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ENFERMAGEM DO TRABALHO BIOSSEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR - Nesta unidade, vamos tratar de um

ENFERMAGEM DO TRABALHO BIOSSEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

-

Nesta unidade, vamos tratar de um assunto extremamente atual e de profundo interesse do profissional de saúde: Biossegurança e Saúde do Trabalhador.

Nesse curso, iremos abordar os principais riscos ocupacionais, acidentes de trabalho e doenças que acometem trabalhadores e o papel do Enfermeiro do Trabalho.

Entre eles: radiações, alguns medicamentos e produtos químicos. Precisamos inicialmente definir o que é

biossegurança:

Biossegurança é o conjunto de estudos e procedimentos que visam a evitar ou controlar os riscos provocados pelo uso de agentes químicos, físicos e biológicos à biodiversidade. (OLIVEIRA et al, 2005)

Todos os dias assistimos casos e mais casos de acidentes de trabalho. Como sabemos, todas
Todos os dias assistimos casos e mais casos de
acidentes de trabalho.
Como sabemos, todas as pessoas que trabalham
em serviços de saúde estão altamente expostas
a vários agentes desencadeadores de doenças
de ordem física, química e biológica. Esse tipo de
acidente poderia ser facilmente evitado com a
utilização de apenas alguns cuidados básicos e
ações de prevenção.
O objetivo desse curso é inserir a Biossegurança
nas nossas atividades diárias em uma forma
preventiva e como controle para riscos
ocupacionais, e principalmente frisar a sua
importância como instrumento de proteção à
vida, e qualquer que seja seu ambiente de
trabalho.
Outra definição nessa linha diz que "a
biossegurança é o conjunto de ações voltadas
para a prevenção, minimização ou eliminação de
riscos inerentes às atividades de pesquisa,
produção, ensino, desenvolvimento tecnológico
e prestação de serviços, visando à saúde do
homem, dos animais, a preservação do meio
ambiente e a qualidade dos resultados"
(TEIXEIRA & VALLE, 1996).
Segundo Costa e Costa (2002), definiram a
Biossegurança baseada na Medicina do
Trabalho, como o “conjunto de medidas
técnicas, administrativas, educacionais, médicas
e psicológicas, empregadas para prevenir
1.
Biossegurança

Biossegurança, que significa Vida + Segurança, em sentido amplo é conceituada como a vida livre de perigos. Dessa forma, medidas de biossegurança são ações que contribuem para a segurança da vida, no dia-a-dia das pessoas, como cinto de segurança, faixa de pedestres, entre outros. Assim, normas de biossegurança incluem todas as medidas que visam evitar riscos ocupacionais, que iremos aprender no decorrer do curso. Em um ambiente hospitalar, por exemplo, encontramos exemplos de todos estes tipos de riscos ocupacionais para o trabalhador de saúde.

acidentes em ambientes biotecnológicos”. Costa (1999) aponta para “os procedimentos adotados para evitar os riscos das atividades da biologia”. Tais definições demonstram que a biossegurança envolve as relações tecnologia/risco/homem. O risco biológico será sempre uma resultante de diversos fatores e, portanto, seu controle depende de ações em várias áreas, priorizando-se o desenvolvimento e divulgação de informações além da adoção de procedimentos correspondentes ás boas práticas de segurança para profissionais, pacientes e seu ambiente de trabalho.

O estudo sobre a Biossegurança iniciou-se na

década de 70 na reunião de Asilomar na Califórnia, onde a comunidade científica iniciou

a discussão sobre os impactos da engenharia

genética na sociedade. Esta reunião, de acordo com Costa (1999) “é um marco na história da

1

na sociedade. Esta reunião, de acordo com Costa (1999) “é um marco na história da 1
ética aplicada à pesquisa, pois foi a primeira vez que se discutiram os aspectos de

ética aplicada à pesquisa, pois foi a primeira vez que se discutiram os aspectos de proteção aos pesquisadores e demais profissionais envolvidos nas áreas onde se realiza o projeto de pesquisa”.

A partir daí o termo biossegurança, vem, ao longo dos anos, sofrendo alterações.

Nessa época, o foco de atenção voltava-se para

a saúde do trabalhador frente aos riscos

biológicos no ambiente ocupacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (ROCHA, 1998) as "práticas preventivas para o

Trabalho aprovada pelo Decreto Lei 54.522 de

1º de maio de 1943. (CADERNOS, 2002)

Recentemente, tem sido motivo de preocupação

e discussão nas várias esferas governamentais,

encontrando amparo em legislações específicas:

a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080 de 19/9/1990)

cita textualmente a saúde do trabalhador no âmbito do Sistema Unificado de Saúde (SUS) em seu art. 6º, parágrafo 3º. Da mesma forma procede a Lei Estadual Complementar 791 de 9/3/1995 (parte 2, título 1, cap. II, seção II, art.

trabalho em contenção a nível laboratorial, com agentes patogênicos para o homem". Já na década
trabalho em contenção a nível laboratorial, com
agentes patogênicos para o homem". Já na
década de 80, a própria OMS incorporou a essa
definição os chamados riscos periféricos
presentes em ambientes de trabalho, os agentes
patogênicos para o homem, como os riscos
químicos, físicos, radioativos e ergonômicos.
Portanto, os profissionais de saúde que
trabalham com a diversidade de agentes
desencadeadores de doenças, sejam eles os
agentes físicos, químicos ou biológicos, estão
potencialmente expostos a esses riscos. As
ações que contribuem para a segurança de vida
17, inciso VI).
As leis orgânicas municipais, em sua grande
maioria, enfocam e destacam os programas de
Atenção à Saúde do Trabalhador, a exemplo do
município de São Paulo (título VI, cap. II, art.216
inciso II e título VI, cap. III artigos 219 e 220).
O Ministério do Trabalho, através da Portaria
3.214 (de 8/6/1978), estabelece as Normas
Regulamentadoras (NR). (CADERNOS, 2002)
As NRs regulamentam e fornecem orientações
sobre procedimentos obrigatórios relacionados
à segurança e medicina do trabalho no país e
estabelecem os requisitos técnicos e legais
no dia-a-dia do profissional são genericamente
sobre os aspectos mínimos de Segurança e
consideradas medidas de biossegurança.
Por essa razão, precisamos compreender
biossegurança como uma garantia de direitos
que direcionam e afirmam a saúde humana, a
proteção do meio ambiente e o
desenvolvimento sustentável. Os procedimentos
Saúde Ocupacional (SSO).
Atualmente existem 35 NRs. Abaixo, listamos
apenas as que enfocam prioritariamente a área
de Biossegurança:
de biossegurança terão que ser assegurados
NR4 – A organização dos Serviços Especializados
em Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho (SESMT) tem a finalidade de promover
a

como instrumentos fundamentais dos profissionais de saúde. Portanto, a Biossegurança está centrada na prevenção de acidentes em ambientes ocupacionais.

saúde e proteger a integridade do trabalhador em seu local de trabalho; o dimensionamento dos SESMT, o número de funcionários e a graduação de risco.

2. Saúde do Trabalhador

A proteção da saúde do trabalhador se

fundamenta, basicamente, na Lei Federal 6.514

de 22 de dezembro de 1977, que alterou o

capítulo V, título II da Consolidação das Leis do

NR5 Regulamenta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que deverá manter contato estreito e permanente com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

2

com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). 2 www.enfermagemadistancia.com.br
NR6 – Regulamenta os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conceituados como todo dispositivo de uso

NR6 Regulamenta os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conceituados como todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador no local de trabalho.

NR32 Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

NR7 Estabelece o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Refere- se à obrigatoriedade de exames médicos periódicos por ocasião de admissão, demissão, mudança de cargo/função ou setor e retorno às atividades, após afastamento por mais de 30 dias por motivo de saúde, inclusive gestação. Destaca-se que "o empregador é livre para decidir a quem deve empregar, mas não lhe é permitido exigir teste sorológico como condição de manutenção ou admissão do emprego ou cargo público, por caracterizar interferência indevida na intimidade dos trabalhadores e restrição ou discriminação não prevista na CLT e Código Penal Brasileiro".

