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COLECÇÃO INFORMAÇÃO

VOCABULÁRIO
DO ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO

Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano


VOCABULÁRIO
DO ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO
FICHA TÉCNICA
A presente edição é da responsabilidade da:

DIRECÇÃO-GERAL DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DESENVOLVIMENTO URBANO


Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza
Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território

VOCABULÁRIO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO


Colecção Informação 5
Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano
Direcção de Serviços de Estudos e Planeamento Estratégico - 2000

CAPA, COMPOSIÇÃO E TRATAMENTO GRÁFICO


Exclamação, Lda.

IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Novagráfica do Cartaxo, Lda.

EDIÇÃO
DIRECÇÃO-GERAL DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DESENVOLVIMENTO URBANO
CAMPO GRANDE, 50 - 1749-014 LISBOA

TIRAGEM
1000 EXEMPLARES

ISBN: 972-8569-05-X
ISSN: 0874-2200
DEPÓSITO LEGAL: 154482/00

NÃO É PERMITIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE LIVRO SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DA DGOTDU
NOTA DE APRESENTAÇÃO

5
O presente Vocabulário do Ordenamento do Território decorre da anterior edição de 1994 do
Vocabulário Urbanístico da DGOTDU e, tal como o antecessor, consiste numa compilação de
termos técnicos e respectivos conceitos, sendo seu desígnio precisar definicões e normalizar a
linguagem técnica utilizada por todos os que interferem na elaboração e implementação de ins-
trumentos de gestão territorial.

Considerando o território como factor de competitividade nacional, cabe ao ordenamento do


território garantir a articulação das diversas políticas sectoriais no território de forma harmo-
niosa e sustentada, com vista ao desenvolvimento, à preservação e valorização do ambiente e à
melhoria da qualidade de vida das populações. A prossecução destes objectivos implica que a uti-
lização de uma linguagem comum seja um imperativo, designadamente, na coordenação entre
os sectores e os níveis da administração , razão pela qual a presente edição , actualizada e incluin-
do cerca de 290 novos termos, contou com a colaboração de um leque alargado de Entidades Pú-
blicas Sectoriais.

A todas as Entidades, a seguir mencionadas, que tornaram esta publicação possível, colaboran-
do com a subscrição de vocábulos e conceitos comummente utilizados nos seus âmbitos de ac-
tuação, consagrados ou não em sede de legislação, e às Entidades que participaram com uma
apreciação técnica, como foi o caso das Comissões de Coordenação Regional, os nossos agrade-
cimentos.

Instituto Português do Património Arquitectónico; Instituto da Água; Instituto de Estradas de


Portugal; Direcção-Geral de Turismo; Direcção-Geral das Florestas; Direcção-Geral de Desen-
volvimento Rural; Direcção-Geral de Pescas e Aquicultura; Direcção-Geral de Transportes Ter-
restres; Direcção-Geral do Ambiente; Instituto de Conservação da Natureza; Instituto Nacional
de Estatística; Instituto Marítimo Portuário.

O DIRECTOR GERAL

João Biencard Cruz

7
ÍNDICE
A
ÍNDICE DE VOCÁBULOS E RESPECTIVAS FONTES

VOCÁBULOS FONTES - Legislação e outras fontes Página

Abrigo Portuário Parcial Instituto da Água, 1999 31


Abrigo Portuário Total Instituto da Água, 1999 31
Aceiros e Arrifes DGF, 1995 31
Acessibilidade DGOTDU,1994 31
Acesso às Praias Instituto da Água, R.C.Ministros, 123/98 32
Acidente Industrial Grave DL 204/93 32
Actividade Industrial DL 204/93 33
Actividades de Animação Turística DL 167/97, alterado pelo DL 305/99 33
Acto Administrativo DL 442/91 33
Acto Tácito DL 555/99, DL 442/91 33
Adjudicação Princípio Fundamental do Direito Administrativo, 1977 34
Aeroporto INE 34
Aeroporto Internacional INE 34
Aglomerado Populacional ver: Lugar 34
Aglomerado Urbano DL 794/76 ; DL 442-c/88 35
Agricultor a Tempo Parcial Portaria 195/98 35
Agricultor a Título Principal Portaria 195/98 35
Água DL 74/90 35
Água Mineral Natural DL 90/90 36
Águas de Nascente DL 90/90 37
Águas Furtadas RGEU 37
Águas Interiores Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar 1982 37
Águas Interiores não Oceânicas Dec.Reg. nº 43/87 37
Águas Oceânicas Dec.Reg. nº 43/87 38
Alameda DGOTDU, 1994 38
Albufeira ver: Lagoas e Albufeiras 38
Albufeiras de Águas Públicas Instituto da Água, 1999 38
Aldeamento Turístico Dec.Reg. 34/97, alterado pelo Dec.Reg. 14/99 38
Aldeia Histórica Ver: Conjunto Histórico ou Tradicional 39
Alinhamento Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 e outras fontes 39

11
A
Alojamento INE e outras fontes 39
Altura da Arriba Instituto da Água, 1999 40
Altura da Fachada Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 40
Altura Mínima Entre Pisos RGEU, do DL 650/75 41
Altura Total da Construção Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 41
Alvará de Licença ou Autorização DL 555/99 41
Ambiente Lei 11/87 41
Ancoradouro de Albufeira Instituto da Água, 1999 42
Andar Recuado RGEU 42
Anexo Enciclopédia Luso Brasileira 42
Ante-Praia Instituto da Água, 1998 42
Anteprojecto Instr. P/Cálculo Honorários Ref. a Proj. de Ob.Públicas 43
Apartamentos Turísticos Dec.Reg. 34/97, alterado p/Dec. Reg. 14/99 43
Apoio Balnear Res. Cons. Ministros 123/98 43
Apoio Balnear de Albufeiras Instituto da Água, 1999 43
Apoio de Praia Instituto da Água, 1999 44
Apoio de Recreio Naútico Resolução Conselho Ministros 123/98 44
Arborização/Rearborização DL 139/89, DL 327/90, DGF, 1999 45
Área Arqueológica IPPAR 1999 45
Área Bruta de Construção (abc) Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 45
Área Bruta do Fogo(Ab) RGEU, c/Nova Redacção do DL 650/75 45
Área com Risco de Erosão DL 93/90 46
Área Crítica de Recup.e Reconv. Urbanística DL 794/76; 46
Área de Cedência (para Domínio Público) DGOTDU, 1994 46
Área de Construção Clandestina DL 804/76 e Lei 91/95 46
Área de Construção Prioritária (ACP) DL 152/82 47
Área de Desenvolv. Urbano Prioritário (ADUP) DL 152/82 47
Área de Equipamentos DGOTDU, 1994 47
Área de Expansão ver: Classes de Espaços, Esp. Urbanizável 47
Área de Identidade DGOTDU, 1994 47
Área de Impermeabilização (Ai) Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 47
Área de Implantação Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 48
Área de Implantação de Construção ver: Área de Implantação 48
Área de Infiltração Máxima DL 93/90 48
Área de Infra-estruturas DGOTDU, 1994 48
Área de Interesse Turístico DL 167/97 48

12
A
Área de Jurisdição Portuária DL 201/92 49
Área de Laje ver: Área de Construção 49
Área de Paisagem Protegida ver: Área Protegida 49
Área de Pavimento ver: Área de Construção 49
Área de Pavimento Coberto ver: Área de Construção 49
Área de Respeito DGOTDU, 1994 49
Área de Serviço Portaria nº75-A/94 (2ª série) 50
Área de Terreno Ocupada ver: Área de Implantação 50
Área Degradada DGOTDU, 1994 50
Área do Lote DGOTDU, 1996 50
Área Florestal Especial ver: Área Agrícola Especial 50
Área Habitável do Fogo RGEU 51
Área Licenciada ou Concessionada de uma Praia Instituto da Água, 1998 51
Área Metropolitana L 44/91 e outras fontes 51
Área Non Aedificandi ver: Zona Non Aedificandi 51
Área Ocupada pelos Edifícios ver: índice implantação 52
Área Protegida DL 19/93 52
Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) Lei 91/95 52
Área Útil de Areal Instituto da Água, 1998 53
Área Útil do Fogo RGEU 53
Areal Instituto da Água, 1999 53
Áreas Agricolas e Florestais DL 380/99 53
Áreas Percorridas por Incêndios (florestais) DGFlorestas, DL 227/80, Lei 10/81, e DR 55/81 54
Arquitectura de Acompanhamento IPPAR, 1999 54
Arquitectura Popular IPPAR, 1999 54
Arquitectura Tradicional IPPAR, 1999 54
Arquitectura Vernácula IPPAR, 1999 54
Arredores Enciclopédia Luso-Brasileira 55
Arriba ou Falésia DL 93/90 55
Arruamento DGOTDU,1994 e DGOT/UTL 1990 55
Árvores ou Arvoredo de Interesse Público D 28468, 1938 55
Aterro Sanitário ver: Resíduos 56
Autenticidade IPPAR 1999, Documento de Nara, 1994 56
Auto-Estradas Código da Estrada Anexo DL 2/98 56
Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) DL186/90 alt. p/DL 278/97, Direct.97/11/CE Conc 1997 56

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B-C
Baldios Lei 68/93, alterada p/Lei 89/97 57
Bens Arqueológicos Convenção Europeia p/ a Protecção d/ Patri. Arqueológico 57
Bens Culturais UNESCO 1954, em fase de ratificação 57
Bens Culturais a Classificar Lei 13/85 58
Bens Culturais Classificados Ministério da Cultura, Proposta de Lei do Património Cultural, 1999 58
Bens Culturais em Vias de Classificação Lei 13/85 58
Bens Imóveis do Património Cultural Lei 13/85 58
Berma Código da Estrada anexo DL 2/98 58
Biodiversidade Ministério do Ambiente, Prop./Regime Aval. Imp.Ambiental,.1999 58
Biótopo Curso de Biologia. ME e I.C., 1979 59
Bloco de Terra Agrícola INE 59

Cabeceiras das Linhas de Água Anexo III do DL 93/90 59


Cadastro DGOTDU, 1994 60
Cadastro Predial DL 172/95 60
Cais Instituto Marítimo-Portuário, 1999 60
Cais de Atracação Instituto Marítimo-Portuário, 1999 60
Cais para Embarcações em Albufeiras Instituto da Água, 1998 60
Calamidade DGA, 1990, Guia Informativo do Ambiente, 1990 61
Camas Turísticas DGT, 1999 61
Caminho de Ferro INE 61
Caminhos Públicos DL 34 593/45, Acordão d/ Sup. Trib. .Administrativo, 1989 61
Capacidade de Carga RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 61
Casco Antigo IPPAR, 1999 62
Catástrofe DG.Ambiente, Guia Informativo do Ambiente, 1990 62
Central de Camionagem ver: estação central de camionagem 62
Centro Coordenador de Transportes DGTT/Risco, Proj. e Cons. De Design, 1986 62
Centros de Depuração DL 383/98 63
Centros de Expedição DL 383/98 63
Centros de Interpretação Dec. Reg. 18/99 63
Centro Histórico DGOTDU, 1994 63
Centro Naútico Instituto da Água 1998 63
Centro Urbano Antigo DL 426/89 64
Cércea Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 64
Cidade Histórica ICOMOS, Carta das Cidades Históricas,1987 64

14
C-D
Circular LNEC, 1962 64
Classes de Espaços DL 380/99 65
Classes de Solos DL 196/89 65
Coeficiente de Afectação do Solo (CAS) ver: índice de implantação 65
Coeficiente de Ocupação do Solo (COS) ver: índice de construção 66
Comunidade de Pesca Instituto da Água, 1999 66
Concessão Balnear ver: licença ou concessão de praia balnear 66
Concurso Limitado DL 59/99 66
Concurso Público DL 59/99 66
Condomínio Fechado Anotações DL 448/91 66
Conjunto Lei 13/85 67
Conjunto Arquitectónico Conv. p/ Salv. Pat.Arq.da Europa,1985 ratif. P/Dec. P.R. 5/91 67
Conjunto Histórico ou Tradicional UNESCO, Nairobi, 1976 67
Conjunto Turístico DL 167/97, alterado p/DL 305/99 e p/Dec. Reg. 20/99 67
Conservação DGOTDU, 1994 68
Conservação da Natureza Lei 11/87 68
Construção Amovível ou Ligeira Instituto da Água, 1999 68
Construção Clandestina DL 804/76 68
Construção Fixa ou Pesada Instituto da Água, 1999 68
Construção Mista RCM, 123/98 68
Construção Principal do Lote DGOTDU, 1994 69
Continuum Naturale Lei 11/87 69
Contra Ordenação DL 433/82, DL 555/99 69
Contrato de Urbanização DL 555/99 69
Contrato-Programa DL 384/87 70
Conurbação DGOTDU, 1994 70
Convenção IPPAR, 1999 70
Corredor de Circulação DL 2/98 70
Cota de Soleira Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 71
Cruzamento Código da Estrada aprov. DL 114/94 alt. p/DL 2/98 71
Culturas Marinhas DL 383/98 71

Demolição de Edifícios DL 380/99, DL 555/99 71


Densidade ao Lote DGOTDU, 1996 72
Densidade Bruta DGOTDU, 1996 72

15
D-E
Densidade Habitacional Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 72
Densidade Líquida DGOTDU, 1996 72
Densidade Populacional Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 73
Depósito de Sucata DL 268/98 73
Depósitos Minerais DL 90/90 73
Desenvolvimento Sustentável Fontes Subscritas pela DGA, 1994 73
Desperdícios DL 488/85 74
Destaque DL 555/99 74
Detentor de Resíduos ver: Resíduos 74
Detritos DL 488/85 75
Direito à Informação DL 442/91 75
Direito de Preferência DL 380/99 75
Direito de Superfície DL 794/76 75
Dissonância ver: Intrusão Visual 76
Diversidade Biológica ver: biodiversidade 76
Domínio Hídrico DL 46/94 76
Domínio Hídrico Privado Código Civil 76
Domínio Privado do Estado Manual de Direito Administrativo 1983; Código Civil 77
Domínio Público Dicionário Jurídico. da Administração Pública, 1991 77
Domínio Público Hídrico DL 468/71, alterado p/ DL 89/87 77
Drenagem DGDRural,1999 78
Duna Litoral Anexo III do DL 93/90 78

Ecossistema ODUM, Fundamentos de Ecologia, 1988 78


Edificação DL 555/99 78
Edifício INE 79
Edifício de Acompanhamento IPPAR, 1999 79
Edifício Dissonante IPPAR, 1999 79
Efeito Ambiental Ministério do Ambiente, Prop. n/Reg. Aval. Impc. Ambiental, 1999 79
Eixo da Estrada DL 13/94 79
Eixo da Faixa de Rodagem Código da Estrada aprov. p/DL 114/94, Alte. p/DL 2/98 80
Embargo DL 555/99, DL 380/99 80
Empena DGOTDU, 1994 81
Empreendimentos Turísticos DL 167/97, Alterado p/DL 305/99 81
Enchalço RGEU 81

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E
Enquadramento dos Bens Culturais Lei 13/85 82
Entroncamento Código da Estrada anexo DL 2/98 82
Envolvente Diversas Fontes 82
Equipamento de Apoio a Albufeiras Instituto da Água, 1999 82
Equipamento de Utilização Colectiva Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 82
Equipamentos com Funções de Apoio de Praia Instituto da Água, 1999 83
Equipamentos de Praia Instituto da Água, 1999 83
Erosão DGDRural, 1999 83
Escarpa Anexo III do DL 93/90 83
Escavações Arqueológicas IPPAR, 1999 83
Espaço Agro-Florestal DGDRural, 1999 84
Espaço Florestal DL 204/94 84
Espaço Silvo Pastoril DGDRural, 1999 84
Espaço Verde e de Utilização Colectiva Lynch 1990 84
Espécies de Rápido Crescimento DL 175/88, Port. 513/89, DGF, 1999 84
Esquema de Desen. do Espaço Comunitário E.D.E.C Cons. Inf. Minist. O.T./U.E., Potsdam 1999 85
Estabelecimento de Comércio a Retalho DL 218/97 e DL 339/85 85
Estabelecimento de Comércio Misto DL 218/97 85
Estabelecimento de Comércio por Grosso DL 218/97 e DL 339/85 85
Estabelecimento industrial DL 109/91, Alterado p/DL 282/93 86
Estabelecimentos de Restauração e de Bebidas DL 168/97, Alterado p/DL 139/99 86
Estabelecimentos Hoteleiros DL 167/97, Alterado p/DL 305/99 86
Estação Central de Camionagem (E.C.C) DL 170/71, DL 171/72 86
Estacionamento de Apoio a Praias Instituto da Água, 1999 87
Estações de Transferência ver: Resíduos 88
Estações de Tiragem ver: Resíduos 88
Estalagens Dec.Reg. 36/97, Alterado p/Dec. Reg. 16/99 88
Estética das Edificações RGEU 88
Estradas Internacionais DL 13/71 89
Estradas Municipais (EM) DL 34 593/45 89
Estradas Nacionais (EN) DL 13/94, DL 222/98 89
Estradas Regionais (ER) DL 222/98 89
Estrutura Ecológica Os Planos d/Paisagem c/Inst. Sust. d/Paisagem, 1998 89
Estrutura Verde Os Planos d/Paisagem c/Inst. Sust. d/Paisagem, 1998 90
Estrutura Verde Urbana DGOTDU, 1994 90

17
E-F-G-H-I
Estuário Anexo III do DL 93/90 90
Estudo de Impacte Ambiental (EIA) Ministério do Ambiente, Prop. n/Reg. Aval. Impa. Ambiental, 1999 91
Estudo Prévio Instruç./Cálculo Honorários Ref. Proj. Ob. Públic. 1986 91
Exploração Agrícola INE, 1989 91
Exploração Agrícola Economicamente Viável Estratégias Produtivas e Rendimento Agrícola, 1991 91
Expropriação DL 380/99 92
Extracção de Inertes DL 46/94 92

Fachada DGOTDU, 1994 92


Faixa Costeira DL 302/90 93
Faixa de Rodagem Código da Est. Aprov. p/DL 114/94 Alt. p/DL 2/98 93
Faixa Non Altius Tollendi Dicionário Jurídico, Coimbra, 1992 93
Floresta ver: Espaço Florestal 93
Fogo INE 93
Forma de Implantação DGOTDU, 1994 94
Forma dos Regulamentos DGOTDU, 1999 94
Fuga Panorâmica DGOTDU, 1994 94
Fundo de Compensação DL 380/99 94
Fundo Municipal de Urbanização DL 794/76, Lei dos Solos 95

Gestão Ambiental Definição Subscrita D.G.Ambiente, 1995 95


Gestão de Resíduos ver: Resíduos 95
Gestão Urbana do Litoral Preâmbulo do DL 302/90 95
Graus de Protecção DGOTDU, 1994 96

Habitats Naturais DL 140/99 96


Hotéis Dec. Reg. 36/97, Alterado p/Dec. Reg. 16/99 96
Hotéis Apartamentos Dec.Re.8/89, c/a red.corr.p/D.R.36/97, Alt.p/D.R.16/99 97
Hotéis Rurais DL 169/97, alt. DL 305/99 e Dec.Reg. 36/97, alt. Dec. Reg.16/99 97

Imóvel de Interesse Público (IIP) Dec. 20.985/32 97


Impacte Ambiental Ministério do Ambiente, Prop. n/Reg. Aval. Impa. Ambiental, 1999 97
Inculto (espaço) Direcção Geral de Florestas, 1999 98
Indicador Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 98
Índice de Construção Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 98

18
I-J-L
Índice de Impermeabilização Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 98
Índice de Implantação Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 99
Índice de Ocupação ver: Índice de implantação 99
Índice de Utilização ver: Índice de construção 99
Índice de Utilização da Praia Resolução Conselho Ministros 123/98 99
Índice Médio de Utilização DL 380/99 99
Índice Volumétrico Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 100
Índices Urbanísticos Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 100
Inertes LNEC, 1962 100
Infra-estruturas DGOTDU, 1994 100
Infra-estruturas de Apoio aoTransporte DGTT/Risco, Proj.e Cons. Design, 1986 101
Infra-estruturas Viárias (T) Portaria 1182/92 101
Inquérito Público Código Processo Administrativo 101
Instalação de Incineração ver: resíduos 101
Instalações Piscatórias Instituto da Água, 1999 102
Instrumentos de Desenvolvimento Territorial Lei 48/98 102
Instrumento de Execução dos Planos DL 380/99 102
Instrumentos de Natureza Especial Lei 48/98 102
Instrumentos de Planeamento Territorial Lei 48/98 103
Instrumentos de Política Sectorial Lei 48/98, DL 380/99 103
Ínsua Anexo III do D.L. 93/90 103
Interface DGTT/Risco, Proj. Cons. Design, 1986 104
Intersecção de Nível JAE, Dec. Reg. 22-A/98 104
Intersecção Desnivelada Dec. Reg. 22-A/98 104
Intrusão Visual DGOTDU, 1994 104
Itinerários Complementares (IC) DL 222/98 105
Itinerários Principais (IP) DL 222/98 105

Jardim Histórico ICOMOS/FLA, Carta de Florença, 1981 105


Jardim Público ver: Espaços Verdes de Utiliz. Colect.,Estrutura Verde 105

Lagoas e Albufeiras Anexo III do DL 93/90 105


Lagunas Anexo III do DL 93/90 106
Largura do Mar Territorial Convenção Nações Unidas sobre Direito Mar, 1982 106
Lei dos Solos DL 794/76 106

19
L-M
Leito ou Alvéo DL 468/71, Anexo III do DL 93/90 106
Licença ou Concessão de Praia Balnear Instituto da Água, 1999, DL 46/94 107
Licença e Autorização Administrativas DL 555/99 107
Linha d/Máxima Baixa-Mar/Águas Vivas Equinociais RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linha d/Máxima Preia-Mar/Àguas Vivas. Equinociais RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linha de Média Preia Mar no Período.Balnear RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linhas de Base Rectas Convenção das Nações Unidas s/Direito do Mar, 1982 109
Livro de Obra DL 555/99 109
Logística DGTT, 1999 109
Logradouro Dicionário Jurídico, Coimbra 1992 110
Lota DL. 304/87 110
Lotação da Praia Instituto da Água, 1999 110
Lote DGOTDU, 1996 110
Loteamentos ver: Operações de Loteamento 110
Lugar INE 111

Mansarda RGEU, Port 398/72 e outras fontes 111


Manutenção de Construções de Apoio a Praia Instituto da Água, 1999 111
Mar Territorial Convenção das Nações Unidas s/Direito do Mar, 1998 111
Margens DL 468/71 112
Margem das Águas do Mar Instituto da Água, 1999 112
Marina CCR Algarve 1999 112
Massas Minerais DL 89/90, DL 90/90 113
Matas Nacionais Direcção Geral das Florestas, 1999 113
Matriz Predial DL 442-C/88 113
Medidas Preventivas DL 380/99 113
Meios Complementares de Alojamento Turístico DL 167/97, alterado pelo DL 305/99 114
Mobiliário Urbano DGOTDU, 1994 114
Modos Náuticos Instituto da Água, 1999 114
Montado de Sobro, de Azinho ou Misto DL 11/79 115
Monumento Lei 13/85 115
Monumento Nacional Convenção p/ Pat.Mundial, Cult. E Nat. Ratf. DL 49/79 115
Monumento Natural DL 19/93 116
Moradias Turísticas Dec.Reg.34/97, alterado pelo Dec. Reg. 14/99 116
Morfologia Urbana DGOTDU, 1994 116
Móteis Dec. Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 116

20
N-O-P
Navegação Costeira Instituto da Água, 1999 116
Navegação Local Instituto da Água, 1999 117
Nível de Serviço JAE, 1994 117
Nó de Ligação JAE, 1994 117
Nomenclatura das Unidades Territoriais (NUTS) DL 46/98 117
Núcleo de Pesca Local (NPL) RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 118
Núcleo de Recreio Naútico Instituto da Água, 1999 118
Número de Pisos Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 118

Obra DL 61/99 118


Obra de Arte LNEC, 1962 119
Obras de Alteração DL 555/99 119
Obras de Ampliação DL 555/99 119
Obras de Beneficiação IPPAR, 1999 119
Obras de Conservação DL 555/99 119
Obras de Consolidação IPPAR, 1999 120
Obras de Construção DL 555/99 120
Obras de Demolição DL 555/99 120
Obras de Fomento Hidroagrícola DL 269/82 120
Obras de Manutenção CCRNorte, 1998, IPPAR, 1999 120
Obras de Reabilitação IPPAR, 1999 121
Obras de Reconstrução DL 555/99 121
Obras de Recuperação IPPAR, 1999 121
Obras de Urbanização DL 555/99 121
Oleoduto INE 121
Operações de Loteamento DL 555/99 122
Operações Urbanísticas DL 555/99 122
Ordenamento Florestal Proposta de DL dos PROF, DG das Florestas, 1999 122
Ordenamento do Território Carta Europ. Do O.T. Conf. Europ. dos Ministros, 1984 122

Paisagem Lei 11/87 123


Paisagem Cultural UNESCO, Categoria do Património Mundial, 1992 123
Paisagem Protegida DL 19/93 123
Parâmetro Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 123
Parcela DGOTDU, 1999 124
Parcela Agrícola Reg. CEE nº 305/92 124

21
P
Parque de Estacionamento Código de Estrada anexo ao DL 2/98 124
Parque de Sucata DL 268/98 124
Parque Marinho DL 227/98 124
Parque Nacional DL 19/93 125
Parque Natural DL 19/93 125
Parque Urbano ver: estrutura verde, estrutura verde urbana 125
Parques de Campismo Públicos DL 167/97, alterado pelo DL 305/99 125
Parques de Campismo Rural DL 192/82 126
Participação MA., Prop. Novo Reg. Aval. Impacte Ambiental, 1999 126
Passagem Inferior JAE, 1994 126
Passagem Superior JAE, 1994 126
Passeio Código da Estrada aprov. p/ DL 114/94, alterado 2/98 126
Património Arqueológico ICOMOS Carta Int. para a Gestão Patr.Arqueol., 1990 126
Património Arquitectónico IPPAR, 1999 127
Património Cultural IPPAR, 1999 127
Património de Vizinhança IPPAR, 1999 127
Património Difuso ver: Património de vizinhança 127
Património Integrado IPPAR, 1999 127
Pavimento de uma Via de Comunicação LNEC, 1962 128
Pé-Direito RGEU 128
Pedreira DL 89/90 128
Pensões Dec.Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 129
Percurso Interpretativo Dec. Reg. 18/99 129
Perequação Petit Larousse 129
Periferia ver: Subúrbio 129
Perímetro ou Polígono Florestal Dec. 24/12 de 1901; Dec. 24/12 de 1903 129
Perímetro Urbano Lei 48/98, DL 380/99 129
Pista Especial Código da Estrada aprov. DL 114/94,alt. pelo DL 2/98 130
Planeamento Estratégico CCRLVT, 1999 130
Plano de Água Associado Instituto da Água, 1999 130
Plano de Água de Albufeiras Instituto da Água, 1999 131
Plano de Lavra DL 88/90 131
Plano de Ordenam. de Albufeiras de Águas Públicas Dec. Reg. 2/88; Dec. Reg. 37/91 131
Plano de Pormenor (PP) DL 380/99 131
Plano de Salvaguarda e Valorização Lei 13/85 132

22
P
Plano de Urbanização (PU) DL 380/99 133
Plano Director Municipal (PDM) DL 380/99 133
Plano Municipal Intervenção na Floresta (PMIF) DL 423/93 134
Planos de Alinhamento DL 13/94 135
Planos de Gestão Florestal (PGF) DL 205/99 135
Planos de Gestão de Resíduos ver: Resíduos 135
Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) DL 309/93 alterado pelo DL 218/94 135
Planos de Recursos Hídricos DL 45/94 136
Planos Especiais de Ord. do Território (PEOT) DL 380/99 136
Planos Intermunicipais de Ord. do Território (PIMOT) DL 380/99 137
Planos Municipais de Ord. do Território (PMOT) DL 380/99 137
Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) DL 204/99 138
Planos Regionais de Ordenam. do Território (PROT) DL 380/99 138
Planos Sectoriais DL 380/99 140
Planta Parcelar Instituto de Estradas de Portugal, 1999 140
Plataforma Continental CNU sobre o Direito do Mar, 1982 140
Plataforma da Estrada DL 13/94 141
Plataforma Intermodal DGTT, 1999 141
Plataforma Logística DGTT, 1999 141
Plataforma Multimodal DGTT, 1999 141
Polígono de Base Dec. Reg 63/91 141
Ponto Focal DGOTDU/UTL,1998 142
População Isolada INE 142
População Presente INE 142
População Residente INE 142
Porto Comercial Instituto da Água, 1999 142
Porto de Pesca Instituto da Água, 1999 143
Porto de Recreio Instituto da Água, 1999 143
Pousadas Dec.Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 143
Povoamentos Florestais Direcção-Geral das Florestas, 1999 143
Povoamentos Mistos Direcção-Geral das Florestas, 1999 143
Povoamentos Puros ou Extremes Direcção-Geral das Florestas, 1999 144
Praia Anexo III do DL 93/90 144
Praia Fluvial Instituto da Água, 1999 144
Praia Marítima Anexo I do DL 309/93 144

23
P-Q-R
Prédio DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica, DL 172/95 147
Prédio Misto DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 147
Prédio Rústico DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 147
Prédio Urbano DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 148
Procedimento Administrativo DL 442/91 149
Processo Administrativo DL 442/91 149
Produtor de Resíduos ver: Resíduos 149
Profundidade Máxima da Construção Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 149
Programa Base Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 149
Programa Nac. d/ Política d/Ord. Território (PNPOT) Lei 48/98, DL 380/99 150
Programas de Acção Territorial Lei 48/98, DL 380/99 150
Programa Preliminar Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 151
Projecto Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 151
Prospecções Arqueológicas MC, Projecto de Lei do Património Cultural, 1999 151
Protecção de Recursos Hidrominerais DL 90/90 152

Qualidade de Vida Lei 11/87 152


Qualidade do Ambiente Lei 11/87 152
Quarteirão DGOTDU, 1994 152

Radial LNEC, 1962 153


Reabilitação Urbana DGOTDU, 1994 e outras fontes 153
Reanimação / Revitalização Urbana DGOTDU, 1994 e outras fontes 153
Recuperação Paisagística DGOTDU, 1999 154
Recuperação Urbana DGOTDU, 1994 e outras fontes 154
Recursos Geotérmicos DL 90/90 154
Recursos Hidrominerais DL 90/90 154
Recursos Silvestres Lei 33/96 155
Rede Divisional Direcção-Geral de Florestas, 1999 155
Rede Nacional Complementar DL 222/98 155
Rede Nacional de Auto-Estradas DL 222/98 155
Rede Nacional Fundamental DL 222/98 156
Rede Natura 2000 Directiva 92/43/CEE do Conselho, 1992 156
Rede Rodoviária Nacional DL 222/98 157
Redes de Infra-estruturas DGOTDU/UTL, 1995 157

24
R-S
Reestruturação DGOTDU, 1994 157
Reestruturação da Propriedade DL 380/99 157
Regadio DGDRural, 1999 157
Regime Florestal Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regime Florestal Total e Parcial Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regime Parcial de Simples Polícia Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regulamento DGOTDU, 1999 158
Regulamento da Navegação em Albufeiras Port. 783/98 159
Relocalização de Construção de Apoio e Equi./Praias Instituto da Água, 1999 159
Renovação Urbana DGOTDU, 1994 e outras fonte 159
Reparcelamento do Solo Urbano DL 380/99 159
Reposição Dunar Instituto da Água, 1999 160
Reserva Agrícola Nacional (RAN) DL 196/89, Alterado p/DL 274/92 160
Reserva Ecológica Nacional (REN) DL 93/90, Alterado p/DL 316/90, DL 213/92, e DL79/95 161
Reserva Integral DL 19/93 162
Reserva Marinha DL 19/93, Alterado pelo DL 227/98 163
Reserva Natural DL 19/93 163
Resíduos DL 239/97, DGA, 1999 163
Resíduos Hospitalares ver: resíduos 165
Resíduos Industriais ver: resíduos 165
Resíduos Perigosos ver: resíduos 165
Resíduos Urbanos ver: resíduos 165
Restauro DGOTDU,1994 e outras fontes 166
Restinga Anexo III do DL 93/90 166
Restrições de Utilidade Pública DL 555/99 166
Reutilização de Resíduos ver: resíduos 166
Revestimento Dunar Instituto da Água, 1999 167
Revestimento Vegetal DL 139/89 167
Rotunda Código da Estrada, DL 27/98 167
Ruído DL 251/87, Regulamento Geral sobre Ruído 167

Salvaguarda Activa Conselho da Europa e UNESCO 167


Sapal Anexo III do DL 93/90 168
Separador JAE, 1994 168
Sequeiro DGDRural, 1999 168

25
S-T
Servidão Dicionário Jurídico, Coimbra, 1992 168
Servidão Admnistrativa Príncipios Fund. Dir. Administ., Rio de Janeiro 1977 168
Sistema Autonómo de Esgotos Instituto da Água, 1999 169
Sistema de Compensação DL 380/99 169
Sistema de Cooperação DL 380/99 169
Sistema de Gestão Territorial Lei 48/98 170
Sistema de Imposição Administrativa DL 380/99 170
Sistema de Produção Agrícola DGDRural, 1999 170
Sistema Simplificado de Abastecimento de Água Instituto da Água, 1999 171
Sistemas de Execução DL 380/99 171
Sítio Lei 13/85, DL 140/99 171
Sítio da Rede Natura DL 69/00 172
Sítio de Importância Comunitária DL 140/99 172
Sítio de Interesse Biológico DL 19/93 172
Soleira RGEU 172
Solo Rural Lei 48/98, DL 380/99 172
Solo Urbano Lei 48/98, DL 380/99 173
Subprodutos DL 488/85 173
Substâncias Perigosas DL 204/93 174
Subúrbio Diversas Fontes 174
Superfície Bruta DGOT/UTL,1990 174
Superfície do Lote ver: Área do Lote 175
Superfície do Terreno DGOT/UTL, 1990 175
Superfície Líquida DGOTDU, 1996 175
Superfície Total da Exploração INE, 1989 175

Terciarização DGOTDU, 1994 176


Tipologia DGOTDU, 1994 176
Tipologia de Áreas Urbanas para Fins Estatísticos INE/DGOTDU, 1998 176
Tombolo Anexo III do DL 93/90 177
Trabalhos Arqueológicos DL 270/99, MC Prop. Lei do Património Cultural, 1999 177
Trabalhos de Remodelação dos Terrenos DL 555/99 177
Transporte Combinado CEMT, 1999 177
Transporte Intermodal CEMT, 1999 178
Transporte Multimodal CEMT, 1999 178

26
T-U-V-Z
Tratamento de Resíduos ver: Resíduos 178
Turismo de Natureza DL 47/99 178
Turismo do Espaço Rural DL 169/97 179

Unidade Balnear Instituto da Água, 1999 180


Unidade Comercial de Dimensão Relevante (UCDR) DL 218/97 180
Unidade de Dimensão Europeia Decisão 857377/CEE 180
Unidade de Execução DL 380/99 181
Unidade de Transformação Primária CCR Alentejo, 1999 181
Unidade de Transformação Secundária CCR Alentejo, 1999 181
Unidade Mínima de Cultura DGDRural, 1999 181
Unidade Operativa de Planeamento Gestão (UOPG) Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 181
Unidades de Alojamento Turístico Dec. Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 182
Uso Balnear RCM 123/98 182
Uso Dominante do Solo ver: Classes de Espaços 182

Valor Concelhio (VC) Lei 2032, 194 182


Valorização de Resíduos ver: Resíduos 183
Via de Abrandamento Código da Estrada, DL 2/98 183
Via de Aceleração Código da Estrada, DL 2/98 183
Via de Sentido Reversível Código da Estrada, DL 2/98 183
Via de Trânsito Código da Estrada, DL 2/98 183
Via Pública Código da Estrada, DL 2/98 183
Visão Serial DGOTDU, 1994 184
Volumetria ou Cércea Volumétrica DGOT/UTL, 1990 184

Zona Adjacente DL 468/71 184


Zona Adjacente a Curso de Água ver: Zona Ameaçada pelas Cheias 184
Zona Ameaçada pelas Cheias DL 468/71, alterado p/DL 89/87,Anexo III do DL 93/90 184
Zona da Estrada DL 13/94 185
Zona de Caça Associativa Lei 30/86 185
Zona de Caça Nacional Lei 30/86 185
Zona de Caça Social Lei 30/86 185
Zona de Caça Turística Lei 30/86 186
Zona de Defesa e Controle Urbanos DL 794/76 186

27
Z
Zona de Protecção de Albufeira Dec. Reg. 2/88 186
Zona de Protecção Especial (ZPE) DL 140/99 186
Zona de Protecção Tipo (ZP) Lei 13/85 186
Zona Diferenciada do Aglomerado Urbano DL 794/76 187
Zona Dunar Instituto da Água, 1999 187
Zona Especial de Conservação (ZEC) DL 140/99 187
Zona Especial de Protecção (ZEP) Lei 13/85 187
Zona Non Aedificandi Legislação Diversa 188
Zona Reservada de Albufeiras Dec. Reg. 2/88 188
Zona Suburbana ver: Aglo/urbano, arredores, envolvente, periferias,sub. 188
Zona Terciária DGOTDU, 1994 188
Zonamento DGOTDU, 1994 188
Zonas de Potencial de Desenv. Turístico (ZPDT) Dec. Reg. 28/98 189
Zonas Húmidas ICN 189

ABREVIATURAS E SIGLAS

CCR - Comissão de Coordenação Regional


CEMT - Conferência Europeia dos Ministros dos Transportes
CNU - Convenção das Nações Unidas
Dec - Decreto
Dec Reg - Decreto Regulamentar
DGA - Direcção-Geral do Ambiente
DGDR - Direcção-Geral do Desenvolvimento Rural
DGF - Direcção-Geral das Florestas
DGOTDU - Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano
DGT - Direcção-Geral do Turismo
DGTT - Direcção-Geral de Transportes Terrestres
DL - Decreto-Lei
ICN - Instituto da Conservação da Natureza
ICOMOS - International Council on Monuments and Sites
INE - Instituto Nacional de Estatítisca
IPPAR - Instituto Português do Património Arquitectónico
JAE - Junta Autónoma de Estradas
LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil
MC - Ministério da Cultura
PROJ. REG. - Projecto de Regulamento
RCM - Resolução do Conselho de Ministros
RGEU - Regulamento Geral das Edificações Urbanas
UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
UTL - Universidade Técnica de Lisboa

28
VOCABULÁRIO

29
A
ABRIGO PORTUÁRIO PARCIAL

■ Bacia portuária que permite que as embarcações para as quais está dimensionada operem, mas
não oferece condições de segurança para que se mantenham em flutuação em permanência.

(Instituto da Água, 1999)

ABRIGO PORTUÁRIO TOTAL

■ Bacia portuária que permite que as embarcações para as quais está dimensionada se mantenham
em flutuação em permanência.

(Instituto da Água, 1999)

ACEIROS E ARRIFES

■ Conjunto de faixas mantidas propositadamente desarborizadas (ou com densidade arbórea muito
baixa), com pelo menos 5 metros de largura, com vista à compartimentação da superfície flores-
tal, para efeitos de gestão ou de defesa contra incêndios.

