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Deus, o homem, e seu

temperamento
Dr. Danilo Polanco
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Deus, o homem e seu temperamento

Deus, o homem e seu temperamento

Conteúdo

1 .Introdução

2. Parte um:
a) História dos temperamentos:
1. Fundador da teoria dos temperamentos
2. Modificações das teorias
b) A imagem de Deus no homem
c) A semelhança de Deus no homem
d) O propósito das escrituras sagradas
e) Os nomes de Deus
f) Temperamento
g) As três áreas de operação dos temperamentos:
1. Inclusão
2. Controle
3. Afetos
h) Terapia
1.Terapia dos temperamentos
2. A psicología Cristã
3. Os conselheiros cristãos
i) As três colunas do comportamento humano
1. Temperamento
2. Caráter
3. Pessoalidade
J) As necessidadees dos temperamentos
1. Dejadas
2. Expressadas
k) A terapia dos temperamentos têm metas a alcançar.
l) Três metas vitais para os conselheiros cristãos.

3. Parte dois:
a) Deus abaixo do nome de Elohim e seu temperamento
melancólico
b) A pessoa de temperamento melancólico
c) Deus abaixo do nome de Jehová dos exércitos e o seu temperamento colérico
d )A pessoa de temperamento colérico
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Deus, o homem e seu temperamento

4. Parte três:
a) Deus abaixo do temperamento de Shadai e seu temperamento sanguíneo
b) A pessoa de temperamento sanguíneo
c) Deus abaixo do nome Adonai Shalom e seu temperamento fleumático
d) A pessoa de temperamento fleumático

5. Parte quatro:
a) Deus abaixo da imagem do servo do Senhor e seu temperamento supina
b) A pessoa de temperamento supina
c) Os cinco temperamentos de Jesus Cristo
1. Jesus Cristo como melancólico
2. Jesus Cristo como colérico
3. Jesus Cristo como sanguíneo
4. Jesus Cristo como fleumático
5. Jesus Cristo como supina
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Deus, o homem e seu temperamento

Deus, o homem e seu temperamento

Introdução

Um dos grandes propósitos de Deus, revelado nas Sagradas Escrituras, é que o homem
possa descobrir quem ele é na sua relação com o Criador. Os ensinamentos e pregações em
nossas igrejas vão de uma ou outra forma se dirigindo a este propósito. Isso indica que há algo
que todo o homem deve conhecer de si mesmo e que somos lentos para aprender.
O salmista Davi exalta a excelência divina e ao fazê-lo se questiona da seguinte
maneira: “Digo: O que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que
com ele te preocupes?” Salmos 8:4. Todos nós fazemos uso de nossa capacidade analítica e de
pensar para responder esta pergunta, e então nos damos conta de que somos criaturas muito
especiais e muito distintas de todas as demais, e para nós é mais fácil conhecer o que está fora
dos outros que nos rodeiam, do que conhecer a nós mesmos. O homem que descobrir a si
mesmo, descobre Deus nele; sendo que "...pois Nele vivemos, nos movemos e existimos...” Atos
17:28. Mas, se o homem em seu estado de desespero busca a Deus, também pode encontrar a
Deus. Por esta razão Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado, se autoproclama “Filho do
Homem”.
A realidade é que o homem é a imagem e semelhança de Deus, e podemos tentar escapar
desta realidade, mas nunca ignorá-la; sendo que a vida do homem não começa por si mesma,
pois Aquele disse: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida...”. Assim, o comportamento do
homem muitas vezes, quando não sempre, é motivado por Deus, "pois é Deus quem efetua em
vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade Dele”. Filipenses 2: 13.
O que desperta em nós esta pergunta: Como é Deus? Sendo tão grande, perfeito e santo,
produz no homem “o querer e como fazer”. Nesta obra trataremos de responder estas
interrogações, guiados pelo Espírito Santo, de uma forma que o resultado seja para a Glória de
Deus e para abençoar o leitor.
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Deus, o homem e seu temperamento

Este livro reproduz a experiênia de mais de dez anos de trabalho com famílias,
observando características dos temperamentos dos filhos, jovens e adultos. A influência do
temperamento nas diferentes etapas da vida, tanto na área ocupacional, social, como na área
religiosa.
No estudo de comportamento humano devemos ser muito cuidadosos para nos comparar
a Aquele que é a imagem e semelhança do Sublime e grande Criador com algo que o degrade,
mas sim temos que comparar com aquele que tem a preeminência em tudo, e este é o Filho do
Homem.
O ser humano é tão completo que não se pode comparar com outro, fora de
Deus/Homem, isto é, Jesus Cristo, já que, ainda nós mesmos não devemos nos comparar um com
os outros, devido ao comportamento diferente que temos. Podemos observar em uma família
aonde há mais de dois filhos, os quais são criados pelos mesmos pais. Estes crescem e se
desenvolvem no mesmo ambiente, mas são tão diferentes um do outro. Temos um com
necessidade insaciável de exercer controle e autoridade sobre o comportamento e a vida das
pessoas, sendo que o outro não têm esta habilidade, mas necessita de alguém que o controle.
Alguns são mais ativos e alegres, mas outros são passivos, e é o que acontece nas nossas formas
tão diferentes de pensar, sentir e atuar, quando aparentemente somos iguais.
A princípio Deus disse a si mesmo: “Haverá um ser vivente, o qual será minha imagem e
semelhança”, mas não pôs todas as Suas virtudes em um só ser mortal, pois Deus tomou cinco
diferentes posturas e em cada uma dela atuou abaixo de um homem distinto. Em cada um desses
homens marcou virtudes e qualidades diferentes e as colocou em seu temperamento, imprimindo
assim o selo de suas próprias qualidades e virtudes nos homens.
Nisto consiste a semelhança de Deus no homem, e o novo nascimento impregna em nós o
selo de sua identidade divina, revivendo assim sua imagem entre nós, a fim de que possamos
atuar como verdadeiros filhos seus, trazendo frutos em abundância para a Glória de seu nome.
Deus nos outorga nos temperamentos um potencial a se desenvolver, não para viver
somente como criaturas naturais, mas para escalarmos no sobrenatural. “Por meio do qual nos
é dado preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes
da natureza divina...” 2da. Pedro 1:4. Por esta razão o senhor Jesus abençoou os cinco
temperamentos no Monte Sião, e logo após os dons ministeriais.
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História da Teoria dos temperamentos

Grande parte dos historiadores atribuem a Hipócrates, o pai da medicina, a primeira


relação detalhada dos temperamentos. Este enfatiza a existência de quatro tipos de
temperamentos (460-370 A.C.). Hipócrates simplesmente desenvolveu a visão e a teoria dos
filósofos gregos anteriores: Empédocles (495-435 a. C), pensava que o universo estava baseado
em quatro elementos: a água, o ar, o fogo e a terra. Empédocles os chamou “as quatro raízes de
todas as coisas”. Hipócrates assumiu esta idéia e a aplicou às descrições médicas e psicológicas
do homem. Hipócrates formulou a teoria da existência de quatro fluídos básicos dentro do corpo
humano. Ele acreditava que os quatro fluídos eram os fatores determinantes de como atuavam
as pessoas. Os quatro fluídos, ou "humores" eram: o sangue (cálida), a bilis negra (úmido), bilis
amarela (seco) e flema (frio o espesso). Uma pessoa dominada pelo sangue teria um
temperamento sanguíneo. O melancólico estava dominado pela bilis negra, o colérico pela bilis
amarela. A pessoa fleumática era tranquila e de fácil trato devido a uma abundância de flema
no seu sistema. Esta teoria recebeu o nome de "os quatro humores" devido estar baseada em
fluídos corporais.
Esta teoria naturalmente foi sem base científica, e é a razão pela qual foi descartada há
mais de cem anos, mas quando consideramos que Hipócrates escreveu há quase 2.400 anos,
podemos atribuir uma margem de compreensão. Se este vivesse na atualidade, estaria falando
em termos de genes e cromossomos no lugar de humores, sangue, bilis e flema, e provavelmente
seguiria crendo na existência dos quatro temperamentos.
Aristóteles (385-322a. C) e Teofrasto também contribuiram enormemente com a teoria
de Hipócrates. Teofrasto veio a ser o sucessor de Aristóteles como chefe da Escola Peripatética.
Aristóteles modificou a teoria dos temperamentos de Hipócrates para que se enquadrasse em um
enfoque mais científico, mas esta teoria não trouxe nenhum resultado. Teofrasto era um ávido
estudioso dos temperamentos; escreveu a obra Caracteres. Uma obra clássica que contém 30
esboços de tipos de pessoalidade.
Galeno (131 -200 a. C): Depois de Hipócrates, este é mais um grande contribuidor a
teoria dos quatro temperamentos. Ele foi o médico pessoal de três imperadores romanos,
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escreveu mais de 500 livros e fez uma extensa investigação de constituição anatômica e
fisiológica do homem.
Galeno havia adotado a teoria dos quatro temperamentos de Hipócrates, mas a
expandiu, chegando a registrar nove temperamentos. Assinalou os quatro temperamentos
básicos e depois descreveu combinações de elos. Combinou úmido com seco, cálido e úmido,
frio e seco, frio e úmido. Em seu livro sobre as faculdades naturais observou: "Me parece,
então, que a veia, assim como as outras partes, funciona de tal maneira que se mesclam as
quatro qualidades. Há, todavia, uma quantidade considerável de pessoas de pouca distinção,
filósofos e médicos, que atribuem a ação a Cálido e Frio, e que se subordinam a estes, como
passivos, o Seco e o Úmido.” A teoria dos temperamentos de Galeno foi aceita pelo mundo
científico somente no século XVII.
Doutor Vindiciano: No século IV d. C, o médico Vindiciano desenvolveu outra teoria
acerca dos quatro temperamentos. Acreditava nos quatro humores e fluídos, porém acreditava
que cada fluído governava uma parte diferente do corpo. O sangue, por exemplo, governava o
coração e a parte direita; a bilis amarela governava o fígado; a bilis negra governava o lado
esquerdo e o braço; e a flema governava a cabeça e a bexiga. Também atribui uma “virtude”a
cada um dos humores. O sangue teria uma virtude de doçura, da calidez e da umidade; a bilis
amarela era amargura, sequidão e um fogo com aparência averdejada; a bilis negra era
caracterizada como ácidez, frieza e sequidão; a flema era calada, fria e úmida. Ele acreditava
que sempre que um dos fluídos dominava o corpo, a conduta da pessoa iria mudar. Ainda que
não pudesse demonstrar cientificamente as suas teorias, a ciência moderna reconhece na
atualidade que as mudanças químicas e hormonais no corpo afetam realmente a maneira em que
atuamos.
Maimonides (1135-1204 d. C): Maimonides era um Rabí, médico, e filósofo. Tentou
codificar a lei oral judia na mesma Torá e escreveu alguns volumes acerca de religião e
filosofia. Segztn D. B. Klein em A History of Scientific Psychology (Uma história da psicologia
científica, basic books, 1970), "Maimonides menciona diferenças temperamentais na forma de
atitudes valentes contra covardes, e de diferenças cognitivas em términos de velocidade de
aprendizagem, de facilidade de compreensão, e de excelência de memória. Estas diferenças se
atribuem a diferenças inerentes na preponderância de um dos quatro humores cujo significado
psico-fisiológico havia sido destacado desde a época de Galeno.”
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Nicolás Culpeper (1616-1654): Com umas modificações muito pequenas, a teoria dos
quatro temperamentos permaneceu virtualmente sem mudanças desde a época de Hipócrates. A
primeira mudança principal na situação veio a acontecer no século XVII devido ao que Nicolás
Culpeper escreveu, que foi um dos primeiros, senão o primeiro, a descartar o conceito
"humores" ou "fluídos" que afetam a conduta humana.
Seguiu aceitando os quatro temperamentos para classificar as pessoas, e também sua
teoria foi que cada indivíduo não pertencia a um tipo específico. Acreditava que havia ao menos
dois temperamentos afetando nossa conduta. Um era dominante, o outro secundário.
Descobriu o melancólico-sanguíneo, com as seguintes palavras: "São mais liberais, e
mais felizes que as pessoas melancólicas, e também menos covardes. Não tão reflexivas e
solitárias, nem tampouco se vêem angustiadas por tantas invenções de temor, sendo que são
gentis, sóbrias, pacientes, fiéis, afáveis, cortês, atentos em fazer o bem a todos os demais...”
Emmanuel Kant (1724-1804): o contribuidor seguinte da teoria dos temperamentos foi o
filósofo alemão Emmanuel Kant. Em seu livro Antropologias popularizou os temperamentos,
mantendo que não podiam ser dissimulados. Seus escritos tiveram uma profunda influência para
outros filósofos europeus.
Wiilhelm Wundt (1832-1920): Outro alemão, Wilhelm Wundt, que se considerava o pai
da Psicologia Experimental Moderna, desenvolveu uma teoria de temperamentos baseada nos
quatro tipos: sanguíneo, melancólico, fleumático e colérico. Porém dividiu os temperamentos em
várias categorias. Também retrocedeu a crença de Kant de que um indivíduo só poderia ter um
tipo temperamental. Wundt preparou um gráfico que situou os quatro temperamentos em quatro
seções de uma esfera, não muito diferente da atualmente utilizada por Eeenseck. Separou os
temperamentos "emocionais" (melancólico e colérico) dos "não emocionais" (fleumático e
sanguíneo). Também distinguiu entre tipos de pessoalidades "que mudam" e que "não mudam".
Wundt abordou em sua teoria que as pessoas deveriam ter de base emoções fortes ou fracas.
Observou: "A Antiga diferenciação dos quatro temperamentos surgiu de umas agudas
observações da diferença individual entre as pessoas. Como o exemplo: os coléricos e
melancólicos estão inclinados a intensos afetos, no entanto os fleumáticos e sanguíneos estão
caracterizados por afetos fracos".
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Alfred Alder (J879-1937): Outro homem que contribuiu de maneira significativa para a
teoria dos temperamentos foi o psiquiatra e psicólogo austríaco Alfred Alder. Ele que
desenvolveu seus próprios quatro tipos temperamentais, que desceveu como se segue: "O
primeiro tipo consiste em indivíduos cujo conhecimento da realidade mostra uma atitude mais
ou menos dominante ou "dirigente" (o tipo dirigente). Um segundo tipo, seguramente é mais
frequente, espera todos os demais e se apoia nos demais. A este poderíamos chamar de tipo
"receptor". Um terceiro tipo está inclinado a sentir que tem êxito evitando a solução dos
problemas, e tenta se "esquivar" dos problemas como esforço para evitar a derrota com isso (o
tipo que evita). O quarto tipo luta, em um maior ou menor grau, pela solução dos seus
problemas de uma maneira que seja “útil aos outros". Esta classificação, naturalmente, é quase
idêntica a divisião tradicional em melancólico, colérico, sanguíneo e fleumático. Alder
acreditava que poucas pessoas eram de um temperamento ou outro, e sim que eram uma mescla
de dois ou mais. Também acreditava que nossos temperamentos não eram fixos, e sim que eram
mutáveis a medida em que envelhecíamos.
William Sheldon (J 899- ): O sociólogo americano William Sheldon contemplava a teoria
dos temperamentos de uma perspectiva diferente do que os outros haviam mantido no passado.
Sheldon se perguntava acerca do vínculo entre o tipo corporal e o temperamento ou caráter.
Rotulou três tipos diferentes de corpos, cada um com seu próprio temperamento. Os três tipos
corporais eram: grueso (endomorfo), muscular (zoomorfo), e flaco (ectomorfo). E os três tipos
de pessoalidade eram: vicerotonia, somatotonia, e cerebrotonia. Na atualidade se estão
desenvolvendo muitos ensaios sobre a influência do temperamento no desenvolvimento da
criança.
Em 1958 Dr. Will Chutz acreditava no instrumento teórico conhecido como FIRO-B.
(Fundamental para Orientar Relações e Comportamentos Interpessoais). Dr. Schutz acreditava
em FIRO-B para medir a interação entre duas pessoas num estudo investigativo. Este
instrumento de temperamento se enfoca em três níveis principais: Comportamento, sentimentos e
auto-conceito. Na atualidade é um dos instrumentos psicométricos mais usados tanto por
estudiosos como em inter-relações.
NOTA: Neste trabalho se descreve a visão dos temperamentos relacionados com os nomes de
Deus, uma inspiração do Senhor para o autor (Prof. Danilo Polanco).
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A Imagem de Deus no homem

