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ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

TESTE DE SONDAGEM INICIAL

FUNDAMENTOS DAS OPERAÇÕES MILITARES

( VOLUME I )

COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO TESTE DE SONDAGEM INICIAL FUNDAMENTOS DAS OPERAÇÕES MILITARES ( VOLUME I

2015/2016

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2015/2016

A FORÇA TERRESTRE

VOLUME I - 1ª PARTE A FORÇA TERRESTRE

ÍNDICE DOS DOCUMENTOS

Nr

TÍTULO

ANEXO

1

FICHA DE ORIENTAÇÃO

-

2

OPERAÇÕES CONJUNTAS DAS FORÇAS ARMADAS

-

3

ORGANIZAÇÃO DOS ELEMENTOS DA FORÇA TERRESTRE

-

4

A FORÇA TERRESTRE COMPONENTE

-

5

PRINCÍPIOS DE GUERRA

-

* * *

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Doc Nr 1

FICHA DE ORIENTAÇÃO

1. FINALIDADE

Orientar o estudo dos oficiais alunos.

2. OBJETIVOS

a. Entender o emprego de uma força terrestre componente no contexto das operações

conjuntas.

b. Analisar

a

organização, as características, as possibilidades e as limitações dos diferentes

escalões da força terrestre.

c. Interpretar os princípios de guerra.

3.

TEMPO ESTIMADO

Estima-se em 6 horas o tempo necessário ao estudo.

4.

REFERÊNCIAS

a.

EB 20-MC-10.102 DOUTRINA MILITAR TERRESTRE

b.

EB 20-MC-10.103 OPERAÇÕES

c.

EB 20-MC-10.202 FORÇA TERRESTRE COMPONENTE

d.

MD 30-M-01 DOUTRINA DE OPERAÇÕES CONJUNTAS 1º Vol MD/2011

* * *

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Doc Nr 2

OPERAÇÕES CONJUNTAS DAS FORÇAS ARMADAS

NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

2-1 GENERALIDADES

A Sistemática de Planejamento de Emprego Conjunto das Forças Armadas (SisPECFA) apresentada na Doutrina de Operações Conjuntas, em seu ciclo completo, contempla:

a) no nível político, diretrizes, de responsabilidade do Comandante Supremo (CS);

b) no nível estratégico, diretrizes e planos, de responsabilidade do Ministério da Defesa;

c) no nível operacional, planos operacionais, de responsabilidade dos Comandos Operacionais ativados; e d) no nível tático, planos táticos e ordens de operações, de responsabilidade das Forças Componentes.

A simultaneidade na execução dos planejamentos operacionais e táticos tem por objetivo intensificar a sinergia entre os níveis (Fig 2-1), possibilitando que os mesmos estejam prontos e em condições de serem testados na situação de normalidade.

condições de serem testados na situação de normalidade. Fig 2-1 Níveis de Planejamento 2-2 NÍVEL POLÍTICO

Fig 2-1 Níveis de Planejamento

2-2 NÍVEL POLÍTICO

Estabelece os objetivos políticos do planejamento, preparo e emprego conjunto das Forças Armadas, orienta e conduz o processo global da conquista ou da manutenção desses objetivos e decide sobre o emprego das FA.

É representado pelo Presidente da República (Comandante Supremo das FA), que tem como órgão consultivo o Conselho de Defesa Nacional (CDN). A ele cabe, dentre outras atribuições, o estabelecimento dos objetivos políticos do conflito, a celebração de alianças, a formulação de diretrizes para as ações estratégicas de cada expressão do Poder Nacional, a observância do direito internacional e dos acordos existentes, e a definição das limitações ao

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emprego dos meios militares e ao uso do espaço geográfico.

As decisões e diretrizes emanadas desse nível conformam o poder militar em caso de emprego, dão sentido ao trabalho do planejamento estratégico, formulam o conceito político do planejamento e explicitam orientações e condicionantes aos planejamentos decorrentes. Estes itens serão consolidados por meio de uma Diretriz Presidencial de Emprego de Defesa (DPED).

2-3 NÍVEL ESTRATÉGICO

Os fundamentos do planejamento estratégico-militar são encontrados na legislação e nos documentos de mais alto nível do País, como a Constituição Federal, a Política Nacional de Defesa (PND), a Estratégia Nacional de Defesa (END) e as Leis Complementares que tratam da organização, do preparo e do emprego das Forças Armadas.

Transforma as condicionantes e as diretrizes políticas em ações estratégicas, voltadas para os ambientes externo e interno, a serem desenvolvidas, setorialmente pelos diversos ministérios, de maneira coordenada com as ações da expressão militar. Este nível desdobra-se em todas as expressões do Poder Nacional.

A “Etapa do Exame de Situação e Planejamento” abrange a produção dos Planos Estratégicos de Emprego Conjunto das Forças Armadas (PEECFA) pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), com a participação de representantes indicados pelas Forças e por outros órgãos governamentais, quando convidados a participar.

Os Planos Estratégicos são base para os Comandos Operacionais produzirem os Planos Operacionais, em decorrência dos quais os comandos das forças componentes desenvolvem os respectivos Planos Táticos.

O planejamento no nível estratégico deverá identificar, entre outros aspectos:

a) os objetivos políticos e estratégicos;

b) os centros de gravidade, do ponto de vista estratégico;

c) as condicionantes políticas ao planejamento;

d) o Estado Final Desejado;

e) a Estrutura Militar a ser estabelecida;

f) as áreas de responsabilidade dos Comandos Operacionais a serem ativados;

g)

os meios que poderão ser adjudicados aos Comandos Operacionais; e

 

h)

as

principais

ações

estratégicas

decorrentes,

incluindo

aquelas

avaliadas

como necessárias por segmentos das demais expressões do Poder Nacional.

2-4 NÍVEL OPERACIONAL

O Comandante Operacional elabora o planejamento militar da campanha, com base no PEECFA correspondente e demais diretrizes recebidas. Nesse nível, os principais conceitos estratégicos, objetivo e Estado Final Desejado, servem de base para o estabelecimento dos objetivos operacionais e das missões a serem atribuídas às forças componentes, observando a coerência com o Nível Estratégico.

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2-5 NÍVEL TÁTICO

É elaborado o planejamento das forças componentes, a partir do planejamento operacional do Comando Operacional ativado.

Empregam-se frações de forças militares, organizadas segundo características e capacidades próprias, para conquistar objetivos ou para cumprir as tarefas que lhe foram atribuídas. Nesse nível, ocorrem enfrentamentos entre forças oponentes e são utilizados procedimentos padronizados e técnicas associadas à especificidade de cada Força, sem prejuízo do grau de interoperabilidade necessário ao sucesso da campanha ou operação como um todo.

Uma vez decidido o emprego da F Ter, o planejamento e a condução das operações processam-se em 03 (três) níveis: estratégico, operacional e tático (Fig 2-2). A divisão estratificada dos níveis de planejamento é útil e necessária à organização de ideias e dos trabalhos, contudo os níveis de planejamento não devem ser entendidos como fases estanques. A relação de tempo e espaço no contexto vivenciado é que determinará aquilo que integra cada nível.

NÍVEL

AUTORIDADE

PRINCIPAIS DOCUMENTOS

   

Diretrizes Estratégicas:

ESTRATÉGICO

- Dtz Ministeriais

- Ministério da Defesa (MD)

- Dtz do Ch EMCFA

 

- Planos Estratégicos

OPERACIONAL

- Comandos Operacionais (Ativados)

- Dtz de Planejamento Operacional

- Planos Operacionais

   

- Dtz de Planejamentos Táticos

TÁTICO

- Forças Componentes

- Ordens de Operações

- Planos Táticos

Fig 2-2 Principais Documentos

OPERAÇÕES CONJUNTAS

2-6 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

As Operações Conjuntas (Op Cj) caracterizam-se pelo emprego de meios ponderáveis de mais de uma Força Singular, sob comando único.

Para o planejamento do emprego e o controle da execução das ações planejadas, será constituído um Estado-Maior Conjunto (EMCj).

as

necessidades de emprego.

Com exceção do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), que é um Comando Operacional Conjunto de caráter permanente, os demais Comandos Operacionais

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Os

Comandos

Operacionais

poderão

ser

conjuntos

ou

singulares,

conforme

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(sejam eles conjuntos ou singulares) terão caráter temporário e serão ativados em caso de:

a) agravamento de uma crise;

b) concretização de uma ou mais HE previstas na Estratégia Militar de Defesa (E Mi D); ou

c) ameaça não prevista nas HE.

2-7 TIPOS DE COMANDOS OPERACIONAIS

De acordo com o planejamento estratégico de uma HE, podem ser ativados os seguintes Comandos Operacionais, previstos na Estrutura Militar de Defesa (Etta Mi D):

a) Comando do Teatro de Operações (Cmdo TO);

b) Comando da Área de Operações (Cmdo A Op); e

c) Comando da Zona de Defesa (Cmdo ZD).

Além dos Comandos Operacionais, podem ser estabelecidas Forças Expedicionárias ou Forças de Paz com estruturas conjuntas ou singulares, destinadas a realizar ope- rações militares fora do território nacional, integrando uma estrutura político-militar aliada ou de um organismo internacional.

2-8 ÁREAS DE RESPONSABILIDADE DOS COMANDOS OPERACIONAIS

A cada Comando Operacional ativado será atribuída uma área de responsabilidade,

correspondente ao espaço geográfico no qual o Comandante terá autoridade para a condução das operações militares, inerentes à missão que lhe foi atribuída. Consistem em três

tipos básicos:

a) Teatro de O peraçõ es (TO);

b) Área de Operações (A Op); e

c) Zona de Defesa (ZD).

na

elaboração do PEECFA pelo EMCFA. Sua aprovação é atribuição do Comandante

Supremo, assessorado pelo Min Def.

A delimitação

das

áreas

de

responsabilidade

TO,

A

Op

e

ZD

,

ocorre

2-9 TEATRO DE OPERAÇÕES (TO)

É o espaço geográfico necessário à condução das operações militares, para o

cumprimento de determinada missão, englobando o necessário apoio logístico. Seus limites serão inicialmente estabelecidos por ocasião do planejamento estratégico para uma

determinada HE, podendo ser alterados mediante solicitação do Comandante do TO (ComTO) e autorização do Comandante Supremo, caso necessário.

Do ponto de vista operacional, o TO poderá ser subdividido em Áreas de Responsabilidade,

a serem atribuídas a cada uma das Forças Componentes diretamente subordinadas ao ComTO.

A parcela terrestre de um TO poderá possuir, no sentido da profundidade, duas zonas: a Zona de Combate (ZC) e a Zona de Administração (ZA), e estas deverão ter seus limites fixados pelo ComTO, por proposta do seu EMCj, devendo levar em consideração o espaço suficiente tanto para as manobras operacionais e táticas, quanto para as instalações logísticas e de Comando e Controle.

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2-10 ÁREA DE OPERAÇÕES (A Op)

É o espaço geográfico necessário à condução de operações militares, cuja magnitude dos meios e complexidade das ações não justifiquem a criação de um TO.

2-11 ZONA DE DEFESA (ZD)

As ZD são os espaços geográficos destinados à defesa territorial e constituídos pela divisão da Zona do Interior (ZI) parcela do território nacional não incluída no TO. As ZD poderão conter uma faixa marítima, de dimensões a serem definidas na sua criação, de acordo com as HE existentes.

A necessidade da criação de ZD, assim como as suas delimitações geográficas, será avaliada por ocasião da elaboração do respectivo PEECFA, ou caso a situação assim exija, na identificação de ameaça não visualizada nos planejamentos das HE.

2-12 FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DE UM COMANDO OPERACIONAL CONJUNTO

Um Comando Operacional Conjunto é organizado em forças componentes, as quais, a critério do seu comandante, podem ser (Fig. 2-3):

a) Forças Singulares Força Naval Componente (FNC), Força Terrestre Componente (FTC) e Força Aérea Componente (FAC); e/ou

b) Forças Conjuntas Força Conjunta (F Cj), Força-Tarefa Conjunta (FT Cj), Força Conjunta de Operações Especiais (F Cj Op Esp), Comando Logístico (C Log) e outras modalidades, tantas quanto forem necessárias.

* * *

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Doc Nr 3

ORGANIZAÇÃO DOS ELEMENTOS DA FORÇA TERRESTRE

ARMAS QUADROS E SERVIÇOS

3-1 GENERALIDADES

As Armas, Quadros e Serviços são conjuntos de pessoal e meios organizados em unidades de acordo com as suas funcionalidades, que desenvolvem atividades específicas nas operações. Ao longo do tempo, respondem à especialização imposta pela evolução dos meios, processos e procedimentos, o que requer novas competências individuais e capacidades operativas para cumprir sua missão.

Nas Armas, são reunidos os combatentes por excelência, a atividade-fim da profissão. Os Quadros contemplam militares que, de origem diversa, aglutinam-se dentro desses conjuntos com uma finalidade geral própria. Os Serviços que, como o termo indica, exerce uma atividade de apoio bem definida, normalmente de cunho logístico ou administrativo.

No âmbito da F Ter, as Armas dividem-se em dois grupos: as armas base (Infantaria e Cavalaria) e as Armas de Apoio ao Combate (Artilharia, Engenharia e Comunicações) e os Quadros e Serviços: Quadro de Material Bélico, e os Serviços de Intendência, Saúde, Veterinária e Assistência Religiosa.

3-1 INFANTARIA

A missão básica da Infantaria, no ataque, é cerrar sobre o inimigo a fim de destruí- lo ou capturá-lo, utilizando o fogo, o movimento e a ação de choque. Na defensiva, consiste em manter o terreno, detendo e repelindo o ataque inimigo por meio do fogo e do combate aproximado, ou destruindo-o pelo contra-ataque.

A característica essencial da Infantaria é sua aptidão para combater desembarcado, em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, conjugada à capacidade de deslocar-se e de combater utilizando quaisquer meios de transporte que lhe sejam proporcionados. Quando dotada de meios de transporte adequados, pode realizar operações ribeirinhas, aeroterrestres ou aeromóveis.

3-2 CAVALARIA

As características básicas da Cavalaria são definidas pela conjugação harmônica das peculiaridades de seus elementos blindados e mecanizados: mobilidade tática, potência de fogo, proteção blindada, ação de choque e comunicações ampla e flexível. Em decorrência dessas peculiaridades, resultam as características de emprego da arma: flexibilidade, capacidade de manobra, capacidade de combater, de durar na ação, de informar e de cobrir-se.

A Cavalaria mecanizada constitui elemento móvel e potente, capaz de conduzir ações de Reconhecimento, de Vigilância e de Segurança. A Cavalaria blindada constitui importante elemento de decisão, sendo particularmente apta para as ações ofensivas que exijam elevado poder de choque e para as ações dinâmicas de defesa decisivas. Participa da Função de Combate

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Movimento e Manobra, por ser apta a posicionar-se em situação de vantagem em relação ao oponente.

3-3 ARTILHARIA

Tem por missão apoiar as armas base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação. Suas principais características são a precisão e a rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.

A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da F Ter. Suas unidades e

subunidades podem ser dotadas de morteiros, obuseiros, e lançadores de mísseis e/ou foguetes. Os Sistemas de Mísseis e Foguetes complementam o apoio de fogo prestado pela artilharia de tubo, executando fogos de aprofundamento do combate, bem como realizando fogos em apoio às operações conjuntas. A Artilharia de Campanha participa da Função de Combate Fogos, apoiando

o Movimento e a Manobra.

A artilharia antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativada, realiza a defesa

antiaérea de forças, instalações ou áreas. A Artilharia Antiaérea participa da Função de Combate

Proteção, ao preservar a F Ter, quer seja o homem, as organizações ou as estruturas estratégicas.

3-4 ENGENHARIA

A Engenharia tem como missão principal apoiar, com as vertentes de combate e construção, os elementos de emprego da F Ter nas operações desencadeadas no amplo espectro dos conflitos. Participa das Funções de Combate: Movimento e Manobra,

proporcionando mobilidade às armas base e contramobilidade ao inimigo; Proteção, aos órgãos

e estruturas de combate; Logística, em diversas atividades; dentre outras.