(Direcção-Geral das Florestas, 1999)


ver: rede divisional

ACESSIBILIDADE

■ Possibilidade de acesso a um lugar, ou conjunto de lugares. Caracteriza o nível de oferta em rela-


ção às infra-estruturas e serviços de transporte, constituindo importante factor na estruturação do
espaço, na ponderação da localização das actividades, e na valorização da propriedade fundiária.

A função acessibilidade está associada à cobertura do território pela rede viária e é tanto maior quan-
to maior for a permeabilidade do espaço à rede de infra-estruturas rodoviárias, particularmente, às
de nível hierárquico mais baixo (estradas municipais, estradas colectoras, de serventia, etc.).
Por outro lado, a qualidade e quantidade dos meios de transporte e as características das vias de
comunicação constituem factores condicionantes da acessibilidade. O conceito de acessibilidade
é fundamental particularmente no estudo e planeamento de novas periferias urbanas ainda não
servidas por uma rede conveniente de transportes.
Nos estudos de transportes a acessibilidade deverá constituir o indicador principal da qualidade
do serviço da rede.

Em termos de oferta, a acessibilidade a um determinado lugar pode ser definida pela proximida-
de dos pontos de paragem de transportes colectivos, pela sua frequência, pela duração e qualida-
de dos trajectos, ou pelo leque de destinos possíveis.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

31
A
ACESSO ÀS PRAIAS

■ Para efeito do ordenamento os acessos às praias classificam-se em:

● Acesso Pedonal Em Estrutura Ligeira


Acesso de construção pré-fabricada, ou em materiais como a madeira ou o ferro, cujos compo-
nentes permitem a sua fácil desmontagem ou remoção.

● Acesso Pedonal Em Estrutura Pesada


Acesso construído com materiais perenes, como a pedra, o betão, ou alvenarias, visando a sua
permanência por um período de tempo prolongado.

● Acesso Pedonal Consolidado


Espaço delimitado e consolidado com recurso a elementos naturais ou obstáculos adequados à
minimização dos impactos sobre o meio, que permite o acesso dos utentes ao areal em condi-
ções de segurança e conforto de utilização, podendo ser constituído por caminhos regulariza-
dos, rampas e escadas em madeira (passadiços sobrelevados e não sobrelevados);

● Acesso Pedonal Não Consolidado


Espaço delimitado, recorrendo a elementos naturais ou obstáculos adequados à minimização dos
impactos sobre o meio, que permite o acesso dos utentes ao areal em condições de segurança de
utilização e não é constituído por elementos ou estruturas permanentes, nem pavimentado.

● Acesso Pedonal Construído


Espaço delimitado e construído que permite o acesso dos utentes ao areal em condições de
segurança e conforto de utilização; o acesso pedonal construído pode incluir caminhos pavi-
mentados, escadas, rampas ou passadeiras.

● Acesso Viário Regularizado


Acesso devidamente delimitado, regularizado, com revestimento permeável ou semi-permeável
e com sistema de drenagem de águas pluviais.

● Acesso Viário Não Regularizado


Acesso delimitado com recurso a elementos naturais ou outros obstáculos adequados à mini-
mização dos impactos sobre o meio.

● Acesso Viário Pavimentado


Acesso delimitado, com drenagem de águas pluviais e com revestimento estável e resistente às
cargas e aos agentes atmosféricos.

(Instituto da Água, Resolução de Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)


ver: praia

ACIDENTE INDUSTRIAL GRAVE

■ Qualquer acontecimento tal como uma emissão de substâncias, um incêndio, ou uma explosão,

32
A
de carácter grave relacionado com uma ocorrência incontrolada numa actividade, que provoque
perigo grave, imediato, ou diferido, para o homem, no interior ou no exterior dos estabelecimen-
tos, ou para o ambiente, e que envolva ou possa envolver uma ou mais substâncias ou prepara-
ções perigosas.

(DL 204/93, de 3 de Junho)


ver: actividade industrial

ACTIVIDADE INDUSTRIAL

■ Operação efectuada nos estabelecimentos industriais (definidos no anexo I do D.L. 204/93, de 3 de


Junho), que utilize ou possa utilizar uma ou mais substâncias ou preparações perigosas susceptí-
veis de apresentarem riscos de acidentes industriais graves e o transporte efectuado, por razões
internas, no interior dos referidos estabelecimentos e toda a armazenagem associada a esta ope-
ração no interior do estabelecimento.

(DL 204/93, de 3 de Junho)


ver: acidente industrial grave

ACTIVIDADES DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA

■ Os estabelecimentos, as iniciativas, os projectos e outras actividades de índole económica, cultu-


ral, ambiental e de animação, que pela sua localização, características do serviço prestado e das
suas instalações constituam um relevante apoio ao turismo ou motivo de atracção turística das
zonas em que se encontram e sejam declarados pela DGT de interesse para o turismo.

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto)

ACTO ADMINISTRATIVO

■ Consideram-se actos admnistrativos as decisões dos orgãos da Administração que, ao abrigo de


normas de direito público, visem produzir efeitos jurídicos numa situação individual e concreta.

(DL 442/91, de 15 de Novembro - Código do Procedimento Administrativo)


ver: procedimento administrativo, processo administrativo

ACTO TÁCITO

■ Acto tácito é aquele que não é expresso, subentendendo-se no entanto o seu sentido. No campo
do urbanismo e da gestão do território corresponde a um acto por omissão, por ausência de deli-
beração ou decisão da Administração, e que pode assumir o sentido de aprovação (por deferimen-
to tácito) ou de reprovação (por indeferimento tácito).

33
A
Assim por ex., no Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (DL 555/99), considera-se
motivo de:

● Deferimento tácito (aprovação) a falta de deliberação sobre acto praticado no âmbito do pro-
cedimento de autorização, decorridos os prazos fixados, considera-se tacitamente deferida a
pretensão formulada.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro )

● Indeferimento tácito (não aprovação) a falta, no prazo fixado para a sua emissão, de decisão final
sobre pretensão dirigida a orgão administrativo competente confere ao interessado, salvo dis-
posição em contrário, a faculdade de presumir indeferida essa pretensão para poder exercer o
respectivo meio legal de impugnação.

(DL 442/91, de 15 de Novembro - Código do Procedimento Administrativo)

ADJUDICAÇÃO

■ Acto administrativo pelo qual a autoridade competente escolhe, de entre as várias propostas
admitidas ao concurso, aquela que é preferida para a celebração do contrato.

(Princípios Fundamentais do Direito Administrativo, Marcelo Caetano, 1977)

AEROPORTO

■ Qualquer área disponível para aterragem e descolagem de operações comerciais de transporte aéreo.

(INE)

AEROPORTO INTERNACIONAL

■ Aeroporto aberto ao tráfego comercial internacional.

(INE)
ver: aeroporto

AGLOMERADO POPULACIONAL

■ O mesmo que lugar.


ver: lugar

34
A
AGLOMERADO URBANO

■ Considera-se aglomerado urbano:

O núcleo de edificações autorizadas e respectiva área envolvente, possuindo vias públicas pavi-
mentadas e que seja servido por rede de abastecimento domiciliário de água e drenagem de esgo-
to, sendo o seu perímetro definido pelos pontos distanciados 50 metros das vias públicas onde
terminam aquelas infra-estruturas urbanísticas (DL 794/76).

Para efeitos fiscais, além dos situados dentro do perímetro legalmente fixado, consideram-se tam-
bém os núcleos com um mínimo de 10 fogos servidos por arruamentos de utilização pública,
sendo o seu perímetro delimitado por pontos distanciados 50 metros dos eixos dos arruamentos
medidos no sentido transversal, e 20 metros da última edificação no sentido dos arruamentos.
(DL 442-C/88, Contrib. Autárquica).

(DL 794/76, de 5 de Novembro; DL 442-C/88, de 30 de Novembro)


ver: aglomerado populacional, lugar, zona diferenciada do aglomerado urbano

AGRICULTOR A TEMPO PARCIAL

■ A pessoa singular que, não exercendo a actividade agrícola a título principal, ou obtenha pelo
menos, 50% do seu rendimento global de actividades exercidas na exploração de natureza agrí-
cola, florestal, turística ou artesanal ou de actividades de preservação do espaço natural que bene-
ficiem de ajudas públicas, não podendo, contudo, a parte proveniente da actividade agrícola na
exploração ser inferior a 25% do rendimento global do empresário, nem o tempo de trabalho por
ele consagrado às actividades exteriores à exploração ultrapassar metade do seu tempo total de
trabalho.

(Port. 195/98, de 24 de Março)


ver: agricultor a título principal

AGRICULTOR A TÍTULO PRINCIPAL

■ A pessoa singular cujo rendimento proveniente da exploração agrícola é igual ou superior a 50%
do seu rendimento global e que dedica mais de 50% do seu tempo total de trabalho à mesma
exploração.

(Port. 195/98, de 24 de Março)

ÁGUA

■ Podem ser definidas, em função dos seus usos principais, as seguintes categorias de águas:

35
A
● Água para consumo humano:
Águas doces superficiais destinadas à produção de água para consumo humano.
Águas doces subterrâneas destinadas à produção de água para consumo humano.
Água de abastecimento para consumo humano.

● Águas para suporte de vida aquícola:


Águas doces superficiais para fins aquícolas (águas piscícolas).
Águas do litoral e salobras para fins aquícolas (águas conquícolas).
Águas doces e salobras de bacias naturais ou artificiais utilizadas para criação de espécies aquícolas.

● Águas para rega:


Águas para rega de culturas hortícolas que possam ser ingeridas cruas, e frutas que se desenvol-
vam junto ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de casca.
Águas para rega de culturas arbustivas, cerealíferas e forrageiras.

● Águas para utilização recreativa:


Águas para utilização recreativa com contacto directo.
Águas para utilização recreativa com contacto indirecto.

● Águas doces superficiais sem utilização especificada (qualidade mínima).

● Águas de transporte e descarga de resíduos (águas residuais).

E ainda:

● Águas minerais naturais, medicinais e de mesa.

● Águas utilizadas no reabastecimento de lençóis freáticos.

● Águas residuais contendo substâncias radioactivas.

● Águas para consumo industrial.

● Águas de piscinas.

(DL 74/90, de 7 de Março )


ver: água mineral natural

ÁGUA MINERAL NATURAL

■ Água considerada bacteriologicamente própria, de circulação profunda, com particularidades físi-


co-quimicas estáveis na origem dentro da gama de flutuações naturais, de que resultam proprie-
dades terapêuticas ou simplesmente efeitos favoráveis à saúde.

(DL 90/90, de 16 de Março)

36
A
ÁGUAS DE NASCENTE

■ Águas subterrâneas naturais que não se integram no conceito de recursos hidrominerais, desde
que na origem se conservem próprias para beber.

(DL 90/90, de 16 de Março)


ver: recursos hidrominerais

ÁGUAS FURTADAS

■ Modo tradicional de aproveitamento da área de sotão para habitação, também por vezes designa-
das janelas de trapeira.
Esta solução consiste no levantamento a meio de uma das águas principais do telhado de uma
janela vertical e respectivo aro, paralela e geralmente um pouco recuada em relação ao plano da
fachada, coberta por um pequeno telhado de duas águas, ou um meio cilindro, com a cumeada
ou o eixo perpendiculares à orientação do telhado principal, e rematado aos lados por dois peque-
nos panos de parede triangulares e verticais.
Uma variante deste tipo, é o designado por chien-assis, caracterizado pelas paredes laterais não
serem verticais mas oblíquas, e a cobertura da janela ser constituída por uma única água com a
mesma orientação mas inclinação diferente da do telhado principal.

(RGEU)
ver: mansarda, pé-direito

ÁGUAS INTERIORES

■ Fazem parte das águas interiores do Estado, as águas situadas no interior da linha de base do mar
territorial, exceptuando o disposto na Parte IV da Convenção relativa a Estados arquipélagos.

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982)


ver: largura do mar territorial, linha de base rectas

ÁGUAS INTERIORES NÃO OCEÂNICAS

■ As águas interiores não oceânicas sob jurisdição da autoridade marítima, abreviadamente desig-
nadas por águas interiores não oceânicas - os rios, estuários, rias, lagoas, portos artificiais, docas
e outras águas para dentro das respectivas linhas de fecho naturais e que estão incluídas na área
de jurisdição das capitanias do porto, com excepção dos troços internacionais.

(Decreto Regulamentar nº 43/87, de 17 de Julho)


ver: porto artificial

37
A
ÁGUAS OCEÂNICAS

■ As águas marítimas que se situam por fora da linha da costa e das linhas de fecho naturais das
embocaduras dos rios, rias, lagoas, portos artificiais e docas.

(Dec. Reg. 43/87, de 17 de Julho)

ALAMEDA

■ Via de circulação com arborização central ou lateral.

Elemento estruturante da perspectivação e profundidade do espaço, foi a alameda popularizada


a partir do séc. XVII, em França, pela interpretação de Le Nôtre sobre o modelo de jardim à ita-
liana, simetricamente composto em torno de um eixo central dominante.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: espaço verde e de utilização colectiva, estrutura verde, jardim público

ALBUFEIRA
ver: lagoas e albufeiras

ALBUFEIRA DE ÁGUAS PÚBLICAS

■ As albufeiras de águas resultam da execução de planos de aproveitamentos hidraúlicos, quer


hidroagrícolas, quer hidroeléctricos.

As albufeiras de águas públicas de serviço público classificam-se em protegidas, condicionadas e


de utilização livre, nos termos da legislação em vigor.

As albufeiras são consideradas para efeito de demarcação da REN, bem como uma faixa de pro-
tecção de largura variável, delimitada a partir do Nível de Pleno Armazenamento.

(Instituto da Água, 1999)


ver: reserva ecológica nacional

ALDEAMENTO TURÍSTICO

■ Estabelecimento hoteleiro constituído por um conjunto de instalações interdependentes e contí-


guas, objecto de exploração turística integrada.

38
A
Constitui assim um conjunto urbanístico sem soluções de continuidade, devidamente delimita-
do por meios naturais ou artificiais, devendo apresentar soluções arquitectónicas e de implanta-
ção bem integradas no meio natural.

Os edifícios não devem exceder o nível de dois pisos acima do solo, e a relação entre a área urba-
nizada e a capacidade do estabelecimento deverá situar-se entre os 110 a 150 m2 / pessoa.

(Dec. Reg.34/97, 17 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 14/99, de 14 de Agosto)

ALDEIA HISTÓRICA
ver: conjunto histórico ou tradicional

ALINHAMENTO

■ Linha que em planta separa uma via pública dos edifícios existentes ou previstos ou dos terrenos
contíguos, e que é definida pela intersecção dos planos verticais das fachadas, muros ou vedações,
com o plano horizontal dos arruamentos adjacentes.

As disposições e prescrições sobre alinhamentos constituiram em quase todas as épocas e civiliza-


ções, designadamente na Europa medieval, uma das primeiras formas de regulamentação urbana.

Ao nível da legislação aplicável os alinhamentos são definidos nos PP, devendo ter em conta as
disposições do RGEU e dos PU vigentes, bem assim as necessidades de circulação e estaciona-
mento, arborização, insolação, e as características da morfologia urbana em que se inserem.

(diversas fontes nomeadamente: Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do artigo 155º do DL


380/99, de 22 de Setembro; Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, P. Merlin, F. Choay, PUF,
Paris 1988)

ALOJAMENTO

■ Ao nível de conceito operacional para fins de Recenseamento, alojamento deve entender-se como
o local distinto e independente que, pelo modo como foi construído, reconstruído, ampliado ou
transformado, se destina à habitação humana e no momento censitário não está a ser utilizado
totalmente para outros fins; ou qualquer outro local que, no momento censitário, estivesse a ser
utilizado como residência de pessoas.

Por distinto e independente entende-se o seguinte:

● Distinto significa que é cercado por paredes de tipo clássico ou de outro tipo, que é coberto e
permite que um indivíduo ou grupo de indivíduos possa dormir, preparar refeições e abrigar-
se das intempéries, separado de outros membros da colectividade.

39
A
● Independente significa que os seus ocupantes não têm que atravessar outras unidades de aloja-
mento para entrar ou sair da unidade de alojamento onde habitam.

(INE)

■ Numa perspectiva de análise do povoamento e da habitação pode considerar-se alojamento como


o local ou conjunto de locais formando um todo destinado a habitação, onde habitem simultâ-
neamente várias pessoas tendo ou não laços de parentesco entre elas. Consideram-se assim os
casos de alojamento unifamiliar (uma única família), plurifamiliar (vários núcleos familiares) ou
coabitação (ocupação do mesmo alojamento por várias indivíduos isolados).

O alojamento pode caracterizar-se pela sua tipologia (casa individual, apartamento em edifício,
etc.), pelo seu dimensionamento (área, número de divisões), pela sua idade e estado de conserva-
ção, pelos seus elementos de conforto (água, instalações sanitárias, electricidade, aquecimento) e
pela sua taxa de ocupação.

Pode-se também distinguir o modo de agrupamento dos alojamentos, a sua densidade, o estatu-
to da sua ocupação (propriedade do ocupante, aluguer, utilização graciosa), o seu modo de finan-
ciamento, etc.

(Diversas fontes nomeadamente: P. Merlin, F. Choay, Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement,


PUF, Paris 1988)

ALTURA DA ARRIBA

■ Dimensão correspondente à diferença de cota entre a linha de encontro do areal ou do leito do


mar com a arriba e a linha de crista; a altura da arriba pode ser definida pontualmente ou por tro-
ços onde não se verifiquem diferenças superiores a 10% do valor médio.

(Instituto da Água, 1999)

ALTURA DA FACHADA

■ Dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto de cota média do terreno, no alinha-
mento da fachada, até à linha superior do beirado ou platibanda. Deve entender-se por cota média
do terreno marginal à fachada, o ponto médio da linha de intersecção entre o plano da fachada e
o plano onde assenta a edificação ou que contém os pontos de cota máxima e mínima de assen-
tamento da fachada. Em solo rural a altura da fachada admissível em edificações para fins habi-
tacionais não deve ultrapassar a equivalente a dois pisos.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: cércea, altura da construção

40
A
ALTURA MÍNIMA ENTRE PISOS

■ A altura entre pisos é igual à soma do pé-direito mais a espessura da laje de um piso.

A altura mínima entre pisos permitida pelo RGEU em edifícios para habitação não pode ser infe-
rior a 2.70 m, nem poderá o pé-direito livre respectivo ser inferior a 2.40 m, com excepção de ves-
tíbulos, corredores e arrecadações em que poderá descer a 2.20 m.

(RGEU, do DL 650/75 de 18 de Novembro )


ver: pé-direito

ALTURA TOTAL DA CONSTRUÇÃO

■ Dimensão vertical máxima da construção medida a partir da cota média do plano base de implan-
tação até ao ponto mais alto da construção incluindo a cobertura mas excluindo acessórios, cha-
minés e elementos decorativos.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: cércea

ALVARÁ DE LICENÇA OU AUTORIZAÇÃO

■ O licenciamento ou autorização das operações urbanísticas é titulado por alvará.


A emissão do alvará é condição de eficácia da licença ou autorização, e depende do pagamento das
taxas devidas pelo requerente.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)


ver: licenças e autorizações administrativas

AMBIENTE

■ Conjunto dos sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações, e dos factores económicos,
sociais e culturais com efeito directo ou indirecto, mediato ou imediato, sobre os seres vivos e a
qualidade de vida do homem.

(Lei 11/87, de 7 de Abril)


ver: qualidade do ambiente, qualidade de vida

41
A
ANCORADOURO DE ALBUFEIRA

■ Estrutura de apoio à utilização de embarcações na albufeira que poderá incluir local para manu-
tenção e oficina, posto de combustível, posto de socorros e vigilância / comunicação, rampa de
acesso e instalação de abrigo de barras em terra.

Consoante os serviços prestados estas estruturas poderão ser hierarquizadas em diferentes níveis
(1, 2 e 3) correspondendo o nível mais elevado a uma estrutura simples de acostagem.

(Instituto da Água, 1999)

ANDAR RECUADO

■ Recuo do espaço coberto de um piso ou andar (geralmente o último) de um edifício, relativamen-


te ao plano de fachada, pode ser consequência da determinação da sua altura por aplicação da
regra da cércea.

(RGEU)
ver: altura mínima entre pisos, área bruta do fogo, fachada

ANEXO

■ Construção destinada a uso complementar da construção principal, como por ex. garagens, arru-
mos, etc.

(Enciclopédia Luso-Brasileira)

ANTE-PRAIA

■ Zona terrestre, correspondendo a uma faixa de largura variável, definida, conforme os casos a par-
tir de:

● Limite interior do areal


● Base das arribas se estas tiverem altura inferior a 4 metros
● Crista das arribas se estas tiverem altura superior a 4 metros

Nas praias ou troços de praias confinantes com áreas urbanas ou urbanizáveis, o limite é o esta-
belecido, em planos ractificados, pelo limite das áreas urbanas ou urbanizáveis.

(Instituto da Água, 1998)

42
A
ANTEPROJECTO

■ Também denominado projecto base é o desenvolvimento, pelo autor do projecto, do estudo pré-
vio aprovado pelo dono da obra, destinado a esclarecer os aspectos da solução proposta que pos-
sam dar lugar a dúvidas, a apresentar com maior grau de pormenor alternativas de soluções difí-
ceis de definir no estudo prévio e, de um modo geral, a assentar em definitivo as bases a que deve
obedecer a continuação do estudo sob a forma de projecto de execução.

Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a ela-
boração do projecto.

Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.

(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: estudo prévio, programa base, programa preliminar , projecto

APARTAMENTOS TURÍSTICOS

■ Meios complementares de alojamento turístico constituídos por fracções de edifícios independen-


tes, mobiladas e equipadas, que se destinem habitualmente a proporcionar, mediante remunera-
ção, alojamento a turistas.

(Dec. Reg.34/97, 17 de Setembro, alterado pelo Dec.Reg. 14/99, de 14 de Agosto)

APOIO BALNEAR

■ Conjunto de instalações, no areal, amovíveis, destinadas a proporcionar maior conforto de utili-


zação da Praia, nomeadamente, barracas e toldos para banhos, chapéus de sol e passadeiras para
peões e arrecadação de material podendo, complementarmente associar venda de gelados e ali-
mentos embalados pré-confeccionados.

(Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

APOIO BALNEAR DE ALBUFEIRAS

■ Núcleo básico de funções e serviços infraestruturado, que integra vestiários, balneários e sanitá-
rios (com acesso independente e exterior), podendo assegurar as funções de apoio ao uso balnear
nomeadamente assistência a banhistas.

(Instituto da Água, 1999)

43
A
APOIO DE PRAIA

■ Para efeitos do ordenamento das praias marítimas os apoios de praia classificam-se em:

● Apoio de Praia Completo Tipo I


Núcleo básico de funções e serviços infra-estruturado, que integra, para além dos serviços exi-
gidos ao apoio de praia mínimo, instalações sanitárias, balneários e vestiários com acesso inde-
pendente e exterior, poderá ainda assegurar funções e serviços comerciais semelhantes aos pre-
vistos para o apoio de praia mínimo.

● Apoio de Praia Completo - Tipo II


Núcleo de funções e serviços infra-estruturados que integra vestiários, balneários, instalações
sanitárias, posto de socorros, comunicações de emergência, informação, assistência e salvamen-
to a banhistas, limpeza de praia e recolha de lixo;
Complementarmente pode assegurar outras funções e serviços, nomeadamente comerciais, à
excepção de restaurantes e outros estabelecimentos similares dos hoteleiros.

● Apoio de Praia Mínimo


Núcleo básico de funções e serviços, não infra-estruturado, no que respeita às redes de águas e
esgotos, que integra posto de socorros, comunicações de emergância, informação, vigilância e
assistência a banhistas, recolha de lixo e pequeno armazém para o material de praia; poderá
eventualmente assegurar outras funções e serviços, nomeadamente comerciais (tais como de
comércio de gelados, de refrigerantes e de alimentos pré-confeccionados, etc.).

● Apoio de Praia Simples


Núcleo básico de funções e serviços infra-estruturado, que integra, além dos serviços exigidos
ao apoio mínimo, instalações sanitárias com acesso independente e exterior; poderá de igual
forma assegurar funções e serviços comerciais semelhantes aos previstos para o apoio de praia
mínimo.

● Apoio de Praia Recreativo


Conjunto de instalações amovíveis destinadas à prática desportiva e lúdica dos utentes da praia,
incluindo, nomeadamente pranchas flutuadoras, instalações para desportos náuticos e diversões
aquáticas, para pequenos jogos ao ar livre e recreio infantil;

(Instituto da Água, 1999)

APOIO DE RECREIO NÁUTICO

■ Área costeira com infra-estruturas simples de apoio a modalidades específicas de desporto náuti-
co, podendo servir a navegação, local com comprimento até 6 metros.

(Resolução de Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

44
A
ARBORIZAÇÃO / REARBORIZAÇÃO

■ Instalação de povoamento florestal em novas áreas a partir de um solo nu, ou em áreas anterior-
mente arborizadas que foram sujeitas a corte final (inclusive áreas percorridas por incêndios).

(DL 139/88, de 22 de Abril, DL 327/90, de 22 de Outubro, Inquérito às Explorações Agrícolas 1995, Direcção
Geral das Florestas, 1999)

ÁREA ARQUEOLÓGICA

■ Zona delimitada geograficamente, que regista no seu interior a ocorrência de vestígios arqueoló-
gicos que implicam medidas especiais de monitorização em todas as actividades que possam cau-
sar danos à sua integridade.

(IPPAR, 1999)

ÁREA BRUTA DE CONSTRUÇÃO ( abc )

■ Valor expresso em m2, resultante do somatório das áreas de todos os pavimentos, acima e abaixo
do solo, medidas pelo extradorso das paredes exteriores com exclusão de:

● Sotãos não habitáveis;


● Áreas destinadas a estacionamento;
● Áreas técnicas (PT, central térmica, compartimentos de recolha de lixo, etc.);

● Terraços, varandas e alpendres;

● Galerias exteriores, arruamentos e outros espaços livres de uso público cobertos pela edificação;

O conceito de área de construção pode ser aplicado exclusivamente a um uso específico, desig-
nadamente:

● Área de construção de comércio;


● Área de construção de serviços;
● Área de construção de habitação;

● Área de construção de indústria ou armazéns.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: área de laje, área de pavimentos

ÁREA BRUTA DO FOGO ( Ab )

■ Superfície total do fogo, medida pelo perímetro exterior ou extradorso das paredes exteriores e
pelos eixos das paredes separadoras dos fogos.

45
A
Inclui varandas privativas e a parte correspondente às circulações comuns do prédio. (RGEU)

(RGEU, com nova redacção do DL 650/75, de 18 Novembro)


ver: área bruta de construção, área habitável do fogo

ÁREA COM RISCO DE EROSÃO

■ Área em que, devido às suas características de solo e subsolo, declive e dimensão da vertente e
outros factores susceptíveis de serem alterados, tais como o coberto vegetal e práticas culturais,
estão sujeitas à perda de solo, deslizamentos ou quebra de blocos.

(DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

ÁREA CRÍTICA DE RECUPERAÇÃO E RECONVERSÃO URBANÍSTICA

■ Áreas em que a falta ou insuficiência de infra-estruturas urbanísticas, de equilíbrio social, de áreas


livres e espaços verdes, ou as deficiências das edificações existentes, no que se refere a condições
de solidez, segurança ou salubridade, atinjam uma gravidade tal, que só a intervenção da
Administração, através de providências expeditas, permita obviar, eficazmente, aos inconvenien-
tes e perigos inerentes às mencionadas situações.

(DL 794/76, de 5 de Novembro)

ÁREA DE CEDÊNCIA (para o Domínio Público)

■ Área que deve ser cedida ao Domínio Público, e destinada à circulação pedonal e de veículos, à instalação
de infra-estruturas, a espaços verdes e de lazer, a equipamentos de utilização colectiva e a estacionamento.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

ÁREA DE CONSTRUÇÃO CLANDESTINA

■ Área em que se verifique acentuada percentagem de construções efectuadas sem licença legalmen-
te exigida, incluindo as realizadas em terrenos loteados sem a competente licença.

(DL 804/76, de 6 de Novembro; Lei 91/95, de 2 de Setembro)


ver: área urbana de génese ilegal (AUGI)

46
A
ÁREA DE CONSTRUÇÃO PRIORITÁRIA ( ACP )

■ As áreas de construção prioritária visam definir os terrenos para construção imediata a incluir nos
programas anuais de actividade do Município.
(DL 152/82, de 3 de Maio)

ÁREA DE DESENVOLVIMENTO URBANO PRIORITÁRIO ( ADUP )

■ As áreas de desenvolvimento urbano prioritário, ADUP, destinam-se a servir de suporte ao desen-


volvimento urbano para um período máximo de 5 anos, de acordo com metas deslizantes dentro
do respectivo horizonte temporal, devendo ser providas todas as componentes urbanísticas indis-
pensáveis à qualidade desse desenvolvimento, e terão, tanto quanto possível, uma superfície
necessária para absorver o crescimento demográfico previsto para o período.

(DL 152/82, de 3 de Maio)

ÁREA DE EQUIPAMENTOS

■ Área relativa a todos os equipamentos urbanos de utilização colectiva (desportivos, culturais,


comércio, serviços, etc.) existentes ou a prever.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico , 1994)

ÁREA DE EXPANSÃO
ver: classes de espaços, espaço urbanizável

ÁREA DE IDENTIDADE

■ Área que se pode caracterizar por um conjunto de elementos arquitectónicos, conferindo-lhe uma
certa uniformidade e um carácter comum, no relativo às suas formas, texturas, gramática, volu-
metrias, soluções cromáticas, época, etc. (Baixa Pombalina, Bairro Azul, etc.)

(DGOTDU , Vocabulário Urbanístico, 1994)

ÁREA DE IMPERMEABILIZAÇÃO ( AI )

■ Também designada por superfície de impermeabilização, é o valor, expresso em m2, resultante do


somatório da área de implantação das construções de qualquer tipo e das áreas de solos pavimen-

47
A
tados com materiais impermeáveis ou que propiciem o mesmo efeito, designadamente em arrua-
mentos, estacionamentos, equipamentos desportivos e logradouros.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

ÁREA DE IMPLANTAÇÃO

■ Valor expresso em m2, do somatório das áreas resultantes da projecção no plano horizontal de
todos os edifícios (residenciais e não residenciais), incluindo anexos, mas excluindo varandas e
platibandas.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

ÁREA DE IMPLANTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO


ver: área de implantação

ÁREA DE INFILTRAÇÃO MÁXIMA

■ Área em que, devido à natureza do solo e do substrato geológico, e ainda às condições de morfo-
logia do terreno, a infiltração das águas apresenta condições favoráveis, contribuindo assim para
a alimentação dos lençóis freáticos.

(DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

ÁREA DE INFRA-ESTRUTURAS

■ Áreas vinculadas à instalação das infra-estruturas previstas (águas, electricidade, gás, saneamento,
drenagens, etc), importando especialmente às vias onde essas infra-estruturas estão instaladas.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: infra-estruturas

ÁREA DE INTERESSE TURÍSTICO

■ Áreas onde são definidos parâmetros e normas que permitam o seu aproveitamento e desenvol-
vimento turístico de forma harmoniosa e integrada, em ordem a preservar da melhor forma as
suas características e o meio ambiente e a minorar os efeitos negativos do impacte resultante do
crescimento turístico.

(DL 167/97, de 4 de Julho)

48
A
ÁREA DE JURISDIÇÃO PORTUÁRIA

■ Áreas do domínio público marítimo situadas entre as faixas da costa sob jurisdição da Direcção
Geral dos Recursos Naturais - DGRN (delimitadas nos termos do DL 379/89, de 27 de Outubro),
bem assim aquelas que venham a ser consideradas de interesse portuário mediante portaria con-
junta dos Ministros do Mar e do Ambiente e Recursos Naturais.

(DL 201/92, de 29 de Setembro)

ÁREA DE LAJE

■ O mesmo que área bruta de construção ou área de pavimento coberto.


ver: área bruta de construção

ÁREA DE PAISAGEM PROTEGIDA


ver: área protegida

ÁREA DE PAVIMENTO

■ O mesmo que área bruta de construção.


ver: área bruta de construção

ÁREA DE PAVIMENTO COBERTO

■ O mesmo que área de laje ou área bruta de construção.


ver: área bruta de construção

ÁREA DE RESPEITO

■ Áreas que se destinam a proteger as paisagens urbanas tradicionais de modo a defender os pontos
de vista situados no exterior dos aglomerados, podendo também implicar a protecção das fugas
panorâmicas observáveis do interior para zonas exteriores dos mesmos aglomerados urbanos.

Esta protecção pode implicar interdições à construção, ou limitações à altura e morfologia das
edificações a construir nas áreas em causa.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: dissonância, intrusão visual, fuga panorâmica

49
A
ÁREA DE SERVIÇO

■ Instalações marginais à estrada contendo os meios e equipamentos destinados a prestar apoio


aos utentes e aos veículos que nela circulem.
As áreas de serviço podem ser simples ou duplas. São áreas de serviço simples as instalações num
dos lados da estrada. As áreas de serviço duplas são constituídas por duas áreas de serviço sim-
ples, instaladas de um e do outro lado da estrada.

Em cada itinerário as áreas de serviço deverão, em princípio, observar limites mínimos de afasta-
mento entre si e com as intersecções ou nós de ligação.

(Port. 75-A/94 - II série)

ÁREA DE TERRENO OCUPADA

■ O mesmo que área de implantação


ver: área de implantação

ÁREA DEGRADADA

■ Espaço urbano ou rural, cujas edificações apresentam mau estado de conservação e de habitabilida-
de, e carências ao nível de infra-estruturas e equipamentos, situação esta geralmente acompanha-
da em áreas residenciais pela degradação simultânea dos serviços que complementam a habitação.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: recuperação urbana

ÁREA DO LOTE

■ Área de terreno de uma unidade cadastral mínima, para utilização urbana, resultante de uma
operação de loteamento.

(DGOTDU, Indicadores e Parâmetros Urbanísticos - fundamentais em instrumentos de planeamento,


Colecção Divulgação nº 5, 1996)
ver: superfície do lote

ÁREA FLORESTAL ESPECIAL


ver: área agrícola especial

50
A
ÁREA HABITÁVEL DO FOGO

■ Somatório das áreas de todas as divisões ou compartimentos da habitação, com excepção de ves-
tíbulos, circulações interiores, instalações sanitárias, arrumos e outros compartimentos de função
similar, e armários nas paredes.

Mede-se pelo intradorso das paredes que limitam o fogo, descontando enchalços até 30 cm, pare-
des interiores, divisórias e condutas.

(RGEU)
ver: área bruta do fogo, enchalços

ÁREA LICENCIADA OU CONCESSIONADA DE UMA PRAIA

■ Praia ou parte dela, devidamente delimitada, objecto de uma licença ou concessão.

(Instituto da Água, 1999)

ÁREA METROPOLITANA

■ Na legislação portuguesa as áreas metropolitanas são definidas como pessoas colectivas de direi-
to público de âmbito territorial, visando a prossecução de interesses próprios das populações da
área dos municípios integrantes.

A área metropolitana de Lisboa compreende os concelhos de:

● Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita,
Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira.

A área metropolitana do Porto compreende os concelhos de:

● Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila
Nova de Gaia.

Expressão traduzida da prática urbanística norte-americana que designa e delimita uma região urbana consti-
tuída pelo território ao redor de uma ou várias cidades com estatuto de metrópoles regionais, ou seja, que domi-
nam e organizam um espaço regional de forma dominante.

(Lei 44/91, de 2 de Agosto e outras fontes nomeadamente: P. Merlin, F. Choay, Dictionnaire de l’Urbanisme
et de l’Aménagement, PUF, Paris 1988)

ÁREA NON AEDIFICANDI


ver: zona non aedificandi

51
A
ÁREA OCUPADA PELOS EDIFÍCIOS

■ O mesmo que área de implantação.


ver: índice de implantação

ÁREA PROTEGIDA

■ Áreas terrestres e águas interiores e marítimas em que a fauna, a flora, a paisagem, os ecossiste-
mas ou outras ocorrências naturais apresentem, pela sua raridade, valores ecológicos ou paisagís-
ticos, importância científica, cultural e social assumam relevância especial que exija medidas
específicas de conservação e gestão, de modo a promover a gestão racional dos recursos naturais,
a valorização do património natural e construído, regulamentando as intervenções artificiais sus-
ceptíveis de as degradar.

As áreas protegidas poderão ser de interesse nacional, regional ou local, consoante os interesses
que procuram salvaguardar.

● As áreas protegidas de interesse nacional classificam-se ainda nas seguintes categorias:

Parque Nacional
Reserva Natural
Parque Natural
Monumento Natural

● As áreas protegidas de interesse regional ou local classificam-se como Paisagens Protegidas.

Podem ainda ser classificadas áreas protegidas de estatuto privado designadas assim por Sítios de
Interesse Biológico.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver:parque nacional; reserva natural; parque natural; monumento natural

ÁREA URBANA DE GÉNESE ILEGAL (AUGI)

■ A noção de área urbana de génese ilegal aplica-se apenas ao regime excepcional de reconversão
urbanísticas das áreas de génese ilegal. Consideram-se AUGI os prédios ou conjuntos de prédios
contíguos que, sem a competente licença de loteamento, quando legalmente exigida, tenham sido
objecto de operações físicas de parcelamento destinadas à construção até à data de entrada em
vigor do DL 400/84, de 31 de Dezembro, e que nos respectivos planos municipais de ordenamen-
to do território (PMOT), estejam classificadas como espaço urbano ou urbanizável.

São ainda consideradas AUGI os prédios ou conjuntos de prédios parcelados anteriormente à

52
A
entrada em vigor do DL 46 673, de 29 de Novembro de 1965, quando predominantemente ocu-
pados por construções não licenciadas.

(Lei 91/95, de 2 de Setembro)


ver: área de construção clandestina

ÁREA ÚTIL DE AREAL

■ Área disponível para uso balnear, medida acima da linha de limite de espraiamento das ondas
(~+3,5 ZT), distinguindo a zona de areal seco em permanência da que se encontra parte do dia
coberta pelo espraiamento das vagas, excluindo as zonas sensíveis e zonas de risco. A largura da
faixa de areal utilizável é coincidente, na maioria dos casos, com a distância entre o ponto de aces-
so à praia e a linha limite de espraiamento das ondas.

(Instituto da Água, 1999)

ÁREA ÚTIL DO FOGO

■ Soma das áreas de todas as divisões ou compartimentos da habitação, incluindo vestíbulos, cir-
culações interiores, instalações sanitárias, arrumos e outros compartimentos de função similar, e
armários nas paredes.

Mede-se pelo intradorso das paredes que limitam o fogo, descontando enchalços até 30 cm, pare-
des interiores, divisórias e condutas.

(RGEU)
ver: área bruta do fogo, área habitável do fogo, enchalços

AREAL

■ Zona de fraco declive, contígua à linha de máxima preia-mar de águas vivas equinociais, consti-
tuída por depósitos de materiais soltos, tais como areias, areões, cascalhos e calhaus, sem ou com
pouca vegetação e formada pela acção das águas, ventos e outras causas naturais ou artificiais.