A origem de Deus não é um tema para discussão, pois a Bíblia Sagrada começa dizendo:
"No princípio acreditou Deus, os Céus e a terra”, dando o Senhor a entender que a criatura na
qual depositou sua Imagem e Semelhança, isto é, o homem, não questionaria a realidade
existencial e origem de seu formador e doador da vida. Deus existe em si mesmo e é quem dá a
vida a todos os seres existentes. Não há nada que limite sua natureza. Ele é independente da
natureza; mas esta existe Nele. Por quanto Deus é antes de todas as coisas. A Bíblia introduz a
Deus, respondendo a pergunta: Quem é Deus? Com a afirmação "Deus é o criador da terra e de
tudo que nela há.” Ao falar do formador e doador da vida significa que temos sido criados por
um que é antes de todos nós. A imagem de Deus no homem é um ponto tão completo, que têm
sido objeto de muitos estudos bíblicos e teológicos na história do pensamento cristão.
O tema da imagem de Deus no homem têm sido interpretado de diferentes pontos de
vista. Alguns enfatizam que somos a imagem de Deus porque somos um reflexo no espelho do
que Deus é, outros asseguram que somos a imagem de Deus no sentido de que em nossa
composição temos duas partes não materiais que são o espírito e a alma, e que nestas partes
estão nossa semelhança com Deus. Enquanto que outros pensadores enfatizam que a imagem de
Deus em nós se refere a capacidade que temos em realizar trabalhos semelhantes aos de Deus,
porém de nível inferior; de modo que exercemos domínio sobre porções do universo, justamente
como Deus faz sobre todo o universo. Ainda que todas estas teorias são certas, muitas vezes
pensamos que a Imagem de Deus em nós somente pode ser no Espírito, pois João assegura que
Deus é Espirito (João 4:24) e sim Ele é Espírito, portanto a imagem Dele não pode ser outra
coisa que o mesmo Espírito.
Assim também o entendeu Jó e disse "O Espírito de Deus me usou, e o sopro do
Onipotente me deu vida" Jó 33:4. De modo que quando Jesus disse "Eu sou a vida", está
indicando que todo o que tem a vida a tem Nele, porque a Palavra de Deus disse que Nele está
"a verdade”, e está "a vida”, pois com toda a certeza se pode dizer que “o espírito é o que dá
a vida.”
Da mesma maneira que Deus tomou o espírito que habitava em Moisés para colocar nos
setenta anciãos de Israel, para que conduzissem com ele a carga do povo, segundo Números 11:
17. Deus tomou de seu próprio Espírito e o colocou no homem, não somente para que este fosse
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um ser vivente, mas sim um ser que levava a imagem de seu criador. Estou seguro que isto será
motivo de muitas perguntas, mas como antes disse, agora digo de novo, esta e outras perguntas
serão respondidas nesta obra.
Carl Jung na sua teoria terapêutica do comportamento, descreve o inconsciente coletivo,
como algo que opera fora de nossa compreensão consciente. O mundo espiritual não se reduz a
formulações do raciocínio humano, porque de acordo a Jung neste inconsciente coletivo é aonde
se move e opera o ser Todopoderoso, quem chamamos e conhecemos como Deus. O homem
como filho de Deus, não é somente aceito por seu criador, mas sim é dotado de qualidades para
atuar como verdadeiro representante da família divina, tendo também a oportunidade de
participar dessa natureza poderosa, milagrosa e superior, não só no futuro, mas sim enquanto
vive neste corpo natural. "2da. Pedro 1:3-10: Porque esse homem é a imagem e semelhança de
seu criador, pelo que também foi autorizado para realizar no nome do Todopoderoso.”

A semelhança de Deus

A criação do homem foi motivo de muitas interrogações através dos tempos. O homem
mesmo tratando de encontrar uma resposta favorável fora dos príncipios divinos, chegou a
teoria da evolução, aonde se vê como o produto casual de forças evolutivas operando em vidas
inferiores, sem inteligência nem significado. Porém com nossa identidade hora confusa, basta
que os olhos de nossos entendimentos sejam iluminados e assim podemos entender que fomos
criados intencionalmente e que somos parte da criação de Deus Todopoderoso. As implicações
da doutrina central do cristianismo marcam a criação do homem, o que dá um fundamento e
significado para a vida, porque podemos basear nossa fé na realidade de que nossa existência é
o resultado da ação direta do grande e sábio Deus. O homem que já entendeu este princípio não
deixa de ter interrogações, mas estas em referência ao que ele realmente representa para Deus,
pois lemos em Gênesis 1:26 " Então disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a
nossa semelhança".
O tema da semelhança de Deus no homem é tão interessante quanto o da imagem. Se a
imagem de Deus em nós é o mesmo Espírito, a semelhança consiste no seguinte. Quando a
Bíblia aborda sobre a iluminação do Espírito, nos damos conta que Deus toma diferentes
posturas e em cada uma delas atua com caracteres distintos. O que ocorre que antes dos tempos,
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Deus disse para si mesmo que faria um ser de acordo com sua semelhaça e imagem, mas devido
Ele ser tão Grande e Sublime, não deveria colocar neste ser mortal, (homem) tudo o que é.
Portanto, tomarei diferentes posturas, e em cada uma delas sintetizarei abaixo um nome distinto
com características e peculiaridades em cada uma delas. Essas características e peculiaridades
vão ser colocadas no homem através dos temperamentos. Assim, quando o homem descobrir a si
mesmo me encontrará nele, e quando buscar a verdade fora dele, encontrará a si mesmo em
Mim, por esta razão o apóstolo Paulo movido pelo Espírito nos disse. "porque Nele vivemos, e
nos movemos, e somos”. Atos 17:28.
Este é o propósito da Palavra de Deus escrita e pregada "que nós conheçamos a nós
mesmos e que conheçamos a Deus. Não é que em nenhum momento o homem possa chegar a ser
Deus, sendo que vivemos em Deus, e EIe vive em nós, mas EIe está sobre nós.” A natureza de
Deus tal como se ensina nas Sagradas Escrituras, havia sido revelada de maneira progressiva
ao homem por meio do uso de nomes divinos. “Estes comunicam-se em graus variados de
conhecimento da natureza divina e indicam algo dos inexplicáveis mistérios que rodeiam sua
existência, e em cada nome divino se encerra uma série de mistérios pregados e atributos
divinos.” Alguns destes que foram pregados são usados no novo testamento em certas formas
familiares ao povo cristão. A Bíblia declara Deus é Espírito, Deus é Vida, Deus é Luz, Deus é
Amor. Jesus declara "Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida". “Como o Pai tem vida em si
mesmo, assim Deus e o Filho têm vida em si mesmos.”
Deus foi conhecido em Israel com nomes diferentes. Os nomes de Deus são importantes
para compreender quem Ele é, e como Ele é. Os nomes divinos são para expressar importantes
reações acerca da natureza de Deus. Para os hebreus, os nomes eram descritivos e expressavam
significados. Não eram usados simplesmente para distinguir uma pessoa da outra. O nome
representava sua essência distintiva, seu temperamento.
Entre os diferentes nomes de Deus na antiguidade, havia cinco principais nos quais Deus
atuava de formas distintas, com peculiaridades que fazem de cada um deles muito especiais.
Deus representou os mesmos atributos no homem, ao qual denominamos as fortalezas do
temperamento e isto faz de cada homem um ser especial. De modo que quando Deus deseja
intervir na vida de um homem simplesmente atua através dessas características, "porque Deus
que trabalha em nós mesmos para o que quer que nós façamos e como agimos seja de acordo
com sua boa vontade". Filipenses 2: 13. Assim vemos a Deus como Elohim.
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Este é o nome mediante o qual apresenta Deus no primero capítulo do livro de Gênesis.
Ali o encontramos em cada versículo, mostrando todas as qualidades e fortalezas do
temperamento melancólico, mas antes de entrar en detalhes de Elohim e suas peculiaridades
melancólicas, convém mencionar que antes da fundação do mundo, encontramos o criador e
sustentador de todas as coisas, tomando diferentes nomes com o propósito de ressaltar
diferentes virtudes ou características de sua natureza.
Elohim é o primero nome revelado nas Escrituras. Em Gênesis capítulo 1, vemos a
Elohim usando a virtude do conhecimento e inteligência para trabalhar em uma espécie de
matéria primogênita, envolta em obscuridade e confusão, sendo que tudo foi posto em ordem de
acordo com a sua vontade e por meio de sua palavra ao fazê-lo tudo "muito bom”.
Ainda que este nome Elohim é um nome no plural, se usa nas Escrituras com um sentido
singular para descrever ao único Deus verdadeiro; como em 2 Reis 19:4 e em Salmos 7:9.
O segundo nome de Deus revelado na Bíblia é o de Jeová, e este nome encontramos nos
capítulos dois e três de Gênesis. O nome em si significa "um que é o que é”, a partir disso
podemos entender a revelação dada a Moisés "EU SOU O QUE SOU" Ex. 3:14. Jeová é o
"Santo, Santo, Santo" diante do qual inclusive os querubins devem cobrir seus rostos, Isa. 6:2. É
Jeová quem dá as leis e diretrizes ao homem no Éden. O nome Jeová revela o verdadeiro ser e,
portanto, se opõe a todo o que é falso e mal, Ele julga o mal a qualquer preço e em qualquer
lugar.
O terceiro nome é o de EI Shaddai, que descreve o poder de Deus, mas o poder da
generosidade, não o da violência. "Shaddai" principalmente significa "um que tem peito", de
modo que este nome divino significa "o vertedor ou derramador" de bençãos, que podem ser
manifestadas em amor ''porque de tal maneira amou Deus o mundo, que deu-lhe o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que Nele crer, não se perda, mas tenha vida eterna” Jõao 3:16.
O peito da mãe é o que alimenta e nutre o bebê, o que permite a mãe exercer um extraordinário
poder sobre o filho.
O quarto nome é Adonai, traduzido como Senhor, mas com um diferente significado do
Senhor Jeová. Adonai nos mostra a relação entre Deus e os homens, e é usado também para
descrever as relações entre esposas e maridos. Umas são relações de paz para o bom
funcionamento e harmonia entre os relacionados. Quando o nome Adonai é associado com
Shalon, é então traduzido como O Senhor é paz. Como podemos ver em Gênesis 15:2,8. Por
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último teremos o Servo sofredor do Senhor, tal como está descrito em Is. 53: Quem tomar o
lugar do homem caído na condição de homem que se fez obediente até sua morte, a morte na
cruz, para em suas aflições dar-nos liberdade e em sua morte dar-nos vida.