NR35 Entrou em vigor em 27/09/2012. Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

3. Enfermagem do Trabalho NR9 – Estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
3. Enfermagem do Trabalho
NR9 – Estabelece o Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (PPRA). São considerados
riscos ambientais os agentes agressivos físicos,
químicos e biológicos que possam trazer ou
ocasionar danos à saúde do trabalhador em
ambientes de trabalho, em função da natureza,
concentração, intensidade e tempo de
exposição ao agente. São considerados agentes
biológicos os microorganismos como bactérias,
fungos, rickettsias, parasitas, bacilos e vírus
presentes em determinadas áreas profissionais.

Estas duas importantes Normas Regulamentadoras NR-7 e NR-9 , que cuidam da saúde do funcionário e controle do ambiente, foram alteradas pela Portaria nº 24 de 29 de dezembro de 1994. NR15 Conceitua as atividades ou operações insalubres, assegurando ao trabalhador, nestes casos, remuneração adicional (incidente sobre o salário mínimo regional).

A Enfermagem do trabalho pode ser entendida como cuidados. São adotados pela empresa, visando à prevenção de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. Em sua formação, o Enfermeiro do Trabalho estuda diversas disciplinas como Higiene e Biossegurança, Prevenção e Controle de Riscos, Equipamentos e Instalações, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.

Mas o que faz exatamente o enfermeiro do trabalho?

De acordo com o Código Brasileiro de Ocupação (CBO - 0-71.40), O Enfermeiro do Trabalho estuda as condições de segurança e de perigo de

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- 0-71.40), O Enfermeiro do Trabalho estuda as condições de segurança e de perigo de 3
uma empresa, observando locais de trabalho e identificando as necessidades do ambiente, higiene e melhoria

uma empresa, observando locais de trabalho e identificando as necessidades do ambiente, higiene e melhoria do trabalho, sempre com o apoio da equipe do serviço. (MTE, 2011).

Além disso:

Elabora e executa plano e programas de proteção à saúde dos funcionários;

Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais;

Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, prevenindo doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, preparando informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientando em problemas de prevenção de doenças profissionais.

A Enfermagem do trabalho surgiu junto às  Analisa os fatores de insalubridade, riscos e
A
Enfermagem do trabalho surgiu junto às
Analisa os fatores de insalubridade,
riscos e condições de trabalho do menor
e
da mulher, propiciando a preservação
da integridade física e mental do
trabalhador;
Presta primeiros socorros no local de
trabalho, em caso de acidente ou
doença; administra medicamentos,
realiza curativo e imobilizações, para
posterior atendimento médico
adequado, reduzindo as consequências
e
proporcionando apoio e conforto ao
primeiras leis de acidente do trabalho, na
Alemanha a ano de 1884. Iniciou-se no Brasil por
meio do Decreto legislativo nº. 3.724 de 15 de
janeiro de 1919, com o intuito de dar
parâmetros legais para os trabalhadores que
estão expostos aos ricos do dia-a-dia. (SILVA ET
AL, 2005).
O cuidado da Enfermagem Profissional veio para
ser dirigido aos trabalhadores através de
palestras de educação em saúde, primeiros-
socorros, e até a reduzir o consumo de mão de
obra desamparada por aspectos ético-legais,
funcionário acidentado ou enfermo;
Elabora, executa, supervisiona e avalia
as atividades de assistência de
enfermagem aos trabalhadores,
controlando sinais vitais, coletando
material para exame laboratorial,
vacinações e outros tratamentos, para
reduzir o absenteísmo profissional
(ausência de profissionais);
fazendo com que surja a enfermagem do
trabalho.
A
enfermagem do trabalho é um ramo da
enfermagem de saúde pública e, como tal utiliza
os
mesmos métodos e técnicas empregadas na
saúde pública visando à promoção da saúde do
trabalhador; proteção contra os riscos
Organiza e administra o setor de
enfermagem da empresa, provendo
pessoal e material necessários,
treinando e supervisionando auxiliares
de enfermagem do trabalho, atendentes

e outros, para promover o atendimento

adequado às necessidades de saúde do

trabalhador;

Treina trabalhadores, instruindo-os

sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;

decorrentes de suas atividades labora; proteção contra agentes químicos, físicos e biológicos e psicossociais; manutenção de sua saúde no mais alto grau de bem-estar físico e mental e recuperações de lesões, doenças ocupacionais ou não-ocupacionais e sua reabilitação ao trabalho. Além disso, tem um vasto campo para desempenhar suas funções, quer na prestação

de assistência de enfermagem trabalhadores da

empresa e aos seus dependentes, quer

assumindo funções administrativas, educativas,

de integração e de pesquisa.

4

quer assumindo funções administrativas, educativas, de integração e de pesquisa. 4 www.enfermagemadistancia.com.br
A inclusão do enfermeiro do trabalho na equipe O Auxiliar de Enfermagem do Trabalho (AET)

A

inclusão do enfermeiro do trabalho na equipe

O

Auxiliar de Enfermagem do Trabalho (AET) é

de

saúde ocupacional aconteceu por meio da

o

profissional no nível de 2º grau, classificado

portaria nº3. 460 do ministério do trabalho, em

1975.

A história da enfermagem do trabalho no Brasil

é bastante recente. Inicialmente a assistência de enfermagem do trabalho era vista mais como atendimento emergencial na empresa, entretanto, não muito valorizada. Contudo, o espaço para o desempenho

pelo COFEN no Quadro III - Lei 7.498/86 e Decreto nº 94.406 - Art. 11, portador do Certificado de Estudos Complementares de Enfermagem do Trabalho, enquadrado nos serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, através da Portaria nº 06 do DSST, de 12/06/90, Art. 1º, subitem 4.4.1.

profissional, principalmente do enfermeiro do trabalho esta se ampliando a cada dia, seja na 5.
profissional, principalmente do enfermeiro do
trabalho esta se ampliando a cada dia, seja na
5.
Condições de Segurança e Saúde do
Trabalhador
assistência direta aos trabalhadores e familiares
ou no desempenho de funções administrativa,
educacionais, de integração ou de pesquisa.
4. Equipe de Enfermagem do Trabalho
A
equipe
é
composta
pelo
auxiliar
de
enfermagem
do
trabalho,
técnico
de
enfermagem do
trabalho e
o
enfermeiro do
trabalho.
O Enfermeiro do Trabalho (ET) é uma
profissional no nível de 3º grau, classificado pelo
COFEN no Quadro III - Lei 7.498/86 e Decreto nº
94.406, portador do Certificado de Estudos
Complementares de Enfermagem do Trabalho e
enquadrado nos serviços especializados em
Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho, através da Portaria nº 06 do DSST, de
12/06/90, Art. 1º, subitem 4.4.1.
O Técnico de Enfermagem do Trabalho (TET), o

profissional de Enfermagem de Nível de 2º grau;

Classificado pelo COFEN no Quadro II - Lei 7.498/86 e Decreto nº 94.406/87 - Art. 10, portador do Certificado de Estudos Complementares de Enfermagem do Trabalho, enquadrado nos serviços especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, através da Portaria nº 06 do DSST, de 12/06/90, Art. 1º, subitem 4.4.1.

Dentro das perspectivas dos direitos do trabalhador em usufruir de uma boa e saudável qualidade de vida, verifica-se, a grande preocupação com as condições do trabalho. O que observamos ao longo da história da sociedade moderna é a dificuldade de conciliar economia e saúde no trabalho. As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as lesões por esforços repetitivos), já há séculos vêm sendo diagnosticadas. Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. As doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção, com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. Em meados de 1919, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), objetivando uniformizar as questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento econômico, adota convenções destinadas à proteção da saúde e à integridade física dos trabalhadores:

Limitação da jornada de trabalho;

Proteção à maternidade;

Trabalho noturno para mulheres;

Idade mínima para admissão de crianças;

Trabalho noturno para menores.