A Engenharia é importante vetor na prevenção de ameaças, no gerenciamento de crises

e/ou na solução dos conflitos armados. A vertente de combate, a Engenharia apoia as operações terrestres, no lançamento e destruição de pontes, minas e obstáculos, trabalhos de fortificação de campanha, apoiando a transposição de rios obstáculos e outros. Na vertente de Construção colabora com o desenvolvimento nacional, em tempo de paz, construindo e reparando estradas, ferrovias, pontes, açudes, barragens, poços artesianos, dentre outras obras.

A Engenharia é instrumento imprescindível na estabilização das condições de bem estar da

população.

3-5 COMUNICAÇÕES

As Comunicações a Arma do Comando proporcionam as ligações necessárias entre os elementos da F Ter, antes, durante e após as operações. Além disso, atua no

controle do espectro eletromagnético, por meio das atividades de Guerra Eletrônica, para impedir ou dificultar as comunicações do inimigo, facilitar as próprias comunicações

e obter informações.

Atuam no espaço cibernético conduzindo ações para: proteger os próprios ativos de informação; explorar e atacar redes do oponente, mantendo a capacidade de interferir no desenrolar das operações militares no Espaço de Batalha; bem como afetar as condições de

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normalidade em uma determina da área ou região, atingindo o funcionamento de estruturas estratégicas e serviços essenciais destinados à população.

As Comunicações constituem importante componente da Função de Combate Comando

e Controle, viabilizando o exercício da autoridade pelos comandantes de todos os elementos da

F Ter. Propiciam a integração das demais Funções de Combate por meio dos seus sistemas de Tecnologia da Informação e Comunicações.

3-6 QUADRO DE MATERIAL BÉLICO

O Quadro de Material Bélico executa as atividades e tarefas da Função de Combate Logística, referentes aos Grupos Funcionais Suprimento (Classes III, V e IX), Manutenção (material bélico, principalmente, armamentos, viaturas e aeronaves), Transporte e Salvamento.

3-7 SERVIÇO DE INTENDÊNCIA

O Serviço de Intendência executa as atividades e tarefas da Função de Combate Logística,

referentes aos Grupos Funcionais Suprimento (Classes I, II e X), Transporte e Recursos Humanos. Realiza também as tarefas da atividade Gestão Orçamentária e Financeira, prestando o assessoramento contábil e financeiro aos comandantes em todos os escalões.

de

Intendência se incumbe também de tarefas afetas ao bem estar do pessoal, como banho, lavanderia, suprimento reembolsável, serviço postal, dentre outros.

Em

operações,

além

das

atividades

comuns

ao

tempo

de

paz,

o

Serviço

3-8 SERVIÇO DE SAÚDE

O Serviço de Saúde participa da Função de Combate Logística, executando as atividades e

tarefas relacionadas à higidez do combatente, preservando suas condições de aptidão física e psíquica, por meio de medidas sanitárias de prevenção, recuperação e evacuação. Incumbe-se também da execução das tarefas relacionadas à preservação das condições de higidez dos animais pertencentes à F Ter e o controle sanitário e a inspeção de alimentos.

O Serviço de Saúde é o responsável pela coordenação e execução da logística de material

de saúde em uso no Exército e pela normatização de técnicas e procedimentos relativos ao Grupo

Funcional Saúde.

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ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS

3-9 GENERALIDADES

As estruturas organizacionais são constituídas pelas organizações militares, de caráter permanente, fundamentadas em um Quadro de Organização, composto de Base Doutrinária, Quadro de Cargos e Quadro de Dotação de Material, estruturadas para facilitar o desenvolvimento das capacidades para a F Ter.

Elas favorecem a coesão interna, unidade de comando/unidade de esforços; a primeira, mediante o convívio e o adestramento, e a segunda, por meio da confiança nos comandantes e do entendimento mútuo, permitindo ação de comando eficaz no cumprimento da missão em ambiente interagências.

Para garantir adequada organização das forças e facilitar a geração de capacidades requeridas, a F Ter classifica operativamente suas organizações militares de emprego em:

Elementos de Combate, Elementos de Apoio ao Combate e Elementos de Apoio Logístico.

3-10 ELEMENTOS DE COMBATE

Um elemento de combate caracteriza-se pela sua capacidade de combinar fogo e movimento, a fim de cerrar sobre o inimigo. Pode receber as missões de: destruir ou neutralizar o inimigo; conquistar, controlar e interditar acidentes capitais do terreno; cobrir ou proteger a força principal; ou obter informações para o escalão em proveito do qual opera. Os elementos de combate empregam os tiros diretos e indiretos e são capacitados para operar em contato direto com o inimigo.

Os batalhões de infantaria e os regimentos de cavalaria constituem os elementos básicos para a organização das brigadas.

A Brigada, como Grande Unidade (GU), é considerada o módulo básico de emprego da F Ter, contando no mínimo, com elementos de combate, de comando e controle e de logística. Os principais tipos de GU são: leves, médias e pesadas.

GU Leves Brigada de Infantaria de Selva, Brigada de Infantaria Leve, Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), Brigada de Infantaria Leve (Montanha) e Brigada de Infantaria Paraquedista. As GU leves existem em função da necessidade da F Ter dispor de elementos dotados de acentuada flexibilidade e capacidade operativa, em condições de deslocar-se e atuar com rapidez e eficiência em qualquer parte do território nacional e operar no amplo espectro dos conflitos. São as tropas mais aptas à execução de operações de assalto aeromóvel, à realização de ações de Defesa externa em todas as partes do território nacional e, ainda, atuar em Operações de Apoio a Órgãos Governamentais (OAOG).

GU Médias Brigada de Infantaria Mecanizada e Brigada de Cavalaria Mecanizada. As GU médias são dotadas de plataformas veiculares de rodas com relativa proteção blindada, sendo vocacionadas para Operações no Amplo Espectro, particularmente na solução de conflitos armados ou guerra. As Brigadas de Cavalaria Mecanizada são as mais aptas para as tarefas de Reconhecimento, Vigilância e Segurança.

GU Pesadas são as Brigadas Blindadas, constituídas pelas unidades de regimentos de cavalaria blindados e batalhões de infantaria blindados. Como força potente e altamente móvel, são as GU da F Ter mais aptas ao emprego no extremo do espectro dos conflitos, como o elemento de decisão do combate terrestre. Sua missão é cerrar sobre o inimigo, a fim de destruí-

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lo ou neutralizá-lo, utilizando o fogo, a manobra, a ação de choque e proteção blindada. São aptas para as ações ofensivas altamente móveis e com grande profundidade.

A concepção estratégica de emprego e o ambiente operacional indicam a natureza, a

organização e o material de dotação dos elementos de combate da F Ter. Partindo dessa premissa, as brigadas são GU, dotadas de capacidades para atuar, em princípio, na área

estratégica para a qual tem vocação prioritária.

Existem, ainda, elementos de combate reunidos em comandos de valor GU, que são de emprego específico: Comando de Aviação do Exército e Comando de Operações Especiais.

Aviação do Exército o emprego de vetores da Av Ex confere efeito multiplicador ao Poder de Combate terrestre, inserindo a F Ter na 3ª dimensão do Espaço de Batalha de forma decisiva e conferindo-lhe significativa ampliação do alcance operacional.

Como elemento de emprego da F Ter dotado de múltiplas capacidades, a Aviação do Exército é fundamental para as Operações no Amplo Espectro, pela possibilidade de atuar em toda a profundidade do TO/A Op, sobretudo no Espaço de Batalha não linear. Para isso, contribuem com sua velocidade e ação de choque no isolamento, na destruição da força inimiga, nas manobras de flanco, no ataque de oportunidade e no combate continuado.

Operações Especiais - operações conduzidas por forças militares especialmente organizadas, treinadas e equipadas, em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis, visando a atingir objetivos militares, políticos, informacionais e/ou econômicos, empregando capacitações militares específicas não encontradas nas forças convencionais. Essas operações frequentemente requerem capacitações cobertas, sigilosas ou de baixa visibilidade.

3-11 ELEMENTOS DE APOIO AO COMBATE

Embora os elementos de combate sejam a fonte primordial do poder de combate de uma força, os elementos de apoio ao combate participam decisivamente do sucesso das operações por meio do apoio de fogo, do apoio ao movimento e da capacidade de coordenação e controle proporcionados à força.

O apoio ao combate contribui diretamente com o aumento da eficiência dos elementos de

manobra, podendo constituir-se em fator decisivo na avaliação do Poder Relativo de Combate. A

composição de uma força inclui unidades de apoio ao combate, de acordo com suas necessidades.

A atribuição de elementos de apoio ao combate às forças em operações deve ser

criteriosamente pesada, para assegurar seu emprego eficiente e na medida certa. Tais elementos podem ser orgânicos, passados em apoio ou em reforço aos elementos de manobra,

na dosagem adequada, em estruturas modulares.

Em todos os níveis de comando, os planejamentos para o emprego dos elementos de manobra e de apoio ao combate devem ser integrados, a fim de assegurar a adequação do apoio às necessidades operacionais.

Os principais Elementos de Apoio ao Combate da F Ter são: artilharia (de campanha e antiaérea), engenharia, comunicações, guerra eletrônica, guerra cibernética, DQBRN, inteligência e operações de apoio à informação.

Artilharia de Campanha - é o principal meio de apoio de fogo da F Ter, organizada basicamente em Grupos enquadrados por GU de Artilharia ou por GU das Armas-base

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podendo ter unidades dotadas de morteiros, obuseiros e lançadores de mísseis e/ou foguetes. Sua missão é apoiar a força pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação.

A Artilharia de Campanha é tanto mais eficiente quanto mais centralizado for o controle de

seus meios. Com a centralização, obtém-se o máximo de flexibilidade, o que proporciona o

melhor apoio à força como um todo e a cada um de seus elementos integrantes.

Nas operações altamente móveis e em outras operações com elevado grau de descentralização, pode ser indicada a descentralização do controle e, até mesmo, dos meios de artilharia de campanha.

A Artilharia participa da Defesa do Litoral contra operações navais inimigas em áreas

marítimas próximas ao litoral ou em águas interiores. Para cumprir essa missão, a Artilharia executa uma ou mais das ações básicas seguintes: repelir ou impedir, pelo fogo, o desembarque

de forças anfíbias inimigas e destruir ou neutralizar, pelo fogo, meios navais inimigos. Os Sistemas de Mísseis e Foguetes participam das Operações de Defesa do Litoral, especialmente, nas operações contra desembarque anfíbio.

Artilharia Antiaérea - organizada basicamente em Grupos, enquadrados por GU AAAe; ou Baterias, enquadradas por GU das armas base. Estruturada em sistema de controle e alarme, sistema de armas e rede de comunicações, tem por missão realizar a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas, desencadeada da superfície contra vetores aéreos inimigos.

Uma defesa antiaérea eficiente exige um elevado grau de coordenação e, quando for o caso, o controle do tiro das armas antiaéreas. As características e possibilidades operativas do vetor hostil, junto com a necessidade de otimizar a defesa antiaérea, de modo a alocar o menor número de unidades de tiro suficientes ao seu combate, induzem a uma maior centralização do controle. O fator espaço, as limitações dos meios de comunicações e a situação existente podem levar a um menor grau de controle.

A Artilharia Antiaérea pode realizar a missão de superfície, que consiste em atuar contra

objetivos terrestres ou navais, complementando a ação de outros meios de apoio de fogo. A missão de superfície é eventual, podendo ser adotada em situações especiais, quando as possibilidades de interferência do inimigo aéreo são mínimas e o valor da ameaça terrestre considerável.

Engenharia - é organizada basicamente em Batalhões ou Companhias, enquadrados por Grupamentos de Engenharia ou por GU das armas base.

Na Função de Combate Movimento e Manobra, o apoio de engenharia executa ações para garantir a liberdade de movimento e conduzir ações de contramobilidade como fatores multiplicadores do poder de combate. As principais ações nesta função são: transpor barreiras, obstáculos e áreas minadas, facilitar o movimento e a manobra (construir estradas, caminhos, aeródromos e ZPH), selecionar o posicionamento, construir, instalar ou destruir obstáculos.

Na Função de Combate Logística proporciona apoio relativo ao material de Engenharia e proporciona apoio geral de construção, tais como: prover material de construção e fortificação, material de Engenharia e Cartografia e água tratada; recuperar áreas danificadas pelo combate, construir portos e instalações ferroviárias e outros.

No rol de suas missões se enquadra também, na Função de Combate Proteção executando trabalhos de fortificação de campanha e conduzindo ações de proteção contra engenhos falhados e dispositivos explosivos improvisados.

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Comunicações - o apoio de comunicações proporciona rapidez, confiança e segurança na transmissão de informações de combate e de decisões do comando. A função de combate comunicações devem possibilitar o comando e o controle, além de proporcionar ligações eficientes a todos os escalões desdobrados no Teatro de Operações/Área de Operações.

Os meios de comunicações empregados, bem como a maneira de utilizá-los, precisam adaptar-se às diversas situações de combate. Cada escalão ou nível de comando dispõe de tropas e equipamentos orgânicos ou reunidos de forma modular necessários para instalar, explorar e manter as comunicações indispensáveis à execução da missão.

O Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica é uma GU que centraliza seletivamente estruturas de Comando e Controle e de Guerra Eletrônica, contribuindo com o efeito multiplicador do Poder de Combate terrestre, inserindo a F Ter na 4ª dimensão do espaço de batalha a dimensão informacional.

Guerra Eletrônica - o planejamento e a execução do combate no espectro dos conflitos devem considerar as medidas para negar ou dificultar o emprego eficiente do espectro eletromagnético pelo inimigo, bem como aquelas que assegurem às forças amigas as melhores condições de utilização de seus próprios equipamentos e sistemas eletrônicos.

Guerra Cibernética - corresponde ao uso ofensivo e defensivo de informação e sistemas de informação para negar, explorar, corromper, degradar ou destruir capacidades de comando e controle do adversário, no contexto de um planejamento militar de nível operacional ou tático ou de uma operação militar.

Compreende ações que envolvem as ferramentas de TIC para desestabilizar os Sistemas

de Tecnologia da Informação e Comunicações e Comando e Controle (STIC 3 ) do oponente

e defender os próprios STIC 3 . Abrange, essencialmente, as ações cibernéticas. A oportunidade para o emprego dessas ações ou a sua efetiva utilização será proporcional à dependência do oponente em relação às TIC.

Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) - a DQBRN, como elemento de apoio ao combate, é uma capacidade operativa destinada a executar as medidas preventivas de DQBRN, por meio de reconhecimentos especializados, varreduras, identificação e delimitação de áreas atingidas por agentes QBRN, bem como ações relativas para a descontaminação/desintoxicação de material e pessoal e o gerenciamento de dano QBRN.

As ações de DQBRN estão inseridas na Função de Combate Proteção, entre as quais:

dispersão tática; afastamento de áreas contaminadas; descontaminação e medidas para evitar a contaminação.

Inteligência - Envolve o conjunto de atividades, tarefas e sistemas inter-relacionados

e

empregados para assegurar a compreensão sobre o ambiente operacional, as ameaças (atuais

e

potenciais), os oponentes, o terreno e as Considerações Civis.

em Necessidades

de Inteligência (NI), executa as tarefas associadas às operações de Inteligência, Reconhecimento, Vigilância e Aquisição de Alvos (IRVA).

Operações de Apoio à Informação - As Operações de Apoio à Informação são definidas como procedimentos técnico especializados, aplicáveis de forma sistematizada desde

o tempo de paz, de modo a motivar público-alvo amigos, neutros ou hostis a manifestarem comportamentos desejáveis, com o intuito final de apoiar a conquista dos objetivos

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Com

base

nas

diretrizes

do

comandante,

normalmente

expressas

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estabelecidos. Em coordenação com as demais capacidades relacionadas com as Operações de Informação (Op Info), as Operações de Apoio à Informação contribuem de forma peculiar para a conformação de cenários alvos, prevenção de ameaças, prevenção ou distensão de crises ou, ainda, para a solução de conflitos armados ou guerras.

Para tanto, essas operações: buscam a redução de baixas e danos em áreas conflagradas; colaboram com a segurança e a proteção de não combatentes; promovem a economia de meios dos elementos apoiados; multiplicam o poder de combate da F Ter; buscam o apoio/aceitação às ações amigas e; ainda, se contrapõem à desinformação e à propaganda adversa.