Temperamento

O temperamento é uma parte com o qual o homem nasce, é uma parte muito influente de
como o indivíduo reage às pessoas, acontecimentos, lugares e coisas. É também um fator
determinante na percepção de nós mesmos e dos demais. O que indica que o temperamento tem
grande determinação no que somos e como interagimos com o mundo que nos rodeia.
O temperamento é que provém a cada ser humano de qualidades peculiares, que o faz
único em seu gênero, com capacidades e necessidades distintas uns dos outros. O temperamento
é tão determinante no indivíduo, e influencia tanto em seu caráter, como também em sua
pessoalidade. Falando de temperamentos, não podemos situar em uma área ou órgão específico,
mas o encontramos em cada célula vivente do organismo, hora influenciando em nossa
capacidade intelectual, hora determinando os gostos, hora as cores favoritas, hora
determinando o nível de amistosidade, hora quanto influencia na vida e comportamentos dos
demais, em outras ocasiões determinando quanto amor e afeto podemos dar e receber.
De modo que o temperamento permite nos conhecer melhor: como pensamos, sentimos e
reagimos. Também nos permite saber nossos gostos, o que não gostamos, nossa vocação, em que
área ocupacional funcionamos melhor, com quem nos damos melhor no casamento. O Senhor
fez cada um destes temperamentos com as qualidades peculiares e necessárias para desenvolver
o dom ministerial delegado. Podemos notar que para o colérico, por sua firmeza, disposição e
liderança lhe é outorgado o dom de apostolado, para abrir caminho aonde não há, para
enfrentar gigantes e pequenos, ricos e pobres, poderosos e humildes. Enquanto que o
melancólico dando honra a sua capacidade de visualização lhe é outorgado o dom profético. O
melancólico é o único temperamento com esta habilidade. Para o sanguíneo, por sua
necessidade de relações pessoais, habilidade de comunicação e convencimento, é lhe dado o
dom ministerial de evangelismo. Enquanto que para o fleumático, por sua pouca flexibilidade
emocional, sua paciência e justiça é lhe dado o dom ministerial de pastoreio. Finalmente, para o
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supina, por sua obediência, lealdade e disposição de serviços, ele recebeu o dom ministerial de
ensinar (Mestre).
Encontramos que o Senhor Jesus primeiro abençoou os temperamentos nos homens que
tinham nascido de novo; pois em Mateus capítulo cinco nos disse "Vendo a multidão, subiu ao
monte; e sentando-se, voltou-se aos seus discípulos, e abrindo sua boca os ensinava, dizendo:
Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os
que choram, porque eles receberão consolação.” Nisto está abençoando aos de temperamento
supina. Quando estudamos as qualidades do supina entendemos o porque, e porque este
temperamento recebe o dom de ensinar (mestre). "Bem aventurados os misericordiosos, porque
eles alcançarão a misericórdia." Os sanguíneos muitas vezes são dirigidos pelas forças do amor,
mas devido a sua alta energia intelectual e pouco treinamento de como dirigir essa energia, se
tornam desorganizados, mas são evangelistas. Tal como a samaritana de João capítulo quatro.
"Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus".
Os melancólicos são considerados puros e limpos, devido ao seu amor pela verdade, a
fidelidade e o bom juízo, e como tal necessitam de uma certeza de Deus para profetizar em seu
nome. "Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” Os
fleumáticos devido a sua pouca flexibilidade emocional e paciência, gozam de paz mental e
podem estabelecer justo juízo entre os membros de sua familia e os membros da Igreja como
bons pastores. "Bem aventurados os que padecem e são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o reino dos céus.” Os de temperamento colérico, são aqueles que depois de
conhecer a Cristo usam sua energia intelectual, sua capacidadee de liderança, para honrar o
dom ministerial do apostolado, tal como o conhecido e grande apóstolo Paulo.
Alexander Thomas, Estella Chess e associadas realizaram um trabalho de investigação
sobre temperamento. Neste estudo encontraram nove características de temperamentos que
estão presentes no momento de nascimento e que nos acompanham toda a vida. O temperamento
tem áreas fortes e débis que se manifestam como fortalezas e debilidades do indivíduo.
Como havíamos mencionado, Hipócrates fez a classificação de quatro temperamentos,
nos quais se estão baseados todos os estudos posteriores, mas neste trabalho tratamos com
cinco temperamentos em vez de quatro. Os cinco tem suas bases na Bíblia, que contém a
Palavra de Deus dada aos homens, e como este é a imagem e semelhança do criador e sábio
15
Deus, o homem e seu temperamento

Deus, que toma algo Dele mesmo e o coloca neste ser chamado homem. Podemos ver os
temperamentos primeiro em Deus e logo no homem.
Os cinco temperamentos são marcadamente identificáveis tal como os nomes de Deus
com os quais se relacionam. Estes cinco temperamentos consideramos puros. Também há quatro
deles que tem compulsividade. Estes são: Melancólico, melancólico compulsivo; sanguíneo,
sanguíneo compulsivo; colérico, colérico compulsivo; supina, supina compulsivo e fleumático, o
qual não tem compulsividade.
Sigmund Freud acreditava que o homem nascia com a mente branca, e que este era
produto da sucessão de acontecimentos dados na sua vida. Teoria que foi descartada com a
prática da técnica terapéutica regressiva, na qual se demonstra que um filho nasce com
sentimentos, emoções e atitudes. Pois desde o ventre da mãe o filho manifesta emoções e
sentimentos.
Nos meus anos de prática tenho visto vários casos que poderia mencionar como
exemplos do que estamos dizendo, mas me limitarei a um exemplo. Trabalhei com uma família
na área de New York, uma mulher que depois de dez anos de casada, foi comprovado que não
poderia procriar e assim o casal tomou a iniciativa de adotar um filho. Coisa que fizeram num
país centro-americano. Este casal adotou um filho de dois meses de nascido, o qual havia sido
abandonado por sua mãe no momento de nascer. Para a felicidade do filho, antes de cumprir
seu primeiro ano de idade, ele já estava morando com seus pais adotivos, que comemoraram
com amor e carinho o que seus pais biológicos não puderam dar.
Este filho não conhecia seus pais biológicos, para ele, seus pais adotivos eram seus
verdadeiros pais. Contudo, na festa de seu quinto aniversário, ele correu para sua mãe, e ao
abraçá-la, a beijou e disse que a amava porque ela não era como sua outra mãe, que quando ele
estava em seu ventre o pegava, porque não queria que ele nascesse. De modo que cada ser
humano nasce em seu temperamento com muitas das emoções abaladas.
Do mesmo modo que o homem foi feito da terra, "débil”, o que o permite identificar-se
com todo o ser terrestre. Fisiológicamente o homem é mais parecido ao animal do que a
qualquer outra criatura. Tem mais parentesco com o animal do que com as plantas de criação
inorgânica. Anatomicamente o homem tem carne, sangue, ossos e nervos, coisas que se
encontram no corpo animal. Este mesmo ser com parentesco animal tem também parentesco
16
Deus, o homem e seu temperamento

com Deus, por quanto o homem é também um ser espiritual. Deus colocou em seu espírito de
vida "fortalezas" que o fazem identificar-se com Deus.
O temperamento se manifesta dentro dessas duas vertentes do homem: debilidades e
fortalezas. Débil na carne, porém forte no espírito. O temperamento faz de cada ser humano, um
ser único e especial no mundo, e ainda que na verdade somos muitos, não encontramos duas
pessoas idênticas. O temperamento influe grandemente no comportamento humano. Este define
a capacidade intelectual, de inter-relação do indivíduo, capacidade de adaptação, sensitividade,
persistência, capacidade de amar e ser amado, capacidade de controle sobre as vidas e
comportamentos dos demais, etc. O temperamento tem necessidades, as quais se expressam em
três áreas a saber: inclusão, controle e afeto.
Cada necessidade temperamental tem duas divisões: desejada e expressada. Desejada
indica o quanto se deseja na verdade dita e necessidade expressada o quanto se mostra da dita
necessidade.
Inclusão é o centro de operação do Espírito. Jesus declarou "o Espírito é o que vivifica,
a carne para nada se aproveita...”. Esta parte situamos no cérebro, repartindo e administrando
a vida a todo o corpo, e por tal razão o homem não morre clinicamente, visto que o cérebro não
morre (basta que o espírito não abandone seu centro de operação).
Inclusão é a parte central do homem intelectual, a parte de orientação social que
determina se o indivíduo é introvertido ou extrovertido, se está orientado a relações pessoais e a
metas e objetivos. É a parte que determina o grau de energia intelectual do indivíduo. É a
agência central de identidade do indivíduo, e aonde nasce a orientação sexual do indivíduo.
De modo que na área de inclusão se centraliza o potencial de bem-estar espiritual e
emocional do indivíduo. Este potencial acaba reduzindo a sua mínima expressão, visto que no
indivíduo não se realiza o milagre do novo nascimento, que começa a desenvolver uma relação
com seu Criador e doador de Vida no Espírito. É em função desta relação que se desenvolve a fé
em Deus e conceitos acerca de Deus que determinam sua qualidade de vida. É em função dessa
relação com Deus que o homem pode entender e dar significado ao que é o amor, a verdade, a
paz, a bondade e outros frutos espirituais.
Quando o homem desenvolve essa relação com outro ser que não seja Deus, constitue a
esse ser no lugar de Deus e assim também intera com outras pessoas. Antes de Adão pecar,
nossa área de inclusão era unida com nossa área de controle e afetos, e desta forma funcionava
17
Deus, o homem e seu temperamento

em uma harmonia perfeita, e o homem não conhecia o mal. A única fonte de inspiração
espiritual era Deus, mas depois do pecado, este ocupou o lugar de Deus ao tornar-se homem e
criar uma divisão entre o homem e Deus, e o homem com ele mesmo, entre sua alma e espírito.
Controle é a área de análise, de tomada de decisões, área de aceitação de
responsabilidades de um mesmo e dos demais. É a área que determina quanto de controle
permitimos que outro exerça sobre nossas vidas e comportamentos, e quanto de controle
queremos exercer sobre a vida e comportamento de outros. É a área que lida com as emoções e
vontades, a área que motiva os sentimentos.
As emoções e sentimentos podem ser motivados na área de inclusão, por isso quando a
pessoa não conhece a Cristo, ou melhor dito não foi nascido de novo, essas emoções, vontades e
sentimentos são motivados por outras fontes fora de Deus. Quando Deus se revela, tem o direito
exclusivo de ativar aquilo que Dele há nesse indivíduo e "...produzir assim o querer com o fazer
por sua boa vontade.” Esta área de controle nós relacionamos a alma.
A alma é a parte do homem que não é matéria, se forma ao mesmo tempo do corpo físico
e funciona como a parte que ajusta e adapta o espiritual, infinito ao finito corpo físico. A alma
não é o espírito. O homem necessita nascer na alma para ativar seus sentidos, para ouvir a voz
do espírito, ver as coisas espirituais, ler as coisas espirituais, saborear as coisas espirituais. Ao
homem morrer espiritualmente a alma toca o corpo físico, e por seguinte toca a mentira, por
isso necessita nascer a verdade e dar novo significado as coisas connhecidas, a fim de preparar
o homem para pensar em Deus e nas coisas de Deus, para que sinta as coisas de Deus e possa
reagir em função das coisas eternas de Deus.
Afeto é a área aonde o ser humano demonstra a quantidade de amor e afetos que pode
dar e receber. Do quanto amistoso se pode ser com os demais e quanto amistoso deseja que os
demais sejam com ele. Também é a área da necessidade de relações pessoais sendo estas
superficiais ou profundas. Esta parte afetiva toma o coração como centro de operação. Ao se
falar de coração não estamos falando deste como um órgão físico, mas sim como uma área que
inclue esse órgão, pois este é simplesmente o centro de execução do homem; de modo que na
alma se tomam as decisões, e estas são enviadas ao coração para sua execução. Quando as
decisões chegam ao coração em forma de sentimentos ou desejos, vem acompanhados da
energia síquica para sua execução. Se o homem não executa esses desejos necessita então
18
Deus, o homem e seu temperamento

manejar a energia síquica, porque de outra forma afetou seu corpo físico com condições
psicossomáticas.
Terapia de Temperamento: A base para qualquer disciplina terapêutica começa com a
instituição de ficha técnica para que nosso ensino seja cada um dos temperamentos puros. Como
se sabe a maioria das pessoas tem um temperamento composto. Os temperamentos puros são
encontrados em raras pessoas, pois é comum encontrar pessoas com um temperamento na área
de inclusão, outro temperamento na área de controle e outro diferente temperamento na área de
afeto. Esta terapia se fundamenta em certos postulados, tais como: O homem é criação de Deus,
o homem é a imagem e semelhança de Deus, então para entender o homem em sua plenitude se
faz necessário conhecer a Deus, que é quem "produz ao homem o querer como o fazer por sua
boa vontade.”
Na técnica terapéutica vemos que o homem é repartido como descrito na Bíblia:
Espírito, alma e corpo, o modelo de saúde a seguir é o modelo de Cristo. As éticas a seguir são
as estabelecidas por nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso modelo terapêutico é um modelo
holístico, aonde não tratamos de ajudar o indivíduo a ajustar-se a sua condição, senão a tomar
controle da condição.
A terapia de temperamento deveria ser a mais usada dentro da psicologia cristã, devido
a sua aplicação prática, que é de guiar o homem a encontrar e manter o delicado balanço entre
o emocional e espiritual. Este equilibrio é indispensável para poder desenvolver o potencial que
há em cada homem, para poder funcionar como verdadeiros filhos de Deus, emocional e
socialmente equilibrado. Este balanço está fundamentado "na justiça e santidade da verdade.”
A psicologia começa em Deus, que é quem coloca no homem sua Imagem e Semelhança, e quem
motiva e dirige o comportamento do homem "Pois Deus é quem em vós produz assim o querer
como o fazer, por sua boa vontade.” Filipenses 2: 13.
O Senhor Jesus Cristo encarnou em si mesmo todas as virtudes divinas e humanas; por
quanto Ele é o Deus/Homem, Nele se combinam os cinco temperamentos para dar cumprimento
a sua função de libertador da humanidade e que "cada homem seja completo Nele.” Por quanto
Cristo é Deus, "Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” Col. 2: 9. Para dar
lugar a aqueles cinco nomes e posturas de Deus no antigo testamento, e assim estabelecer a paz
entre todos os homens e Deus. Com a técnica terapêutica de temperamento podemos identificar
o potencial do indivíduo, para funcionar na área do intelecto. Isto é, energia intelectual e
19
Deus, o homem e seu temperamento