(Instituto da Água,1999)

ÁREAS AGRÍCOLAS E FLORESTAIS

■ Áreas afectas a usos agro-florestais bem como as áreas fundamentais para a valorização da diver-
sidade paisagística, designadamente as áreas de reserva agrícola.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

53
A
ÁREAS PERCORRIDAS POR INCÊNDIOS (florestais)

■ Área florestal percorrida por fogo sem controle. Considera-se área florestal a que se encontra
arborizada (povoamentos) ou que é constituída por incultos (matos).

(Direcção Geral de Florestas, DL 227/80, de 26 de Agosto; Lei 10/81, de 10 de Julho; Dec. Reg. 55/81, de 18
de Dezembro)
ver: inculto, povoamentos florestais

ARQUITECTURA DE ACOMPANHAMENTO

■ Edificações que preservam a organização espacial e estrutural característica das sucessivas fases
do contexto da envolvente de um monumento ou de um conjunto.

(IPPAR, 1999)

ARQUITECTURA POPULAR

■ Edificação de expressão local não erudita, resultante de uma adaptação às condições particulares
de uma região, patenteando uma correlação entre factores geográficos, climáticos e as condições
socioeconómicas e culturais.

(IPPAR, 1999)

ARQUITECTURA TRADICIONAL

■ Edificação em contexto urbano ou rural, com valor individual ou de conjunto, usualmente cons-
truída com recurso a práticas e tradições locais e utilização de materiais da região, com expressão
local e matriz de continuidade.

(IPPAR, 1999)

ARQUITECTURA VERNÁCULA

■ Construção que representa com pureza e autenticidade a tradição de uma região ou país.

(IPPAR, 1999)

54
A
ARREDORES

■ Conjunto de lugares circunvizinhos de uma localidade.

Sinónimo de arrabalde ou subúrbio, sendo que este último vocábulo é actualmente preferido.

(Enciclopédia Luso-Brasileira)
ver: subúrbio

ARRIBA OU FALÉSIA

■ Forma particular de vertente costeira abrupta ou com declive forte, em regra talhada em rochas
coerentes pela acção conjunta dos agentes morfogenéticos marinhos, continentais e biológicos.

(DL 93/90, de 19 de Março )


ver: reserva ecológica nacional REN

ARRUAMENTO

■ Usualmente designado por rua ou avenida, é qualquer via de circulação no espaço urbano,
podendo ser qualificada como rodoviária ou pedonal, conforme o tipo de utilização, e pública ou
privada conforme o seu tipo de uso ou título de propriedade.

Segundo a largura do arruamento a circulação automóvel pode efectuar-se em uma ou mais vias,
ou faixas, permitindo a existência de um ou dois sentidos de circulação, reduzido por vezes a ape-
nas um a fim de aumentar o débito da rede.
No dimensionamento dos arruamentos atender-se-à á largura das vias (mínimo 3.00 m na cida-
de), e à eventual previsão de estacionamento lateral, em banda ou em espinha.

Os arruamentos podem ou não ser ladeados por passeios para peões, eventualmente com planta-
ção de árvores, ou comportando ainda um separador central entre os dois sentidos de circulação.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 e DGOT/UTL , Normas Urbanísticas, Vol. 1, 1990)


ver: área de infra-estruturas , infra-estruturas, rede viária, rua, vias de circulação

ÁRVORES OU ARVOREDO DE INTERESSE PÚBLICO

■ Exemplares isolados ou manchas de arvoredo que pelo seu porte, pelo seu desenho, pela sua idade
ou raridade, a Direcção-Geral das Florestas classifique de interesse público.

(Decreto 28468, de 15 de Fevereiro de 1938)

55
A
ATERRO SANITÁRIO
ver: resíduos

AUTENTICIDADE

■ Conceito que se situa na base da doutrina moderna da conservação e restauro dos monumentos.
Não possuindo um conteúdo absoluto, diz essencialmente respeito à natureza da mensagem glo-
bal de uma construção, procurando o equilíbrio entre a sua verdade formal, a sua história e valor
simbólico.

Nota: A preponderância do conceito tem vindo a consubstanciar-se pelo desenvolvimento considerável das técnicas
de consolidação, que permitem suster o estado evolutivo da degradação, sem recurso à substituição dos elementos
atingidos. Introduz nos critérios de intervenção a necessidade de manter os traços da passagem do tempo, o “envelhe-
cimento” natural ou resultante de vicissitudes históricas.

(Documento de Nara ,1994; IPPAR, 1999)

AUTO-ESTRADAS

■ Via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de faixas de rodagem, sem cruza-
mentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada
como tal.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)


ver: rede viária, vias de circulação

AVALIAÇÃO DE IMPACTE AMBIENTAL (AIA)

■ A Avaliação de Impacte Ambiental constitui um instrumento fundamental na concretização de


uma verdadeira política ambiental. A Avaliação de Impactes Ambientais (AIA) incide sobre os
projectos que, pela sua natureza, dimensão ou localização se considerem susceptíveis de provocar
incidências significativas no ambiente.

(DL 186/90, de 6 de Junho, alterado pelo DL 278/97, de 8 de Outubro)

Avaliação de Impacte Ambiental identificará, descreverá e avaliará de modo adequado, em função


de cada caso particular, os efeitos directos e indirectos de um projecto sobre os seguintes factores:

● o homem, a fauna e a flora; o solo, a água, o ar, o clima e a paisagem;


● os bens materiais e o património cultural;
● a interacção entre os factores referidos.

(Directiva 97/11/CE do Conselho, de 3 de Março de 1997)

56
B
BALDIOS

■ Terrenos possuídos e geridos por comunidades locais.

● Para os efeitos da lei, comunidade local será o universo dos compartes.São compartes os mora-
dores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, têm direito ao
uso e fruição do baldio.

● Os baldios constituem, em regra, logradouro comum, designadamente para efeitos de apascen-


tação de gados, de recolha de lenhas ou de matos, de culturas e outras fruições, nomeadamen-
te de natureza agrícola, silvícola, silvo-pastoril ou apícola.

● Os baldios podem, no todo ou em parte, ser objecto de expropriação por motivo de utilidade
pública ou por abandono injustificado.

● Podem constituir-se servidões sobre parcelas de baldios, nos termos gerais de direito,nomeada-
mente por razões de interesse público.

(Lei 68/93, de 4 de Setembro, alterada pela Lei 89/97, de 30 de Julho)


ver: logradouro

BENS ARQUEOLÓGICOS

■ Vestígios e objectos ou quaisquer outros indícios de manifestações humanas que constituem tes-
temunho de épocas e civilizações, cujas principais fontes de informação científica são assegura-
das por escavações ou por descobertas.

(Convenção Europeia para a Protecção do Património Arqueológico)

BENS CULTURAIS

■ Bens, quaisquer que sejam as suas origens ou os seus proprietários, que representem uma impor-
tância relevante para o património cultural de um povo, como os monumentos arquitectónicos,
de arte, ou da história, religiosos ou laicos, os sítios arqueológicos, os conjuntos edificados que,
enquanto tal, possuem um interesse histórico ou artístico, as obras de arte, os manuscritos, os
livros e outros objectos de interesse artístico, histórico ou arqueológico, bem como as colecções
científicas e os importantes conjuntos de bens culturais móveis.

(UNESCO, Convenção para a Protecção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado - Haia, 14 de Maio
de 1954 - em fase de ratificação)

57
B
BENS CULTURAIS A CLASSIFICAR

■ Bens que pelo seu relevante valor cultural, histórico ou patrimonial devem merecer especial protecção.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

BENS CULTURAIS CLASSIFICADOS

■ Bens que tenham sido objecto do acto final do procedimento administrativo mediante o qual se
determina que certo bem possui um inestimável valor cultural.

(Ministério da Cultura, Proposta de Lei do Património Cultural, 1999)

BENS CULTURAIS EM VIAS DE CLASSIFICAÇÃO

■ Bens em relação aos quais exista despacho do IPPAR a determinar a abertura do respectivo pro-
cesso de instrução por merecerem especial protecção pelo seu relevante valor cultural, histórico
ou patrimonial.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

BENS IMÓVEIS DO PATRIMÓNIO CULTURAL

■ Bens imóveis que integram o património cultural podem ser classificados como monumentos,
conjuntos e sítios, eventualmente agrupáveis em categorias, nos termos que forem regulamenta-
dos, podendo ainda ser classificados como de valor local, valor regional, valor nacional ou valor
internacional.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

BERMA

■ Superficície da via pública não especialmente destinada ao trânsito de veículos e que ladeia a faixa
de rodagem.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

BIODIVERSIDADE

■ Descreve a variedade e variabilidade dos organismos vivos e dos complexos ecológicos em que

58
B-C
ocorrem. A diversidade pode ser definida como o número de itens diferentes e a frequência rela-
tiva desses itens. Estes itens estão organizados a vários níveis, de ecossistemas completos a estru-
turas bioquímicas que são a base molecular da hereditariedade. Por essa razão, o termo engloba
três níveis básicos de organização nos sistemas vivos: a genética, as espécies e os níveis de ecossis-
tema. As espécies animais e vegetais são as unidades de diversidade biológica mais populares,
assim, a preocupação pública centrou-se na conservação da diversidade das espécies, o que levou
a esforços no sentido de preservar as espécies ameaçadas e de definir áreas protegidas.

(Definição subscrita pela Direcção Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: A Gilpin, Environmental
Impacte Assessment (EIA), Cambridge University Press, 1995; Environmental Protection Agency (EPA),
Office of Communications, Education and Public Affairs Editorial Services Division, April, 1994).

■ Variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens incluindo, entre outros, os ecossiste-
mas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais
fazem parte, compreendendo a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e os ecossis-
temas.

(Ministério do Ambiente Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)
ver: ecossistema

BIÓTOPO

■ Área caracterizada por uma uniformidade nas condições principais de habitat (clima, solo, etc.)
e nas características da comunidade que aí vive.

(Tavares, C.N. & G.F. Sacarrão. Curso de Biologia. Ministério da Educação e Investigação Científica, 1979)

BLOCO DE TERRA AGRÍCOLA

■ Parte de uma exploração agrícola inteiramente rodeada de terras, ou outros elementos, não per-
tencentes à exploração.

(INE)

CABECEIRAS DAS LINHAS DE ÁGUA

■ Áreas côncavas situadas na zona montante das bacias hidrográficas, tendo por função o apanha-
mento das águas pluviais, onde se pretende promover a máxima infiltração das águas pluviais e
reduzir o escoamento superficial e, consequentemente , a erosão.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

59
C
CADASTRO

■ Registo onde estão descritos e avaliados os prédios urbanos, rústicos e outros.

Compõe-se de dois elementos essenciais: a planta cadastral e a descrição matricial (localização


geogáfica e administrativa, configuração geométrica, área, confrontações, uso, utilização, valor
dos prédios, identificação dos proprietários, regime da propriedade e outras informações que
sejam relevantes para a administração do território.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

CADASTRO PREDIAL

■ Conjunto de dados que caracterizam e identificam os prédios existentes em território nacional.

(DL 172/95, de 18 de Julho)

CAIS

■ Local de desembarque sólido e fixo, construído ao longo de águas navegáveis ou projectando-se


para dentro delas.

(Instituto Marítimo - Portuário, 1999)

CAIS DE ATRACAÇÃO

■ Passadiço principal único, com ou sem fingers.

Designa-se fingers a passadeira fixa ou flutuante que se projecta a partir de um passadiço princi-
pal e à qual estão atracadas embarcações.

(Instituto Marítimo-Portuário, 1999)

CAIS PARA EMBARCAÇÕES EM ALBUFEIRAS

■ Cais flutuante destinado à acostagem e permanência de embarcações.

(Instituto da Água, 1998)

60
C
CALAMIDADE

■ Acontecimento ou série de acontecimentos graves, de origem natural ou tecnológica, com efeitos


prolongados no tempo e no espaço, em regra previsíveis, susceptíveis de provocarem elevados
prejuízos materiais e, eventualmente, vítimas, afectando intensamente as condições de vida e o
tecido sócio-económico em áreas extensas do território nacional.

(Direcção-Geral do Ambiente, “Guia Informativo do Ambiente”, 1990)


ver: catástrofe

CAMAS TURISTICAS

■ Lugares, por pessoa, em estabelecimentos hoteleiros, meios complementares de alojamento turís-


tico e conjuntos turísticos.

(Direcção-Geral do Turismo, 1999)

CAMINHO DE FERRO

■ Via de comunicação por carril para utilização exclusiva de veículos ferroviários.

(INE)

CAMINHOS PÚBLICOS

■ Ligações de interesse secundário e local, subdividindo-se em caminhos municipais e caminhos


vicinais. Os caminhos municipais destinam-se ao trânsito automóvel e estão a cargo das Câmaras
Municipais.
Os caminhos vicinais destinam-se, normalmente ao trânsito rural e estão a cargo das Juntas de
Freguesia.

(DL 34 593/45, de 11 de Maio)

Acordão do Supremo Tribunal Administrativo de 30 de Maio de 1989 (Processo nº 26881)

CAPACIDADE DE CARGA

■ Na gestão da vida selvagem, é o número máximo de animais que uma área pode suportar duran-
te um dado período, ou seja, é a capacidade máxima de apoio de vida de um ecossistema.

(Definição subscrita pela Direcção-Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: Environmental Protection
Agency (EPA), Office of Communications, Education and Affairs Editorial Services Division April, 1994).

61
C
■ Capacidade de carga de uma praia também, por vezes, designada capacidade de utilização da praia
é o número de utentes admitido em simultâneo para o areal, calculado nos termos do regulamen-
to do POOC ou definido em estudos e projectos específicos em função da dimensão do areal.

(Resolução de Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro, Instituto da Água, 1999)

CASCO ANTIGO

■ Ponto de origem de um aglomerado urbano, correspondente à zona mais consolidada do aglo-


merado, frequentemente localizada intra-muros ou com vestígios das antigas muralhas, e onde se
agrupam, em estratos temporais sucessivos ou sobrepostos, os edifícios mais representativos e a
arquitectura monumental, coincidindo por vezes com o Centro Histórico.

(IPPAR, 1999)

CATÁSTROFE

■ Acontecimento súbito, quase sempre imprevisível, de origem natural ou tecnológica, susceptível


de provocar vítimas e danos materiais avultados, afectando gravemente a segurança das pessoas,
as condições de vida das populações e o tecido sócio-económico do país.

(Direcção-Geral do Ambiente, “Guia Informativo do Ambiente”, 1990)


ver: calamidade

CENTRAL DE CAMIONAGEM
ver: estação central de camionagem

CENTRO COORDENADOR DE TRANSPORTES

■ Unidades físicas / “equipamentos” resultantes da criação num determinado local, de um conjun-


to de infra-estruturas de apoio ao transporte.

As unidades vulgarmente enquadráveis na designação de Centros de Coordenação de Transportes


têm uma dimensão e expressão variável de acordo com a importância e complexidade das fun-
ções e modos envolvidos na interface.

(Direcção-Geral dos Transportes Terrestres/Risco, projectistas e consultores de design, 1986)


ver: estação central de camionagem, infra-estruturas de apoio ao transporte, interface

62
C
CENTROS DE DEPURAÇÃO

■ Instalações onde se promove uma melhoria da qualidade das espécies marinhas durante o tempo
necessário à eliminação de contaminantes microbiológicos, tornando-as salubres para o consu-
mo humano.

(DL 383/98, de 27 de Novembro)

CENTROS DE EXPEDIÇÃO

■ Instalações reservadas à recepção, limpeza, calibragem e adequado acondicionamento de produ-


tos provenientes da aquícultura ou da pesca.

(DL 383/98, de 27 de Novembro)

CENTROS DE INTERPRETAÇÃO

■ Infra-estrutura destinada a proporcionar ao visitante o conhecimento global e integrado da Área


Protegida de forma comparativa e evolutiva, com recurso a uma base científica que, para além da
simples descrição dos fenómenos, permite a sua compreensão no tempo e no espaço.

(Dec. Reg. 18/99, de 27 de Agosto)

CENTRO HISTÓRICO

■ Coincide por via de regra com o polo de origem do aglomerado, de onde irradiaram outras áreas
urbanas sedimentadas pelo tempo, conferindo assim a esta zona uma característica própria cuja
delimitação deve implicar todo um conjunto de regras tendentes à sua conservação e valorização.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

CENTRO NAÚTICO

■ Hangar ou armazém de embarcações, integrando todas as estruturas e infra-estruturas de apoio


às actividades naúticas.

(Instituto da Água, 1999)

63
C
CENTRO URBANO ANTIGO

■ Conjuntos edificados cuja homogeneidade permite considerá-los como representativos de valo-


res culturais, nomeadamente históricos, arquitectónicos, urbanísticos ou simplesmente afectivos.

(DL 426/89, de 6 de Dezembro)

CÉRCEA

■ Dimensão vertical da construção, medida a partir do ponto de cota média do terreno marginal
ao alinhamento da fachada até à linha superior do beirado, platibanda ou guarda do terraço,
incluindo andares recuados, mas excluindo acessórios: chaminés, casa de máquinas de ascenso-
res, depósitos de água, etc.

Em situações específicas de edifícios implantados em terrenos onde se verifiquem desníveis topo-


gráficos, o critério a adoptar deve precisar qual a fachada que é tomada como referência, contem-
plando sempre a coerência global.
Sempre que o critério atrás referido não for especificado deve entender-se que a cércea se repor-
ta à fachada cuja linha de intersecção com o terreno é a da menor nível altimétrico.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: altura da construção

CIDADE HISTÓRICA

■ Aglomerado urbano, qualquer que seja a sua dimensão, com o seu ambiente natural ou construí-
do, que, para além da sua qualidade de documento histórico, exprime os valores próprios das
civilizações urbanas tradicionais.

(ICOMOS, Carta das Cidades Históricas, 1987)

CIRCULAR

■ Via de comunicação rodoviária que contorna uma zona urbanizada ou parte desta, destinada a
desviar o tráfego, total ou parcialmente, do respectivo centro.

As circulares cortam habitualmente as vias radiais segundo ângulos aproximadamente rectos.

(LNEC, Vocabulário de Estradas e Aeródromos, 1962)

64
C
CLASSES DE ESPAÇOS

■ Com vista ao desenvolvimento do processo de planeamento e à elaboração de planos, os solos


podem ser classificados, em função do seu destino básico, em urbanos e rurais.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

CLASSES DE SOLOS

■ Consideram-se as seguintes classes de solos, com relevância para a delimitação da RAN :

● Solos da classe A : capacidade de uso muito elevada, com poucas ou nenhumas limitações, sem
riscos de erosão ou com riscos ligeiros, susceptíveis de utilização intensiva ou de outras utiliza-
ções.

● Solos da classe B : capacidade de uso elevada, limitações moderadas, riscos de erosão modera-
dos, susceptíveis de utilização agrícola moderadamente intensiva e de outras utilizações.

● Solos da classe C : capacidade de uso moderada, limitações acentuadas, riscos de erosão eleva-
dos, susceptíveis de utilização agrícola pouco intensiva e de outras utilizações.

● Solos da classe D : capacidade de uso baixa, limitações severas, riscos de erosão de elevados a
muito elevados, não susceptíveis de utilização agrícola, salvo em casos muito especiais, poucas
ou moderadas limitações para pastagem, exploração de matas e exploração florestal.

● Solos da classe E : capacidade de uso muito baixa, limitações muito severas, riscos de erosão
muito elevados, não susceptíveis de uso agrícola, severas a muito severas limitações para pasta-
gens, exploração de matas e exploração florestal, não sendo em muitos casos susceptíveis de
qualquer utilização económica, podendo destinar-se a vegetação natural ou floresta de protec-
ção ou recuperação.

● Solos da subclasse Ch : os que pertencendo à classe C, apresentam excesso de água ou uma dre-
nagem pobre, que constitui o principal factor limitante da sua utilização ou condicionador dos
riscos a que o solo está sujeito em resultado de uma permeabilidade lenta, de um nível freático
elevado ou da frequência de inundações.

(DL 196/89, de 14 de Junho)


ver : reserva agrícola nacional RAN

COEFICIENTE DE AFECTAÇÃO DO SOLO (CAS)

■ Terminologia de origem francesa que significa o mesmo que Índice de Implantação.


ver: índice de implantação

65
C
COEFICIENTE DE OCUPAÇÃO DO SOLO (COS)

■ Terminologia de origem francesa que significa o mesmo que Índice de Construção.


ver: índice de construção

COMUNIDADE DE PESCA

■ Agrupamento populacional cujos membros se encontram interligados por estreitos laços e afini-
dades socioculturais, fortemente dependente da pesca, exercida com base num porto ou numa
praia (fluvial, estuarina ou marítima) dispondo ou não de infra-estruturas colectivas de suporte à
actividade pesqueira e utilizando áreas de areal e planos de água associados, de extensão variável.

(Instituto da Água, 1999)

CONCESSÃO BALNEAR
Ver: licença ou concessão de praia balnear

CONCURSO LIMITADO

■ Concurso em que só podem apresentar proposta as empresas para o efeito convidadas pelo dono
da obra.

(DL 59/99, de 2 de Março)

CONCURSO PÚBLICO

■ Concurso ao qual possam apresentar proposta todas as empresas que se encontrem nas condições
gerais estabelecidas por lei.

(DL 59/99, de 2 de Março)

CONDOMÍNIO FECHADO

■ Pode compreender uma de duas realidades:

● Edifício sujeito ao regime de propriedade horizontal que foi dotado de um conjunto de serviços
complementares aos condóminos, vedados ao público (health club; jardins e áreas de lazer; etc).

66
C
● Vários edifícios, sujeitos ou não ao regime de propriedade horizontal, usufruindo de áreas
comuns a todos eles, encontrando-se tais áreas habitualmente vedadas ao público ou com aces-
so condicionado.

(Anotações ao Art. 15º do DL 448/91, de 29 de Novembro, in “Legislação Fundamental de Direito do


Urbanismo”, Edições LEX, 1994)

CONJUNTO

■ Agrupamento arquitectónico urbano ou rural com suficiente coesão, de modo a poder ser deli-
mitado geograficamente, e notável, simultâneamente, pela sua unidade ou integração na paisa-
gem e pelo seu interesse histórico, arqueológico, artístico, científico ou social.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

CONJUNTO ARQUITECTÓNICO

■ Agrupamento homogéneo de construções urbanas, ou rurais, notáveis pelo seu interesse históri-
co, arqueológico, artístico, científico, social ou técnico, e suficientemente coerente para ser objec-
to de uma delimitação topográfica.

(Convenção para a Salvaguarda do Património Arquitectónico da Europa, 1985, ratificada pelo Decreto do
Presidente da República nº 5/91, de 23 de Janeiro)

CONJUNTO HISTÓRICO OU TRADICIONAL

■ Todo o grupo de construções e de espaços incluindo os sítios arqueológicos e paleontológicos que resul-
tem de uma fixação humana, quer em meio urbano quer rural, e cuja coesão e valor são reconhecidos
do ponto de vista arqueológico, arquitectónico, pré-histórico, histórico, estético ou sociocultural.

(UNESCO, Recomendação para a salvaguarda dos Conjuntos Históricos ou Tradicionais e a sua Função na
Vida Contemporânea, Nairobi, 26 de Novembro de 1976)

CONJUNTO TURÍSTICO

■ Núcleos de instalações funcionalmente interdependentes, localizados numa área demarcada, sub-


metidas a uma mesma administração, nos termos previstos na lei, que integrem um ou vários
estabelecimentos hoteleiros ou meios complementares de alojamento turístico, por estabeleci-
mentos de restauração e de bebidas e estabelecimentos, iniciativas, projectos ou actividades decla-
rados de interesse para o turismo.

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto; Dec.Reg. 20/99, de 13 de Setembro)

67
C
CONSERVAÇÃO

■ Todos os trabalhos de construção civil necessários à manutenção, em bom estado, de um edifício,


quer do ponto de vista funcional, quer do ponto de vista estético.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

■ Gestão da utilização humana da Natureza, de modo a viabilizar de forma perene a máxima renta-
bilidade compatível com a manutenção da capacidade de regeneração de todos os recursos vivos.

(Lei 11/87, de 7 de Abril)

CONSTRUÇÃO AMOVÍVEL OU LIGEIRA

■ No âmbito dos POOC é uma construção executada com materiais pré-fabricados, modulados ou
ligeiros, permitindo a sua fácil remoção ou desmontagem.

(Instituto da Água, 1999)

CONSTRUÇÃO CLANDESTINA

■ Construção efectuada sem a licença legalmente exigida.

(DL 804/76, de 6 de Novembro)

CONSTRUÇÃO FIXA OU PESADA

■ No âmbito dos POOC é um imóvel assente sobre fundação permanente e dispondo de estrutura
em betão armado, paredes e cobertura rígidas, não amovíveis.

(Instituto da Água, 1999)

CONSTRUÇÃO MISTA

■ Construção ligeira integrando elementos ou partes de construção em alvenaria ou betão armado,


nomeadamente área de sanitários, cozinha e estacaria de apoio da plataforma.

(Resolução de Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

68
C
CONSTRUÇÃO PRINCIPAL DO LOTE

■ Construção individualizável, com acesso feito por arruamento ou espaço público, e ligação ou
possibilidade de ligação independente às redes de infra-estruturas.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

CONTINUUM NATURALE

■ Sistema contínuo de ocorrências naturais que constituem o suporte da vida silvestre e da manu-
tenção do potencial genético e que contribui para o equilíbrio e estabilidade do território.

(Lei 11/87, de 7 de Abril)

CONTRA-ORDENAÇÃO

■ Facto ilícito e censurável que preencha um tipo legal no qual se comine uma coima.

No âmbito do regime jurídico da urbanização e da edificação estão previstas diversas contra-ordenações e res-
pectivas coimas.

São puníveis como contra-ordenação a realização de quaisquer operações urbanísticas sujeitas a


prévio licenciamento ou autorização sem o respectivo alvará (salvo as excepções previstas na lei);
a realização de operações urbanísticas em desconformidade com o respectivo projecto ou com as
condições do licenciamento ou autorização, bem como a não conclusão de quaisquer operações
urbanísticas nos prazos fixados para o efeito.

Sem prejuízo da responsabilidade civil, criminal ou disciplinar, são igualmente puníveis como
contra-ordenação diversos actos ou situações referidos na lei.

As câmaras municipais, são as entidades competentes para determinar a instrução dos processos
de contra-ordenação.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

CONTRATO DE URBANIZAÇÃO

■ Quando a execução de obras de urbanização envolva, em virtude de disposição legal ou regula-


mentar ou por força de convenção, mais do que um responsável, a realização das mesmas pode
ser objecto de contrato de urbanização.

São partes no contrato de urbanização, obrigatoriamente, o município e o proprietário e outros


titulares de direitos reais sobre o prédio e facultativamente as empresas que prestem serviços

69
C
públicos, bem como outras entidades envolvidas na operação de loteamento ou na urbanização
dela resultante, designadamente interessadas na aquisição dos lotes.

O contrato de urbanização estabelece as obrigações das partes contratantes relativamente à exe-


cução das obras de urbanização e as responsabilidades a qure ficam sujeitas, bem como o prazo
para cumprimento daquelas.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

CONTRATO-PROGRAMA

■ Os contratos-programa têm por objecto a execução de um projecto ou conjunto de projectos de


investimento que, envolvendo técnica e financeiramente um ou mais municípios e departamentos
da Administração Central, resultem de um processo de decisão colectiva dos orgãos municipais.

No caso de o objecto do contrato-programa incluir a execução de projectos de que possam benefi-


ciar entidades privadas ou empresas públicas, podem estas ser admitidas como partes contratantes.

(DL 384/87, de 24 de Dezembro)

CONURBAÇÃO

■ Conjunto de aglomerados cujas expansões se foram desenvolvendo de modo a se estabelecer um


contínuo urbano.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

CONVENÇÃO

■ Regra ou conceito acordado, combinado, ou simplesmente aceite, aplicado à arquitectura. Topogr.

■ Cada um dos sinais que nas cartas representam determinados elementos em pormenores do ter-
reno. Topogr.

■ Documento jurídico que vincula os estados aderentes. Jurisp.

(IPPAR, 1999)

CORREDOR DE CIRCULAÇÃO

■ Via de trânsito reservada a veículos de certa espécie ou afectado a determinados transportes.

(DL 2/98, de 3 de Janeiro)

70
C-D
COTA DE SOLEIRA

■ Demarcação altimétrica do nível do pavimento da entrada principal do edíficio.

Quando o edifício se situa entre dois arruamentos a diferentes níveis com entradas em ambos,
deve ser claramente indicado aquela que se considera a entrada principal.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: soleira

CRUZAMENTO

■ Zona de intersecção de vias públicas ao mesmo nível.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

CULTURAS MARINHAS

■ Actividades que tenham por finalidade a reprodução e/ou o crescimento e engorda, a manuten-
ção ou o melhoramento de espécies marinhas.

(DL 383/98, de 27 de Novembro)

DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIOS

■ Como instrumento de execução de planos só pode ser autorizada:

● Quando seja necessário para a execução de plano de pormenor;


● Quando os edifícios careçam dos requisitos de segurança e salubridade indispensáveis ao fim a que
se destinam e a respectiva beneficiação ou reparação seja técnica ou economicamente inviável.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

■ No âmbito do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação a demolição de edifícios está sujeita:

● a licença administrativa quando se trata de edifícios classificados ou em vias de classificação ou


quando se situam em zona de protecção de imóvel classificado ou em vias de classificação ou
em áreas sujeitas a servidão administrativa ou restrição de utilidade pública.
● a autorização administrativa quando se trata de edifícios cuja demolição não se encontre pre-

vista em licença ou autorização de obras de reconstrução, salvo as previstas no ponto anterior.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)


ver: obras de demolição, embargo

71
D
DENSIDADE AO LOTE

■ Valor expresso em hab/ha ou fog/ha, correspondente ao quociente entre o número de habitantes


ou de fogos e o somatório das áreas dos lotes (incluindo os logradouros privados, mesmo que
eventualmente de uso colectivo).

(DGOTDU, Indicadores e Parâmetros Urbanístico - fundamentais em instrumentos de planeamento,


Colecção Divulgação nº 5, 1996)
ver: densidade habitacional, densidade populacional, densidade líquida

DENSIDADE BRUTA

■ Valor expresso em fogos/ha ou hab/ha, correspondente ao quociente entre o número de fogos ou


de habitantes e a superfície de referência em causa, incluindo a rede viária e área afecta à instala-
ção de equipamentos sociais ou públicos.

(DGOTDU, Indicadores e Parâmetros Urbanístico - fundamentais em instrumentos de planeamento,


Colecção Divulgação nº 5, 1996)
ver: densidade habitacional, densidade populacional, densidade líquida, densidade ao lote

DENSIDADE HABITACIONAL

■ Valor expresso em fogos/ha, correspondente ao quociente entre o número de fogos existentes ou


previstos e a superfície de referência em causa.
É conveniente, quando se utiliza o conceito de densidade habitacional, indicar igualmente o número
médio de habitantes por fogo, para permitir a sua conversão em densidade populacional proporcional.
Deve considerar-se o número médio de pessoas por fogo como o valor resultante do quociente
entre o número de habitantes e o número de fogos existentes na área ou superfície de referência.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: densidade populacional

DENSIDADE LÍQUIDA

■ Valor expresso em fogos/ha ou hab/ha correspondente ao quociente entre o número de fogos ou de


habitantes e a superfície de referência em causa, excluindo as áreas afectas a equipamentos públicos.

Poderão eventualmente ser também retiradas as áreas afectas a grandes vias de atravessamento ou
vias principais.

(DGOTDU, Indicadores e Parâmetros Urbanístico - fundamentais em instrumentos de planeamento,


Colecção Divulgação nº 5, 1996)
ver: densidade bruta, densidade habitacional, densidade populacional

72
D
DENSIDADE POPULACIONAL

■ Valor expresso em hab/ha correspondente ao quociente entre o número habitantes existentes ou


previstos e a superfície de referência em causa.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: densidade bruta, densidade habitacional, densidade líquida

DEPÓSITO DE SUCATA

■ Local ou unidade de armazenagem de resíduos de materiais ou equipamentos usados, incluindo


ferro-velho e veículos em fim de vida.

(DL 268/98, de 28 de Agosto)

DEPÓSITOS MINERAIS

■ Ocorrências minerais existentes em território nacional e nos fundos marinhos da zona económi-
ca exclusiva que, pela sua raridade, alto valor específico ou importância na aplicação em proces-
sos industriais das substâncias nelas contidas, se apresentam com especial interesse para a econo-
mia nacional.

(DL 90/90, de 16 de Março)


ver: massas minerais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

■ Desenvolvimento que proporciona benefícios económicos, sociais e ambientais a longo prazo,


tendo em consideração as gerações futuras. Para o conseguir, o desenvolvimento sustentável tem
em consideração as bases de conservação dos recursos e as vantagens e desvantagens de cursos de
acção alternativos para futuras gerações.

(Definição subscrita pela Direcção Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: Environmental Protection
Agency (EPA), Office of Communications, Education and Public Affairs Editorial Services Division, April, 1994)

■ Progresso económico, social e político de forma a assegurar a satisfação das necessidades do presen-
te sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades.

(Relatório Bruntland, Comissão Mundial do Ambiente e Desenvolvimento - WCED 1987)

73
D
DESPERDÍCIOS

■ Resíduos não utilizados, embora ainda utilizáveis em função da tecnologia disponível.

(DL 488/85, de 25 de Novembro)


ver: detritos, resíduos, subprodutos

DESTAQUE

■ Divisão de um prédio em duas partes destinando-se, pelo menos uma delas, imediata ou subse-
quentemente, à construção urbana.
Dentro dos perímetros urbanos, o destaque é possível se se verificarem cumulativamente as
seguintes condições:

● Do destaque resultarem apenas duas parcelas e ambas confrontarem com arruamentos públicos.

● A construção a levar a efeito na parcela a destacar dispôr de projecto aprovado pela Câmara
Municipal.

Fora dos perímetros urbanos, o destaque é possível se se verificarem cumulativamente as seguin-


tes condições:

● A construção só poderá ser levada a cabo numa das parcelas, e será exclusivamente habitacio-
nal, destinando-se a um ou dois fogos no máximo.

● A superfície da restante parcela não poderá ser inferior à área mínima fixada no projecto de
intervenção em espaço rural em vigor ou quando aquele não exista à área da unidade de cultu-
ra definida para a região em causa ( Port. 202/70, de 21 de Abril). Nas áreas de RAN a unidade
de cultura é o dobro da fixada na Port. 202/70.

Na área correspondente ao prédio originário não é permitido efectuar novo destaque nos termos
referidos nos pontos anteriores por um prazo de dez anos contados da data do destaque anterior.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

DETENTOR DE RESÍDUOS
ver: resíduos

74
D
DETRITOS

■ Resíduos não utilizáveis em função da tecnologia disponível.

(DL 488/85, de 25 de Novembro)


ver: desperdícios, resíduos, subprodutos

DIREITO À INFORMAÇÃO

■ Direito que os particulares têm de ser informados pela Administração, sempre que o requeiram,
sobre o andamento dos procedimentos em que sejam directamente interessados ou quando pro-
vem ter interesse legítimo no conhecimento dos elementos que pretendam, de conhecer as reso-
luções definitivas que sobre eles forem tomadas, bem como o direito de consultar os processos
que não contenham documentos classificados, ou que revelem segredo comercial ou industrial
ou segredo relativo à propriedade literária, artística ou científica. Têm ainda o direito de obter,
mediante pagamento, certidão, reprodução ou declaração autenticada dos documentos que cons-
tem dos processos a que tenham acesso. Todas as pessoas têm o direito de acesso aos arquivos e
registos administrativos, mesmo que não se encontre em curso qualquer procedimento que lhes
diga directamente respeito, sem prejuízo da legislação em vigor sobre essa matéria.

((DL 442/91, de 15 de Novembro - Código do Procedimento Administrativo)

DIREITO DE PREFERÊNCIA

■ Instrumento de execução de planos em que o município tem preferência nas transmissões por
título oneroso, entre particulares, de terrenos ou edifícios situados nas áreas do plano com exe-
cução programada.

O direito de preferência pode ser exercido com a declaração de não aceitação do preço conven-
cionado.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de execução dos planos

DIREITO DE SUPERFÍCIE

■ Direito que se aplica aos terrenos já pertencentes à Administração ou por elas adquiridos para os
seguintes fins:

● Criação de aglomerados urbanos; expansão ou desenvolvimento de aglomerados urbanos com


mais de 25000 habitantes; criação e ampliação de parques industriais e espaços verdes urbanos
de protecção e recreio; recuperação de áreas degradadas; operações de renovação urbana.

75
D
Não podem ser alienados, salvo a pessoas colectivas de direito público e empresas públicas, deven-
do apenas ser cedido o direito à utilização, mediante a constituição do direito de superfície, dos ter-
renos destinados a empreendimentos cuja realização não venha a ser efectuada pela Administração.

(DL 794/76, de 5 de Novembro)

DISSONÂNCIA
ver: intrusão visual

DIVERSIDADE BIOLÓGICA
ver: biodiversidade

DOMÍNIO HÍDRICO

■ Abrange os terrenos das faixas da costa e demais águas sujeitas à influência das marés, nos termos
do Art. 1º do DL 201/92, de 29 de Setembro, as correntes de água, lagos ou lagoas, com os seus
leitos, margens e zonas adjacentes, nos termos do DL 468/71, de 5 de Novembro, com o respecti-
vo subsolo e espaço aéreo correspondente, bem como as águas subterrâneas.
O domínio hídrico compreende o domínio público hídrico e o domínio hídrico privado.

(DL 46/94, de 22 de Fevereiro)


ver: domínio público hídrico, domínio hídrico privado

DOMÍNIO HÍDRICO PRIVADO

■ Consideram-se pertencentes ao domínio hídrico privado:

● As águas que nascerem em prédio particular e as pluviais que nele caírem, enquanto não trans-
puserem, abandonadas, os limites do mesmo prédio ou daquele para onde o dono dele as tiver
conduzido, e ainda as que, ultrapassando esses limites e correndo por prédios particulares,
forem consumidas antes de se lançarem no mar ou em outra água pública;

● As águas subterrâneas existentes em prédios particulares;

● Os lagos e lagoas existentes dentro de um prédio particular, quando não sejam alimentados por
corrente pública;

● As águas originariamente públicas que tenham entrado no domínio privado até 21 de Março de
1868, por pré-ocupação, doação régia ou concessão;

● As águas públicas concedidas perpetuamente para regas ou melhoramentos agrícolas;

76
D
● As águas subterrâneas existentes em terrenos públicos, municipais ou de freguesia, exploradas
mediante licença e destinadas a regas ou melhoramentos agrícolas.

Pertencem ainda ao domínio privado:

● Os poços, galerias, canais, levadas, aquedutos, reservatórios, albufeiras e demais obras destina-
das à captação, derivação ou armanezamento de águas públicas ou particulares;

● O leito ou álveo das correntes não navegáveis nem flutuáveis que atravessam terrenos particulares.

Entende-se por leito ou álveo a porção de terreno que a água cobre sem transbordar para o solo natural, habi-
tualmente enxuto.

(Código Civil)
ver: domínio hídrico

DOMÍNIO PRIVADO DO ESTADO

■ Bens que, em princípio, estão sujeitos a um regime de Direito privado e inseridos no comércio
jurídico correspondente.