3-12 ELEMENTOS DE APOIO LOGÍSTICO

Realizam ações voltadas à geração, ao desdobramento, à sustentabilidade e à reversão de uma força operativa, de modo a assegurar a liberdade de ação e proporcionar amplitude de alcance e de duração às operações.

Participam de todas as fases do Processo de Planejamento e Condução das Operações Terrestres, havendo estreita sincronização entre o planejamento da manobra operativa e o respectivo suporte logístico, de modo a atender as demandas decorrentes e a definir os meios a serem obtidos por intermédio da mobilização.

A estrutura da Logística existente desde o tempo de paz interage com as logísticas militar e civil, de maneira a adequar-se às demandas de apoio a uma força atuando - preponderantemente - em um ambiente conjunto e interagências e, por vezes, multinacional.

ORGANIZAÇÕES OPERATIVAS

3-13 GENERALIDADES

Entende-se por organizações operativas aquelas que se configuram para a execução das operações militares.

As considerações mais importantes para o estabelecimento de uma organização operativa são a missão e a situação tática. Sua constituição deve responder aos seguintes critérios:

a) baseadas nas estruturas organizacionais preexistentes;

b) composição modular segundo as capacidades operativas necessárias;

c) flexibilidade, para adaptar-se com facilidade e economia de meios à variações na

missão e situação; e d) unidade de comando, de forma que a responsabilidade do cumprimento da missão recaia sobre uma única autoridade.

em

organizações operativas respondendo ao critério básico de modularidade, o que proporciona flexibilidade à estrutura, permitindo otimizar os recursos para obter deles o máximo rendimento.

Para

as

operações,

os

elementos

de

emprego

da

F

Ter

se

articulam

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3-14 FORÇA TERRESTRE COMPONENTE

É uma organização operativa, não permanente, desenhada para o planejamento e

condução das operações terrestres no contexto de uma operação conjunta; é uma estrutura criada para garantir a conexão entre o nível operacional e o tático não estando associada a nenhum escalão de comando determinado.

A Força Terrestre Componente (FTC) possui constituição e organização variáveis,

enquadrando meios da F Ter adjudicados ao Comando Operacional, bem como de outras Forças

Singulares necessários à condução das suas operações.

A FTC integra e sincroniza as Operações Terrestres com as outras forças componentes e agências. Ela enquadra todos os meios terrestres adjudicados, não alocados às outras Forças Componentes.

Realiza o planejamento e a condução das operações, levando em conta as peculiaridades da F Ter, como os processos de planejamento, o trabalho de comando e a doutrina próprios.

3-15 GRANDE COMANDO OPERATIVO

É uma organização operativa da F Ter, concebida para o planejamento e condução

das operações terrestres. Pode ser integrada por um número variável de GU não necessariamente idênticas unidades de combate, de apoio ao combate e de apoio logístico,

requeridos para o cumprimento da missão. Caso seja constituída, deve combinar e coordenar todas as capacidades operativas.

A Divisão de Exército é um G Cmdo Op. Planeja e coordena o emprego das GU, unidades e outras capacidades modulares que a integram e, quando necessário, as reforça com meios ou com fogos, para intervir no combate ou prolongar-lhes a ação.

3-16 GRANDE UNIDADE

A Grande Unidade é uma organização militar interarmas, com capacidade de atuação operativa independente, constituída por unidades de combate, de apoio ao combate e de apoio logístico.

A Brigada é uma GU, considerada como o módulo básico de emprego da F Ter. De acordo com as capacidades operativas requeridas ao cumprimento da missão atribuída, receberá em reforço, estruturas modulares de combate e apoio ao combate, que lhe proporcionarão a capacidade de atuar de forma independente e de durar na ação.

3-17 OUTRAS ESTRUTURAS

Poderão ser ativadas outras organizações operativas com estruturas de caráter temporário, táticas ou logísticas, de constituição variável, reunindo elementos de combate e de apoio ao combate, que terão suas capacidades adequadas ao cumprimento da missão, tais como:

Agrupamentos, Grupamentos, Força-Tarefa, Destacamentos, dentre outras.

ARTIGO IV

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CARACTERÍSTICAS DOS ELEMENTOS DA FORÇA TERRESTRE

3-18 GENERALIDADES

A realidade, sobejamente evidenciada pelo ambiente operacional contemporâneo, indica a premente necessidade de uma F Ter constituída de capacidades operativas alinhadas com as ameaças concretas e potenciais e a defesa dos interesses nacionais.

Esta Força deve ser dotada de armamentos e de equipamentos com alta tecnologia agregada, sustentada por uma doutrina em constante evolução, integrada por recursos humanos treinados e motivados. Para isso, baseia sua organização em estruturas com as características de Flexibilidade, Adaptabilidade, Modularidade, Elasticidade e Sustentabilidade (FAMES), que permitem alcançar resultados decisivos nas Operações no Amplo Espectro, com prontidão operativa, e com capacidade de emprego do poder militar de forma gradual e proporcional à ameaça.

Evitando estruturas rígidas, de dimensões exageradas, dispendiosas, incompatíveis com os requerimentos contemporâneos, em um ambiente de incerteza, os elementos devem ser organizados de forma a atender um número maior de alternativas de emprego e que seja possível estruturá- los por módulos, combinar armas, com possibilidade de alterar seu poder de combate conforme a situação, com logística na medida certa. Para tal, os elementos da F Ter devem evidenciar as características de flexibilidade, adaptabilidade, modularidade, elasticidade e sustentabilidade.

3-19 FLEXIBILIDADE

rigidez

preestabelecida, o que possibilita sua adequação às especificidades de cada situação de emprego considerado os fatores da decisão.

A flexibilidade faculta ao comandante um número maior de opções para reorganizar os elementos de combate em estruturas temporárias, com o adequado suporte logístico, desde a fração elementar até a GU.

Característica

de

uma

força

que

dispõe

de

estruturas

com

mínima

3-20 ADAPTABILIDADE

Característica de uma força ou do comandante e integrantes dessa força que lhes permite ajustarem-se à constante evolução da situação e do ambiente operacional e adotarem soluções mais adequadas aos problemas militares que se lhes apresentam.

Também, esta característica possibilita uma rápida adaptação às mudanças nas condicionantes que determinam a seleção e a forma como os meios serão empregados, em qualquer faixa do espectro do conflito, nas situações de guerra e não guerra.

3-21 MODULARIDADE

Característica de um elemento de combate que lhe confere a condição de, a partir de uma estrutura básica mínima, receber módulos que ampliem seu poder de combate ou lhe agreguem capacidades.

Também se refere à divisão de um sistema em componentes, denominados módulos, que são nomeados separadamente e que guardam características comuns, podendo operar de forma independente em relação a esse sistema.

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A modularidade está diretamente relacionada ao conceito de elasticidade. Ela faculta aos comandantes adotar estruturas de combate “sob medidapara cada situação de emprego.

3-22 ELASTICIDADE

Característica de uma força que, dispondo de adequadas estruturas de Comando e Controle e de Logística, lhe permite variar o poder de combate pelo acréscimo ou supressão de estruturas, com oportunidade.

3-23 SUSTENTABILIDADE

Característica de uma força que lhe permite durar na ação, pelo prazo que se fizer necessária, mantendo suas capacidades operativas, resistindo às oscilações do combate.

O termo também é aplicado no processo de obtenção de determinada capacidade operativa, para referir-se ao estudo do impacto que a solução adotada trará para o EB ao longo dos anos (ou seja, pelo período antevisto como o ciclo de vida dessa capacidade). Está diretamente relacionado ao conjunto de fatores DOAMEPI.

* * *

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Doc Nr 4

A FORÇA TERRESTRE COMPONENTE

ESTRUTURAÇÃO DA FORÇA TERRETRE COMPONENTE

4-1 GENERALIDADES

A FTC integra e sincroniza as Operações Terrestres com as outras forças componentes e

agências. Ela enquadra todos os meios terrestres adjudicados, não alocados às outras Forças

Componentes (F Cte).

A FTC é o comando encarregado de traduzir os aspectos da manobra do nível operacional

para o nível tático. Para isso, ela realiza o planejamento e a condução das operações, levando em conta as peculiaridades da F Ter, como os processos de planejamento, o trabalho de comando e a doutrina próprios.

4-2 DEFINIÇÃO

A Força Terrestre Componente (FTC) é o comando singular responsável pelo planejamento e

execução das operações terrestres, no contexto de uma operação conjunta. Possui constituição e

organização variáveis, enquadrando meios da Força Terrestre adjudicados ao Comando Operacional, bem como de outras Forças Singulares necessários à condução das suas operações.

Em princípio, cada comando de Teatro de Operações ou Área de Operações possui apenas um comando de Força Terrestre Componente. Contudo, em casos excepcionais, com a devida avaliação das repercussões nas diversas funções de combate, admiti-se outra FTC.

4-3 MISSÃO

A FTC coopera com o Comando Operacional na consecução dos objetivos operacionais e vence o combate terrestre.

A missão da FTC pode ser expressa pelas seguintes ações:

a) assessorar o C Op no planejamento das operações que envolvam o emprego do

componente terrestre;

b) conduzir as Operações Terrestres (Op Ter), conforme o planejamento das operações

conjuntas;

c) coordenar suas operações com as outras F Cte;

d) apoiar a logística conjunta quando determinado; e

e) empregar meios para aprofundar o combate.

4-4 CAPACIDADES OPERATIVAS

A FTC deve possuir as seguintes capacidades operativas:

a. Planejar e conduzir as operações táticas terrestres com os meios recebidos, tanto em ambientes conjuntos e/ou interagências, como em operações singulares.

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b. Coordenar as ações táticas terrestres no TO/A Op, com as demais ações táticas

desencadeadas pelas outras forças componentes.

c.Adequar a sua estrutura de comando e controle aos meios de combate, de apoio ao combate e de apoio logístico, recebidos para emprego na sua área de responsabilidade.

d. Cumprir as ações no nível operacional determinadas pelo C Op.

4-5 ORGANIZAÇÃO

A FTC não possui uma organização fixa, devendo ser estruturada para atender às demandas do planejamento operacional. Os meios que integram a FTC são adjudicados ao C Op pelo Min Def, levadas em consideração as necessidades levantadas no planejamento operacional e as disponibilidades do Exército. Caso, no decorrer dos planejamentos ou da operação, o Cmdo FTC identifique a necessidade de outros meios, estes poderão ser solicitados ao C Op.

Na definição do Cmdo FTC, deve ser designado um elemento de escalão capaz de exercer o comando e controle dos elementos operativos adjudicados ao TO/A Op que integram a FTC, como nos casos que se seguem:

1º Caso: Em operações de vulto, normalmente com a ativação de um TO, nas quais ocorrem Op Ter empregando mais de um G Cmdo operativo.

2º Caso: A FTC conduz Op Ter empregando mais de uma GU operativa.

3º Caso: A FTC conduz Op Ter empregando uma ou mais unidades operativas. Esse caso é mais comum em operações de menor vulto, normalmente com a ativação de uma A Op.

Nos 2º e 3º Casos considerar a capacidade de C2 dos escalões G Cmdo Op e GU, a qual é variável em razão da situação e dos meios de C2 disponíveis. Caso o número de elementos operativos exceda esta capacidade, considerar a possibilidade de se estruturar o comando da FTC com base em um escalão acima. Embora não possua organização fixa, a FTC normalmente dispõe de Comandante, Subcomandante, estado-maior (EM), oficiais ou equipes de ligação, entre outros elementos julgados necessários.

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Doc Nr 5

PRINCÍPIOS DE GUERRA

INTRODUÇÃO

5-1. CONSIDERAÇÃO INICIAL

Os princípios adotados por um país não se aplicam necessariamente a outros. Eles variam até mesmo entre FA de um mesmo país, devido às diferentes naturezas dos cenários.

A F Ter pode aplicar os seguintes Princípios de Guerra: Objetivo, Ofensiva, Simplicidade, Surpresa, Segurança, Economia de Forças ou de Meios, Massa, Manobra, Moral, Exploração, Prontidão, Unidade de Comando e Legitimidade.

PRINCÍPIOS DE GUERRA

5-2. GENERALIDADES

Os princípios de guerra compreendem o conjunto de preceitos considerados essenciais ao sucesso da guerra, tanto do ponto de vista tático, quanto do estratégico. Sua aplicação adequada é essencial ao exercício do Cmdo e à execução bem sucedida das Op Mil. Tais princípios são interrelacionados e, dependendo das circunstâncias, tendem a se reforçar ou a colidir entre si. Consequentemente, a aplicação de qualquer princípio específico varia com a situação.

5-3 OBJETIVO

Diz respeito ao estabelecimento de objetivos claramente definidos e atingíveis, a fim de se obterem os efeitos desejados. Uma vez fixado o objetivo, deve-se nele perseverar, sem permitir que as circunstâncias da guerra façam perdê-lo de vista.

Dirija cada operação militar para um objetivo claramente definido, decisivo e tangível.

Dirija cada operação militar para um objetivo claramente definido, decisivo e tangível.

5-4 OFENSIVA

claramente definido, decisivo e tangível. 5-4 OFENSIVA Caracteriza-se por levar a ação bélica ao inimigo, de

Caracteriza-se por levar a ação bélica ao inimigo, de forma a se obter e manter a iniciativa das ações, estabelecer o ritmo das operações, determinar o curso do combate e, assim, impor sua vontade. A ação ofensiva é necessária para obterem-se resultados decisivos, bem como para manter a liberdade de ação. É inspirada na audácia, fortalecendo o espírito de corpo e motivando o combatente.

Pela ofensiva conquiste, mantenha e explore a iniciativa das ações.

conquiste, mantenha e explore a iniciativa das ações. 5-5 SIMPLICIDADE Preconiza a preparação e a execução

5-5 SIMPLICIDADE

Preconiza a preparação e a execução de ordens e planos com concepções claras e

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facilmente inteligíveis, a fim de reduzir a possibilidade eventual de equívocos na sua compreensão, sem prejuízo da precisão e da flexibilidade necessárias. Caracteriza-se, também, pelo estabelecimento de uma relação de comando clara, direta e ininterrupta.

Prepare planos claros e descomplicados e ordens concisas para garantir seu completo entendimento.

Prepare planos claros e descomplicados e ordens concisas para garantir seu completo entendimento.

e ordens concisas para garantir seu completo entendimento. 5-6 SURPRESA Consiste no emprego de força onde

5-6 SURPRESA

Consiste no emprego de força onde o oponente, em um contexto de tempo e espaço, não esteja preparado ou só perceba a situação quando já não pode apresentar uma reação eficiente. O comandante que obtém o efeito da surpresa poderá alterar a seu favor, de forma decisiva, a correlação das forças em combate. Deverá ser buscada nos níveis estratégico, operacional e tático. Manifesta-se pela originalidade, audácia nas ações, sigilo, inovação tecnológica e, sobretudo, pela velocidade de execução das ações e dissimulação de intenções.

de execução das ações e dissimulação de intenções. Atinja o inimigo num tempo, local ou maneira

Atinja o inimigo num tempo, local ou maneira para os quais ele esteja despreparado.

5-7 SEGURANÇA

Consiste nas medidas essenciais à liberdade de ação e à preservação do poder de combate necessário ao emprego eficiente da F Ter, tendo por finalidades: negar ao inimigo o uso da surpresa e do monitoramento; impedir que ele interfira de modo decisivo, em nossas operações; e restringir-lhe a liberdade de ação nos ataques a pontos sensíveis de nosso território ou de nossas forças.

pontos sensíveis de nosso território ou de nossas forças. Nunca permita que o inimigo obtenha uma

Nunca permita que o inimigo obtenha uma vantagem inesperada.

5-8 ECONOMIA DE FORÇAS OU DE MEIOS

Caracteriza pelo uso econômico das forças e pela distribuição e emprego judiciosos dos meios disponíveis para a obtenção do esforço máximo nos locais e ocasiões decisivos. Empregue todo o poder de combate disponível, de maneira mais eficaz possível, destine o mínimo indispensável de poder de combate para as ações secundárias.

de poder de combate para as ações secundárias. Empregue todo o poder de combate disponível, de
Empregue todo o poder de combate disponível, de maneira mais eficaz possível, destine o mínimo
Empregue todo o poder de combate disponível, de maneira mais eficaz possível, destine o
mínimo indispensável de poder de combate para as ações secundárias.