capacidade de canalizar essa energia, ele há de ser uma pessoa extrovertida ou introvertida. A
capacidade de liderança, habilidades para tomar decisões e para influenciar nas vidas e
comportamento dos outros, como também a capacidade de ser influenciado por outros.
Também podemos determinar a capacidade de socialização: habilidades de inter-atuar
com outros dentro do círculo familiar. Podemos assistir as pessoas e logo identificar suas áreas
fortes e fracas, e para que cada indivíduo possa realizar as mudanças internas necessárias, e
alcance e desenvolva o potencial que Deus lhe havia dado, que deve se fazer no meio ambemte
em que ele se desenvolve. Este é o porque da importância de conhecimento dos temperamentos,
conhecendo suas peculiaridades, podemos ajudar a pessoa a conhecer-se a si mesma, e ajudá-
la a estabelecer uma relação apropriada entre as capacidades inerentes a seu temperamento e
suas capacidades físicas, para inter-atuar em relações que se estabelecem de forma
tridimensional, que deste ponto de vista científico seria: Psicológico, biológico e social, mas
desde nosso ponto de vista é: Espírito, alma, e corpo. Esta integração é indispensável para o
desenvolvimento do potencial de cada indivíduo.
O propósito da teoria de temperamentos, consiste em conduzir a pessoa a encontrar e
manter o delicado balance entre o espírito, a alma e o corpo, e isto só acontece com o bem-estar
espiritual e emocional.
A Psicologia cristã é o estudo do homem de acordo com A Verdade de Deus, A Palavra
de Deus, A Bíblia, o estudo do comportamento humano de acordo com as éticas estabelecidas
por nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto que no dicionário Webster, define psicologia como a
ciência que estuda o comportamento humano e animal. A psicologia como tal deve ver-se mais
como um ministério especializado que como uma ciência secularizada.
Os cristãos crêem na soberania de Deus, o que não leva a pensar que cada pessoa veio a
este mundo com propósitos divinos e por isso Deus coloca na pessoa o temperamento que o
capacita para a realização de tais propósitos. Por tal razão nossa meta é ajudar aos filhos de
Deus a desenvolver seu potencial no mundo em que vivemos. Nós não podemos alcançar nossos
propósitos, se não usarmos todos os conhecimentos históricos, científicos e bíblicos. Temos que
incorporar todos estes conhecimentos dentro do campo da psicologia cristã para servir melhor a
nossos irmãos, entendendo que o homem tem necessidades espirituais, sociais e fisiológicas.
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Deus, o homem e seu temperamento

Como conselheiros cristão temos uma missão diferente dos conselheiros seculares. Nós
temos que orientar as pessoas deste mundo não somente para que consigam lidar com o stress e
dificuldades diárias, e sim também para que se esfocem por manter suas vidas espiritualmente
fortes e moralmente corretas. Isto tem um contraste com a missão do conselheiro secular cujo
objetivo é ajudar as pessoas a ajustar-se a sua condição de vida. São Francisco de Assis disse
que a imagem de Deus nos outros é como a esfinge de uma moeda. De acordo com ele, uma
moeda deixada na terra pode perder sua aparência e identificação quando a terra é aderida ao
metal. Esta moeda pode durar muitos anos nesta condição, mas no momento que é recuperada e
limpa, sua imagem brilha de novo dando a conhecer o valor de quando foi feita.
Da mesma maneira o homem pode acercar-se do pecado e viver uma vida miserável
envolto em toda classe da sociedade relacionada com a concupiscência da carne, mas no
momento que se encontra com Cristo e é lavado pelo Sangue deste impacto, sua imagem brilha
de novo. Por isto quando expostos, nós não devemos ajudar-nos a adaptar-se as circunstâncias
do mundo, mas sim descobrir a verdade e viver por ela. "Não nos conformeis a este ciclo, se não
transformados por meio da renovação de vosso entendimento, para que comproveis qual seja a
boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” II Romanos 12:2.
É importante entender que o comportamento atual do indivíduo, não obedece unicamente
a seu temperamento. O comportamento humano descansa sobre três colunas fortes. A primeira
delas é dada por Deus e é chamada temperamento. A segunda coluna forte do comportamento
humano é construída pelo homem e é chamada caráter. Este é o “eu” desenvolvido. Agora bem
nas bases do caráter radicam as fortalezas e debilidades do temperamento, por isso que cada
indivíduo tem um grupo de qualidades positivas para desenvolver tais como: amor, respeito,
honestidade, confiança, responsabilidade, etc. Características estas que se encontram marcadas
dentro dos frutos do Espírito. Também encontramos no caráter qualidades negativas, as quais
são marcadas como os frutos da carne.
A terceira coluna forte do comportamento humano é o mesmo da chamada pessoalidade.
Agora bem o problema da pessoalidade é a máscara que trazemos do mundo. Esta máscara está
constituída por nossa cultura, tradições e conhecimentos, a qual faz que nós sintamos e
desejamos uma coisa e expressemos ou demonstremos outra. O que não nos faz ver que nós
mesmos nos encontramos divididos. Isto nos leva a ver que o problema de integração que há no
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Deus, o homem e seu temperamento

ser humano: "pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu
continuo fazendo.” Romanos 7: 19.
O temperamento é um fator determinante do que somos, do nosso meio ambiente e nossa
relação com Deus, determina o que seremos no futuro. Assim quando o homem nasce com um
chamado divino, em seu temperamento estão as capacidades para responder aos planos de
Deus, mas seu meio ambiente, cultura e conhecimentos influenciarão grandemente na forma em
que respondeu ao seu chamado ou vocação. Coisa esta que se verá no indivíduo em todos os
níveis de sua vida. Pois desde que nasceu começa a demonstrar seu temperamento.
O conhecimento apropriado dos temperamentos ajuda grandemente nas relações entre
pais e filhos, igual entre esposos. É decidir que temos a capacidade para ser um bom esposo –
esposa; pai ou mãe, mas esta capacidade tem que ser desenvolvida dentro de uma cultura e
dentro de um meio ambiente no qual o homem necessita permanecer na Verdade, porque é "a
Verdade que o fará livre” e o moverá a vestir-se de um novo homem: ''vestidos de um novo
homem, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade.” Efésios 4:24.
As diferenças entre as distintas necessidades de temperamento e a magnitude dessas
necessidades são numéricamente medíveis e identificadas através de um diagnóstico.
Cada necessidade é manifestada em duas terminações: Desejada e expressada. Desejada
é o que a pessoa deseja na realidade, enquanto que expressada é o que a pessoa demonstra que
nem sempre é o que ela deseja. Aqui está o problema dissociativo no homem, pois muitas vezes
desejando uma coisa demonstra outra. Muitas vezes desejamos uma coisa em nosso coração,
porém expressamos outra. Estas divisões das necessidades são associadas nas três áreas de
ações e reações humanas: Inclusão, controle e afeto, que determinam que a parte emocional e
espiritual do homem têm que estar diretamente ligadas, quando se vêm a estabelecer e manter
relações profundas com Deus, e nossa parte emocional e afetiva estão intimamente entrelaçadas
para desenvolver relações profundas com nossos seres queridos.
Terapia é a terminação usada para tratamento de enfermidades, transtornos ou
desordens físicas ou emocionais-psico1ógicas, com uso de drogas ou outro processo
terapêutico. O processo terapêutico é estabelecido e seguido com o propósito de alterar ou
modificar o comportamento ou formas de condutas não desejadas. Comportamentos que são
danosos aos indivíduos e aos demais. A terapia de temperamento está dirigida não a modificar o
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Deus, o homem e seu temperamento

comportamento mas sim a mudar o comportamento, para que haja um renovar na forma de
pensar, “E renovais o espírito de vossa mente.” Efésios 4:23.
O homem pensa: o que conhece, ve, ouve, saboreia, toca. O homem acha que o que
pensa e reage é em função do que sente. Se pudermos ajudar uma pessoa a mudar sua forma de
pensar, já estaremos ajudando a mudar sua forma de sentir e atuar. Por isso o Senhor nos
manda a pensar em sua palavra para que a sintamos e possamos viver por ela. "E estas palavras
que eu te mando hoje, estarão sobre teu coração, e as repetirás a teus filhos, falarás delas
estando em tua casa, e andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-
as como um sinal no braço e prenda-as na testa.” Deuteronômio 6:6-8. Para aplicar um
processo terapêutico apropriado será necessário conhecer o que há de introvertido e o que há
de extrovertido no indivíduo.
Introvertido é a pessoa que exterioriza pouco seus sentimentos. Em ocasiões pode ser
mal interpretado e ainda na realidade será difícil comunicar o que sente. A pessoa que é
introvertida, parece que vendo não vê, e ouvindo não ouve. É uma pessoa pouco expressiva.
Extrovertido é um que está mais interessado no que acontece ao seu redor, que em seu
próprio estado mental, em seu próprio "EU”, é uma pessoa muito expressiva.
A terapia de temperamento não está somente dirigida a modificar o comportamento do
indivíduo, mas sim em ajudar a reconhecer as áreas fortes e fracas de seu temperamento, e a
criar um mecanismo, que mude sua forma de atuar nestas áreas fracas a nas áreas fortes de seu
temperamento. Dessa forma, ele pode manifestar a imagem e semelhança de seu criador e em
meio a escuridão possa brilhar a imagem do filho de Deus, e nos conflitos possa desfrutar a paz
que excede todo entendimento. Pode também mostrar amor aonde não é amado, e aceitação
aonde não é aceitado.
O homem na sua posição de restaurado, não caminha conforme o que os demais veêm,
mas sim conforme o que Deus o mostra. Nossa missão não é nos deixarmos nos influenciar pelo
mundo, mas sim influenciarmos o mundo. Somos colaboradores de Deus nesta terra, temos que
redimir o mundo para Cristo, mas não podemos redimir a outro se primeiro não redimirmos a
nós mesmos. A terapia de temperamento está dirigida a duas coisas; a saber:
A-Identificar as necessidades temperamentais do indivíduo.
B-Encontrar Deus para suprir estas necessidades.
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Deus, o homem e seu temperamento

Cada temperamento tem necessidades diferentes e são as necessidades emocionais


básicas do ser humano, como dar e receber amor, e as experimentam em diferentes níveis.
Se compararmos os homens com as flores, diríamos que existem flores que necessitam
ser irrigadas diariamente, enquanto que outras morreriam se molhássemos diariamente. Há
pessoas que necessitam dar e receber muito amor, enquanto que há outras que não tem a mesma
necessidade, e se sentirão mal se lhes mostramos muito amor e afeto.

Como conselheiros cristãos é vital para nós:


A- Identificar as necessidadees da pessoa
B- Identificar a intensidade das ditas necessidades
C- Desenvolver um plano de tratamento para ajudar a suprir estas necessidades de uma
forma que agrade a Deus.
Neil Anderson, Terre Zuehlke e Julianne Zuehlke em seu livro prático da integração da
teologia e da psicologia, terapia centrada em Cristo (Christ Centered Therapy), desenvolveu um
processo de liberação em Cristo baseado em sete passos. Cada um destes passos demonstra um
Cristo centrado e bíblico. Atualmente se fala muito da psicologia. O estudo está alcançando
grandes proporções nos últimos quarenta anos. Queremos saber mais sobre o pensamento e
comportamento humano.
Nestes dias que Deus está trazendo um despertar no seu povo para tomar a posição que
os corresponde como luz do mundo para guiar e ajudar ao necessitado em qualquer que seja sua
situação. Para isto, necessitamos ter uma consciência clara de Deus, e desta forma ver a nossos
irmãos do ponto de vista de Deus, para depois atuar em seu nome ministrando as necessidades
dos irmãos, sem importar a cor, credo ou nacionalidade. Diante dos olhos de Deus todos somos
irmãos, pois de uma semente veio todos.
A melancolia é considerada como um "couch potato". Muitas pessoas consideram que é
algo não muito prazeroso, mas se a pessoa se une com a pessoa correta, resulta então que o
"couch potato” ou "home boe” é muito desejável. Algumas pessoas experimentam que é muito
mais desejável casar com um melancólico que unir-se em casamento com um sanguíneo, que é
difícil de encontrar em casa. Por exemplo, um sanguíneo que se prepara simplesmente para sair
de casa e ir ao seu mundo de compartimentos sociais, enquanto que o melancólico será tão
familiar e carinhoso con os seus, devido seus altos indicadores afetivos. Claro que isto sempre
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Deus, o homem e seu temperamento

dentro de suas limitações. Um "home boe” pode ser muito orientado para a família se seus
indicadores afetivos estão altos, de outra maneira pode permanecer em casa, porém
compartilhar muito pouco tempo com os demais, por serem pouco comunicativos e se
encantarem com tempos de solidão.
Um melancólico pode chegar em casa depois do trabalho, colocar suas coisas no lugar,
ligar a televisão ou simplesmente trancar-se no seu quarto e submergir-se no seu mundo
introvertido. Claro que tudo isto depende de como está seu estado emocional e os indicadores
afetivos. A pessoa melancólica é mais aberta a relações familiares se seus indicadores afetivos
estão altos, por outro lado quando se seus indicadores afetivos estão baixos se submergem mais
e mais no seu mundinho.