O domínio das coisas pertencentes ao Estado ou quaisquer outras pessoas colectivas públicas está
igualmente sujeito às disposições do Código Civil em tudo o que não for especialmente regulado
e não contrarie a natureza própria daquele domínio.

(Marcello Caetano, Manual de Direito Administrativo, 1983; Código Civil)

DOMÍNIO PÚBLICO

■ Conjunto das coisas que, pertencendo a uma pessoa colectiva de direito público de população e
território, são submetidas por lei, dado o fim de utilidade pública a que se encontram afectadas,
a um regime jurídico especial caracterizado fundamentalmente pela sua incomercialidade, em
ordem a preservar a produção dessa utilidade pública (acepção objectiva).

Conjunto das normas que definem e regulam os direitos que se exercem sobre as coisas públicas
(acepção institucional).

(Dicionário Jurídico da Administração Pública - direcção de José Pedro Fernandes, FLAD, 1991)

DOMÍNIO PÚBLICO HÍDRICO

■ Consideram-se do domínio público (hídrico) do Estado os leitos e margens das águas do mar e de
quaisquer águas navegáveis ou flutuáveis, sempre que tais leitos e margens lhe pertençam, e bem

77
D-E
assim os leitos e margens das águas não navegáveis nem flutuáveis que atravessem terrenos públi-
cos do Estado.

(DL 468/71, de 5 de Novembro, alterado pelo DL 89/87, de 26 de Fevereiro)


ver: leito, margem, domínio hídrico

DRENAGEM

■ Conjunto de operações necessárias para eliminar o excesso de humidade do solo.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural,1999)

DUNA LITORAL

■ Forma de acumulação eólica cujo material de origem é constituído por areias marinhas.

(Anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecologica nacional REN

ECOSSISTEMA

■ Unidade funcional básica, que inclui tanto organismos (comunidades bióticas) como o ambien-
te abiótico, cada um deles influenciando as propriedades do outro, sendo ambos necessários para
a conservação da vida tal como existe na terra.

É um conceito amplo, também por vezes designado por biogeocenose, que procura dar realce às
relações obrigatórias, à interdependência e às relações causais entre a comunidade biológica e o
ambiente natural, sempre que constituam uma unidade funcional ou geográfica.

Uma análise ecossistémica tem necessariamente que atender às propriedades relativas a “circuitos
de energia, cadeias alimentares, diversidade de padrões, ciclos nutritivos, desenvolvimentos, evo-
luções e mecanismos de controlo.”

(ODUM, Eugene P. “Fundamentos de ecologia”, F.C.G. 4ª edicção 1988)

EDIFICAÇÃO

■ Actividade ou o resultado da construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de


um imóvel destinado a utilização humana, bem como de qualquer outra construção que se incor-
pore no solo com carácter de permanência.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

78
E
EDIFÍCIO

■ Construção independente, coberta, limitada por paredes exteriores ou paredes meias que vão das
fundações à cobertura, destinada a servir de habitação com um ou mais alojamentos/fogos ou
outros fins.

(INE)

EDIFÍCIO DE ACOMPANHAMENTO

■ Edificação sem valor intrínseco específico, salvo o que resulta da sua contribuição para a caracte-
rização de um ambiente urbano próprio.

(IPPAR, 1999)

EDIFÍCIO DISSONANTE

■ Aquele que pela sua composição, volumetria, materiais ou cores entra em conflito com os edifí-
cios confinantes, com o espaço circundante ou com as características das construções dos lugares
onde se situam.

(IPPAR, 1999)

EFEITO AMBIENTAL

■ Alterações causadas, directa ou indirectamente, pelo Homem no estado do ambiente.

(Ministério do Ambiente, Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)

EIXO DA ESTRADA

■ Linha de separação dos dois sentidos do trânsito ou, no caso de existir separador, a linha que o
divide ao meio, ou ainda, no caso dos ramos dos nós de ligação entre estradas nacionais ou entre
estas e estradas não nacionais, a linha que divide ao meio a faixa ou faixas de rodagem que cons-
tituem o ramo de nó.

(DL 13/94, de 15 de Janeiro)


ver: eixo da faixa de rodagem

79
E
EIXO DA FAIXA DE RODAGEM

■ Linha longitudinal, materializada ou não, que divide uma faixa de rodagem em duas partes, cada
uma afecta a um sentido de trânsito.

(Código da Estrada, aprovado pelo DL 114/94 de 3 de Maio, alterado pelo DL 2/98, de 3 de Janeiro)
ver: eixo da estrada

EMBARGO

■ Suspensão de uma sentença ou de um despacho oficial.

No campo específico da edificação e do urbanismo designa o impedimento oficial de prosseguir


uma obra.

Assim:

Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades, o presidente da Câmara
Municipal é competente para embargar obras de urbanização, de edificação ou de demolição,
bem como quaisquer trabalhos de remodelação de terrenos, quando estejam a ser executadas:

● Sem licença ou autorização;


● Em desconformidade com o respectivo projecto ou com as condições do licenciamento ou
autorização, salvo em caso de alterações durante a execução da obra devidamente enquadradas
na lei;
● Em violação das normas legais e regulamentares aplicáveis.

A notificação do embargo é feita ao responsável pela direcção técnica da obra no local, bem como
ao titular do alvará de licença ou autorização, sendo suficiente qualquer dessas notificações para
obrigar à suspensão dos trabalhos.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

■ As obras e trabalhos efectuados com inobservância das proibições, condicionantes ou pareceres


vinculativos decorrentes das medidas preventivas, ainda que licenciados ou autorizados pelas
autoridades competentes, podem ser embargadas ou demolidas ou, sendo o caso, pode ser orde-
nada a reposição da configuração do terreno e da recuperação do coberto vegetal segundo pro-
jecto a aprovar pela administração.

A competência para ordenar o embargo, a demolição, a reposição da configuração do terreno ou


a recuperação do coberto vegetal pertence ao presidente da Câmara Municipal ou quando se trate
de medidas preventivas estabelecidas pelo Governo, ao presidente da Comissão de Coordenação
Regional ou ao orgão competente do Ministério do Ambiente.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

80
E
EMPENA

■ Parede lateral de um edifício, perpendicular ao plano de alinhamento da fachada.

Pode igualmente definir-se empena como o paramento vertical adjacente à construção ou a um


espaço privado.
As empenas em edificações contíguas são geralmente cegas (sem janelas).

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: alinhamento, fachada

EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS

■ Estabelecimentos que se destinam a prestar serviços de alojamento temporário, restauração ou


animação de turistas, dispondo para o seu funcionamento de um adequado conjunto de estrutu-
ras, equipamentos e serviços complementares.

Os empreendimentos turísticos podem ser integrados num dos seguintes tipos:

● Estabelecimentos hoteleiros;
● Meios complementares de alojamentos turísticos;
● Parques de campismo públicos;

● Conjuntos turísticos

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto)

ENCHALÇO

■ O termo enchalço, ou encalço, designa na representação em planta de um vão de porta ou jane-


la, o espaço vazio compreendido entre a espessura das paredes (entre os ombrais das portas ou
janelas), correspondente ao vão.

Os tectos dos enchalços designam-se por sófitos.

Segundo o RGEU o somatório das áreas dos enchalços é considerado para o cálculo da área útil
e da área habitável do fogo.

(RGEU)
ver: área habitável do fogo, área útil do fogo

81
E
ENQUADRAMENTO DOS BENS CULTURAIS

■ Enquadramento orgânico, natural ou construído, dos bens culturais imóveis que afecte a percep-
ção e leitura de elementos e conjuntos ou que com eles esteja directamente relacionado, por
razões de integração espacial ou motivos sociais, económicos ou culturais, deve ser sempre defi-
nido de acordo com a importância arqueológica, histórica, e tecnológica, artística, arquitectóni-
ca, urbanística ou paisagística do lugar, por constituir parte indispensável na defesa desses mes-
mos bens.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

ENTRONCAMENTO

■ Zona de junção ou bifurcação de vias públicas.

(Código da Estrada, anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

ENVOLVENTE

■ Também designado por área, espaço ou zona envolvente, é a porção de espaço, construído ou não,
que rodeia ou envolve um monumento, edifício notável, conjunto ou localidade.

O termo envolvente é correntemente utilizado no campo da perservação do património arquitec-


tónico para designar os edifícios ou construções que constituem o enquadramento de um deter-
minado valor patrimonial ou ocorrência notável.

(diversas fontes nomeadamente: P. Merlin, F. Choay, PUF, Paris, Dictionnaire de l’Urbanisme et de


l’Aménagement, 1988)
ver: conjunto arquitectónico, edifício de acompanhamento, monumento, paisagem, restauro, sítio

EQUIPAMENTO DE APOIO A ALBUFEIRAS

■ Edifício que agrega as funções de restaurante/bar (pequenas unidades de restauração) e de quios-


que de venda de jornais/revistas/tabacaria.

(Instituto da Água, 1999)

EQUIPAMENTO DE UTILIZAÇÃO COLECTIVA

■ Edificações destinadas à prestação de serviços à colectividade (saúde, educação, assistência social,


segurança, protecção civil, etc.), à prestação de serviços de carácter económico (mercados, feiras,

82
E
etc.) e à prática pela colectividade, de actividades culturais, desportivas, ou de recreio e lazer.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

EQUIPAMENTOS COM FUNÇÕES DE APOIO DE PRAIA

■ Núcleos de funções e serviços habitualmente considerados equipamentos similares dos hotelei-


ros nos termos da legislação aplicável, integrando funções de apoio ao uso balnear da praia,
nomeadamente assitência a banhistas;

(Instituto da Água, 1999)

EQUIPAMENTOS DE PRAIA

■ Núcleo de funções e serviços situados na área envolvente da praia e destinados a similares de hote-
laria, que proporcionam um serviço de restaurante ou snack-bar. Consideram-se ainda equipa-
mentos os bares e as esplanadas de funcionamento anual que não se relacionem directamente
com o apoio ao uso de praia.

(Instituto da Água,1999)

EROSÃO

■ Degradação da superfície do solo sob a acção da água (erosão hídrica) ou do vento (erosão eólica).

As variações bruscas de temperatura também podem provocar erosão.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

ESCARPA

■ Vertente rochosa com declive superior a 45º.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS

■ Conjunto de técnicas que permitem chegar à interpretação histórica pela leitura de vestígios
materiais existentes no subsolo em depósitos arqueológicos.

(IPPAR, 1999)

83
E
ESPAÇO AGRO-FLORESTAL

■ Superfície com culturas agrícola, matas e florestas.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

ESPAÇO FLORESTAL

■ Para efeitos do ordenamento florestal os Espaços Florestais são as áreas ocupadas por arvoredos
florestais de qualquer porte ou com uso silvo-pastoril ou os incultos de longa duração.

(DL 204/94, de 9 de Junho)

ESPAÇO SILVO-PASTORIL

■ Superfície compovoamento florestal, no qual o sub-coberto é utilizado para pastoreio.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

ESPAÇO VERDE E DE UTILIZAÇÃO COLECTIVA

■ São os espaços livres entendidos como espaços exteriores, enquadrados na estrutura verde urba-
na, que se prestam a uma utilização menos condicionada, a comportamentos espontâneos e a
uma estada descontraída por parte da população utente.
Inclui, nomeadamente: jardins, equipamentos desportivos a céu aberto e praças com exclusão dos
logradouros privados.

(Lynch 1990)
ver : área bruta de construção

ESPÉCIES DE RÁPIDO CRESCIMENTO

■ Espécies florestais sujeitas, em termos de viabilidade técnico-económica, a exploração em rota-


ções curtas. A rapidez de crescimento não tem unicamente a ver com a espécie florestal em causa,
mas sobretudo com o resultado de um complexo de factores, a saber: a potencialidade produtiva
da espécie; a qualidade do local e a intensidade da intervenção produtiva.

(DL 175/88, de 17 de Maio; Port. 513/89, de 6 de julho; Direcção Geral de Florestas, 1999)

84
E
ESQUEMA DE DESENVOLVIMENTO DO ESPAÇO COMUNITÁRIO (E.D.E.C.)

■ Documento aprovado, em Maio de 1999, em Potsdam, no Conselho Informal dos Ministros res-
ponsáveis pelo Ordenamento do Território dos Estados Membros da União Europeia, contendo
os objectivos espaciais comuns e as linhas orientadoras comuns do futuro desenvolvimento do
território da União Europeia.

Nele se consagra que a política de desenvolvimento territorial visa assegurar um desenvolvimen-


to equilibrado e durável do território da União, visando atingir, em simultâneo, três objectivos
fundamentais de política comunitária:

● Coesão social e económica;


● Conservação e gestão das bases naturais da vida e do património cultural;
● Competitividade mais equilibrada do território europeu.

(E.D.E.C.,Extracto das Conclusões da Presidência Alemã do Conselho da Europa decorrentes do Conselho


Informal dos Ministros responsáveis pelo Ordenamento do Território dos Estados Menbros da União
Europeia, Potsdam, 1999)

ESTABELECIMENTO DE COMÉRCIO A RETALHO

■ Local em que se exerce a actividade de comércio a retalho, entendida como a actividade exercida
por toda a pessoa física ou colectiva que, a título habitual e profissional, compra mercadorias em
seu próprio nome e por sua própria conta e as revenda directamente ao consumidor final.

(DL 218/97, de 20 de Agosto; DL 339/85, de 21 de Agosto)

ESTABELECIMENTO DE COMÉRCIO MISTO

■ Local onde se exerce, em simultâneo, a actividade de comércio de ramo alimentar e não alimen-
tar, desde que qualquer destes ramos atinja, pelo menos, 10% do volume total das vendas do esta-
belecimento.

(DL 218/97, de 20 de Agosto)

ESTABELECIMENTO DE COMÉRCIO POR GROSSO

■ Local onde se exerce a actividade de comércio por grosso, entendida, como a actividade praticada
por toda a pessoa física ou colectiva que, a título habitual e profissional, compra mercadorias em
seu próprio nome e por sua própria conta e as revende, quer a outros comerciantes, grossistas ou
retalhistas, quer a transformadores, quer ainda a utilizadores profissionais ou grandes utilizadores.

(DL 218/97, de 20 de Agosto; DL 339/85, de 21 de Agosto)

85
E
ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL

■ Local onde seja exercida, principal ou acessóriamente, por conta própria ou de terceiros, qualquer
actividade industrial, independentemente da sua dimensão, do número de trabalhadores, equipa-
mento ou outros factores de produção.

(DL 109/91, de 15 de Março, alterado pelo DL 282/93, de 17 de Agosto)

ESTABELECIMENTOS DE RESTAURAÇÃO E DE BEBIDAS

■ São estabelecimentos de restauração, qualquer que seja a sua denominação, os estabelecimentos


destinados a proporcionar, mediante remuneração, refeições e bebidas para serem consumidas no
próprio estabelecimento ou fora dele. Estes estabelecimentos podem dispôr de salas ou espaços
destinados a dança.

São estabelecimentos de bebidas, qualquer que seja a sua denominação, os estabelecimentos des-
tinados a proporcionar, mediante remuneração, bebidas e serviço de cafetaria para consumo no
próprio estabelecimento ou fora dele. Estas podem dispor de salas ou espaços destinados a dança.

(DL 168/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 139/99, de 24 de Abril)

ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS

■ São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos turísticos destinados a proporcionar,


mediante remuneração, serviços de alojamento e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou
sem fornecimento de refeições.
Os empreendimentos hoteleiros classificam-se em:

● Hoteis;
● Hoteis-Apartamentos;
● Pensões;

● Estalagens;

● Moteis;

● Pousadas.

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto)

ESTAÇÃO CENTRAL DE CAMIONAGEM (E.C.C.)

■ Estação Central de Camionagem é o estabelecimento em que se concentram obrigatoriamente os


locais terminais ou locais de paragem de todas as carreiras não urbanas de transportes rodoviá-
rios de passageiros que servem os aglomerados urbanos.

86
E
A definição da localização de cada Estação Central de Camionagem resultará da aprovação do
plano de urbanização em que seja prevista. Na ausência de plano de urbanização aprovado, ou se
ele for omisso sobre a localização de E.C.C., ou ainda quando seja necessário outra ou outras para
além das nele consideradas, poderá a Câmara Municipal do concelho respectivo ou, através dela,
uma sociedade que obedeça às condições estabelecidas no Art. 12º do DL 170/71, ou um grupo
de transportadores que pretendam constitui-la tomar a iniciativa de requerer a definição da res-
pectiva localização.

(DL 170/71, de 27 de Abril, DL 171/72, de 18 de Maio)

ESTACIONAMENTO DE APOIO A PRAIAS

■ Área de Estacionamento

Área passível de ser utilizada para estacionamento e servida por acesso viário, com as caracterís-
ticas exigidas em função da categoria atribuída à praia.

■ Estacionamento Necessário

Estacionamento necessário é definido em função da capacidade da praia (considerando 3,5 pes-


soas por veículo), da tipologia da praia (nas praias com uso intensivo admite-se que metade das
pessoas são provenientes do aglomerado próximo ou dispõem de transportes públicos adequados)
e das características da sua envolvente física (nas praias urbanas a resultante é ainda DIVIDIDA
por dois, considerando-se que a estrutura do aglomerado absorve parte do estacionamento).

■ Estacionamento Não Regularizado

Área destinada a parqueamento onde as vias de circulação e os lugares de estacionamento não


estão assinalados, delimitada com recurso a elementos naturais ou outros obstáculos adequados
à minimização dos impactos sobre o meio com drenagem de águas pluviais assegurada.

■ Estacionamento Pavimentado

Área destinada a parqueamento, devidamente delimitada, com drenagem de águas pluviais, reves-
tido com materiais estáveis e resistentes às cargas e aos agentes atmosféricos, e com vias de circu-
lação e lugares de estacionamento devidamente assinalados.

■ Estacionamento Regularizado

Área destinada a parqueamento, devidamente delimitada, com superfície regularizada e revesti-


mento permeável semi-permeável com sistema de drenagem de águas pluviais, onde as vias de
circulação e os lugares de estacionamento estão devidamente assinalados.

(Instituto da Água, 1998)

87
E
ESTAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA
ver: resíduos

ESTAÇÕES DE TRIAGEM
ver: resíduos

ESTALAGENS

■ São os estabelecimentos hoteleiros instalados em um ou mais edifícios, que pelas suas caracterís-
ticas arquitectónicas, estilo do mobiliário e serviço prestado, estejam integrados na arquitectura
regional e disponham de zona verde ou logradouro natural envolvente.

(Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

ESTÉTICA DAS EDIFICAÇÕES

■ O RGEU estipula no tocante às condições especiais relativas à estética das edificações designada-
mente o seguinte:

● As construções em zonas urbanas ou rurais, seja qual for a sua natureza e o fim a que se desti-
nem, deverão ser delineadas, executadas e mantidas de forma que contribuam para a dignifica-
ção e valorização estética do conjunto em que venham a integrar-se.

● Não poderão erigir-se quaisquer construções susceptíveis de comprometerem, pela sua locali-
zação, aparência ou proporções, o aspecto das povoações ou dos conjuntos arquitectónicos, edi-
fícios e locais de reconhecido interesse histórico ou artístico ou de prejudicar a beleza das pai-
sagens.

Relativamente aos elementos vegetais refere ainda :

● As árvores ou os maciços de arborização que, embora situados em logradouros de edificações


ou outros terrenos particulares, constituam, pelo seu porte, beleza e condições de exposição,
elementos de manifesto interesse público, e como tais oficialmente classificados, não poderão
ser suprimidos, salvo em caso de perigo iminente, ou precedendo licença municipal, em casos
de reconhecido prejuízo para a salubridade ou segurança dos edifícios vizinhos.

(RGEU)
ver: envolvente, intrusão visual

88
E
ESTRADAS INTERNACIONAIS

■ Os troços de estradas nacionais integrados na rede das grandes estradas de tráfego internacional.

(DL 13/71, de 23 de Janeiro)

ESTRADAS MUNICIPAIS (EM)

■ As estradas que, não estando classificadas como nacionais, são julgadas de interesse para um ou
mais concelhos, ligando as respectivas sedes às diferentes freguesias e povoações e estas entre si
ou às estradas nacionais. Estão a cargo das Câmaras Municipais.

(DL 34 593/45, de 11 de Maio)

ESTRADAS NACIONAIS (EN)

■ As rodovias integradas nos itinerários principais (IP) da rede fundamental e nos itinerários com-
plementares (IC) e nas estradas nacionais (EN) da rede complementar, de acordo com o Plano
Rodoviário Nacional.

(DL 13/94, de 15 de Janeiro, DL 222/98, de 17 de Julho)

ESTRADAS REGIONAIS (ER)

■ As comunicações públicas rodoviárias do continente com interesse supramunicipal e comple-


mentar à rede rodoviária nacional são asseguradas por estradas regionais (ER) que desempenham
as seguintes funções:

● Desenvolvimento e serventia das zonas fronteiriças, costeiras e outras de interesse turístico;


● Ligação entre agrupamentos de concelhos constituindo unidades territoriais;
● Continuidade de estradas regionais nas mesmas condições de circulação e segurança.

(DL 222/98, de 17 de Julho)

ESTRUTURA ECOLÓGICA

■ As áeras, valores e sistemas fundamentais para a protecção e valorização ambiental dos espaços
rurais e urbanos, designadamente as áreas de reserva ecológica.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

89
E
■ Reúne os sistemas indispensáveis ao funcionamento do ramo terrestre do ciclo da água, à circu-
lação do ar no nível vivido da atmosfera, à reprodução/circulação das comunidades florísticas e
faunísticas e à conservação do solo vivo que suporta a produção de bio-massa.

Do ponto de vista do Ordenamento do Território, a ideia relevante é a de que o funcionamento


dos sistemas ecológicos pressupõe uma componente espacial que há que assegurar, sob pena de se
inviabilizar a sustentabilidade do suporte físico e biológico da vida humana e de se comprometer
drasticamente a qualidade da vida nos aglomerados urbanos. É esta componente espacial que inte-
gra a estrutura ecológica da paisagem e que se pretende garantir através da Reserva Ecológica
Nacional, da Reserva Agricola Nacional, do Domínio Público Hídrico e da aplicação de outra legis-
lação dispersa relativa à protecção das comunidades bióticas, dos recursos hídricos e do litoral.

(Manuela Magalhães, Os Planos de Paisagem como Instrumento da Sustentabilidade da Paisagem, 1998)


ver: estrutura verde, reserva agricola nacional RAN, reserva ecológica nacional REN

ESTRUTURA VERDE

■ A estrutura verde engloba todos os espaços verdes da Região, Sub-região ou Concelho, dos quais
a estrutura ecológica constitui um subconjunto. Os espaços verdes são representados, não em ter-
mos de zonamento, mas através de tipologias que representam as várias formas assumidas pelas
massas verdes permitidas pela ecologia do lugar e inspiradas ou constituídas pelas tipologias tra-
dicionais da paisagem rural.

(Manuela Magalhães, Os Planos de Paisagem como Instrumento da Sustentabilidade da Paisagem, 1998)


ver: estrutura ecológica

ESTRUTURA VERDE URBANA

■ Por estrutura verde entende-se o conjunto de áreas verdes para uso predominantemente público,
que asseguram um conjunto de funções ecológicas em meio urbano e ainda com funções de esta-
dia, de recreio, e de enquadramento da estrutura urbana.
Nesta estrutura se engloba todos os espaços verdes, designadamente, as alamedas, praças, jardins
públicos e parques urbanos.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: alameda

ESTUÁRIO

■ Secção terminal de um curso de água limitada a montante pelo local até onde se fazem sentir as
correntes de maré (salinidade e dinâmica).

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

90
E
ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL ( EIA )

■ Estudo sob responsabilidade do proponente, contendo informações sobre o projecto, zona afec-
tada e conjunto de alterações significativas, aprovadas por esse projecto a curto ou a longo prazo,
sobre o ambiente, nas suas componentes biofísicas, económicas, sócio-culturais e humanas e suas
inter-relações.

(DL 109/91, de 15 de Março)

■ Documento técnico formal, elaborado numa determinada fase do processo de Avaliação do


Impacte Ambiental, que contém uma descrição sumária do projecto, a informação relativa aos
estudos de base e à situação de referência, bem como a identificação, avaliação e discussão dos
impactes prováveis, positivos e negativos considerados relevantes e as medidas de gestão ambien-
tal destinados a prevenir, minimizar ou compensar os impactes negativos esperados

(DL 69/00, de 3 de Maio)

ESTUDO PRÉVIO

■ Documento elaborado pelo autor do projecto, depois da aprovação do programa base visando o
desenvolvimento da solução programada, essencialmente no que respeita à concepção geral da obra.

Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.

(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, programa base, programa preliminar, projecto

EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA

■ Unidade técnico-económica que utiliza mão de obra e factores de produção próprios e que deve
satisfazer obrigatoriamente as quatro características seguintes:

● produzir um ou vários produtos agrícolas


● atingir ou ultrapassar uma certa dimensão (área, nº. de animais, etc.)
● estar submetida a uma gestão única

● estar localizada num lugar determinado e identificável

(INE,1989)

EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA ECONOMICAMENTE VIÁVEL

■ Aquela que, no contexto previsível de mercados e de políticas agro-rurais, esteja em condições de

91
E-F
obter, com carácter durável e sustentável, os proveitos suficientes para cobrir os custos reais de
produção e remunerar adequadamente o trabalho e outros recursos próprios aplicados pelo agri-
cultor na exploração.

(Prof. Francisco Cordovil, in Estratégias Produtivas e Rendimento Agrícola, 1991)


ver: exploração agrícola

EXPROPRIAÇÃO

■ Consiste na apropriação forçada de bens imóveis, designadamente através da transferência da


propriedade ou de outros direitos a ela inerentes, com fundamento na necessidade da sua afecta-
ção a um especial fim de utilidade pública, a favor da entidade em cujas atribuições se inclua a
prossecução desse fim, mediante o pagamento de justa indemnização.

(DGOTDU, Expropriações-sistematização da legislação aplicável nº 1 Colecção Divulgação-1995)

■ É um instrumento de execução de planos a que a administração pode recorrer sempre que seja
necessário à execução de planos municipais de ordenamento do território.

Os proprietários podem exigir a expropriação por utilidade pública dos seus terrenos necessários
à execução dos planos quando se destinem a regularização de estremas indispensáveis à realiza-
ção do aproveitamento previsto em plano de pormenor.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

EXTRACÇÃO DE INERTES

■ É a intervenção de desassoreamento das zonas de escoamento e de expansão das águas de super-


fície, quer correntes quer fechadas, bem como da faixa costeira, da qual resulte a retirada de mate-
riais, tais como areia, areão, burgau, godo e cascalho.

(DL 46/94, de 22 de Fevereiro)

FACHADA

■ São as frentes de construção de um edifício que confrontam com arruamentos ou espaços públi-
cos e privados.

Identificam-se com as designações de fachada principal (onde se localiza a entrada principal),


fachadas laterais esquerda e direita, e fachada tardoz.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: altura da fachada, empena

92
F
FAIXA COSTEIRA

■ Banda ao longo da costa marítima, cuja largura é limitada pela linha de máxima praia-mar de
águas vivas equinociais e pela linha situada a 2 km daquela para o interior.

(DL 302/90, de 28 de Setembro )


ver: gestão urbana do litoral

FAIXA DE RODAGEM

■ Parte da estrada especialmente destinada ao trânsito de veículos.

(Código da Estrada, aprovado pelo DL 114/94 de 3 de Maio, alterado pelo DL 2/98, de 3 de Janeiro)

FAIXA NON ALTIUS TOLLENDI

■ Servidão em virtude da qual o proprietário de um prédio se encontra impedido de levantar pare-


de, edifício ou outra construção para além de certo limite de altura.

(Ana Prata, in Dicionário Jurídico, 3ª Edição - Almedina, Coimbra, 1992)


ver: servidão

FLORESTA
ver: espaço florestal

FOGO

■ Sinónimo de alojamento familiar clássico. É o lugar distinto e independente constituído por uma
divisão ou conjunto de divisões e seus anexos, num edifício de carácter permanente, ou numa
parte distinta do edifício (do ponto de vista estrutural), que considerando a maneira como foi
construído, reconstruído, ampliado ou transformado se destina a servir de habitação, normal-
mente, apenas de uma família/agregado doméstico privado. Deve ter uma entrada independente
que dê acesso (quer directamente, quer através de um jardim ou um terreno) a uma via ou uma
passagem comum no interior do edifício (escada, corredor ou galeria, etc.). As divisões isoladas,
manifestamente construídas, ampliadas ou transformadas para fazer parte do alojamento fami-
liar clássico/fogo são consideradas como parte integrante do mesmo.

(INE)
ver: alojamento

93
E-F
FORMA DE IMPLANTAÇÃO

■ Modo como os edifícios no seu conjunto ocupam o solo, nomeadamente: pontual disperso, pon-
tual concentrado, malha urbana irregular, malha urbana regular, etc.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

FORMA DOS REGULAMENTOS

■ Os regulamentos poderão assumir as seguintes formas:

● decreto regulamentar: decreto emanado do Governo em matérias contidas no âmbito dos regu-
lamentos independentes.

● portaria: regulamento emanado de um ministro ou conjunto de ministros em nome do Governo.

● despacho normativo: regulamento emanado de um ministro em nome do seu ministério e não


em nome do Governo.

● decreto regional: decreto emanado das Assembleias Legislativas Regionais das Regiões
Autónomas, que regulamenta leis gerais da República.

● decreto regulamentar regional: decreto emanado dos Governos Regionais das Regiões
Autónomas, que regulamenta legislação regional.

● posturas: regulamentos elaborados pelas Câmaras Municipais em matéria das atribuições


municipais.

(DGOTDU,1999)
ver: regulamento

FUGA PANORÂMICA

■ Vista enquadrada pelo cenário urbano, em direcção ao exterior, sobre o ambiente envolvente dos
aglomerados (mar, rio, campo) estabelecendo o contraste entre a estrutura urbana e o ambiente
envolvente dessa estrutura.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

FUNDO DE COMPENSAÇÃO

■ É um fundo gerido pela Câmara Municipal com a participação dos interessados, nos termos a definir
em regulamento municipal, que se aplica a cada unidade de execução, com os seguintes objectivos:

94
F-G
● Liquidar as compensações devidas pelos particulares e respectivos adicionais;
● Cobrar e depositar em instituições bancárias as quantias liquidadas;
● Liquidar e pagar as compensações devidas a terceiros.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: unidade de execução

FUNDO MUNICIPAL DE URBANIZAÇÃO

■ Fundo autónomo destinado à satisfação dos encargos com o estudo e realização de projectos relativos
a operações e trabalhos de urbanização, construção e reconstrução de habitações a cargo da autarquia.

A constituição do referido fundo terá lugar nos municípios que se localizem em sede de distrito,
em todos aqueles cujas sedes ou aglomerados tenham mais de 10.000 habitantes, ou em quais-
quer outros por iniciativa do respectivo corpo admnistrativo ou determinação governamental.

(DL 794/76, de 5 de Novembro- Lei dos solos)

GESTÃO AMBIENTAL

■ Visa a protecção do ambiente no sentido mais lato, envolvendo a identificação de objectivos, a


adopção de medidas mitigadoras adequadas, a protecção de ecossistemas, a melhoria da qualida-
de de vida das populações afectadas e a diminuição dos custos ambientais.

(Definição subscrita pela D:G. do Ambiente com base na seguinte fonte: A. Gilpin, Environmental Impact
Assessment (EIA), Cambridge University Press, 1995)

GESTÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos

GESTÃO URBANA DO LITORAL

■ Por organização e gestão do litoral entende-se o ordenamento do território dessa zona através de
uma disciplina que impeça a sua degradação.

A solução adequada para obstar aos desiquilíbrios que se vêm registando e às suas graves conse-
quências passa necessáriamente pela definição de um enquadramento legal que estabeleça, com
clareza e rigor, as regras a que deve obedecer a ocupação dos solos da faixa costeira, designada-
mente através da elaboração de planos municipais de ordenamento do território que tenham em
conta os princípios estabelecidos pelo DL 302/90, de 28 deMaio.

(preâmbulo do DL 302/90, de 28 de Setembro)


ver: faixa costeira

95
G-H
GRAUS DE PROTECÇÃO

■ Classificação qualitativa, de carácter arquitectónico, utilizada em estudos de conservação e reabi-


litação urbana, e que define, de acordo com critérios do Conselho da Europa, os níveis de protec-
ção dos edifícios classificados.

Os graus de protecção, distribuem-se da seguinte forma:

● Grau I - relativo a edifícios de grande qualidade, onde deverá ser respeitado integralmente o edi-
fício, susceptível, apenas, de trabalhos de manutenção e restauro.

● Grau II - classificação admitindo obras de remodelação, internas e externas, sem alteração da


volumetria aparente e da expressão das fachadas.

● Grau III - permite uma mais profunda alteração dos edifícios, e mesmo a sua demolição total,
devendo no entanto as eventuais remodelações integrar-se no espírito do conjunto urbano em
que os edifícios se integram.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

HABITATS NATURAIS

■ Zonas terrestres ou aquáticas naturais ou seminaturais que se distinguem por características geo-
gráficas abióticas e bióticas.

(DL 140/99, de 24 de Abril)

HOTÉIS

■ Estabelecimentos hoteleiros destinados a proporcionar, mediante remuneração, alojamento tem-


porário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou sem fornecimentos de refeições, cuja
classificação resulta do preenchimento dos requisitos mínimos das instalações, do equipamento
e do serviço fixados em regulamento.

Os hotéis que disponham de unidades de alojamento e zonas comuns fora do edifício principal,
desde que os edifícos que o constituam se distribuam no terreno, num espaço delimitado, com
área verde, apresentando expressão arquitectónica e características funcionais homogéneas pode-
rão ser designados como Resort ou Hotel Resort.

(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

96
H-I
HOTÉIS-APARTAMENTOS

■ Estabelecimentos hoteleiros compostos no mínimo, por um conjunto de 10 unidades de aloja-


mento, maioritariamente constituída por apartamentos, mobilados e independentes, instalados
em edifício ou edifícios próprios, e explorados em regime hoteleiro.

(Dec.Reg. 8/89, c/a redacção corrigida pelo Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec.Reg. 16/99,
de 18 de Agosto)

HOTÉIS RURAIS

■ Empreendimentos turísticos no espaço rural de natureza familiar situados em zonas rurais e fora
das sedes de município que sejam explorados directamente pelos seus donos ou familiares e que
ocupem a totalidade de um ou mais edifício de reconhecido valor arquitectónico, histórico ou
artístico ou com características próprias do meio rural onde se insere.

(DL 169/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto e Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alte-
rado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de agosto)

IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO (IIP)

■ Imóveis que, sem merecerem a classificação de monumento nacional, ofereçam todavia conside-
rável interesse público, sob o ponto de vista artístico, histórico ou turístico, sendo-lhes aplicáveis
todas as disposições da Lei relativas à classificação, desclassificação, alienação, demolição e con-
servação dos monumentos nacionais.

nota: esta categoria foi substituída pelas propostas do art.8º da Lei 13/85 a qual, não alterando as classificações
anteriores à data da sua publicação, permanece ainda sem regulamentação que permita a aplicação das novas
categorias criadas.

(Decreto 20 985, de 7 de Março de 1932)


ver: monumento, monumento nacional

IMPACTE AMBIENTAL

■ Conjunto de consequências das alterações produzidas em parâmetros ambientais, num determi-


nado período de tempo e numa determinada área, resultantes de um projecto, comparadas com
a situação que ocorreria, nesse período de tempo e nessa área, se esse projecto não tivesse tido
lugar.

(DL 69/00, de 3 de Maio)

97
I
INCULTO (espaço)

■ Terras com coberto vegetal de porte arbustivo, lenhosas ou herbáceas, de origem natural, onde
não se verifique uma actividade agricola ou florestal, podendo resultar de um pousio agrícola,
constituir uma paisagem espontânea ou terra pura e simplesmente abandonada.

(Direcção-Geral de Florestas, 1999)

INDICADOR
■ Conceito abrangente que engloba as disposições, quantitativas ou qualitativas, de uso, ocupação e
transformação do território a aplicar ou respeitar numa área ou superfície de intervenção ou de refe-
rência. São indicadores os índices e parâmetros, e também, as referências a cores, formas, alinhamen-
tos, cérceas, alturas, densidade demográfica, área de implantação, área de construção, entre outros.
São importantes “ferramentas” do ordenamento do território, de carácter prescritivo, associados
à generalidade dos instrumentos de gestão territorial.
(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

ÍNDICE DE CONSTRUÇÃO

■ Multiplicador urbanístico correspondente ao quociente entre o somatório das áreas de constru-


ção e a superfície de referência onde se pretende aplicar de forma homogénea o índice.

O índice de construção pode ser bruto, líquido ou ao lote, consoante a área base onde se preten-
de aplicar o índice: é a totalidade da área em causa; é a totalidade da área em causa com exclusão
das áreas afectas a equipamentos públicos; é o somatório das áreas dos lotes (incluindo os logra-
douros privados, mesmo que eventualmente de uso colectivo).

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: coeficiente de ocupação do solo

ÍNDICE DE IMPERMEABILIZAÇÃO

■ Multiplicador urbanístico correspondente ao quociente entre a área de impermeabilização e a


superfície de referência onde se pretende aplicar de forma homogénea o índice.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

98
I
ÍNDICE DE IMPLANTAÇÃO

■ Multiplicador urbanístico correspondente ao quociente entre o somatório da área de implantação


das construções e a superfície de referência onde se pretende aplicar de forma homogénea o índice.

Tal como o índice de construção, também o índice de implantação pode ser bruto, líquido ou ao lote.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: índice de construção

ÍNDICE DE OCUPAÇÃO
ver: índice de implantação ou coeficiente de afectação do solo.

ÍNDICE DE UTILIZAÇÃO
ver: índice de construção ou coeficiente de ocupação do solo.

ÍNDICE DE UTILIZAÇÃO DA PRAIA

■ Área de utilização confortável de uma praia, por utente, definido em função da tipologia da praia
e da sua vocação.

(Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)


ver: capacidade de carga

ÍNDICE MÉDIO DE UTILIZAÇÃO

■ Quociente entre a soma das superfícies brutas de todos os pisos acima e abaixo do solo destina-
dos a edificação, independentemente dos usos existentes e admitidos pelo plano e a totalidade da
área ou sector abrangido por aquele.

Para efeitos da determinação do valor da edificabilidade média são incluídas, na soma das super-
ficies brutas dos pisos, as escadas, as caixas de elevadores, alpendres e varandas balançadas e
excluem-se os espaços livres de uso público cobertos pelas edificações, zonas de sótãos sem pé-
direito regulamentar, terraços descobertos e estacionamentos e serviços técnicos instalados nas
caves dos edifícios.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

99
I
ÍNDICE VOLUMÉTRICO

■ Multiplicador urbanístico, expresso em m3/m2, correspondente ao quociente entre o volume do


espaço ocupado pelos edifícios, acima do nível do terreno, e a superfície de referência a que se
aplica de forma homogénea o índice.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

ÍNDICES URBANÍSTICOS

■ Multiplicador que se aplica a uma área ou superfície de referência ou área de intervenção com
possibilidade edificatória; resulta de um quociente entre duas áreas cuja proporção se quer man-
ter constante (área de implantação, de construção, de impermeabilização. etc, existente ou pre-
vista/área de referência). Podem ser apresentados em percentagem e, como instrumentos da
gestão do uso, ocupação e transformação do solo, são utilizados em todos os PMOT, particular-
mente nos PP onde se exigem regras precisas e concretas para a execução de acções.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: índice de construção, índice de implantação, índice de impermeabilização.

