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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE São elementos mórficos que se apõem ao radical para
DISCIPLICA: INGLÊS assinalar flexões gramaticais. As desinências podem ser:
PROFESSORA: RENATA DEMORI
EMORI
A) DESINÊNCIAIS NOMINAIS: indicam gênero e o
MORFOLOGIA número dos nomes.
B) DESINÊNCIAS VERBAIS: indicam , nos verbos, o
 Morfema tempo e o modo (desinências número – pessoais).

VOGAL TEMÁTICA

 Tipos de Morfemas É o elemento que, acrescido ao radical, forma o tema de


nomes e verbos.
− Livres Nos verbos distinguem-se
se três vogais temáticas:

A – que caracteriza os verbos da 1ª conjunção.


E – que caracteriza os verbos da 2ª conjunção.
− Presos I – que caracteriza os verbos da 1ª conjunção.

TEMA

− Lexicais É o radical acrescido de uma vogal (chamada de vogal


temática).
Nos verbos o tema se obtém destacando-se
destacando o R do
infinitivo.
− Gramaticais
VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO

São fonemas que, em certas palavras derivadas ou


Obs.: * Alomorfia compostas, se inserem entre os elementos mórficos, em
geral por motivos de eufonia, isto é, para facilitar a
Chapeu – Chapelaria pronuncia de tais palavras.
Água – Aquoso
Cabelo - Capilar PALAVRAS PRIMITIVAS E DERIVADAS

• Palavras primitivas são as que não derivam de


* Morfema Zero outras, dentro da língua portuguesa.
• Palavras derivadas são as que provêm de outras.

PALAVRAS SIMPLES E COMPOSTAS


• Palavras simples são as que têm um só radical.
 Estrutura das palavras • Palavras compostas são as que apresentam, mais
− Radical de um radical.
− Desinências: Nominal
Verbais  Formação de palavras
• Derivação: - sufixação
− Afixos: Prefixos - prefixação
Sufixos - derivação parassintética
- derivação regressiva
− Vogal Temática Obs.: Derivação imprópria
− Vogais e Consoantes de Ligação • Composição: - justaposição
- aglutinação
Obs.: Palavras Primitivas, Derivadas, Simples e
Compostas. • Redução / Regressiva
Cognatos • Hibridismos
• Onomatopéias
RADICAL
1 – DERIVAÇÃO : A derivação consiste em formar uma
É o elemento mórfico que funciona como base do palavra nova (derivada), a partir de uma outra já existente
significado, sendo elemento comum a palavras de uma (primitiva).
mesma família.
POR SUFIXAÇÃO – acrescentando-se
acrescentando um sufixo ao
DESINÊNCIA radical.

POR PREFIXAÇÃO – antepondo-se


antepondo um prefixo ao radical.

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 Polissêmicos
PARASSINTÉTICA – quando há ao mesmo tempo o
acréscimo de prefixo e sufixo a um radical. Os vocábulos
parassintético são quase verbos e têm como base um
substantivo e um adjetivo.
 Parônimos
POR DERIVAÇÃO REGRESSIVA – substituindo-se
substituindo a
terminação de um verbo pelas desinências – a; - o, ou – e .

POR DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA – a palavra nova


(derivadas) não sofre mudanças de forma já que de sua Conotação X Denotação
composição não fazem parte afixos. Ela é obtida pela
alteração gramatical da palavra primitiva.

2 – COMPOSIÇÃO: Pelo processo de composição


associam-se
se duas ou mais palavras ou dois ou mais SINTAXE
radicais para formar uma nova palavra.
 Frase X Oração X Período
a) Justaposição: quando na junção dos radicais não
há alteração fonética.
b) Aglutinação: quando na junção dos radicais há Frase: É toda unidade lingüística (com ou sem verbo) por
alteração fonética. meio da qual o falante transmite suas idéias.

3 – REDUÇÃO : Algumas palavras apresentam, ao lado Oração: É a frase ou parte de frase constituída em torno
de sua forma, uma forma reduzida. de um verbo (ou locução verbal).

4 – HIBRIDISMO: São palavras em cuja formação entram Período: É a frase constituída por oração, ou orações.
elementos de línguas diferentes. Pode ser simples (uma só oração) ou composto (mais de
uma oração).
5 – ONOMATOPEIAS: Numerosas palavras
pala devem sua
origem a uma tendência constante da fala humana para Leia este trecho de entrevista de um psiquiatra, a respeito
imitar as vozes e os ruídos da natureza. Semelhantes do relacionamento homem-mulher
mulher em 12/4/2000:
vocábulos, chamados onomatopéias, reproduzem
aproximadamente os sons e as vozes dos seres. Veja — A separação assusta os homens?
Cuschnir — Sim. Separação e desemprego, nesta ordem,
 Classe de palavras: são os grandes cataclismos na vida de um homem. O
- Substantivos desemprego significa que ele fracassou no papel de
- Artigos provedor. De forma similar, a separação é entendida como
- Adjetivos a incapacidade de manter uma família.
- Numerais
- Pronomes (pessoais, tratamento, possessivos, Observe, no texto, que uma frase pode apresentar-se:
apresentar
demonstrativos, relativos, indefinidos, -sem verbo Ex:
interrogativos) - com apenas um verbo Ex:
- Verbo - com mais de um verbo Ex;
- Advérbio
- Preposição “A separação assusta os homens? “
- Conjunção É frase porque transmite uma idéia.
- Interjeição É oração porque apresenta verbo.

 Homônimos: Homófonos / Homógrafos / Perfeitos “Sim”


É frase porque transmite uma idéia – afirmação em relação
- Homófonos à pergunta, MAS não é oração porque não apresenta
verbo.

O período simples é constituído por uma única oração. Ex:


- Homógrafos Separação e desemprego, nessa ordem, são os dois
cataclismos na vida de um homem.
O período composto é constituído por mais de uma oração.
Ex: O desemprego significa / que ele fracassou no papel
de provedor...
- Homônimos Perfeitos De forma similar, a separação é entendida como a
incapacidade / de manter uma família.

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 SUJEITO * Observação importante: existem advérbios que exercem


claramente a função sintática de sujeito, a qual é própria
Elemento da oração a respeito do qual damos alguma de substantivos.
informação. Seu núcleo (palavra mais importante) pode ser - Amanhã é feriado nacional.. (O dia de amanhã...)
um substantivo, pronome ou palavra substantivada. - Aqui já é Vitória (Este
ste lugar...)
- Hoje é dia de festa.. (O dia de hoje...)
* O verbo concorda com o sujeito!!!! - Agora já é noite avançada.. (Esta hora...)

Tipos de sujeito:  Predicado


 Objetos
- Simples  Predicativo do Sujeito e do Objeto
- Composto  Complemento Nominal
- Oculto, elíptico ou desinencial
- Indeterminado Tipos de Predicado
- Inexistente ou oração sem sujeito
-1. Verbal: Tem como núcleo um verbo que pode ser
qualquer um, menos o de ligação.
> Sujeito Simples : Aquele que possui apenas um núcleo.
Ex.: "Livros ganham as prateleiras dos supermercados."
supermercados ( Por que mataram aquele menino? (VTD)
Época, 24.05.99, p.124)
núcleo: livros Ela sorriu calmamente (VI)

> Sujeito Composto; Aquele que possui mais de um Não me deram outra chance (VTDI)
núcleo.
Ex.: Jogadores e torcedores reclamaram da arbitragem.
arbitragem Você precisa de mais estudo. (VTI)
núcleos: jogadores, torcedores
O silêncio acarreta o desprezo (VTD)
> Sujeito oculto, elíptico ou desinencial: Aquele que não
vem expresso na oração,, mas pode ser facilmente Ela nem suspeitou de que eu tramara tudo. (VTI)
identificado pela desinência do verbo.
Ex.: "Aonde vou, o que quero da vida?"?" ( Estado de Minas, -2. Nominal: Tem como núcleo o predicativo, que é ligado
02.07.00, p.21) ao sujeito por meio de verbo de ligação.
Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado
nas duas orações: eu. Suas mãos estão frias.

> Sujeito indeterminado: Aquele que


e não se quer ou não Você parece agitado hoje.
se pode identificar.
Ex.: Vive-se
se melhor em uma cidade pequena. - 3. Verbo-Nominal: Tem dois núcleos (um verbo que não
Absolveram o réu. seja de ligação e um predicativo do objeto).

* O sujeito pode ser indeterminado em duas situações: Aquelas pessoas dançavam felizes no salão.
- verbo na terceira pessoa do plural sem sujeito expresso:
Telefonaram por engano para minha casa.. Ninguém me considerou culpado. (*)
- verbo (exceto VTD) na terceira pessoa do singular
acompanhado do pronome SE (índice de indeterminação (*) Predicativo do objeto é uma característica que se atribui
do sujeito): Acredita-se
se na existência de políticos honestos ao complemento do verbo, e não ao sujeito.

Cuidado: Telefonaram para minha casa os meus amigos.  Complemento Nominal

> Sujeito inexistente ou oração sem sujeito: A informação Ela tinha aversão a baratas
contida no predicado não se refere a sujeito algum.
Eu moro perto de sua casa.
Ocorre oração sem sujeito quando temos um verbo
impessoal.O verbo é impessoal quando: Não seja contrário a mim.

Indica fenômenos da natureza (chover, nevar, amanhecer, OBS1: OBJETO INDIRETO X COMPLEMENTO
etc.). Ex.: Anoiteceu muito cedo. Choveu muito no Rio de NOMINAL
Janeiro este mês. O homem necessitava de água X O homem tinha
Fazer, ser, estar indicarem tempo cronológico.
cronológico Ex.: Faz necessidade de água
meses que ele não aparece. Já é uma hora da tarde. Está
quente em São Paulo. OBS2: OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
Haver tiver sentido de existir. Ex.: Havia mulheres
mulhere na sala.

* Verbos impessoais sempre no singular.

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 Período Composto
B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração
O Período Composto se caracteriza por possuir mais de principal.
uma oração em sua composição. (sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva
Sendo Assim: direta.

- Eu irei à praia. (Período Simples) Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.

- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da
(Período Composto) oração principal.
(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima objetiva indireta.
corresponde a uma oração. Isso implica que o primeiro
exemplo é um período simples, pois tem apenas uma Ex. Lembro-me
me de que tu me amavas.
oração, o outro exemplo é período composto, pois tem
mais de uma oração. D) Completiva Nominal: funciona como complemento
nominal de um termo da oração principal.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre (sujeito)
sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração
as orações de um período composto: uma relação de subordinada substantiva completiva nominal.
coordenação ou uma
relação de subordinação. Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.

1) Período composto por coordenação: quando as E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal;
orações não mantêm relação sintática entre si, ou seja, em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem
quando o período é formado por orações sintaticamente após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.
independentes entre si. oração principal + : + oração subordinada substantiva
apositiva.
Ex. Estive à sua procura,, mas não o encontrei.
encontrei
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a
2) Período composto por subordinação: quando uma felicidade.
oração, chamada subordinada, mantém relação sintática
com outra, chamada principal. F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do
verbo de ligação da
a oração principal.
Ex. Sabemos que eles estudam muito.
muito (oração que (sujeito) + VL + oração subordinada substantiva
funciona como objeto direto) predicativa.

Período Composto por Subordinação Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas
posses.
A uma oração principal podem relacionar
relacionar-se
sintaticamente três tipos de orações subordinadas: Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas
substantivas, adjetivas e adverbiais. por outras palavras:
Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)
I. Orações Subordinadas Substantivas: Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)
São seis as orações subordinadas substantivas, que são Perguntou-se
se quando ele chegaria.
iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, Não sei onde coloquei minha carteira.
se)
Período Composto por Coordenação
A) Subjetiva:: funciona como sujeito da oração principal.
Existem três estruturas de oração principal que
q se usam Duas orações são coordenadas quando estão juntas em
com subordinada substantiva subjetiva: um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de
verbo de ligação + predicativo + oração subordinada informações, marcado pela pontuação final), mas têm,
substantiva subjetiva. ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:

Ex. É necessário que façamos nossos deveres. - Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
verbo unipessoal + oração subordinada substantiva (Período Composto)
subjetiva. Podemos dizer:
Verbo unipessoal só é usado
ado na 3ª pessoa do singular; os
mais comuns são convir, constar, parecer, importar, 1. Estou comprando um protetor solar.
interessar, suceder, acontecer. 2. Irei à praia.

Ex. Convém que façamos nossos deveres. Separando as duas, vemos que elas são independentes.
verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva
subjetiva. É desse tipo de período que iremos falar agora: o Período
Composto por Coordenação.
Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.

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Quanto à classificação das orações coordenadas, temos • Há casos, porém, em que a concordância foge a regra
dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
Coordenada geral. São oscasos especiais.
especiais
Sindéticas.
CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL
1. Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas 1. Bastante pode ser adjetivo ou advérbio. Como
através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas. advérbio de intensidade (= muito) é invariável: Eles
falam (muito) bastante.
bastante
2. Coordenadas Sindéticas • Como adjetivo concorda com o substantivo:
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, - Você ainda verá bastantes > novidades.
mas que são ligadas através de uma conjunção Macete: Para fazermos à diferenciação basta
coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de substituirmos [bastante] por [muito];
oração uma classificação: se muito variar bastante também ira variar, em
qualquer circunstância: Você
As orações coordenadas sindéticas são classificadas em conheceu muitas pessoas (muitas = bastantes). / Elas
cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas são muitosimpáticas (muito = bastante).
e explicativas. 2. Meio (= um pouco, um tanto) é advérbio
Vejamos exemplos de cada uma delas: e invariável:
- A porta estava meio (um tanto) aberta.
2.1 Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não • Significando metade,, concordará com o nome a que
só… mas também, não só… como, assim… como. se refere:
- Não só cantei como também dancei. - Tomou meia > garrafa de cerveja.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia. 3. Anexo, Incluso e Junto são palavras adjetivas e, como
- Comprei o protetor solar e fui à praia. tais, concordam
oncordam com o nome a que se referem:
- Remeto-lhe anexa, inclusa > uma fotocópia do
2.2 Orações
rações Coordenadas Sindéticas Adversativas:
Adversativas mas, recibo.
contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, - Remeto-lhe anexos, inclusos,
inclusos juntos > os convites.
assim, senão. - Remeto-lhe anexas, inclusas,
inclusas juntas > as faturas.
- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. • Anexo precedido da preposição [em] fica invariável:
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos - Em anexo, seguem as faturas.
faturas
dançando. • Junto (= juntamente, em companhia) é advérbio e
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à invariável:
praia. - Junto (juntamente), envio-lhe
envio duas faturas.
• Junto à / junto de / junto com (= perto de) são
2.3 Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas:
Alternativas ou… invariáveis:
ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja. - As certidões seguem junto com / dos /
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. aos documentos.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras 4. É Bom / É Necessário / É Proibido / É Permitido -
diferentes. Estas expressões só concordam com o substantivo se
- Querr eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto. vierem se este vier precedido de um artigo ou palavra
semelhante; caso contrário, a expressão fica invariável:
invariável
2.4 Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, - Água mineral é bom para a saúde.
portanto, por fim, por conseguinte, conseqüentemente. - A água mineral é boa para a saúde
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar. - Virtude é necessário. / A virtude é necessária.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar. - Sua demissão não foi boa para o governo.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada. - Bebida alcoólica é proibido. / A bebida alcoólica
é proibida
2.5 Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é,
ou seja, a saber, na verdade, pois.
- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.  Regência Verbal
- Só fiquei triste por você não ter viajado
do comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo. É a relação entre o verbo (termo regente) e o seu
complemento (termo regido), orientada pela transitividade
 Regência Nominal dos verbos, que podem se apresentar diretos ou indiretos,
ou seja, exigindo um complemento na forma de objeto
O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral e direto ou indireto.
pronome) concordam em gênero e número com o Lembrando que o OBJETO DIRETO é o complemento do
substantivo a que se refere. verbo que não possuii preposição e que também pode ser
Ex: representado pelos pronomes oblíquos "o", "a", "os", "as".
- Revistas novas. (Feminino - Feminino, Plural - Plural). Já o OBJETO INDIRETO vem acrescido de preposição e
igualmente pode ser representado pelos pronomes "lhe",
- Aqueles / dois / meninos / estudiosos / leram / os / livros.
livros "lhes". Cuidado, porém, com alguns verbos, como "assistir"
"assisti
Pronome numeral substantivo Adjetivo e "aspirar", que não admitem o emprego desses
verbo art. substantivo pronomes.