5-9 MASSA

Compreende a concentração de forças para obter a superioridade decisiva sobre o inimigo, com qualidade e eficácia, no momento e local mais favorável às ações que se

esforço, enquanto necessário. A

têm em vista, com

capacidade para sustentar esse

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aplicação desse princípio permite que forças, numericamente inferiores, obtenham superioridade decisiva no momento e local crítico.

Armas com letalidade seletiva com alta tecnologia agregada, aliadas ao crescente emprego de vetores aéreos e Guerra Eletrônica permitem às forças que emassem expressivo poder de combate em um só local e momento, compensando deficiências de efetivo. Neste caso, as forças dotadas desses meios de combate podem obter a massa de efeitos sem que tenha de empregar a massa de forças.

Emasse um poder de combate esmagador no momento e local decisivos.

um poder de combate esmagador no momento e local decisivos. 5-10 MANOBRA Como um dos elementos

5-10 MANOBRA

Como um dos elementos do Poder de Combate terrestre, caracteriza-se pela capacidade de movimentar ou dispor forças de forma a colocar o inimigo em desvantagem relativa e, assim, atingir os resultados que, de outra forma, seriam mais custosos em homens e material. Contribui para obter a superioridade, aproveitar o êxito alcançado e preservar a liberdade de ação, bem como para reduzir as próprias vulnerabilidades. A manobra procura destruir a coesão inimiga, por meio de variadas ações localizadas e inesperadas.

A rapidez de movimento de forças, com o propósito de assegurar a continuidade da pressão sobre o inimigo, influencia a manobra. A ação ininterrupta da manobra diminui a capacidade de reação do inimigo, reduz a eficácia de suas ações, podendo levá-lo a perder a iniciativa.

Coloque o inimigo numa posição desvantajosa, pela aplicação flexível do poder de combate.

pela aplicação flexível do poder de combate. 5-11 MORAL Define o estado de ânimo ou atitude

5-11 MORAL

Define o estado de ânimo ou atitude mental de um indivíduo, ou de um grupo de indivíduos, que se reflete na conduta da tropa. Nem sempre força numericamente superior, bem dotada de armamento e adequados recursos logísticos, compensam a carência de moral e a descrença nos objetivos da guerra. A estabilidade e o moral individuais são fundamentados na qualidade da formação, na natureza do indivíduo e determinados por suas reações à disciplina, ao risco, ao adestramento e à liderança. Em um grupo, os estados de espírito individuais são intensificados e o moral torna-se um fator cumulativo que pode variar positiva ou negativamente. A estabilidade do grupo depende da qualidade dos indivíduos que dele participam e de suas reações à ação do comandante.

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5-12 EXPLORAÇÃO

Caracterizado pela intensificação das ações ofensivas para ampliar o êxito inicial, sempre que for obtido um sucesso estratégico ou tático, ou houver evolução favorável na situação. A aplicação desse princípio dependerá de julgamento com base em informações confiáveis, de consistente experiência e de apreciável grau de controle sobre a situação a fim de evitar o desvio do objetivo perseguido pelo escalão mais alto.

A exploração permite tirar vantagem de oportunidades e, consequentemente, empregar as forças em toda extensão de sua capacidade, obtendo efeitos desejados que possam facilitar a consecução do propósito final

que possam facilitar a consecução do propósito final A exploração permite tirar vantagem de oportunidades e,
A exploração permite tirar vantagem de oportunidades e, consequentemente, empregar as forças em toda extensão
A exploração permite tirar vantagem de oportunidades e, consequentemente, empregar as
forças em toda extensão de sua capacidade, obtendo efeitos desejados que possam facilitar
a consecução do propósito final.

5-13 PRONTIDÃO

É definido como a capacidade de pronto atendimento da Força para fazer face às situações que podem ocorrer em ambiente de combate. A prontidão fundamenta-se na

doutrina, organização, adestramento, material,

fatores determinantes para a geração prontidão operativa.

das capacidades requeridas a uma Força com

educação,

pessoal

e

infraestruturas,

a uma Força com educação, pessoal e infraestruturas, Com a prontidão, as forças estão providas dos
Com a prontidão, as forças estão providas dos meios essenciais e organizadas para operações de
Com a prontidão, as forças estão providas dos meios essenciais e organizadas para
operações de combate. Isso envolve o preparo antes das hostilidades e, continuamente, no
decorrer da guerra.

5-14 UNIDADE DE COMANDO

Caracterizada, primordialmente, pela atribuição da autoridade a uma só pessoa, ou seja, à pessoa do comandante. A aplicação decisiva do poder de combate exige unidade de comando e possibilita a unidade de esforços, pela coordenação de todas as forças e cooperação das agências, de forma integrada, no amplo espectro dos conflitos sobre um objetivo comum.

A guerra contemporânea requer o emprego das Forças em operações conjuntas. Assim sendo, a combinação dos meios, a convergência de esforços e a interoperabilidade são essenciais para obtenção do máximo rendimento das forças disponíveis.

obtenção do máximo rendimento das forças disponíveis. Para cada operação, a obtenção da unidade de comando
Para cada operação, a obtenção da unidade de comando e unidade de esforços é condição
Para cada operação, a obtenção da unidade de comando e unidade de esforços é condição
essencial para o êxito.

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5-15 LEGITIMIDADE

Caracterizado pela necessidade de atuar conforme diplomas legais, mandatos e compromissos assumidos pelo Estado, e o sistema de princípios e valores que alicerçam

a Força. Tão importante como o aspecto formal da legitimidade do emprego dos

elementos da F Ter, é a percepção que as sociedades, nacional e internacional,

e população local da área de operações têm sobre o emprego da Força em determinado conflito.

O ambiente operacional contemporâneo, como característica, salienta a busca da legitimidade da causa da guerra, normalmente, com respaldo de Organismos Internacionais, sem, contudo, constituir esse um motivo de impedimento de um Estado ir à guerra, notadamente os principais atores globais. A opinião pública, tanto nacional quanto internacional, está menos propensa a aceitar o emprego da força para a solução de antagonismos entre Estados. As soluções diplomáticas complexas e morosas têm sido a prática.

A crescente importância dos assuntos relacionados à Dimensão Humana submete

os planejadores e decisores à questão da legitimidade. Ela envolve controlar a narrativa

(percepções) e produz reflexos no nível de aceitação que as sociedades (nacional e internacional) atribuem ao argumento de que se faz necessário agir militarmente para a solução de conflitos. Sendo, portanto, um importante fator que pode restringir a

liberdade de ação dos comandantes em todos os níveis.

A legitimidade para o emprego das forças deve ser constantemente buscada.

A legitimidade para o emprego das forças deve ser constantemente buscada.

comandantes em todos os níveis. A legitimidade para o emprego das forças deve ser constantemente buscada.

* * *

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VOLUME I - 2ª PARTE 1ª FASE DO PITCI

ÍNDICE DE DOCUMENTOS

Nr

 

TÍTULO

ANEXOS

1

FICHA DE ORIENTAÇÃO

   

1A

INTRODUÇÃO

 

2

FASE

-

DETERMINAÇÃO

DA

ÁREA

DE

OPERAÇÕES

 

3

FASE

-

TERRENO

E

CONDIÇÕES

METEOROLÓGICAS

 

4

3ª FASE - AVALIAÇÃO DO INIMIGO

 

5

4ª FASE INTEGRAÇÃO

 

* * *

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Doc Nr 1

1. FINALIDADE

FICHA DE ORIENTAÇÃO

Orientar o estudo dos oficiais-alunos.

2. OBJETIVOS

- Identificar o Processo de Integração Terreno, Condições Meteorológicas e Inimigo. - Caracterizar as fases do processo.

3. ESTUDO

Estudar os documentos de Nr 1A a 5

4. TEMPO ESTIMADO

Estima-se em 6 horas o tempo necessário ao estudo.

5. REFERÊNCIA

IP 30-1 A ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA MILITAR 2 a PARTE A INTELIGÊNCIA NAS OPERAÇÕES MILITARES EME/99.

* * *

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Doc Nr 1A

1-1. GENERALIDADES

INTRODUÇÃO

O Processo de Integração Terreno, Condições Meteorológicas e Inimigo (PITCI) é um

método de estudo que permite, por meio da análise integrada do terreno, das condições meteorológicas e do inimigo, a determinação das possibilidades do inimigo, favorecendo a montagem das nossas linhas de ação, decisão e conduta das operações.

No Estudo de Situação do Comandante, este processo inicia-se durante a análise da missão e absorve parte do 2º parágrafo - SITUAÇÂO E LINHAS DE AÇÃO -, analisando o terreno, as condições meteorológicas e o inimigo, além de fornecer subsídios para a montagem das nossas linhas de ação.

É um processo baseado, essencialmente, em representações gráficas de aspectos do

terreno, das condições meteorológicas e do inimigo que sobrepostas permitirão uma dedução

segura, de como condicionam ou poderiam condicionar as operações militares.

A visualização dos efeitos desses fatores irá favorecer a análise das linhas de ação opostas, a decisão do comandante, a orientação do esforço de busca e o estudo continuado de situação.

Este processo é realizado em todos os níveis, tanto no planejamento, quanto na condução das operações. É claro, que o detalhamento, a profundidade da análise e o uso da informação obtida será em função do escalão que executa o planejamento. Os escalões mais elevados deverão possuir uma estrutura capaz de obter os dados necessários e especialistas para interpretar e integrar todo o conhecimento obtido.

1-2.

PROCESSO

INIMIGO

DE

INTEGRAÇÃO

TERRENO,

a. FASES DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO

CONDIÇÕES

METEOROLÓGICAS

E

O PITCI é um processo sistemático e contínuo, que se utiliza de uma base de dados, permanentemente atualizada, desde o tempo de paz. Em operações, as informações disponíveis são processadas, complementadas e adequadas aos planejamentos.

O estudo da missão desencadeia o início do PITCI, que é um processo cíclico constituído de 4 etapas.

A figura Nr 1-1 mostra esquematicamente as diferentes fases que formam o processo, que serão detalhadas com maior profundidade em cada um dos capítulos correspondentes.

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ECEME T S I – Fund Op Mil 2015/2016 P I T C I Fig Nr

Fig Nr 1-1 Fases do PITCI

1) 1ª Fase - "Determinação, análise e avaliação da Área de Operações"

Esta fase é a básica para a análise dos demais fatores que constituem o processo. Nessa ocasião, serão estabelecidos os limites da área de operações onde a força cumprirá a missão e

irá procurar os conhecimentos de inteligência necessários.

Da análise da área de operações, o oficial de inteligência buscará identificar as ameaças, que irão interferir no cumprimento da missão. Para isso, poderá utilizar os próprios meios de busca e, se for o caso, solicitar o apoio do escalão superior e dos elementos vizinhos. Tudo isso é desenvolvido com o objetivo de fornecer ao comandante um quadro elucidativo da área de operações.

2) 2ª Fase - "Análise do Terreno e das Condições Meteorológicas"

a) Análise do Terreno

O grau de detalhamento dessa análise do terreno dependerá do escalão considerado.

O importante, nessa fase, é a determinação dos aspectos gerais e militares do terreno que

interessam às operações.

Nessa fase, deverão ser complementados ou atualizados os conhecimentos existentes sobre o terreno. Portanto, durante essa etapa do planejamento, cresce de importância a coordenação com o apoio de engenharia. A análise do terreno será, posteriormente, integrada à análise das condições

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meteorológicas.

b) Análise das Condições Meteorológicas

Para a obtenção de dados relativos a esse fator, será de suma importância contar com o apoio de equipes meteorológicas.

A análise das condições meteorológicas irá permitir a determinação de seus efeitos sobre o terreno e sobre o espaço aéreo, e, dessa maneira, a forma de como serão afetados os nossos próprios meios e os do inimigo.

3) 3ª Fase - "Avaliação do Inimigo"

Durante esta fase, deve-se examinar a doutrina do inimigo, suas táticas, suas possibilidades e limitações, seu armamento e equipamento e outros dados que possam influir nas operações.

Da análise desse fator, busca-se determinar a forma como o inimigo combateria se não estivesse condicionado pelo terreno e condições meteorológicas, ou seja, de forma doutrinária (matrizes doutrinárias).

4) 4ª Fase - "Integração"

Nesta última fase do processo, que é a mais importante, realiza-se a integração do conjunto das fases anteriores, reunindo, sob a forma gráfica, todas as informações analisadas e avaliadas sobre o inimigo, o terreno e as condições meteorológicas dentro da área de operações.

Ao integrar, nesta fase, as condicionantes que o terreno e as condições meteorológicas

impõem ao movimento, o oficial de inteligência irá determinar as reais possibilidades do inimigo.

Nesta fase serão levantadas, como hipóteses, as linhas de ação do inimigo em forma de prioridades, bem como serão elaborados calcos e matrizes que permitirão ao oficial de inteligência concluir parcialmente sobre a situação existente, difundir as informações e dar início a um novo levantamento e/ou atualização dos dados, realimentando o processo.

b. Responsabilidades e funções no PITCI

O responsável direto pela elaboração do PITCI é o Oficial de Inteligência e sua equipe, entretanto, todo o estado-maior, especialmente o Oficial de Operações, está envolvido de alguma maneira.

O EM necessita do apoio de todos os elementos que possam fornecer dados referentes a seu trabalho, podendo, inclusive, esse apoio ser materializado por outros organismos e unidades, tais como os engenheiros especialistas em terreno, equipes meteorológicas, escalão superior e elementos vizinhos.

O Oficial de Inteligência, além de ser o responsável direto pelo PITCI, é o seu

coordenador. Ele dirige o processo e assegura que as necessidades de inteligência do comandante sejam atendidas. O Oficial de Informações e sua equipe de trabalho obtêm os dados necessários do inimigo, do terreno e das condições meteorológicas, que serão transformados em gráficos e integrados entre si. O resultado será utilizado em proveito da manobra e seus apoios.

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Para sintetizar esses aspectos, são representadas a seguir, de forma esquemática, as responsabilidades e funções no PITCI ( Fig 1-2) ).

CARGO OU UNIDADE

 

RESPONSABILIDADE

 

FASE

Oficial de Operações

- Delimita, em

conjunto

com

o

E2,

a

área

 

de operações e a propõe ao comandante

 

Comandante

-

Aprova a proposta da Área de Operações

 

Oficial de Informações

-

Avalia

o

inimigo,

analisa

o

terreno

 

e

as

2ª e 3ª

condições meteorológicas e realiza a integração

Oficial de Operações

- Confecciona, em conjunto com o E2, o esquema de apoio à decisão

Comandante

- Utiliza os esquemas de apoio à decisão

 

 

- Responsável por todo o processo

 

todas

Oficial de Informações

- Coordenação geral

 

todas

- Participação

todas

Fig 1-2 Responsabilidades e funções no PITCI

* * *

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Doc Nr 2

1ª FASE DETERMINAÇÃO, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DA ÁREA DE OPERAÇÕES

2-1. GENERALIDADES

Para melhor compreensão deste capítulo, faz-se necessário definir conceitos que permitam estabelecer, com maior precisão, alguns aspectos do ambiente operacional sob o ponto de vista da inteligência.

a. Área de influência Zona de Ação

É a área geográfica do terreno, compreendendo a parte terrestre e o espaço aéreo

correspondente, designada pelo escalão superior, para uma força. Corresponde ao espaço

necessário para a manobra e seu respectivo apoio de fogo e onde deve se desenrolar o cumprimento da missão.

A força que recebe uma zona de ação, não tem obrigação de atuar em toda ela, mas deverá exercer o comando e o controle e assegurar o apoio logístico. Nenhuma outra força poderá penetrar ou exercer alguma ação sobre a mesma, sem autorização e coordenação prévias.

no

desenvolvimento das ações ou operações, mediante o emprego dos meios postos a sua disposição.

Na

sua

zona

de

ação,

o

comandante

deverá

ser

capaz

de

influir

diretamente

Sob o ponto de vista de inteligência, o comandante é o responsável pela produção de conhecimento com seus próprios meios dentro desta área.

b. Área de interesse

É o espaço geográfico que se estende além da zona de ação, constituída por áreas

adjacentes, tanto à frente, como nos flancos e retaguarda, onde os fatores e acontecimentos que nela se produzam possam repercutir no resultado ou afetar as ações ou operações atuais realizadas neste espaço territorial.