INERTES

■ Resíduos que não são susceptíveis de sofrerem transformações físicas, químicas ou biológicas
importantes e não apresentam perigo para as águas de superfície ou subterrâneas.

(Projecto de Decreto Lei sobre Construção, Exploração e Encerramento de Aterros para Resíduos Resultantes
da Actividade Extractiva,1999)

Inerte, também designado por agregado é, no âmbito da construção civil, o material granular de
partículas ligadas ou desligadas a ser ligadas por um aglutinante, em materiais como betões, arga-
massas e macadames.

(LNEC, Vocabulário de estradas e aeródromos, 1962)

INFRA-ESTRUTURAS

■ A designação de infra-estruturas, transcendendo o sentido etimológico do termo, designa, na área do


urbanismo, tudo aquilo que diz respeito, como complemento, ao funcionamento correcto do habi-
tat, compreendendo nomeadamente as vias de acesso, o abastecimento de água, as redes eléctrica e
telefónica, eventualmente a rede de gás, e ainda o saneamento e o escoamento das águas pluviais.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: redes de infraestruturas

100
I
INFRA-ESTRUTURAS DE APOIO AO TRANSPORTE

■ Conjunto de instalações e espaços que constituem locais específicos (interfaces) onde se dá início
ou termina um percurso ou se dá continuidade ao percurso até aí realizado num determinado
modo de transporte para outro modo, citam-se:

● Espaços próprios para a circulação e movimento dos modos de transporte envolvidos;

● Instalações de apoio ao passageiro para protecção climatérica, conforto, segurança, informação;

● Instalações de apoio aos operadores para:

● Prestação de serviços ao utente - informação, venda de bilhetes, serviço de despacho de bagagens;

● Apoio ao funcionamento da(s) empresa(s) - serviço de movimento e exploração

(Direcção-Geral dos Transportes Terrestres /Risco, projectistas e consultores de design, 1986)

INFRA-ESTRUTURAS VIÁRIAS ( T )

■ A designação de infra-estruturas viárias integra apenas para efeitos legais (da portaria designada
na fonte) a rede viária (espaço construído destinado à circulação de pessoas e viaturas) e o estacio-
namento.

T = arruamentos + estacionamento

(Port. 1182/92, de 22 de Dezembro)

INQUÉRITO PÚBLICO

■ Formalidade que se observa, obrigatoriamente ou não, consoante os casos, no âmbito do direito


de participação dos cidadãos na formação de decisões da administração pública que lhes dizem
respeito, designadamente, no processo de elaboração dos regulamentos, cujo projecto é submeti-
do a apreciação pública, para recolha de sugestões, a fim de que qualquer cidadão possa exprimir
uma opinião sobre esse projecto.

(DL 442/91, de 15 de Novembro-Código de Procedimento Administrativo)

INSTALAÇÃO DE INCINERAÇÃO
ver: resíduos

101
I
INSTALAÇÕES PISCATÓRIAS

■ Conjunto de instalações amovíveis destinadas a garantir condições de funcionamento e desenvol-


vimento da actividade da pesca, designadamente barracas para abrigo de embarcações, seus uten-
sílios e apetrechos de pesca.

(Instituto da Água, 1999)

INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL

■ Instrumentos que traduzem as grandes opções com relevância para a organização do território,
estabelecendo directrizes de carácter genérico sobre o modo de uso do mesmo, consubstanciando
o quadro de referência a considerar na elaboração de instrumentos de planeamento territorial.

São instrumentos de desenvolvimento territorial: o programa nacional da política de ordena-


mento do território; os planos regionais de ordenamento do território e os planos intermunici-
pais de ordenamento do território.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)


ver: sistema de gestão territorial; instrumentos de planeamento territorial; programa nacional da política de ordenamen-
to do território; planos regionais de ordenamento do território; planos intermunicipais de ordenamento do território.

INSTRUMENTOS DE EXECUÇÃO DOS PLANOS

■ Constituem instrumentos de execução dos planos:

● Direito de preferência;
● Demolição de edifícios;
● Expropriação;

● Reestruturação da propriedade;

● Reparcelamento do solo urbano.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: direito de preferência, demolição de edifícios, expropriação, reestruturação da propriedade, reparcelamento do
solo urbano

INSTRUMENTOS DE NATUREZA ESPECIAL

■ Instrumentos que estabelecem um meio supletivo de intervenção do Governo apto à prossecução


dos objectivos de interesse nacional, com repercussão espacial, ou, transitoriamente, de salva-
guarda de princípios fundamentais do programa nacional de ordenamento do território.

102
I
Constituem instrumentos de natureza especial, os planos especiais de ordenamento do território
a saber:

● planos de ordenamento de áreas protegidas;


● planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas;

● planos de ordenamento da orla costeira.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)


ver: sistema de gestão territorial; planos especiais de ordenamento do território; planos de ordenamento de áreas pro-
tegidas: planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas; planos de ordenamento da orla costeira

INSTRUMENTOS DE PLANEAMENTO TERRITORIAL

■ Instrumentos que estabelecem o regime de uso do solo, definindo modelos de evolução da ocu-
pação humana e da organização de redes e sistemas urbanos e, na escala adequada, parâmetros
de aproveitamento do solo.

São instrumentos de planeamento territorial os planos municipais de ordenamento do território,


que compreendem as seguintes figuras: o plano director municipal; o plano de urbanização e o
plano de pormenor.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)


ver: sistema de gestão territorial; plano director municipal; plano de urbanização; plano de pormenor

INSTRUMENTOS DE POLÍTICA SECTORIAL

■ Instrumentos que programam ou concretizam as políticas de desenvolvimento económico e


social com incidência espacial, determinando o respectivo impacte territorial.

São instrumentos de política sectorial os planos com incidência territorial da responsabilidade


dos diversos sectores da administração central, nomeadamente nos domínios dos transportes, das
comunicações, da energia e recursos geológicos, da educação e da formação, da cultura, da saúde,
da habitação, do turismo, da agricultura, do comércio e indústria, das florestas e do ambiente.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto; DL380/99, de 22 de Setembro)


ver: sistema de gestão territorial

ÍNSUA

■ Forma de acumulação sedimentar situada nos leitos dos cursos de água.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

103
I
INTERFACE

■ Local (nó) onde o passageiro inicia ou termina o seu percurso, muda de modo de transporte ou
faz conexões entre diferentes linhas do mesmo modo.

As paragens nas linhas de transportes rodoviários e as praças de táxis constituem o caso mais sim-
ples de uma interface. Nelas se realiza a mudança de modo de transporte entre o peão e um trans-
porte público.

Os casos mais complexos, envolvendo vários modos de transporte e com grande importância a
nível de ligações regionais e suburbanas encontram-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e
Porto.

(Direcção-Geral de Transportes Terrestres /Risco, projectistas e consultores de design, 1986)

INTERSECÇÃO DE NÍVEL

■ Zona comum às faixas de rodagem de duas ou mais estradas que se cruzam de nível sob quais-
quer ângulos, na qual se podem encontrar os veículos que para ela convergem.

Compreende os cruzamentos, os entroncamentos e as rotundas.

(JAE, Normas de Traçado 1994, Dec. Reg. Nº 22-A/98, de 1 de Outubro)

INTERSECÇÃO DESNIVELADA

■ Cruzamento de vias públicas a níveis diferentes, assegurando a ligação entre elas

(JAE, Normas de Traçado 1994, Dec. Reg. Nº 22-A/98, de 1 de Outubro)

INTRUSÃO VISUAL

■ Também designada por dissonância, é qualquer edificação ou elemento que se demarca do


ambiente urbano ou rural em que está inserido pelo seu volume, cor, textura, estilo, ou quaisquer
outros atributos particulares dissonantes.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)


ver: dissonância

104
J-L
ITINERÁRIOS COMPLEMENTARES (IC)

■ Vias que, no contexto do plano rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse regio-
nal, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

(DL 222/98, de 17 de Julho)

ITINERÁRIOS PRINCIPAIS (IP)

■ Vias de comunicação de maior interesse nacional, servem de base de apoio a toda a rede rodoviá-
ria nacional e asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supra-distrital e des-
tes com os principais portos, aeroportos e fronteiras.

(DL 222/98, de 17 de Julho)


ver: nível de serviço

JARDIM HISTÓRICO

■ Composição arquitectural e vegetal que, do ponto de vista da história e da arte, apresenta um


interesse público, sendo como tal considerado um monumento.

Sendo uma composição de arquitectura onde o material é principalmente vegetal e por isso vivo, como tal pere-
cível e renovável, a sua forma resulta de um perpétuo equilíbrio entre o ciclo das estações, do crescimento e defi-
nhamento da vegetação, e do empenho artístico e da habilidade que tende a perpetuar a situação.

(ICOMOS/FLA, Florença, 21 de Maio de 1981, Carta de Florença - Jardins Históricos )

JARDIM PÚBLICO
ver: espaços verdes e de utilização colectiva, estrutura verde

LAGOAS E ALBUFEIRAS

■ Zonas alagadas, naturais ou artificiais, com água proveniente do lençol freático, de qualquer
forma de precipitação atmosférica ou de cursos de água.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

105
L
LAGUNAS

■ Designadas tradicionalmente em Portugal por rias e lagoas costeiras, é o volume de águas salo-
bras e respectivos leitos adjacentes ao mar e separados deste, temporária ou permanentemente,
por cordões arenosos, tendo por limite, a montante, o local até onde se faz sentir a influência das
marés (salinidade e dinâmica).

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

LARGURA DO MAR TERRITORIAL

■ Todo o Estado tem o direito de fixar a largura do seu mar territorial até um limite que não ultra-
passe 12 milhas marítimas, medidas a partir de linhas de base determinadas em conformidade
com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982)

LEI DOS SOLOS

■ Articulado do DL 794/76 cujos princípios gerais estabelecem que a alteração do uso ou da ocu-
pação dos solos para fins urbanísticos, incluindo os industriais, carece de prévia aprovação da
Administração Pública.

Esta aprovação visa o adequado ordenamento do território para um equilibrado desenvolvimen-


to socioeconómico das suas diversas regiões e inclui o controle e superintendência dos empreen-
dimentos da iniciativa privada.

(DL 794/76, de 5 de Novembro)

LEITO ou ÁLVEO

■ Terreno coberto pelas águas, quando não influenciadas por cheias extraordinárias, inundações ou
tempestades. No leito compreendem-se os mouchões, lodeiros e areais nele formados por depo-
sição aluvial.

● O leito das águas do mar, bem como das demais águas sujeitas à influência das marés, é limita-
do pela linha da máxima preia-mar de águas vivas equinociais.
Essa linha é definida, para cada local, em função do espraiamento das vagas em condições
médias de agitação do mar, no primeiro caso, e em condições de cheias médias, no segundo.

● O leito das restantes águas é limitado pela linha que corresponder à estrema dos terrenos que

106
L
as águas cobrem em condições de cheias médias, sem transbordar para o solo natural, habitual-
mente enxuto.
Essa linha é definida, conforme os casos, pela aresta ou crista superior do talude marginal ou
pelo alinhamento da aresta ou crista do talude molhado das motas, cômoros, valados, tapadas
ou muros marginais.

(DL 468/71, de 5 de Novembro; anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: linha da máx. preia-mar, margens, reserva ecológica nacional REN, zona adjacente

LICENÇA OU CONCESSÃO DE PRAIA BALNEAR

■ Autorização de utilização privativa de uma praia ou parte dela, destinada à instalação dos respec-
tivos Apoios de Praia, Apoios Balneares, Apoios Recreativos e Equipamentos, com uma delimita-
ção e prazo determinados, com o objectivo de prestar as funções e serviços de apoio ao uso balnear.

Tradicionalmente à noção de exploração da praia balnear surge associado o termo “concessão


balnear” embora o contrato de concessão de utilização do domínio hídrico esteja previsto apenas
para instalação e exploração de equipamentos ou apoios de praia associados a equipamentos.

(Instituto da Água, 1999; DL 46/94, de 22 de Fevereiro)

LICENÇAS E AUTORIZAÇÕES ADMINISTRATIVAS

■ A realização de operações urbanísticas depende de prévia licença ou autorização administrativa,


nos termos e com as excepções previstas na lei.

Estão sujeitas a licença administrativa:

● As operações de loteamento em áreas não abrangidas por plano de pormenor;


● As obras de urbanização e os trabalhos de remodelação de terrenos em área não abrangida por
uma operação de loteamento;
● As obras de construção, de ampliação ou de alteração em área não abrangida por operação de

loteamento ou plano de pormenor, sem prejuízo das excepções previstas na lei;


● As obras de reconstrução, ampliação, alteração ou demolição de edifícios classificados ou em

vias de classificação e as obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou demolição


de edifícios situados em zona de protecção de imóvel classificado ou em vias de classificação ou
em áreas sujeitas a servidão administrativa ou restrição de utilidade pública;
● A alteração da utilização de edifícios ou suas fracções em área não abrangida por operação de

loteamento ou plano municipal de ordenamento do território, quando a mesma não tenha sido
precedida da realização de obras sujeitas a licença ou autorização administrativa.

Estão sujeitas a autorização administrativa:

● As operações de loteamento em área abrangida por plano de pormenor;

107
L
● As obras de urbanização e os trabalhos de remodelação de terrenos em área abrangida por ope-
ração de loteamento;
● As obras de construção, de ampliação ou de alteração em área abrangida por operação de lotea-

mento, plano de pormenor ou em área urbana consolidada como tal identificada em plano
municipal de ordenamento do território para a qual não seja necessária a fixação de novos parâ-
metros urbanísticos, sem prejuízo das excepções previstas na lei;
● As obras de reconstrução salvo as previstas no âmbito das licenças administrativas;

● As obras de demolição de edifícios existentes que não se encontrem previstas em licença ou

autorização de obras de reconstrução previstas no âmbito das licenças administrativas;


● A utilização de edifícios ou suas fracções, bem como as alterações à mesma que não se encon-

trem previstas no âmbito das licenças administrativas;


● As demais operações urbanísticas que não estejam isentas ou dispensadas de licença ou autori-

zação, nos termos do Projecto de Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação.

A concessão da licença é da competência da Câmara Municipal, com faculdade de delegação no


presidente e de subdelegação deste nos vereadores, enquanto que a concessão da autorização é da
competência do presidente da Câmara, podendo ser delegada nos vereadores, com faculdade de
subdelegação nos dirigentes dos serviços municipais.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)


ver: alvará de licença ou autorização

LINHA DE MÁXIMA BAIXA-MAR DE ÁGUAS VIVAS EQUINOCIAIS (LMBMA-


VE)

■ Linha definida em função do espraiamento das vagas em condições médias de agitação do mar
na baixa-mar de águas vivas equinociais.

(Instituto da Água, 1999; Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)


ver: linha da máxima preia-mar de águas vivas equinociais

LINHA DE MÁXIMA PREIA-MAR DE ÁGUAS VIVAS EQUINOCIAIS (LMPMA-


VE)

■ Linha definida, em função do espraiamento das vagas em condições médias de agitação do mar,
na preia-mar de águas vivas equicionais; para efeitos de cada plano deverá ser adoptado o valor
utilizado como referência pelas entidades com jurisdição na área para a gestão corrente.

(Instituto da Água, 1999; Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

LINHA DE MÉDIA PREIA-MAR NO PERÍODO BALNEAR (LMPMPB)

■ Linha de cota do espraiamento médio das vagas na preia-mar durante o período balnear.

108
L
(Instituto da Água, 1999; Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)
ver: linha máxima preia-mar de águas vivas equinociais

LINHAS DE BASE RECTAS

1. Nos locais em que a costa apresente recortes profundos e reentrâncias ou em que exista uma
franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata, pode ser adoptado o método das
linhas de base rectas que unam os pontos apropriados para traçar a linha de base a partir da
qual se mede a largura do mar territorial.

2. Nos locais em que, devido à existência de um delta e de outros acidentes naturais, a linha de
costa seja muito instável, os pontos apropriados podem ser escolhidos ao longo da linha de bai-
xar-mar mais avançada em direcção ao mar e, mesmo que a linha de baixa-mar retroceda pos-
teriormente, essas linhas de base rectas continuarão em vigor até que o Estado costeiro as modi-
fique de conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar;

3. O traçado dessas linhas de base rectas não deve afastar-se consideravelmente da direcção geral
da costa e as zonas de mar situadas dentro dessas linhas devem estar suficientemente vincula-
das ao domínio terrestre para ficarem submetidas ao regime das águas interiores.

4. As linhas de base rectas não serão traçadas em direcção aos baixios que emergem na baixa-mar,
nem a partir deles, a não ser que sobre os mesmos se tenham construído faróis ou instalações
análogas que estejam permanentemente acima do nível do mar, ou a não ser que o traçado de
tais linhas de base rectas até àqueles baixios ou a partir destes tenha sido objecto de reconheci-
mento internacional geral.

5. Nos casos em que o método das linhas de base rectas for aplicavél, nos termos do nº 1, poder-se-
á ter em conta, ao traçar determinadas linhas de base, os interesses económicos próprios da região
de que trate, cuja realidade e importância estejam claramente demonstradas por uso prolongado.

6. O Sistema de linhas de base rectas não poderá ser aplicado por um Estado de modo a separar
o mar territorial de outro Estado do alto mar ou de uma zona económica exclusiva.

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982)

LIVRO DE OBRA

■ Livro onde são registados todos os factores relevantes relativos à execução de obras licenciadas ou
autorizadas que deve ser conservado no local da sua realização para consulta pelos funcionários
responsáveis pela fiscalização das obras.

( DL 555/99, de 16 de Dezembro)

109
L-M
LOGÍSTICA

■ Conjunto de técnicas que visam a correcta gestão dos fluxos de materiais e informação em todas
as fases do processo industrial: aprovisionamento-produção-distribuição, optimizando a dupla
função custo-qualidade.

(in Bases Estratégicas de Desenvolvimento da Logística e dos Transportes de Mercadorias nas Áreas
Metropolitanas de Lisboa e Porto, 1999; DGTT, 1999)

LOGRADOURO

■ Área de terreno livre de um lote, ou parcela, adjacente à construção nele implantada e que, fun-
cionalmente, se encontra conexa com ele, servindo de jardim, quintal ou pátio.

(Ana Prata, in Dicionário Jurídico, 3ª Edição - Almedina, Coimbra, 1992)


ver: baldios

LOTA

■ Infra-estrutura em terra implantada na área de um porto de pesca ou em zona ribeirinha na sua


influência, que integre o local coberto ou descoberto, devidamente aprovado e licenciado para a
realização das operações que lhe são inerentes ou complementares, compreendendo a descarga,
manipulação, conservação ou armazenagem.

(DL 304/87, de 4 de Agosto)

LOTAÇÃO DA PRAIA

■ Número admissível de utentes na praia, em função das suas dimensões e capacidade de carga.

(Instituto da Água, 1999)


ver: capacidade de carga de uma praia

LOTE

■ Área de terreno resultante de uma operação de loteamento licenciada nos termos da Legislação
em vigor

(DGOTDU, 1996)

LOTEAMENTOS

110
M
ver: operações de loteamento

LUGAR

■ Conjunto de edifícios contíguos ou próximos, com dez ou mais alojamentos, a que corresponde
uma designação. O conceito abrange, a nível espacial, a área envolvente onde se encontrem servi-
ços de apoio.

(INE)
ver: aglomerado populacional, aglomerado urbano

MANSARDA

■ Termo derivado do nome do seu criador, o arquitecto francês do séc. XVII Mansart, correspon-
de a uma solução de telhado, permitindo um melhor aproveitamento dos sotãos.

Bastante generalizada na construção tradicional, a mansarda é caracterizada pelo desdobramen-


to de cada água do telhado em dois planos diferentemente inclinados, o inferior mais íngreme
(entre 75º e 85º) e o superior mais horizontal (entre 15º e 25º), proporcionando um maior pé-
direito médio, e desde logo um maior espaço habitável sob a cobertura.

O termo mansarda também pode designar o tipo de asna correspondente à construção deste
telhado.

(RGEU; Port.398/72, de 21 de Julho e outras fontes )


ver: águas furtadas, pé-direito

MANUTENÇÃO DE CONSTRUÇÕES DE APOIO À PRAIA

■ Corresponde a situações em que o edifício justifica, funcional e fisicamente, a sua existência,


embora possa ser alvo de pequenas reparações e melhoramentos; assim sendo, a sua localização
e actividade estão adequadas ao espaço e objectivos estabelecidos para aquela praia.

(Instituto da Água, 1999)

MAR TERRITORIAL

1. A soberania do Estado costeiro estende-se além do seu território e das águas interiores e, no
caso de Estado arquipélago, das suas águas arquipelágicas, a uma zona e mar adjacente designa-
da pelo nome de mar territorial.

2. Esta soberania estende-se ao espaço aéreo sobrejacente ao mar territorial, bem como ao leito e

111
M
ao subsolo deste mar.

3. A soberania sobre o mar territorial é exercida de conformidade com a presente convenção e as


demais normas de direito internacional.

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982)

MARGENS

■ Faixa de terreno contígua ou sobranceira à linha que limita o leito das águas.

● A margem das águas do mar, bem como a das águas navegáveis ou flutuáveis sujeitas à jurisdi-
ção das autoridades marítimas ou portuárias, tem a largura de 50 metros.

● A margem das águas do mar corresponde à faixa de terreno contigua ou sobranceira à linha de
máxima preia-mar de águas vivas equinociais, com uma largura minima de 50 m. Quando tiver
natureza de praia em extensão superior à estabelecida, a margem estende-se até onde o terreno
apresentar tal natureza.

● A margem das restantes águas navegáveis ou flutuáveis tem a largura de 30 metros.

● A margem das águas não navegáveis nem flutuáveis, nomeadamente torrentes, barrancos e côr-
regos de caudal descontínuo, tem a largura de 10 metros.

● A largura da margem conta-se a partir da linha do leito. Se porém esta linha atingir arribas
alcantiladas, a largura da margem será contada a partir da crista do alcantil.

(DL 468/71, de 5 de Novembro)


ver: leito, zona adjacente

MARGEM DAS ÁGUAS DO MAR

■ Faixa de terreno contígua ou sobranceira à LMPMAVE, com uma largura mínima de 50 metros,
que se estende até onde o terreno apresentar natureza de praia (areal).

(Instituto da Água, 1999)


ver: linha de máxima preia mar de águas vivas equinociais

MARINA

■ Conjunto de infra-estruturas em plano de água abrigado, exclusivamente destinado ao turismo e


desporto, dispondo em terra dos apoios necessários às embarcações e enquadrado por complexo
hoteleiro e residencial.

112
M
(CCRAlgarve,1999)

MASSAS MINERAIS

■ Rochas e ocorrências minerais não qualificadas legalmente como depósito mineral.

(DL 89/90, de 16 de Março; DL 90/90, de 16 de Março)


ver: depósitos minerais

MATAS NACIONAIS

■ Espaços florestais submetidos ao Regime Florestal Total, pertencentes ao domínio privado do


Estado.

(Direcção-Geral das Florestas, 1999)


ver: domínio privado do estado

MATRIZ PREDIAL

■ Registos de que constam, nomeadamente, a caracterização dos prédios e o seu valor tributável, a
identidade dos proprietários, e sendo caso disso, a dos usufrutuários.

● A inscrição dos prédios na matriz e a actualização desta é feita com base em declaração do con-
tribuinte, a qual deve ser apresentada no prazo de 90 dias a partir de uma das seguintes ocor-
rências :

Formação do prédio, alteração da classificação do prédio, modificação dos seus limites, execu-
ção de obras ou melhoramentos que impliquem alteração do valor tributável, alteração das cul-
turas, conhecimento da inexistência de inscrição, cessação de isenção, ou em resultado de actua-
lização geral de matrizes.

● Cada andar ou parte de prédio susceptível de utilização independente será considerado separa-
damente na inscrição matricial, a qual descriminará também o respectivo valor tributável.

(DL 442-C/88, de 30 de Novembro )


ver : prédio, prédio misto, prédio rústico, prédio urbano

MEDIDAS PREVENTIVAS

■ Em área para a qual tenha sido decidida a elaboração, alteração, revisão ou suspensão de um
plano municipal de ordenamento do território, podem ser estabelecidas medidas preventivas des-

113
M
tinadas a evitar a alteração das circunstâncias e das condições de facto existentes que possa limi-
tar a liberdade de planeamento ou comprometer ou tornar mais onerosa a execução do plano.

O estabelecimento de medidas preventivas por motivo de revisão e alteração de um plano deter-


mina a suspensão da eficácia deste, na área abrangida por aquelas medidas.

As medidas preventivas podem consistir na proibição, na limitação ou na sujeição a parecer vin-


culativo das seguintes acções:

● Operações de loteamento e obras de urbanização;


● Obras de construção civil, ampliação, alteração e reconstrução, com excepção das que estejam
sujeitas apenas a um procedimento de comunicação prévia à Câmara Municipal;
● Trabalhos de remodelação de terrenos;

● Obras de demolição de edificações existentes, excepto as que, por regulamento municipal, pos-

sam ser dispensadas de licença ou autorização;


● Derrube de árvores em maciço ou destruição do solo vivo e do coberto vegetal.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

MEIOS COMPLEMENTARES DE ALOJAMENTO TURÍSTICO

■ Empreendimentos destinados a proporcionar, mediante remuneração, alojamento temporário,


com ou sem serviços acessórios e de apoio, em conformidade com as características e tipo de esta-
belecimento.

Os meios complementares de alojamento turístico classificam-se em:

● Aldeamentos turísticos;
● Apartamentos turísticos;
● Moradias turísticas.

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto)

MOBILIÁRIO URBANO

■ Equipamento capaz de contribuir para o conforto e eficácia dos aglomerados urbanos, nomea-
damente: bancos, cabines telefónicas, recipientes para lixo, abrigos para peões, mapas e cartazes
informativos, etc.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

MODOS NAÚTICOS

■ Todos os veículos flutuantes autónomos, motorizados ou não, com funções de transporte de um

114
M
ou mais passageiros em meio aquático.

(Instituto da Água, 1999)

MONTADO DE SOBRO, DE AZINHO OU MISTO

■ Formação vegetal onde se verifica a presença de sobreiros ou azinheiras, associados ou não entre
si ou com outras espécies e cuja densidade satisfaz os seguintes valores mínimos:

● 50 árvores por hectare, no caso de árvores com altura superior a 1 m, que não atinjam 30 cm
de perímetro à altura do peito;

● 30 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa, se situa entre 30 cm e 79 cm;

● 20 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa se situa entre 80 cm e 129 cm;

● 10 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa é superior a 130 cm.

(DL 11/79, de 14 de Janeiro)

MONUMENTO

■ Obra de arquitectura, composição importante ou criação mais modesta, notável pelo seu interes-
se histórico, arqueológico, artístico, científico, técnico ou social, incluindo as instalações ou ele-
mentos decorativos que fazem parte integrante desta obra, bem como obras de escultura ou de
pintura monumental.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

■ Construção particularmente notável pelo seu interesse histórico, arqueológico, artístico, científi-
co, social ou técnico, incluindo as instalações ou os elementos decorativos que fazem parte inte-
grante de tal construção.

(Convenção para a Salvaguarda do Património Arquitectónico da Europa, Conselho da Europa, Granada,


1985, ratificada pelo Decreto do Presidente da República nº 5/91, de 23 de Janeiro)

MONUMENTO NACIONAL

■ Obra arquitectónica, de escultura ou de pintura monumental, elementos ou estruturas de carác-


ter arqueológico, inscrições, grutas e grupos de elementos com valor nacional excepcional do
ponto de vista da história, da arte ou da ciência.

115
M-N
(Convenção para protecção do Património Mundial, Cultural e Natural, ratificada pelo DL 49/79, de 6 de
Junho)

MONUMENTO NATURAL

■ Ocorrência natural contendo um ou mais aspectos que, pela sua singularidade, raridade ou repre-
sentatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e
a manutenção da sua integridade.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

MORADIAS TURÍSTICAS

■ Meios complementares de alojamento turístico constituídos por um edifício autónomo, de carac-


ter unifamiliar, mobilado e equipado, que se destinem habitualmente a proporcionar, mediante
remuneração, alojamento a turistas.

(Dec. Reg.34/97, 17 de Setembro, alterado pelo Dec.Reg. 14/99, de 14 de Agosto)

MORFOLOGIA URBANA

■ Forma resultante da implantação das tipologias edificadas.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

MOTÉIS

■ Estabelecimentos hoteleiros situados fora dos centros urbanos e na proximidade das estradas
constituídos por unidades de alojamento independentes, com entradas directas do exterior e com
um lugar de estacionamento privativo e contíguo à unidade de alojamento.

(Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

NAVEGAÇÃO COSTEIRA

■ Navegação à vista de costa.

116
N
(Instituto da Água, 1999)

NAVEGAÇÃO LOCAL

■ Nagevação em águas protegidas natural ou artificialmente da agitação marítima.

(Instituto da Água, 1999)

NÍVEL DE SERVIÇO

■ Conjunto de condições de circulação proporcionadas aos usuários de uma estrada num determi-
nado instante. A velocidade é um dos elementos utilizados normalmente para qualificar o nível
de serviço.

(JAE, Norma de traçado, 1994)

NÓ DE LIGAÇÃO

■ Conjunto de ramos de ligação na vizinhança de um cruzamento a níveis diferentes, que assegura


a ligação das estradas que aí se cruzam.

(JAE, Normas de traçado 1994)

NOMENCLATURA DAS UNIDADES TERRITORIAIS PARA FINS ESTATÍSTI -


COS (NUTS)

■ Divisões regionais criadas para fins estatísticos no âmbito da União Europeia. Resultantes de con-
senso entre o Office Statistique os serviços da Comissão e os Estados Membros.

A nomenclatura das unidades territoriais para fins estatísticos é constituída por três níveis de
agregação para unidades territoriais (nível I, II e III).

Nível I : constituído por três unidades, correspondentes ao território do continente e de cada


uma das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Nível II : constituída por sete unidades, correspondentes, no continente, às áreas de actuação


das Comissões de Coordenação Regional e ainda aos territórios das regiões autónomas dos
Açores e da Madeira.

Nível III : constituído por trinta unidades, das quais vinte e oito no continente e duas corres-

117
N-O
pondentes às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

A aplicação das NUTS é obrigatória em todos os casos de recolha e compilação de informação


estatística de natureza económica e demográfica realizada no contexto das competências e atri-
buições dos serviços públicos, integrados ou não no Sistema Estatístico Nacional.

A compatibilização destes três níveis de NUTS com as regiões e zonas agrárias foi feita de acor-
do com o seguinte método: as unidades de nível III da NUTS correspondem à agregação de zonas
agrárias; as regiões agrárias correspondem à agregação de unidades de nivel III da NUTS; as uni-
dades de nivel II correspondem à agregação de regiões agrárias ou a regiões agrárias establecidas.

(DL 46/89, de 15 de Fevereiro)

NÚCLEO DE PESCA LOCAL (NPL)

■ Área costeira com infraestruturas e instalações de pesca que servem a frota de embarcações de
pesca local de convés aberto, com bacia portuária total ou parcialmente abrigada.

(Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

NÚCLEO DE RECREIO NAÚTICO

■ Conjunto de pequenas infra-estruturas marítimas e ou terrestres, num plano de água abrigado,


de apoio à náutica de recreio, podendo, na sua expressão mais simples, ser constituído apenas por
fundeadouro (zona delimitada em plano de água abrigado com bóias de amarração).

(Instituto da Água, 1999)

NÚMERO DE PISOS

■ Número máximo de andares ou pavimentos sobrepostos de uma edificação com excepção dos
sótãos e caves sem frentes livres.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

OBRA

■ Trabalho de construção, reconstrução, ampliação, alteração, reparação, conservação, limpeza, res-


tauro e demolição de bens imóveis.

118
O
(DL 61/99, de 2 de Março)

OBRA DE ARTE

■ Designação tradicional das construções, tais como pontes, viadutos, túneis e muros de suporte,
necessárias ao estabelecimento de uma via de comunicação.

(LNEC, Vocabulário de Estradas e Aeródromos, 1962)

OBRAS DE ALTERAÇÃO

■ Obras de que resulte a modificação das características físicas de uma edificação existente ou sua
fracção, designadamente a respectiva estrutura resistente, o número de fogos ou divisões interio-
res, ou a natureza e cor dos materiais de revestimento exterior, sem aumento da área de pavimen-
to ou de implantação ou da cércea.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OBRAS DE AMPLIAÇÃO

■ Obras de que resulte o aumento da área de pavimento ou de implantação, da cércea ou do volu-


me de uma edificação existente.

( DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OBRAS DE BENEFICIAÇÃO

■ Obras que têm por fim a melhoria de desempenho de uma construção, sem alterarem a estrutu-
ra e o desenho existente.

(IPPAR, 1999)

OBRAS DE CONSERVAÇÃO

■ Obras destinadas a manter uma edificação nas condições existentes à data da sua construção,
reconstrução, ampliação ou alteração, designadamente as obras de restauro, reparação ou limpeza.

( DL 555/99, de 16 de Dezembro)

119
O
OBRAS DE CONSOLIDAÇÃO

■ Obras que visam o reforço dos elementos estruturais, com eventual substituição parcial de algum,
sem alterar o esquema funcional e estrutural do edifício.

(IPPAR, 1999)

OBRAS DE CONSTRUÇÃO

■ Obras de criação de novas edificações

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OBRAS DE DEMOLIÇÃO

■ Obras de destruição, total ou parcial, de uma edificação existente.

O presidente da Câmara Municipal pode, quando for caso disso, ordenar a demolição total ou
parcial da obra ou a reposição do terreno nas condições em que se encontrava antes da data de
inicio das obras ou trabalhos, fixando um prazo para o efeito.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)


ver: demolição de edifícios

OBRAS DE FOMENTO HIDROAGRÍCOLA

■ Obras de aproveitamento de águas do domínio público para rega, enateiramento ou colmatagem,


drenagem, enxugo e defesa dos terrenos para fins agrícolas, adaptação ao regadio das terras bene-
ficiadas, melhoria de regadios existentes e a conveniente estruturação agrária.
Consideram-se obras de adaptação ao regadio o nivelamento das terras, a construção das redes
terciárias de rega ou de enxugo e, bem assim, quaisquer outros trabalhos complementares,
nomeadamente, infra-estruturas viárias e de distribuição de energia, que se tornem necessários
para a exploração e valorização das terras beneficiadas.

(DL 269/82, de 10 de Julho)

OBRAS DE MANUTENÇÃO

■ Conjunto de operações preventivas destinadas a manter em bom funcionamento, quer uma edi-
ficação como um todo, quer cada uma das suas partes constituintes.

120
O
São geralmente operações programadas e efectuadas em ciclos regulares.

(CCRNorte, 1998 - definição também subscrita pelo IPPAR, 1999)

OBRAS DE REABILITAÇÃO

■ Obras que visam adequar e melhorar as condições de desempenho funcional de um edifício, com
eventual reorganização do espaço interior, mantendo o esquema estrutural básico e o aspecto
exterior original.

(IPPAR, 1999)

OBRAS DE RECONSTRUÇÃO

■ Obras de construção subsequentes à demolição total ou parcial de uma edificação existente, das quais
resulte a manutenção ou a reconstituição da estrutura das fachadas, da cércea e do número de pisos.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OBRAS DE RECUPERAÇÃO

■ Obras que visam adequar, melhorar ou eventualmente adaptar a novos usos as condições de
desempenho funcional de um edifício, admitindo a reorganização do espaço interior, mantendo
o esquema estrutural básico e o aspecto exterior original.

(IPPAR, 1999)

OBRAS DE URBANIZAÇÃO

■ As obras de criação e remodelação de infra-estruturas destinadas a servir directamente os espa-


ços urbanos ou as edificações, designadamente arruamentos viários e pedonais, redes de esgotos
e de abastecimento de água, electricidade, gás e telecomunicações e ainda espaços verdes e outros
espaços de utilização colectiva.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OLEODUTO

■ Condutas que permitem o movimento, por bombagem, de produtos petrolíferos líquidos, em


bruto ou refinados.

121
O-P
Incluem-se os ramais, bem como os oleodutos entre a terra firme e as plataformas de perfuração no mar. Excluem-
se os oleodutos cuja extensão total seja inferior a 50 km ou cujo diâmetro interno seja inferior a 15 cm, os oleo-
dutos utilizados apenas para fins militares ou localizados inteiramente dentro de locais de exploração industrial e
os oleodutos integralmente offshore (ou seja, localizados exclusivamente no mar alto). Incluem-se os oleodutos
internacionais cuja extensão total seja de 50 km ou mais, mesmo que a secção instalada no país em questão seja
inferior a 50 km. Os oleodutos constituídos por duas ou mais condutas paralelas são contados duas vezes (ou mais
se for esse o caso). Apenas devem ser consideradas as unidades efectivamente em actividade durante o período de
referência. Excluem-se as unidades com actividade suspensa ou que aguardam inicio de actividade.

(INE)

OPERAÇÕES DE LOTEAMENTO

■ Acções que tenham por objecto ou por efeito a constituição de um ou mais lotes destinados ime-
diata ou subsequentemente à edificação urbana, e que resulte da divisão de um ou vários prédios,
ou do seu emparcelamento ou reparcelamento.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

OPERAÇÕES URBANÍSTICAS

■ Actos jurídicos ou as operações materiais de urbanização, de edificação ou de utilização do solo


e das edificações nele implantadas para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais,
mineiros ou de abastecimento público de água.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

ORDENAMENTO FLORESTAL

■ Conjunto de normas e estudos que regulam e orientam as intervenções de natureza cultural ou


de exploração nos espaços florestais com vista a garantir, de forma sustentada, o fluxo regular de
bens e serviços por eles proporcionados. Estas intervenções realizam-se de acordo com um plano
previamente estabelecido.

(Proposta de DL dos PROF, Direcção Geral das Florestas, 1999)

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

■ Resultado da implementação espacial coordenada das políticas económica, social, cultural e eco-
lógica da sociedade. É simultaneamente uma disciplina científica, uma técnica administrativa e
uma política que se desenvolve numa perspectiva interdisciplinar e integrada tendente ao desen-
volvimento equilibrado das regiões e à organização física do espaço segundo uma estratégica de
conjunto.

122
P
Deve articular múltiplos poderes de decisão, individuais e institucionais e, dentro destes, garan-
tir a articulação e coordenação horizontal e vertical dos vários sectores e níveis da administração
com competências no território. Deve também, ter em atenção a especificidade dos territórios, as
diversidades das suas condições socioeconómicas, ambientais, dos seus mercados conciliando
todos os factores intervenientes da forma mais racional e harmoniosa possível.

(Carta Europeia do Ordenamento do Território, Conferência Europeia dos Ministros responsáveis pelo
Ordenamento do Território, 1984)

PAISAGEM

■ Unidade geográfica, ecológica e estética resultante da acção do homem e da reacção da Natureza,


sendo primitiva quando a acção daquele é mínima, e natural quando a acção humana é determi-
nante, sem deixar de se verificar o equilíbrio biológico, a estabilidade física e a dinâmica ecológica.