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Os pronomes "me", "te", "se", "nos" e "vos" podem,


entretanto, funcionar como objetos diretos ou indiretos. b) no sentido de estimar, ter afeto: usa-se
usa com a
ATENÇÃO: Muitas vezes alguns verbos podem apresentar preposição a.
diferentes regências sem que seus sentidos se sejam Ex.: Quero muito aosos meus amigos.
alterados ou, ao contrário, acarretando diferentes 6 - Proceder
significados e acepções. a) no sentido de ter fundamento: usa-se
usa sem preposição.
1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e Ex.: Suas queixas não procedem.
procedem
não pela preposição em.
Ex.: Vou ao dentista./ Cheguei a Belo Horizonte. b) no sentido de originar-se,
se, vir de algum lugar: exige a
2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição de.
preposição em. Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de
Ex.: Ele mora em São Paulo./ Maria reside em Santa respeito ao próximo.
Catarina.
3- Namorar – não se usa com preposição. c) no sentido de dar início, executar: usa-se
usa a preposição
Ex.: Joana namora Antônio. a.
4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. Ex.: Os detetives procederam a uma investigação
Ex.: As crianças obedecem aos pais./ O criteriosa.
aluno desobedeceu ao professor. 7 - Pagar/ perdoar
5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não
Ex.: Simpatizo com Lúcio./ Antipatizo com meu exigem preposição. Ex.: Ela pagou a conta do
professor de História. restaurante.
6- Preferir - este verbo exige dois complementos sendo
que um usa-se se sem preposição e o outro com a preposição
preposiç b) se tem por complemento palavra que denote pessoa:
a. são regidos pela preposição a. Ex.: Perdoou a todos,
Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica. 8 - Informar
Verbos que apresentam mais de uma regência a) no sentido de comunicar, avisar,
avi dar informação: admite
1 - Aspirar duas construções:
a- no sentido de cheirar, sorver: usa-se
se sem 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido
preposição. Ex.:Aspirou o ar puro da manhã. pelas preposições de ou sobre). Ex.: Informou todos do
b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição ocorrido.
a. Ex.: Esta era a vida a que aspirava.
aspirava 2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e
2 - Assistir direto de coisa. Ex.: Informou a todos o ocorrido.
a) no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-
usa 9 - Implicar
se sem preposição. a) no sentido de causar, acarretar: usa-se
usa sem preposição.
Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos. Ex.: Esta decisão implicará sérias conseqüências.
b) no sentido de envolver, comprometer: usa-se
usa com dois
b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a. complementos, um direto e um indireto com a preposição
prepo
Ex.: Não assistimos ao show. em.
Ex.: Implicou o negociante no crime.
c)) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.
Ex.: Assiste ao homem tal direito. Ex.: Implica com ela todo o tempo.
10- Custar
d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a a) no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela
preposição em. preposição a. Ex.: Custou ao o aluno entender o problema.
Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.
3 - Esquecer/lembrar b) no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se
usa
a- Quando não forem pronominais: são usados sem sem preposição. Ex.: O carro custou-me todas as
preposição. economias.
Ex.: Esqueci o nome dela.
b- Quando forem pronominais: são regidos pela preposição c) no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se
usa sem
de. preposição.
Ex.: Lembrei-me do nome de todos. Ex.: Imóveis custam caro.
4 - Visar
a) no sentido de mirar: usa-se
se sem preposição. Ex.:
Disparou o tirovisando o alvo.

b) no sentido de dar visto: usa-se


se sem preposição.
Ex.: Visaram os documentos.

c) no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela


preposição a.
Ex.: Viso a uma situação melhor.
5 - Querer
a) no sentido de desejar: usa-se
se sem preposição.
Ex.: Quero viajar hoje.

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PROVAS DE VESTIBULARES Questão 32


Observado o valor semântico da palavra “força” no 4o
UERJ 2000 parágrafo, é correto afirmar que ela tem o mesmo sentido
que:
Texto I (A) vigor
(...) publicou-se
se há dias o recenseamento do (B) motivo
Império, do qual se colige que 70% da nossa população (C) robustez
não sabem ler. (D) obrigação
Gosto dos algarismos, porque não são de meias
medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu Questão 33
nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, A conseqüência de o povo não saber ler, segundo o Texto
não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras I, está corretamente expressa em:
fizeram-sese para frases; o algarismo não tem frases, nem (A) jazer em profunda ignorância, por votar do mesmo
retórica. modo que respira ou como vai à festa da Penha
Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, (B) ignorar o Sr. Meireles Queles, por fazer parte dos 30%
querendo falar do nosso país, dirá: de residentes
tes no país que jazem em profunda ignorância
– Quando uma Constituição
uição livre pôs nas mãos de (C) desconhecer a Constituição e as leis do país, por
um povo o seu destino, força é que este povo caminhe serem coisas absolutamente ilegíveis e estimuladoras de
para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. uma revolução
A soberania nacional reside nas Câmaras; as Câmaras (D) não poder exercer conscientemente a cidadania, por
são a representação nacional. A opinião pública deste país desconhecer as propostas dos candidatos
can a cargos
é o magistrado
gistrado último, o supremo tribunal dos homens e eletivos e a própria Constituição
das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr.
Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o Questão 34
direito a todos superior a todos os direitos. Observe a concordância verbal nos trechos abaixo:
A isto responderá o algarismo com a maior 70% da nossa população não sabem ler (linhas 1 e 2)
simplicidade: 9% não lêem letra de mão (linha 16)
– A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram
residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não (linha 18)
lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. os 30% nos ouvem (linha 28)
Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles; é não saber Sobre o assunto, assim se expressa Evanildo Bechara:
o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se “Nas linguagens modernas em que entram expressões
realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos numéricas de porcentagem, a tendência é fazer
votam do mesmo modo que respiram: sem saber porque concordar o verbo com o termo preposicionado que
nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, – por especifica a referência numérica.”
divertimento. A Constituição é para eles uma coisa (BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Rio
inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma de Janeiro: Lucerna, 1999.)
revolução ou um golpe de Estado. Considerando essa lição gramatical, pode-se
pode concluir que
Replico eu: também estaria adequada a seguinte construção:
– Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições... (A) 70% da nossa população não sabe ler
– As instituições existem, mas por e para 30% dos (B) 9% não lê letra de mão
cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se (C) 70% dos cidadãos vota do mesmo modo que respira
deve dizer: “consultar a nação, o, representantes da nação, (D) os 30% nos ouve
os poderes da nação”; mas – “consultar os 30%,
representantes dos 30%, poderes dos 30%”. A opinião Questão 35
pública é uma metáfora sem base; há só a opinião dos “As letras fizeram- se para frases” (linha 5) A única
30%. Um deputado que disser na Câmara: “Sr. Presidente, alternativa em que a palavra “se” tem o mesmo valor
falo deste modo porque ue os 30% nos ouvem...” dirá uma morfossintático que no trecho acima é:
coisa extremamente sensata. (A) “Seja como for, sempre se morre, muitas vezes um
E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se minuto depois de dizer: Vou ali e volto já.” (Millôr
ele falar desse modo, porque nós não temos base segura Fernandes)
para os nossos discursos, e ele tem o recenseamento. (B) “Enquanto houver escrita e memória as coisas que se
(ASSIS, Machado de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. foram voltarão sempre.” (Affonso Romano de Sant’anna)
III, 1969.) (C) “Certamente os leitores conhecem o texto da
Constituição Federal em que se permite a livre
Questão 31 manifestação do pensamento pela imprensa.” (Graça
A apresentação do “Sr. Algarismo” como personagem Aranha)
enfatiza a: (D) “Uma das pragas nas relações humanas é a cobrança
(A) auto-suficiência opinativa do eu-lírico que todos se sentem no direito de fazer sobre aqueles que
(B) justeza da representação política no Brasil preferem pensar com a própria cabeça.” (Carlos Heitor
(C) comprovação numérica de suas afirmativas Cony)
(D)
D) inexistência de raciocínios contrários ao do narrador

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Questão 36 Observe a charge abaixo: Questão 37


O texto de Oswald de Andrade critica a estética naturalista
porque:
(A) as pessoas que desejassem sair nas procissões
poderiam fazer poesia e ingressar nas escolas de Belas-
Belas
Artes
(B) os novos meios técnicos tornaram acessível a todos a
possibilidade de representação da realidade
(C) o fenômeno o de democratização estética acarretou
prerrogativas como a da misteriosa genialidade de olho
virado
(D) as meninas de todos os lares tiveram acesso às idéias
naturalistas de representação da realidade e viraram
escritoras

Questão 38
“Só não se inventou uma ma máquina de fazer versos – já
havia o poeta parnasiano.” (linha 9)
Comparando o texto de Machado de Assis com a charge
Nesse trecho a opção pelo emprego do travessão evita a
de Henfil, verificamos que ambos têm em comum uma
utilização explícita de um conectivo entre as duas orações.
denúncia do analfabetismo no Brasil. Ao tematizar o
Mantidos o sentido original e a coerência textual, o autor
analfabetismo, o Texto I e a charge referem-se,
ref
poderia ter optado pelo uso da seguinte conjunção:
respectivamente, aos seguintes elementos:
(A) pois
(A) sistema eleitoral do Império – desejo de acesso à
(B) quando
leitura
(C) entretanto
(B) análise apurada da Constituição – leitura simplificada
(D) se bem que
dos avisos
(C) descrença absoluta nas estatísticas – exaltação da
Questão 39
palavra escrita
O modo de produção textual dos parnasianos, citado no
(D) justificativa da soberania nacional – composição de
Manifesto da Poesia Pau-Brasil,
Pau está explicitado no
tipos nordestinos
seguinte fragmento de outro autor:
(A) Sim: letra e nuvem
TEXTO II
lutam com os sonhos
MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL
Pela posse do poema.
(fragmento)
(B) Quero que a estrofe cristalina,
Lançado por Oswald de Andrade, no Correio da Manhã, Manhã
Dobrada ao jeito
em 18 de março de 1924.
Do ourives, saia da oficina
Houve um fenômeno de democratização estética
Sem um defeito.
nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se
Instituíra o
(C) É mineral o papel
naturalismo. Copiar. Quadro de carneiros que não fosse lã
onde escrever
mesmo não prestava. A interpretação do dicionário oral
o verso; o verso
das Escolas de Belas-Artes Artes queria dizer reproduzir
que é possível não fazer.
igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos
todo os
(D) A graça nobre e grave do quarteto
q
lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E
Recebe a original intolerância,
com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e
Toda a sutil, secreta extravagância
da misteriosa genialidade de olho virado – o artista
Que transborda terceto por terceto
fotógrafo.
Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de
Questão 40
folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas.
Duas características da poesia modernista que aparecem
Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A Playela. E
sugeridas no último parágrafo do Manifesto da Poesia Pau-
Pau
a ironia eslava compôs para a Playela. Stravinski.
Brasil são:
A estatuária andou atrás. As procissões saíram
(A) incorporação
poração da temática cotidiana – enfoque no
novinhas das fábricas.
presente
Só não se inventou uma máquina de fazer versos
(B) valorização dos encontros familiares – enaltecimento
– já havia o poeta parnasiano.
da natureza
(...)
(C) aproveitamento do elemento musical – retrato de cenas
Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.
puro
familiares
Um quadro são linhas e cores. A estatuária são
(D) citação jornalística da realidade – reprodução do
volumes sob a luz.
noticiário histórico
A poesia Pau-Brasil
Brasil é uma sala de jantar
domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida
Questão 41
das gaiolas,
as, um sujeito magro compondo uma valsa para
Quanto ao processo de formação, a palavra “estatuária”
flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o
(linha 8) é classificada do mesmo modo que:
presente.
(apud TELES, Gilberto M. Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro.
(A) algarismo (Texto I)
Petrópolis: Vozes, 1977.) (B) desconhecida (Texto I)

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(C) pirogravura (Texto II) Questão 43


(D) domingueira (Texto II) Nas orações do poema de Cassiano Ricardo, observa-se
observa o
uso de:
Questão 42 (A) linguagem culta
“A opinião pública é uma metáfora sem base.” (B) discurso indireto livre
“A poesia Pau-Brasil
Brasil é uma sala de jantar domingueira,” (C) pontuação inadequada
Compare os trechos acima com as duas frases iniciais do (D) inversão entre os termos
cartaz:
Questão 44
A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe
exemplifica a seguinte característica:
(A) variação semântica
(B) vício de linguagem
(C) reiteração expressiva
(D) onomatopéia modernista

Questão 45
O eu-lírico
lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma
definição sobre a elaboração da poesia. Essa
Ess definição é
semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

(A) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e


nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, /
A estrutura sintática das quatro frases está explicada de Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço
forma adequada na seguinte alternativa: ou maravilha.” (Álvares de Azevedo)
(A) As quatro frases apresentam núcleos predicativos de (B) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da
mesma classe gramatical. criação e que a uma maior quantidade de trabalho
(B) As frases do cartaz têm estrutura predicativa diferente corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João
das outras, pelo uso de linguagem figurada. Cabral de Melo Neto)
(C) A única frase cujo predicativo está representado sob a (C) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento
forma
orma de oração é a que contém a expressão “é que são entre si,
i, porque foram compostas em épocas diversas –
elas”. debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões
(D) Os termos “uma metáfora sem base”, “uma sala de momentâneas.” (Gonçalves Dias)
jantar domingueira” e “simples” desempenham a mesma (D) “Um dia (...) tive saudades da casa paterna e chorei.
função predicativa. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha
vida, que intitulei – Às Ave-Maria:
Maria: – a saudade havia sido a
TEXTO III minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

UERJ 2005

Texto I

GAVETA DOS GUARDADOS

A memória é a gaveta dos guardados. Nós somos


o que somos, não o que virtualmente seríamos capazes de
ser.
Minha bagagem são os meus sonhos. Fui o poeta
das ruas, das vielas silenciosas do Rio, antes que se
tornasse uma cidade assolada pela violência. Sempre fui
ligado à terra, ao meu pátio.
No Rio Grande do Sul estou no colo da mãe. Creio
que minha fase atual, neste momento, em 1993, reflete a
eterna solidão do homem.
A obra só se completa e vive quando expressa.
Nos meus quadros, o ontem se faz presente no agora.
Lanço-meme na pintura e na vida por inteiro, como um
mergulhador na água. A arte é também história. E
expressa
essa a nossa humanidade. A arte é intemporal,
embora guarde a fisionomia de cada época. Conheci em
Paris um escultor brasileiro, bolsista, que não freqüentava
museus para não perder a personalidade, esquecendo que
(RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar.
Chorar. Rio de Janeiro: José
Jo
só se perde o que se tem.
Olympio, 1964.)
(...)