5

 Idade mínima para admissão de crianças;  Trabalho noturno para menores. 5 www.enfermagemadistancia.com.br
Atualmente, diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do trabalho, buscando intervir diretamente

Atualmente, diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do trabalho, buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os trabalhadores. Ainda em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas. Em 1948, com a criação da OMS - Organização Mundial da Saúde estabelece-se o conceito de que:

vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália. Nesse período, o problema da saúde do trabalhador passa a ser outro, desloca-se da atenção dos efeitos para as causas, o que envolve as condições e questões do meio ambiente. No início da década de 70, o Brasil já apontava o maior índice de acidentes de trabalho. Em 77, o legislador dedica no texto da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, por sua reconhecida importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Trata-se do Capítulo V, Título II, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/77. Com a publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional. Em 1979, a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador, promove a Semana de Saúde do Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa comissão de transforma no Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho. Os eventos dos anos seguintes enfatizaram a eliminação do risco de acidentes, da insalubridade ao lado do movimento das campanhas salariais. Os diversos Sindicatos dos Trabalhadores, como o das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, tiveram fundamental importância denunciando as condições inseguras e indignas observadas no trabalho. Com a Constituição de 1988 nasce o marco principal da etapa de saúde do trabalhador no nosso ordenamento jurídico. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. E, ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT, que também regulamentam ações para a preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do Trabalhador. Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no trabalho vêm ganhando importância no

“Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de
“Saúde é o completo bem-estar físico, mental e
social, e não somente a ausência de afecções ou
enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de
saúde que se pode alcançar é um dos direitos
fundamentais de todo ser humano.”
Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral
das Nações Unidas, aprova a Declaração
Universal dos Direitos Humanos do Homem, que
se constitui uma fonte de princípios na aplicação
das normas jurídicas, que assegura ao
trabalhador:
O direito ao trabalho;
À livre escolha de emprego;
As condições justas e favoráveis de
trabalho e à proteção contra ao
desemprego;
O
direito ao repouso e ao lazer;
Limitação de horas de trabalho;

Férias periódicas remuneradas;

Padrão de vida capaz de assegurar a si e

a sua família saúde e bem-estar.

Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que objetiva a organização do trabalho em vista da realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem. Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado, revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da

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social renovado, revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da 6 www.enfermagemadistancia.com.br
Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e na sociedade como um todo. 6. A

Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e na sociedade como um todo.

6. A Consolidação das Leis do Trabalho CLT

Entretanto, pelos seus aspectos burocráticos e excessivamente regulamentador, carece de uma atualização, especialmente para simplificação de normas aplicáveis a pequenas e médias empresas.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) surgiu pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas, unificando toda legislação trabalhista existente no Brasil. (ZANLUCA, s/d) Seu principal objetivo é a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho. A CLT é o resultado de propostas que atendesse à necessidade de proteção do trabalhador, dentro de um contexto de "estado regulamentador". Ela regulamenta as relações trabalhistas, tanto do trabalho urbano quanto do rural. Desde sua publicação já sofreu várias alterações, visando adaptar-se a realidade. Apesar disso, ela continua sendo o principal instrumento para regulamentar as relações de trabalho e proteger os trabalhadores. (CLT, s/d)

7. Acidente de Trabalho e Obrigações da Empresa

O Enfermeiro do Trabalho, além de executar e planejar ações de prevenção de acidentes nas empresas e aos trabalhadores, também tem que conhecer as obrigações da empresa frente ao trabalhador acidentado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança (SOBES, 2011), um Acidente de trabalho ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico residente, bem como com o segurado especial, no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho.

Seus principais assuntos são: Consideram-se acidente do trabalho:  Registro do Trabalhador/ Carteira de Trabalho;
Seus principais assuntos são:
Consideram-se acidente do trabalho:
 Registro do Trabalhador/ Carteira de
Trabalho;
I.
 Jornada de Trabalho;
 Período de descanso;
 Férias;
 Medicina do Trabalho;
 Categorias Especiais de Trabalhadores;
Doença profissional, produzida ou
desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada
atividade constante da respectiva
relação elaborada pelo Ministério da
Previdência Social;
 Proteção do Trabalho da Mulher;
II.
 Contratos Individuais de Trabalho;
 Organização Sindical;
 Convenções Coletivas;
 Fiscalização;
 Justiça do Trabalho e Processo
Trabalhista.
Doença do trabalho, adquirida ou
desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado
e com ele se relacione diretamente,
constante da respectiva relação
elaborada pelo Ministério da
Previdência Social.

Apesar das críticas que vem sofrendo, a CLT cumpre seu papel, especialmente na proteção dos direitos do trabalhador.

7

Não são consideradas como doença do trabalho:

I. Doença degenerativa;

II. A inerente a grupo etário;

Não são consideradas como doença do trabalho: I. Doença degenerativa; II. A inerente a grupo etário;
III. A que não produza incapacidade laborativa; XII. IV. A doença endêmica adquirida por segurado

III. A que não produza incapacidade laborativa;

XII.

IV. A doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

XIII.

Equiparam-se ao acidente do trabalho:

Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado; Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho;

I. O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja
I. O acidente ligado ao trabalho que,
embora não tenha sido a causa única,
haja contribuído diretamente para a
morte do segurado, para redução ou
perda da sua capacidade para o
trabalho, ou produzido lesão que exija
atenção médica para a sua recuperação;
XIV.
II. O acidente sofrido pelo segurado no
local e no horário do trabalho, em
consequência de:
Não é considerada agravação ou complicação de
III. Ato de agressão, sabotagem ou
terrorismo praticado por terceiro ou
companheiro de trabalho;
acidente do trabalho a lesão que, resultante de
acidente de outra origem, se associe ou se
superponha às consequências do anterior.
Na ocorrência de um acidente de Trabalho, a
IV. Ofensa física intencional, inclusive de
terceiro, por motivo de disputa
relacionada ao trabalho;
empresa é responsável pela adoção e uso das
V. Ato de imprudência, de negligência ou
de imperícia de terceiro ou de
companheiro de trabalho;
VI. Ato de pessoa privada do uso da razão;
VII. Desabamento, inundação, incêndio e
outros casos fortuitos ou decorrentes de
força maior;

VIII.

A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;

IX.

O acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:

X.

Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;

XI.

Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;

medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador, sendo também seu dever prestar informações detalhadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. Caso contrário, constitui-se em contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. Em casos de negligência às normas de segurança e saúde do trabalho, a previdência social proporá ação regressiva contra os responsáveis.

O pagamento pela Previdência Social das

prestações decorrentes do acidente do trabalho

não exclui a responsabilidade civil da empresa

ou de terceiros. A empresa deve comunicar o

acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o

8

de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o 8 www.enfermagemadistancia.com.br
limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada

limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social.

Na falta de comunicação por parte da empresa,

podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo nestes casos o prazo de apenas um dia útil. Nesta hipótese, a empresa permanecerá responsável pela falta de cumprimento da legislação. Cabe ao setor de benefícios do INSS comunicar a ocorrência ao setor de fiscalização, para a aplicação e cobrança da multa devida.

Auxílio- acidente

O auxílio-acidente será concedido, como

indenização, ao segurado quando, após a consolidação das lesões decorrentes de acidente

de qualquer natureza, resultar sequelas que

impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.

Auxílio-Doença

Será destinado ao segurado que, cumprido o período de carência exigido pelo Ministério da Previdência
Será destinado ao segurado que, cumprido o
período de carência exigido pelo Ministério da
Previdência e Assistência Social, ficar
incapacitado para o seu trabalho ou para a sua
 Alguns termos utilizados diante de um
acidente de Trabalho
 Aposentadoria por invalidez
atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias
consecutivos. Durante os primeiros quinze dias
consecutivos ao do afastamento da atividade
por motivo de doença, incumbirá à empresa
pagar ao segurado empregado o seu salário
integral.
Ocorre quando o segurado que, estando ou não
em gozo de auxílio-doença, for considerado
incapaz e insusceptível de reabilitação para o
exercício de atividade que lhe garanta a
subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto
permanecer nesta condição.
A concessão dependerá da verificação mediante
exame médico pericial a cargo da Previdência
Social, podendo o segurado, às suas expensas,
fazer-se acompanhar de médico de sua
confiança. Sendo dessa forma confirmada, a
aposentadoria por invalidez será devida ao
A empresa que dispuser de serviço médico,
próprio ou em convênio, terá a seu cargo o
exame médico e o abono das faltas
correspondentes aos primeiros quinze dias,
devendo encaminhar o segurado empregado à
perícia médica da Previdência Social quando a
incapacidade ultrapassar os quinze dias.
O segurado em auxílio-doença, insusceptível de
recuperação para sua atividade habitual, deverá
submeter-se a processos de reabilitação

segurado empregado, a contar do 16º dia do afastamento da atividade, ou a partir da entrada

do requerimento, se entre o afastamento e a

entrada do requerimento decorrer mais de 30 dias.

profissional para o exercício de outra atividade. Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência ou, quando considerado não-recuperável, for aposentado

por invalidez.