Como essa área excede a zona de ação de uma força, os dados necessários serão obtidos por solicitação ao escalão superior e aos elementos vizinhos, podendo-se coordenar com estes mesmos escalões o emprego de órgãos de busca próprios.

A área de interesse, normalmente, é analisada com menor profundidade que a zona de ação, porque os fatores ou acontecimentos nela produzidos repercutirão com menor intensidade nas nossas ações. Todavia, se esses fatores ou acontecimentos puderem afetar com maior grau nossas ações, seu estudo será tão minucioso quanto ao realizado para a zona de ação.

c. Área de Operações

Para efeito do processo em estudo, esta área inclui a zona de ação e a área de interesse. Representa o ambiente operacional que o comandante deve “VER” para formar um “QUADRO” claro dos acontecimentos que afetarão as ações ou operações.

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Nesse contexto, o acompanhamento da situação na área de operações constitui-se em um valor essencial, pois, não se pode entender o desenvolvimento das operações ou ações, em um dado momento, como um fato isolado em uma área isolada. Cada comandante, em seu escalão, está participando de uma batalha contínua e única que se estende além de sua zona de ação, onde podem, em um determinado tempo e espaço, influir outras forças inimigas. Portanto, nenhum comandante deve limitar-se, apenas, a sua zona de ação, mas também deve considerar a área de operações como um todo.

É por isso que o esforço do oficial de inteligência deve estar orientado para a obtenção de dados em toda a área de operações, com a profundidade que cada zona de ação ou área de interesse requeira, de acordo com a situação existente.

ÁREA DE OPERAÇÕES

de acordo com a situação existente. ÁREA DE OPERAÇÕES Fig 2-1 Delimitação de uma Área de

Fig 2-1 Delimitação de uma Área de Operações

2-2. DETERMINAÇÃO DA ÁREA DE INTERESSE

A área de operações abrange a zona de ação e a área de interesse. A zona de ação é imposta pelo escalão superior. A área de interesse é definida pelo comandante, com base em proposta apresentada pelo seu EM (particularmente pelo oficial de inteligência, após coordenação com o oficial de operações).

Os fatores que deverão ser levados em conta pelos oficiais de inteligência e de operações são: a diretriz do comandante, a missão, as características do espaço geográfico, as condições meteorológicas, as nossas forças e a mobilidade do inimigo, e a situação na área de operações.

A definição da área de interesse não deverá exigir uma análise pormenorizada dos aspectos apresentados anteriormente, isto porque, no decorrer do processo, será feito um estudo detalhado

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desta área delimitada. É importante, todavia, estabelecer os fatores ou atividades do inimigo que possam influir ou afetar a missão.

Ainda que não se possa afirmar que certos fatores preponderam sobre os demais, pode-se dizer que a diretriz do comandante e a mobilidade do inimigo se sobressaem. O primeiro, porque o comandante, poderá ressaltar alguns EEI fora da zona de ação, mas determinantes para o sucesso da missão. O segundo, pelo caráter dinâmico dos conflitos modernos que ressalta importância do movimento na decisão dos combates.

A dimensão da área de interesse está relacionada com a mobilidade do inimigo, com a missão da força com o terreno e as condições meteorológicas, pois, velocidade de deslocamento e a distância de uma força inimiga irá definir o quando ele poderá interferir na nossa zona de ação.

* * *

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VOLUME I - 2ª PARTE 2ª FASE DO PITCI

Doc Nr 3

2 a FASE: ANÁLISE DO TERRENO E DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

3-1. GENERALIDADES

A análise do terreno e das condições meteorológicas tem por finalidade determinar os efeitos

que produzem sobre as operações. Ela é feita com base nos aspectos gerais e militares do terreno e nas condições meteorológicas, gerando gráficos que permitem uma visualização da área

de operações. Este processo requer a integração de aspectos do terreno com dados relativos aos elementos meteorológicos. Portanto, o terreno e as condições meteorológicas devem ser analisados de forma simultânea e integrada.

Os aspectos gerais - naturais e artificiais e os aspectos militares do terreno, a serem considerados, são selecionados de acordo com o escalão e a natureza da tropa, o tipo de operação, as ações a realizar e a extensão da área de operações.

A análise do terreno e condições meteorológicas inicia-se a partir de uma base de dados

existente e desenvolve-se nas seguintes etapas:

Etapa 1: Identificação dos aspectos a conhecer Levantamento dos dados que faltam para complementar a atualizar os conhecimentos necessários do terreno para um determinado escalão.

Etapa 2: Elaboração dos calcos dos aspectos gerais do terreno e dos elementos meteorológicos Lançamento em calcos dos aspectos gerais do terreno, obtidos nos diferentes estudos topográficos (relevo, vegetação, natureza do solo, hidrografia, obras de arte, localidades e vias de transporte). Simultaneamente, serão elaborados os calcos dos elementos meteorológicos (neblina, precipitações, ventos etc).

Etapa 3: Integração do terreno com as condições meteorológicas Nesta etapa, os calcos confeccionados anteriormente serão sobrepostos e suas informações integradas, permitindo uma visão clara de todos os fatores que facilitam, dificultam ou impedem a mobilidade. A finalidade do calco resultante calco de restrições ao movimento é identificar as áreas e setores onde uma força terá seu movimento facilitado ou dificultado.

Etapa 4: Identificação dos corredores de mobilidade e das vias de acesso Após a elaboração do calco de restrições ao movimento, serão levantados os corredores de mobilidade e as vias de acesso, tanto para as nossas forças, como para as do inimigo.

Etapa 5: Análise do terreno

A análise do terreno, orientada principalmente para as vias de acesso, consiste de uma

avaliação dos aspectos militares do ambiente operacional para determinar seus efeitos nas

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operações militares. Serão considerados os seguintes fatores: observação e campo de tiro, cobertas e abrigos, obstáculos, acidentes capitais e outros fatores relevantes, dentro da situação específica. A análise do terreno não é o produto final do processo. É o meio para a determinação do ‘onde’ e do ‘por onde’ podem ser exploradas melhor as oportunidades que o terreno oferece e do ‘como’ ele afeta as possíveis linhas de ação do inimigo.

Etapa 6: Efeitos do terreno sobre as operações militares Nessa etapa, deverá ser visualizado o movimento em cada Via A. A reação do movimento com todos os aspectos militares e gerais, já estudados, permitirá a determinação dos efeitos do terreno sobre as operações de nossas forças e as do inimigo.

ESTUDO DO TERRENO E DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

Base de dados

Etapa 1 Identificação dos aspectos a conhecer
Etapa 1 Identificação dos aspectos a conhecer
Etapa 1 Identificação dos aspectos a conhecer

Etapa 1

Identificação dos aspectos a conhecer

Identificação dos aspectos a conhecer
Etapa 2 Elaboração dos calcos dos aspectos gerais do terreno e dos elementos meteorológicos. Etapa
Etapa 2
Elaboração dos calcos
dos aspectos gerais do terreno
e dos elementos meteorológicos.
Etapa 3
Integração do terreno
com as condições
meteorológicas
Etapa 6 Efeitos do terreno sobre as operações militares Etapa 5 Análise do Terreno
Etapa 6
Efeitos do terreno
sobre as operações
militares
Etapa 5
Análise
do Terreno

Etapa 4 Identificação dos Crdr Mbld e das Via A

Fig 3-1 Etapas do Estudo do Terreno e das Condições Meteorológicas

3-2. ESTUDO DO TERRENO E DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

a. Identificação dos aspectos a conhecer

1) Inicialmente, deve-se comparar os conhecimentos necessários com as informações

disponíveis na base de dados existente nos arquivos da 2 a Seção. Além das cartas topográficas normais, que cobrem a zona de ação e a área de interesse, podem ser úteis os seguintes documentos e/ou atividades:

a) estudo de situação de inteligência, anexo de inteligência e outros do escalão superior,

pertinentes ao ambiente operacional;

b) estudos técnicos do terreno, cartas geodésicas;

c) fotografias aéreas recentes e interpretações de foto-informação;

d) relatórios de reconhecimentos; e

e) imagens de satélites.

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2) Dessa forma, são definidos os aspectos essenciais do terreno que devam ser objeto de busca e/ou coleta para tornarem-se conhecidos e utilizados na produção do conhecimento.

b. Elaboração dos calcos dos aspectos gerais do terreno 1) Classificação do terreno quanto à possibilidade de movimento

Considera-se, para fins de confecção do calco dos aspectos gerais, três tipos de terreno:

a) Terreno impeditivo

- É aquele desfavorável ao movimento de tropa de determinada natureza; sua

utilização necessitará de forte apoio de engenharia para possibilitar uma mobilidade restrita;

b) Terreno restritivo

- É aquele que limita o movimento de uma tropa e a velocidade de progressão será substancialmente reduzida se não houver o apoio necessário de engenharia;

c) Terreno adequado

que

- É

aquele

não

apresenta

limitações

ao

movimento

de

uma

tropa

e,

normalmente, não é necessário desenvolver qualquer atividade para melhorar a mobilidade.

A classificação de um terreno não é definida em termos absolutos. Basicamente, essa condição do terreno é influenciada pelas condições meteorológicas e pela natureza da tropa a ser empregada. Um terreno impeditivo ou restritivo não implica, necessariamente, que uma força não possa passar através dele, mas, que terá a sua velocidade do movimento substancialmente reduzida, a não ser que se exerça um esforço considerável para melhorar a mobilidade.

Esta classificação do terreno é em função da natureza da tropa que por ele progredirá. Por exemplo: a infantaria leve pode deslocar-se rapidamente através de um terreno que é impeditivo para unidades blindadas, como as florestas; por sua vez, as unidades blindadas podem mover-se facilmente através do terreno que é impeditivo para unidades de infantaria leve, como os cursos de água com mais de 1,20m de profundidade.

2) Aspectos gerais do terreno. A análise desses aspectos realiza-se mediante estudos topográficos da carta e de uma série de calcos que atualizam e complementam as informações existentes. Desta maneira, poderão ser acrescentados outros dados à carta, tais como:

- separação entre árvores e diâmetro de troncos, para determinar as condições de transitabilidade de veículos por bosques;

- largura, profundidade, altura das margens e suporte do leito de um rio, para determinar as possibilidades de vau;

- densidade da vegetação de acordo com a estação do ano;

- características do terreno que limitam a mobilidade;

- altura da vegetação e zonas edificadas para determinar seu efeito na observação, campo de tiro, cobertas e abrigos; e

- obras de arte novas e alterações do terreno (rodovias novas, desaparecimento de

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bosques, etc).

a) Relevo

(1) Aspectos de interesse

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A configuração da superfície do terreno - elevações e depressões - do ponto de vista militar, é constituída por terrenos planos, ondulados, movimentados e montanhosos. Sua representação nas cartas militares se realiza mediante curvas de nível, de tal forma que a leitura destas permite obter uma ideia da forma do terreno.

Contudo, nem todas os acidentes estarão representados nas cartas, quer seja por seu tamanho (pequenas para serem representadas em uma determinada escala) ou por efeito de fenômenos naturais (precipitações, inundações etc.). Por exemplo, em terrenos argilosos, as chuvas podem produzir valas de 5 metros de largura e 2 metros de profundidade, impedindo a passagem de viaturas motorizadas e de blindados. Daí a importância de complementar as informações das cartas com fotografias aéreas, reconhecimentos e tudo que estiver ao alcance do analista.

A declividade do terreno, complementada pelas informações obtidas, está diretamente relacionada com a mobilidade das tropas. A declividade deve ser verificada em termos de direção de movimento.

(2)Roteiro para a confecção do Calco do Relevo:

1 o Passo - lançamento de acidentes de importância militar representados em outras fontes (fotografias aéreas, informes de reconhecimento, imagens de satélite, etc)

2 o Passo - determinação das declividades;

3 o Passo - lançamento do calco as declividades de cada área, hachurando, de maneira distinta, as áreas impeditivas e restritivas.

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RELEVO SEGUNDO SUA DECLIVIDADE

RELEVO SEGUNDO SUA DECLIVIDADE

RELEVO SEGUNDO SUA DECLIVIDADE

INCLINAÇÃO DAS ENCOSTAS

0% - 10%

10% - 30%

30% - 45%

+ de 45%

GRAU

0º - 6º

6º - 17º

17º - 26º

+ de 26º

EFEITOS

Adequado para qualquer tropa.

Restritivo para Vtr sobre rodas e adequado para Vtr sobre lagartas.

Muito restritivo para Vtr sobre rodas e restritivo para Vtr sobre lagartas

Impeditivo para Vtr sobre rodas e lagartas e restritivo para tropas a pé.

Fig 3-2 Tipos de Encostas e suas Restrições

Comentários

Deve-se esclarecer que o quadro anterior é um guia, posto que sua incidência na mobilidade dependerá além da direção do movimento, da vegetação e das características, da resistência e umidade do solo. Nesse quadro considera-se a direção do movimento no sentido da inclinação, sem vegetação e solo seco.

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b) Vegetação

Fund Op Mil P I T C I

T S I 2015/2016 b) Vegetação Fund Op Mil – P I T C I Fig

Fig 3-3

(1) Aspectos de interesse

Calco de Relevo

A vegetação pode influenciar de diversas maneiras o emprego da força, a tomada

de uma decisão ou mesmo a evolução dos acontecimentos. A influência da vegetação sobre as operações está diretamente ligada a sua densidade: quanto mais densa, maior será a sua

influência.

A vegetação terá influência nos aspectos militares do terreno, em particular, na

observação e campos de tiro, nas cobertas e abrigos e nos obstáculos, nesse caso, impedindo,

restringindo ou canalizado o movimento de viaturas e tropas e limitando o emprego de meios aéreos.

O estudo da vegetação poderá servir de subsídio para o Oficial de Inteligência analisar o solo, a hidrografia, o clima e até mesmo a população localizada em determinada região, pois, os mesmos encontram-se, sem dúvida nenhuma, inter-relacionados com esse aspecto.

Dentre as características da vegetação, destaca-se o tipo (árvores, arbustos, pastagem ou cultivos). Com relação às árvores, é importante determinar-se a distância entre elas (em relação à transitabilidade), a altura e diâmetro (em relação a cobertas e abrigos); a resistência

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(se podem ou não ser derrubadas por veículos blindados).

(2)Roteiro para confecção do Calco de Vegetação

1 o Passo - estudar a carta, fotografias aéreas e informes de reconhecimento para determinar os tipos de vegetação existentes;

2 o Passo - ressaltar cada um deles no calco com diferentes cores; e

3 o Passo - determinar as restrições que a vegetação apresenta à mobilidade das tropas a pé, motorizadas e blindadas.

RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA VEGETAÇÃO

RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA VEGETAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DO TERRENO

Impeditivo

Restritivo

Adequado

VEGETAÇÃO

Grupo de árvores que impeçam o emprego de forças blindadas ou dificultem o Mvt de tropas a pé.

Árvores espaçadas com reduzido diâmetro (somente para forças blindadas).

Árvores com diâmetros reduzidos e espaçadas, não interferindo no emprego de Vtr ou tropas a pé.

Fig 3-4 Restrições Impostas pela Vegetação

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Fund Op Mil P I T C I

ECEME T S I 2015/2016 Fund Op Mil – P I T C I Fig 3-5

Fig 3-5

c) Natureza do Solo

(1) Aspectos de interesse

Calco de Vegetação

Em geral, a análise deste aspecto do ponto de vista militar tem dois objetivos: o primeiro relacionado com as construções de engenharia e outro, com a transitabilidade e a organização do terreno.

As fontes de informações para avaliar as condições do solo são muitas e variadas, mas, indubitavelmente, a mais importante é o reconhecimento terrestre.

A análise da consistência e da composição do solo determinará a transitabilidade, classificando o terreno em impeditivo, restritivo ou adequado.

As tabelas seguintes mostram valores que podem ser utilizados como primeira aproximação nas análises que se realizarem. Tendo em vista que são muito raras as ocasiões em que os solos se apresentam puros, em cada caso haverá que aproximá-los à realidade existente. Deve ser considerada a influência da umidade e a profundidade do solo superficial em relação ao material do subsolo.