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A memória é a gaveta dos guardados, repito para Na velhice perde-se


se a nitidez da visão e se aguça a do
sublinhar. O clima dos meus quadros vem da solidão da espírito.
campanha, do campo, onde fui guri e adolescente. Na As duas idéias presentes nesse fragmento estabelecem
velhice perde-sese a nitidez da visão e se aguça a do relação semântica de:
espírito. (A) alternância
A memória pertence ao passado. É um registro. (B) implicação
Sempre re que a evocamos, se faz presente, mas permanece (C) explicação
intocável, como um sonho. A percepção do real tem a (D)oposição
concreteza, a realidade física, tangível. Mas como os
instantes se sucedem feito os tique-taques
taques do relógio, eles Questão 04
vão se transformando em passado, em memória,
memó e isso é Escrever pode ser, ou é, a necessidade de tocar a
tão inaferrável* como um instante nos confins realidade que é a única segurança de nosso estar no
do tempo. mundo – o existir. É difícil, se não impossível, precisar
Escrever pode ser, ou é, a necessidade de tocar a quando as coisas começam dentro
de de nós.
realidade que é a única segurança de nosso estar no Esse parágrafo relaciona-se
se com o parágrafo anterior, pela
mundo – o existir. É difícil, se não impossível, precisar associação de:
quando as coisas começam dentroentro de nós. (A) registro e dor
(...) (B) texto e verdade
A vida dói... Para mim o tempo de fazer perguntas (C) escrita e passado
passou. Penso numa grande tela que se abre, que se me (D)literatura e solidão
oferece intocada, virgem. A matéria também sonha.
Procuro a alma das coisas. Nos meus quadros o ontem se
faz presente no agora. A criação
iação é um desdobramento OLHOS DE RESSACA
contínuo, em uníssono com a vida. O auto-retrato
auto do pintor
é pergunta que ele faz a si mesmo, e a resposta também é Enfim, chegou a hora da encomendação e da
interrogação. A verdade da obra de arte é a expressão que partida. Sancha quis despedir-se
despedir do marido, e o desespero
ela nos transmite. Nada mais do que isso! daquele lance consternou a todos. Muitos homens
choravam também, as mulheres todas. Só Capitu,
* Pode ser entendido
endido como “inalcançável”. amparando a viúva, parecia vencer-se
vencer a si mesma.
FOLHA DE SÃO PAULO, 09/05/1998 Consolava a outra, queria arrancá-la
arrancá dali. A confusão era
(CAMARGO, Iberê. In: NESTROVSKI, Arthur (Org.). Figuras
Fig do Brasil: 80
geral. No meiodela,a, Capitu olhou alguns instantes para o
autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha, 2001.)
cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não
Questão 01 admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas.
A memória é a gaveta dos guardados As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela;
A frase acima expressa
essa a importância das experiências Capitu enxugou-asas depressa, olhando a furto para a gente
individuais na criação artística. que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e
A passagem do texto em que mais facilmente se percebe o quis levá-la;
la; mas o cadáver parece que a retinha também.
vínculo entre memória e obra de arte é: Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o
(A) “A obra só se completa e vive quando expressa.” defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras
(B) “Nos meus quadros, o ontem se faz presente no desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora,
agora.” como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
(C) “Lanço-me
me na pintura e na vida por inteiro,” (ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Capítulo 123. São Paulo: Martin
Claret, 2004.)
(D)“A percepção do real tem a concreteza, a realidade
física,”
Questão 05
Questão 02 O personagem-narrador
narrador do romance Dom Casmurro
Conheci em Paris um escultor brasileiro, bolsista, que não encontra-se,
se, no capítulo transcrito, angustiado pela
p dúvida:
freqüentava museus para não perder a o possível adultério de sua esposa, Capitu, com seu
personalidade, esquecendo que só se perde o que se tem. melhor amigo, cujo velório ora se narra. O título “Olhos de
No quarto parágrafo, o fragmento acima constitui uma Ressaca” pode ser justificado pela seguinte passagem:
estratégia utilizada pelo autor para desconstruir um (A) “Capitu olhou alguns instantes para o cadáver”
determinado ponto de vista contrário ao seu. Essa (B) “olhando a furto para a gente que estava na sala.”
estratégia e a justificativa
stificativa para seu uso estão definidas na (C) “Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la;”
levá
seguinte alternativa: (D)“como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
(A) exemplo – demonstração irônica do vínculo entre arte e “
história Questão 06
(B) paralelismo – destaque retórico da experiência No texto, a descrição dos fatos não é objetiva, pois temos
individual e coletiva acesso aos traços e às ações dos demais personagens
(C) reiteração – valorização excessiva do elo entre
ent cultura apenas por meio do olhar comprometido do personagem-
personagem
e humanidade narrador.
(D)comparação – fundamentação lógica da relação entre o A alternativa que indica uma estratégia utilizada pelo
artista e sua criação personagem-narrador
narrador para expressar um ponto de vista
individual dos fatos e a passagem que a exemplifica é:
Questão 03 (A) enumeração de ações ções – “Consolava a outra, queria
arrancá-la dali.”

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(B) seleção de adjetivos e advérbios – “tão fixa, tão (D)baixa freqüência de verbos, exprimindo a inércia do eu
apaixonadamente fixa,” lírico
(C) narração em 1ª pessoa – “As minhas cessaram logo.”
(D)imprecisão cronológica – “Momento houve em que os Questão 10
olhos de Capitu fitaram o defunto,” Engenho de febre
Sono e lembrança
Questão 07 Que arma
(...) não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e E desarma minha morte
caladas. Em armadura de treva.
As minhas cessaram logo. A ausência de pontuação nessa última estrofe do poema
Nessa passagem, encontra-se se um recurso de coesão pode nos levar a diferentes leituras do texto. A única
textual em que o termo sublinhado é retomado por meio de interpretação incoerente desse trecho é apresentada em:
elipse. Esse mesmo recurso é empregado em: (A) Engenho de febre e de sono, e lembrança que arma e
(A) “quis despedir-se
se do marido, e o desespero daquele desarma minha morte em armadura de treva.
lance consternou a todos.” (B) Engenho de febre,re, de sono e de lembrança, a qual
(B) “Muitos homens choravam também, as mulheres arma e desarma minha morte em armadura de treva.
todas.” (C) Engenho de febre, de sono e de lembrança, o qual
(C) “Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la;”
levá arma e desarma minha morte em armadura de treva.
(D)“quais os da viúva, sem o pranto nem palavras
pa desta,” (D)Engenho de febre, engenho que é sono e lembrança, e
que arma e desarma
rma minha morte em armadura de treva.
Com base no texto abaixo, responda às questões de
números 08 a 10. Com base no texto abaixo, responda às questões de
números 11 a 13.
O CORPO
Acrobata enredado PALAVRAS ALADAS
Em clausura de pele
Sem nenhuma ruptura Silêncio era a coisa de que aquele rei mais
Para onde me leva gostava. E de que, a cada dia, mais parecia gostar.
Sua estrutura? Qualquer ruído, dizia, era faca em seus
s ouvidos. Por isso,
muito jovem ainda, mandou construir altíssimos muros ao
Doce máquina redor do castelo. E logo, não satisfeito, ordenou que por
Com engrenagem de músculos cima dos muros, e por cima das torres, por cima dos
Suspiro e rangido telhados e dos jardins, passasse imensa redoma de vidro.
O espaço devora (...)
Seu movimento Mas se os sons não podiam entrar, verdade é que
(Braços e pernas também não podiam sair. Qualquer palavra dita, qualquer
sem explosão) espirro, soluço, canto, ficava vagando prisioneiro do
castelo, sem que lhe fossem de valia fresta de janela ou
Engenho de febre porta esquecida aberta. Pois se ainda era possível
po escapar
Sono e lembrança às paredes, nada os libertava da redoma.
Que arma Aos poucos, tempo passando sem que ninguém
E desarma minha morte lhe ouvisse os passos, palavras foram se acumulando
Em armadura de treva. pelos cantos, frases serpentearam na superfície dos
ARMANDO FREITAS FILHO móveis, interjeições salpicaram as tapeçarias, um miado
mi
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/armandofreitasfilho.html
de gato arranhou os corredores.
E tudo teria continuado assim, se um dia, no exato
Questão 08 momento em que sua majestade recebia um embaixador
No poema, o eu lírico desenvolve, empregando diferentes estrangeiro, não atravessasse a sala do trono uma frase
imagens, a idéia de corpo como clausura. Isso não ocorre desgarrada. Frase de cozinheiro que, sobrepondo-se
sobrepondo aos
no seguinte verso: elogioss reais, mandou o embaixador depenar, bem
(A) “Acrobata enredado” (v. 1) depressa, uma galinha.
(B) “Sem nenhuma ruptura” (v. 3) Mais do que os ouvidos, a frase feriu o orgulho do
(C) “Com engrenagem de músculos” (v. 7) rei. Furioso, deu ordens para que todos os sons usados
(D)“Em armadura de treva.” (v. 17) fossem recolhidos, e para sempre trancados no mais
profundo calabouço.
Questão 09 Durante dias os cortesãos empenharam-se
empenharam
A concisão é uma das características que mais se naquele novo esporte que os levava a sacudir cortinas e a
destacam na estrutura do poema. rastejar sob os móveis. A audição certeira abatia
Essa concisão pode ser atribuída a: exclamações em pleno vôo, algemava rimas, desentocava
(A) clara ausência de conectivos, explorando a sonoridade cochichos. Uma condessa encheu um cesto com um cento
do poema de acentos. Um m marquês de monóculo fez montinhos de
(B) pouco uso de metáforas, enfatizando a fragmentação monossílabos. E houve até quem garantisse ter apanhado
dos versos entre os dedos o delicado não de uma donzela. Enfim,
(C) abrupta mudança de versos, reforçando a lógica das divertiram-se
se tanto, tão entusiasmados ficaram com a
idéias

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tarefa, que acabaram por instituir a Temporada Anual de uma dessas marcas e o tipo de relação estabelecida por
Caça à Palavra. ela é:
De temporada em temporada, esvaziava-se
esvaziava o (A) “Silêncio era a coisa de que aquele rei mais gostava. E
castelo de seus sons, enchia-se se o calabouço de de que, a cada dia, mais parecia gostar.” – comprovação
conversas. A tal ponto que o momento chegou em que ali (B) “Mas se os sons não podiam entrar, verdade é que
não cabia mais sequer o quase silêncio de uma vírgula. E também não podiam sair.” – correção
o Mordomo Real viu-se obrigado a transferir
ferir secretamente (C) “Aos poucos, tempo passando sem que ninguém lhe
parte dos sons para aposentos esquecidos do primeiro ouvisse os passos, palavras foram se acumulando pelos
andar. cantos,” – temporalidade
Foi portanto por acaso que o rei passou frente a (D)“Foi portanto por acaso que o rei passou frente a um
um desses cômodos. E passando ouviu um murmúrio, desses cômodos.” – conclusão
rasgo de conversa. Pronto a reclamar, já a mão pousava
na maçaneta, quando o calor daquela voz o reteve. E Com base na propaganda abaixo, responda às questões
inclinado à fechadura para melhor ouvir, o rei colheu as de números 14 e 15.
lavas, palavras, com que um jovem, de joelhos talvez,
derramava sua paixão aos pés da amada.
A lembrança daquelas palavras pareceu voltar ao
rei de muito longe, atravessando sando o tempo, ardendo
novamente no peito. E em cada uma ele reconheceu com
surpresa sua própria voz, sua jovem paixão. Era sua
aquela conversa de amor há tantos anos trancada. Fio da
longa meada do passado, vinha agora envolvê-lo,
envolvê religá-lo
a si mesmo, exigindo
igindo sair de calabouços. (...)
– Que se derrube a redoma! – lançou então o rei
com todo o poder de seus pulmões. – Que se abatam os
muros!
E desta vez vai o grito por entre o estilhaçar, (INFANTE, Ulisses. Curso de gramática:
gramát aplicada aos textos. São Paulo:
subindo, planando, pássaro-grito
grito que no azul se afasta, Scipione, 2001.)
trazendo atrás de si em revoada frases, cantigas,
epístolas, ditados, sonetos, epopéias, discursos e recados, Questão 14
e ao longe – maritacas – um bando de risadas. Sons que O anúncio, concebido para uma campanha contra drogas,
no espaço se espalham levando ao mundo a vida do utiliza pouco a linguagem verbal.
castelo, e que, aos poucos, em liberdade se vão. Entretanto, o elemento verbal utilizado nesse anúncio
ganha força pela seguinte razão:
(COLASANTI,
COLASANTI, Marina. Doze reis e a moça no labirinto do vento. São (A) explora o campo
ampo sonoro da língua, desvinculando a
Paulo:
Global, 1999.)
imagem do som
(B) é ambivalente, evocando a designação de uma droga e
Questão 11 as conseqüências de seu uso
O título do texto – “Palavras Aladas” – relaciona-se
relaciona com a (C) constitui um neologismo, levando ao estranhamento do
idéia de: receptor e à aversão às drogas
(A) liberdade de expressão (D)apresenta clareza, evidenciando
evidencia as marcas do
(B) efemeridade do poder desolamento e da solidão no rosto da pessoa retratada
(C) fragilidade dos sentidos
(D)fragmentação da linguagem Questão 15
O emprego de ponto ao final da palavra crack, no anúncio,
Questão 12 é um recurso utilizado para mostrar que:
A exploração da linguagem simbólica é uma das (A) a legenda constitui enunciado completo, expressando
características dos contos de fadas. idéia de princípio,, meio e fim
O uso dessa linguagem está presente na seguinte (B) a mensagem tem caráter moralizante, ressaltando o
passagem: potencial destrutivo das drogas
(A) “mandou construir altíssimos muros ao redor do (C) a construção fere a norma padrão da língua,
castelo.” enfatizando o impacto da mensagem
(B) “Mas se os sons não podiam entrar, verdade é que (D)a palavra adquire valor onomatopéico, reproduzindo o
também não podiam sair.” som da fratura presente
ente na imagem
(C) “Furioso, deu ordens para que todos os sons usados
fossem recolhidos,”
(D)“E em cada uma ele reconheceu com surpresa sua UERJ 2006
própria voz,” Tema : Autoridade e Poder

Questão 13 O LÌDER
Para manter a progressão, o texto apresenta uma série de
marcas lingüísticas que estabelecem, por meio de O sono do líder é agitado. A mulher sacode-o
sacode até
encadeamentos sucessivos, diferentes tipos de relações acordá-lo
lo do pesadelo. Estremunhado, ele se levanta,
entre suas partes. A alternativa que apresenta sublinhada bebe um gole de água. Diante do espelho refaz uma
expressão de homem de meia-idade,
meia alisa os cabelos das

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têmporas, volta a se deitar. Adormece e a agitação


recomeça. “Não, não!” debate-sese ele com a garganta seca. Questão 3
O líder se assusta enquanto dorme. O povo O texto clariceano nos conta uma história de caráter
ameaça o líder? Não, pois se líder é aquele que guia o universal. Uma das estratégias para alcançar esse efeito
povo exatamente porque aderiu ao povo. o. O povo ameaça de universalidade está relacionada com a seguinte
o líder? Não, pois se o povo escolheu o líder. O povo característica do texto:
ameaça o líder? Não, pois o líder cuida do povo. O povo (A) ausênciaa de foco narrativo
ameaça o líder? Sim, o povo ameaça o líder do povo. O (B) exploração das seqüências descritivas
líder revolve-se
se na cama. De noite ele tem medo. Mas o (C) indeterminação do contexto espacial
pesadelo é um pesadelo elo sem história. De noite, de olhos (D) especificação das circunstâncias temporais
fechados, vê caras quietas, uma cara atrás da outra. E
nenhuma expressão nas caras. É só este o pesadelo, Questão 4
apenas isso. Mas cada noite, mal adormece, mais caras É uma sucessão de caras iguais como na repetição
quietas vão se reunindo às outras, como na fotografia de monótona de um rosto só. Nas caras não há senão a
uma a multidão em silêncio. Por quem é este silêncio? Pelo inexpressão. (l. 22 - 24) Embora não marcada
líder. É uma sucessão de caras iguais como na repetição lingüisticamente, há uma relação semântica clara entre os
monótona de um rosto só. Nas caras não há senão a dois períodos apontados acima. Essa relação pode ser
inexpressão. A inexpressão ampliada como em fotografia explicitada pelo emprego do conectivo indicado em:
ampliada. Um painel e cada vez com maior número de (A) mas
caras iguais. É só isso. Mas o líder se cobre de suor diante (B) quando
da visão inócua de milhares de olhos vazios que não (C) embora
pestanejam. Durante o dia o discurso do líder é cada vez (D) porque
mais longo, ele adia cada vez mais o instante da chave de
ouro. Ultimamente ataca, denuncia, denuncia, denuncia, Questão 5
esbraveja e quando, em apoteose, termina, vai para o “Sonhou que era um líder de pessoas vivas.” Em relação
banheiro, fecha a porta e, uma vez sozinho, encosta-se
encosta à ao sentimento do líder, a interpretação que melhor se
porta fechada, enxuga a testa molhada com o lenço. Mas aplica ao fragmento apresentado é:
tem sido inútil. De noite é sempre maior o número (A) temia o fim de sua autoridade
silencioso.
encioso. Cada noite as caras aproximam-se
aproximam um pouco (B) planejava a divisão de seu poder
mais. Cada noite ainda um pouco mais. Até que ele já lhes (C) adiava a cobrança de seus deveres
sente o calor do hálito. As caras inexpressivas respiram – (D) desejava a morte de seus liderados
o líder acorda num grito. Tenta explicar à mulher: sonhei
que... sonhei que... Mas não tem
em o que contar. Sonhou que Balada do Rei das Sereias
era um líder de pessoas vivas.
(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer.. São Paulo: Siciliano, 1992.) O rei atirou
Seu anel ao mar
Questão 1 E disse às sereias:
Esse texto de Clarice Lispector nos leva à reflexão sobre a – Ide-o lá buscar,
responsabilidade e a tensão inerentes ao papel do líder. Que se o não trouxerdes,
Tal reflexão é desencadeada pela inquietação e pelo medo Virareis espuma
do personagem principal. Das ondas do mar!
O desconhecimento das origens desses sentimentos que
afligem o líder evidencia-se
se na seguinte passagem: Foram as sereias,
(A) “Não, pois se o povo escolheu o líder.” Não tardou, voltaram
(B) “Mas o pesadelo é um pesadelo sem história.” Com o perdido anel.
(C) “Durante o dia o discurso do líder é cada vez mais Maldito o capricho
longo,” De rei tão cruel!
(D) “Até que ele já lhes sente o calor do hálito.”
O rei atirou
Questão 2 Grãos de arroz ao mar
No segundo parágrafo do texto, há uma pergunta que se E disse às sereias:
repete – O povo ameaça o líder? – Ide-os lá buscar,
Essa pergunta é respondida por uma série de negativas, Que se os não trouxerdes,
que culminam, contudo, em uma resposta afirmativa, no Virareis espuma
início do terceiro parágrafo – Sim, o povo ameaça o líder Das ondas do mar!
do povo. (l. 14) Todavia, esse jogo entre opostos não
constitui contradição. A justificativa que valida essa
e Foram as sereias
estrutura de argumentação está descrita em: Não tardou, voltaram,
(A) as negativas são falsas, porque se baseiam em fatos Não faltava um grão.
irrelevantes Maldito o capricho
(B) a afirmativa é inverossímil, porque se reforça por uma Do mau coração!
repetição
(C) as negativas são possíveis, pois se vinculam a O rei atirou
condições Sua filha ao mar
(D) a afirmativa
rmativa é falaciosa, pois se estrutura em ironia E disse às sereias:

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– Ide-a lá buscar, Bandeira, o desfecho do poema permite concluir que o rei


Que se a não trouxerdes, não previu a hipótese de:
Virareis espuma (A) ser atendido pelas ondas do mar
Das ondas do mar! (B) ficar comovido pelo sacrifício das sereias
(C) ser contestado pela ação
ão de seus subordinados
Foram as sereias... (D) ficar surpreso com a fraqueza de seus comandados
Quem as viu voltar?...
Não voltaram nunca!
Viraram espuma UFRJ 2006
Das ondas do mar.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa.. Rio de Janeiro: José LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA
Aguilar, 1974.)
Questão 6: O sentido do tempo mudou. Essa transformação definiu o
Em Balada do rei das sereias, Manuel Bandeira faz uso de século XX e dentro de seu campo de possibilidades pode-
pode
diferentes inversões sintáticas. se pensar no ingresso no novo milênio. O instantâneo, o
O verso que não contém inversão sintática encontra-se
encontra imediato, o encurtamento da espera (...)
transcrito em: (Beatriz Sarlo)
(A) “– Ide-o lá buscar,” (v. 4) Todos os textos desta prova relacionam-se,
rela em alguma
(B) “Que se o não trouxerdes,” (v. 5) medida, ao conteúdo do fragmento acima, no que se refere
(C) “Foram as sereias,” (v. 8) à percepção do sentido do tempo pelo homem. Vamos aos
(D) “Sua filha ao mar ” (v. 26) textos; não percamos tempo!
Questão 7 TEXTO I
Notam-se,se, no texto, escolhas lingüísticas que visam à Na contramão dos carros ela vem pela calçada,
caracterização do autoritarismo do rei. A construção solar e musical, pára diante de um Pequeno jardim, uma
lingüística que não visa a essa caracterização e o folhagem, na entrada de um prédio, colhe uma flor
fragmento no qual é utilizada estão apresentados na inesperada, inspira e ri, é a própria felicidade – passando a
seguinte alternativa: cem por hora pela janela. Ainda tento vela no espelho mas
(A) verbo “atirar”, que acentua a violência da ação – “O rei é tarde, o eterno relance. Sua imagem quase embriaga,
atirou” (v. 1) chego no trabalho
balho e hesito, por que não posso conhecer
(B) pronome “seu”, que expressa sentido de posse – “Seu aquilo? – a plenitude, o perfume inusitado no meio do
anel ao mar” (v. 2) asfalto, oculto e óbvio. Sempre minha cena favorita.
(C) adjetivo “maldito”, que revela a crueldade do comando Ela chegaria trazendo esquecimentos, a flor no
– “Maldito o capricho” (v. 23) cabelo. Eu estaria à espera, no jardim. E haveria tempo.
(D) imperativo “ide”, que indica a prescrição de ordem – “– (CASTRO, Jorge Viveiros de. De todas as únicas maneiras & outras.
outras
Ide-a lá buscar,” (v. 28) Rio de Janeiro: 7Letras, 2002. p.113)
QUESTÃO 1
Questão 8: A expressão “eterno relance” compõe-se
compõe de dois
Entre os traços estilísticos presentes no poema, destaca-
destaca vocábulos que implicam noções diferentes acerca do
se o emprego da pontuação em desacordo com as tempo.
prescrições propostas pela norma culta. A passagem do Explique o uso dos vocábulos combinados na expressão
texto modificada para atender aos padrões de pontuação acima, em sua relação com a idéia central do texto.
da norma culta está presente em:
(A) Seu anel ao mar, (v. 2) QUESTÃO 2
(B) Que, se o não trouxerdes, (v. 5) Ao longo do texto I, utilizam-se
se dois tempos verbais.
(C) Não tardou voltaram, (v. 9) Identifique-os e justifique o emprego de cada um,
(D) – Ide-os, lá, buscar (v. 16) considerando a experiência narrada no texto.

Questão 9 TEXTO II: De manhã


Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma O hábito de estar aqui agora
Das ondas do mar! (v. 5 - 7) aos poucos substitui a compulsão
de ser o tempo todo alguém ou algo.
No que se refere ao modo como as ações de trazer e virar Um belo dia – por algum motivo
se relacionam, pode-sese afirmar que a segunda ação é sempre dia claro nesses casos –
ocorrerá na seguinte circunstância: você abre a janela, ou abre um pote
A) em virtude da não realização da primeira de pêssegos em calda, ou mesmo um livro
(B) juntamente com a finalização da primeira que nunca há de ser lido até o fim
(C) antes da não concretização da primeira e então a idéia irrompe, clara e nítida:
(D) depois da verificação da primeira É necessário? Não. Será possível?
De modo algum. Ao menos dá prazer?
Questão 10 Será prazer essa exigência cega
as ao abuso de
Considerando-se as implicações relativas a latejar na mente o tempo todo?
poder que se podem depreender do texto de Manuel Então por quê?
E neste exato instante

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você por fim entende, e refestela-se Lili, matinal como um passarinho, também espera
a valer nessa poltrona, a mais cômoda o café com leite.
da casa, e pensa sem rancor: Tal e qual vovô.
Perdi o dia, mas ganhei o mundo. Pois só as crianças e os velhos conhecem a
(Mesmo que seja por trinta segundos.) volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e
(BRITO, Paulo Henriques. As três epifanias – III. In: BRITO, P. H. desejos nunca se estendem além de cinco minutos...
Macau. São Paulo: Companhia das Letras,
Letras 2003. p. 72-73) (QUINTANA, Mário. Sapato florido. 1a reimpressão.
Porto Alegre: Editora Globo, 2005)
QUESTÃO 3 QUESTÃO 8
As conquistas do Modernismo repercutem na literatura até Explique a semelhança entre a caracterização da vida na
os dias atuais. Identifique dois recursos formais infância e na velhice, expressa no texto IV, e identifique
valorizados pela linguagem modernista e associe-os
associe à um recurso lingüístico que traduza essa semelhança.
experiência representada no poema.
QUESTÃO 9
QUESTÃO 4 Compare a representação da idade madura no texto III e a
Um pronome, para assumir valor indeterminado, não deve da velhice no texto IV, no que se refere à concepção
estar associado apenas a um interlocutor específico, mas da passagem do tempo.
também a outros interlocutores, depreensíveis do contexto.
Considerando a afirmativa acima, explique o valor QUESTÃO 10
indeterminado da forma você no textoo II e justifique seu Os textos II e IV, ao final, fazem referências a fragmentos
emprego para a construção do sentido do texto. de tempo: “trinta segundos”” (texto II) e “cinco
“ minutos”
(texto IV). Explique a diferença entre esses fragmentos,
QUESTÃO 5 segundo as experiências representadas em cada texto.
A conjunção adversativa mas,, utilizada no penúltimo verso
do texto II, além de implicar contraste, desempenha papel PROVA
argumentativo específico. Explique esse papel.
TEXTO I
TEXTO III: A Maria dos povos, sua futura esposa
Mau humor crônico é doença e exige tratamento
Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora, Mau humor pode ser doença – e grave! Um
Em tuas faces a rosada Aurora, transtorno mental que se manifesta por meio de uma
Em teus olhos e boca o Sol, e o dia: rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de
Enquanto com gentil descortesia espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado
O ar, que fresco Adônis te namora, famosa por viver resmungando “Oh dia, oh céu, oh vida, oh
Te espalha a rica trança voadora, azar”.
Quando vem passear-te pela fria: Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida
Goza, goza da flor da mocidade, pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de
Que o tempo trata a toda ligeireza, depressão, com sintomas mais leves. “Enquanto a pessoa
E imprime em toda flor sua pisada. com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia
Oh não aguardes, que a madura idade, continua tocando a vida, mas está sempre reclamando”,
Te converta essa flor, essa beleza, diz o psiquiatra Márcio Bernik,coordenador do Ambulatório
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada. de Ansiedade e do Hospital das Clínicas (HC).
(MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos - Seleção de José Miguel O distímico só enxerga o lado negativo domundo e
Wisnik. 2a ed. São Paulo: Cultrix, is.d.]) não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto
dos mal-humorados
humorados é que os últimos reclamam de um
QUESTÃO 6 problema, mas param diante da resolução. O distímico
O poema se constrói por meio da oposição entre dois reclama até se e ganha na loteria.“Não fica feliz, porque
campos semânticos, especialmente no contraste entre a começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de
primeira e a última estrofes. Explicite essa oposição e assalto ou de seqüestro”, diz o psiquiatra Antônio Egídio
retire,, dessas estrofes, dois vocábulos com valor Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de
substantivo – um de cada campo semântico –, Janeiro. (...)
identificando a que campo cada vocábulo pertence. E, se o mau humor patológico tem remédio,
r o mau
humor “natural” também. Vários fatores interferem no
QUESTÃO 7 humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o
O primeiro verso da 3ª estrofe apresenta-se
apresenta como sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do
conseqüência
seqüência de um aspecto central da visão de mundo que se pensa, o humor melhora com a idade!
barroca. (KLINGER, Karina. Folha on-line – www.folha.com.br,
ww 15/07/2004.)
Justifique essa afirmativa com suas próprias palavras.
QUESTÃO 1
TEXTO IV: Viver O texto I apresenta como tema central um transtorno
Vovô ganhou mais um dia. Sentado na copa, de causado pelo mau funcionamento do timo (glândula
pijama e chinelas, enrola o primeiro cigarro e espera o relacionada ao controle da afetividade e da emoção).
gostoso café com leite. a) Identifique a palavra que, por meio do uso de prefixo e
sufixo, nomeia o portador desse transtorno.

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b) Diferencie o referido transtorno de uma outra categoria TEXTO III


psicológica relativa ao humor apresentada no texto,
apontando a principal característica de cada uma delas. Bem no fundo

TEXTO II no fundo, no fundo,


bem lá no fundo,
Deus quer otimismo a gente gostaria
de ver nossos problemas
ava cedinho, abria a
Procópio acordava resolvidos por decreto
janela,exclamava:
– Que dia maravilhoso! O dia mais belo da minha a partir desta data,
vida! aquela mágoa sem remédio
Às vezes, realmente, a manhã estava lindíssima, é considerada nula
porém outras vezes a natureza mostrava-se se carrancuda. e sobre ela – silêncio perpétuo
Procópio nem reparava. Sua exclamação podia variar de
forma, conservando a essência: extinto por lei todo o remorso,
– Estupendo! Sol glorioso! Delícia de vida! maldito seja quem olhar pra trás,
Choveu o mês inteiro e Procópio saudou as trinta e lá pra trás não há nada,
uma cordas-d’água
d’água com a jovialidade de sempre. Para ele e nada mais
não havia mau tempo.
A família protestava contra a sua disposição mas problemas não se resolvem,
fagueira e inalterável.
lterável. A população erguia preces ao problemas têm família grande,
Senhor, rogando que parasse com o dilúvio. Um dia e aos domingos saem todos a passear
Procópio abriu a janela e foi levado pelas águas. Ia o problema, sua senhora
exclamando: e outros pequenos probleminhas
– Sublime! Agora é que sinto realmente a beleza (LEMINSKI, Paulo. Distraídos venceremos.
venceremos 3a ed. São Paulo: Brasiliense,
1990.)
do bom tempo integral! O azul é de Sèvres! Chove ouro
líquido! Sou feliz!
Os outros, que não acreditavam nisto, O poema de Paulo Leminski estrutura-se
estrutura em três
submergiram, mas Procópio foi depositado na crista de um momentos de significação, que podem
pico mais alto que o da Neblina, onde faz sol para sempre. ser assim caracterizados: hipótese (1a estrofe); decreto
Merecia. (2a e 3a estrofes); conclusão reflexiva
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa seleta.Rio
seleta. de Janeiro: Nova (4a estrofe).
Aguilar, 2003.)
QUESTÃO 5
QUESTÃO 2 Nomeie o recurso formal que expressa a hipótese no
Observe a seguinte afirmativa: primeiro momento do texto.
“ (...) Sua exclamação podia variar de forma,conservando a
essência: QUESTÃO 6
– Estupendo! Sol glorioso! Delícia de vida!” A repetição é empregada no poema de Leminski como
recurso expressivo.Considerando os elementos que foram
Identifique a “essência” a que se refere o narrador e enfatizados por meio da repetição no primeiro e no
descreva cada uma das diferentes estruturas
turas gramaticais segundo momento
que concretizam a variação “de forma”. do texto, explicite os espaços subjetivos construídos por
esse recurso.
QUESTÃO 3
Conforme declara o narrador, para Procópio “não havia QUESTÃO 7
mau tempo”. No terceiro momento, o texto vale-se
vale do humor como
a) Considerando essa declaração, identifique a passagem estratégia para lidar com a Impossibilidade de execução do
em que a percepção do narrador em relação aos fatos desejado “decreto”.
narrados não coincide
oincide com a do personagem. Nomeie dois recursos lingüísticos que provocam o referido
b) Levando em conta o sentido integral do texto, explicite humor.
a ambigüidade da expressão “mau tempo”.
mpo”.
TEXTO IV
QUESTÃO 4 Amor
O texto I tem seu foco principal num tipo de humor
comportamento cuja visão de mundo é contrária à do (ANDRADE, Oswald de. Poesias reunidas (org. Haroldo de Campos). 5a
personagem do texto II. edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.)
Comprove o conteúdo dessa afirmativa no que se refere
às atitudes manifestadas, em ambos os textos, diante de QUESTÃO 8
fatos que seriam considerados, em geral, positivos ou O texto IV constitui forte expressão da estética modernista.
negativos. Explore essa afirmativa com base em elementos textuais
relativos
os (i) à forma e (ii) ao conteúdo.