Vejamos pois o temperamento melancólico e Elohim


Em Elohim vemos um Deus solitário, altamente inteligente, com a capacidade de criar
imagens em sua mente a medida que vai pensando. É assim que em sua mente acredita nos
planos completos e perfeitos da criação, e que a perfeição é a união dos atributos deste
temperamento.
Elohim faz uso de suas grandes qualidades como melancólico, tais como inteligência e
perfeccionismo para trabalhar com uma matéria primogênita, envolta em obscuridade e
confusão. Basta que ponha tudo em ordem de acordo com sua vontade e por meio de sua
palavra, tornar tudo que está confuso e obscuro em algo "muito bom", dando cumprimento a
sua Palavra que diz "...O qual dá a vida aos mortos, e chama a existência das coisas que não
são" Romanos 4:17b.
De modo que quando Deus diz "Seja a luz; e foi a luz" Gênesis 1:3. Deus não está
fazendo uso de nenhum poder mágico, se não trazendo a existência visível o que existia nos
planos de sua mente. Como todo melancólico é perfeccionista, observa a luz para assegurar-se
que respondia ao modelo de sua configuração mental; pelo qual disse a Bíblia "e viu Deus que a
luz era boa...” Gênesis 1:4. Encontramos a Deus observando e ratificando seus perfeitos planos
arquitectônicos nos seguintes versos de Gênesis 1:4, como o mencionamos. No verso dez disse:
"E chamou Deus ao que é seco terra, e a reunião das águas chamou mares. E viu Deus que era
bom”. No verso doze (12) disse: "Produzo, pois, a terra verde, terra que dá semente segundo
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Deus, o homem e seu temperamento

sua natureza, e árvore que dá fruto, cuja semente está nele, segundo seu gênero. E viu Deus que
era bom”.
No verso dezoito (18) disse: “governar o dia e a noite, e separar a luz das trevas. E viu
Deus que era bom”. No verso vinte e um (21) disse: "E criou Deus os grandes monstros
marinhos, e todo seres vivos que povoam a água, de acordo com as suas espécies; e todas as
aves, de acordo com suas espécies. E viu Deus que era bom”.
No verso vinte e cinco (25) disse: “Deus fez os animais selvagens de acordo com suas
espécies, os rebanhos domésticos de acordo com suas espécies, e os demais seres vivos da terra
de acordo com as suas espécies. E viu Deus que era bom”. Por último vemos no verso trinta e
um (31) "E viu Deus tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom...”
A pessoa de temperamento melancólico é uma pessoa com muita energia intelectual,
muito perfeccionista. Isto capacita o melancólico a visualizar as coisas a medida que vai
pensando. É uma peculiaridade exclusiva do melancólico, e para que ele não se mova em fazer
algo, basta que não tenha uma imagem (fotografía) completa do assunto.
A combinação de sua capacidade intelectual e seu perfeccionismo fazem do melancólico
uma pessoa que se trata Standard de vida, muito alto para si mesmo e para os que o rodeiam. O
que leva o melancólico a ser uma pessoa suscetível a auto depressão. Se deprime muito fácil, se
as coisas não saem de acordo com o planejado, mas tem também a habilidade de entrar e sair
da depressão com grande facilidade.
Em primeira Reis capítulos dezoito (18) e dezenove (19) encontramos um bom exemplo
disto, pois Elias depois de uma grande vitória no monte Carmelo sobre os profetas de baal,
entrou em uma depressão tão grande que desejou sua morte. O que leva a pessoa melancólica a
ser mas orientada a metas e trabalho que a relações pessoais, ainda quando seus indicadores
afetivos estão altos pode tornar-se uma pessoa familiar, se não será uma pessoa muito amistosa.
Não tem muitos amigos, poderá ter união com dois, e é muito seletiva ao escolher suas
amizades. É fiel e leal a sua família e amizades, mas quando um amigo falha é como se moresse
para o melancólico. Devido a seu perfeccionismo e seu alto grau intelectual, o melancólico tem
muito problemas com o perdão, tanto assim que é capaz de auto castigar-se por seus próprios
erros.
As condições de vida se tornam muito difíceis para os que convivem com o melancólico
porque nada pode chegar a suas expectativas. É por isso que o melancólico é uma pessoa
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Deus, o homem e seu temperamento

introvertida. Quando ele pensa que ninguém o entende ou não interessam as coisas que o
rodeiam, se afoga num oceano de pensamentos. Os melancólicos conhecem suas capacidades
intelectuais e é essa a melhor forma de motivar um melancólico, cercando-o intelectualmente. A
esta pessoa não se deve pressionar, mas permitir que este se mova com seus próprios passos, se
for pressionado levantará algum mecanismo de defesa, entre os quais está a manifestação de
raiva. Isto ele demonstra golpeando coisas, e em caso de mulheres muitas vezes rompendo
pratos, mas isto fazem geralmente para proteger seus sentimentos fracos e carentes de
habilidades e para mover-se com firmeza, enquanto não tomam a confiança necessária para
mover-se com segurança nestas áreas. Uma vez que a confiança alcança certos níveis eles
podem mover-se, antes disto qualquer pressão o levará a fazer uso de mecanismos de defesa.
O melancólico tem um temor muito severo de ser satirizado. Isto faz com que eles sempre
reajam aos demais antes que eles tenham a oportunidadee de serem satirizados. O modo de
demostrar é simplesmente não participando de eventos com os demais. Eles recusam os convites
de eventos e tratam de se desculpar com coisas tão simples como "não fui porque me doía a
cabeça.”
O melancólico é compulsivamente independente. Não gosta que outros exerçam controle
em suas vidas e comportamentos, nem tampouco gostam de exercer controle nas vidas e
comportamentos de outros. Eles são bons tomando decisões e responsabilidades, e sempre
quando estas são em suas áreas fortes, ou quando for algo muito bem conhecido e dominado por
eles. Você não deve dizer a um melancólico o que deve fazer, porque suas atitudes básicas são:
"Eu não digo a ti o que tu tens ou que deves fazer”, portanto você não tem que dizer-me que eu
devo fazer.
O melancólico é compulsivamente dono dele mesmo e dos demais nas áreas de verdade,
ordem, fidelidade e independência. Uma maneira da pessoa melancólica dizer te amo a um ser
querido, é sendo uma pessoa de quem ele possa depender em responsabilidade e lealdade. Mas
em relação a comportamentos afetivos como abraços, beijos e ao estar tocando a pessoa, isto
não é de seu estilo, somente o faz em momentos de necessidades de relações íntimas ou sexuais.
Se eles querem dizer“te amo" o fazem por meio de uma comida especial, ou algum trabalho em
favor da pessoa amada.
O melancólico é uma pessoa analista, sempre está analizando os demais, assim quando
vem ao aconselhamento, enquanto o psicólogo o está avaliando, o melancólico está analizando e
27
Deus, o homem e seu temperamento

sempre buscando nas paredes do consultório títulos e credenciais do profissional.O melancólico


é muito duvidoso, eles tem que ser convencidos pela verdade. Basta que eles não estejam
convencidos que uma pessoa é superior intelectualmente, e está na mais alta posição de
autoridade, não o seguirão.
Quando eles evidenciam que as informações ministradas por outros são corretas, atuam
com base nelas. Mas se o pressionam a tomar decisões em áreas desconhecidas, então se
rebelam e se manifestam, o que os leva a ira, golpeando coisas e saindo do sério. Os homens
casados com mulheres melancólicas, não devem presioná-las nem confrontá-las, para não
verem pratos rolarem pela janela.
O melancólico pensa muito, uma e outra vez antes de fazer um empreendimento, devido
ao seu temor ao fracasso e ser exposto em público. Quando tem um problema e não sabe como
resolvê-lo, consume sua energia intelectual pensando uma e outra vez, não se separa de sua
mente. Por conseguinte, o problema o absorve, o pensamento o possue, e como consequência
experimenta um cansaço mental.
O melancólico tem uma necessidade compulsiva de aparentar ser uma pessoa
competente e estar no controle. A aparência de competência é mais importante para o
melancólico que a competência realmente em si. Eles se preocupam demasiadamente o que
dirão os demais. Tem um grande problema de viver as expectativas dos demais, e isto faz com
que sejam demorados em tomar decisões nas áreas desconhecidas. Eles tem temor de cometer
erros e serem socialmente expostos por incompetentes. Os melancólicos se enchem de raiva
quando alguém interfere em algo que eles estão motivados a fazer e se convertem em legalistas,
muito rígidos e não fáceis de se comprometer.
O melancólico mostra pouco amor e afeto e eles tem pouca necessidade deles mesmos.
Se restringem a estreitas relações com poucas pessoas, chegam a amar a uma ou duas pessoas
com todo o seu amor, afeto e aprovação. Eles são amigos fiéis, pois lhes custa muito fazer
amigos, com frequencia exigem fazer missões que demandam sacríficios. Nenhum outro
temperamento tem tanto potencial como o melancólico quando é vigorizado pelo Espírito Santo.
É bom notar que muitos dos grandes homens da Bíblia eram melancólicos ou tinham uma forte
tendência melancólica, tais como: Abraão, Elias, e muitos mais. O dom ministerial profético é
para o melancólico, e por isso desde a antiguidade o profeta era também conhecido como
vidente.
28
Deus, o homem e seu temperamento

Vejamos agora o nome de Jehová que descreve um que, sem deixar de ser Deus (amor),
“é também justiça e julga o mal aonde quer que exista e a qualquer preço”. De modo que aqui
vemos Deus do aspecto de quem estabelecerá justiça, aborrecendo e julgando o mal. É abaixo
deste nome que Deus toma a posição de Colérico - líder.
O colérico tem habilidade nata para ser líder. Ele nasceu para mandar, não para ser
mandado. A pessoa deste temperamento é muito inteligente e persistente em levar a cabo seus
propósitos. É abaixo do nome de Jehová que Deus se aparece a Jacó e diz "Eis me aqui, Eu
estou contigo, te guardarei por aonde quer que for, e eu o trarei de volta a esta terra. Não o
deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi.” Gênesis 28:15.
Mas da mesma maneira que é persistente em realizar seus planos e propósitos, têm
problemas para perdoar. É debaixo desta postura que Jehová dos exércitos ordena ao primero
rei de Israel, Saul, a cumprir a missão de destruir todo um povo. "Assim diz o Senhor dos
Exércitos: Castiguirei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do
Egito. Agora vão, ataquem os amalequitas, e consagrem ao Senhor para destruição tudo o que
lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém nacidos, bois, ovelhas,
camelos e jumentos.” 1ra. Samuel 15: 2,3.
Mas, como Saul falhou em cumprir a missão tal como lhe foi ordenada, foi castigado, e
não alcançou perdão ainda que buscasse com lágrimas. De modo que em cada temperamento
vemos a Deus atuando desde diferentes pontos e com diferentes características.
O colérico é o mais difícil de todos os temperamentos para aconselhar. É difícil que você
tenha a oportunidade de aconselhar muitos coléricos.
Este temperamento é mais poderoso e destrutivo que qualquer outro. Eles não tem
habilidade para perdoar, mais sim para exigir o cumprimento de suas vontades. Esta
característica acompanhada da alta tendência raivosa, fez com que os ditadores mais cruéis,
temerosos, e terríveis criminais registrados na história como coléricos, tal como Adolf Hitler.
Mas quando estes indivíduos nascem de novo, e começam a usar as fortalezas de seu
temperamento para a glória de Deus, e a expansão de seu reino, vem a ser os melhores líderes
do cristianismo.
O apóstolo Paulo foi um deles. Antes de sua conversão, a caminho de Damasco, Paulo
usou as fortalezas de seu temperamento para o avanço do império romano e para sua própria
exaltação, aterrorizando a nascente igreja. Porém depois de seu encontro com Cristo, Paulo
29
Deus, o homem e seu temperamento

usou das fortalezas de seu temperamento para a glória de Deus e o crescimento de seu reino.
De modo que em Paulo encontramos um exemplo claro de um colérico antes e depois de sua
conversão ao cristianismo, o mesmo Abraão como um exemplo claro de um melancólico. Isto é
um exemplo perfeito que opõe a teoria do autor de que os temperamentos não são
transformados, ou seja, que não mudam na essência, pois são transformados no sentido de usar
as fortalezas destes para propósitos distintos. Não são transformados, mais sim re-orientados. O
colérico antes e depois de sua experiência de conversão.
É quase impossível para um colérico vir a conhecer o Senhor Jesus Cristo como salvador
pessoal depois de chegado a idade de adulto. Os cristãos coléricos são aqueles que foram
criados por pais cristãos muito devotos. Eles tiveram que ser introduzidos ao cristianismo desde
crianças.
Os coléricos tendem a ser extrovertidos de um modo seletivo e muito natural. Eles usam
suas habilidades para associar-se e apresentar-se como uma tela, com o propósito de atrair as
pessoas, especialmente aqueles a quem podem controlar ou usar para alcançar seus propósitos.
Isto faz com que tenham a tendência a associar-se com pessoas fracas de vontade. Ainda que os
coléricos na realidade detestem estas pessoas, fazem isto para usá-las no cumprimento de seus
propósitos.
Depois de usar estas pessoas fracas, eles tendem a tratá-las com crueldade e a
manifestar muito enjôo contra elas. Quando as pessoas de vontade fraca se apoiam nas
fortalezas do colérico, ainda que o colérico aparente oferecer o apoio e o suporte necessário e
desejado por estas pessoas, o colérico os envergonhará e as humilhará com comentários
hinerentes e de menosprezo.
Os coléricos são de rápida ação, e eles gostam de fazer as coisas rápidas, e ao mesmo
tempo perfeitas, eles são perfeccionistas e demandam mais perfeição dos outros que deles
mesmos. Eles são orientados a objetivos e propósitos e ainda necessitam das relações pessoais
para exercer controle e autoridade. Eles se sentem mais cômodos lidando com coisas e sistemas
que com as pessoas, porém a necessidade de exercer controle sobre as vidas e comportamentos
dos demais inclina aos coléricos para estabelecer relações pessoais, e é quando demostram suas
qualidades de líderes. Eles são otimistas, muito inteligentes, abertos e capacitados para
qualquer ação.
30
Deus, o homem e seu temperamento

