let em virtue da qua ep 2 im mesmo come Srondo submetido & ebrigogio procede em todos os casos de minha ‘rp recboprtica eno er constargio por minha propria rao, sou fambem aquele que corsange a mim mesmo. § 3 - Solugso desta aparente antinomia Quando um ser humane ex conscient de um deve onsigo mes mmo, Ge ua sms, como 0 set do deve, so doi abuts: p- tek, como se soe So como un er aan (metro de Trerasn apts enim) sgundo, como Un ser itll (80 ‘tases tomo use ue pos aro, una er que 2 0 come TEES coca pen muito en ser uma qualidade de um se eo cermstee) Or sentdos no podem ating ete limo especto de um Ser Fearne, 26 pos! concer em reloges moramente pétias Mans ncompreensve! ropiedode da iberdade ¢ reveada pea Intulnis G nao sobre won eglaor neon Ora os humano, como um ser natural posuidor da ex oro acremenon. pode se deteminado por 58 fzio, como we cou, Bear no mundo sense ete ago concede obrgagto no & Conde. Mas 0 mesmo Ser mano pesado en ees de ss et bom quanto au, 0 menos, no pior do que cuts, mas sim langar © ‘eu do amor aos sereshumanos soe sas falas, no meramente aban (dando nosso julgamentos, coma tambem mantendo estes julgamentos para nés mesmos, pos os exemplos de respetto que damos aos outs povlem estimular seu empenho para merecéo, Por esta rezio, @ b- Sessdo de expionar os costumes dos cuts altro piscopia) € 8 por So uma ofensivaingleigao por parte da aneropoogia, a que todos po- ‘dem resist de diteito como uma vilacio do respeto devido, ©) Esedento saa ‘A censura levana e a zombora, a propensio para expor os outros 20 sso, tensformar suas falhas em objeto imediato de divertimento, & uma especie de malignidade. E completamente diferente do grace, da familardade ene amigos, na qual alguém se divert com as singular aces dees, as quais stem aparéncia de flhs, send realmente mar cas da sua coragem de, as vers, dversic do impéro da moda (pois isto ‘a € ridzulrizagio). Mas expor aa reo as falas reais de uma pes Soe, ol suas suposas Flhas, como se fssem eas, com o fto de despo- jira do respeto que merece, e 0 pendor para far is0, uma obses0 para a zomberia edustcs(sprtus cousteus)encera em si um jbo di balico, 0 que © tora uma vilagéo anda mals séia de nosso dever de respeito pelos euros seres humanos, Isso deve ser dstinguldo do descarar jocoso, mesmo se zombeteito, ‘¢acompanhado de derprezo, de um ataqueinsultuoso de um adversvio {retorsio ocos), mediante o qual 0 zombador (ou, em gera, um adver srio malicioso, porém ineiciente)é transformado ele proprio no objeto Ge riso. Esa € uma delesa leita do respeto que se pode exiir dee Mas quando o objeto de sua zombar nao € realmente nada espiritvoso, ‘mas um objto no quel a razio necrssariamente assume um ineresse moral, entSo nio importa quanto esmio o adveririo possa te pote Uo. com isto, exposto a si mesmo a0 ris, seré mais proprio & dignida dde do objeto e respeito pela humanidade ou nao apreseniardeleso al ‘uma ante o staque ou conduzo com dignidade eseriedade, Alessi 90 Cosrmes Ea ‘Dovrrina bas ewes ox Erca Observagso Perceber-se-4 que no ttlo acima as vues no foram tio Iowa: das quanto 0s vicios, a eas opostos,censurados. Enivetant, 180 j8 esta lmplicto no conesito do respeito que estamos dbigados a manifesta 805 fouttos seres humanos, que ¢ somente um dever negative. Néo estou cbrigado a reverenciar 0s outs (considerades meramente como ses hhumanos), isto €, manfestarihes alta estima postion A nia reverencla, ‘a que estou obrigado por natureza éa reveréncia pla lei em geal (eve rere legem);e reverenciay all, mas no reverencar autos sees huma- nos em geral (reverentia adversus hominem) ou realizar alguns atos de reveréncia para ees, ¢ um dever universal incondicional de um ser hhumano em relagao aos outtos, que cada um deles pode exigir como 0 respeito ongnalmente devido a autos (observant deb), {As dferenies formas de respeito a seem exibidas 20s cutos, de acor- do com diferengas em suas qualdades ou relagSes contingentes ~ die rencas de dade, sexo, nascimento, fora ou faqueze, ou mesmo posio € dignidade, que dependem em parte de arranjosarbitaios-, néo po flo persannte cates (Carma, Lagos, Evo, Lia). Kant te Fira Sota crea stra nas opnco do mead a para Je (ahs Smee it) 1208 Erinn, aprance, (1) ese AMerariven 20% Corres 2 ‘ourawa wos Waro0oH oa Eres 451 Para o aluno princpiante, © primelro e mais essencalinstumento de ensino da doutrina da virude € uma catequese moral. Esta deve preceder uma calequese religosa; ndo pode ser entrlagada, Smplesmente como uma interplagao, nos ensinamentos da relgi,