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TEXTO V
QUESTÃO 12
Na contramão dos carros ela vem pela calçada, A conjunção adversativa mas,
mas utilizada no penúltimo verso
solar e musical, pára diante de um pequeno jardim,uma do texto IV, além de implicar contraste,desempenha papel
folhagem, na entrada de um prédio, colhe uma flor argumentativo específico.
inesperada, inspira e ri, é a própria felicidade – passando a Explique esse papel.
cem por hora pela janela. Ainda tento vê-la la no espelho
mas é tarde, o eterno relance. Sua imagem quase
embriaga, chego no trabalho e hesito, por
que não posso conhecer aquilo? – a plenitude, o perfume
inusitado no meio do asfalto, oculto e óbvio. Sempre minha
cena favorita.
Ela chegaria trazendo esquecimentos, a flor no
cabelo. Eu estaria à espera, no jardim.
E haveria tempo.
(CASTRO, Jorge Viveiros de. De todas as únicas maneiras & outras.Rio
outras
de Janeiro: 7Letras, 2002. p.113)

QUESTÃO 9
A expressão “eterno relance” compõe-se
se de dois
vocábulos que implicam noções diferentes acerca do
tempo.
Explique o uso dos vocábulos combinados na expressão
acima, em sua relação com a idéia central do texto.

QUESTÃO 10
se dois tempos verbais.
Ao longo do texto IV, utilizam-se ve
Identifique-os e justifique o emprego de cada um,
considerando a experiência narrada no texto.

TEXTO VI: De manhã

O hábito de estar aqui agora


aos poucos substitui a compulsão
de ser o tempo todo alguém ou algo.

Um belo dia – por algum motivo


é sempre dia claro nesses casos –
você abre a janela, ou abre um pote

de pêssegos em calda, ou mesmo um livro


que nunca há de ser lido até o fim
e então a idéia irrompe, clara e nítida:

É necessário? Não. Será possível?


De modo algum. Ao menos dá prazer?
Será prazer essa exigência cega

a latejar na mente o tempo todo?


Então por quê?
E neste exato instante
você por fim entende, e refestela-se
a valer nessa poltrona, a mais cômoda
da casa, e pensa sem rancor:
Perdi o dia, mas ganhei o mundo.
(Mesmo que seja por trinta segundos.)
(BRITO, Paulo Henriques. As três epifanias – III. In: BRITO, P. H. Macau.
São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 72-73)72

QUESTÃO 11
Um pronome, para assumir valor indeterminado, não deve
estar associado apenas a um interlocutor específico, mas
também a outros interlocutores,depreensíveis do contexto.
Considerando a afirmativa acima, explique o valor
indeterminado da forma você no texto II e justifique seu
emprego para a construção do sentido do texto.

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PENGES O orgulho
gulho tem, pois, origem numa convicção interior e,
portanto, direta; a vaidade é a tendência de adquirir a auto-
auto
PENGE 1 estima do exterior e, portanto, indiretamente. A vaidade é
faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso
1. “As palavras podem mudar de classe gramatical sem deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus
sofrer modificação na forma. Basta, por exemplo, antepor-
antepor esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio
se o artigo a qualquer vocábulo da língua para que ele se contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para
torne um substantivo.” (CUNHA e CINTRA, Luis F. Lindley.
Lindley dizer as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer;
Nova Gramática do Português Contemporâneo,
Contemporâneo RJ: Nova pode-se,
se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo
Fronteira, 1985 , p. 103). Com base nesta definição, papel de convenção,, não logrará ser sustentado até o fim.
formule orações em que: Porque é apenas a convicção profunda, firme, inabalável
a) um vocábulo de qualquer outra classe gramatical torna-
torna que se tem de possuir méritos superiores e valor
se um substantivo por ser antecedido por um artigo: excepcional que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção
b) um substantivo se torna um adjetivo: pode até ser errônea, ou fundada apenas em vantagens
c) um vocábulo de qualquer outra classe torna-se
torna uma exteriores
xteriores e de convenção, mas, se é real e sincera, em
interjeição: nada prejudica o orgulho. Pois o orgulho tem raízes na
d) um verbo se torna um substantivo: nossa convicção e não depende, assim como sucede com
qualquer outro conhecimento, do nosso bel-prazer.
bel O seu
2. “Os vocábulos formados pela agregação simultânea de pior inimigo, quero dizer o seu maior obstáculo, é a
prefixo e sufixo a determinado radical chamam-se
chamam vaidade, que apenas leva o indivíduo a solicitar os
parassintéticos.” (CUNHA e CINTRA, Idem p. 101). aplausos alheios para, em seguida, formar uma opinião
Considerando esta afirmação, dê três exemplos de elevada de si mesmo; ao passo que o orgulho supõe uma
derivação parassintética. opinião já firmemente arraigada em nós. Há quem censure
e critique o orgulho; esses
ses sem dúvida nada possuem de
3. Forme verbos acrescentando
scentando sufixos aos seguintes que se orgulhar.
substantivos: (A. Schopenhauer. Dores do Mundo.
São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1959 - tradução revista).
Gota:
Vela: Questão 1. O Novo Dicionário Aurélio da Língua
Dedo: Portuguesa (2ª Edição Revista e Ampliada) lista, entre os
o
Claro: possíveis significados de orgulho, os seguintes: (i)
sentimento de dignidade pessoal; (ii) amor próprio
PENGE 2 demasiado. Na sua opinião, o autor privilegia algum
desses dois sentidos na descrição que faz do orgulho?
1) (UFMG) Observe: Justifique sua resposta.
1) Queria muito aquele brinquedo. Questão 2. Retire do texto um período que explicite cada
Queria muito ao amigo uma das seguintes idéias:
2) Dormi muito esta noite. a) Há menos chance de se obter um boa imagem pública
Dormi um sono agradável. com autopromoção do que com discrição.
b) Aquele que finge orgulho é mais cedo ou mais tarde
A partir desses exemplos, explique a seguinte afirmativa: desmascarado.
“A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o
texto e não isoladamente”. Questão 3.. A que se refere, no
n primeiro parágrafo, a
expressão "esta persuasão" (l. 4)?
2) Classifique morfologicamente as palavras sublinhadas:
PENGE 4
A) Ele dirige perigosamente
B) Nada foi feito para resolver a questão 1) Leia os anúncios publicitários abaixo:
C) O cantar dos pássaros alegra as manhãs
D) A metade da classe já chegou
“Unibanco. Em vez de complicado, descomplicado. Em vez
E) Os jovens gostam de cantar música moderna
de antipático, simpático. Em vez de Burocrático, ágil. Em
vez de continuar no seu banco, mude rapidinho para um
3) Em "Imaginou-o,, assim caído..." a palavra destacada,
que não parece banco: o Unibanco.”
morfologicamente e sintaticamente, Revista Veja,, 20/09/06, edição 1974 – ano 39 – n.º 37.

PENGE 3 “Estadão: o melhor jornal para leitores que pensam ÃO


como você!”
A diferença entre a vaidade e o orgulho consiste O Estado de S. Paulo,
Paulo 17/09/06, p. B6.
em que este é uma convicção bem firme de nossa
superioridade em todas as coisas; a vaidade, pelo a) Explique que recursos foram empregados para formar
contrário, é o desejo que temos de despertar nos outros as palavras “descomplicado” e “rapidinho” e quais os
esta persuasão, com a esperança secreta de chegar por sentidos que lhes foram atribuídos.
fim a convencer a nós mesmos.

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b) No contexto em que se encontra, a palavra “rapidinho” Aliás, se tem uma coisa que Deus não distribuiu
foi empregada como adjetivo ou como advérbio? Justifique com justiça entre os mortais é a beleza, que sempre foi de
sua resposta. poucos. Desde que o mundo é mundo, os belos são uma
elite, detentora de um poder avassalador contra o qual não
2) há argumento.
O que fazer? Revoltar-se
Revoltar contra o belo? Maldizer a
beleza? Quem se atreve?
A beleza nos faz calar a boca sem direito de
resposta. Diante dela só há uma atitude possível: render- render
se. Ressentimento e inveja não melhoram em nada a
situação.
O A vida dos belos corre sobre roldanas. Todos lhe
Estado de S. Paulo, 26/08/06, p. D8. dão a vez, o lugar
ugar e o coração.
A fala da personagem da tira acima expõe dois pontos de Eles nem imaginam o trabalho que a feiúra dá. Mal
vista da mesma “notícia”. Explique, sem copiar, de que principia a manhã e lá vai a feia carregando sua cruz,
forma a personagem vê a “boa” notícia e a “má” notícia. tentando se equilibrar no salto, sem perder a linha nem o
bom humor (feiúra e mau humor juntos, não há quem
3) O fragmento abaixo foi retirado da entrevista concedida
concedi agüente).
por Arnaldo Jabor ao jornal O Estado de S. Paulo,
Paulo por O jeito é rir,, rir muito, rir de si própria. Uma boa
ocasião do lançamento de seu novo livro Pornopolítica.
Pornopolítica gargalhada deixa qualquer boca maravilhosa, mesmo que
seja torta como a minha. Desde pequena a mulher feia é
A política hoje é pornô? obrigada a buscar algo, alguma coisa, qualquer coisa que
É uma pornografia. Sabíamos da corrupção, das faça sua feiúra passar desapercebida. É assim que
contradições brasileiras, mas desconhecíamos sua nascem muitas das grandes cientistas, as físicas
extensão. Vivemos um momento
mento histórico muito arquitetônicas, as astronautas mirabolantes, as deputadas
importante, que é a descoberta de um país que não enraivecidas, as trapezistas, as cineastas, as jornalistas e,
sabíamos que existia. Estamos muito mais instruídos hoje principalmente, as escritoras que, inconformadas com sua
que há 4, 5 anos. Entendemos muito mais de Brasil do que triste sina, começam desde cedo ced a fabricar realidades.
entendíamos e essa é a grande importância do momento A mulher feia não pode deixar por menos. Ela tem
que vivemos. que ofuscar. O problema é quando ela erra a mão e acaba
Excerto extraído do jornal O Estado de S. Paulo,, 21/08/06, Caderno 2. ofuscando tanto que fica sozinha do mesmo jeito. De volta
ao começo.
Pornografia.. [Do gr. Pornográphos, ‘autor de escritos Outra forma de distrair o olhar da platéia é ter uma filha fi
pornográficos’, + ia.] S.f. 1. Tratado acerca da linda como eu tive. Ganhei salvo-conduto
salvo pra vida inteira.
- Esta é sua filha?
prostituição.
A beleza de Bebel me redimiu e, por causa dela, já
não sou tão feia como antigamente. Ela me mostrou como
2. Figura(s), fotografia(s), filme(s), espetáculo(s), obra
é fácil a vida de uma mulher bela.
literária ou de arte, etc., relativos a, ou que tratam de Ainda bem que foi assim. Já pensou pe se fosse o contrário?
coisas
Com base na crônica “As muito feias que me perdoem...”
ou assuntos obscenos ou licenciosos, capazes de motivar responda as questões abaixo:
ou explorar o lado sexual do indivíduo. 3. Devassidão,
1) Classifique o sujeito e o predicado das seguintes frases:
libidinagem. a) Vim ao mundo desprovida desse dom.
b) Quem se atreve?
portuguesa 3. ed. Curitiba:
Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa.
c) Ressentimento e inveja não melhoram em nada a
situação.
Positivo, 2004.
d) A vida dos belos corre sobre roldanas
e) Todos lhe dão a vez, o lugar e o coração
f) A mulher fica sozinha do mesmo jeito.
a) Destaque, das definições fornecidas pelo dicionário, g) A beleza de Bebel me redimiu.
qual(is) a(s) que justifica(m) o título da obra de Arnaldo h) É fácil a vida de uma mulher bela.
bela
Jabor. Justifique sua resposta.
2) Em relação as frases da questão 1, faça o que se pede:
PENGE 5
a) Dê exemplo de um verbo bitransitivo
As muito feias que me perdoem... b) Dê a função sintática das palavras sublinhadas.
Por Ivana Leite Arruda
Não. Eu nunca desculpei Vinícius de Moraes por 3) “A mulher feia é obrigada a buscar algo”.
esse verso. O poeta morreu sem meu perdão. Como ele
pode jogar na minha cara, em plena adolescência, que Nessa frase, o sujeito é agente ou paciente? Qual a voz
beleza é fundamental? Justo pra mim, que vim ao mundo do verbo?
totalmente desprovida desse dom?

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PENGE 6 insinuara no meu coração. A fúria amorosa dos primeiros


tempos, recalcada por uma força
TEXTO I misteriosa, despertava. Outra vez a febre voluptuosa nos
Lucíola arrebataria para abrir-nos
nos a mansão do
prazer
zer e dos mágicos deleites.
Era um domingo. (ALENCAR, José. Romances ilustrados de
O novo ano tinha começado. A bonança que sucedera às José de Alencar. Rio de Janeiro: J. Olympio, Brasília: INL,
grandes chuvas trouxera um dos sorrisos 1977.)
de primavera, como costumam desabrochar no Rio de
Janeiro dentre as fortes trovoadas do estio. 1. – Realmente as rosas de suas faces viçavam; era
As árvores cobriam-se se da nova folhagem de um verde cintilante o brilho que desferia a sua pupila
tenro; o campo aveludava a macia pelúcia da relva, e as negra.
frutas dos cajueiros se douravam aos raios do sol. No trecho acima há um período constituído de três
Uma brisa ligeira, ainda impregnada das evaporações orações. Os termos essenciais da segunda e
das águas, refrescava a atmosfera. Oss lábios terceira orações estão colocados na ordem inversa.
aspiravam com delícias o sabor desses puros bafejos, Transcreva separadamente estas duas orações. Em
que lavavam os pulmões fatigados de uma seguida, forme com elas um novo período
respiração árida e miasmática. Os olhos se recreavam composto, de modo que o sujeito de cada uma seja
na festa campestre e matutina da natureza colocado antes do respectivo predicado.
fluminense, da qual as belezas de todos os climas
clim são
convivas. 2. Se o romance Lucíola fosse narrado de uma
Subia a passo curto e repousado a ladeira de Santa perspectiva externa, tanto Lúcia quanto Paulo seriam
Teresa, calculando a hora de minha chegada identificados por pronomes de terceira
ter pessoa. Considere
pelo despertar de Lúcia; o meu pensamento porém abria o seguinte trecho:
as asas, e precedendo-me, ia saudar a
minha doce e terna amiga. De bem longe avistei Lúcia que me esperava e me fez
Havia oito dias que Lúcia não andava boa. A fresca e um aceno de impaciência; apressei o
vivace expansão de saúde desaparecera sob passo para alcançar o portão do jardim. Ela estendeu-
estendeu
uma langue morbidez que a desfalecia; o seu sorriso, me as mãos ambas risonha e atraindo-
atraindo
sempre angélico, tinha uns laivos melancólicos, me, reclinou-se
se sobre o meu peito com um gracioso
que me penavam. Às vezes a surpreendia fitando em abandono. Sentamo-nos nos nos degraus da
mim um olhar ardente e longo; então ela pequena escada de pedra, (l. 20 - 22)
voltava o rosto de confusa, enrubescendo. Tudo isto me Reescreva-o o do ponto de vista externo, com especial
inquietava; atribuindo a sua mudança a atenção para as adaptações que deverão
algum pesar oculto, a tinha interrogado, suplicando-lhe
suplicando ser feitas
eitas nas formas pronominais e verbais.
que me confiasse as mágoas que a afligiam.
– Não digas isto, Paulo! respondia com um tom de 3. Retire do texto um exemplo de oração sem sujeito.
queixa. Posso ter pesares junto de ti? É uma
ligeira indisposição; há de passar. PENGE 7
De bem longe avistei Lúcia que me esperava e me fez
um aceno de impaciência; apressei o passo para alcançar Nasceu o dia e expirou.
o portão do jardim. Ela estendeu-me me as mãos ambas Já brilha na cabana de Araquém o fogo,
risonha e atraindo-me, reclinou-se se sobre o meu peito com companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul
um gracioso abandono. Sentamo-nos nos nos degraus da do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da
pequena escada de pedra, e informei-me me de sua saúde. mãe ausente.
– Já estou boa. Não vês? Martim se embala docemente; e como a alva rede
– Realmente as rosas de suas faces viçavam; era que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro
cintilante o brilho que desferia a sua pupila negra. pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos;
Pelos lábios úmidos lentejava a onda perene de um aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.
sorriso, que orvalhava-lhelhe o semblante de luz e graça. Iracema recosta-se
se langue no punho da rede; seus
– Ainda bem! Já me habituaste a só achar bonito aquilo olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o
que vejo através do teu mimoso sorriso. estrangeiro e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem
Agora é que eu começo a gozar desta linda manhã. palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai
Trocamos ainda algumas palavras. declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim
en sobre o
De repente Lúcia atirou-sese a mim. Com uma arrebatada peito do guerreiro.
veemência esmagou na minha boca os Já o estrangeiro a preme ao seio; e o lábio ávido
lábios túrgidos, como se os prurisse fome
ome de beijos que a busca o lábio que o espera, para celebrar nesse adito
devorava. Mas desprendeu-se logo dos d’alma, o himeneu do amor.
meus braços, e fugiu veloz, ardendo em rubor, sorvendo No recanto escuro o velho Pajé, imerso em funda
num soluço o seu último beijo. contemplação e alheio às cousas deste mundo,
mundo soltou um
Fugiu, e ao passar fechou a porta que comunicava com o gemido doloroso. Pressentira o coração o que não viram
interior. os olhos? Ou foi algum funesto presságio para a raça de
Contrariado por este obstáculo, consolei
olei a minha seus filhos, que assim ecoou n’alma de Araquém?
impaciência com o sabor da esperança que se Ninguém o soube.