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SOLO SEGUNDO SUA RESISTÊNCIA

 

CLASSIFICAÇÃO

RESISTÊNCIA EM Kg/cm²

Rochoso Pedregoso Arenoso (grosso) Arenoso (fino) Argiloso com areia Argiloso compacto Argiloso úmido Lamacento Pantanoso

 

7 50

5

7

4

5

2

3

2

3

2

3

0,5 1 0,5 1

Menos de 0,5

Fig 3-6 Resistência do Solo

TIPO DE VIATURA

PRESSÃO EM Kg/cm²

Viaturas leves VBTP (M 113) VBC, CC (LEOPARD 1 A1) VBC, CC (M60 A3 TTS)

0,3

0,5

0,6 0,7 0,7 0,8

Fig 3-7 Pressão das Viaturas sobre o Solo

(2) Roteiro para confecção do Calco de Solo:

1 o Passo - reunir e selecionar os dados levantados pelas diferentes fontes de

informações;

2 o Passo - analisar a informação mais relevante da área em seu conjunto, considerando o relevo e os cursos de água;

3 o Passo - ressaltar os diferentes tipos de solo, estabelecendo um sistema de catalogação que permita identificá-los com clareza; e

4 o Passo - estabelecer as áreas impeditivas e restritivas, de acordo com as características dos meios que se empregaram na área de operações (nossos e inimigos).

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Fund Op Mil P I T C I

ECEME T S I 2015/2016 Fund Op Mil – P I T C I Fig 3-8

Fig 3-8 Calco de Solo

d) Hidrografia

(1) Aspectos de interesse

A análise deste aspecto deve abranger todos os cursos de água que, dentro da área de operações, impeçam ou dificultem o movimento. Para isso será necessário completar os dados que figuram nas cartas topográficas. Estes dados devem ser atualizados, conforme a época do ano, com base nos períodos de cheia ou de estiagem.

O estudo da hidrografia deverá incluir rios, lagos e lagoas, determinando-se a largura, profundidade, velocidade das correntes, características do leito e das margens, locais de vau etc.

Para fins práticos será conveniente destacar todos os rios obstáculos, determinado a velocidade da corrente sempre que possível. Em relação aos vaus, será necessário destacar localização e profundidade.

VAU (m)

(1)

ELEMENTOS

Combatentes a pé

Viaturas ¼ e ¾ t sobre rodas e Art AR

Viaturas 2 ½ t e 5 t

OBSERVAÇÕES

1,00

1)

margens favoráveis.

2)

Corrente moderada, fundo firme e

Anfíbio:

- Flutua em profundidade > 1,6 m

0,60

0,75

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VBR (CASCAVEL)

1,10

 

-

Entre 1,10 e 1,60 m, com a hélice

VBR (URUTU) (2)

1,10

ligada, consegue transpor o curso de

água com dificuldade.

   

VBTP (M 113) (3)

1,60

Velocidade na água = 2,5 m/s. 3) Anfíbio:

-

VBC, CC (M41)

1,00

 

-

Flutua em profundidade >

 

1,20(4)

2,25(5)

VIATURAS

VBC, CC (LEOPARD 1 A1)

2,0 m

Entre 1,60 e 2,0 m consegue transpor o curso de água com dificuldade.

-

- Inclinação máxima da 2 a . margem:

BLINDADAS

5,00(6)

VBC, CC (M 60 A3 TTS)

1,20(4)

2,40(5)

VBE, L Pnt

1,05

4)

- 50 % (quando na Tva de vau). Sem preparação do CC Com preparação do CC Com snorkel

   

VBC, OAP 105 mm M 108

1,05

5)

VBC, OAP 155 mm M 108

1,05

6)

Fig 3-9 Tabela de Passagem a Vau

(2) Roteiro para a confecção de Calco de Hidrografia

1 o Passo - reunir toda a informação disponível relacionada com hidrografia (cartas, fotografias aéreas, informes de reconhecimento etc);

2 o Passo - representar os cursos de água existentes na área de operações;

3 o Passo - destacar os cursos de água, a velocidade da corrente naqueles trechos que interessem e os vaus com suas profundidades;

4 o Passo - indicar as inclinações das margens superiores a 15% e constituição (solo vegetação);

a

sua

5 o Passo - incluir na representação gráfica, com cor diferente aos já destacados, os cursos de água normalmente secos e as áreas sujeitas a inundações (ambos de acordo com a época do ano).

Este calco pode ser confeccionado em conjunto com o de obras de arte, povoados e vias de transportes.

RESTRIÇÕES IMPOSTAS PELA HIDROGRAFIA

CLASSIFICAÇÃO DO TERRENO

HIDROGRAFIA

Cursos de água, lagos, pântanos, zonas alagadiças, que

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Impeditivo

não possam ser vadeados ou atravessados com apoio de pontes lançadas de viaturas blindadas (PLVB) pela

Eng. Margens verticais, de superfície firme, que possam deter os CC, assim como correnteza com velocidade elevada

profundidade que influencie negativamente o emprego de Vtr Bld.

e

 

Cursos de água, lagos, áreas alagadiças, que possam ser vadeados ou atravessados com PLVB em vários

Restritivo

locais (mas não em toda a extensão considerada). A velocidade da correnteza deve ser reduzida (< 1,5 m/s) e

a

profundidade inferior a 1,20 m.

Adequado

Cursos de água, lagos, que possam ser vadeados em qualquer lugar ou que sejam de inexpressiva largura (< 1,5 m). A profundidade (< 60 cm) e a velocidade da correnteza não devem impedir a travessia.

Fig 3-10 Restrições Impostas pela Hidrografia

a travessia. Fig 3-10 Restrições Impostas pela Hidrografia e) Obras de arte Fig 3-11 Calco da

e) Obras de arte

Fig 3-11

Calco da Hidrografia

(1) Aspectos de interesse A importância militar desse aspecto está na sua relação com a transitabilidade, já que, de acordo com as características particulares de cada um deles, facilitará ou dificultará o

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movimento. Assim, por exemplo, uma ponte permitirá evitar um obstáculo, dando continuidade ao movimento; em compensação, os canais, valas, etc poderão restringir o movimento.

(2) Roteiro para a confecção do Calco de Obras de Arte 1 o Passo - complementar os dados da carta com estudos anteriores, fotografias aéreas, informes de reconhecimento etc ; e

2 o Passo - ressaltar ou representar graficamente as obras de arte com diferentes cores de acordo com seu tipo, indicando principalmente os seguintes dados:

- pontes - capacidade, largura, comprimento e material de construção;

- túneis - largura e comprimento;

- canais - o considerado para os rios e valas;

- represas - o considerado para os lagos;

- Rodovias; ferrovias, aeroportos etc.

f) Localidades

(1) Aspectos de interesse Para fins de transitabilidade, uma área urbanizada é, em princípio, um terreno impeditivo. As localidades são, na maioria das vezes, obstáculos que restringem e canalizam o movimento. As operações ofensivas em áreas urbanas são difíceis de serem conduzidas, por outro lado, as localidades, normalmente apresentam uma vantagem importante para o defensor. Se for necessário o emprego de forças nas localidades, o estudo deverá ser detalhado, a fim de servir de base para análise dos aspectos militares do terreno.

(2) Roteiro para a confecção do Calco de Localidades

- No caso de emprego de forças em áreas urbanas (combate em localidade), será

conveniente utilizar mapas e plantas-baixa das localidades, destacando-se os seguintes dados:

- as zonas adjacentes da área urbana;

- setores de maior concentração de população;

- pontos característicos e edifícios mais altos;

- instalações de rádio, serviços de utilidade pública, edifícios públicos etc;

- áreas abertas (praças, parques, estádios etc);

- áreas industriais, comerciais, residenciais etc;

- terminais ferroviários, rodoviários, aeroportos, portos, aeródromos etc; e

- outros dados julgados de interesse.

empregadas forças nas áreas urbanas, serão utilizadas

cartas topográficas complementadas com mapas das localidades necessários, destacando-se os seguintes dados:

- características das zonas adjacentes ao limite urbano (cultivos, obras de arte, vias de transporte, cursos de água etc);

- No caso de não serem

- dimensões da área urbana; e

- outros aspectos de interesse.

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c. Elaboração dos calcos dos efeitos das condições meteorológicas

1) Os calcos a serem confeccionados referem-se às condições meteorológicas existentes ou previstas para a área de operações no período considerado.

2) Os tipos de calcos que podem ser elaborados dependerão das características de determinada área, das informações disponíveis e do escalão considerado.

3) O estudo das condições meteorológicas e os calcos confeccionados serão detalhados no parágrafo 3-3.

d. Integração do terreno com as condições meteorológicas

1) Aspectos de interesse

Os calcos dos aspectos gerais do terreno e das condições meteorológicas são confeccionados simultaneamente. Estes calcos serão integrados ou superpostos de modo que se chegue a um único calco que contenha os obstáculos naturais e as restrições impostas pelos elementos meteorológicos.

e as restrições impostas pelos elementos meteorológicos. Fig 3-12 Confecção do Calco de Restrições ao Movimento

Fig 3-12

Confecção do Calco de Restrições ao Movimento

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2) Roteiro para a confecção do calco de restrições ao movimento

Para a confecção deste calco, todos os obstáculos naturais serão avaliados e codificados, e o terreno classificado em impeditivo, restritivo e adequado. Normalmente, o terreno impeditivo é representado em vermelho (ou hachurado cruzado), o restritivo, em amarelo ou laranja (ou hachurado simples). As áreas não assinaladas por nenhuma cor ou símbolo representam o terreno adequado, isto é, regiões onde uma tropa de determinada natureza tem liberdade de movimento.

tropa de determinada natureza tem liberdade de movimento. Fig 3-13 Calco de Restrições ao Movimento e.

Fig 3-13

Calco de Restrições ao Movimento

e. Identificação dos corredores de mobilidade e das vias de acesso

1) O Calco de Restrições ao Movimento permite que o oficial de inteligência verifique as faixas do terreno onde as forças terão a mobilidade afetada e onde o o movimento facilitado

2) Corredores de mobilidade

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O corredor de mobilidade é uma faixa do terreno, relativamente aberta, através da qual um elemento de manobra desdobrado poderá se deslocar.

Os corredores de mobilidade atravessam terrenos adequados, ocasionalmente, passam por terrenos restritivos e evitam os terrenos impeditivos. Normalmente, seguem a direção de estradas e trilhas.

Os corredores de mobilidade variam com o tipo, natureza e a mobilidade de cada força. As tropas blindadas e mecanizadas, normalmente, requerem grandes áreas para se moverem, buscam faixas para atirarem no limite de suas armas, sem que sejam engajadas pelo fogo direto do inimigo. As tropas a pé sofrem menores restrições pela presença de obstáculos ou terreno difícil, sendo, inclusive, favorecidas por áreas que forneçam cobertas e abrigos.

Os corredores de mobilidade podem ser representados por setas (indicadoras da direção) com a abreviatura do respectivo escalão. Os corredores podem ser favoráveis ao movimento em ambas as direções. Para facilitar o entendimento, pode ser usada a cor vermelha para indicar os corredores do inimigo e a azul ou preta para as nossas tropas.

Os corredores de mobilidade são identificados para as forças dois escalões abaixo daquele que executa o planejamento. Todavia, quando o terreno apresenta muitas restrições, permitindo apenas corredores de mobilidade mais estreitos, o planejador terá que considerar outros escalões menores.

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ECEME T S I 2015/2016 Fund Op Mil – P I T C I Fig 3-14

Fig 3-14

Calco dos Corredores de Mobilidade

3) Vias de acesso

As vias de acesso são determinadas com base nos corredores de mobilidade e são identificadas tanto para as nossas forças como para as do inimigo.

Inicialmente, são identificadas as vias de acesso da força (amiga ou inimiga) que possui a iniciativa das ações. Esta medida irá, posteriormente, facilitar a elaboração das linhas de ação. Se as nossas forças atacarão antes, as nossas vias de acesso serão identificadas primeiro.

As vias de acesso são determinadas para unidades um escalão abaixo daquele que realiza o planejamento. Assim, uma brigada considera vias de acesso valor batalhão ou regimento.

Normalmente, as vias de acesso são determinadas combinando dois ou mais corredores de mobilidade, desde que estes estejam suficientemente próximos. A distância máxima entre corredores de mobilidade a serem incluídos numa mesma via de acesso é aquela propiciada pelos meios de apoio mútuo e de comando e controle disponíveis. A separação entre os corredores de mobilidade está, também, condicionada pelo julgamento tático da situação existente. A tabela,

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apresentada a seguir, pode ser utilizada como base de raciocínio.

ESCALÃO

VIA DE ACESSO Valor

CORREDOR DE

SEPARAÇÃO MÁXIMA ENTRE OS CORREDORES DE MOBILIDADE

PLANEJADOR

MOBILIDADE

 

Valor

FTC

Divisão (DTA)

Brigada

10 Km

   

Batalhão /

 

DE

Brigada

Regimento

6

Km

Bda

Batalhão

Companhia

2

Km

Fig 3-15

Separação Máxima entre Corredores de Mobilidade

Dois ou mais corredores de mobilidade, dentro das distâncias indicadas e no mesmo

sentido da direção geral de ataque ou de contra-ataque, são combinados para constituir uma Via

A.

As vias de acesso são selecionadas por meio dos atrativos operacionais, sem a consideração inicial de limites, objetivos, linha de partida, linha de contato, etc.

As vias de acesso são definidas em função do terreno e da direção de ataque ou contra- ataque. Não deve haver a preocupação de coincidi-las com manobras pré-concebidas.

Uma via de acesso pode conter algum terreno impeditivo ou restritivo entre os corredores de mobilidade. Desnecessário dizer que não se deve selecionar uma via de acesso através de terreno que não disponha de corredores de mobilidade.

As vias de acesso podem ser representadas por setas, englobando seus corredores de mobilidade constituintes. Da mesma forma que os corredores de mobilidade, a cor vermelha pode ser usada para indicar as vias de acesso do inimigo e as cores azul ou preta para as de nossas forças. Designa-se cada via de acesso em sequência numérica da esquerda para a direita, quando nos posicionamos “olhando” para o inimigo.

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ECEME T S I 2015/2016 Fund Op Mil – P I T C I f. Análise

f. Análise do terreno

1) Generalidades

Fig 3-16

Calco das Vias de Acesso

Uma vez realizado o estudo dos aspectos gerais do terreno e das condições meteorológicas e já tendo sido identificados os corredores de mobilidade e as vias de acesso, pode-se iniciar a análise do terreno.

A análise do terreno é executada com base nas vias de acesso.

Nesta etapa, cada via de acesso é analisada detalhadamente, tanto do ponto de vista do inimigo como das nossas forças.

Os aspectos a serem considerados na análise do terreno incluem a observação e campos de tiro, cobertas e abrigos, obstáculos, acidentes capitais e outros. Deve-se focalizar os mais relevantes para a situação específica.

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2) Observação e campos de tiro

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Devem ser examinadas as características do terreno ao longo da via de acesso para determinar as condições de observação e para a realização de fogos. São analisados, também, as várias posições onde o defensor poderá conduzir e executar seus fogos.

Os elementos do terreno que afetam diretamente esse fator são o relevo e a vegetação, como também as obras de arte, as localidades e todos os obstáculos que se interponham à visão humana ou à linha de visada de um armamento.

Para a análise desse fator, deverá ser levado em conta a visão natural, a visão com ajuda de dispositivos óticos, o alcance e a trajetória das armas e as características dos meios de comunicações e de detecção de alvos (rádio, radares, telêmetros laser etc).

Áreas em que o defensor tem condições de observar podem ser definidas por desenhos que indicam os setores de observação das posições defensivas.

os setores de observação das posições defensivas. 3) Cobertas e abrigos Fig 3-17 Setor de Observação

3) Cobertas e abrigos

Fig 3-17

Setor de Observação

Devem ser analisadas as áreas que podem proporcionar abrigo e cobertura. Tendo previamente considerado as áreas de onde o defensor dispõe de observação e campos de tiro, o oficial de inteligência deve agora determinar as áreas através das quais as forças atacantes podem avançar, explorando a cobertura ou estando abrigadas.

As cobertas e os abrigos devem ser considerados em conjunto com a observação e os fogos, tanto terrestres, quanto aéreos.