O

aposentado por invalidez que retornar

O segurado será considerado pela

Comunicação do Acidente

voluntariamente à atividade terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno.

empresa como licenciado

A empresa deverá comunicar o acidente do

trabalho à Previdência Social até o 1º dia útil

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A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o 1º dia útil
seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob

seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte,

de imediato, à autoridade competente, sob

pena de multa variável entre o limite mínimo e o

limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências. Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus

dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo o prazo previsto de

um dia, sendo que a empresa não se exime de

Resultam de risco específico e direto, havendo necessidade de notificação e documentação que comprovem o nexo. Para tanto, como comprovar que o funcionário adquiriu hepatite B após uma exposição acidental, já que a doença pode ser adquirida por contato sexual? Somente com documentação adequada da fonte de contágio, do acidente e da soroconversão laboratorial poderá ser estabelecido nexo causal.

sua responsabilidade pela comunicação do acidente feita pelos terceiros acima citados.  Doenças Profissionais 
sua responsabilidade pela comunicação do
acidente feita pelos terceiros acima citados.
 Doenças Profissionais
 Contaminação Acidental
A doença proveniente de contaminação
acidental do empregado, no exercício de sua
atividade, é prevista em lei. Assim, se um
funcionário de hospital, responsável pela
triagem de pacientes, entre eles portadores de
doenças infecto-contagiosas, eventualmente
contrair tuberculose, a hipótese estará coberta
pelo seguro, ou seja, presume-se que a
tuberculose tenha sido adquirida no hospital ou
serviço de saúde e o profissional terá direito aos
benefícios previstos em lei.
Consistem em doenças características de
determinadas ocupações ou atividades. Algumas
necessitam de comprovação de vínculo de
causalidade com o trabalho, existindo presunção
legal em tal sentido. Decorrem de agressões
cotidianas que vulneram as defesas orgânicas, e
por efeito cumulativo, desencadeiam o processo
mórbido; resultam de risco específico direto.
 Pensão por morte
A pensão por morte, seja por acidente típico,
seja por doença ocupacional, é devida aos
dependentes do segurado.
 Dia Do Acidente
 Seguro Acidente do Trabalho – SAT
Considera-se no caso de doença profissional ou
do trabalho, a data do início da incapacidade
laboral para o exercício da atividade habitual, ou
o dia da segregação compulsória, ou o dia em

que for realizado o diagnóstico, valendo o que

ocorrer primeiro.

Doenças do trabalho

O Seguro Acidente do Trabalho (SAT) tem sua base constitucional estampada no inciso XXVIII do art. 7º, Inciso I do art. 195 e inciso I do art. 201, todos da Carta Magna de 1988, garantindo ao empregado um seguro contra acidente do trabalho, a expensas do empregador, mediante pagamento de um adicional sobre a folha de salários, com administração atribuída à Previdência Social.

Também consideradas doenças profissionais atípicas. Referem-se a males originados, desencadeados ou agravados por condições especiais do trabalho. Também exigem comprovação do vínculo causal com o trabalho.

8. Doenças Ocupacionais

Chamamos de Doenças Ocupacionais, as doenças que causam alterações na saúde do trabalhador e que são provocadas por fatores

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que causam alterações na saúde do trabalhador e que são provocadas por fatores 10 www.enfermagemadistancia.com.br
relacionados ao ambiente de trabalho, exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve, podendo

relacionados ao ambiente de trabalho, exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve, podendo resultar em afastamentos temporários, repetitivos e até definitivos. A maior incidência destas doenças ocorre na faixa dos 30 aos 40 anos, causando um prejuízo à produtividade do trabalhador e consequentemente a interrupção de sua carreira

e desestabilizar a sua vida. (MAENO et al, 2006) As mais comuns são doenças do sistema respiratório e da pele. Os cuidados são

fragrâncias, adesivos e cosméticos. Há o caso em que produtos causam reações somente quando em contato com a pele e expostos à luz solar, a esse evento damos o nome de fotossensibilidade. Exemplo: loções para barbear, filtros solares, pomadas com sulfas, perfumes, produtos com alcatrão. Alguns poucos alérgenos transportados pelo ar, como a ambrosia e os inseticidas em spray, também podem causar uma dermatite de contato. Os principais sintomas são: Prurido (coceira) na pele; Formação de bolhas que formar crostas e descamações; Pele grossa e rachada, quando não tratada corretamente.

essencialmente preventivos, pois a maioria é de difícil tratamento. Uma doença ocupacional normalmente é adquirida
essencialmente preventivos, pois a maioria é de
difícil tratamento.
Uma doença ocupacional normalmente é
adquirida quando um trabalhador é exposto
acima do limite permitido por lei a agentes
químicos, físicos, biológicos ou radioativos, sem
proteção compatível com o risco envolvido. Essa
proteção pode ser na forma de Equipamento de
Proteção Coletiva (EPC) ou Equipamento de
Proteção Individual (EPI).
No Brasil, a doença ocupacional é equiparada ao
acidente de trabalho, gerando os mesmos
direitos e benefícios.
 Doenças das vias aéreas
O diagnóstico das doenças ocupacionais é feito
através de exames físicos, ocupacionais e
complementares, conforme critérios médicos.
Alguns exemplos são as pneumoconioses
causadas pela poeira da sílica, como a silicose e
do asbesto, como a asbestose, além da asma
ocupacional.
Substâncias agressivas inaladas no ambiente de
trabalho se depositam nos pulmões, provocando
falta de ar, tosse, chiadeira no peito, espirros e
lacrimejamento.
 Estresse e Excesso de Trabalho
 As doenças ocupacionais mais comuns
são
 Dermatoses Ocupacionais

Também chamadas de dermatites de contato, são alterações da pele e das mucosas causadas,

mantidas ou agravadas, direta ou indiretamente, por determinadas atividades profissionais.

O tipo mais comum é causado pelo contato com

substâncias que podem ser irritantes, como

ácidos, materiais alcalinos como, por exemplo, sabonetes, detergentes, solventes e outras substâncias químicas. Também podem ser provocados pela exposição

a um determinado material ao qual a pessoa

seja hipersensível ou alérgica, como perfumes,

O estresse não é propriamente uma doença e sim, um estado do organismo quando submetido ao esforço e à tensão. Numa situação estressante, o corpo sofre reações químicas normais que preparam o organismo para enfrentar a situação. O prejuízo, entretanto acontece, quando as situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com as constantes reações químicas que se sucedem, sem que haja tempo para a eliminação dessas substâncias e sem o tempo necessário para o descanso e recuperação física e emocional. Na maioria das vezes, é causado por sobrecarga de tarefas e ausência de intervalos para descanso e/ou exercícios físicos.

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de tarefas e ausência de intervalos para descanso e/ou exercícios físicos. 11 www.enfermagemadistancia.com.br
Os sintomas do estresse são indefinidos e ao mesmo tempo abrangentes. Podem ir desde uma

Os sintomas do estresse são indefinidos e ao mesmo tempo abrangentes. Podem ir desde uma dor de cabeça, distúrbios do sono, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração ou tensão muscular, a dificuldades respiratórias, dificuldade de memória, problemas digestivos, pressão alta, problemas cardíacos, e até mesmo distúrbios psíquicos como síndromes, depressão e pânico.

Intoxicações exógenas

tendões dos membros superiores principalmente, e sobrecarrega o sistema musculoesquelético.

É um distúrbio que provoca dor e inflamação,

podendo alterar a capacidade funcional da região comprometida. Sua prevalência é maior no sexo feminino. (MAENO et al, 2006)

Também chamada de DORT - Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho, LTC - Lesão por Trauma Cumulativo e AMERT - Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho.