(Lei 11/87, de 7 de Abri)

PAISAGEM CULTURAL

■ Áreas, constituindo espaços suficientemente característicos para serem objecto de uma delimita-
ção topográfica, nas quais existem simultaneamente elementos do património cultural e do patri-
mónio natural, com valor excepcional do ponto de vista da história, da ciência, da estética, da tec-
nologia da antropologia, da conservação ou da beleza natural.

(UNESCO, Categoria do Património Mundial, criada em 1992)

PAISAGEM PROTEGIDA

■ Área com paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse regional ou local, resultantes da
integracção harmoniosa do homem e da Natureza que evidencia um grande valor estético ou natural.

A classificação de uma paisagem protegida tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que,
a nível regional ou local, permitam a manutenção e valorização das características das paisagens
naturais e seminaturais e a diversidade ecológica.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

PARÂMETRO

■ Indicador com um intervalo de variação, entre um valor máximo e um valor mínimo. Nesse
intervalo todos os valores intermédios são admissíveis.
Nos instrumentos de gestão do território os parâmetros estabelecem limites mínimos que viabilizam

123
P
numa área de referência, designadamente, infraestruturas, equipamento e funções centrais, e limites
máximos que garantam a salvaguarda do património natural ou edificado e a qualidade do ambi-
ente. Podem ser apresentados em percentagem quando os valores admitidos se reportam a índices.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

PARCELA

■ Área de território física ou juridicamente autonomizada não resultante de uma operação de


loteamento.

(DGOTDU, 1999)

PARCELA AGRÍCOLA

■ Parcela continua de terreno cultivada com uma única cultura e por um único agricultor.

(Reg. CEE nº 305/92, de 27 de Novembro)

PARQUE DE ESTACIONAMENTO

■ Local exclusivamente destinado ao estacionamento de veículos.

(Código de Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

PARQUE DE SUCATA

■ Área destinada especificamente à instalação planeada de um ou mais depósitos de sucata.

(DL 268/98, de 28 de Agosto)


ver: depósito de sucata

PARQUE MARINHO

■ Nas áreas protegidas que abranjam meio marinho podem ser demarcados parques marinhos que
têm por objectivo a adopção de medidas que visem a protecção, valorização e uso sustentado dos
recursos marinhos, através da integração harmoniosa das actividades humanas.

(DL 227/98, de 17 de Julho)

124
P
PARQUE NACIONAL

■ Área que contenha um ou vários ecossistemas inalterados ou pouco alterados pela intervenção
humana, integrando amostras representativas de regiões naturais características, de paisagens
naturais e humanizadas, de espécies vegetais e animais, de locais geomorfológicos ou de habitats
de espécies com interesse ecológico, científico e educacional.

A classificação de um parque nacional tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam a protecção da integridade ecológica dos ecossistemas e que evitem a exploração ou ocu-
pação intensiva dos recursos naturais.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

PARQUE NATURAL

■ Área que se caracteriza por conter paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse
nacional, sendo exemplo da integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza e que
apresenta amostras de um bioma ou região natural.

A classificação de um parque natural tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam a manutenção e valorização das características das paisagens naturais e seminaturais e a
diversidade ecológica.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

PARQUE URBANO
ver: estrutura verde, estrutura verde urbana

PARQUES DE CAMPISMO PÚBLICOS

■ Empreendimentos instalados em terrenos devidamente delimitados e dotados de estruturas des-


tinadas a permitir a instalação de tendas, reboques, caravanas e demais material e equipamento
necessário à prática do campismo, mediante remuneração, abertos ao público em geral.

(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto)

125
P
PARQUES DE CAMPISMO RURAL

■ Empreendimentos turísticos no espaço rural classificados como parques de campismo rural os


terrenos destinados permanente ou temporariamente à instalação de acampamentos, integrados
ou não em explorações agrícolas, cuja área não seja superior a 5000m2.

(DL 192/82, de 19 de Maio de 1982)

PARTICIPAÇÃO

■ Processo de informação, consulta e envolvimento do público interessado bem como das instituições
da Administração Pública com competência em áreas especificas de licenciamento do projecto.

(Ministério do Ambiente, Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)

PASSAGEM INFERIOR

■ Obra de arte destinada a dar passagem a uma estrada sob um caminho de ferro ou uma estrada
de maior importância

(JAE, Norma de traçado,1994)

PASSAGEM SUPERIOR

■ Obra de arte destinada a dar passagem a uma estrada sobre um caminho de ferro ou uma estra-
da de maior importância.

(JAE, Norma de Traçado, 1994)

PASSEIO

■ Superfície da via pública, em geral sobreelevada, especialmente destinada ao trânsito de peões e


que ladeia a faixa de rodagem.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

■ Conjunto de bens arqueológicos, móveis ou imóveis, que são património nacional.

126
P
São abrangidos pelas disposições do diploma referido em fonte os testemunhos arqueológicos
descobertos nas áreas submersas ou arrojados pelas águas.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

■ Diz respeito aos bens materiais para os quais os métodos da arqueologia proporciona os conhe-
cimentos fundamentais. Abrange todos os vestígios da presença do homem e refere os sítios onde
os homens exercem as suas actividades quaisquer que sejam as estruturas e os vestigios abando-
nados, à superfície, no subsolo ou submersos, bem como os materais que lhes estão associados.

(ICOMOS, Carta Internacional para a Gestão do Património Arqueologico, 1990)

PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO

■ Conjunto de imóveis e de contextos edificados de reconhecido valor cultural, portadores de inte-


resse histórico, artístico, técnico e social.

(IPPAR, 1999)

PATRIMÓNIO CULTURAL

■ Bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura, portadores de interesse cul-
tural relevante, designadamente histórico, arqueológico, documental, artístico, etnográfico, cien-
tífico, social ou técnico, devam ser objecto de especial protecção e valorização.

(IPPAR, 1999)

PATRIMÓNIO DE VIZINHANÇA

■ Bens móveis e imóveis portadores de interesse cultural relevante, situados na proximidade de um


monumento ou de um bem cultural nuclear e estabelecendo com este uma relação histórico espa-
cial ou de conteúdo simbólico em contexto, independentemente da sua natureza, grau de monu-
mentalidade ou de perenidade.

(IPPAR, 1999)

PATRIMÓNIO DIFUSO
ver: património de vizinhança

PATRIMÓNIO INTEGRADO

■ Bens pictóricos, escultóricos ou de artes decorativas incorporados na concepção original ou em

127
P
momento áureo na história de um edifício, que estabelecem uma relação de conteúdo simbólico
em contexto com o imóvel concorrendo para a sua valorização.

(IPPAR, 1999)

PAVIMENTO DE UMA VIA DE COMUNICAÇÃO

■ Parte da estrada, rua ou pista que suporta directamente o tráfego e transmite as respectivas soli-
citações à infra-estrutura: terreno, obras de arte, etc.
Pode ser constituido por uma ou mais camadas, tendo, no caso mais geral, uma camada de des-
gaste e camadas de fundação. Cada uma destas camadas pode ser composta e construída por
várias camadas elementares.

(LNEC, Vocabulário de Estradas e Aeródromos, 1962)

PÉ-DIREITO

■ Altura de um compartimento medida entre o pavimento e o tecto.

Por pé-direito livre entende-se a altura entre o pavimento e a face inferior das vigas aparentes do
tecto, correspondendo à maior altura possível para um qualquer objecto que passe sob a viga.

● Para edifícios de habitação o RGEU determina valores mínimos de pé-direito de 2,70 m (excep-
cionalmente de 2,20 em vestíbulos, corredores, instalações sanitárias, despensas e arrecadações),
não podendo o pé-direito livre ser inferior a 2,40 m.

● No caso de tectos abobadados, inclinados, ou contendo saliências, o pé-direito regulamentar


deve manter-se em 80% da sua área, admitindo-se valores mínimos de pé-direito livre de 2,20
m para habitação e de 2,70 m para comércio.

(RGEU)
ver: águas furtadas, altura mínima entre pisos, mansarda

PEDREIRA

■ Conjunto formado por qualquer massa mineral em exploração, pelas instalações necessárias à sua
lavra e pelos depósitos das substâncias extraídas, desperdícios e terras removidas e, bem assim,
pelos seus anexos.

(DL 89/90, de 16 de Março )


ver: massas minerais

128
P
PENSÕES

■ Estabelecimentos hoteleiros destinados a proporcionar, mediante remuneração, alojamento tem-


porário e outros serviços acessórios ou de apoio, com ou sem fornecimento de refeições, cuja
classificação resulta do preenchimento dos requisitos mínimos das instalações, do equipamento
e do serviço fixados em regulamento.

Albergaria é uma das categorias das Pensões.

(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

PERCURSO INTERPRETATIVO

■ Caminho ou trilho devidamente sinalizado que tem como finalidade proporcionar ao visitante,
através do contacto com a natureza, o conhecimento dos valores naturais e culturais da Área
Protegida.

(Dec. Reg. 18/99, de 27 de Agosto)

PEREQUAÇÃO

■ Acto de tornar igual ou justa a repartição de encargos e/ou benefícios entre os elementos de um
conjunto.

(Petit Larousse, 1980)

PERIFERIA
ver: subúrbio

PERÍMETRO OU POLÍGONO FLORESTAL

■ Terrenos submetidos ao regime florestal parcial, normalmente pertencentes ao domínio privado


(particulares) ou terrenos comunitários.

(Decreto 24/12 de 1901; Decreto 24/12 de 1903)

PERÍMETRO URBANO

■ Demarcação do conjunto das áreas urbanas e de expansão urbana no espaço físico dos aglomerados.

129
P
Assim:

A qualificação do solo urbano determina a definição do perímetro urbano, que compreende:

● Os solos urbanizados;
● Os solos cuja urbanização seja possível programar;
● Os solos afectos à estrutura ecológica necessários ao equilíbrio do sistema urbano.

Os perímetros urbanos utilizam-se como base para a definição de áreas de planeamento, para a elaboração dos
regulamentos específicos, para o estabelecimento de taxas e impostos, etc.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto; DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: aglomerado, operações de loteamento, subúrbio

PISTA ESPECIAL

■ Via pública ou via de trânsito especialmente destinada, de acordo com a sinalização, ao trânsito
de peões, de animais ou de certa espécie de veículos.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

PLANEAMENTO ESTRATÉGICO

■ Processo de condução da mudança, baseado numa análise participativa da situação e da evolução pre-
visível e na definição de uma estratégia de utilização dos recursos (escassos) nos domínios críticos.

Explicitando por outras palavras, é um processo de pensar equacionar os futuros desejáveis e pos-
síveis para uma entidade Territorial (seja uma região, um concelho ou uma cidade), e de consen-
sualizar as decisões e medidas concretas, prioritárias, que devem ser tomadas desde de hoje para
que essa entidade seja melhor amanhã.

(CCRLVT, Seminário “Planeamento Regional - uma visão estratégica”, 1999)

PLANO DE ÁGUA ASSOCIADO

■ Massa de água e respectivo leito afectos à utilização específica de uma praia; para efeitos de ges-
tão, o leito do mar com o comprimento correspondente ao areal e a largura de 300m para além
da Linha Máxima de Baixa-Mar de Águas Vivas Equinociais.

(Instituto da Água, 1999)

130
P
PLANO DE ÁGUA DE ALBUFEIRAS

■ Superfície de água na Albufeira cuja cota (Altimétrica) máxima iguala o Nível de Plano de
Armazenamento (NPA).

(Instituto da Água, 1999)

PLANO DE LAVRA

■ Para efeitos de aproveitamento de depósitos minerais naturais, o plano de lavra é um plano de


exploração aprovado pela competente entidade da tutela, que deverá conter:

● A memória descritiva sobre as características do depósito mineral;


● A descrição pormenorizada dos processos de desmonte e domínio dos tectos, no caso de lavra
subterrânea;
● A descrição do sistema de transporte;

● A descrição do sistema de ventilação;

● A descrição do sistema de iluminação;

● A descrição do sistema de esgotos;

● A descrição do sistema de sinalização e segurança;

● A descrição dos processos mineralúrgicos;

● O esquema das fontes de energia e abastecimento de água;

● A descrição das instalações auxiliares da exploração;

Quando for caso disso, a descrição das medidas adoptadas para prevenir a poluição do meio
ambiente e assegurar a recuperação paisagística e dos terrenos.

(DL 88/90, de 16 de Março)

PLANO DE ORDENAMENTO DE ALBUFEIRAS DE ÁGUAS PÚBLICAS

■ Plano de ordenamento que definirá os princípios e regras de utilização das águas públicas e da
ocupação, uso e transformação do solo da respectiva zona de protecção.

(Dec. Reg. 2/88, de 20 de Janeiro; Dec.Reg. 37/91, de 23 de Julho)

PLANO DE PORMENOR (PP)

■ Plano municipal de ordenamento do território (PMOT), que desenvolve e concretiza propostas de


organização espacial de qualquer área específica do território municipal definindo com detalhe a
concepção da forma de ocupação e servindo de base aos projectos de execução das infra-estrutu-
ras, da arquitectura dos edifícios e dos espaços exteriores, de acordo com as prioridades estabeleci-
das nos programas de execução constantes do plano director municipal e do plano de urbanização.

131
P
O plano de pormenor pode ainda desenvolver e concretizar programas de acção territorial.

Sem prejuízo da necessária adaptação à especificidade da modalidade adoptada, o plano de por-


menor estabelece nomeadamente:

● A definição e caracterização da área de intervenção identificando, quando se justifique, os valo-


res culturais e naturais a proteger;
● A situação fundiária da área de intervenção procedendo, quando necessário, à sua transformação;

● O desenho urbano, exprimindo a definição dos espaços públicos, de circulação viária e pedo-

nal, de estacionamento bem como do respectivo tratamento, alinhamentos, implantações,


modelação do terreno, distribuição volumétrica, bem como a localização dos equipamentos e
zonas verdes;
● A distribuição de funções e a definição de parâmetros urbanísticos designadamente índices,

densidade de fogos, número de pisos e cérceas;


● Indicadores relativos às cores e materiais a utilizar;

● As operações de demolição, conservação e reabilitação das construções existentes;

● A estruturação das acções de perequação compensatória a desenvolver na área de intervenção;

● A identificação do sistema de execução a utilizar na área de intervenção.

O plano de pormenor pode, por deliberação da Câmara Municipal adoptar uma das seguintes
modalidades simplificadas:

● Projecto de intervenção em espaço rural;


● Plano de edificação em área dotada de rede viária, caracterizando os volumes a edificar com
definição dos indicadores e parâmetros urbanísticos a utilizar;
● Plano de conservação, recuperação ou renovação do edificado;

● Plano de alinhamento e cércea, definindo a implantação da fachada face à via pública;

● Projecto urbano, definindo a forma e o conteúdo arquitectónico a adoptar em área urbana deli-

mitada, estabelecendo a relação com o espaço envolvente.

O plano de pormenor relativo a área não abrangida por plano de urbanização, incluindo as inter-
venções em solo rural, procede à prévia explicitação do zonamento com base na disciplina con-
sagrada no plano director municipal.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de planeamento territorial

PLANO DE SALVAGUARDA E VALORIZAÇÃO

■ Destina-se a zonas de protecção de imóveis ou conjuntos classificados e tem por missão discipli-
nar urbanística e arquitectonicamente, não apenas áreas classificadas, mas também as envolven-
tes onde se localiza o património construído.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

132
P
PLANO DE URBANIZAÇÃO (PU)

■ Plano municipal de ordenamento do território (PMOT), que define a organização espacial de


parte determinada do território municipal, integrada no perímetro urbano, que exige uma inter-
venção integrada de planeamento.

O plano de urbanização prossegue o equilíbrio da composição urbanística nomeadamente esta-


belecendo:

● A definição e caracterização da área de intervenção identificando os valores culturais e naturais


a proteger;
● A concepção geral da organização urbana, a partir da qualificação do solo, definindo a rede viá-

ria estruturante, a localização de equipamentos de uso e interesse colectivo, a estrutura ecológica


bem como o sistema urbano de circulação de transporte público e privado e de estacionamento;
● A definição do zonamento para localização das diversas funções urbanas, designadamente habi-

tacionais, comerciais, turísticas, de serviços e industriais bem como identificação das áreas a
recuperar ou reconverter;
● A adequação do perímetro urbano definido no plano director municipal em função do zona-

mento e da concepção geral da organização urbana definidos;


● Os indicadores e os parâmetros urbanísticos aplicáveis a cada uma das categorias e subcatego-

rias de espaços;
● As subunidades operativas de planeamento e gestão.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de planeamento territorial de natureza regulamentar

PLANO DIRECTOR MUNICIPAL (PDM)

■ Plano municipal de ordenamento do território (PMOT), que abrange todo o território munici-
pal e que, com base na estratégia de desenvolvimento local, estabelece a estrutura espacial, a clas-
sificação básica do solo, bem como parâmetros de ocupação, considerando a implantação dos
equipamentos sociais e desenvolve a qualificação dos solos urbano e rural.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

Constitui uma síntese da estratégia de desenvolvimento e ordenamento local prosseguida, inte-


grando as opções de âmbito nacional e regional com incidência na respectiva área de intervenção.

O plano director municipal é de elaboração obrigatória.

O plano director municipal define um modelo de organização municipal do território nomeada-


mente estabelecendo:

● A caracterização económica, social e biofísica, incluindo da estrutura fundiária da área de inter-


venção;

133
P
● A definição e caracterização da área de intervenção identificando as redes urbana, viária, de
transportes e de equipamentos de educação, de saúde, de abastecimento público e de seguran-
ça, bem como os sistemas de telecomunicações, de abastecimento de energia, de captação, de
tratamento e abastecimento de água, de drenagem e de tratamento de efluentes e de recolha,
depósito e tratamento de resíduos;
● A definição dos sistemas de protecção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e flo-

restais, identificando a estrutura ecológica municipal;


● Os objectivos prosseguidos, os meios disponíveis e as acções propostas;

● A referenciação espacial dos usos e das actividades nomeadamente através da definição das clas-

ses e categorias de espaço;


● A identificação das áreas e a definição de estratégias de localização, distribuição e desenvolvi-

mento das actividades industriais, turísticas, comerciais e de serviços;


● A definição de estratégias para o espaço rural, identificando aptidões, potencialidades e referên-

cias aos usos múltiplos possíveis;


● A identificação e delimitação dos perímetros urbanos, com a definição do sistema urbano

municipal;
● A definição de programas na área habitacional;

● A especificação qualitativa e quantitativa dos índices, indicadores e parâmetros de referência,

urbanísticos ou de ordenamento, a estabelecer em plano de urbanização e plano de pormenor,


bem como os de natureza supletiva aplicáveis na ausência destes;
● A definição de unidades operativas de planeamento e gestão, para efeitos de programação da

execução do plano, estabelecendo para cada uma das mesmas os respectivos objectivos bem
como os termos de referência para a necessária elaboração de planos de urbanização e de por-
menor;
● A programação da execução das opções de ordenamento estabelecidas;

● A identificação de condicionantes, designadamente reservas e zonas de protecção, bem como

das necessárias à concretização dos planos de protecção civil de carácter permanente;


● As condições de actuação sobre as áreas críticas, situações de emergência ou de excepção, bem

como sobre áreas degradadas em geral;


● As condições de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal;

● A identificação das áreas de interesse público para efeitos de expropriação, bem como a defini-

ção das respectivas regras de gestão;


● Os critérios para a definição das áreas de cedência, bem como a definição das respectivas regras

de gestão;
● Os critérios de perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes da gestão urba-

nística a concretizar nos instrumentos de planeamento previstos nas unidades operativas de


planeamento e gestão;
● A articulação do modelo de organização municipal do território com a disciplina consagrada

nos demais instrumentos de gestão territorial aplicáveis;


● O prazo de vigência e as condições de revisão.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

PLANO MUNICIPAL DE INTERVENÇÃO NA FLORESTA (PMIF)

■ Visa assegurar medidas tendo em vista a protecção das florestas contra incêndios. Pode abranger

134
P
as áreas florestais de um só município ou áreas florestais intermunicipais. É elaborado pela
Câmara Municipal em colaboração com os proprietários.

(DL 423/93, de 31 de Dezembro )

PLANOS DE ALINHAMENTO

■ Conjunto de elementos escritos e desenhados que resultam de estudo elaborado com a finalida-
de de definir as distâncias ao eixo da estrada nacional a que os novos edifícios e as novas veda-
ções podem ser construídos na travessia de zonas urbanizadas.

(DL 13/94, de 15 de Janeiro)


ver: plano de pormenor

PLANOS DE GESTÃO FLORESTAL (PGF)

■ Instrumentos de ordenamento florestal das explorações que regulam as intervenções de natureza


cultural e/ou de exploração e visam a produção sustentada dos bens ou serviços originados em
espaços florestais, determinada por condições de natureza económica, social e ecológica.

(DL 205/99, de 9 de Junho)

PLANOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS


ver: resíduos

PLANOS DE ORDENAMENTO DA ORLA COSTEIRA (POOC)

■ Planos sectoriais que definem os condicionamentos, vocações e usos dominantes e a localização de


infra-estruturas de apoio a esses usos, e que orientam o desenvolvimento das actividades conexas.

Os POOC têm por objectivo:

● O ordenamento dos diferentes usos e actividades específicas da orla costeira.

● A classificação das praias e a regulamentação do uso balnear.

● A valorização e qualificação das praias consideradas estratégicas por motivos ambientais ou


turísticos.

● A orientação do desenvolvimento de actividades específicas da orla costeira.

● A defesa e conservação da natureza.

135
P
Os POOC incidem sobre as águas marítimas costeiras e interiores, respectivos leitos de cheia e
margens com faixas de protecção a definir no âmbito de cada plano a partir da margem, com a
largura máxima de 500 metros com a exclusão das áreas sob jurisdição portuária.

Os POOC devem compatibilizar-se com os Planos Regionais e Municipais de Ordenamento do


Território.

(DL 309/93, de 2 de Setembro, alterado pelo DL 218/94, de 20 de Agosto)


ver: leito de cheia, faixa costeira, margens

PLANOS DE RECURSOS HÍDRICOS

■ Planos que têm como objectivos gerais a valorização, a protecção e a gestão equilibrada dos recur-
sos hídricos nacionais, assegurando a sua harmonização com o desenvolvimento regional e sec-
torial através da economia do seu emprego e racionalização dos seus usos.

Compreendem o Plano Nacional da Água que abrange o território nacional e os Planos de Bacia
Hidrográfica.

(DL 45/94, de 22 de Fevereiro)

PLANOS ESPECIAIS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO (PEOT)

■ Instrumentos de natureza especial, que estabelecem um meio supletivo de intervenção do Governo


apto à prossecução de objectivos de interesse nacional, com repercussão espacial, ou, transitoriamen-
te, de salvaguarda de princípios fundamentais do programa nacional de ordenamento do território.

Os PEOT traduzem um compromisso recíproco de compatibilização com o programa nacional


da política de ordenamento do território e os planos regionais de ordenamento do território e
prevalecem sobre os planos municipais e intermunicipais.

Os PEOT devem ter em conta os planos municipais existentes para a sua zona de influência e
obrigam a adequação destes, em prazo a estabelecer por acordo com as Câmaras Municipais.

Os planos especiais de ordenamento do território são os planos de ordenamento de áreas prote-


gidas, os planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas e os planos de ordenamento da
orla costeira.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

■ São instrumentos de natureza regulamentar elaborados pela Administração Central. Constituem


um meio supletivo de intervenção do governo tendo em vista a prossecução de objectivos de inte-
resse nacional com repercussão espacial, estabelecendo regimes de salvaguarda de recursos e valo-
res naturais e assegurando a permanência dos sistemas indispensáveis à utilização sustentável do
território.

136
P
Os planos especiais de ordenamento do território visam a salvaguarda de objectivos de interesse
nacional com incidência territorial delimitada bem como a tutela de princípios fundamentais
consagrados no programa nacional das políticas de ordenamento do território não asseguradas
por plano municipal de ordenamento do território eficaz.

Estabelecem regimes de salvaguarda de recursos e valores naturais fixando os usos e o regime de


gestão compatíveis com a utilização sustentável do território.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

PLANOS INTERMUNICIPAIS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO (PIMOT)

■ Instrumentos de desenvolvimento territorial, de natureza estratégica, de elaboração facultativa,


que visam a articulação estratégica entre áreas territoriais que, pela sua interdependência, neces-
sitam de cooperação integrada.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

■ Abrangem a totalidade ou parte das áreas territoriais pertencentes a dois ou mais municipios vizinhos.

Os planos intermunicipais de ordenamento do território visam articular as estratégias de desenvol-


vimento económico e social dos municípios envolvidos, designadamente nos seguintes domínios:

● Estratégia intermunicipal de protecção da natureza e de garantia da qualidade ambiental;


● Coordenação da incidência intermunicipal dos projectos de redes, equipamentos, infra-estru-
turas e distribuição das actividades industriais, turísticas, comerciais e de serviços constantes do
programa nacional das políticas de ordenamento do território, dos planos regionais de ordena-
mento do território e dos planos sectoriais aplicáveis;
● Estabelecimento de objectivos, a médio e longo prazo, de racionalização do povoamento;

● Definição de objectivos em matéria de acesso a equipamentos e serviços públicos.

Os planos intermunicipais de ordenamento do território definem um modelo de organização do


território intermunicipal nomeadamente estabelecendo:

● Directrizes para o uso integrado do território abrangido;


● A definição das redes intermunicipais de infra-estruturas, de equipamentos, de transportes e de
serviços;
● Padrões mínimos e objectivos a atingir em matéria de qualidade ambiental.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de desenvolvimento territorial, de natureza estratégica

PLANOS MUNICIPAIS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO (PMOT)

■ Instrumentos de planeamento territorial, de natureza regulamentar, aprovados pelos municipios,

137
P
que estabelecem o regime de uso do solo, definindo modelos de evolução da ocupação humana
e da organização de redes e sistemas urbanos e, na escala adequada, parâmetros de aproveitamen-
to do solo.

Os PMOT compreendem:

● os planos directores municipais ( PDM )


● os planos de urbanização ( PU )
● os planos de pormenor ( PP )

Os planos municipais de ordenamento do território têm como objectivos:

● A tradução, no âmbito local, do quadro do desenvolvimento do território estabelecido nos


instrumentos de natureza estratégica de âmbito nacional e regional;
● A expressão territorial da estratégia de desenvolvimento local;

● A articulação das políticas sectoriais com incidência local;

● A base de uma gestão programada do território municipal;

● A definição da estrutura ecológica municipal;

● Os princípios e as regras de garantia da qualidade ambiental e da preservação do património

cultural;
● Os princípios e os critérios subjacentes a opções de localização de infra-estruturas, equipa-

mentos, serviços e funções;


● Os critérios de localização e distribuição das actividades industriais, turísticas, comerciais e de

serviços;
● Os parâmetros de uso do solo;

● Os parâmetros de uso e fruição do espaço público;

● Outros indicadores relevantes para a elaboração dos demais instrumentos de gestão territorial.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: PDM, PP, PU, instrumentos de planeamento territorial

PLANOS REGIONAIS DE ORDENAMENTO FLORESTAL (PROF)

■ Instrumentos de política sectorial que estabelecem normas específicas de intervenção sobre a ocupa-
ção e utilização dos espaços florestais, de modo a promover e garantir a produção sustentada do con-
junto de bens e serviços a eles associados, na salvaguarda dos objectivos da política florestal nacional.

(DL 204/99, de 9 de Junho)

PLANOS REGIONAIS DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO (PROT)

■ Instrumentos de desenvolvimento territorial, de natureza estratégica, que estabelecem, de acordo


com as directrizes definidas a nível nacional e tendo em conta a evolução demográfica e as pers-
pectivas de desenvolvimento económico, social e cultural, as orientações para o ordenamento do
território regional e define as redes regionais de infra-estruturas e transportes, constituindo o

138
P
quadro de referência para a elaboração dos planos municipais de ordenamento do território,
devendo ser acompanhado de um esquema representando o modelo territorial proposto.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

■ Devem considerar as estratégias municipais de desenvolvimento local e, até à instituição em con-


creto das regiões administrativas, as competências relativas aos planos regionais de ordenamen-
to de território são exercidas pelas Comissões de Coordenação Regional.

As Comissões de Coordenação Regional podem, ouvido o Conselho da Região, propôr ao


Governo que o plano regional de ordenamento do território seja estruturado em unidades de pla-
neamento correspondentes a espaços sub-regionais integrados na respectiva área de actuação sus-
ceptíveis de elaboração e aprovação faseadas.

O plano regional de ordenamento do território visa:

● Desenvolver, no âmbito regional, as opções constantes do programa nacional das políticas de


ordenamento do território e dos planos sectoriais;
● Traduzir, em termos espaciais, os grandes objectivos de desenvolvimento económico e social

sustentável formulados no plano de desenvolvimento regional;


● Equacionar as medidas tendentes à atenuação das assimetrias de desenvolvimento intra-regionais;

● Servir de base à formulação da estratégia nacional de ordenamento territorial e de quadro de

referência para a elaboração dos planos especiais, intermunicipais e municipais de ordenamen-


to do território.

Os planos regionais de ordenamento do território definem um modelo de organização do terri-


tório regional, nomeadamente estabelecendo:

● A estrutura regional do sistema urbano, das redes, das infra-estruturas e dos equipamentos de
interesse regional, assegurando a salvaguarda e a valorização das áreas de interesse nacional em
termos económicos, agrícolas, florestais, ambientais e patrimoniais;
● Os objectivos e os princípios assumidos a nível regional quanto à localização das actividades e

dos grandes investimentos públicos;


● As medidas de articulação, a nível regional, das políticas estabelecidas no programa nacional das

políticas de ordenamento do território e nos planos sectoriais preexistentes, bem como das polí-
ticas de relevância regional contidas nos planos intermunicipais e nos planos municipais de
ordenamento do território abrangidos;
● A política regional em matéria ambiental, bem como a recepção, a nível regional, das políticas

e das medidas estabelecidas nos planos especiais de ordenamento do território;


● Directrizes relativas aos regimes territoriais definidos ao abrigo de lei especial, designadamen-

te as áreas de reserva agricola, domínio hídrico, reserva ecológica e zonas de risco;


● Medidas específicas de protecção e conservação do património histórico e cultural.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de desenvolvimento territorial

139
P
PLANOS SECTORIAIS

■ Instrumentos de política sectorial com incidência territorial da responsabilidade dos diversos sec-
tores da administração central, nomeadamente nos domínios dos transportes, das comunicações,
da energia e recursos geológicos, da educação e da formação, da cultura, da saúde, da habitação,
do turismo, da agricultura, do comércio, da indústria, das florestas e do ambiente.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

■ São instrumentos de programação ou de concretização das diversas politicas com incidência na


organização do território, designadamente:

● Os cenários de desenvolvimento respeitantes aos diversos sectores da Administração Central


referidos na Lei 48/98, de 11 de Agosto, acima indicados;
● Os planos de ordenamento sectorial e os regimes territoriais definidos ao abrigo de lei especial;

● As decisões sobre a localização e a realização de grandes empreendimentos públicos com inci-

dência territorial.

Os planos sectoriais estabelecem nomeadamente:


● As opções sectoriais e os objectivos a alcançar, no quadro das directrizes nacionais aplicáveis;
● As acções de concretização dos objectivos sectoriais estabelecidos;

● A expressão territorial da política sectorial definida;

● A articulação da política sectorial com a disciplina consagrada nos demais instrumentos de ges-

tão territorial aplicáveis.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

PLANTA PARCELAR

■ Peça desenhada, elaborada numa escala adequada, que permite definir com rigor as áreas de cada
parcela necessárias à implantação da obra a que respeita.

(Instituto de Estradas de Portugal, 1999)

PLATAFORMA CONTINENTAL

■ A plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas subma-
rinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natu-
ral do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância
de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territo-
rial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.

O Estado costeiro exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental para efeitos de

140
P
exploração e aproveitamento dos seus recursos.

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982)

PLATAFORMA DA ESTRADA

■ Conjunto constituído pela faixa de rodagem e pelas bermas.

(DL 13/94, de 15 de Janeiro)


ver: faixa de rodagem e berma

PLATAFORMA INTERMODAL

■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte de mercadorias em que se utilizam vários modos de transporte, mas sem
rotura de carga.

(CEMT, Terminologie em Transports Combinés; ECMT, Glossary for Transport Statistics, 1997; DGTT, 1999)

PLATAFORMA LOGÍSTICA

■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte, à logística e à distribuição de mercadorias, quer para o trânsito nacional,
quer para o internacional.

(CEMT, Terminologie em Transports Combinés; Bases Estratégicas de Desenvolvimento da Logística e dos


Transportes de Mercadorias nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto; DGTT,1999)
ver: logística

PLATAFORMA MULTIMODAL

■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte de mercadorias em que se utilizam, pelo menos, dois modos de transpor-
te diferente.

(CEMT, Terminologie em Transports Combinés; ECMT, Glossary for Transport Statistics, 1997; DGTT, 1999)

POLÍGONO DE BASE

■ Perímetro que demarca a área na qual pode ser implantado o edifício.

(Dec. Reg. 63/91, de 29 de Novembro)

141
P
PONTO FOCAL

■ Elemento arquitectónico eminente no tecido urbano, como ponto de referência em destaque,


capaz de personalizar e referenciar a zona em que se encontra implantado, e até mesmo por vezes
o próprio aglomerado na sua totalidade.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 )

■ É o remate de uma estrutura axial. Pode ser simplesmente um espaço ou uma abertura única,
demarcada e contida, uma peça escultórica, arquitectónica, um elemento geológico ou qualquer
outro acontecimento que enfatiza o sentido de um espaço orientado.

(UTL e DGOTDU, Normas Urbanísticas, vol. II, 2ª edição,1998)

POPULAÇÃO ISOLADA

■ Indivíduos residentes em aglomerados populacionais com menos de dez alojamentos ou em alo-


jamentos dispersos não integrados em aglomerados populacionais (lugares).

(INE)

POPULAÇÃO PRESENTE

■ Indivíduos que no momento de observação, se encontravam numa unidade de alojamento, mesmo


que aí não residissem, ou que, mesmo não estando presentes, lá chegaram até às 12 horas desse dia.

(INE)

POPULAÇÃO RESIDENTE

■ Indivíduos que, independentemente de no momento de observação, estarem presentes ou ausen-


tes numa determinada unidade de alojamento, aí habitavam a maior parte do ano com a família
ou detinham a totalidade ou a maior parte dos seus haveres.

(INE)

PORTO COMERCIAL

■ Conjunto de infra-estruturas marítimas e terrestres, num plano de água abrigado, destinado à carga,
descarga, armazenagem e transferência modal de granéis sólidos e carga geral, utilizada ou não.

(Instituto da Água, 1999)

142
P
PORTO DE PESCA

■ Conjunto de infra-estruturas marítimas e terrestres, num plano de água abrigado, destinado à


descarga, acondicionamento, armazenamento e comercialização do pescado.

(Instituto da Água, 1999)

(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982, aprovada pela
Comunidade Europeia, pela Decisão do Conselho, de 23 de Março de 1998, publicada no Boletim
Oficial)

PORTO DE RECREIO

■ Conjunto de infra-estruturas marítimas e terrestres, num plano de água abrigado, destinado exclu-
sivamente à naútica de recreio e dispondo dos apoios necessários às tripulações e embarcações.

(Instituto da Água, 1999)

POUSADAS

■ Estabelecimentos hoteleiros, instalados em imóveis classificados como monumentos nacionais ou


de interesse regional ou municipal e ainda em edifícios que, pela sua antiguidade, valor arquitec-
tónico e histórico, sejam representativos de uma determinada época, e se situem fora de zonas
turísticas dotadas de suficiente apoio hoteleiro.

(Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

POVOAMENTOS FLORESTAIS

■ Conjunto de árvores crescendo num dado local, suficientemente homogéneas na composição


específica, estrutura, idade, crescimento ou vigor.

(Direcção-Geral das Florestas, 1999)

POVOAMENTOS MISTOS

■ Povoamentos constituidos por duas ou mais espécies em que nenhuma atinge 75% do coberto.
Considera-se dominante a espécie que é responsável pela maior parte do coberto.

(Direcção-Geral das Florestas, 1999)

143
P
POVOAMENTOS PUROS OU EXTREMES

■ Povoamentos em que uma só espécie florestal (podendo existir outras espécies) é responsável por
75% do coberto florestal.

(Direcção-Geral das Florestas, 1999)

PRAIA

■ Forma de acumulação mais ou menos extensa de areias ou cascalhos de fraco declive limitada
inferiormente pela linha de baixa-mar de águas vivas equinociais e superiormente pela linha atin-
gida pela preia-mar de águas vivas equinociais.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

PRAIA FLUVIAL

■ Conjunto do plano de água ou curso de água e terrenos marginais onde poderão ter lugar diver-
sas actividades recreativas complementares da actividade balnear.

As Praias Fluviais inseridas no Programa de Valorização das Praias Fluviais tem por objectivo:

● Dotar as áreas do interior de novos espaços associados às actividades recreativas e lúdicas pro-
porcionando áreas seguras para banhos nas áreas interiores e simultaneamente valorizar as
zonas fluviais quer do ponto de vista ambiental e paisagístico, quer pela criação de áreas de ser-
viços com fins culturais, económicos e comerciais.

● Melhorar a qualidade das águas interiores e desencadear os mecanismos que assegurem a


manutenção e controle dessa qualidade.

● Assegurar mecanismos de apoio, a partir dos cursos de água ou de planos de água.

(Instituto da Água, 1999)

PRAIA MARÍTIMA

■ Espaço constituído pelo leito e margem das águas do mar, zona terrestre interior denominada
“ante-praia”, e plano de água adjacente.

Para efeitos do ordenamento e da disciplina dos usos de praias especialmente vocacionadas para
a utilização balnear as praias marítimas classificam-se:

144
P
● Praia Urbana Com Uso Intensivo - Tipo I

Praia adjacente a núcleo urbano consolidado, sujeita a forte procura, que obedece aos seguintes
requisitos:

a) Vias de acesso automóvel, parques e zonas de estacionamento delimitados e pavimentados;


b) Acessos pedonais construídos ou consolidados;
c) Apoios de praia completos, definidos em função da capacidade de carga da área de praia;
d) Equipamentos definidos em função dos existentes na frente urbana;
e) Infra-estruturas de saneamento básico, de abastecimento de água, de energia e comunicações
de emergência;
f) Plano de água afecto a usos multiplos, com canais sinalizados de circulação e acesso à mar-
gem das embarcações e de outros meios náuticos;
g) Condicionamentos específicos à pesca desportiva e à caça submarina;
h) Controlo da qualidade das águas segundo padrões de saúde pública;
i) Existência de serviço de assistência e salvamento de banhistas.

● Praia Não Urbana Com Uso Intensivo - Tipo II

Praia afastada de núcleos urbanos, sujeita a forte procura, que obedece aos seguintes requisitos:

a) Vias de acesso automóvel, parques e zonas de estacionamento delimitados e pavimentados;


Acessos pedonais construídos ou consolidados, com localização e concepção adequadas à mini-
mização de impactes negativos em zonas sensíveis, nomeadamente dunas;
b) Controlo e protecção de zonas sensíveis,
c) Apoios de praia completos, definidos em função da capacidade da praia;
d) Equipamentos complementares decorrentes de estudos de ordenamento;
e) Infra-estruturas de saneamento básico, de abastecimento de água, de energia e comunicações
de emergência;
f) Plano de água afecto a usos múltiplos, com canais sinalizados e acesso à margem das embar-
cações e de outros meios náuticos;
g) Condicionamentos específicos à pesca desportiva e à caça submarina;
h) Condicionamentos específicos à circulação de embarcações e outros meios náuticos motori-
zados quando existam espécies a conservar ou proteger;
i) Controlo da qualidade das águas segundo padrões de saúde pública;
j) Existência de serviço de assistência e salvamento de banhistas.