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O cristão repeliu do seio a virgem indiana. Ele não


deixará o rasto o da desgraça na cabana hospedeira. Cerra
os olhos para não ver; e enche sua alma com o nome e a
veneração de seu Deus:
- Cristo!... Cristo!...
Volta a serenidade ao seio do guerreiro branco,
mas todas as vezes que seu olhar pousa sobre a virgem
tabajara, ele sente correr-lhe lhe pelas veias uma onda de
ardente chama. Assim quando a criança imprudente
revolve o brasido de intenso fogo, saltam as faúlhas
inflamadas que lhe queimam as faces.
Fecha os olhos o cristão, mas na sombra de seu
pensamento surge a imagem da virgem, talvez mais bela.
Embalde chama o sono às pálpebras fatigadas; abrem-se,
abrem
malgrado seu.
Desce-lhelhe do céu ao atribulado pensamento uma
inspiração.
- Virgem formosa do sertão, esta é a última noite
que teu hóspede dorme na cabana de
Araquém, onde nunca ca viera, para teu bem e
seu. Faze que seu sono seja alegre e feliz.
- Manda; Iracema te obedece. Que pode ela
para tua alegria?
O cristão falou submisso, para que não o ouvisse o
velho Pajé:
- A virgem de Tupã guarda os sonhos de jurema
que são doces e saborosos!
Um triste sorriso pungiu os lábios de Iracema:
- O estrangeiro vai viver para sempre à cintura
da virgem branca; nunca mais seus olhos
verão a filha de Araquém, e ele já quer que o
sono feche suas pálpebras, e que o sonho o
leve à terra de seus irmãos!
( ... )

1. Em “Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as


estrelas, filhas da lua,, que esperam a volta da mãe
ausente.”, o trecho sublinhado é um:

2. Justifique o uso do acento indicativo de crase, no trecho


... e que o sonho o leve à terra de seus irmãos!
ir

3.No trecho “Assim


Assim quando a criança imprudente revolve
o brasido de intenso fogo, saltam as faúlhas inflamadas
que lhe queimam as faces.” A expressão “assim quando”,
neste trecho, estabelece uma relação de:

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EXERCÍCIOS 1 – ( ) maldade 9 – ( ) cordialidade


2 – ( ) anteontem 10 – ( ) enriquecer
MORFOLOGIA 3 – ( ) gurizada 11 – ( ) prateado
4 – ( ) vaivém 12 – ( ) enlouquecer
01. Forme dois cognatos de cada palavra dada a seguir, 5 – ( ) reanimar 13 – ( ) pinguço
usando o processo de sufixação. 6 – ( ) criado-mudo 14 – ( ) casebre
1 – triste 4 - forma 7 – ( ) pernalta 15 – ( ) perigoso
2 – cavalo 5 - formiga 8 – ( ) girassol 16 – ( ) esquentar
3 – porta 6 - fácil
08. Complete as frases com palavras que apresentam
02. Usando o processo de sufixação, forme adjetivos das sufixos indicadores de ação. Veja o exemplo:
exemplo
palavras dadas a seguir:
1 – amor 4 - medo Aquele que peca é pecador.
2 – inveja 5 - carinho 1 – Aquele que produz é...
3 – riso 6 – horror 2 – Aquele que conduz é...
3 – Aquele que estuda é...
03. Usando sufixos que indicam ação ou resultado de 4 – Aquele que reprime é...
ação, forme substantivos derivados dos verbos a seguir. 5 – Aquele que agride é...
1 – demonstrar 6 - ignorar 6 – Aquele que se opõe é...
2 – informar 7 - deter 7 – Aquele que defende é...
3 – montar 8 - nomear 8 – Aquele que pede é...
4 – frustrar 9 - reter
5 – discordar 10 – corrigir ESTRUTURA DAS PALAVRAS

04. Usando a derivação regressiva, forme substantivos de 1 – Identifique a série em que os prefixo têm o mesmo
cada um desses verbos. significado:
1 – pescar 6 - pular a) contradizer, antídoto
2 – combater 7 - gritar b) desfolhar, epiderme
3 – tocar 8 - fugir c) decapitar, hemiciclo
4 – vender 9 - comprar d) supercílio, acéfalo
5 – cortar 10 – chorar e) semimorto, perianto

05. Considerando o processo de formação indicado para 2 – Das afirmações abaixo:


as palavras a seguir, coloque C (certo) ou E (errado),
fazendo as correções necessárias. I – as palavras deselegância, realidade
rea e baianos são
1 – desmentir (sufixação) formadas pelo processo de derivação;
2 – acalmar (parassíntese) II – as palavras afasto, chamei e surgir estão flexionadas
3 – entardecer (sufixação) respectivamente pelas desinências –o, -ei, -ir;
4 – fogueira (sufixação) III – as palavras és e baianos apresentam a desinência –s,
5 – mentira (derivação regressiva) que indica plural.
6 – pedreira (prefixação)
7 – tolice (sufixação) Apenas:
8 – esfriar (parassíntese) a) I está correta.
b) III está correta.
06. Usando os prefixos negativos i, in (ou im), forme c) I e III estão corretas.
adjetivos que substituam os termos destacados. d) I e II estão corretas.
e) II está correta.
Exemplo: Compromisso que não se pode adiar.
adiar
Compromisso inadiável. 3 – Assinale a única alternativa em que a primeira palavra
apresenta prefixos e a segunda, sufixo.
1 – Emoção que não se pode explicar.
2 – Letra que não se consegue ler. a) desgraças – pimenta
3 – Objeto que não se pode ver. b) incomodo – realmente
4 – Time que não se consegue vencer. c) tristeza – realmente
5 – Homem que não se pode corromper. d) refresco – ninguém
6 – Acidente que não se pode evitar. e) ridículo – carnaval
7 – Fato que não se pode prever.
8 – Sensação que não se consegue descrever.
descrever 4 – Assinale a alternativa em que o significado do radical
esteja errado:
07. Indique o processo de formação das palavras a seguir, a) hidro: água (exemplo: hidráulico)
usando este código: b) pisci: peixe (exemplo: piscicultura)
(a) Prefixação (d) Justaposição c) bio: vida (exemplo: biologia)
(b) Sufixação (e) Aglutinação d) agri: campo (exemplo: agricultura)
(c) Parassíntese e) antropo:
po: antigo (exemplo antropologia)

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FORMAÇÃO DAS PALAVRAS


a) composição, e derivação prefixal
p e sufixal.
1 – Assinale a alternativa em que as palavras não sejam b) Derivação prefixal e sufixal, e composição.
cognatas: c) Composição por hibridismo, e composição prefixal e
a) tristeza – entristecido sufixal.
b) previsão – imprevisto d) simples flexão, e derivação prefixal e sufixal.
c) maresia – maremoto e) simples derivação, e composição sufixal e prefixal.
d) internacional – intercâmbio
e) ilusionista – desilusão 8 – Tomando como referência os processos de formação
de palavras ,dada a relação com o som produzido pelos
2 – Modelo: nobre – enobrecer eqüinos quando em movimento, a palavra Pocotó é
Observe que o termo enobrecer formou-se se a partir de formada a partir de uma:
nobre com o auxílio de um prefixo e de um sufixo. a) prefixação. b) sufixação. c) onomatopéia.
d) justaposição. e) Aglutinação
Abaixo, apresentamos pares de palavras. Em apenas um
caso não se surgiu o modelo apresentado. Assinale a QUESTÕES SOBRE ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO E
alternativa correspondente. CONJUNÇÃO
a) triste – entristecer
b) escuro – escurecer 1) (UFF) Assinale a opção em que a palavra apresenta
c) gordo – engordar classe diferente das demais.
d) duro – endurecer (A) Vive dentro de mim a mulher roceira, bem parideira.
e) rico – enriquecer (B) Vive muito dentro de mim a mulher da vida, bastante
desprezada.
3 – Leia atenciosamente as afirmativas abaixo. (C) Vive tão dentro de mim as
a mulheres tristes,
esquecidas...
I – No vocábulo surradíssimo, observa-se se a derivação (D) Vive dentro de mim a mulher cozinheira, nada
sufixal. valorizada.
II – Os vocábulos sorriso, arterial e ironizar são formados (E) Vive dentro de mim poucas mulheres do povo, sem
por sufixos nominais. sonhos.
III – Patologia é formado por hibridismo.
RIO) Em “não a deixo mais”, o advérbio mais
2) (UNI-RIO)
Está(ão) correta(s) a(s) alternativa (s): exprime uma circunstância de:
a) I e II. b) II. c) I. d) I,II e III. a) tempo b) intensidade c) negação
d) dúvida e) inclusão
4 – Assinale a alternativa cujos vocábulos são,
respectivamente, formados pelo mesmo processo: 3) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que altera
vitimadas, amoral, arterial. sensivelmente sentido de “Era trabalho para o bando.
a) Patologia, diariamente, televisiva. Deixou tudo de lado para o serviço que fazia com toda a
b) Grandeza, imortal, positividade. sua alma”.
c) Stress, imunológico, risonho. a) Era trabalho para o bando, porquanto deixou tudo de
d) Prevenção, interferência, recorrência. lado para o serviço que fazia com toda a sua alma.
b) Era trabalho para o bando, por conseguinte deixou tudo
5– O prefixo assinalado em “desvario” expressa: de lado para o serviço que fazia com toda a sua alma.
c) Era trabalho para o bando; deixou, pois, tudo de lado
a) negação. b) cessação. c) ação contrária. para o serviço que fazia com toda a sua alma.
d) separação. e) intensificação. d) Como era trabalho para o bando, deixou tudo de lado
para o serviço que fazia com toda a sua alma.
6 – A palavra economiopia segue o mesmo modelo de e) Porque era trabalho para o bando, deixou tudo de lado
formação lexical presente em: para o serviço que fazia com toda a sua alma.
a) “aguardente”. b) “pé-de-moleque”. c) “passatempo”.
d) “minissaia”. e) “antidemocrático”. 4) (UFF) Em “Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas
o papel.” A preposição assinalada introduz uma idéia de:
7 – Pneumotórax, palavra que dá título ao famoso poema
de Manuel Bandeira, é vocábulo constituído de dois a) conseqüência b) causa c) condição d) fim e) modo
radicais gregos (pneum[o] - + - tóxax). Significa o
procedimento médico que e consiste na introdução de ar na 5) (UFRJ) Junte as duas orações em destaque através de
cavidade pleural, como forma de tratamento de moléstias um conectivo que expresse a relação
re significativa existente
pulmonares, particularmente a tuberculose. Tal entre elas. “Lá vem Mãe Nácia co briga. Não é domingo?
enfermidade é referida no diálogo entre médico e paciente, Estou descansando.”
quando o primeiro explica a seu cliente que ele tem “uma
escavação
avação no pulmão esquerdo e o pulmão direito
inflamado”. Esta última palavra é formada com base em
um radical: filtro. Quando à formação vocabular, o título do
poema e o vocábulo infiltrado são constituídos,
respectivamente, por:

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CLASSE DE PALAVRAS a) conjunção explicativa. b) conjunção integrante.


c) pronome relativo. d) advérbio interrogativo.
1. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos e) preposição acidental.
sentidos podem ser modificados pelo advérbio são:
a) adjetivo - advérbio - verbo. 11. Em "Escrever é alguma coisa extremamente forte, mas
b) verbo - interjeição - conjunção. que pode me trair e me abandonar.", as palavras
palavr grifadas
c) conjunção - numeral - adjetivo. podem ser classificadas como, respectivamente:
d) adjetivo - verbo - interjeição. a) pronome adjetivo - conjunção aditiva.
e) interjeição - advérbio - verbo. b) pronome interrogativo - conjunção aditiva.
c) pronome substantivo - conjunção alternativa.
2. Das palavras abaixo, faz plural como "assombrações" d) pronome adjetivo - conjunção adversativa.
a) perdão. b) bênção. c) alemão. d) cristão. e) capitão. e) pronome interrogativo - conjunção alternativa.

3. Na oração "Ninguém está perdido se der amor...", a 12. Marque o item em que a análise morfológica da palavra
palavra grifada pode ser classificada como: sublinhada não está correta:
a) advérbio de modo. b) conjunção adversativa. a) Ele dirige perigosamente - (advérbio).
c) advérbio de condição. d) conjunção condicional. b) Nada foi feito para resolver a questão - (pronome
e) preposição essencial. indefinido).
c) O cantar dos pássarosros alegra as manhãs - (verbo).
4. Marque a frase em que o termo destacado expressa d) A metade da classe já chegou - (numeral).
circunstância de causa: e) Os jovens gostam de cantar música moderna - (verbo).
a) Quase morri de vergonha.
b) Agi com calma. 13. Das classes de palavra abaixo, as invariáveis são:
c) Os mudos falam com as mãos. a) interjeição - advérbio - pronome possessivo.
d) Apesar do fracasso, ele insistiu. b) numeral - substantivo - conjunção.
e) Aquela rua é demasiado estreita. c) artigo - pronome demonstrativo - substantivo.
d) adjetivo - preposição - advérbio.
5. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido: e) conjunção - interjeição - preposição.
a) O soldado amarelo falava muito bem.
b) Havia muito bichinho ruim. 14. O substantivo composto que está indevidamente
c) Fabiano era muito desconfiado. escrito no plural é:
d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão. a) mulas-sem-cabeça. b) cavalos-vapor.
caval
e) Muito eficiente era o soldado amarelo. c) abaixos-assinados. d) quebra-mares.
quebra
e) pães-de-ló.
6 . A flexão do número incorreta é:
a) tabelião - tabeliães. b) melão - melões 15. "Paula mirou-sese no espelho das águas": Esta oração
c) ermitão - ermitões. d) chão - chãos. contém um verbo na voz:
e) catalão - catalões. a) ativa. b) passiva analítica. c) passiva pronominal.
d) reflexiva recíproca. e) reflexiva.
7. A classe de palavras que é empregada para exprimir
estados emotivos: 16. Na frase: "Apieda-tete qualquer sandeu", a palavra
a) adjetivo. b) interjeição. c) preposição. sandeu (idiota, imbecil) é um substantivo:
d) conjunção. e) advérbio. a) comum, concreto e sobrecomum
b) concreto, simples e comum de dois gêneros.
8. Em "Tem bocas que murmuram preces...", a seqüência c) simples, abstrato e feminino.
morfológica é: d) comum, simples e masculino
a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo
verbo-substantivo. e) simples, abstrato
trato e masculino.
b) verbo-substantivo-conjunção integrante--verbo-
substantivo. 17. Em "Imaginou-o, o, assim caído..." a palavra destacada,
c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa
nativa-verbo- morfologicamente e sintaticamente, é:
adjetivo. a) artigo e adjunto adnominal.
d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo
verbo-substantivo. b) artigo e objeto direto.
e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo--substantivo. c) pronome oblíquo e objeto direto.
d) pronome oblíquo e adjunto adnominal.
9. A alternativa que possui todos os substantivos e) pronome oblíquo e objeto indireto.
corretamente colocados no plural é:
a) couve-flores / amores-perfeitos / boas-vidas.
vidas. 18. O item em que temos um adjetivo em grau superlativo
b) tico-ticos / bem-te-vis / joões-de-barro. absoluto é:
c) terças-feiras / mãos-de-obras / guarda-roupas.
roupas. a) Está chovendo bastante.
d) arco-íris / portas-bandeiras / sacas-rolhas.
rolhas. b) Ele é um bom funcionário.
e) dias-a-dia / lufa-lufas / capitães-mor.