 Podem ser causadas por Agrotóxicos: os pesticidas (defensivos agrícolas) provocam grandes danos à saúde
 Podem ser causadas por
Agrotóxicos: os pesticidas (defensivos agrícolas)
provocam grandes danos à saúde e ao meio
ambiente;
Chumbo (saturnismo): a exposição contínua ao
chumbo, presente em fundições e refinarias,
provoca, a longo prazo, um tipo de intoxicação
que varia de intensidade de acordo com as
condições do ambiente (umidade e ventilação),
tempo de exposição e fatores individuais (idade
e condições físicas);
Mercúrio (hidrargirismo): o contato com a
substância se dá por meio da inalação, absorção
cutânea ou via oral da substância; ocorre com
trabalhadores que lidam com extração do
mineral ou fabricação de tintas;
Solventes orgânicos (benzenismo): por serem
tóxicos e agressivos, podem contaminar
trabalhadores de refinarias de petróleo e
indústrias de transformação.
Todas essas siglas identificam um conjunto de
doenças com características próprias, reunidas
entre si porque têm como aspecto comum a dor
crônica musculoesquelética e correlação direta
ou indireta com o trabalho que o indivíduo
executa.
A mudança de nomenclatura ajudou a
reconhecer que as doenças ocupacionais são
causadas por múltiplas causas e não só pela
repetitividade e priorizou o diagnóstico e
tratamento precoce dessas doenças ao mudar o
termo de lesão para distúrbio.
A AMERT é uma patologia moderna causada por
mecanismos de agressão, que vão desde
esforços repetidos continuadamente ou que
exigem muita força na sua execução, que não
respeitam o ritmo muscular normal, postura
inadequada e estresse.
Tal associação de terminologias fez com que a
condição fosse entendida apenas como uma

LER, DORT ou AMERT

Conjunto de doenças que atingem principalmente os músculos, tendões e nervos. O problema é decorrente do trabalho com movimentos repetitivos, esforço excessivo, má postura e estresse, entre outros. Chamamos de LER a Lesão por Esforço Repetitivo. A LER não é propriamente uma doença, é uma síndrome constituída por um grupo de doenças que afeta músculos, nervos e

doença ocupacional, e que existem profissionais expostos a maior risco: pessoas que trabalham com computadores, em linhas de montagem e de produção ou operam britadeiras, assim como digitadores, músicos, esportistas, pessoas que fazem trabalhos manuais, como tricô e crochê.

São patologias que tem sua causa no trabalho e

não fora dele. Entre estas patologias se se encontram: Bursites; Cefaléias (dores de cabeça); Cervicalgias (dor no pescoço); Dedo em

gatilho; Epicondilites (dor no cotovelo); Hérnia

de disco; Lombalgias; Mialgias; Síndrome do

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Epicondilites (dor no cotovelo); Hérnia de disco; Lombalgias; Mialgias; Síndrome do 12 www.enfermagemadistancia.com.br
desfiladeiro torácico; Síndrome do pronador redondo; Síndrome do túnel do carpo; Tenossinovite; Tendinites. Os

desfiladeiro torácico; Síndrome do pronador redondo; Síndrome do túnel do carpo; Tenossinovite; Tendinites.

Os principais sintomas de LER iniciam com

cansaço e um pouco de dor que melhoram no

final de semana, fase onde geralmente acontece a automedicação. Com o tempo a dor aumenta

e outros sintomas iniciam, tais como

formigamento, inchaço, dores de cabeça e gastrite. A gastrite por muitas vezes é consequência do uso indevido de antiinflamatórios. Podem evoluir até incapacidade de movimentos, impossibilitando o trabalhador de realizar suas tarefas. De acordo com Maeno et al (2005) o trabalhador AMERT, apresenta um grande desequilíbrio no sistema músculo-esquelético. Além disso, o sistema visceral também está prejudicado com sensação de pirose, inchaço abdominal, digestão lenta, constipação intestinal, taquicardia, etc. O sistema neurovegetativo, responsável pela circulação, estado de vigília e emocional, também estará alterado causando cansaço e desânimo. O principal tratamento é controlar e eliminar a dor, realizar rodízios no local de trabalho ou troca de atividades, adequar-se a uma postura correta. O tempo de tratamento dependerá da cronicidade da doença.

adaptar as técnicas da ergonomia ao seu local de trabalho.

Abaixo listamos alguns sintomas mais comuns, e que requerem a procura por um médico:

Cansaço excessivo;

Desconforto após a jornada de trabalho;

Inchaço;

Formigamento dos pés e das mãos;

Sensação de choque nas mãos;

 Dor nas mãos;  Perda dos movimentos da mão. Ativar os músculos com exercícios
 Dor nas mãos;
 Perda dos movimentos da mão.
Ativar os músculos com exercícios diários,
mesmo os de relaxamento, é um bom começo
para se livrar do estresse. Além de exercícios
físicos, alguns cuidados devem ser tomados
visando à prevenção das afecções de trabalho.
Conforto durante a realização das
tarefas.
As operações de trabalho devem estar
ao alcance das mãos.
As máquinas devem estar posicionadas
de forma que a pessoa não tenha que se
curvar ou torcer o tronco para pegar ou
utilizar ferramentas com frequência.
Perda auditiva relacionada ao trabalho
(PAIR)
A mesa deve estar posicionada de
acordo com a altura de cada pessoa e
ter espaço para a movimentação das
pernas.
As cadeiras devem ter altura para que
haja apoio dos pés, formato anatômico
para o quadril e encosto ajustável.

Diminuição gradual da audição decorrente da exposição contínua a níveis elevados de ruídos. Além da perda auditiva, outras alterações importantes podem prejudicar a qualidade de vida do trabalhador.

9. Prevenção de Doenças Ocupacionais

É função do Enfermeiro do Trabalho orientar

trabalhadores a conhecer e identificar os sinais

do próprio corpo para perceber o início de

qualquer desconforto, para em seguida, buscar

Pausa durante a realização das tarefas permite um alívio para os músculos mais ativos.

Durante estas pausas, se levante e caminhe um pouco. Se possível, realize exercícios de alongamento.

Evitar o contato com a substância que desencadeou a reação por contato, no caso de dermatites ou outras doenças ocupacionais.

13

a reação por contato, no caso de dermatites ou outras doenças ocupacionais. 13 www.enfermagemadistancia.com.br
 É importante o formas de isolamento. uso de de EPI mãos ou outras é

É importante o

formas de isolamento.

uso

de

de EPI

mãos

ou

outras

é

Diante disso e do crescimento de casos de AIDS nos EUA, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) recomendaram o uso de medidas de barreira todas as vezes que ocorrer a possibilidade de contato com os materiais supracitados, independentemente do conhecimento do estado sorológico dos pacientes. Tais medidas foram denominadas Precauções Universais (PU). (OLIVERA; ALBUQUERQUE; ROCHA, 1998) Devido às dificuldades detectadas em sua aplicação, essas medidas foram revisadas para reduzir o risco de transmissão de microorganismos a partir de fontes em hospitais, surgindo à proposta de utilização de novas medidas, chamadas de Precauções Padrão. As PP incluem o uso de barreiras (Equipamento de Proteção Individual) e são aplicadas todas as vezes que houver a possibilidade de contato com sangue, secreções, excreções e fluidos corpóreos (exceto suor), mucosas e pele não-íntegra.

A

lavagem

sempre

 

indispensável.

10.

Ergonomia

A ergonomia é uma disciplina científica que estuda as relações entre o homem, seu trabalho, equipamentos e meio ambiente. Previne o surgimento de doenças ocupacionais durante o processo de produção de atividades. O objetivo é a adaptação do posto de trabalho, instrumentos, máquinas, horários e meio ambiente às exigências da função. Ela facilita o desenvolvimento e o rendimento das atividades de trabalho. Está relacionada à postura adequada ao trabalho.