O colérico se diferencia do melancólico, que usa sua energia intelectual para pensar as
coisas uma e outra vez, usa sua energia intelectual impulsivamente na realização de planos e
projetos. Ele nasce para ser líder e como tal tem as habilidades de improvisar e fazer que as
coisas se tornem a seu favor. O colérico tem o carisma de atrair muitas pessoas. Possue uma
boa mente e tem a habilidade de possuir uma visão ampla, para novos projetos e objetivos. EIe
tem a habilidade de organizar e cumprir os projetos que parecem impossíveis de cumprir.
Os coléricos são pensadores e uma vez que organizam algo em suas mentes, é difícil
mudar mesmo quando eles estão errados. Muitas raras vezes os coléricos escutam as opiniões
dos demais. Eles necessitam e querem exercer um controle total deles mesmos e dos que estão
ao redor deles. Possuem um problema muito severo de ira, e com facilidade revertem este para
as pessoas fracas que estão ao redor deles. Eles experimentam muitas poucas emoções tais
como: amor, compaixão, e carinho. E quando alguém o faz, eles pensam que isto é uma coisa
repulsiva e desnecessária.
A propósito, o colérico vê essas demonstrações emocionais como algo ridículo. O
colérico é muito independente e desde pequeno começa a reclamar sua independência. A mulher
que já criou filhos de temperamento colérico pode atestar que o filho colérico foi o que teve um
breve período de amamentação, e dizem "Com semanas de nascido se recusa a continuar
mamando na mãe, e com pouca idade quer fazer todas as suas coisas por si mesmo.”
Eles reagem com grande rapidez e o fazem intuitivamente. Eles são bons para assumir
responsabilidades. Eles tem uma grande fortaleza e poder de vontade, o que faz deles pessoas
com excelente habilidades de líderes. Nunca parecem estar dispostos a viver as expectativas do
concenso, e por estas razões o colérico pensa que ninguém pode fazer as coisas tão bem feitas
como eles as podem fazer, então tendem a sobrecaregar-se demasiadamente e ser muito
suscetíveis a queimar-se (burnout). O colérico tende a ser desconfiado e tem a habilidade de
adotar seus comportamentos a qualquer circunstância com o objetivo de obter o que ele quer, e
almejam tudo somente a sua vontade. Eles tem a idéia de que eles sabem o que os demais
necessitam sem mesmo os consultar, por isso eles crêem saber o que é melhor para as pessoas
que estão ao redor deles e como os demais devem comportar-se.
O colérico tende a ser muito crítico, coisa que usa para atacar diretamente a outros, com
o propósito de manipular suas condutas. Os co1éricos são motivados pelas promessas de
remunerações. Eles farão as mudanças que forem necessárias para almejar o reconhecimento
31
Deus, o homem e seu temperamento

que eles necessitam. Se alguém trata ou ameaça o co1érico com castigo, ele se tomará muito
furioso devido a seu problema de raiva.
Tendem a demostrar uma grande quantidade de amor e afeto, pois eles necessitam ou
desejam pouco amor e afeto. É bom notar que muitas vezes suas expressões de amor e afeto são
somente com o propósito de manipular as pessoas para que façam aquilo que eles desejam.
O colérico tende a desenvolver relações pessoais profundas con aqueles que são fracos
de vontade, com o objetivo que mesmo em suas relações pessoais profundas, suas necessidades
de amor e afetos possam ser supridas a maneira deles. O modo de um colérico expressar amor
por um ser querido é realizando algum trabalho ou favor pela pessoa. Contrário ao melancólico
que tem o temor ao fracasso antes de empreender a tarefa, o colérico se recusa a ver algum
fracasso, e é movido sem importar-se com as consequências. Tem um problema severo com seu
temperamento abusivo. EIes tendem a serem cruéis e dominantes, e são capazes de chegar a
violência física se necessário para alcançar seus propósitos. Geralmente se encontram
culpados de abusos domésticos contra esposas e filhos em ordem de nível físico e emocional.
Alguns deles se encontram em abusos infantis com condutas psicopatas.
Se o colérico é criado desde a infância, sem ser ensinado a distinguir o bem do mal e
sem altos princípios morais, quando chegam a idade adulta tendem a converter-se em
psicopatas, e ainda têm uma mente brilhante, mas como tem seus corações cheios de coisas más,
o coração se inspira a fazer coisas danosas e perigosas. As pessoas com este temperamento são
movidas pela necessidade de exercer autoridade e controle.
Tanto o colérico como o melancólico tem um alto nível de energia intelectual, sem
embargo. Como vocês recordam o melancólico tende a usar suas energias intelectuais para
pensar as coisas passadas e uma e outra vez nas coisas negativas, sem embargo o colérico usa
sua energia intelectual para alcançar metas e propósitos. O colérico tem uma necessidade
constante de reconhecimentos por seus feitos. Esta necessidade é tão grande que nunca pode ser
satisfeita. Neste caso o colérico se torna muito egoísta e conta as necessidades dos demais como
coisas ridículas. Em sua vontade de alcançar o que eles querem, podem tomar diferentes
posições, pois tem a habilidade de ajustar-se a qualquer comportamento necessário. Isto causa
um grande problema de pessoalidade, pois algumas vezes se confundem e não sabem realmente
como são, se são gentis ou severos, amorosos ou cruéis, bondosos ou egoístas. O colérico não
tem problema com outro colérico, eles simplemente não interagem entre si, porque não podem
32
Deus, o homem e seu temperamento

estar um ao redor do outro, e se o fazem, será por pouco tempo, basta que um deles demonstre
superioridade.
O colérico é de mente muito forte, e uma vez que eles tem algo ordenado em suas mentes,
é quase impossível mudá-lo, mesmo quando ele percebe que está errado, simplesmente não
aceita. Se outra pessoa não pode ver as coisas como vê o colérico (a única verdade e maneira
correta), ele se tornará muito argumentativo e hostil. Como se pode ver a necessidade de
controle do colérico é o fator motivador de todos seus outros comportamentos, e esta
necessidade é mais importante que qualquer outra coisa em sua vida.
Como temos dito antes do co1érico ser muito perfeccionista, e nada pode vir a suas
expectactivas, sem embargo eles aceitam a si mesmos, mas ainda reconhecem que são
imperfeitos. Mas o colérico, igual a todos os demais temperamentos, tem suas peculiaridades
positivas, pois aplicam a Pa1avra de Deus para moderar seu comportamento, tal como “Porque
não nos havia dado Deus espírito de covardia, mas sim de poder, amor e domínio próprio”
2Tim. 1: 7, e nada o pode igualar na realização de seu dom ministerial "de apostolado".
E1 Shadai é Deus todo poderoso (sanguíneo): Primero vimos a Deus como Elohim,
perfeccionista e solitário, altamente inteligente e criativo. Depois de terminar seu plano perfeito
de criação, dá 1ugar a Jehová que vem e disse, pois o homem havia sido criado, e colocou nele
sua Imagem e Semelhança, e está em condições de receber e viver nossas leis e preceitos.
De modo que Elohim cria o homem em seu estado de perfeição, para que este possa viver
altas expectactivas de Jehová, quem exigiria obedecer e viver a altura demandada ou morrerá.
Mas aqui vem então el Shadai e disse: Como Eu sou o Todopoderoso, posso criar um plano que
satisfaça a justiça de Jehová e seguir mostrando amor e misericórdia para com o homem.
"porque de tal maneira amou Deus ao mundo, que havia dado o seu Filho unigênito, para que
todo aquele que nele crer, não se perda, mas tenha vida eterna.” João 3:16.
Foi el Shadai que disse a Abraão "Eu sou o Deus Todopoderoso; andes diante de mim e
sedes perfeito”. Gênesis 17: 1. Por quanto o todopoderoso é capaz de levar a cabo sua vontade
e propósitos até o fim, e essa vontade é salvar a humanidade e restaurar sua Imagem e
Semelhança nela. Em el Shadai, é aonde Deus usa o poder e o converte em generosidade, aonde
disse ao homem fracassado "Eu sou o que sou” por tanto posso prover o resgate por ti e seguir-
te amando. "Oh profundidade de sabedoria é o amor de Deus", pois el Shadai mostra uma
33
Deus, o homem e seu temperamento

grande inteligência, generosidade e desejos profundos de relações pessoais com o homem


criado a sua Imagem e Semelhança, caracterizando todas as fortalezas do sanguíneo.
O sanguíneo é uma pessoa orientada a relações pessoais. Ele gosta de estar em festas,
necessita estar com gente constantemente. Este é o tipo de pessoa que tem os sapatos na porta
da casa pronta para sair a qualquer instante. A eles encanta achegar-se a muitas pessoas por
relações superficiais, desejam e necessitam que muitas pessoas sejam próximas deles. Quando
um sanguíneo entra em um local cheio de pessoas levanta os ânimos de todos os presentes, ele
injeta vida às reuniões e festas, conta uma fascinante história, porque com sua natureza cálida e
emocional, ele dá vida aos personagens de sua narração. É para ele que foi dado o dom
ministerial de evangelismo. O sanguíneo tem a tendência a ser impulsivo e indisciplinado. Não
são pessoas orientadas ao trabalho ou a fazer coisas, isto não é parte de seu temperamento.
Quase sempre estão orientando suas vidas em relacionar-se com outras pessoas. Quando toma
uma decisão seus sentimentos predominam sobre seus pensamentos e reflexões.
O sanguíneo é uma pessoa de muita energia intelectual, e estar acompanhada da
impulsividade do temperamento guia a pessoa a hiper-atividade, pois com frequência se
encontram os filhos com este temperamento diagnosticados como hiper-ativos. Eles são os
estudantes que enquanto o professor está explicando a classe, eles estão chamando a atencão
dos outros de alguma maneira, mas quando chega a hora do exame tiram boas notas. Ao
sanguíneo encanta estar fora de sua casa, e se é cristão, trata de estar em todas as atividades da
Igreja. Se algum dia que não tem programação, o sanguíneo tratará de inventar algo para
socializar-se neste dia.
A pessoa sanguínea é muito entusiasta, muito amistosa, se alegra em ter relações
amistosas, sempre busca a parte positiva da vida, dedicam muito pouco tempo para as pessoas
que olham as coisas negativas ou obscuras. Eles são pessoas que se preocupam em cuidar dos
outros, inspiram aos demais, tendem sempre a ver algo de bom nos outros, são pessoas
amadoras de triunfos ainda que as vezes tenham que ser exagerados. São pessoas que nunca se
concentram nas famílias, se não nos triunfos, são pessoas ativas, falam muito, são muito bons
animadores de grupos, são a vida das festas, eles entram em stress quando estão inativos.
Usualmente se encontram em controle das conversas, tem bom senso de humor, se encontram
fazendo piadas, ainda também tem um alto temor quando o satirizam.
34
Deus, o homem e seu temperamento