Os elementos do terreno que influem nesse fator são a vegetação, o relevo, a natureza do solo, as obras de arte e as localidades.

Após ter estudado os elementos do terreno, a conjugação de todos os parâmetros dará como resultado um calco onde estarão representadas as regiões favoráveis ou desfavoráveis com relação às cobertas e abrigos.

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ECEME T S I 2015/2016 Fund Op Mil – P I T C I Fig 3-18

Fig 3-18

Calco das Cobertas e Abrigos

4) Obstáculos

A influência dos obstáculos sobre a mobilidade é um dos fatores de maior importância na

análise do terreno.

Deve-se considerar que os obstáculos paralelos às vias de acesso podem proteger os flancos do atacante. Em contrapartida, quando se apresentam transversalmente à uma Via A proporcionam linhas de resistência que favorecem o defensor.

Todos os elementos do terreno devem ser analisados para determinar os obstáculos, pois, cada um deles, em maior ou menor grau, afetará o movimento de uma força.

O efeito dos obstáculos varia sobre os diferentes tipos de forças (de acordo com suas naturezas); por exemplo, os bosques de difícil penetração por forças blindadas ou motorizadas podem ser atravessadas por tropas a pé, e assim por diante.

O calco de restrições ao movimento determinará as áreas adequadas ao movimento, as

que restringem e as que impedem o movimento. Essas áreas poderão ser indicadas com

números, cores ou qualquer tipo de convenção que permita uma clara compreensão.

Assim, pode-se responder a diversos questionamentos, tais como:

- Que obstáculos naturais, ao longo da via de acesso, restringem ou impedem o

movimento ?

- Que obstáculos artificiais o defensor já colocou ou irá provavelmente colocar ? E a sua provável localização ?

- Que obstáculos existentes podem ser facilmente agravados?

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- Que obstáculos paralelos às vias de acesso garantem proteção de flanco ou limitam o movimento nessa região?

- Onde e como pode a proteção de flanco ser melhorada pelo planejamento e execução de agravamento de obstáculos?

Pela análise dos corredores de mobilidade penetrando pelos flancos nas vias de acesso, pode-se prever o local de possíveis contra-ataques conduzidos pelo defensor e planejar o lançamento de outros obstáculos? As áreas por onde o inimigo tem que se deslocar devem ser batidas por fogos e/ou sofrer o lançamento de fumígenos, de agentes químicos e de minas e/ou o emprego de forças em posições defensivas?

5) Acidentes capitais

Os acidentes capitais são determinados em função da missão, do escalão e das faixas do terreno analisadas anteriormente. Para isso, identificam-se os acidentes do terreno que, quando controlados, dominam as vias de acesso. Estes acidentes capitais, conforme o estudo de situação, poderão se transformar em objetivos.

O calco das vias de acesso é fundamental para o levantamento dos acidentes capitais. Por meio deste calco, pode-se determinar os pontos chaves que, em cada uma delas, têm influência marcante sobre o movimento ou a manobra. Também são verificados os locais que, permitem a aplicação de nosso poder de combate ou restringem o poder de combate do inimigo, e que, são decisivos ou fundamentais para o cumprimento da missão.

6) Adequação do Espaço de Manobra (dimensão das vias de acesso)

A identificação dos corredores de mobilidade e das vias de acesso permite a visualização do movimento ao longo dessas faixas e a dedução sobre o grau de liberdade de manobra possível na via de acesso e, inversamente, as restrições, canalizações e os pontos de estrangulamento.

7) Facilidade de Movimento (trafegabilidade, comprimento e direção da via de acesso)

Este aspecto da análise é considerado em função do tempo e do espaço. Deve ser feita uma avaliação do tempo mínimo para percorrer a via de acesso, tomando como base as

velocidades que constam nos Dados Médios de Planejamento existentes. A trafegabilidade geral,

a extensão e a direção da via de acesso são aspectos que, também, devem ser considerados.

8) Outros aspectos complementares

Outros aspectos poderão complementar a análise do terreno, em função das características da operação. Entre esses, podem ser analisados as rotas de aproximação aérea, os efeitos de fumígenos e dos agentes QBN; o emprego de dispositivos de vigilância, a guerra eletrônica, as ações irregulares, etc.

a) Rotas de aproximação aérea

Uma rota de aproximação aérea é um espaço aéreo em forma de corredor que permite

o movimento adequado de certo número de aeronaves até determinado local. A identificação das

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rotas de aproximação aérea do inimigo é importante, pois permite a visualização das principais direções de uma ameaça aérea e o posicionamento da artilharia antiaérea amiga. Esta ameaça inimiga poderá se materializar por meio de aeronaves de asa fixa e/ou rotativa. A identificação das rotas de aproximação aérea das forças amigas é importante para levantamento dos prováveis setores de aproximação de helicópteros e para a integração do movimento aéreo com as medidas de coordenação de apoio de fogo.

Os seguintes fatores podem ser considerados na seleção das rotas de aproximação:

- espaço aéreo suficiente;

- ocultação da observação terrestre;

- características facilmente reconhecíveis no terreno; e

- extensão das rotas.

A rota de aproximação deve ter um espaço aéreo suficiente para permitir uma evolução segura das aeronaves. Na definição deste espaço aéreo, deve-se levar em consideração as limitações decorrentes do emprego dos meios de apoio de fogo de artilharia e aerotático e as medidas de coordenação

A navegação aérea a baixa altura é extremamente difícil. A presença de características facilmente identificáveis do terreno, como linhas de água ou estradas podem melhorar sobremaneira a orientação dos pilotos. Os vales são geralmente desejáveis, porque facilitam a navegação e a ocultação do movimento. Os detalhes planimétricos do terreno são os mais úteis no auxílio à navegação.

A extensão das rotas é importante, pois, as rotas de voo mais curtas que garantem espaço aéreo suficiente, ocultação da observação terrestre e características do terreno facilmente identificáveis são geralmente preferíveis para minimizar a exposição das aeronaves em voo até a área do objetivo.

Na seleção das rotas de aproximação aérea de nossas forças, devem ser identificadas

as possíveis localizações das armas antiaéreas.

b) Agentes químicos, biológicos e nucleares

O lançamento de armas de destruição em massa no terreno pode alterar

consideravelmente as características das vias de acesso. Os efeitos de derrubada de árvores, destruição de zonas urbanizadas e a existência de áreas restritas devido à contaminação química,

radiológica ou biológica, afetam naturalmente a facilidade do movimento, espaço de manobra, uso de acidentes capitais, a existência de cobertas e abrigos e a observação e campos de tiro.

c) Outros meios

Deve-se também considerar no estudo do terreno, outros fatores, incluindo a vulnerabilidade das vias de acesso para a ação de guerra irregular, ações psicológicas e o grau em que os meios de guerra eletrônica e de vigilância do campo de batalha podem ser utilizados.

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8) Comparação das vias de acesso

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De posse da análise realizada, o oficial de inteligência compara as vias de acesso identificadas, assinalando as vantagens e desvantagens de cada uma, e conclui com a seleção daquelas que mais favoreçam a execução o cumprimento da missão.

FATORES

 

VIAS DE ACESSO

 

Obs

1

2

3

4

5

Observação e Campos de Tiro

           

Cobertas e Abrigos

           

Obstáculos

           

Acidentes Capitais

           

Espaço de Manobra (canalização)

           

Facilidade de Movimento

           

Rede viária (suporte logístico)

           

Outros

           

Classificação

           

Fig 3-19

Quadro Comparativo das Vias de Acesso

Obs: Normalmente, utiliza-se os conceitos MB, B, R e I para representar a preponderância das vantagens e das desvantagens de cada Via A face aos fatores de comparação. Pode-se também utilizar valores numéricos, atribuindo-se ainda pesos maiores para os fatores julgados mais preponderantes na operação.

f. Efeitos do terreno sobre as operações militares Após o estudo de terreno, o processo deve concluir quanto aos efeitos do terreno sobre as operações, tanto as de nossas forças, como para as do inimigo. Esses efeitos são obtidos pela visualização do movimento através das vias de acesso e reação da progressão com as

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particularidades do terreno. Todos os aspectos levantados, como obstáculos, locais favoráveis à observação, flanqueamentos, etc, são integrados ao movimento, permitindo-se avaliar se a tropa que progride em uma Via A será dispersada, canalizada, retardada ou sofrerá outros efeitos.

Após a obtenção dos efeitos em cada via de acesso, o oficial de inteligência deverá deduzir os efeitos dentro da área de operações como um todo. Assim, por exemplo, deverá levantar as faixas mais favoráveis ao ataque ou defesa dos contendores, a quantidade de peças de manobra que podem ser empregadas, os efeitos das convergências de vias de acesso (se são favoráveis) e efeitos de estrangulamentos das vias de acesso na manobra como um todo, entre outros aspectos

3-3.

ESTUDO DAS CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

a. Generalidades

1) As condições meteorológicas exercem influência em todas as atividades executadas pelas forças empregadas em determinada operação. Seus efeitos são percebidos, com maior evidência, sobre a visibilidade, a transitabilidade, as características dos cursos d’água, as condições aéreas e as possibilidades que o terreno oferece para a sua utilização.

2) A mobilidade é um dos aspectos que mais interessam às operações e é, também, aquele que mais evidencia a profunda influência que as condições meteorológicas podem exercer sobre o terreno e, em consequência, sobre a transitabilidade. Daí, a importância do estudo integrado das condições meteorológicas com as condições existentes no terreno.

b. Processo de Estudo das Condições Meteorológicas

1) Inicialmente, há que dispor-se de uma completa base de dados que possibilite conhecer as grandes características climáticas e as condições meteorológicas dominantes na área de operações.

2) A partir do conhecimento das condições normais do clima da área de operações, é necessário atualizar as informações com base nas previsões meteorológicas a curto, médio e longo prazos, permitindo, com maior precisão, a determinação dos efeitos esperados sobre as condições de visibilidade, temperatura, emprego de fumígenos, movimento por estrada e campo, emprego das armas e equipamentos, etc.

3) De posse de todos os conhecimentos obtidos, confecciona-se uma série de calcos que permitirão integrar e analisar graficamente a influência das condições meteorológicas sobre as operações.

c. Elementos Meteorológicos

1) As propriedades e as características físicas da atmosfera que carecem ser medidas ou observadas para a descrição do estado das condições meteorológicas são denominadas elementos meteorológicos.

2) Os elementos meteorológicos que mais influenciam as operações militares são o

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crespúsculo, as fases da lua, as condições atmosféricas, o vento e outros.

a) Crepúsculo A passagem da noite para o dia denomina-se crepúsculo matutino e a passagem do

dia para a noite, crepúsculo vespertino. Existem três tipos de crepúsculos:

- crepúsculo astronômico a luminosidade oferecida é tão reduzida que, para fins militares, pode ser considerado como obscuridade;

- crepúsculo náutico proporciona luminosidade suficiente para a realização dos

movimentos terrestres, aplicando-se os dados relativos aos movimentos diurnos; a visibilidade fica limitada a um máximo de 400 metros, permitindo o emprego do armamento até esse alcance e a

progressão com relativa coberta da observação inimiga; conforme a situação, permite a observação dos fogos da artilharia e as operações aéreas diurnas;

- crepúsculo civil proporciona luminosidade suficiente para as atividades diurnas normais, pelo que permite operações militares de qualquer tipo.

A duração dos crepúsculos depende da localização geográfica (latitude e longitude)

e varia ao longo do tempo.

(latitude e longitude) e varia ao longo do tempo. Fig 3-20 - Crepúsculos Enquanto que na

Fig 3-20 - Crepúsculos

Enquanto que na ofensiva, a baixa luminosidade favorece a concentração de forças, a manobra e a obtenção da surpresa, na defensiva, prejudica a vigilância, impede o reconhecimento, dificulta a coordenação e controle e reduz a precisão da busca de alvos.

b) Fases da lua

As condições de visibilidade noturna são determinadas, principalmente, pelas fases

da lua. A visibilidade é mínima na fase de lua nova, aumenta na fase de quarto-crescente, alcança

o máximo na lua cheia e decresce na quarto-minguante, e assim sucessivamente.

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Fase da Lua

Período médio de luar

Luminosidade

Cheia

Das 18:00 h às 0600 h

Luar na maior parte da noite

Quarto-Minguante

Das 00:00 h às 12:00 h

Luar na segunda parte da noite

Nova

Das 06:00 h às 18:00 h

Noite sem luar

Quarto-Crescente

Das 12:00 h às 24:00 h

Luar na primeira parte da noite

Assim, a luminosidade deve ser analisada em função do nascer e do pôr do sol e das fases da lua, que exercerão influência nas condições de observação, de sigilo, de emprego dos meios aéreos e de coordenação e controle das tropas.

A visibilidade não é somente afetada pela diminuição ou ausência de luz direta, também por outros elementos meteorológicos, tais como precipitações, nebulosidade, ventos, etc.

c) Precipitações

As precipitações têm grande influência sobre o estado do terreno, a observação, as

tropas e o funcionamento de alguns armamentos, materiais e equipamentos. Conforme o tipo de terreno, a transitabilidade poderá ser afetada. A chuva pode reduzir drasticamente a persistência dos agentes químicos, a eficácia das minas, de alguns equipamentos e do armamento em geral. A eficácia do pessoal também será reduzida pelas precipitações, ao produzir desconforto, aumentar

a fadiga e gerar outros problemas físicos e psicológicos.

Um aspecto importante a considerar é a ocorrência de descargas elétricas, que podem incidir sobre depósitos de munições e de combustíveis, afetar as linhas de transmissão terrestres e alterar ou impedir o uso do espectro eletromagnético, tanto para a realização de transmissões como para o emprego de radares e sensores.

d) Ventos

A direção e a velocidade do vento têm influência sobre o emprego de fumígenos e de agentes QBN. A direção terá influência tática, com relação à favorabilidade ou não de seu lançamento. E, a velocidade terá influência técnica, definindo as possibilidades do emprego do agente.

A velocidade dos ventos produzirão efeitos sobre o emprego de meios de combate

e de tropas especiais, como por exemplo, as aerotransportadas.

Como exemplo da influência da direção do vento sobre o emprego de meios de combate, destaca-se a detecção de sons, onde o vento poderá aumentar ou encurtar a percepção da distância do local de ocorrências.

Um aspecto positivo, do ponto de vista militar, é que os ventos irão acelerar a secagem dos solos, antecipando a melhoria das condições de trafegabilidade dos solos.

e) Nebulosidade

A nebulosidade é uma situação decorrente da maior ou menor existência da formação de nuvens ou mesmo de nevoeiro, neblina, névoa, entre outros.

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O tipo e densidade da camada de nuvens, assim como a altura de seus limites

inferior e superior, influi nas operações aéreas. As nuvens também podem afetar as operações terrestres, porque limitam a luminosidade natural diurna e noturna, determinam as precipitações. A neblina poderá interferir na visiblidade.

f) Temperatura e umidade

Estes dois elementos têm influência nos vetores lançados através da atmosfera, tais como, aeronaves, mísseis, foguetes e granadas de artilharia. Quando estes elementos apresentam valores extremos, afetam o rendimento do pessoal, do material e do equipamento, do armamento, de viaturas, etc; podem causar dificuldades na construção de posições e fortificações; e irão provocar um aumento na dependência do apoio logístico.

A temperatura deve ser analisada sob dois aspectos distintos:

- quanto ao seu valor absoluto, particularmente quando indicar situações extremas

de frio e de calor, influenciando na eficiência combativa das tropas e no funcionamento do material empregado;

- quanto ao seu valor relativo, ou gradiente de temperatura, que é a diferença

entre as temperaturas das camadas de ar; assim, três situações podem ocorrer:

- inversão - a temperatura aumenta com a altitude; a velocidade dos ventos é

pequena e o ar estável, com poucas correntes; permite a utilização de agentes QBN e favorece o lançamento de “cortinas” de fumaça;

- neutralidade - a variação da temperatura com a altitude é pequena ou nula; o

ar é moderadamente estável, caracterizando-se como uma situação intermediária entre a inversão e;

- lapse - a temperatura diminui à medida que a altitude aumenta; o ar torna-se

instável, não favorecendo o lançamento de agentes QBN e o emprego de “cortinas” de fumígenos, mas a formação de “tetos” de fumaça.

d. Calcos das Condições Meteorológicas

a) Calco de neblina ou nevoeiro

Normalmente, nas zonas costeiras e em vales interiores, este fenômeno é muito frequente pela manhã, limitando a visibilidade e produzindo efeitos sobre as operações.