11. Reduzindo Riscos nas Diversas Áreas de Atuação Inicialmente, temos que conhecer os riscos, seus
11. Reduzindo Riscos nas Diversas Áreas de
Atuação
Inicialmente, temos que conhecer os riscos, seus
tipos e estabelecer um mapeamento de risco.
Ao notificar acidentes e situações anômalas aos
especialistas em saúde ocupacional e controle
de infecção hospitalar, estaremos
estabelecendo uma base de dados que servirão
de análise e logo após, transformadas em
propostas preventivas e melhoria do conforto e
Incluem também os seguintes isolamentos
 Precauções com aerossóis, no qual é
obrigatório o uso de máscaras N-95 para
doenças como sarampo, varicela e
tuberculose;
da qualidade do trabalho.
 Normas de Precauções Padrão
 Precauções com gotículas, incluídas
todas as doenças que necessitem de
isolamento com máscaras, exceto as
três já citadas, como exemplo, difteria e
doença meningocócica;

O conhecimento das vias de transmissão de

microrganismos nos permite a racionalização das medidas de isolamento, necessárias para interromper a cadeia de propagação dos agentes infecciosos em serviços de saúde.

Segundo informações disponíveis no Ministério

da Saúde, os casos de infecção profissional pelo

vírus da imunodeficiência humana (HIV) ocorreram pelo contato com sangue, secreções sexuais, fluídos e secreções contendo sangue.

Precauções de contato, tipo de isolamento em que são incluídas as doenças como cólera e aquelas causadas por microorganismos multirresistentes.

De forma bastante resumida, tais medidas compreendem o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), tais como luvas, aventais, máscaras, protetores oculares e botas, para proteger áreas do corpo expostas ao contato com materiais infectantes.

14

e botas, para proteger áreas do corpo expostas ao contato com materiais infectantes. 14 www.enfermagemadistancia.com.br
Faz-se necessário evitar tanto o exagero quanto a displicência na utilização dos materiais usados nas

Faz-se necessário evitar tanto o exagero quanto

a displicência na utilização dos materiais usados nas precauções, discriminados a seguir.

Avental

Indicado em procedimentos de isolamento com risco de contato com material infectante e procedimentos cirúrgicos. Em situações com grande exposição a sangue, como partos vaginais, cirurgias cardiovasculares, convém usar aventais impermeáveis que protejam tronco, membros superiores e, se necessário, membros inferiores. Outros tipos de aventais, como os de pano, são satisfatórios para a maioria das situações em serviços de saúde. Apesar das dificuldades vividas na prática quanto à quantidade de aventais necessários e à impossibilidade de compra de aventais descartáveis, existem alternativas para se racionalizar o uso por enfermaria ao evitar o trânsito desnecessário em outras dependências do hospital.

Luvas

A luva é uma vestimenta que serve de barreira

física na proteção contra acidentes de trabalho. Cobre mãos, punho e alguns modelos, cobre parte do antebraço. Podem proteger em aço, inox, cortes indevidos em facas, lâminas ou outros objetos cortantes. As luvas de látex são superiores às de vinil por apresentarem maior resistência e menor número de defeitos de fabricação. Em procedimentos cirúrgicos recomenda-se o uso de luvas reforçadas (de maior espessura) ou, em

sua falta, de duas luvas para reduzir a chance de exposições em acidentes perfurocortantes. A
sua falta, de duas luvas para reduzir a chance de
exposições em acidentes perfurocortantes.
A existência de camadas internas de algodão,
 Máscara

poliéster ou kevlar aumenta a proteção de funcionários e de pacientes em caso de acidente. Ressalta-se a importância da adequação das luvas às características de cada setor e de suas atividades (ex: as de limpeza não precisam permitir a mesma sensibilidade que as cirúrgicas). Devem ser usadas quando houver contato com sangue e fluidos corpóreos, mucosas ou pele não íntegra, para manuseio de itens ou superfícies sujas com sangue e fluidos e para punção venosa ou outros acessos vasculares. As luvas deverão ser trocadas após contato com cada paciente, enfatizando-se ao profissional que as utiliza a importância de conhecer as limitações de suas atividades, de forma a não prejudicar outras pessoas (exemplo:

desencorajar funcionários com luvas a apertar botões de elevadores, atenderem telefones ou tocar maçanetas). Vale lembrar que o uso de luvas não dispensa a lavagem das mãos.

As máscaras de pano, por se tornarem úmidas, são menos eficientes que as demais para a filtragem de partículas. Têm sido substituídas por máscaras descartáveis que, no entanto, protegem por tempo limitado, apesar de atenderem à maioria das situações clínicas. Máscaras que filtram partículas de até 5 micra são as melhores para impedir a aquisição de tuberculose. Este tipo de máscara, embora mais dispendioso, é indispensável em determinadas situações. As máscaras ou respiradores (chamadas N-95) devem ser utilizados pelos profissionais de saúde em contato com pacientes com:

tuberculose, sarampo ou varicela; sintomáticos respiratórios; em procedimentos cirúrgicos; durante necrópsia de pacientes suspeitos de tuberculose. Uma máscara é adequada quando se adapta bem ao rosto do usuário e filtra partículas de tamanho correto, de acordo com sua indicação. Em estudo realizado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, observou-se que 66% dos

15

Em estudo realizado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, observou-se que 66% dos 15 www.enfermagemadistancia.com.br
profissionais de atenção direta entrevistados referiram adesão ao uso do respirador N-95. A principal queixa

profissionais de atenção direta entrevistados referiram adesão ao uso do respirador N-95. A principal queixa alegada para não utilização foram o desconforto e a dificuldade para respirar.

Óculos Protetores

Aqueles feitos de materiais rígidos, como acrílico

e polietileno, são bons protetores oculares e

limitam a entrada de respingos pelas porções superiores e laterais dos olhos. Indicados em procedimentos invasivos, como a entrada cirúrgica nos tecidos, cavidades ou órgãos e mucosas que possam gerar respingos e devem ser usados também em necrópsia. As maiores limitações ao seu uso têm sido relacionadas à embaçamento ou distorção de imagens, especialmente por ocasião de cirurgias. Para a correção do problema, algumas mudanças quanto a material e uso de substâncias surfactantes têm sido estudadas.

Chamamos de Risco toda chance de lesão, dano ou perda. (OLIVERA; ALBUQUERQUE; ROCHA,

1998)

Os riscos no ambiente de trabalho podem ser classificados em cinco tipos, de acordo com a Portaria nº 3.214, do Ministério do Trabalho do Brasil, de 1978. Esta Portaria contém uma série de normas regulamentadoras que consolidam a legislação trabalhista, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Encontramos a classificação dos riscos na sua Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5).

São eles:  Riscos Ergonômicos  Riscos Físicos  Riscos Mecânicos  Riscos Químicos 
São eles:
 Riscos Ergonômicos
 Riscos Físicos
 Riscos Mecânicos
 Riscos Químicos
 Riscos Biológicos
 Riscos Ergonômicos
 Botas
Seu uso é indicado durante procedimentos de
limpeza hospitalar, para profissionais da área
contaminada da lavanderia e para aqueles que
realizam autópsias.
A necessidade do uso de EPI é variável segundo

a doença, estado clínico dos pacientes e procedimento a ser executado. Vale salientar a importância da lavagem das mãos independentemente do uso de EPI, como método preventivo para a quebra da cadeia de transmissão do profissional para os clientes.

Mas já que falamos sobre as medidas de proteção, que tal revisarmos sobre os riscos?

Tipos de Riscos

Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. Estes riscos são contrários às técnicas de ergonomia, que exigem que os ambientes de trabalho se adaptem ao homem, proporcionando bem estar físico e psicológico. Os riscos ergonômicos estão ligados também a fatores externos (do ambiente) e internos (do plano emocional), em síntese, quando há disfunção entre o indivíduo e seu posto de trabalhos.

Ex: levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho.