O sanguíneo é modelado por uma necessidade de atenção, amor, afetos, carinho e


aceitação. Em suas relações superficiais não tomam as coisas muito a sério, e têm grande
habilidades de mudar de amizades. Isto se faz mais notório quando atua nas áreas fracas de seu
temperamento, pois quando se move nas áreas fortes de seu temperamento, recebe poder
espiritual para exercer domínio próprio tal como está escrito " porque não nos havia dado Deus
espírito de covardia, mas sim de poder, amor e domínio próprio" 2nda. Timóteo 1: 7.
O sanguíneo, devido a grande necessidade de relacionar-se com muitas pessoas e ao
mesmo tempo que muitas pessoas se relacionem com ele, cria um problema sério de
dependência e independência com aquelas pessoas que são sanguíneas na área de controle, mas
graças a Deus que somente se estima 2% destes com este temperamento, e afortunadamente a
maioria são homens. Esta necessidade de estar controlando a muitos e ao mesmo tempo ser
controlado por muitos, coloca o sanguíneo na área de controle em uma situação muito difícil,
aonde somente com a intervenção direta do Espírito Santo pode liberá-lo, ou um choque que
produza uma necessidade maior que a que se encontra, pois entra em um estado tão confuso
para ele mesmo que se move de um lado para outro como um pêndulo. Em um lado tem a
necessidade de mostrar amor para com muitos e no outro lado tem a necessidade de ser amado
por muitos, por um lado ele quer controlar o comportamento e vida de muitos e no outro lado
necessita que muitos estejam controlando o comportamento e vida dele.
A maior fortaleza do sanguíneo está no amor, quando este está sendo dirigido pelo
Espírito Santo, o manifestará em bondade, caridade, amizade e gozo. O sanguíneo é muito
extrovertido, expressa grande quantidade de amor e afetos, mas ao mesmo tempo ele necessita
grande quantidade de amor e afeto de outros para ele. O sanguíneo tem a necessidade de
cercar-se de muitas pessoas por relações superficiais, a nível de amizades, e de relações
profundas, e ao mesmo tempo tem a necessidade de que muitas pessoas se acerquem dele por
este tipo de relações.
O sanguíneo é entusiasta, carinhoso, fácil para relacionar-se com outros, otimista, busca
o lado positivo da vida, são muito ativos, não gostam de estar com os que vem as coisas
negativas ou obscuras, se deprimem se estão isolados, ou se estão inativos, gostam de falar
muito, sempre se encontram controlando as conversas, se faz difícil de dizer não, são
inspiradores, tem temor que satirizem ele, mas a toda hora satirizam os outros, não abandonam
a causa, isso quando não a tratam de novo e com maior intensidade.
35
Deus, o homem e seu temperamento

Muitos cristiãos crêem que desde Pentecostes, a intervenção do Espírito Santo


transforma as debilidades dos temperamentos de modo que não afetem o seu trabalho na obra
de Deus. Mas com nossas observações, temos chegado a conclusão que isto não é deste modo, e
ao que se bem é certo, que Deus é poderoso para fazer conosco o que ele quer e como Ele quer
também. É certo que Deus busca nossa colaboração voluntária e de boa vontade, e que
necessitamos conhecer nossas fortalezas e debilidades e submete-las a boa vontade de Deus,
pois nossas fortalezas e debilidades estão conosco desde o dia de nosso nascimento, e basta o
dia de nossa morte, e isto é tão real no sanguíneo como nos demais temperamentos.
Adonai Shalon (fleumático): Abaixo este nome Deus toma a posição de um que está em
relação pessoal com outros.
O título "Adonai" ou "Senhor", tem o significado de "amo" ou "esposo”. Expressa uma
relação pessoal que deve estar baseada na paz. O Senhor, "o Verbo, se fez carne" e vem a
habitar entre as criaturas (homens) para establecer a paz entre o criador e suas criaturas. Claro
que isto se alcança por meio da fé, porque ''justificados, pois, pela fé, teremos paz para com
Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” Rom. 5:1. O Senhor Jesus, Adonai Shalon,
"porque Ele é nossa paz, que de ambos povos fará um, derrubando a parede de separação,
abolindo em sua carne as inimizades, a lei dos mandamentos expressados nas ordenanças, para
criar em si mesmo um só e novo homem, fazendo a paz” Ef 2:14,15. O temperamento fleumático
é a paz a todos dar.
A pessoa deste temperamento, é a pessoa que melhor se associa com qualquer dos outros
temperamentos. A pessoa fleumática é inteligente, mas é de um acionar lento, ela necessita que o
permitam atuar ao seu próprio passo.
Isto faz que mesmo em seus funcionamentos cerebrais seja certo ao acionar. O
fleumático mesmo em suas conversações ordinárias reage depois de feito, ele decide que muitas
vezes não responde no momento preciso, se não alguns minutos mais tarde. Isto porque mesmo
em suas codificações mentais, se move a seu próprio ritmo. O fleumático é mais orientado ao
trabalho e objetivos que a relações pessoais. EIe não tem grandes necessidades de socialização.
Este prefere atuar como introvertido que como extrovertido, estar só de que acompanhado.
Quanto a relações pessoais, o fleumático pode associar-se com grupos, mas não goza de
relações que o cerquem. Isto porque todo o acionar do fleumático vai dirigido a sua paz e a sua
justiça. Ele não gosta de exercer muito controle sobre as vidas e comportamentos dos demais.
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Deus, o homem e seu temperamento

Tampouco goza que o controlem muito. Os fleumáticos tem muita paciência, o que o capacita a
realizar trabalhos tediosos que demandam precisão e atualidade, tais como investigadores,
assistente a investigações, contadores que leêm livros e sobre tudo seu dom ministerial, o
pastoreio. O fleumático é um bom observador e tem boa mente para ver coisas injustas e
erradas.
Eles sabem o que é necessário fazer para mudar a situação e o estado de stress dos
desafortunados, mas difícilmente se envolvem ou se comprometem individualmente ou
socialmente, a menos que não sejam convidados a tomar parte e eles sejam movidos pelo
Espírito a fazer tal coisa. A pessoa deste temperamento é uma pessoa mais difícil de motivar.
Eles não respondem a promessa de remuneração nem a ameaça de castigo, o fleumático é auto
motivado.
O fleumático pode conduzir a outras pessoas ao nojo e a ira com seu humor seco, calma
e com sua atitude de satisfação pessoal, o que é facilmente interpretado pelos demais, como um
ato de egoísmo da parte do fleumático, porém a realidade é outra. O fleumático é movido
cognitivamente a funcionar nas bases a programação, e coisa que não está em sua
programação, é algo que ele não vai fazer. Esta é a razão pelo qual muitas vezes convidam aos
fleumáticos a algumas atividades, e mesmo quando ele gostaria de participar da dita atividade,
contesta e vai depois.
O fleumático é extremadamente lento, justamente como seu nome o implica e seu estado
de lentitude, vem fazer-se mais lento a medida que avança o dia. Se o estado do tempo é chuvoso
o fleumático perde a energia. Quando o estado de tempo está nublado, se faz mais notória a
lentitude do fleumático. Ele se encanta em dormir enquanto chove. A vida familiar com o
fleumático é um pouco difícil, porque ele se move por propósitos e não por emoções. O
fleumático produz energia para seu corpo físico enquanto dorme, então é mais fácil para o
fleumático parar uma hora para dormir no meio das funções do dia. Esta pessoa sente muitas
vezes que seu corpo está esgotado, ainda que mentalmente se sinta muito bem. Ele é o contrário
do melancólico que pensa muito e sente um cansanço mental. O fleumático pode chegar em casa
do trabalho completamente esgotado e não ter energia nem para dar um beijo na sua esposa,
mas ele se permite dormir um pouco, logo se levantará com novas energias.
O fleumático pode envolver-se socialmente e o pode fazer muito bem, mas com muito
controle. É moderado em tudo. Com seu sentido seco de humor pode manejar bem os de
37
Deus, o homem e seu temperamento

temperamentos mais fortes, e fazer que aquelas pessoas que o satirizem e tratam de humilhar-lo,
sejam ao final das contas humilhadas. Ele tem a habilidade de irritar os outros temperamentos,
tais como: colérico e melancólico. Este é o único temperamento que maneja efetivamente o cruel
e raivoso colérico, para o tempo que o fleumático se dispõe a atender o colérico, este já se foi
para não explodir. Isto faz do fleumático uma pessoa aparentemente egoísta, preocupado em si
mesmo, e a um minuto desinteressado da vida, porém justo em sua própria opinião.
Quando se interessam em fazer algo, são disciplinados e eficientes, ao ponto da
perfeição. Quando o fleumático atua como introvertido constitue um problema para as pessoas
que estão ao redor dele, porque ele pensa dizer as coisas, mas não as disse e espera que os
demais atuem como se ele tivesse dito. É que o fleumático devido a seu modo lento de atuar, só
pode envolver-se em uma coisa de cada vez. Ele é dedicado ao que faz. Quando de mudança
trata de ser a pessoa mais dura e resistente no mundo.
Quando configuram algo em suas mentes e tomam a decisão de faze-lo, é quase
impossível fazer eles mudarem de idéia, sem se importar com as circunstâncias. O fleumático
aparenta ser indeciso porque ele tende a demorar em fazer as coisas ou tomar decisões. Isto não
está claro se o faz porque o fleumático é indeciso por natureza ou porque é naturalmente lento
em se mover. Esta aparente indecisão pode porque eles são muito práticos ou simplesmente
porque para tomar decisões consumem energia, que muitas vezes não está programada.
O fleumático é uma pessoa calma, de fácil trato com pessoas que não estão
emocionalmente cansadas, de sentimentos exagerados, furiosos, e não envolvidas em outros
temperamentos. Eles se sentem confortáveis demostrando amor e afetos que não são
demostráveis. Eles podem muito bem manejar pessoas que lhe mostrem muito amor e afetos, e
pessoas que não lhe mostrem nenhum amor e afetos. Eles podem tolerar pessoas que os refazem
e mesmo aqueles que sejam hostis. Recorde que das grandes qualidades do fleumático é a justiça
e a paz, razão pela qual ele não se envolve muito emocionalmente. Isto o capacita para que em
suas funções pastorais possa ser justo, em suas relações entre membros da familia, e membros
da Igreja.
O fleumático não é muito pouco emocional, e lhe aborrece os conflitos. Eles são de paz a
todo custo. Eles não são fácil de envolver-se em relações pessoais profundas, muitas vezes por
não disporem de energia suficiente, e se alguém tem que gastar alguma energia para estabelecer
ou manter uma relação, não será o fleumático. De modo que quando um amigo ou familiar ficar
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Deus, o homem e seu temperamento

furioso com ele, este simplemente ignora o estado de raiva do outro, observa e faz uso de seu
humor seco com o qual tira a raiva de qualquer pessoa. O sentido de justiça própria causa ao
fleumático que ignore o estado dos demais e busque ser feliz em sua própria opinião, ainda que
os demais não sejam. Isto novamente leva ao problema de programação na vida do fleumático.
Devido a sua pouca energia o fleumático põe a carga de fazer amizades nas outras
pessoas. Ele é extremadamente lento e usa a menor quantidade de energia possível.
Vejamos por último, o servo do Senhor (supina). Este temperamento supina somará
como algo novo para muitos, mas na realidade não é. Vejamos: a palavra supinate, é um verbo
transitivo, que indica tornar a mão ou braço de tal forma que a palma da mão vira em um
sentido completamente oposto, para cima. Supina é um adjetivo, indica um que descansa sobre
seu corpo com as mãos fora do corpo para cima. Sua raíz vem do latim, supinus, que só tem
duas formas verbais: acusativo e falativo. O que descreve exatamente a função de Servo do
Senhor, que veio para levar todas as acusações da humanidade e somente falar em nome de
quem o enviou, pondo sua vida totalmente ao serviço de seu Senhor, sendo dotado de qualidades
sobrenaturais para a obediência e o serviço.
Elohim, criou o homem em perfeição, muito bom, e Jehová poderia dar-lhe leis estritas, e
se não cumpri-las teria que enfrentar a morte, mas el Shaddai, derramando-se EIe mesmo em tal
criatura não deveria destruí-la, porque ela leva Sua imagem e semelhança, porque Adonai
Shalon, veio a estabelecer a paz e a harmonia, não só entre as divindades, mas sim entre as
divindades e o homem. Para isto o Servo do Senhor, vem e ocupa o lugar do homem em seu
estado de condenação, tomando Ele a condenação do homem para crucificar na cruz,
satisfazendo assim a demanda de justiça de Jehová, cumprindo Cristo a lei no lugar do homem e
trazendo ao homem essas relações de paz com seu criador e sustentador.
No sermão do monte, Jesus bendisse a todos os temperamentos, mas começou
bendizendo aos supinas. Eles são os pobres em espírito de Mateus 5: 3,4.
Este temperamento, como seu nome o indica, é orientado a relações pessoais e de fato
necessita relacionar-se com muitos, mas eles não tem habilidade para expressar seus desejos ou
vontades. Isto faz do supina uma pessoa extrovertida e introvertida, ele se expressa como
introvertido, porém responde como extrovertido.
O supina é uma pessoa inteligente, mas devido a sua pouca habilidade de expresão e sua
fraca vontade, se encontra perdido em situações sociais de solidão e frustrações.
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Deus, o homem e seu temperamento