De acordo com os dados meteorológicos já conhecidos ou levantados, representa- se no calco a dimensão e a localização da neblina ou nevoeiro, indicando-se, dentro do possível, as horas de duração e a visibilidade em metros que permita. Assim, é possível determinar-se o período e o local onde haverá limitação da visibilidade para as nossas forças e para as do inimigo.

b) Calco de precipitações

Neste calco, são representados os efeitos das chuvas sobre o terreno. Desta forma, devem ser assinaladas as áreas que dificultem o acesso e a passagem sem meios auxiliares e as

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áreas inundadas, para que se possam visualizar as alterações ocorridas na área de operações que afetem a transitabilidade, o movimento de tropas, o emprego de equipamentos e materiais, etc.

O efeito das precipitações dependem da natureza do solo e de sua capacidade de

drenar água.

da natureza do solo e de sua capacidade de drenar água. Fig 3-21 - Calco de

Fig 3-21 - Calco de Precipitações

c) Calco de ventos

Dependendo do tamanho da área de operações, poder-se-á representar a circulação local dos ventos predominantes, com suas velocidades e direções, o que poderá determinar a melhor utilização de agentes fumígenos e QBN, bem como seu possível efeito sobre o armamento em geral, equipamento especial de vigilância e busca de alvos e sobre as tropas.

4) Um calco-resumo pode ser confeccionado somando todos os calcos dos elementos meteorológicos e posteriormente “sobrepondo-o ao terreno” para determinar seus efeitos; por outro lado, pode-se sobrepor cada calco sobre o “terreno”, já que de ambas as formas poder-se-á obter o mesmo resultado. Isto dependerá de cada situação em particular, já que, em um período relativamente curto, um elemento meteorológico pode sofrer variações, o que afetará de maneira distinta o conjunto deles ou somente o terreno.

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VOLUME I - 2ª PARTE 3ª FASE AVALIAÇÃO DO INIMIGO

4-1 GENERALIDADES

A avaliação do inimigo consiste em um estudo detalhado da sua ordem de batalha, de sua or-

ganização, estrutura de comando, doutrina de emprego, métodos de combate, armamentos e equipamentos e outros fatores necessários para determinar suas peculiaridades e deficiências, possibilidades e limitações.

A avaliação do inimigo é um processo contínuo, lógico e dinâmico. Os avaliadores devem estar

atentos à adoção de novos métodos de atuação, ao desenvolvimento científico-tecnológico e, até

mesmo, às modificações doutrinárias.

Dessa avaliação, serão obtidos os calcos de situação com as informações da ordem de batalha do inimigo, representadas graficamente.

Para a confecção dos calcos de situação do inimigo é importante que se disponha de matrizes doutrinárias, desde o tempo de paz e que sejam tantas quantas forem as atitudes, manobras, ope- rações ou ações, características e tipos de unidades que possam ser empregadas contra nossas forças. Essas matrizes fazem parte do banco de dados, e não são apenas sobre unidades de ma- nobra, mas também, sobre as unidades de apoio ao combate e apoio logístico.

4-2 PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO INIMIGO

A avaliação do inimigo é realizada de modo sequencial, dividido em três etapas, conforme a

figura abaixo (Fig 4-1).

MONTAGEM DO BANCO DE DADOS DO INIMIGO

MONTAGEM DO BANCO DE DADOS DO INIMIGO ANÁLISE DOS FATORES DA ORDEM DE BATALHA CONFECÇÃO DOS

ANÁLISE DOS

FATORES

DA ORDEM

DE BATALHA

DE DADOS DO INIMIGO ANÁLISE DOS FATORES DA ORDEM DE BATALHA CONFECÇÃO DOS CALCOS DE SITUAÇÃO

CONFECÇÃO

DOS CALCOS

DE SITUAÇÃO

DO INIMIGO

Fig 4-1

Etapas do processo de avaliação do inimigo

4-3 MONTAGEM DO BANCO DE DADOS DO INIMIGO

Um banco de dados, contendo as informações sobre o inimigo localizado em nossa área de interesse, deverá ser o mais completo e atualizado possível.

Para a atualização deste banco de dados, a força procura obter os dados e/ou conhecimentos que lhe são necessários por intermédio de todos os meios de busca disponíveis.

Além disso, são aproveitados:

- os manuais e regulamentos militares;

- as publicações doutrinárias e de instrução; e

- os artigos publicados pelos órgãos de comunicação social.

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O banco de dados permitirá determinar, quando identificado o inimigo, quais os aspectos es- senciais conhecidos, os parcialmente conhecidos e aqueles a conhecer, auxiliando a definição das necessidades de inteligência (EEI), a expedição de Pedidos de Busca (PB) e acionamento das Ordens de Busca (OB) e, em conjunto com a 3a Seção, o desencadeamento de missões ligadas à vigilância, reconhecimento e busca de alvos.

Esta etapa será concluída por meio de uma avaliação global dos dados obtidos. Esse conhe- cimento será, em fase seguinte, integrado com as informações sobre o terreno e condições mete- orológicas.

4-4 ANÁLISE DOS FATORES DA ORDEM DE BATALHA

Esta etapa consiste em materializar a situação existente ou uma situação próxima da real.

Os conhecimentos e dados disponíveis permitirão confeccionar os calcos de situação do inimi- go e auxiliarão, na fase de integração, na determinação das possibilidades e das prováveis linhas de ação do inimigo. Os fatores de análise do inimigo são os seguintes:

- Dispositivo

- Composição

- Valor

- Atividades importantes, recentes e atuais

- Peculiaridades e Deficiências

a. Dispositivo

O dispositivo significa a localização das unidades inimigas e o seu desdobramento tático. Os

movimentos recentes, em curso e previstos, dessas unidades estão intimamente relacionados com o seu dispositivo.

O desdobramento tático é definido pela posição relativa das unidades, entre si ou em rela-

ção ao terreno. Se for conhecido, com antecedência, o desenvolvimento tático das forças inimi-

gas, é possível deduzir-se, com segurança, as prováveis ações do inimigo.

Um estudo do dispositivo, conjugado com uma análise pormenorizada do terreno, conduz a conclusões lógicas referentes às possibilidades do inimigo, suas vulnerabilidades e prováveis li- nhas de ação.

O movimento das unidades inimigas é outro elemento considerado no seu dispositivo. Indí-

cios sobre a movimentação de uma força inimiga tem especial interesse, pois, terão influência na evolução da situação. Uma concentração importante de forças em uma certa área permite ao co-

mandante inferir sobre objetivos inimigos e prováveis linhas de ação.

O estudo do dispositivo inimigo é efetuado, normalmente, até 2 (dois) escalões abaixo do

escalão que o executa.

b. Composição

A composição abrange a identificação e a organização das tropas.

A identificação é frequentemente tida como a chave do conhecimento da ordem de batalha.

Envolve, em geral, a determinação do escalão, tipo e natureza da força, sua designação numérica

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e o comando de que ela é subordinada. Pela identificação, o oficial de inteligência poderá estabe- lecer um quadro geral sobre o inimigo na área de operações.

indispensável conhecer os sistemas de designação de unidades adotados pelo inimigo, o

que, além de facilitar a identificação, permitirá, ainda, deduzir elementos de importância acerca da

estrutura da força inimiga, das missões de unidades especiais, planos de mobilização, etc. Na falta do conhecimento dos números específicos e designações-tipo das forças, pode-se recorrer a outros meios para a sua referência, tais como, nomes de código, nomes dos comandantes ou das localidades-sedes, etc.

É

Entende-se por organização, a estrutura de uma força e a relação dos vários escalões den- tro desta estrutura. O conhecimento da organização de uma força militar é indispensável para am- pliar os aspectos conhecidos relativos ao valor, táticas, doutrina, instrução, logística e eficiência de combate. As possibilidades de um inimigo não podem ser levantadas com precisão sem o conhe- cimento da sua organização.

Combinada com a organização do inimigo, a identificação específica de uma unidade alerta da possível presença de outras unidades ainda não identificadas.

c. Valor

O valor de uma força está relacionado com o escalão, dotação de armas e equipamentos e

poder de combate. O valor proporciona um forte indício sobre as possibilidades e prováveis linhas

de ação das forças inimigas.

São consideradas todas as unidades inimigas que, admissivelmente, podem ser emprega- das contra a nossa unidade de forma a afetar o cumprimento da missão.

Na avaliação do valor do inimigo, deve-se levar em consideração as baixas e claros existen-

tes.

Para outras forças, como as irregulares, que não tenham uma organização fixa e conhecida,

a avaliação é feita em termos de efetivos.

O valor do inimigo é apresentado nos seguintes elementos: tropas empenhadas; reforços;

artilharia; apoio aéreo; apoio QBN e outros, incluindo os elementos de guerra eletrônica, defesas antiaérea e anticarro, forças irregulares, vigilância do campo de batalha, etc.

1)Tropas empenhadas:

São as forças inimigas (terrestres) de manobra, em contato e outras unidades terrestres em contato iminente, assim como as suas reservas imediatas, seja qual for a linha de ação im- plementada pelas nossas forças. A consideração de uma força inimiga, como empenhada, é de- terminada em função do seu dispositivo, localização, comando superior, doutrina e escalão em que o estudo é realizado.

As tropas empenhadas são expressas em termos de unidades de dois escalões imedia- tamente abaixo daquele em que é feito o estudo, isto é, o oficial de inteligência da Divisão avalia as unidades inimigas empenhadas em batalhões enquanto que o oficial de inteligência da Brigada avalia-as em companhias, etc.

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Quando há dúvida se uma força é empenhada ou de reforço, considera-se em reforço. Isto atribui ao inimigo maior flexibilidade para empregar as suas forças a fim de se opor à determi- nada linha de ação das nossas forças.

2) Tropas em condições de reforçar São todas as forças inimigas conhecidas que não estão empenhadas dentro ou fora da nossa zona de ação, mas que podem ser capazes de cerrar contra nossas tropas a tempo de in- fluir no cumprimento da missão.

Sempre que possível, as tropas consideradas como reforços devem ser identificadas pela sua designação e localização.

O oficial de inteligência deve considerar que não é previsível o contato iminente com os reforços e que a sua determinação depende do dispositivo, localização, escalão ou outros fatores relacionados.

Por ocasião da determinação das possibilidades inimigas, o oficial de inteligência deverá elaborar o Quadro de Reforço, conforme o modelo abaixo:

 

QUADRO DE REFORÇO PARA AS AÇÕES DE ATAQUE

 
   

HORA

PONTO

   

SU/U/GU

LOCAL

Info

LÓGICO

 

PRAZO

 

Obs

       

A partir de D+2/1725 ou:

 

- 55 minutos após o seu des-

LENTE

locamento diurno

d

= 3 km

Região

-

1 h 35 min após o seu des-

 

RI Mtz

SW

1630

locamento noturno

de PAR-

 

A partir de D+2/1800 ou:

 
 

DAL

 

- 90 minutos após o seu des-

Faz CU-

RUPI

locamento diurno

-

2 h 15 min após o seu des-

d

= 5 km

locamento noturno

 
       

A partir de D+2/1645 ou:

 

Esqd CC

Região

N

de PAR-

1630

LENTE

- 15 minutos após o seu des-

locamento diurno

-

d

= 6 km

DAL

22 minutos após o seu des- locamento noturno

 

Fig 4-2

Exemplo de um Quadro de Reforço

3) Artilharia Consiste na listagem das unidades de artilharia, incluindo as orgânicas das unidades de manobra, identificadas como sendo em apoio às tropas empenhadas ou em condições de reforçar.

4) Apoio aéreo A possibilidade aérea do inimigo é determinada pelos órgãos de Inteligência da Força

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Aérea, com base nas aeronaves inimigas disponíveis, nos respectivos raios de ação, no nível da manutenção, no desgaste previsto, na situação tática terrestre e em outros fatores. A Força Aérea fornece informações relativas ao número de surtidas diárias, por tipos de aviões, que o inimigo é capaz de realizar. Esta estimativa é a adotada por todos os comandos localizados em uma única região, pois, raramente, se poderá estimar a proporção do apoio aéreo que pode ser empregado contra cada uma das zonas de ação.

5) Apoio Químico, Biológico, Nuclear (QBN)

O estudo das possibilidades de emprego de meios de QBN por parte do inimigo é reali- zado pela FTC e escalões superiores. Os escalões menores utilizam os estudos daqueles esca- lões, modificando-os eventualmente, de acordo com as informações existentes.

A determinação das possibilidades QBN do inimigo baseia-se, normalmente, na estimati- va do número e do tipo de armas e das disponibilidades e tipo de agentes, bem como no conhe- cimento da doutrina do inimigo, na experiência adquirida e no estudo das possibilidades do inimi- go.

De forma semelhante ao que se passa com o estudo das possibilidades de emprego dos meios aéreos, raramente é possível avaliar que parte do apoio QBN disponível poderá vir a ser empregado contra cada uma das unidades empregadas.

Também não é normal fazerem-se estimativas do número de armas QBN que o inimigo poderá empregar durante um período de tempo muito curto.

6) Outras forças inimigas

Inclui a referência a outras forças não indicadas anteriormente, que se sabe disporem de possibilidades especiais como: guerra eletrônica, defesa antiaérea, defesa anticarro, forças irregu- lares ou vigilância do campo de batalha.

d. Atividades importantes recentes e atuais

São levantadas as atividades inimigas, recentes e atuais, que possam revelar quais as suas ações ou atitudes futuras. Conforme a situação, a não execução de certas atividades poderá ser um indício. Devem incluir-se, ainda, quaisquer suposições existentes de que o inimigo tem um conhecimento específico da nossa situação ou intenções. Essa suposição pode basear-se, por exemplo, na captura pelo inimigo de uma ordem de operações ou carta de situação das nossas forças ou no comprometimento de parte das instruções de comunicações.

Os conhecimentos e/ou dados dessa natureza devem ser sempre difundidos e estudados pelas seções de inteligência e operações.

e. Peculiaridades e deficiências

Com base no conhecimento da doutrina, de procedimentos rotineiros, dos princípios de guerra do inimigo, da área de operações e da situação inimiga, anteriormente estudada, são iden- tificados e avaliados determinados aspectos característicos e pontos fracos do inimigo. Esta iden- tificação tem por finalidade a dedução de suas deficiências específicas, suscetíveis de serem

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exploradas, se transformarem em vulnerabilidades e virem a influenciar a escolha das linhas de ação amiga e inimiga.

Normalmente, são levantados dados sobre pessoal; inteligência; operações e instrução; logística; comunicação social e assuntos civis; e personalidades.

A seguir, por exemplo, serão apresentadas algumas considerações sobre cada um desses aspectos:

1) Pessoal

moral, se for inferior a excelente;

elevada porcentagem de combatentes excessivamente novos ou idosos;

fraco nível sanitário;

porcentagem dos efetivos orgânicos, se inferior a 80%; e

deficiências notórias do serviço de recompletamento, particularmente quanto a especi- alistas.

2) Inteligência

capacidade de executar a desinformação;

nível operativo dos órgão de busca inimigos;

excessiva dependência de um ou mais tipos de fontes de dados;

ineficiência do serviço de inteligência inimigo; e

eficácia das medidas de contra-inteligência.

3) Operações e Instrução

repetição sistemática de certos esquemas de manobra;

deficiente organização do terreno;

deficiente articulação e emprego das reservas;

vulnerabilidade às MEA;

deficiente grau de instrução, em especial no que se refere à proteção contra meios QBN;

falta de mobilidade;

ineficiente apoio aéreo, de artilharia, de engenharia ou de comunicações e guerra ele- trônica;

nível de adestramento e instrução;

deficiente emprego da dispersão e mau aproveitamento do terreno; e

deficiências táticas no ataque a determinados objetivos.

4) Logística

falta de determinadas classes de suprimento ou material;

porcentagem estimada do equipamento orgânico, se inferior a 80%;

excessiva concentração dos órgãos de reabastecimento;

existência de pontos vulneráveis e de “engarrafamento” do sistema logístico ou da re- de de transporte;

condição de hospitalização e evacuação;