RISCOS

 

ERGONÔMICOS

CONSEQUÊNCIAS

Esforço

físico;

Cansaço,

dores

e transporte manual

Levantamento

musculares,

fraquezas,

hipertensão

arterial,

16

manual Levantamento musculares, fraquezas, hipertensão arterial, 16 www.enfermagemadistancia.com.br
de pesos; Exigências de posturas diabetes, úlcera, doenças nervosas, acidentes e problemas da coluna vertebral.
de pesos; Exigências de posturas diabetes, úlcera, doenças nervosas, acidentes e problemas da coluna vertebral.
de
pesos;
Exigências
de
posturas
diabetes, úlcera,
doenças nervosas,
acidentes e problemas
da coluna vertebral.
choques térmicos, fadiga
térmica, perturbações das
funções digestivas, hipertensão
Radiações
Ritmos excessivos;
Trabalho de turno
e noturno;
Monotonia
repetitividade;
Jornada
prolongada;
Controle rígido da
produtividade;
Cansaço, dores
musculares, fraquezas,
alterações do sono, da
libido e da vida social,
com reflexos na saúde e
no comportamento,
hipertensão arterial,
taquicardia, cardiopatia,
asma, doenças nervosas,
doenças do aparelho
digestivo (gastrite,
úlcera, etc.), tensão,
ansiedade, medo e
comportamentos
estereotipados.
Ionizantes
Alterações celulares, câncer,
fadiga, problemas visuais,
acidentes de trabalho.
Radiações
e
não
Queimaduras, lesões nos olhos,
na pele e nos outros órgãos.
Ionizantes
Doenças do
aparelho
Umidade
respiratório, quedas, doenças
de pele, doenças circulatórias
Fenômenos vasculares
Outras
situações
Frio
periféricos, doenças do
(conflitos,
aparelho
respiratório,
ansiedade,
queimaduras pelo frio.
responsabilidade)
Pressão
Anormal
Hiperbarismos – Intoxicação por
gases Hipobarismo – Mal das
montanhas
 Riscos Físicos
 Riscos Mecânicos ou de Acidentes
São riscos físicos as diversas formas de energia
que possam estar expostos os trabalhadores.
Ex: ruído, calor, frio, pressão, umidade,
radiações ionizantes, vibração etc.
Qualquer fator que coloque o trabalhador em
uma situação vulnerável e possa afetar sua
integridade, e seu bem estar físico e psíquico.
Os riscos mecânicos ou de acidentes ocorrem
em função das condições físicas (do ambiente
físico de trabalho) e tecnológicas impróprias.
RISCOS
CONSEQUÊNCIAS
FÍSICOS
Ruídos
Cansaço, irritação, dores de
cabeça, diminuição da audição,
aumento da pressão arterial,
problemas do aparelho
digestivo, taquicardia e perigo
de infarto.
Ex: máquinas e equipamentos sem proteção,
probabilidade de incêndio e explosão, arranjo
físico inadequado, armazenamento inadequado,
etc.
RISCOS MECÂNICOS
CONSEQUÊNCIAS
Cansaço, irritação, dores dos
membros, dores na coluna,
doença do movimento, artrite,
problemas digestivos, lesões
ósseas, lesões dos tecidos
moles, lesões circulatórias, etc.
Arranjo
físico
Acidentes
e
desgaste
Vibrações
inadequado.
físico excessivo
Máquinas
sem
Acidentes graves
proteção.
Iluminação
deficiente
Taquicardia,
aumento da
Fadiga, problemas
visuais e acidentes de
trabalho.
Calor
pulsação, cansaço, irritação,

17

problemas visuais e acidentes de trabalho. Calor pulsação, cansaço, irritação, 17 www.enfermagemadistancia.com.br
Ligações elétricas Curto-circuito, vegetais bagaçose (cana-de-açúcar) deficientes. choques elétricos, Ex.:
Ligações elétricas Curto-circuito, vegetais bagaçose (cana-de-açúcar) deficientes. choques elétricos, Ex.:
Ligações
elétricas
Curto-circuito,
vegetais
bagaçose
(cana-de-açúcar)
deficientes.
choques
elétricos,
Ex.:
algodão,
etc.
incêndios,
bagaço
de
queimaduras,
cana-de-
acidentes fatais.
açúcar
Armazenamento
Acidentes
por
Poeiras
inadequado
estocagem
de
alcalinas
Doença pulmonar obstrutiva
crônica e enfisema pulmonar
materiais sem
observação das
normas de segurança.
Poeiras
incômodas
Ferramentas
Acidentes,
Podem interagir com outros
agentes nocivos no ambiente
de trabalho potencializando
sua nocividade.
defeituosas
principalmente
com
repercussão
nos
Fumos
membros superiores.
metálicos
EPI inadequado.
Acidentes
e
doenças
profissionais.
Doença pulmonar obstrutiva
crônica, febre de fumos
metálicos e intoxicação
específica de acordo com o
metal.
Animais
peçonhentos
(escorpiões, aranhas,
cobras).
Acidentes por animais
peçonhentos.
Névoas,
gases
e
vapores
(subst.
Possibilidade de incêndio ou explosão.
compostas
ou
Outras situações de risco que podem
contribuir para a ocorrência de acidentes.
produtos
químicos
em
geral)
 Riscos Químicos
São riscos químicos as substâncias compostas ou
produtos que possam penetrar no organismo do
trabalhador pela via respiratória.
Ex: em forma de poeira, fumo, gases, neblinas,
névoas ou vapores, ou pela natureza da
atividade, de exposição, possam ter contato ou
serem absorvidos pelo organismo através de
pele ou por ingestão.
Irritantes: irritação das vias
aéreas superiores Ex.: ácido
clorídrico, ácido sulfúrico,
amônia, cloro etc.
Asfixiantes: dores de cabeça,
náuseas, sonolência,
convulsões, coma, morte
etc.
Ex. hidrogênio, nitrogênio,
metano, dióxido e monóxido
de carbono etc.
Anestésicas: a maioria dos
solventes orgânicos tendo
ação depressiva sobre o
sistema nervoso, podendo
causar danosos diversos
órgãos e ao sistema
formador do sangue. Ex.:
RISCOS
butano, propano, benzeno,
aldeídos, cetonas, tolueno,
álcoois etc.
QUÍMICOS
CONSEQUÊNCIAS
Poeiras
Silicose (quartzo), asbestose
(amianto) e pneumoconiose
dos minerais do carvão.
 Riscos Biológicos
minerais
Ex.:
sílica, asbesto,
carvão,
minerais
São capazes de desencadear doenças devido à
contaminação e pela própria natureza do
trabalho.
Poeiras
Bissinose
(algodão),

18

contaminação e pela própria natureza do trabalho. Poeiras Bissinose (algodão), 18 www.enfermagemadistancia.com.br
Ex: são causados por microorganismos como bactérias, fungos, vírus e outros. profissionais preparados para cuidar

Ex: são causados por microorganismos como bactérias, fungos, vírus e outros.

profissionais preparados para cuidar de pessoas com doenças infecciosas, além de normas bem claras sobre isolamento e barreiras. As regras de segurança são, porém insuficientes, se os materiais não são corretamente utilizados e se a (des) organização do trabalho impede sua aplicação, por exemplo: picadas de agulhas são favorecidas por obscuridade, insuficiência de espaço, falta de recipientes adequados para transporte e coleta de seringas após o uso, por exemplo. Entre os cuidados que os profissionais devem ter com relação à aquisição de infecção ou transmissão de agentes desencadeadores de doenças de ordem física, química e biológica está à atenção para com os materiais perfurocortantes. Para estes, o Ministério da Saúde tem recomendações específicas de procedimentos, são elas:

RISCOS BIOLÓGICOS CONSEQUÊNCIAS Vírus, bactérias e protozoários Doenças infecto- contagiosas. Ex.: hepatite,
RISCOS
BIOLÓGICOS
CONSEQUÊNCIAS
Vírus, bactérias
e protozoários
Doenças infecto-
contagiosas. Ex.: hepatite,
cólera, AIDS, tétano, etc.
Fungos
e
Bacilos
Infecções variadas externas
(na pele, ex.: dermatites) e
internas (ex.: doenças
pulmonares).
Parasitas
Infecções cutâneas ou
sistêmicas podendo causar
contágio.
 Com relação ao agente biológico, o
profissional torna-se susceptível de
adquirir infecção ou ser uma fonte de
transmissão. Já pensou nisso?
 Máxima atenção;
A presença de um agente biológico coloca o
 Jamais utilizar os dedos como anteparo;
 Agulhas não devem ser reencapadas,
entortadas, quebradas ou retiradas da
seringa com as mãos;
 Não utilizar agulhas para fixar papéis;
 Todo material perfurocortante, ou seja,
agulhas, scalpes, lâminas de bisturi,
vidrarias etc., mesmo estéreis, devem
ser desprezados em recipiente
resistente à perfuração e ruptura, e com
tampa.

profissional de saúde na susceptibilidade de adquirir infecção ou como fonte de transmissão desta. Pela nossa prática diária, a transmissão de agentes biológicos relacionados com os profissionais de saúde ocorre por meio de diferentes materiais e vias de aquisição como a percutânea, cutânea, mucosa, sangue, fluidos corpóreos, secreções, fezes, aerossóis primários e gotículas, que propiciam grande comprometimento para esses profissionais. Dessa forma, precisamos compreender biossegurança como uma garantia de direitos que direcionam e afirmam a saúde humana, a proteção do meio ambiente e o

desenvolvimento sustentável. Os procedimentos de biossegurança terão que ser assegurados como instrumentos fundamentais no cotidiano dos profissionais de saúde.