Durante sua infância, sofre dos companheiros de escola que o golpeiam e o acusam, mas
ele não tem habilidade para expressar seus desejos, e menos para responder agressivamente.
Este é o menino que seus companheiros de classes o pegam na hora, mas não devolve os golpes.
Quando chega a idade adulta continua sofrendo, porque devido a sua pouca capacidade
expressiva, ele espera que os outros descubram suas necessidades de socialização e se acerquem
dele. EIe responde muito bem quando é buscado.
O supina é bem representado pela figura da ovelha, indefesa e dependente do cuidado
pastoral. O supina é aquele "pobre de espírito", aquele que necessita ser consolado de seus
choros por não poder expressar-se, e aquele com "fome e sede de justiça" por sentir injusto
como é tratado no mundo. No antigo testamento encontramos o supina desempenhando suas
funções de serviços e obediência primeiro em Nazaré, e mais tarde nos eunucos. Os únicos
propósitos do eunuco eram serviços e obediência. Na mentalidade hebraica, o eunuco era
considerado como árvore seca, mas Deus promete recompensá-los e honrá-los por seus
serviços porque assim disse Jehová: Aos eunucos que guardam meus dias de repouso, e
escolhem o que Eu quero, e abracem meu pacto, Eu lhe darei lugar em minha casa e dentro de
meus muros, e no melhor para seus filhos e filhas, nome perpétuo te darei, e nunca perecerá.
Isaías 56: 4,5.
A pessoa deste temperamento é muito fiel e leal a seu Senhor e a seus seres amados, mas
devido a sua pobre habilidade expressiva, tem grandes dificultades para tomar decisões pois
desenvolve uma vida de co-dependência, e nesta condição não vivem conforme a suas vontades,
mas sim conforme a vontade dos outros. O Senhor Jesus, atuando como supina disse ao Pai:
“todas as coisas são possíveis para ti; aparta de mim esta cálice; mas não o que Eu quero, se
não o que tú queres.” Marcos 14:36. O supina tem um alto temor a tiração de sarro e este
temor o impede de sair adiante em situações sociais, e quando viemos a interagir com supinas, a
gente tem que ser muito sensitivo e cheios de compaixão. Devido a sua falta de habilidade de
expressão, o supina necessita que as pessoas adivinhem suas necessidades, que leiam a sua
mente. .
A sociedade de hoje vive em tamanha velocidade, que dificulta encontrar muitas pessoas
que interajam com outros de uma forma sensitiva e compassiva. Isto guia o supina a invadir-se
em sua frustração e solidão. Ele pensa que não pertence a esta sociedade, e se questiona o que é
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Deus, o homem e seu temperamento

que acontece com ele. Porque não pode ser como os demais? Agressivos, que expressam o que
querem e lutam por isso.
As forças de serviços, obediência, fidelidade e lealdade no supina, faz dele uma pessoa
que goza da verdade e que se encanta em interagir com os demais em um "vínculo de paz“. Este
temperamento supina é muito especial e o único na área de tomar decisões e responsabilidades.
Os que tem este temperamento simplesmente não tem a habilidade para fazer isto. Eles
necessitam uma pessoa de confiança que os ajude a tomar as decisões e a compartilhar as
responsabilidades. Eles estão sempre buscando alguém que tenha cuidado com eles e que divida
as responsabilidades de tomar as decisões.
Os supinas preferem não tomar ação por si só, por conseguinte põe sempre suas vidas
nas mãos de outros. Desafortunadamente o mundo não é bondoso para com os supinas, pois os
maltrata tirando sarro quando filhos, e quando são adultos, os de temperamentos fortes os
dominan e abusam deles, basta ao ponto de o conduzir a ansiedade e depressão. A pessoa de
temperamento supina é extremadamente fraca de vontade, ele quer dizer não, porém não sabe
como, pois passam boa parte de suas vidas fazendo para as outras pessoas coisas que eles não
desejam fazer. Isto o empurra para que se sintam usados e abusados, e por isso se tormam
ansiosos e depressivos.
As pessoas supinas podem viver toda sua vida tratando de agradar aos outros e almejar
que eles sejam felizes, ainda que nunca sejam. Eles se sentem culpados quando outras pessoas
não são felizes com seus serviços. Eles sempre esperam reconhecimento por seus serviços e
quando não o recebem, se tornam ansiosos e muitas vezes furiosos, porém não o demostram;
continuam servindo as pessoas por temor ao castigo. Quanto mais eles trabalham para obter
reconhecimento, mais ansiosos se tornam se não o recebem. A forma de motivar positivamente o
supina é reconhecendo seus serviços e dando a ele seus méritos, mas ele também será impulsado
a servir por temor ao castigo e satirização. O desgosto da pessoa é suficiente para mover o
supina a fazer algo para agradá-la. A única habilidade manipuladora do supina é em guiar a
outra pessoa a exercer controle sobre sua vida e comportamento. A pessoa supina quase sempre
se sente sem poder e a mercê dos outros, e isto vem em sua inata habilidade para ajustar-se a
qualquer situação com o propósito de agradar a seu Senhor ou seres amados. Eles são muito
bons trabalhando em equipes, pois são muito responsáveis, seguindo instruções.
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Deus, o homem e seu temperamento

Eles são também insuperáveis na área de serviços, tanto ao ponto de pôr suas vidas
pelos outros. "Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, senão para servir, e para
dar sua vida en resgate de muitos.” Marcos 10:45. O supina sofre um conflito pessoal de
extravisão e intravisão. Eles demostram muito pouco amor e afeto e aparentam não desejar
relações pessoais profundas, quando na realidade eles necessitam receber e dar muito amor e
afetos. Eles necessitam ter muitas relações pessoais, mas estas deberão sempre ser iniciadas
pelos outros, a forma de comportamento indireto do supina, faz que as outras pessoas não
alcancem comprender a intensidade das necessidades do supina. Isto conduz o supina a uma vez
mais submergir-se em suas frustrações e solidão, por não poder suprir suas necessidades.
O supina coloca a carga das provas em outras pessoas, e dizer para o supina envolver-se
em uma relação amorosa, a outra parte terá que demonstrar que realmente deseja as relações
amorosas, porque o supina dá muitos poucos sinais de que deseja amor e afeto, mas ele
responde positivamente se é buscado. Uma vez que alguém chega perto de um supina
sensitivamente, e mostra que deseja uma relação pessoal profunda, o supina se torna muito
confiante, e muito leal a aqueles que reconhecem e apreciam sua gentileza. Quando de gentileza
se trata, nada pode superar o supina nesta área. O supina dado a sua fraca vontade e dedicação
ao serviço, tem problema com negar-se a si mesmo e é quase impossível que se negue a outros.
Ele simplesmente não sabe como dizer não. Estas pessoas não se esforçam em realizar seus
desejos. Estas pessoas necessitam ser treinadas a praticar a lei de reciprocidade. O supina é
muito verdadeiro, leal, fiel, dado ao serviço e uma pessoa que confia em suas relações pessoais.
Coisas estas que são usadas negativamente contra ele mesmo para fazer do supina uma vítima
natural, porém este não pode ser visto com debilidades nele, porque Deus criou nele fortalezas e
debilidades iguais que em todos os outros temperamentos; mas cada qual conforme o seu
propósito.

Jesus e os cinco temperamentos. Jesus veio a redimir a todos os homens, encarnando em


si mesmo um grande mistério, pois como viemos dizendo, Deus tomou diferentes posturas e em
cada uma delas tomou nomes distintos, com peculiaridades assinadas a cada nome. Não é que
estejamos falando de um sistema politeísta, senão um, que é monoteísta, um só Deus, o qual é
criador e sustentador do universo. O conceito de Deus como um só Ser, porém manifestado em
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Deus, o homem e seu temperamento

três pessoas. Ele se encontra nas mentes e pensamentos tanto dos escritores do antigo, como no
novo testamento.
Para Jesus liberar a todos os homens, teria que tomar em si mesmo, todas as virtudes
representadas nos diferentes nomes de Deus relacionados com os cinco temperamentos. ELE
teria que representar a Deus em sua totalidade e ao mesmo tempo representar o homem em sua
totalidade. "porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.” Colossensses
2:9. Por que em Jesus estavam os cinco temperamentos, claro que como em Deus não existe
debilidade, Jesus não conheceu o pecado.
Ele se moveu sempre nas fortalezas dos temperamentos, as quais são descritas pelo
apóstolo Paulo do seguinte modo “Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, paciência,
benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio: contra tais coisas não há lei.” Gálatas
5:22,23. Ao mesmo tempo que em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade,
habita também toda a plenitude da humanidade por quanto Ele é o Filho do homem.
Assim como em Cristo se habitam aquelas cinco posturas de Deus no antiguo testamento,
econtramos aqueles cinco temperamentos difundidos entre os homens. "Cristo subindo ao alto
levou cativa a catividade.” Ele mesmo deu dons ministeriais aos homens, conforme os seus
temperamentos. "E Ele mesmo constituiu a uns apóstolos, a outros, profetas; a outros,
evangelistas; a outros, pastores e mestres.” Efesios 4:11. O apostolado foi dado aos coléricos
porque nenhum outro temperamento tem tanta energia como este para realizar este ministério.
O melhor exemplo encontramos no apóstolo Paulo. O evangelismo é dado ao sanguíneo por seu
entusiasmo e capacidade carismática. Nenhum outro temperamento se iguala ao sanguíneo em
suas habilidades para motivar, convencer e injetar vida aos grupos. O melhor exemplo
encontramos em Pedro. O famoso evangelista da igreja primitiva. O dom de Profeta é dado ao
melancólico, como temos visto este é o único temperamento com capacidade de visualizar ou
criar imagens do que pensa.
Como se sabe na antiguidade o profeta se chamava vidente. O melhor exemplo
encontramos em Elias, o varão que via a chuva cair em meio a um dia completamente
ensolarado.
O pastoreio é dado ao fleumático por sua capacidade pacificadora e pouca
vulnerabilidade emocional, o que condicionou a José a fugir antes que se envolvesse
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Deus, o homem e seu temperamento

emocionalmente na trama da mulher de seu chefe. O dom de Mestre-ensino é dado ao supina


por sua fidelidade, obediência e capacidade de serviços.
Jesus bendisse as pessoas representadas nos cinco temperamentos na mensagem dos
bem-aventurados e logo lhes designa os dons ministeriais. Ele começa com os de temperamento
supina. A eles dirige os versos 3, 4, 5 e 6. Pois eles são os pobres em espírito, são os que choram
ante as injustiças em que muitas vezes são forçados a viver, são os mansos que não tem
habilidades para impor suas vontades, e são os que tem fome e sede de justiça por não ter
habilidades para auto defender-se. São as pessoas melhor representadas na figura da ovelha.
Os sanguíneos que são os orientados a relações pessoais a tudo dar. São os que
necessitam e tem que estar constantemente relacionados a outros.
Os de limpo coração são os melancólicos por sua tendência perfeccionista, fidelidade e
amantes da verdade. Como podemos ver, eles necessitam ver a Deus para receber a mensagem
profética e comunicar-la com a certeza que fez Elias. "... vive Jehová Deus de Israel, em cuja
presença estou, que não haverá chuva nestes anos, senão por minha palavra. " 1ra. de Reis 17:
1. Os pacificadores são os fleumáticos cuja fortaleza é dirigida a paz a tudo dar. Os coléricos
são os perseguidos e vituperados por causa de Jesus por sua identificação com Deus e a força
de seu temperamento, vão aonde outros não se atrevem a ir a quem outros não se atrevem a
revogar.
Jesus como melancólico. É importante mencionar que como Jesus não conheceu o
pecado, Ele não se movia nas debilidades dos temperamentos, mas sim somente nas fortalezas
destes. Também é muito interessante manter na mente que todas as obras realizadas pelo Senhor
Jesus Cristo na terra, como filho do homem, não como Deus, pelo qual com grande firmeza nos
disse "De certo, de certo os digo: Aquele que em mim crer, as obras que Eu faço, ele as fará
também; e ainda maiores farão, porque Eu vou ao Pai. " João 14:12. De modo que ao ver a
Jesus e suas obras necessitamos associar o Senhor em cada momento ao temperamento
apropriado, como quando disse "Te digo Natanael: De aonde me connheces? Respondeu Jesus e
lhe disse: Antes que Felipe te chamou, quando estava debaixo da figueira, te vi. "João 1:48.
Como o profeta podia ver o que Natanael fazia debaixo da figueira, mesmo com a distância,
coisa quase impossível para pessoas de outros temperamentos.
Jesus como supina: Quando vemos as peculiaridades do supina, dentro de todas elas
ressaltamos a disposição ao serviço e a obediência, pelo qual o evangelho de Marcos apresenta
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Deus, o homem e seu temperamento

a Cristo, como o Servo do Senhor que vem a servir e a obedecer ao que lhe enviou. "Porque o
Filho do Homem não veio para ser servido, mas sim para servir, e para dar sua vida em resgate
por muitos. "Marcos 10:45. O evangelio de João também enfatiza esta disposição ao serviço e a
obediência "porque Ele desceu do céu, não para fazer sua vontade, mas sim a vontade daquele
que lhe enviou”. João 6:38. Cristo centrado nesta peculiaridade de obediência e serviço passou
a hora difícil e pode manter-se firme dizendo "E dizia: Aba Pai, todas as coisas são possíveis
para ti, aparta de mim este cálice, mas não o que eu quero, mas sim o que Tu queres, não a
minha vontade, senão a tua” Marcos 14:36. Depois de Cristo, o apóstolo Paulo é o melhor
exemplo de um que sendo homem com nossas debilidades, pode tomar o sacrifício de Cristo e
apresentar-nos.
Em Paulo se manifestam os cinco temperamentos de uma forma muito marcada. Em
Corínthios o encontramos como um colérico controlador, que entrega a Satanás aqueles que
não seguem suas instruções. Em Gálatas vemos a Paulo como o supina que crucifica seu corpo
juntamente com Cristo para não viver nele próprio, mas sim Cristo nele. Em Efésios, vemos a
Paulo como o melancólico fazendo uso da sua capacidade visualizadora para ver os
acontecimentos desde antes da fundação do mundo. Em Filipenses o encontramos como um
sanguíneo que tudo é motivo de regojizo, aonde nos exorta a nos apartarmos dos pensamentos
negativos e pensar no que é "bom, amável, perfeito, de bom gosto...”, para manter nosso
regojizo no Senhor. Por último o encontramos em Colossenses, nas cartas a Timóteo, em
Tessalonicensses e em Filemon como o pastor fleumático.