● Praia Equipada Com Uso Condicionado - Tipo III

Praia que, em função da sua capacidade de suporte de usos conexos com a actividade balnear,
abedece aos requisitos seguintes:

a) Vias de acesso automóvel não pavimentadas e delimitadas na proximidade da zona de praia;


b) Parques de estacionamento não pavimentados e delimitados;
c) Acessos pedonais consolidados e balizados, com localização de impactes ambientais negati-
vos em zonas sensíveis, nomeadamente dunas;
d) Controlo e protecção de zonas sensíveis;

145
P
e) Apoios de praia definidos em função da capacidade da praia;
f) Infra-estruturas de saneamento básico;
g) Plano de águas afecto a usos múltiplos, com canais sinalizados de circulação e acesso à mar-
gem de embarcações e outros meios náuticos;
h) Condicionamentos específicos à pesca desportiva e à caça desportiva;
i) Condicionamentos especificos à circulação de embarcações e outros meios náuticos quando
existam espécies a conservar ou proteger;
j) Controlo da qualidade das águas segundo padrões de saúde pública;
k) Existência de serviços de assistência e salvamento de banhistas.

● Praia Não Equipada Com Uso Condicionado - Tipo IV

Praia que, em função da sua capacidade de suporte de usos conexos com a actividade balnear,
abedece aos requisitos seguintes:

a) Via não regularizada de acesso a ponto único da praia;


b) Quando na mesma praia existam duas ou mais vias de acesso inexistência de vias paralelas à
linha de costa, de vias intermédias e de ligação;
c) Zonas de estacionamento não pavimentadas e delimitadas por elementos naturais ou obstá-
culos adequados à minização dos impactes sobre o meio e com localização anterior à margem
dominial e a faixas de protecção estabelecidas;
d) Inexistência de qualquer tipo de equipamentos e infra-estruturas;
e) Plano de água afecto a usos múltiplos com condicionamentos específicos em função da exis-
tência de espécies a conservar ou proteger;
f) Controlo da qualidade das águas segundo padrões de saúde pública.

● Praia Com Uso Interdito

Praia que, por força da necessidade de protecção da integridade biofísica do espaço ou da segu-
rança das pessoas, não tem aptidão balnear.

● Praia Com Uso Restrito

Praia que, por força da necessidade de protecção da integridade biofísica local ou da manuten-
ção do seu equilíbrio, obedece aos seguintes requisitos:

a) Inexistência de vias de acesso automóvel;


b) Interdição de abertura e melhoramentos de caminhos de acesso à praia;
c) Inexistência de qualquer tipo de infra-estruturas;
d) Plano de água afecto a usos condicionados em função da existência de espécies a conservar
ou proteger.

(anexo I do DL 309/93, de 2 de Setembro)

146
P
PRÉDIO

■ O termo prédio assume no articulado da lei da contribuição autárquica, um dos seguintes significados:

● Toda a fracção de território, abrangendo as águas, plantações, edifícios e construções de qualquer


natureza nele incorporados ou assentes com carácter de permanência, desde que faça parte do patri-
mónio de uma pessoa singular ou colectiva e, em circunstâncias normais, tenha valor económico,

ou :

● As águas, plantações, edifícios ou construções nas circunstâncias anteriores, dotadas de uma


autonomia económica em relação ao terreno onde se encontrem implantados, embora situados
numa fracção de território que constitua parte integrante de um património diverso ou não
tenha natureza patrimonial. Os edifícios ou construções ainda que móveis por natureza, serão
havidos como tendo carácter de permanência quando afectos a fins não transitórios ( quando
se acharem assentes no mesmo local por período superior a um ano ),

ou ainda :

● Cada fracção autónoma, no regime de propriedade horizontal.

(DL 442-C/88, de 30 de Novembro - Código da Contribuição Autárquica)

■ Prédio é uma parte delimitada do solo juridicamente autónoma, abrangendo as águas, planta-
ções, edifícios e construções de qualquer natureza nela existentes ou assentes com carácter de per-
manência, e, bem assim, cada fracção autónoma no regime de propriedade horizontal (não são
considerados prédios as águas, plantações, edifícios ou construções referidos no DL 442-C/88, de
30 de Novembro ).

(DL 172/95, de18 de Julho, que aprova o Regulamento do Cadastro Predial)

PRÉDIO MISTO

■ Sempre que um prédio tenha uma parte rústica e uma parte urbana será classificado na íntegra
de acordo com a parte principal.

Se nenhuma das partes puder ser classificada como principal deverá o prédio ser havido como misto.

(DL 442-C/88, de 30 de Novembro - Código da Contribuição Autárquica)

PRÉDIO RÚSTICO

■ Terreno situado fora de um aglomerado urbano e que não seja classificado como terreno de cons-
trução, desde que :

147
P
● Esteja afecto ou tenha como destino normal uma utilização geradora de rendimento agrícola, ou:

● Não tendo a afectação indicada no anterior, não se encontre construído ou disponha apenas de
edifícios ou construções de carácter acessório, sem autonomia económica e de reduzido valor.

Igualmente se consideram prédios rústicos :

● Os terrenos situados dentro de um aglomerado urbano, desde que por força de disposição legal-
mente aprovada não possa ter utilização geradora de quaisquer rendimentos, ou só possa ter
utilização geradora de rendimentos agrícolas e esteja a ter, de facto, essa afectação.

● Os edifícios e construções directamente afectos à produção de renda agrícola quando situados


nos terrenos referidos nos parágrafos anteriores.

● As águas e plantações, desde que façam parte do património de uma pessoa singular ou colec-
tiva e, em circunstâncias normais, tenham valor económico.

(DL 442-C/88, de 30 de Novembro - Código da Contribuição Autárquica)

PRÉDIO URBANO

■ Todos os prédios que não devam ser classificados como rústicos ou mistos.

Os prédios urbanos podem ser agrupados nas seguintes espécies:

● Habitacionais

● Comerciais, industriais ou para exercício de actividades profissionais independentes: são edifícios


para tal licenciados, ou, na falta de licença, que tenham como destino normal cada um destes fins.

● Terrenos para construção: situados fora ou dentro de aglomerados urbanos para os quais tenha
sido concedido alvará de loteamento, ou aprovado projecto ou concedida licença de construção,
e ainda aqueles que tenham sido declarados no título aquisitivo.

● Outros: englobando os que não sejam terrenos para construção, nem sejam agrícolas, e edifí-
cios e construções, licenciados ou não, que tenham como destino normal outros fins que não
habitação, comércio, indústria, etc.

(DL 442-C/88, de 30 de Novembro - Código da Contribuição Autárquica)

148
P
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO

■ Sucessão ordenada de actos e formalidades tendentes à formação e manifestação da vontade da


Administração Pública ou à sua execução.

(DL 442/91, de 15 de Novembro - Código do Procedimento Administrativo)


ver: acto administrativo, processo administrativo

PROCESSO ADMINISTRATIVO

■ Conjunto de documentos em que se traduzem os actos e formalidades que integram o procedi-


mento administrativo.

(DL 442/91, de 15 de Novembro - Código do Procedimento Administrativo)

PRODUTOR DE RESÍDUOS
ver: resíduos

PROFUNDIDADE MÁXIMA DA CONSTRUÇÃO

■ Dimensão horizontal do afastamento máximo entre a fachada principal e a fachada de tardoz de


um edifício.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)

PROGRAMA BASE

■ Documento elaborado pelo autor do projecto a partir do programa preliminar, resultando da


particularização deste, da verificação da sua viabilidade e do estudo de soluções alternativas,
eventualmente mais favoráveis ou mais ajustadas às condições locais do que a enunciada no pro-
grama preliminar, e que, depois de aprovado pelo dono da obra, serve de base ao desenvolvimen-
to das fases ulteriores do projecto.

Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.

(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa preliminar, projecto

149
P
PROGRAMA NACIONAL DA POLÍTICA DE ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO (PNPOT)

■ Instrumento de desenvolvimento territorial de natureza estratégica, de âmbito nacional, cujas


directrizes e orientações fundamentais traduzem um modelo de organização espacial que terá em
conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem
como as áreas de interesse nacional em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)

■ Estabelece as grandes opções com referência para a organização do território nacional, consubs-
tancia o quadro de referência a considerar na elaboração dos demais instrumentos de gestão ter-
ritorial e constitui um instrumento de cooperação com os demais Estados membros para a orga-
nização do território da União Europeia.

O programa nacional das políticas de ordenamento do território visa os seguintes objectivos:

● Definir o quadro unitário para o desenvolvimento territorial integrado, harmonioso e susten-


tável do país, tendo em conta a identidade própria das suas diversas parcelas e a sua inserção no
espaço da União Europeia;
● Garantir a coesão territorial do País atenuando as assimetrias regionais e garantindo a igualda-

de de oportunidades;
● Estabelecer a tradução espacial das estratégias de desenvolvimento económico e social;

● Articular as políticas sectoriais com incidência na organização do território;

● Racionalizar o povoamento, a implantação de equipamentos estruturantes e a definição das

redes;
● Estabelecer os parâmetros de acesso às funções urbanas e às formas de mobilidade;

● Definir os princípios orientadores da disciplina de ocupação do território.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: instrumentos de desenvolvimento territorial

PROGRAMAS DE ACÇÃO TERRITORIAL

■ A coordenação das actuações das entidades públicas e privadas interessadas na definição da polí-
tica de ordenamento do território e de urbanismo e na execução dos instrumentos de planea-
mento territorial pode ser enquadrada por programas de acção territorial.

Os programas de acção territorial têm por base um diagnóstico das tendências de transformação
das áreas a que se referem, definem os objectivos a atingir no período da sua vigência, especifi-
cam as acções a realizar pelas entidades neles interessadas e estabelecem o escalonamento tempo-
ral dos investimentos neles previstos, designadamente:

● Definindo as prioridades de actuação na execução do plano director municipal e dos planos de


urbanização;

150
Q-R
● Programando as operações de reabilitação, reconversão, consolidação e extensão urbana a rea-
lizar nas unidades operativas de planeamento e gestão;
● Definindo a estratégia de intervenção municipal nas áreas de edificação dispersa e no espaço rural.

A concretização dos programas de acção territorial é assegurada mediante acordo celebrado entre
as entidades neles interessadas.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto, DL 380/99, de 22 de Setembro)

PROGRAMA PRELIMINAR

■ Documento fornecido pelo dono da obra ao autor do projecto para definição dos objectivos,
características orgânicas e funcionais e condicionamentos financeiros da obra, bem como dos res-
pectivos custos e prazos de execução a observar.

Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.

(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa base, projecto

PROJECTO

■ Também denominado projecto de execução é o documento elaborado pelo autor do projecto, a


partir do estudo prévio ou do anteprojecto aprovado pelo dono da obra, destinado a constituir,
juntamente com o programa de concurso e o caderno de encargos, o processo a apresentar a con-
curso para adjudicação da empreitada ou do fornecimento e a facultar todos os elementos neces-
sários à boa execução dos trabalhos.

Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.

(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa base, programa preliminar

PROSPECÇÕES ARQUEOLÓGICAS

■ Explorações superficiais sem remoção de terreno que, de acordo com metodologia arqueológica,
visem escavações arqueológicas e os objectivos de descobrir, conhecer, proteger e valorizar o
património arqueológico.

(Ministério da Cultura, Projecto de Lei do Património Cultural, 1999)

151
R
PROTECÇÃO DE RECURSOS HIDROMINERAIS

■ Perímetro de protecção fixado, no caso de exploração de recursos hidrominerais, com fundamen-


to em estudo hidrogeológico, para garantir a disponibilidade e características da água, bem como
as condições para uma boa exploração.

O perímetro abrangerá três zonas: zona imediata; zona intermédia e zona alargada.

(DL 90/90, de 16 de Março)

QUALIDADE DE VIDA

■ Resultado da interacção de múltiplos factores no funcionamento das sociedades humanas, e tra-


duz-se na situação de bem estar físico, mental e social, e na satisfação e afirmação culturais, bem
como em relações autênticas entre o indivíduo e a comunidade, dependendo da influência de fac-
tores inter-relacionados, compreendendo, designadamente :

● A capacidade de carga do território e dos recursos.

● A alimentação, a habitação, a saúde, a educação, os transportes e a ocupação dos tempos livres.

● Um sistema social que assegure a posteridade de toda a população e os consequentes benefícios


da Segurança Social.

● A integração da expansão urbano-industrial na paisagem, funcionando como valorização da


mesma, e não como agente de degradação.

(Lei 11/87, de 7 de Abril)

QUALIDADE DO AMBIENTE

■ Por qualidade do ambiente entende-se a adequabilidade de todos os seus componentes às neces-


sidades do homem.

(Lei 11/87, de 7 de Abril )

QUARTEIRÃO

■ Conjunto de edifícios implantados numa área urbana delimitada por arruamentos.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

152
R
RADIAL

■ Via de comunicação rodoviária que liga directamente a parte central de uma zona urbanizada às
áreas exteriores.

O termo radial aplica-se igualmente a estradas fora de aglomerados urbanos.

(LNEC, Vocabulário de Estradas e Aeródromos 1962)

REABILITAÇÃO URBANA

■ Processo de transformação do espaço urbano, compreendendo a execução de obras de conserva-


ção, recuperação e readaptação de edifícios e de espaços urbanos, com o objectivo de melhorar as
suas condições de uso e habitabilidade, conservando porém o seu carácter fundamental.

O conceito de reabilitação supõe o respeito pelo carácter arquitectónico dos edifícios, não deven-
do no entanto confundir-se com o conceito mais estrito de restauro, o qual implica a reconstitui-
ção da traça primitiva de pelo menos fachadas e coberturas.

O custo das operações de reabilitação urbana resulta geralmente menor que o das operações de
restauro, bem assim com os resultantes do processo de demolição e reconstrução inerentes às
operações de renovação urbana.

(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988)

REANIMAÇÃO ou REVITALIZAÇÃO URBANA

■ Conjunto de operações destinadas a articular as intervenções pontuais de recuperação dos edifí-


cios existentes em áreas degradadas, com as intervenções mais gerais de apoio à reabilitação das
estruturas sociais, económicas e culturais locais, visando a consequente melhoria da qualidade de
vida nessas áreas ou conjuntos urbanos degradados.

A reanimação ou revitalização implica um certo número de riscos, muitas vezes minimizados,


resultantes da dificuldade de conciliar as exigências contraditórias entre a conservação e a utili-
zação do património edificado, nomeadamente:

Riscos de ordem física, relativos ao estado e características da arquitectura:

● Uso intensivo dos espaços, provocando a deterioração dos edifícios.

● As transformações necessárias à alteração do uso dos espaços e dos edifícios (particularmente a


dos seus espaços interiores), podem resultar na descaracterização dos mesmos, por razões
de ordem funcional ou económica.

153
R
Riscos de ordem social, relativos à população dos espaços e conjuntos a reanimar:

● O custo das operações de reabilitação poderá implicar o êxodo dos antigos moradores, geral-
mente não solventes, e a sua substituição por camadas sociais mais favorecidas.

● A possibilidade de criação de ambientes artificializados resultantes da predominância de


opções de carácter turístico sobre as de caracter cultural.

(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994, P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988 )

RECUPERAÇÃO PAISAGÍSTICA

■ Revitalização biológica, económica e cénica do espaço afectado por exploração (por ex. de uma
pedreira), dando-lhe nova utilização, com vista ao estabelecimento do equilíbrio do ecossistema,
ou restituindo-lhe a primitiva aptidão.

(DGOTDU,1999)

RECUPERAÇÃO URBANA

■ Conjunto de operações tendentes à reconstituição de um edifício ou conjunto degradado, ou alte-


rado por obras anteriores sem qualidade, sem que no entanto esse conjunto de operações assu-
ma as características de um restauro.

De um modo geral a recuperação impõe-se na sequência de situações de ruptura do tecido urba-


no ou de casos de intrusão visual resultantes de operações indiscriminadas de renovação urbana.
A recuperação urbana implica a requalificação dos edifícios ou conjuntos recuperados.

(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988 )

RECURSOS GEOTÉRMICOS

■ Fluidos e as formações geológicas do subsolo, de temperatura elevada, cujo calor seja susceptível
de aproveitamento.

(DL 90/90, de 16 de Março)

RECURSOS HIDROMINERAIS

■ A designação recursos hidrominerais engloba as águas minerais naturais e as águas mineroindustriais.

154
R
Considera-se:

● Água mineral natural - A água considerada bacteriologicamente própria, de circulação profun-


da, com particularidades físico-químicas estáveis na origem dentro da gama de flutuações natu-
rais, de que resultam propriedades terapêuticas ou simplesmente efeitos favoráveis à saúde;
● Água mineroindustrial - São águas naturais subterrâneas que permitem a extracção económica

de substâncias nelas contidas.

(DL 90/90, de 16 de Março)

RECURSOS SILVESTRES

■ Bens associados ao património florestal, nomeadamente cinegéticos, aquícolas e apícolas, que


constituem actividades inerentes ao aproveitamento integrado e sustentável do meio rural.

(Lei 33/96, de 17 de Agosto)

REDE DIVISIONAL

■ Conjunto de aceiros e arrifes.

(Direcção-Geral de Florestas, 1999)

REDE NACIONAL COMPLEMENTAR

■ Assegura a ligação entre a rede nacional fundamental e os centros urbanos de influência conce-
lhia ou supraconcelhia, mas infradistrital. É constituida pelos Itinerários complementares e pelas
Estradas Nacionais.

(DL 222/98, de 17 de Julho)


ver: itinerários complementares

REDE NACIONAL DE AUTO-ESTRADAS

■ Formada pelos elementos da rede rodoviária nacional especificamente projectados e construídos


para o tráfego motorizado, que não servem as propriedades limítrofes e que:

● Excepto em pontos especiais ou que temporariamente disponham de faixas de rodagem distin-


tas para os dois sentidos de tráfego, as quais serão separadas uma da outra por uma zona cen-
tral não destinada ao tráfego ou, excepcionalmente, por outros dispositivos;

● Não tenham cruzamentos de nível com qualquer outra estrada, via férrea ou via de eléctricos
ou caminho de pé posto; e

155
R
● Estejam especialmente sinalizados como auto-estrada.

(DL 222/98, de 17 de Julho)

REDE NACIONAL FUNDAMENTAL

■ Integra os itinerários principais (IP), que são as vias de comunicação de maior interesse nacional
que asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os
principais portos, aeroportos e fronteiras.

(DL 222/98, de 17 de Julho)

REDE NATURA 2000

■ A Directiva do Conselho 79/409/CEE relativa à protecção das aves selvagens (conhecida por
“Directiva das Aves”) adoptada em Abril de 1979 e a Directiva do Conselho 92/43/CEE relativa à
conservação dos habitats naturais e da flora selvagem (conhecida por “Directiva Habitats”) adop-
tada em Maio de 1992, estabelecem as bases para a protecção e conservação da fauna selvagem e
dos habitats da Europa apontando para a criação de uma rede ecologicamente coerente de áreas
protegidas denominada Rede Natura 2000.

Esta rede é constituída por sítios que integram tipos de habitats naturais constantes do anexo I
do diploma assinalado em fonte, dos quais se destacam:

● Habitats costeiros e vegetação halófitas;


● Dunas marinhas e continentais;
● Habitats de água doce;

● Charnecas e moitas das zonas temperadas;

● Moitas esclerófitas (Matorrais);

● Formações herbáceas naturais e semi-naturais;

● Turfeiras altas e turfeiras baixas;

● Habitats rochosos e grutas;

● Florestas;

bem como habitats das espécies animais e vegetais constantes do anexo II da referida fonte.

A rede natura 2000 deve assegurar a manutenção ou, se necessário, o restabelecimento dos tipos
de habitats naturais e dos das espécies em causa num estado de conservação favorável na sua área
de repartição natural.

A rede natura 2000 compreende também as zonas de protecção especial designadas pelos Estados
Membros da EU, nos termos da Directiva 79/409/CEE

(Directiva 92/43/CEE do Conselho, de 21 de Maio de 1992)


ver: habitats naturais, zona de protecção especial, zona especial de conservação, sítio de interesse biológico

156
R
REDE RODOVIÁRIA NACIONAL

■ Constituída pela rede nacional fundamental, que integra os itinerários principais (IP) e pela rede
nacional complementar, formada pelos itinerários complementares (IC) e pelas estradas nacio-
nais (EN)

(DL 222/98, de 17 de Julho)

REDES DE INFRA-ESTRUTURAS

■ Dizem respeito aos sistemas de condutores, colectores, canais e espaços canais e seus dispositivos
próprios que permitem ou facilitam a movimentação das pessoas e bens, do abastecimento e dos
efluentes, da energia sob as suas diversas formas e dos transportes e comunicações (as vias rodo-
viárias e ferroviárias, os portos e aeroportos, as redes de abastecimento de água, as redes de esgo-
tos e de drenagem, as condutas de gás e de petróleo, os cabos eléctricos, os cabos telefónicos e de
televisão, etc.).

(UTL - DGOTDU Normas Urbanísticas, vol. I , 1995)


ver:infra-estruturas

REESTRUTURAÇÃO

■ Operação urbanística que consiste no melhoramento de uma determinada área residencial, ou


residencial-comercial, através da demolição dos elementos degradados, da melhoria do sistema
viário, dos espaços verdes, e, de um modo geral, de todos os seus equipamentos.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 )

REESTRUTURAÇÃO DA PROPRIEDADE

■ Instrumento de execução de planos que o município pode promover por via do sistema de coo-
peração, do sistema de imposição administrativa ou por proposta de acordo (quando os casos
referidos no nº 2 do art. 128º do DL 380/99, de 22 de Setembro, se verifiquem em relação a um
conjunto de prédios de diversos proprietários), para estruturação da compropriedade sobre o ou
os edifícios que substituírem os existentes.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

REGADIO

■ Solo em que há necessidade de aplicação de água com frequência, débito, duração e intensidade

157
R
variável a fim de prevenir os efeitos da seca.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

REGIME FLORESTAL

■ Compreende o conjunto de disposições destinadas a assegurar não só a criação, exploração e con-


servação da riqueza silvícola, sob o ponto de vista da economia nacional, mas também o revesti-
mento florestal dos terrenos cuja arborização seja de utilidade pública, e conveniente ou necessá-
ria para o bom regime das águas e defesa das várzeas, para a valorização das planícies áridas e
benefício do clima, ou para a fixação e conservação do solo, nas montanhas, e das areias do lito-
ral marítimo.

(Decreto 24/12, de 1901; Decreto 24/12, de 1903)

REGIME FLORESTAL TOTAL E PARCIAL

■ O regime florestal é total quando é aplicado em terrenos do Estado, por sua conta e administra-
ção e é parcial quando é aplicado em terrenos das Autarquias, estabelecimentos religiosos, asso-
ciações ou particulares.

(Decreto 24/12, de 1901; Decreto 24/12, de 1903)


ver: regime florestal

REGIME FLORESTAL PARCIAL DE SIMPLES POLÍCIA

■ Forma de regime florestal aplicado às propriedades particulares, que obedeçam a condições espe-
ciais e a requerimento dos proprietários.

(Decreto 24/12, de 1901; Decreto 24/12, de 1903)


ver: regime florestal

REGULAMENTO

■ Norma jurídica de carácter geral e execução permanente, de grau hierarquicamente inferior ao


dos actos legislativos, dimanada de uma autoridade admnistrativa sobre matéria da sua compe-
tência, no desempenho da função administrativa ou do poder administrativo.

(DGOTDU,1999)
ver: forma dos regulamentos

158
R
REGULAMENTO DA NAVEGAÇÃO EM ALBUFEIRAS

■ Disciplina a navegação de recreio em albufeiras de águas públicas de serviço público.

(Port. 783/98, de 19 de Setembro)

RELOCALIZAÇÃO DE CONSTRUÇÃO DE APOIO E EQUIPAMENTOS A PRAIAS

■ Significa, no contexto do POOC, que a existência de um determinado apoio ou equipamento se


justifica, mas não com a localização actual, pelo que se propõe uma nova localização; esta situa-
ção não implica necessariamente a demolição do edifício existente ao qual poderá ser atribuído
outro uso.

(Instituto da Água, 1999)

RENOVAÇÃO URBANA

■ Conjunto de operações urbanísticas que visam a reconstrução de áreas urbanas subocupadas ou


degradadas, às quais não se reconhece valor como património arquitectónico ou conjunto urba-
no a preservar, com deficientes condições de habitabilidade, de salubridade, de estética ou de
segurança, implicando geralmente a substituição dos edifícios existentes.

Este conceito pode abranger acções de reabilitação, e é por vezes confundido com o de reabilita-
ção, o qual no entanto supõe o respeito pelo carácter arquitectónico dos edifícios em questão.

(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, PUF
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988)
ver: reabilitação urbana

REPARCELAMENTO DO SOLO URBANO

■ Instrumento de execução de planos que consiste no agrupamento de terrenos localizados dentro


de perímetros urbanos delimitados em plano municipal de ordenamento do território e na sua
posterior divisão ajustada àquele, com a adjudicação dos lotes ou parcelas resultantes aos primi-
tivos proprietários.

São objectivos do reparcelamento:

● Ajustar às disposições do plano a configuração e o aproveitamento dos terrenos para construção;


● Distribuir equitativamente, entre os proprietários, os beneficios e encargos resultantes do plano;
● Localizar as áreas a ceder obrigatoriamente pelos proprietários, destinadas à implantação de

infra-estruturas, espaços e equipamentos públicos.

159
R
A operação de reparcelamento é da iniciativa dos proprietários ou da Câmara Municipal, isola-
damente ou em cooperação.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

REPOSIÇÃO DUNAR

■ Utilização de métodos artificiais para formação de duna, aproveitando áreas disponíveis que
fazem parte de zona dunar antiga e que, por diversos motivos, não constituem neste momento
parte desse conjunto. À reposição dunar está associado o posterior revestimento dunar.

(Instituto de Água, 1999)

RESERVA AGRÍCOLA NACIONAL (RAN)

■ O conceito de reserva agrícola nacional visa defender e proteger as áreas de maior aptidão agrí-
cola e garantir a sua afectação à agricultura, de forma a contribuir para o pleno desenvolvimen-
to da agricultura portuguesa e para o correcto ordenamento do território.

A reserva agrícola nacional, RAN, é o conjunto das áreas que, em virtude das suas características
morfológicas, climatéricas e sociais, maiores potencialidades apresentam para a produção de bens
agrícolas.

As áreas da RAN são constituídas por solos das classes A e B, bem como por solos de baixas alu-
vionares e coluviais, e ainda por solos de outros tipos cuja integração nas mesmas se mostre con-
veniente para a prossecussão dos fins previstos.

Quando assumam relevância em termos de economia local ou regional, podem ser integrados na
RAN, como integração específica:

● As áreas que tenham sido submetidas a importantes investimentos destinados a aumentar com
carácter duradouro a capacidade productiva dos solos.
● Os solos cujo aproveitamento seja determinante da viabilidade económica de explorações agrí-

colas existentes.
● Os solos da subclasse Ch.

Não se integram na RAN:

● Os solos destinados a expansões urbanas, consignados em planos directores municipais, em pla-


nos de urbanização, em áreas de desenvolvimento urbano prioritário e em áreas de construção
prioritária plenamente eficazes.

● Os solos destinados à construção que se encontrem dentro dos limites ou perímetros dos aglo-
merados urbanos definidos por planos directores municipais e planos de urbanização plena-

160
R
mente eficazes ou, na sua falta, fixados em diploma legal ou ainda aprovados por despacho fun-
damentado do ministro da tutela, sob proposta dos respectivos municípios.

● Os solos destinados a loteamentos urbanos de interesse regional ou local, quando integrados em


núcleos de construção legalmente autorizados antes da entrada em vigor do presente diploma.

Os solos da RAN devem ser exclusivamente afectos à agricultura, sendo proíbidas todas as acções
que diminuam ou destruam as suas potencialidades agrícolas, designadamente :

● Obras hidráulicas, vias de comunicação e acessos, construção de edifícios, aterros e escavações.

● Lançamento ou depósito de resíduos radioactivos, resíduos sólidos urbanos, resíduos indus-


triais ou outros produtos que contenham substâncias ou microrganismos que possam alterar as
características do solo.

● Despejo de volumes excessivos de lamas, designadamente resultantes da utilização indiscrimi-


nada de processos de tratamento de efluentes.

● Acções que provoquem erosão e degradação do solo, desprendimento de terras, encharcamen-


to, inundações, excesso de salinidade e outros efeitos perniciosos.

● Utilização indevida de técnicas ou produtos fertilizantes e fitofarmacêuticos.

(DL 196/89, de 14 de Junho, alterado pelo DL 274/92, de 12 de Dezembro)


ver : classes de solos

RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL (REN)

■ Constitui uma estrutura biofísica básica e diversificada que, através do condicionamento à utili-
zação de áreas com características ecológicas específicas, garante a protecção de ecossistemas e a
permanência e intensificação dos processos biológicos indispensáveis ao enquadramento equili-
brado das actividades humanas.

Áreas a considerar para efeitos de integração na REN:

● nas zonas costeiras:

● praias;

● dunas litorais, primárias e secundárias (ou na presença de sistemas dunares que não possam ser
classificados daquela forma, toda a área que apresente riscos de rotura do seu equilíbrio biofísico
por intervenção humana desadequada ou, no caso das dunas fósseis, por constituirem marcos de
elevado valor científico no domínio da geo-história);
● arribas ou falésias (incluindo faixas de protecção medidas a partir do rebordo superior e da base

cuja largura seja determinada em função da altura do desnível, da geodinâmica e do interesse céni-

161
R
co e geológico do local);
● faixa que assegure uma protecção eficaz da zona litoral (quando não existirem dunas nem arribas);

● faixa ao longo de toda a costa marítima (de largura limitada pela linha da máxima preia-mar

de águas vivas equinociais e a batimétrica dos 30 m);


● estuários, lagunas, lagoas costeiras e zonas húmidas adjacentes (englobando uma faixa de pro-

tecção delimitada para além da linha de máxima preia-mar de águas vivas equinociais);
● ilhas, ilhéus e rochedos emersos do mar; sapais; restingas; tombolos.

● nas zonas ribeirinhas, águas interiores e áreas de infiltração máxima ou de apanhamento:

● leitos dos cursos de água e zonas ameaçadas pelas cheias;


● lagoas, suas margens naturais e zonas húmidas adjacentes (e uma faixa de protecção delimita-
da a partir da linha de máximo alagamento);
● albufeiras (e uma faixa de protecção delimitada a partir do regolfo máximo);

● cabeceiras das linhas de água (sempre que a sua dimensão e situação em relação à bacia hidro-

gráfica tenha repercusões sensíveis no regime do curso de água e na erosão das cabeceiras ou das
áreas situadas a jusante);
● áreas de máxima infiltração;

● ínsuas.

● nas zonas declivosas:

● áreas com risco de erosão;


● escarpas (sempre que a dimensão do seu desnível e comprimento o justifiquem, incluindo faixas
de protecção delimitadas a partir do rebordo superior e da base, com largura determinada em fun-
ção da geodinâmica e dimensão destes acidentes de terreno e do interesse cénico e geológico do local).

As áreas integradas na REN são específicamente demarcadas em todos os instrumentos de pla-


neamento que definam ou determinem a ocupação física do solo, designadamente planos regio-
nais e municipais de ordenamento do território.

Nas áreas incluídas na REN são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se tradu-
zam em operações de loteamento, obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráuli-
cas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal.

(DL 93/90, de 19 de Março, alterado pelos DL 316/90, de 13 de Outubro, DL 213/92, de 12 de Outubro e DL


79/95, de 20 de Abril)
ver: áreas com risco de erosão, áreas de infiltração máxima, arriba ou falésia, cabeceiras das linhas de água, dunas lito-
rais, escarpa, estuário, ínsua, lagoas e albufeiras, lagunas, leito de curso de água, praia, restinga, sapal, tombolo, zona
ameaçada pelas cheias.

RESERVA INTEGRAL

■ Nas áreas protegidas podem ser demarcadas zonas de protecção integral denominadas reservas
integrais.

162
R
As reservas integrais são espaços que têm por objectivo a manutenção dos processos naturais em
estado impertubável e a perservação de exemplos ecológicamente representativos num estado
dinâmico e evolutivo, e em que a presença humana só é admitida por razões de investigação cien-
tífica ou monitorização ambiental.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

RESERVA MARINHA

■ Nas áreas protegidas que abranjam meio marinho podem ser demarcadas reservas marinhas que
têm por objectivo a adopção de medidas dirigidas para a protecção das comunidades e dos habi-
tats marinhos sensíveis, de forma a assegurar a biodiversidade marinha.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro, alterado pelo DL 227/98, de 17 de Julho)

RESERVA NATURAL

■ Área destinada à protecção de habitats da flora e da fauna.

A classificação de uma reserva natural tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência de espécies,
grupos de espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente, quando estes reque-
rem a intervenção humana para a sua perpetuação.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

RESÍDUOS

■ Quaisquer substâncias ou objectos de que o detentor se desfaz ou tem intenção ou a obrigação de


se desfazer, nomeadamente os previstos em portaria dos Ministros da Economia, da Saúde, da
Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente, em conformidade com o
Catálogo Europeu de Resíduos.

(DL 239/97, de 9 de Setembro)

Resíduos perigosos são aqueles que apresentam características de perigosidade para a saúde ou
para o ambiente, nomeadamente os definidos em Portaria dos Ministros da Economia, da Saúde,
da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente, em conformidade com a
Lista de Resíduos Perigosos, aprovada por decisão do Conselho da União Europeia.

Resíduos industriais são aqueles que foram gerados em actividades industriais, bem como os que
resultem das actividades de produção e distribuição de electricidade, gás e água.

163
R
Resíduos urbanos são os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes, em razão da sua
natureza ou composição, nomeadamente os provenientes do sector de serviços ou de estabeleci-
mentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde, desde que, em
qualquer dos casos, a produção diária não exceda 1100 litros por produtor.

Resíduos hospitalares são produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde, incluindo


as actividades médicas de diagnóstico, prevenção e tratamento da doença, em seres humanos ou
em animais, e ainda as actividades de investigação relacionadas.

Produtor de resíduos é qualquer pessoa, singular ou colectiva, cuja actividade produza resíduos
ou que efectue operações de tratamento, de mistura ou outras que alterem a natureza ou a com-
posição dos resíduos.

Detentor de resíduos é qualquer pessoa, singular ou colectiva, incluindo o produtos, que tenha
resíduos na sua posse.

Gestão de resíduos são as operações de recolha, transporte, armazenagem, tratamento, valoriza-


ção e eliminação de resíduos, incluindo a monitorização dos locais de descarga após o encerra-
mento das respectivas instalações, bem como o planeamento dessas operações. A gestão de resí-
duos visa, preferencialmente, a prevenção ou redução da produção ou nocividade dos resíduos,
nomeadamente através da reutilização e da alteração dos processos produtivos, por via da adop-
ção de tecnologias mais limpas, bem como da sensibilização dos agentes económicos e dos con-
sumidores. Subsidiariamente, a gestão de resíduos visa assegurar a sua valorização, nomeada-
mente através da reciclagem, ou a sua eliminação adequada.

Planos de gestão de resíduos são elaborados pelo Instituto dos Resíduos e contêm as orientações
fundamentais da política de gestão de resíduos. A execução do plano nacional de gestão dos resí-
duos é apoiada por planos estratégicos sectoriais, cuja elaboração compete ao Instituto dos
Resíduos e às demais entidades competentes em razão da matéria.

Reutilização de resíduos é a reintrodução, em utilização análoga e sem alterações, de substâncias,


objectos ou produtos nos circuitos de produção ou de consumo, por forma a evitar a produção
de resíduos.

Valorização de resíduos consiste nas operações que visam o reaproveitamento de resíduos numa
perspectiva da sua valorização e englobam:

a) Reciclagem - reprocessamento de resíduos num processo de produção, para o fim original ou


para outros fins, considerando-se incluídos neste tipo de operação os seguintes processos:

● Compostagem - processo de reciclagem onde se dá a degradação biológica, aeróbica ou anae-


róbica, de resíduos orgânicos, de modo a proceder à sua estabilização, produzindo uma subs-
tância húmica, utilizável em algumas circunstâncias como condicionador do solo.

● Regeneração - processo de reciclagem por um tratamento que visa obter, de um produto

usado, um produto no mesmo estado e com propriedades iguais às originais, tornando-o apro-
priado à sua utilização inicial.

164
R
b) Valorização energética - a utilização dos resíduos combustíveis para a produção de energia
através da incineração directa com recuperação de calor.

Tratamento de resíduos são quaisquer processos manuais, mecânicos, físicos, químicos ou bioló-
gicos que alterem as características dos resíduos, por forma a reduzir o seu volume ou perigosi-
dade, bem como a facilitar a sua movimentação, valorização ou eliminação.

Estações de transferência são as instalações onde os resíduos são descarregados com o objectivo de
os preparar para serem transportados para outro local de tratamento, valorização ou eliminação.

Estações de triagem são as instalações onde os resíduos são separados, mediante processos
manuais ou mecânicos, em materiais constituintes destinados à valorização ou a outras opera-
ções de gestão.

Instalação de incineração é qualquer equipamento técnico afecto ao tratamento de resíduos por


via térmica, com ou sem recuperação do calor produzido por combustão, incluindo o local de
implantação e o conjunto da instalação, nomeadamente o incinerador, seus sistemas de alimen-
tação por resíduos, por combustíveis ou pelo ar, os aparelhos e dispositivos de controlo das ope-
rações de incineração, de registo e de vigilância contínua das condições de incineração.

Aterros sanitários são as instalações de eliminação utilizadas para a deposição controlada de resí-
duos, acima ou abaixo da superfície do solo.

(DL 239/97, de 9 de Setembro; Direcção-Geral do Ambiente, 1999)

RESÍDUOS HOSPITALARES
ver: resíduos

RESÍDUOS INDUSTRIAIS
ver: resíduos

RESÍDUOS PERIGOSOS
ver: resíduos

RESÍDUOS URBANOS
ver: resíduos

165
R-S
RESTAURO

■ Conjunto de operações e de técnicas apropriadas à reconstituição total ou parcial de um edifício,


ou conjunto de edifícios, com valor histórico ou arquitectónico.

Na acepção original do termo, “restaurar um edifício não será apenas assegurar a sua conservação,
repará-lo ou refazê-lo, antes será reconstituí-lo num estado completo, e que poderá mesmo nunca ter
existido“.
(Viollet-Le-Duc)

Cabem assim na designação de restauro todos os trabalhos que de algum modo digam respeito à
reconstituição parcial ou total, de um edifício danificado pelo tempo, pela acção do homem ou
por acidentes naturais.

A aplicação do conceito de restauro pode suscitar opções complexas quando são necessárias
intervenções em áreas que implicam outras artes plásticas integradas nos edifícios, escultura,
pintura mural, etc.