10. "...os cipós que se emaranhavam..." . A palavra


sublinhada é:

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CONCORDÂNCIA NOMINAL 45 - Agora todos estão [salvos / salvo], exceto o velho


barqueiro.
Faça a Concordância Correta, rasurando o 46 - Os rapazes nos pagaram somente com muito
termo incorreto. [obrigados / obrigadas / obrigado].
• Exemplo: Estamos [quite/ quites] com o serviço militar. 47 - A casa estava [meia / meio] velha antes da reforma.
48 - Fiquem [alerta / alertas] rapazes.
01 - Nós temos [bastante / bastantes] razões para 49 – Esperava [menas / menos] pergunta naquela prova.
impugnar sua candidatura. 50 - A maçã é [bom / boa] para os dentes.
02 – Estavam [bastante / bastantes] informados sobre toda 51 - É [proibida / proibido] a permanência de veículos
a situação. neste local.
03 - Aquela decisão me custou muito [caro /cara]. 52 - Você é inteligente, [de maneiras / de maneira] que vai
04 - Acolheu-meme com palavras [meio / meias] tortas. aprender.
05 - Os processos estão [incluso / inclusos / inclusas] na 53 - Segue [anexo / anexa] a biografia que você pediu.
pasta. 54 - Está [inclusas / incluso / inclusa]
i na nota a taxa de
06 - As folhas trinta e [duas / dois] do processo, fez o juiz serviços.
uma observação. 55 - Estou [quite / quites] com as crianças.
07 - Seguem [anexo /anexos / anexa /anexas] as faturas. 56 - Procure comer [bastantes / bastante] frutos.
08 – [É
É proibido / proibidas] conversas no recinto. 57 - Todas as guarnições militares estavam [alerta /
09 - Vocês estão [quite / quites] com a mensalidade? alertas].
10 - Hoje temos [menas / menos] lições. 58 - Muito [obrigado / obrigada / obrigados / obrigadas]
11 - Água é [boa / bom] para rejuvenescer. disseram elas.
12 - Ela caiu e ficou [meio / meia] tonta. 59 - Você é estudante, [de modos / de modo] que pode
13 - Elas estão [alerta / alertas]. cometer muitas asneiras.
14 - As duplicatas [anexo / anexa / anexas] já foram 60 - A carne está [meia / meio] estragada
resgatadas. 61 - A lista de ofertas vai [anexo / anexa] ao pacote.
15 - Quando cheguei à escola era meio-dia dia e [meia / meio]. 62 - É [necessário / necessária] a virtude dos bons
16 - A lealdade é [necessária / necessário]. 63 – Quero [meio / meia] porção de fritas.
17 – Estavam [bastante / bastantes] preocupados com a 64 - As janelas estavam [meio / meia] fechadas.
situação. 65 - Sua família tinha muito [menas / menos] riqueza que a
18 - As meninas me disseram [obrigado / obrigada / nossa.
obrigadas]. 66 - Examinamos [bastante / bastantes] planos.
19 - A porta ficou [meia / meio] aberta. 67 - Água de melissa é muito [bom / boa].
20 – [Anexo / Anexos] estamos enviando os documentos. 68 - Para trabalho caseiro é [bom / boa] uma empregada.
21 – É [permitido / permitida] entrada franca a estudantes. 69 - Naquela casa não é [permitido / permitida] a entrada.
22 – [Salvo / Salvos] os doentes, os demais partiram. 70 - Creio que ela ficou [meia / meio] frustrada com a
23 - As camisas estão custando [caro / cara]. notícia.
24 - Seu pai já está [quite / quites] com o meu? 71 - Os cheques estão [anexo / anexos] aos documentos?
25 - Escolhemos as cores mais vivas [possível / possíveis]. 72 - Examinamos [bastantes / bastante] projetos.
26 - É [necessário / necessária] muita fé. 73 - Seus quadros eram os mais clássicos [possível /
27 – Não é [necessário / necessária] a ação da polícia. possíveis].
28 - Maçã é [boa / bom] para os dentes. 74 - O governo destinou [bastante / bastantes] recursos.
29 – [Excetos / Exceto] os dois menores, todos foram 75 - Seguem [anexo / anexa / anexas / anexos] três
presos. certidões.
30 - A sala tinha [bastante / bastantes] carteiras, mas era 76 - Para quem esta entrada é [proibido / proibida]?
[meio / meia] escura. 77 - Coalhada é [boa / bom] para a saúde.
31 - Eram moças [bastante / bastantes] competentes. 78 - A coalhada dessa padaria é [bom / boa].
32 - As certidões [anexo o / anexa / anexos / anexas] devem 79 - Mais amor [menas / menos] confiança.
ser seladas. 80 - Suas Excelências estavam [acompanhadas /
33 - Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas. acompanhados] de suas esposas.
34 - É [proibido / proibida] a entrada neste recinto. 81 - A porta ficou [meio/ meia] aberta.
35 – Mãe viúva e filho moravam [junto / juntos] numa casa 82 - Hoje temos [menos / menas] lições.
modesta. 83 - As pêras custam [cara / caro].
36 – As matas foram [bastante / bastantes] danificadas 84 - Vocês estão [quites / quite] com a mensalidade?
pelo fogo. 85 - Tenho [bastantes / bastante] razões para ajudá-lo.
ajudá
37 – Bebida alcoólica não é [boa / bom] para o fígado 86 - Seguem [inclusa / inclusas] na pasta a carta e a
38 - Vossa Excelência está [enganada / enganado], Doutor procuração.
Juiz. 87 - As mordomias custam [cara / caro].
car
39 - Está [incluso / inclusa] no total o seu percentual de 88 - Esta viagem sairá [caro / cara].
comissão. 89 - Os documentos vão [incluso / inclusos] na carta.
40 - Tenho uma colega que é [meia / meio] ingênua. 90 – [Anexo / Anexos / Anexa] ao processo estavam os
41 - Ela apareceu [meio / meia] nua. documentos.
42 - Manuel está [meio / meia] gripado. 91 - Esta aveia é [boa / bom] para a saúde.
43 - As crianças ficaram [meia / meio] gripadas. 92 - Aquelas mercadorias custaram [caro / cara].
44 - Nunca fui pessoa de [meio / meia] palavra. 93 - Os mamões sempre custaram muito [caros / caro].
94 - Não tinham [bastante / bastantes] motivos para faltar.

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95 - Estou [quite / quites] com a tesouraria. REGÊNCIA VERBAL


96 - Eles faltaram [bastantes / bastante] vezes.
97 - Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas.
disc 1. Assinale a alternativa em que a regência verbal este em
98 - Há [bastante / bastantes] meses, falou-me
falou do seu desacordo com a norma culta:
grande amor. a) A iniciativa da acusação desagradou ao cliente.
99 - Pimenta é [boa / bom] para tempero. b) Os familiares da vítima aspiram a um resultado justo.
100 - Emocionada a moça agradeceu. Muito [obrigado / c) Uma equipe de advogados assiste ao acusado.
obrigada]! d) O advogado inescrupuloso visa somente seus próprios
101 - É [proibida / proibido] entrada. interesses.
102 - Ela está [quite / quites] com você? e) O povo assistiu perplexo ao julgamento.
103 - Agora é meio-dia e [meio / meia].
104 - Carla não quis sair porque está [meia / meio] 2.. Assinale a alternativa em que a regência verbal este em
cansada. desacordo com a norma culta:
105 – É [proibido / proibida] a caça nesta reserva. a) Não o informaram de que eu viria?
106 – Elas nunca saíram [juntas / junto], mas moram [junto b) Não lhe informaram que eu viria?
/ juntas]. c) Não lhe informaram de que eu viria?
107 – Ela não sabia disso [mesmo
mesmo / mesma]. d) Não desobedeça ao juiz.
108 - Essas funcionárias sempre chegam [juntos / juntas]. e) O chefe desta repartição era enérgico e ninguém lhe
109 - As crianças viajarão [junto / juntas] a mim. desobedecia.
110 - A filha e o pai chegaram [junto / juntas].
111 – Elas [mesmo / mesmas] fizeram a festa. 3.. As frases que seguem são comuns na língua popular.
112 - Aquelas mercadorias eram [barata a / barato]. Transcreva-as,adaptando-as as à norma culta.
113 – Os alunos [mesmo / mesmos] darão à redação final. a) Todo político visa apenas os seus interesses.
114 - Manoel e Virgílio estão [quite / quites] com o Serviço b) Ninguém conseguiu assistir
assist o jogo, sentado.
militar. c) O jornal vinha informando seus leitores que as
115 - A menina me disse [obrigado / obrigada]. condições das estradas eram precárias.
116 - Não tenho [meio / meios] para levar uma vida melhor. d) Ninguém lhe avisou de nada.
117 - Os mamões
mões ficaram [caros / caro] de uma hora para e) Discurso de político não agrada ninguém.
outra. f) À noite, em São Paulo, ninguém obedece farol vermelho.
118 - Você é perspicaz, [de formas / de forma] que
entendeu o que eu disse. 4. A regência verbal está correta em:
119 - A pimenta é [bom / boa] para tempero. a) Ele foi preso porque não pagou o advogado.
120 - A porta ficou [meio / meia] aberta. b) O julgamento a que assistimos foi emocionante.
121 - Esta questão tem sido apresentada [bastante [b / c) Aquela vaga que você aspirava já está preenchida.
bastantes] vezes. d) Não me simpatizo com pessoas que esquecem dos
122 - Ante ao perigo os guardas estavam [alertas / alerta]. amigos.
123 - Meu filho emagrecia a [olhos vistos / olho visto]. e) Prefiro ler um bom livro
ro do que ver qualquer filme.
124 - Vai [anexo / anexa] a declaração solicitada.
125 - As certidões [anexos / anexas] devem ser seladas. 5.. Como se sabe, o verbo “avisar” tem a mesma regência
126 - Tudo depende delas [mesmos / mesmas / mesmo]. que “informar”. Com base nesse dado, leia a passagem
127 – [Só / Sós] ela faria as lições [anexos / anexas]. que segue, extraída do Diário do ex-Presidente
ex Getúlio
128 - Alguns acham [possível / possíveis] navios de 800 Vargas:
mil toneladas. “Apareceu-me
me o senhor Oswaldo Aranha. Zangado,
129 - São eles [mesmos / mesmo] responsáveis pela julgava-se
se desconsiderado porque não lhe avisei da
derrota. inclusão, na lista, do Senhor Valadares, que alcunhava de
130 - As crianças estavam vam [bastante / bastantes] débil mental, incapaz, sem moralidade, etc.”
crescidas. a) O verbo “avisei” está usado de acordo com a regência
131 - Nós [mesmo / mesmos] edificaremos a casa. da norma culta escrita?
132 - Água tônica é [bom / boa] para o estômago. b) Caso não esteja usado corretamente, reescreva a
133 – [Anexo / Anexos] seguem os formulários. oração em que ocorre o verbo “avisar”, fazendo a
134 – Bebida alcoólica não é [permitida / permitido]. correção.
135 – Os fortes sentimentos
mentos vêm [junto / juntos].
136 – No Brasil, é [necessário / necessária] a importação 6.. Preencha os espaços com os pronomes pessoais
de trigo. oblíquos de terceira pessoa adequados:
137 – Ela [mesma / mesmo] agradeceu a homenagem a) Há profissões muito desvalorizadas no mercado:
recebida. ninguém aspira.......
138 – Os computadores custam [caros / caro]. b) Entrou em m cartaz um filme que trata de um julgamento
139 – Visitamos os mais belos museus [possível / por discriminação racial: meus amigos que ...... assistiram
possíveis]. gostaram.
140 – Nossas contas parecem as mais exatas [possível / c) Não ...... agradou a forma como o advogado conduziu a
possíveis]. defesa.
141 – Os juros estão o mais elevados [possível / d) A polícia informou ........ de que o político não podia
possíveis]. deixar o país.
142 – A situação do país é [meia / meio] incerta. e) Já ....... avisei que não há vagas.
f) Desisti desta vaga: visei ..... durante muitos anos.

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g) O advogado está irritado: o cliente não ..... obedeceu. c) Ninguém lhe avisou da tragédia.
d) Discurso de político não agrada ninguém.
7.. (CESGRANRIO) Assinale a alternativa em que a lacuna e) Esqueci-me
me do nome do livro.
não pode ser corretamente preenchida pela preposição
prepos
entre parênteses: SINTAXE
a) Era Isaura a escrava ....... quem Álvaro se havia referido
com enorme carinho. (a) 1. Classifique o sujeito das orações:
b) Era Isaura a escrava ....... quem Álvaro havia lutado com
todas as suas forças. (por) a. Diariamente desfilavam diante do portão mulheres
c) Era Isaura a escrava ....... quem Álvaro havia trazido a silenciosas e magras.
esperança de liberdade. (para) b. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de
d) Era Isaura a escrava ....... quem Álvaro havia uma criança.
conversado durante toda a tarde. (com) c. Era um ser encardido.
e) Era Isaura a escrava ....... quem Álvaro havia oferecido d. Segurava uma lata na mão.
seus préstimos. (de) e. Alguém os observava pelo portão entreaberto.
f. Necessitava-se
se de coragem.
8.. (CESGRANRIO) A frase que não se completa g. A mulher e o marido resolveram sair daquela casa.
adequadamente
mente com a forma colocada entre parênteses h. Vivia-se
se confortavelmente naquela casa.
está na opção: i. Fiquei deprimido com a sua ausência.
a) Trata-se
se de leis severas ........ convém à sociologia do
direito investigar. (que) 2. Circule os verbos, classifique-os,
classifique destaque o predicado
b) Trata-se
se de leis severas ......... estudo só pode ser feito classificando-o.
por esses sociólogos. (cujo)
c) Trata-se de leis severas .......... a sociologia do direito a. E agora colhia água com a lata.
deve cuidar. (de que) b. Iniciou-se uma cautelosa
losa retirada.
d) Trata-se
se de leis severas....... muitos democratas irão c. A mulher e o marido ficaram horrorizados.
aspirar. (que) d. Ele tomava seu gim-tônico
tônico no terraço.
e) Trata-se
se de leis severas ......... muitos democratas e. Deixaram o casal aterrorizado.
chegarão a antipatizar. (com que) f. A mulher continuou assustada.
g. A mulher continuou no portão.
ernativa gramaticalmente
9. (FUVEST) Assinale a alternativa h. A mulher parecia desafiadora.
correta: i. A dona de casa ficou assustada.
a) Não tenham dúvidas que ele vencerá. j. A dona de casa ficou na cadeira.
b) O escravo ama e obedece o seu senhor. k. O homem achou os vizinhos desafiadores.
c) Prefiro estudar do que trabalhar.
d) O livro que te referes é célebre. 3. Indique a função sintática dos termos destacados.
e) Se lhe disserem que não o respeito, enganam-no.
enganam
a. ... não lhes poupei água..
10. (MACK – SP/ ADAPTADA) Empregue corretamente o b. “Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou.”
pronome relativo nestes períodos: c. “Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só.”
I – O desafio ......... que me refiro é tão ambicioso quanto d. “Toda casa era um corredor.”
corredor
os objetivos ....... você visa. e. “Bocas raivosas mastigam.”
II – As promessas ......... ela duvidava não eram piores do f. “Encontrei o canário mudo.”
que os sonhos .......... ela sempre se lembrava. g. O pássaro mudo fica fora da gaiola.
III – Já foi determinada a casa ........ ficaremos alojados, é h. “Faz um mês que a senhora está longe de casa.”
o lugar ....... iremos no começo das férias. i. Diariamente desfilavam diante do portão aquelas
IV – O desagradável incidente ..... você aludiu hoje á tarde mulheres silenciosas.
revela-nos
nos segredos ....... nunca tivemos acesso. j. O marido, fascinado,, assistiu
assis a toda a cena.
V – Os alunos os ....... notas estão aqui devem pedir perdão à k. As pessoas estavam organizadas para um protesto.
professora ...desobedeceram. l. A mulher tomava um banho de Sol.
m. O rapaz é lindo.
11.. Assinale a alternativa que está em desacordo com a
língua culta escrita quanto à regência verbal: 4. Adicione Complementos Nominais aos nomes:
a) Agradou a todos saber que no feriado estava previsto
bom tempo. a. O homem ficou assustado
b) Não lhe
he desagradou a chegada do hóspede. b. Os vizinhos sentiram necessidade
c) Era preciso prevenir o povo dos riscos do novo c. A mansão ficava perto
medicamento.
d) Ninguém lhe informou de que o telefone tinha mudado. 5. Na oração: “Foram chamados às pressas todos os
e) Trata-se
se de uma carreira desprestigiada: poucos vaqueiros da fazenda vizinha”, o núcleo do sujeito é:
aspiram a ela. a) todos; b) fazenda; c) vizinha; d) vaqueiros; e) pressas.

12. A regência verbal está correta em: 6.. Assinale a alternativa em que o sujeito está
a) Jerônimo não perdoará o pai. incorretamente classificado:
b) Aquele cargo que você visava não existe mais.

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a) chegaram, de manhã, o mensageiro e o guia (sujeito 16.Na expressão: “por


por todos era apedrejado o Luizinho”, o
composto); termo grifado é:
b) fala-se
se muito neste assunto (sujeito indeterminado); a) objeto direto; b) objeto indireto; c) sujeito;
c) vai fazer frio à noite (sujeito inexistente); d) complemento nominal; e) agente da passiva.
d) haverá oportunidade para todos (sujeito inexistente);
e) não existem flores no vaso (sujeito inexistente).
inexi 17. Dentretre as orações abaixo, uma contém complemento
nominal. Qual?
7.Em
.Em “Éramos três velhos amigos, na praia quase a) Meu pensamento é subordinado ao seu.
deserta”, o sujeito desta oração é: b) Você não deve faltar ao encontro.
a) subentendido; c) Irei à sua casa amanhã.
b) claro, composto e determinado; d) Venho da cidade às três horas.
c) indeterminado; e) Voltaremos pela rua escura ...
d) inexistente;
e) claro, simples e determinado. 18. Assinale a alternativa
tiva em que o termo grifado é adjunto
adnominal:
8.Marque
.Marque a oração em que o termo destacado é sujeito: a) Sua falta aos encontros sufocava o nosso amor.
a) Houve muitas brigas no jogo; b) Ela é uma fera maluca.
b) Ia haver mortes,, se a polícia não interviesse; c) Ela é maluca por lambada nacional.
c) Faz dois anos que há bons espetáculos; d) Não tenho medo da louca.
d) Existem muitas pessoas desonestas; e) O amor de Deus é o primeiro mandamento.
e) Há muitas pessoas desonestas.
19.Em “a linguagem do amor está nos olhos” – os termos
9.. Indique a única frase que não tem verbo de ligação:
lig grifados são respectivamente:
a) o sol estava muito quente; a) complemento nominal e predicativo do sujeito;
b) nossa amizade continua firme; b) adjunto adnominal e predicativo do sujeito;
c) suas palavras pareciam sinceras; c) adjunto adnominal e objeto direto;
d) ele andava triste; d) complemento nominal e adjunto adverbial;
e) ele andava rapidamente. e) adjunto adnominal
ominal e adjunto adverbial.

10. Considere a frase: “Ele andava triste porque 20.. “Diga ao povo que fico” é um período:
não encontrava a companheira”, os verbos grifados são
sã a) simples;
respectivamente: b) composto por coordenação;
a) transitivo direto - de ligação; c) composto por subordinação;
b) de ligação - intransitivo; d) composto por coordenação e subordinação;
c) de ligação - transitivo - indireto; e) composto de três orações.
d) transitivo direto - transitivo indireto;
e) de ligação - transitivo direto. 21.. “Saúde e felicidade são as minhas aspirações
as na vida”
– nessa expressão o sujeito é:
11.Na
.Na praça deserta um homem caminhava - o sujeito é: a) simples; b) composto; c) indeterminado;
a) indeterminado; b) inexistente; c) simples; d) oculto; e) oração sem sujeito.
d) oculto por elipse; e) composto.
22.Na
.Na expressão: “Ordem e progresso, esse é o nosso
12.Na
.Na oração:”Anunciaram grandes novidades” - o sujeito lema” – o sujeito é:
é: a) simples; b) composto; c) indeterminado;
indeterminado
a) simples; b) composto; c) indeterminado; d) oculto; e) inexistente.
d) elíptico; e) inexistente.
23.. Já na expressão “O prefeito Odorico nomeou Dirceu
13. “O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da Borboleta ajudante de ordens” – as palavras grifadas
cidade pelo vento”. O termo grifado é: funcionam como:
a) sujeito; b) objeto direto; c) objeto indireto; a) objeto direto; b) objeto indireto; c) predicativo do sujeito;
d) complemento nominal; e) agente da passiva. d) aposto; e) predicativo do objeto

14.“Eu
.“Eu andava satisfeito com o mundo e comigo mesmo”, 24.O
.O verbo de “confio este carro à distinção dos senhores
o período é: passageiros” é:
a) simples; a) transitivo direto; b) transitivo indireto;
b) composto por coordenação; c) transitivo direto e indireto; d) intransitivo; e) de ligação.
c) composto por subordinação;
d) composto por coordenação e subordinação; 25.. Em: “Era inverno e fazia frio” – há duas orações cujos
e) composto de duas orações. sujeitos são respectivamente:
a) inexistente e indeterminado;
15. Na oração “Mestre Reginaldo, o impoluto,
impoluto é uma b) indeterminado e inexistente;
sumidade no campo das ciências” - o termo grifado é: c) inexistente e inexistente;
a) adjunto adnominal; b) vocativo; c) predicativo; d) indeterminado e indeterminado;
d) aposto; e) sujeito simples. e) N. R. A. porque ambos são compostos.

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26. Qual o período simples? b) Não iria além de um vice-campeonato.


campeonato.
a) Encontrará, talvez, no caminho
minho da vida, asperezas, c) As águas trafegam furiosas.
ingratidões, grosserias, injustiças, brutalidades. . .; d) Atropelaram um boi lá na gentil.
b) Quem sabe se não encontrará inimigos cruéis e e) No lugar só ficou a surpresa.
“amigos” pérfidos;
c) Dorme, dorme meu anjinho, que a “Mamã” vela por ti...; 34.Na
Na oração: “Diziam que ele era igualzinho a meu pai”, o
d) Ela defende-o e protege-o; sujeito da primeira oração é:
e) Faz cinco anos que o procuro. a) simples; b) composto; c) indeterminado;
d) inexistente; e) oculto.
27.Confiamos no futuro Desconhecemos as coisas do
futuro. Temos confiança no futuro 35.Dê
.Dê a função sintática do elemento grifado: “Mestre

- Nas expressões acima, os termos grifados funcionam Cupijó, ouviu-se
se há dias a sua grande obra”.
respectivamente, como: a) adjunto adnominal; b) sujeito; c) vocativo;
a) objeto indireto; adjunto adnominal; complemento d) aposto; e) objeto direto.
nominal;
b) objeto indireto; complemento nominal; objeto indireto; 36.. Em: “o homem não gosta de reconhecer a
c) objeto indireto; objeto indireto; complemento nominal; inevitabilidade de uma morte natural . . .”, a expressão
d) objeto direto; adjunto adnominal; objeto indireto; grifada é:
e) objeto direto; sujeito;
ujeito; complemento nominal. a) adjunto adnominal; b) adjunto adverbial;
adv
c) complemento nominal; d) agente
ag da passiva;
28.. Em: “faz anos que não chove no sertão” – há duas e) sujeito.
orações com sujeito:
a) simples; b) composto; c) indeterminado; 37.. “Ué, gente: vocês ainda não foram pra sala? !” – o
d) inexistente; e) elíptico. sujeito:
a) simples; b) composto; c) indeterminado;
29.Em: “pediram-me me papai e mamãe que eu fosse mais d) inexistente; e) oculto.
audacioso”:
a) o sujeito da primeira oração é simples e o da segunda é 38. Em: “Bebe que é doce, papai”
papai – a palavra grifada
inexistente; funciona como:
b) o sujeito da primeira oração
ção é composto e o da a) sujeito; b) aposto; c) vocativo;
segunda, é simples; d) adjunto adverbial; e) adjunto adnominal.
c) o sujeito da primeira oração é indeterminado e o da
segunda, inexistente; CRASE
d) o sujeito da primeira oração é inexistente e o da
segunda indeterminado; 1. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de
e) o sujeito da primeira oração é composto e o da segunda crase é facultativo?
inexistente. a) Minhas idéias são semelhantes às suas.
b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz
piolhos rezava baixinho . .
30. Em: “À boca da noite a cata-piolhos c) Dei um presente à Mariana.
.” , o sujeito é: d) Fizemos alusão à mesma teoria.
a) simples; b) composto; c) indeterminado; e) Cortou o cabelo à Gal Costa.
d) inexistente; e) oculto.
2. "O pobre fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___
31.Em
.Em qual das alternativas o verbo grifado é de ligação? que acontece ao seu redor".
a) Quando você pára, eu continuo. a) à - a - aquilo b) a - a - àquilo c) a - à - àquilo
b) Amélia continua mulher de verdade. d) à - à - aquilo e) à - à – àquilo
c) Esta “droga” de relógio não anda.
d) Andei dois quilômetros a pé. 3. "A casa fica ___ direita de quem sobe a rua, __-
__ duas
e) Nos primeiros dias aprendi ass notas musicais. quadras da Avenida Central".
a) à - há b) a - à c) a - há
32.O predicado é nominal em: d) à - a e) à – à

I - Você acha Cristina bonita, mamãe? 4. "O grupo obedece ___ comando de um pernambucano,
II - O mundo podia ser tranqüilo. radicado ___ tempos em São Paulo, e se exibe
III - “Zé Mané” não estava embriagado. diariamente ___ hora do almoço".
IV - O guarda noturno permanece atento a todos os a) o - à - a b) ao - há - à c) ao - a - a
perigos. d) o - há - a e) o - a – a
V - Os transeuntes ficaram assustados.
5. "Nesta oportunidade,
rtunidade, volto ___ referir-me
referir ___ problemas
a) I - II - III; b) II - III; c) II - IV; já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias".
d) III - IV - V - II; e) I - II - IV. a) à - àqueles - a - há b) a - àqueles - a - há
c) a - aqueles - à - a d) à - àqueles - a - a
33.. Dentre as orações abaixo, uma tem sujeito e) a - aqueles - à – há
indeterminado. Qual?
a) A nossa casa parecia uma arca de Noé.

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6. Assinale
inale a frase gramaticalmente correta: 18. Estava __________ na vida, vivia _____ expensas dos
a) O Papa caminhava à passo firme. amigos.
b) Dirigiu-se
se ao tribunal disposto à falar ao juiz. a) atoa - as b) a toa - à c) a tôa - às
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas. d) à toa - às e) à toa – as
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora a nada. 19. Estavam _____ apenas quatro dias do início das aulas,
mas ele não estava disposto _____ retomar os estudos.
7. O Ministro informou que iria resistir _____ pressões a) há - à b) a - a c) à - a
contrárias _____ modificações relativas _____ aquisição d) há - a e) a – à
da casa própria.
a) às - àquelas _ à b) as - aquelas - a 20. Disse _____ ela que não insistisse em amar _____
c) às àquelas - a d) às - aquelas - à e) as - àquelas – à quem não _____ queria.
a) a - a - a b) a - a - à c) à - a - a
8. A alusão _____ lembranças da casa materna trazia d) à - à - à e) a - à – à
_____ tona uma vivência _____ qual já havia renunciado.
a) às - a - a b) as - à - há c) as - a - à 21. Quanto _____ suas exigências, recuso-me
recuso _____ levá-
d) às - à - à e) às - a – há las _____ sério.
a) às - à - a b) a - a - a c) as - à - à
9. Use a chave ao sair ou entrar __________ 20 horas. d) à - a - à e) as - a – a
a) após às b) após as c) após das
d) após a e) após à 22. Quanto _____ problema, estou disposto, para ser
coerente __________ mesmo, _____ emprestar-lhe
emprestar minha
10. _____ dias não se consegue chegar _____ nenhuma colaboração.
das localidades _____ que os socorros se destinam. a) aquele - para mim - a b) àquele - comigo - a
a) Há - à - a b) A - a - a c) À - à - a c) aquele - comigo - à d) aquele - por mim - a
d) Há - a - a e) À - a – a e) àquele - para mim – à

11. Fique _____ vontade; estou _____ seu inteiro dispor 23. A lâmpada _____ cuja volta estavam mariposas _____
para ouvir o que tem _____ dizer. voar, emitia
tia luz _____ grande distância.
a) a - à - a b) à - a - a c) à - à - a a) a - à - à b) à - a - à c) a - à - a
d) à - à - à e) a - a – a d) a - a - a e) à - a – a

12. No tocante _____ empresa _____ que nos 24. Aquela candidata _____ rainha de beleza, quando foi
propusemos _____ dois meses, nada foi possível fazer. _____ televisão, pôs-se
se _____ roer as unhas.
a) àquela - à - à b) aquela - a - a c) àquela - à - há a) à - à - a b) à - a - à c) a - a - à
d) aquela - à - à e) àquela - a – há d) à - à - à e) a - à – a

13. Chegou-sese _____ conclusão de que a escola também 25. Eis o lema _____ sempre obedecia: ódio _____ guerra
é importante devido _____ merenda escolar que é e aversão _____ injustiças.
distribuída gratuitamente _____ todas as crianças. a) à que - à - as b) à que - à - às c) a que - à - às
a) à - à - à b) a - à - a c) a - à - à d) a que - à - as e) a que - a – as
d) à - à - a e) à - a – a
26. Faltou _____ todas as reuniões e recusou-se
recusou _____
14. A tese _____ aderimos não é aquela _____ obedecer _____ decisões da assembléia.
defendêramos no debate sobre os resultados da pesquisa. a) a - a - as b) a - a - às c) a - à - às
a) a qual - que b) a que - que c) à que - a que d) à - a - às e) à - à – às
d) a que - a que e) a qual a que
27. Expunha-se se _____ uma severa punição, porque as
15. Em relação _____ mímica, deve-sese dizer que ela ordens _____ quais se opunha eram rigorosas e
exerce função paralela _____ da linguagem. destinavam-se se _____ funcionárias daquele setor.
a) a - a b) à - à c) a - à d) à - aquela e) a – àquela a) a - as - às b) à - às - as c) à - as - às
d) à - às - às e) a - às – às
16. Foi _____ mais de um século que, numa reunião de
escritores, se propôs a maldição do cientista que reduzira 28. _____ alguns meses o Ministro revelou-se
revelou disposto
o arco-íris
íris _____ simples matéria: era uma ameaça _____ _____ abrir _____ discussões em torno do acesso dos
poesia. candidatos e dos partidos _____ televisão.
a) a - a - à b) há - à - a c) há - à - à a) A - a - as - à b) Há - a - às - a c) A - à - às - a
d) a - a - a e) há - a – à d) Há - à - as - à e) Há - a - as – à

17. A estrela fica _____ uma distância enorme, _____ 29. _____ Igreja cabe propugnar pelos princípios éticos
é e
milhares de anos-luz,
luz, e não é visível _____ olho nu. morais que devem reger _____ vida das comunidades,
a) a - à - à b) a - a - a c) à - a - a enquanto _____ política deve visar ao bem comum.
d) à - à - a e) à - a – à a) A - à - à b) À - a - a c) À - à - a
d) À - à - à e) A - a – a

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