O actual conceito de restauro baseia-se nos seguintes princípios:

● Redução ao mínimo das obras a efectuar, em benefício das reparações e consolidações essenciais.
● Respeito pelas alterações e acrescentos de eras passadas, sem exclusão de nenhuma época, não
se pretendendo assim a reconstituição da traça primitiva.

(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, Dictionnaire
de l’Urbanisme et de l’Aménagement, PUF, Paris 1988 )

RESTINGA

■ Acumulação de areia ou calhaus que se apoiam na costa, e a partir da qual se desenvolvem.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

RESTRIÇÕES DE UTILIDADE PÚBLICA

■ Limitações ao direito de propriedade que visam a realização de interesses públicos abstratos.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)

REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos

166
S
REVESTIMENTO DUNAR

■ Plantação e ou sementeira de espécies vegetais nas áreas correspondentes a categoria de espaços


dunares.

(Instituto da Água, 1999)

REVESTIMENTO VEGETAL

■ Carecem de licença das Câmaras Municipais as acções de destruição do revestimento vegetal que não
tenham fins agrícolas, bem assim as acções de aterro ou escavação que conduzam à alteração do relevo
natural e das camadas de solo arável, exceptuando-se as acções que, estando sujeitas a regime específi-
co, já se encontram devidamente aprovadas, autorizadas ou licenciadas pelas entidades competentes.

(DL 139/89, de 28 de Abril)

ROTUNDA

■ Praça formada por cruzamento ou entrocamento, onde o trânsito se processa em sentido girató-
rio e sinalizada como tal.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

RUÍDO

■ Som sem interesse ou desagradável para o auditor.

(Norma NP 3225/1 1986 )

■ Estímulo sonoro sem conteúdo informativo para o auditor, que lhe é desagradável ou que o trau-
matiza.

(DL 251/87, de 24 de Junho - Regulamento Geral sobre o Ruído)

SALVAGUARDA ACTIVA

■ O conceito de salvaguarda activa, compreende acções de conservação, restauro e reabilitação do


património construído, com a participação dos cidadãos, e implicando a utilização socialmente
útil das edificações.

(Conceito adoptado internacionalmente pelo Conselho da Europa e pela UNESCO)

167
S
SAPAL

■ Formação aluvionar periodicamente alagada pela água salgada e ocupada por vegetação halofíti-
ca ou, nalguns casos, por mantos de sal.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

SEPARADOR

■ Zona ou dispositivo (e não simples marca) destinada a separar tráfegos do mesmo sentido ou de
sentidos opostos.

(JAE, Norma de traçado 1994)

SEQUEIRO

■ Solo em que há deficit de humidade, devido à falta de capacidade de retenção ou porque o clima
local se caracteriza pela escassez de precipitação.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

SERVIDÃO

■ Direito real em virtude do qual é possibilitado a um prédio o gozo de certas utilidades de um pré-
dio diverso. Este proveito ou vantagem de que um prédio beneficia tem de encontrar-se objecti-
vamente ligado a um outro prédio, implicando, consequentemente, uma restrição ou limitação
do direito de propriedade do prédio onerado, inibindo o respectivo proprietário de praticar actos
que possam perturbar ou impedir o exercício da servidão.

(Ana Prata, in Dicionário Jurídico, 3ª Edição - Almedina, Coimbra, 1992)


ver: prédio

SERVIDÃO ADMINISTRATIVA

■ Encargo imposto num prédio, mas em benefício ou proveito da utilidade pública de bens nomi-
nais, quer estes possam corresponder à noção de prédio quer não, como sucede com as estradas,
as águas públicas, as linhas de transmissão e distribuição de energia, os aeródromos e aeroportos,
as obras de fortificação militar, os paióis, etc.

168
S
As servidões administrativas são impostas quer por lei, não sendo necessário nesse caso acto jurídi-
co para as constituir, quer por acto administrativo, em função de uma concreta utilidade pública.

(Marcello Caetano in Princípios Fundamentais de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1977)

SISTEMA AUTONÓMO DE ESGOTOS

■ Drenagem e tratamento de esgotos, de utilização colectiva, através de fossas sépticas ou decanta-


dores/digestores pré-fabricados com poços absorventes, valas drenantes simples ou valas drenan-
tes com recolha inferior e condução a poço absorvente ou fossas estanques, aprovados pelas enti-
dades competentes.

(Instituto da Água, 1999)

SISTEMA DE COMPENSAÇÃO

■ Sistema de execução em que a iniciativa é dos particulares, que ficam obrigados a prestar ao
município a compensação devida de acordo com as regras estabelecidas nos planos ou em regu-
lamento municipal.

Os direitos e as obrigações dos particulares na unidade de execução são definidos por contrato de
urbanização.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: sistemas de execução

SISTEMA DE COOPERAÇÃO

■ Sistema de execução em que a iniciativa de execução do plano pertence ao município, com a coo-
peração dos particulares interessados, actuando coordenadamente, de acordo com a programa-
ção estabelecida pela Câmara Municipal e nos termos do adequado instrumento contratual.

Os direitos e as obrigações das partes são definidos por contrato de urbanização que pode assu-
mir as seguintes modalidades:

● Contrato de urbanização, entre os proprietários ou os promotores da intervenção urbanística,


na sequência da iniciativa municipal;
● Contrato de urbanização entre o município, os proprietários ou os promotores da intervenção

urbanística e, eventualmente, outras entidades interessadas na execução do plano.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: sistemas de execução

169
S
SISTEMA DE GESTÃO TERRITORIAL

■ A política de ordenamento do território e de urbanismo assenta no sistema de gestão territorial


que se organiza, num quadro de interacção coordenada, em três âmbitos distintos:

● O âmbito nacional, que define o quadro estratégico para o ordenamento do espaço nacional,
estabelecendo as directrizes a considerar no ordenamento regional e municipal e a compatibi-
lização entre os diversos instrumentos de política sectorial com incidência territorial, instituin-
do, quando necessário, os instrumentos de natureza especial;

● O âmbito regional, que define o quadro estratégico para o ordenamento do espaço regional em
estreita articulação com as políticas nacionais de desenvolvimento económico e social, estabe-
lecendo as directrizes orientadoras do ordenamento municipal;

● O âmbito municipal, que define, de acordo com as directrizes de âmbito nacional e regional e
com as opções próprias de desenvolvimento estratégico, o regime de uso do solo e a respectiva
programação.

O sistema de gestão territorial concretiza a interacção coordenada dos seus diversos âmbitos,
através de um conjunto coerente e racional de instrumentos de gestão territorial:

● Instrumentos de desenvolvimento territorial, de natureza estratégica;


● Instrumentos de planeamento territorial, de natureza regulamentar;
● Instrumentos de política sectorial;

● Instrumentos de natureza especial.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto)


ver: instrumentos de desenvolvimento territorial; instrumentos de planeamento territorial; instrumentos de política
sectorial; Instrumentos de natureza especial.

SISTEMA DE IMPOSIÇÃO ADMINISTRATIVA

■ Sistema de execução em que a iniciativa de execução do plano pertence ao município, que actua
directamente ou mediante concessão de urbanização.
A concessão só pode ter lugar precedendo concurso público, devendo o respectivo caderno de
encargos especificar as obrigações mínimas do concedente e do concessionário ou os respectivos
parâmetros, a concretizar nas propostas.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: sistemas de execução

SISTEMA DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA

■ Conjunto das actividades de produção vegetal, animal e/ou florestal desenvolvidas no âmbito de

170
S
uma exploração agrícola considerada representativa de uma dada região do país.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

SISTEMA SIMPLIFICADO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

■ Abastecimento público de água potável de cisternas ou sistemas locais aprovados pelas entidades
competentes.

(Instituto da Água, 1999)

SISTEMAS DE EXECUÇÃO

■ Os planos e as operações urbanísticas são executados através dos sistemas de compensação, de


cooperação e de imposição administrativa.

A execução dos planos através dos sistemas de execução desenvolve-se no âmbito de unidades de
execução delimitadas pela Câmara Municipal por iniciativa própria ou a requerimento dos pro-
prietários interessados.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

SÍTIO

■ Obras do homem ou obras conjuntas do homem e da natureza, espaços suficientemente caracte-


rísticos e homogéneos, de maneira a poderem ser delimitados geograficamente, notáveis pelo seu
interesse histórico, arqueológico, artístico, científico ou social.

Os sítios poderão ser eventualmente agrupáveis em categorias, e ainda classificados como de valor
local, regional, nacional ou internacional.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

■ São as obras combinadas do homem e da natureza, parcialmente construídas e constituindo espa-


ços suficientemente característicos e homogéneos para se constituirem como objecto de uma
delimitação geográfica, notáveis pelo seu interesse histórico, arqueológico, artístico, científico,
social ou técnico.

(Convenção para a Salvaguarda do Património Arquitectónico da Europa, Conselho da Europa, Granada,


1985, ratificada por Prop. 36/V em 23.08.90)

■ É uma zona definida geograficamente, cuja superfície se encontra claramente delimitada.

(DL 140/99, 22 de Abril)

171
S
SÍTIO DA REDE NATURA

■ Zonas especiais de conservação e zonas de protecção especial, classificadas nos termos do DL


140/99, de 24 de Abril no âmbito das directivas nº79/409/CEE e nº92/43/CEE.

(DL 69/00, 3 de Maio)

SÍTIO DE IMPORTÂNCIA COMUNITÁRIA

■ Um sítio que, na ou nas regiões biogeográficas atlântica, mediterrânica ou macaronésica, contribua


de forma significativa para manter ou restabelecer um tipo de habitat natural do anexo B-1 ou de
uma espécie do anexo B-2, do DL 140/99, de 22 de Abril, num estado de conservação favorável, e
possa também contribuir de forma significativa para a coerência da Rede Natura 2000 ou para, de
forma significativa, manter a diversidade biológica na ou nas referidas regiões biogeográficas.

(DL 140/99, 22 de Abril)

SÍTIO DE INTERESSE BIOLÓGICO

■ Área protegida de estatuto privado que tem por objectivo a protecção de espécies da fauna e da
flora selvagem e respectivos habitats naturais com interesse ecológico ou científico.

(DL 19/93, de 23 de Janeiro)


ver: área protegida

SOLEIRA

■ Pedra que forma o degrau de uma porta, no qual assentam os ombrais da mesma.

Correntemente o termo é usado para referir específicamente o degrau de entrada de um edifício


de qualquer tipo.
Segundo o RGEU deverá este ter uma altura mínima indispensável à sua função construtiva, não
devendo porém exceder 0.12 m.

(RGEU)
ver: cota de soleira

SOLO RURAL

■ Aquele para o qual é reconhecida vocação para as actividades agrícolas, pecuárias, florestais ou
minerais, assim como o que integra os espaços naturais de protecção ou de lazer, ou que seja ocu-

172
S
pado por infra-estruturas que não lhe confiram o estatuto de solo urbano.

A qualificação do solo rural processa-se através da integração nas seguintes categorias:


● Espaços agrícolas ou florestais afectos à produção ou à conservação;

● Espaços de exploração mineira;

● Espaços afectos a actividades industriais directamente ligadas às utilizações referidas nos pon-

tos anteriores;
● Espaços naturais;

● Espaços destinados a infra-estruturas ou a outros tipos de ocupação humana que não impli-

quem a classificação como solo urbano, designadamente permitindo usos múltiplos em activi-
dades compatíveis com espaços agrícolas, florestais ou naturais.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto; DL380/99, de 22 de Setembro)


ver: Solo urbano

SOLO URBANO

■ Aquele para o qual é reconhecida vocação para o processo de urbanização e de edificação, nele se
compreendendo os terrenos urbanizados ou cuja urbanização seja programada, constituindo o
seu todo o perímetro urbano.

A qualificação do solo urbano processa-se através da integração em categorias que conferem a


susceptibilidade de urbanização ou de edificação.

A qualificação do solo urbano determina a definição do perímetro urbano, que compreende:

● Os solos urbanizados;
● Os solos cuja urbanização seja possível programar;
● Os solos afectos à estrutura ecológica necessários ao equilíbrio do sistema urbano.

(Lei 48/98, de 11 de Agosto; DL 380/99, de 22 de Setembro)


ver: solo rural

SUBPRODUTOS

■ Produtos obtidos de matérias-primas e cuja obtenção não foi a razão determinante da utilização
daquelas matérias-primas.

(DL 488/85, de 25 de Novembro )


ver : desperdícios, detritos, resíduos

173
S-T
SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS

■ Substâncias que obedecem aos critérios fixados no Anexo IV do DL 204/93, de 3 de Junho, as cons-
tantes da lista do Anexo II (nas quantidades indicadas na coluna A), as constantes da lista do Anexo
II do referido diploma (nas quantidades indicadas nas colunas A e B), bem como as constantes da
lista do Anexo III do mesmo diploma. Esta classificação engloba substâncias tóxicas e muito tóxi-
cas, substâncias inflamáveis (gases inflamáveis, líquidos altamente inflamáveis e líquidos inflamá-
veis), substâncias explosivas, substâncias comburentes e substâncias altamente inflamáveis.

(DL 204/93, de 3 de Junho )

SUBÚRBIO

■ Território urbanizado que rodeia um centro populacional marcadamente urbano.

Simultâneamente reflete a situação de inferioridade, ou dependência desse território, relativa-


mente à cidade, situação essa expressa na própria formação do vocábulo suburbano.

● O conceito subjacente à existência de subúrbios reflete um facto urbano, posterior à revolução


industrial, e está na base do modo de crescimento acelerado das cidades europeias a partir do
princípio do séc. XIX.

● A expansão urbana, iniciada geralmente com a ocupação industrial das margens dos cursos de
água na periferia das cidades existentes, prosseguiu com a ocupação residencial das áreas culti-
vadas, ainda próximas do centro.

● Pode caracterizar-se o subúrbio ou zona suburbana pela sua densificação progressiva e pelo tipo
dominante das suas construções, pela estratificação social dos seus habitantes, pelo modo de
integração da zona no aglomerado (ao nível de transportes, da diversidade de equipamentos, aces-
sos, comércio e empregos, ou segundo a sua maior ou menor distância ao centro).

● Actualmente nos países ocidentais o maior esforço das acções de ordenamento do espaço urba-
no concentra-se na organização das zonas suburbanas.

(diversas fontes nomeadamente: P. Merlin, F. Choay,Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, PUF,


Paris 1988 )
ver: aglomerado urbano, arredores, envolvente, periferias, zona suburbana

SUPERFÍCIE BRUTA

■ Superfície total do terreno sujeita a uma intervenção ou unidade funcional específica, abstrain-
do-se da sua compartimentação, parcelamento e distribuição do solo pelas diversas categorias do
seu uso urbano. A unidade geralmente utilizada é o m².

174
T
Superfície Bruta = (Áreas de terreno afectas às várias categorias de uso)

(DGOT/UTL Normas Urbanísticas, Vol 1, 1990 )


ver: área total do terreno, índices urbanísticos, superfície do terreno

SUPERFÍCIE DO LOTE
ver: área do lote

SUPERFÍCIE DO TERRENO

■ Área da projecção do terreno no plano horizontal da referência cartográfica, ou seja simplifican-


do, a área em planta.
Para efeito de registo de propriedades e de gestão urbanística a unidade utilizada é o m². Por
outro lado os indicadores para controlo de índices por zonas utilizam geralmente o hectare (ha)
como unidade de referência da área de terreno.

(DGOT/UTL, Normas Urbanísticas, Vol 1, 1990)


ver: área total do terreno,índices urbanísticos

SUPERFÍCIE LÍQUIDA

■ Área ou superfície bruta à qual se retiram as seguintes áreas de equipamento urbano:

Sup. Líquida=Sup. Bruta-(Sarr + Seq)

sendo:

● Sarr = Área ocupada por arruamentos municipais existentes e vias de atravessamento.

● Seq = Área ocupada por equipamentos colectivos

(DGOTDU, Indicadores e Parâmetros Urbanísticos - fundamentais em instrumentos de planeamento,


Colecção Divulgação nº 5, 1996)
ver: índices urbanísticos, superfície bruta

SUPERFÍCIE TOTAL DA EXPLORAÇÃO

■ Soma da superfície agrícola utilizada, matos e florestas sem culturas sob coberto, superfície agrí-
cola não utilizada e outras superfícies da exploração.

(INE, 1989)

175
T
TERCIARIZAÇÃO

■ Por terciarização, termo derivado de terciário (sector de activadades relacionadas com a execução
de serviços, tais como escritórios, actividades admnistrativas, etc.), entende-se o progressivo cresci-
mento das áreas urbanas ocupadas por estas actividades, por reconversão de áreas habitacionais
mais antigas, geralmente situadas no centro da cidade.

Por vezes a terciarização provoca desertificação e consequente insegurança, durante a noite e fim-
de-semana, da área urbana em que se insere, desvitalizando-a, e provocando problemas de circu-
lação, estacionamento, transportes e desiquilíbrio funcional.

(DGOTDU Vocabulário Urbanístico, 1994 )

TIPOLOGIA

■ Caracterização dos fogos, ou dos edifícios, em termos de área, funcionamento e morfologia.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 )

TIPOLOGIA DE ÁREAS URBANAS PARA FINS ESTATÍSTICOS

■ A tipologia de áreas urbanas para fins estatísticos integra os três níveis :

Áreas predominantemente urbanas (APU)


Integram as áreas predominantemente urbanas as seguintes situações:
● freguesias urbanas, consideradas como tal as freguesias que possuam densidade populacional

superior a 500 hab/Km2 ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual
a 5000 habitantes;
● freguesias semi-urbanas contíguas às freguesias urbanas, incluídas na área urbana, segundo

orientações e critérios de funcionalidade/planeamento. Consideram-se freguesias semi-urbanas


as freguesias não urbanas que possuam densidade populacional superior a 100 hab/Km2, ou
que integrem um lugar com população residente superior ou igual a 2000 habitantes e inferior
a 5000 habitantes;
● freguesias semi-urbanas constituindo por si só áreas predominantemente urbanas segundo

orientações e critérios de funcionalidade/planeamento;


● freguesias sedes de Concelho com população residente superior a 5000 habitantes.

Áreas mediamente urbanas (AMU)


Integram as áreas medianamente urbanas as seguintes situações:
● freguesias semi-urbanas não incluídas na área predominantemente urbana;

● freguesias sedes de Concelho não incluídas na área predominantemente urbana.

176
T
Áreas predominantemente rurais (APR)
●Os restantes casos.

Para fins estatísticos considera-se população urbana a população residente nas áreas predomi-
nantemente urbanas.

(INE / DGOTDU, 1998)

TOMBOLO

■ Cordão de areia que liga uma ilha ao continente.

(anexo III do DL 93/90, de 19 de Março)


ver: reserva ecológica nacional REN

TRABALHOS ARQUEOLÓGICOS

■ Todas as acções que visem a detecção, o estudo, a salvaguarda e valorização de bens do patrimó-
nio arqueológico usando métodos e técnicas próprios da arqueologia, independentemente de se
revestirem ou não de natureza intrusiva e perturbadora, nomeadamente prospecções, acções de
registo, levantamentos, estudos de espólios de trabalhos antigos guardados em depósitos, sonda-
gens e escavações arqueológicas, acções de conservação ou de valorização em sítios arqueológicos.

(DL 270/99, de 15 de Julho)

■ Todas as escavações, prospecções e outras investigações que tenham por finalidade a descoberta,
o conhecimento, a protecção e a valorização do património arqueológico.

(Ministério da Cultura, Proposta de Lei do Património Cultural , 1999)

TRABALHOS DE REMODELAÇÃO DOS TERRENOS

■ Operações urbanísticas que não se enquadrem em obras de construção, obras de urbanização, ope-
rações de loteamento ou outras operações urbanísticas e impliquem a destruição do revestimento
vegetal, a alteração do relevo natural e das camadas de solo arável ou o derrube de árvores de alto
porte ou em maciço para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais ou mineiros.

(DL 555/99, de 16 de Dezembro)


ver: obras de construção,obras de urbanização, operações de loteamento, operações urbanísticas

TRANSPORTE COMBINADO

■ Transporte intermodal de longo curso (percursos europeus) que se efectua principalmente por

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U
ferrovia, vias navegáveis ou mar, sendo os percursos iniciais e/ou terminais rodoviários e os mais
curtos possíveis.

(CEMT, Janeiro de 1999)


ver: transporte intermodal

TRANSPORTE INTERMODAL

■ O termo aplica-se essencialmente ao transporte de mercadorias e consiste no transporte de uma


mercadoria no mesmo contentor, utilizando dois ou mais modos de transporte, sem rotura de
carga. O contentor pode ser um veículo rodoviário ou uma unidade de transporte intermodal.

(CEMT, Janeiro de 1999)

TRANSPORTE MULTIMODAL

■ O termo aplica-se essencialmente ao transporte de mercadorias e consiste no transporte de uma


mercadoria utilizando pelo menos dois modos de transporte diferentes.

(CEMT, Janeiro de 1999)

TRATAMENTO DE RESÍDUOS
ver: resíduos

TURISMO DE NATUREZA

■ Produto turístico composto por estabelecimenos, actividades e serviços de alojamento e anima-


ção turística e ambiental realizados e prestados em zonas integradas na rede nacional de áreas
protegidas, adiante designadas por áreas protegidas.

O turismo de natureza desenvolve-se segundo diversas modalidades de hospedagem, de activida-


des e serviços complementares de animação ambiental, que permitam contemplar e desfrutar o
património natural, arquitectónico, paisagístico e cultural, tendo em vista a oferta de um produ-
to turístico integrado e diversificado.

O turismo de natureza compreende os serviços de hospedagem prestados em:

● casas e empreendimentos turísticos de turismo no espaço rural;


casas de natureza nas seguintes modalidades: casas abrigo; centros de acolhimento; e casas retiro.

(DL 47/99, de 16 de Fevereiro)

178
U
TURISMO NO ESPAÇO RURAL

■ Serviços de hospedagem prestados nas seguintes modalidades:

● Turismo de habitação;
● Turismo rural;
● Agro-Turismo;

● Turismo de Aldeia;

● Casas de Campo.

Integra ainda as actividades de animação declaradas de interesse para o turísmo e os empreendi-


mentos turísticos no espaço rural com a classificação de hotéis rurais e parques de campismo rural.

● Turismo de Habitação

Modalidade do serviço de hospedagem de natureza familiar do turismo no Espaço Rural prestado


a turistas em casas antigas particulares que, pelo seu valor arquitectónico, histórico ou artístico,
sejam representativas de uma determinada época, nomeadamente os solares e casas apalaçadas.

● Turismo Rural

Modalidade serviço do hospedagem do Turismo no Espaço Rural prestado a turistas em casas


rústicas particulares utilizadas simultaneamente como habitação do proprietário, possuidor ou
legitimo detentor e que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se inte-
gram na arquitectura típica regional.

● Agro-Turismo

Modalidade do serviço de hospedagem do Turismo no Espaço Rural prestado em casas parti-


culares utilizadas simultaneamente como habitação do proprietário, possuidor ou legitimo
detentor e integradas em explorações agrícolas que permitam aos hóspedes o acompanhamen-
to e conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de
acordo com as regras estabelecidas pelo responsável das casas e empreendimentos.

● Turismo de Aldeia

Modalidade do serviço de hospedagem de Turismo no Espaço Rural prestado num empreendi-


mento composto por um conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa
aldeia com as características tradicionais da região onde se insere e exploradas de forma inte-
grada por uma única entidade quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus
proprietários, legítimos possuidores ou detentores.

● Casas de Campo

Modalidade do serviço de hospedagem do Turismo no Espaço Rural prestado em casas parti-

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U
culares e casas de abrigo situadas em zonas rurais quer sejam ou não utilizadas como habitação
própria dos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores.

(DL 169/97, de 4 de Julho de 1997)

UNIDADE BALNEAR

■ Unidade determinada em função da capacidade de utilização da praia, constituída pela praia ou


parte dela, devidamente delimitada, objecto de uma ou mais licenças ou concessões que garan-
tem, no seu conjunto, as funções e serviços adequados ao tipo de praia de acordo com a classifi-
cação definida no POOC e que constitui a base de ordenamento do areal. As unidades balneares
têm dimensões máxima e mínima para capacidades de utilização calculadas respectivamente para
1.200 e 300 utentes, salvo quando o areal da praia, no seu conjunto, tenha capacidade inferior
devendo, nestes casos, ser definida uma Unidade Balnear abrangendo a totalidade do areal.

(Instituto da Água, 1999)

UNIDADE COMERCIAL DE DIMENSÃO RELEVANTE (UCDR)

■ Estabelecimento, considerado individualmente ou no quadro de um conjunto pertencente a uma


mesma empresa ou grupo, em que se exerce a actividade comercial e relativamente ao qual se
verificam uma das seguintes condições:

● Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponha de uma área de venda contínua, de
comércio a retalho alimentar, igual ou superior a 2000m2;
● Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponha de uma área de venda contínua igual ou

superior a 4000m2;
● Sendo de comércio por grosso, disponha de uma área de venda contínua igual ou superior a 5000m2;

● Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que detenha,

a nível nacional, uma área de venda acumulada, de comércio a retalho alimentar, igual ou supe-
rior a 15 000m2;
● Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes a empresa ou grupo que detenha, a

nível nacional, uma área de venda acumulada igual ou superior a 25 000m2;


● Sendo de comércio por grosso, pertencentes a empresa ou grupo que detenha, a nível nacional,

uma área de venda acumulada igual ou superior a 30 000m2.

(DL 218/97, de 20 de Agosto)

UNIDADE DE DIMENSÃO EUROPEIA

■ Dimensão económica da exploração agrícola, determinada com base nas margens brutas padrão
(uma unidade corresponde a 1 200 EURO de Margem Bruta Padrão).

(Decisão 857377/CEE, de 7 de Junho)

180
U-V
UNIDADE DE EXECUÇÃO

■ Área a sujeitar a intervenção urbanística com identificação de todos os prédios abrangidos.

As unidades de execução deverão ser delimitadas de forma a assegurar um desenvolvimento


urbano harmonioso e a justa repartição de benefícios e encargos pelos proprietários abrangidos,
devendo integrar as áreas a afectar a espaços públicos ou equipamentos previstos nos planos de
ordenamento.

As unidade de execução podem corresponder a uma unidade operativa de planeamento e gestão,


à área abrangida por um plano de pormenor ou a parte desta.

(DL 380/99, de 22 de Setembro)

UNIDADE DE TRANSFORMAÇÃO PRIMÁRIA

■ Núcleo industrial dotado de equipamento de esquadrejamento e corte de blocos e comprimentos


livres.

(CCRAlentejo, 1999)

UNIDADE DE TRANSFORMAÇÃO SECUNDÁRIA

■ Núcleo industrial dotado de equipamento de serragem e corte de blocos, de polimento de chapa


e de produção de ladrilho.

(CCRAlentejo, 1999)

UNIDADE MÍNIMA DE CULTURA

■ Unidade que exprime a dimensão económica da exploração agricola, aquela é definida com base
na margem bruta padrão total da exploração. Uma unidade corresponde a 1.200 EURO de mar-
gem bruta total da exploração.

(Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural, 1999)

UNIDADE OPERATIVA DE PLANEAMENTO E GESTÃO (UOPG)

■ Demarca áreas de intervenção com uma planeada ou pressuposta coerência, a serem tratadas a
um nível de planeamento mais detalhado, com vista à sua execução.
O PDM deve definir para as UOPG, os parâmetros que enquadram estudos subsequentes, com a

181
V-Z
flexibilidade necessária aos objectivos a atingir.

(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155ª do DL 380/99, de 22 de Setembro)

UNIDADES DE ALOJAMENTO TURÍSTICO

■ As unidades de alojamento turístico classificam-se em quartos, suites e apartamentos.

● Quartos
Considera-se quarto a unidade de alojamento constituída por uma divisão com uma ou mais
camas.

● Suites
Considera-se suite o conjunto constituído, no mínimo, por quarto, casa de banho completa e
sala, comunicantes entre si através de uma antecâmara de entrada.

● Apartamentos
Considera-se apartamento a unidade de alojamento constituída, no mínimo, por um quarto de
dormir, uma sala de estar e de refeições, uma pequena cozinha (Kitchenette) e uma instalação
sanitária privativa.

(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)

USO BALNEAR

■ Conjunto de funções e actividades destinadas ao recreio físico e psíquico do Homem, satisfazen-


do necessidades colectivas que se traduzem em actividades multiformes e modalidades múltiplas
conexas com o meio aquático.

(Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)

USO DOMINANTE DO SOLO


ver : classes de espaços

VALOR CONCELHIO (VC)

■ Classificação promovida pelas autarquias locais para imóveis ou conjuntos de valor arqueológi-
co, histórico, artístico ou paisagístico, cuja conservação e valorização apresentam interesse con-
celhio, quando a entidade competente o não classificar como monumento nacional ou imóvel de
interesse público.

(Lei 2032, de 11 de Junho de 1949)

182
Z
VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos

VIA DE ABRANDAMENTO

■ Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veículos
que vão sair de uma via pública diminuam a velocidade já fora da corrente de trânsito principal.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

VIA DE ACELERAÇÃO

■ Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veí-
culos que entram numa via pública adquiram a velocidade conveniente para se incorporarem na
corrente de trânsito principal.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

VIA DE SENTIDO REVERSÍVEL

■ Via de trânsito afectada alternadamente, através de sinalização, a um ou outro dos sentidos de


trânsito.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

VIA DE TRÂNSITO

■ Zona longitudinal da faixa de rodagem, destinada à circulação de uma única fila de veículos.

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

VIA PÚBLICA

■ Via de comunicação terrestre afectada ao trânsito público

(Código da Estrada anexo ao DL 2/98, de 3 de Janeiro)

183
Z
VISÃO SERIAL

■ Sucessão de imagens do cenário urbano, obtidas em movimento e relacionadas entre si, que tor-
nam a visão dos aglomerados uma experiência plástica única.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

VOLUMETRIA OU CÉRCEA VOLUMÉTRICA

■ Espaço contido pelos planos que não podem ser interceptados pela construção, e que são defini-
dos em estudo volumétrico.

(DGOT/UTL, Normas Urbanísticas, Vol 1, 1990 )


ver: índice de utilização volumétrica,índices urbanísticos

ZONA ADJACENTE

■ Área contígua à margem (do mar ou de um curso de água) que como tal seja classificada por decre-
to, por se encontrar ameaçada pelo mar ou pelas cheias.

● As zonas adjacentes estendem-se desde o limite da margem até uma linha convencional defini-
da, para cada caso, no decreto de classificação.

(DL 468/71, de 5 de Novembro)


ver: leito, margens, zona ameaçada pelas cheias

ZONA ADJACENTE A CURSO DE ÁGUA


ver : zona ameaçada pelas cheias

ZONA AMEAÇADA PELAS CHEIAS

■ Zona ameaçada pelas cheias, ou zona adjacente a curso de água, é a área contígua à margem de
um curso de água que se estende até à linha alcançada pela maior cheia que se produza no perío-
do de um século ou pela maior cheia conhecida, no caso de não existirem dados que permitam
identificar a anterior.

Nas áreas contíguas aos cursos de água serão delimitadas áreas de ocupação edificada proíbida e
áreas de ocupação edificada condicionada.

184
Z
Nas áreas de ocupação edificada proíbida é interdito :

● Destruir o revestimento vegetal ou alterar o relevo natural, com excepção da prática de cultu-
ras tradicionalmente integradas em explorações agrícolas.

● Instalar vazadouros, lixeiras, parques de sucata ou quaisquer outros depósitos de materiais.

● Implantar edifícios ou realizar obras susceptíveis de construir obstrução à livre passagem das
águas.

● Dividir a propriedade rústica em áreas inferiores à unidade mínima de cultura.

(DL 468/71, de 5 de Novembro, alterado pelo DL 89/87, de 26 de Fevereiro; anexo III do DL 93/90, de 19 de
Março )
ver: reserva ecológica nacional REN

ZONA DA ESTRADA

■ Solo ocupado pela estrada, abrangendo a faixa de rodagem, as bermas, as pontes e os viadutos
nela incorporados e, quando existam, as valetas, os passeios, as banquetas e os taludes.

(DL 13/94, de 15 de Janeiro)

ZONA DE CAÇA ASSOCIATIVA

■ Áreas cujo aproveitamento cinegético é exercido por associações, sociedades ou clubes de caça-
dores, que nelas se propõem custear ou realizar acções de fomento e conservação da fauna cine-
gética, nelas assegurando o exercício venatório.

(Lei 30/86, de 27 de Agosto)

ZONA DE CAÇA NACIONAL

■ Constituída por tempo indeterminado, em terrenos cujas características, de ordem física ou bio-
lógica, permitam a constituição de núcleos de potencialidades cinegéticas tais que justifiquem ser
o Estado o único responsável pela sua administração.

(Lei 30/86, de 27 de Agosto)

ZONA DE CAÇA SOCIAL

■ Visa proporcionar a todos os caçadores nacionais o exercício organizado da caça, por tempo inde-

185
Z
terminado e em condições especialmente acessiveis.

(Lei 30/86, de 27 de Agosto)

ZONA DE CAÇA TURÍSTICA

■ Área que se constitui com vista ao aproveitamento turístico dos recursos cinegéticos, garantindo,
para além da exploração da caça, a prestação de serviços turísticos adequados.

(Lei 30/86, de 27 de Agosto)

ZONA DE DEFESA E CONTROLE URBANOS

■ Zonas destinadas a evitar ou controlar as actividades nos solos circundantes dos aglomerados, ou
neles incluídos, e as alterações no uso dos mesmos que possam ser inconvenientes para os inte-
resses colectivos da respectiva população e para o adequado funcionamento do sistema urbano,
nos diversos aspectos que careçam de tutela, incluindo o equilíbrio biofísico, bem como a preser-
var as características e condições necessárias ao desenvolvimento do aglomerado.

(DL 794/76, de 5 de Novembro)

ZONA DE PROTECÇÃO DE ALBUFEIRA

■ Faixa com uma largura máxima de 500 m, medidos na horizontal,contados a partir da linha do nível
de pleno armazenamento da Albufeira de acordo com o estabelecido no Art. 7º do Decreto
Regulamentar 2/88, de 20 de Janeiro, ajustada de acordo com o estabelecido no nº 3 do mesmo Artigo.

(Dec.Reg. 2/88, de 20 de Janeiro)

ZONA DE PROTECÇÃO ESPECIAL (ZPE)

■ Área de importância comunitária no território nacional em que são aplicadas as medidas neces-
sárias para a manutenção ou restabelecimento do estado de conservação das populações das espé-
cies de aves selvagens inscritas no anexo A-I do DL 140/99, de 24 de Abril e dos seus habitats.

(DL 140/99, de 24 de Abril)

ZONA DE PROTECÇÃO TIPO (ZP)

■ Vulgarmente designada por Zona de Protecção, é uma servidão administrativa instituida automá-
ticamente, para os imóveis classificados ou em vias de classificação, correspondendo a uma zona

186
Z
de 50 m contados a partir do limite exterior do imóvel, na qual não podem ser autorizadas pelas
Câmaras Municipais ou por quaisquer outras Entidades alienações ou quaisquer obras de demo-
lição, instalação, construção reconstrução, criação ou transformação de zonas verdes, bem como
qualquer movimento de terras ou dragagens, nem alteração ou diferente utilização contrária à
traça originária sem prévia autorização do Ministério da Cultura.

(Lei 13/85, de 6 de Julho)

ZONA DIFERENCIADA DO AGLOMERADO URBANO

■ Conjunto de edificações autorizadas em terrenos contíguos marginados por vias públicas urba-
nas pavimentadas, que não disponham de todas as infra-estruturas urbanísticas do aglomerado.

(DL 794/76, de 5 de Novembro ).


ver: aglomerado populacional, aglomerado urbano, lugar

ZONA DUNAR

■ Área constituída pelo conjunto de dunas, cordões ou sistemas dunares existentes ou passíveis de
se formarem através de acções de revestimento e/ou reposição dunar.

(Instituto da Água, 1999)

ZONA ESPECIAL DE CONSERVAÇÃO (ZEC)

■ Sítio de importância comunitária no território nacional em que são aplicadas as medidas neces-
sárias para a manutenção ou o restabelecimento do estado de conservação favorável dos habitats
naturais ou das populações das espécies para as quais o sítio é designado.

(DL 140/99, de 24 de Abril)

ZONA ESPECIAL DE PROTECÇÃO (ZEP)

■ Servidão administrativa instituida pelo Ministério da Cultura, sob proposta do IPPAR, com audi-
ção das autarquias, que poderá incluir uma zona non aedificandi, para a envolvente dos imóveis
classificados, na qual não podem ser autorizadas pelas Câmaras Municipais ou por outras
Entidades, alienações ou quaisquer obras de demolição, instalação, construção, reconstrução,
criação ou transformação de zonas verdes, bem como qualquer movimento de terras ou draga-
gens, nem alteração ou diferente utilização contrária à traça originária sem prévia autorização do
Ministério da Cultura.

(Lei 13 /85, de 6 de Junho )

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ZONA NON AEDIFICANDI

■ Área delimitada geograficamente onde é interdita qualquer espécie de construção.

Estas zonas non aedificandi constituem servidões administrativas, e são geralmente instituídas ao
longo das auto-estradas e vias rápidas, em zonas de protecção de aeroportos, de edifícios classifi-
cados, etc.

(legislação diversa, designadamente: Lei 2110, de 19 de Agosto de 1961 ; DL 13/71, de 23 de Janeiro; DL


380/85, de 26 de Setembro ; DL 12/92, de 4 de Fevereiro - zna nas AE;DL 13/94, de 15 de Janeiro)
ver: servidões admnistrativas

ZONA RESERVADA DE ALBUFEIRAS

■ Faixa terrestre envolvente da Albufeira com uma largura, em princípio, de 50 metros contadas (e
medidos na horizontal) a partir do Nível de Pleno Armazenamento (NPA), na qual não são permi-
tidas quaisquer construções que não sejam de infra-estruturas de apoio à utilização da albufeira.

(Dec.Reg. 2/88, de 20 de Janeiro)

ZONA SUBURBANA

■ Sinónimo de subúrbio.
ver: aglomerado urbano, arredores, envolvente, periferias, subúrbio

ZONA TERCIÁRIA

■ Zona destinada predominantemente ao comércio e serviços, tais como escritórios, bancos, segu-
ros, actividades administrativas, etc.

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 )


ver: terciarização, zonamento

ZONAMENTO

■ Processo de diferenciação de um território em zonas, atribuindo a cada uma delas, por via regu-
lamentar, uma determinada função ou uso dominante (ex: industrial, agrícola,etc).

(DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994)

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ZONAS DE POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO (ZPDT)

■ Compreendem as áreas sujeitas a programas de recuperação e desenvolvimento integrado, as


áreas da Rede Nacional de Áreas Protegidas, bem como outras que, igualmente, venham a ser
consideradas como tais por Resolução de Conselho de Ministros.

(DR 28/98, de 23 de Abril)

ZONAS HÚMIDAS

■ Extensões de águas salgadas, salobras ou doces, que incluem águas litorais até 6 metros de pro-
fundidade em baixa-mar, estuário, lagunas, rios, lagoas, lagos rios, ribeiros, riachos, pauis, char-
cos ou turfeiras.

(Prospecto de divulgação do ICN “Zonas húmidas - habitats a defender”)

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Interessi correlati