A adoção de comportamento de segurança

abrange formação, educação continuada, supervisão qualificada, organização do trabalho,

recursos materiais (incluindo-se os EPIs),

Os recipientes específicos para descarte de material não devem ser preenchidos acima do limite de 2/3 de sua capacidade total e devem ser colocados sempre próximos do local onde é realizado o procedimento.

Todo profissional que atua em instituições de saúde está exposto a contaminações, mesmo aqueles que trabalham em setores administrativos.

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exposto a contaminações, mesmo aqueles que trabalham em setores administrativos. 19 www.enfermagemadistancia.com.br
Lembramos que toda a atenção e profissionalismo devem ser concentrados no desempenho das atividades na

Lembramos que toda a atenção e profissionalismo devem ser concentrados no desempenho das atividades na área de saúde, principalmente, no que se refere aos materiais orgânicos de contato diário. Segundo o Ministério da Saúde (VILELA, 2008) de acordo com a importância em termos numéricos, alguns materiais podem oferecer risco, mesmo sendo de corpo humano saudável, a classificação é a seguinte:

 Fezes: maior número de agentes patogênicos;  Secreções naso e orofaríngeas: igual às concentrações
 Fezes: maior número de agentes
patogênicos;
 Secreções naso e orofaríngeas: igual às
concentrações dos agentes nas fezes;
 Secreções vaginais: um considerável
número de agentes patogênicos;
 Pele: é o órgão que possui menor
número de patógenos;
 Sangue: hospeda microorganismos e é
uma fonte em potencial de infecções e
sua transmissão mais intimamente
ligada a protozoários e vírus.
A prevenção de doenças deve ser constante no
cotidiano das pessoas que atuam em instituições
de saúde. Vale lembrar que todas as ações
nesse sentido são importantes, ressaltando a
necessidade do exame admissional do
trabalhador,
pois se trata de um momento
especial para que se encontrem indicadores do
seu estado de saúde, além da possibilidade de
atualização da carteira de vacinações.

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estado de saúde, além da possibilidade de atualização da carteira de vacinações. 20 www.enfermagemadistancia.com.br
ENFERMAGEM DO TRABALHO BIOSSEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR – c) Hipertensão Arterial e AIDS; d)
ENFERMAGEM DO TRABALHO BIOSSEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR – c) Hipertensão Arterial e AIDS; d)
ENFERMAGEM DO TRABALHO
BIOSSEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR
c)
Hipertensão Arterial e AIDS;
d)
Dermatoses ocupacionais e doenças de
vias aéreas.
AVALIAÇÃO
5)
1)
“É
o
conjunto de estudos e
Os principais sintomas de dermatoses
ocupacionais são:
procedimentos que visam a evitar ou
controlar os riscos provocados pelo uso
de agentes químicos, físicos e
biológicos à biodiversidade”. O
conceito acima se refere ao conceito
a)
b)
de:
Sonolência, aumento da pressão arterial
e febre;
Prurido; Formação de bolhas que formar
crostas e descamações; Pele grossa e
rachada.
c)
a)
Risco Hospitalar
d)
b)
Perfurocortante
Pele fina, descamações e prurido;
Sonolência, diminuição da pressão
arterial e febre.
c)
Biossegurança
d)
Medidas de Proteção
6)
De acordo com a NR-5, cinco riscos são
classificados. São eles:
2)
Atualmente existem 35 Normas
Regulamentadoras. Também chamadas
de NR, tem a função de:
a)
AIDS, Hepatites, estresse, excesso de
trabalho e Químicos;
b)
a)
Regulamentar e fornecer orientações
sobre procedimentos obrigatórios
relacionados à segurança e medicina do
trabalho no país;
Estresse, excesso de trabalho, invalidez,
diabetes e dermatose;
c)
Ergonômicos, Físicos, Mecânicos,
Químicos e Biológicos;
d)
b)
Obriga o uso de EPI;
c)
Promove a saúde do funcionário de um
hospital;
Acidentes de trabalho, reações químicas,
estresse, substâncias químicas e
radiações.
d)
Controla o seguro obrigatório no caso de
acidentes de trânsito.
7)
Quais cuidados devem ser tomados em
relação ao descarte do material?
3)
O que são Doenças Profissionais?
a)
Os recipientes específicos devem ser
preenchidos acima do limite de 2/3;

a)

Doenças características de determinadas ocupações ou atividades;

b)

Os recipientes específicos NÃO devem ser preenchidos acima do limite de 2/3;

b)

Doenças por tempo determinado;

 

c)

Os recipientes específicos devem ser

c)

Doenças crônicas;

 

preenchidos acima do limite de 2/4;

d)

Doenças contagiosas.

 

d)

Os recipientes específicos NÃO devem ser colocados sempre próximos do local

4)

São

exemplos

de

Doenças

onde é realizado o procedimento.

Ocupacionais:

 

a)

AIDS e Dengue;

 

8)

São exemplos de Riscos Mecânicos ou de Acidentes:

b)

Tuberculose e Diabetes;

 

21

de Riscos Mecânicos ou de Acidentes: b) Tuberculose e Diabetes;   21 www.enfermagemadistancia.com.br
a) Levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho; b)

a) Levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura inadequada de trabalho;

b) Ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes, vibração etc.

c) Poeira, fumo, gases, neblinas, névoas ou vapores, ou pela natureza da atividade, de exposição, possam ter contato ou serem absorvidos pelo organismo através de pele ou por ingestão.
d) Máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.

9) Assinale a alternativa que não descreve a adoção de comportamento de segurança: a) Formação,
9)
Assinale a alternativa que não descreve
a adoção de comportamento de
segurança:
a)
Formação, educação continuada;
b)
Supervisão qualificada, organização do
trabalho e recursos materiais (incluindo-
se os EPIs);
c)
Profissionais preparados para cuidar de
pessoas com doenças infecciosas;
d)
Reencapamento de agulhas.
10)
Segundo o Ministério da Saúde, alguns
materiais podem oferecer risco, mesmo
sendo de corpo humano saudável. São
eles:
a)
Fezes, botas, luvas esterilizadas;

b) Vômitos,

fezes,

secreções

e

máscaras

esterilizadas;

c) Secreções nasofarígeas e vaginais, fezes

e sangue;

d) Sangue; EPI lacrados; secreções vaginais

e fezes.

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e vaginais, fezes e sangue; d) Sangue; EPI lacrados; secreções vaginais e fezes. 22 www.enfermagemadistancia.com.br
REFERÊNCIAS 1- BRASIL. Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1978 NR - 5.

REFERÊNCIAS

1- BRASIL. Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1978 NR - 5. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. In:

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. 29. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 489 p. (Manuais de legislação, 16).

2- CADERNOS de Biossegurança. Legislação. Assessoria de Comunicação

7- OLIVEIRA, A. C.; ALBUQUERQUE, C. P. de; ROCHA, L. C. M. Infecções Hospitalares Abordagem, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

8-

OLIVEIRA,

CLEMENTE, Wanessa trindade. Infecções Hospitalares Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro:

ARMOND, G. A.;

A.

C.;

Guanabara Koogan, 2005.

- Ministério da Ciência e Tecnologia. 2002. 9- ROCHA, 1998. apud ROCHA, S.S. 3- COSTA,
- Ministério da Ciência e Tecnologia.
2002.
9-
ROCHA,
1998.
apud ROCHA, S.S.
3-
COSTA, M. A. F. da.; COSTA, M. F. B. da.
Biossegurança: elo estratégico de SST.
Revista CIPA. N. 253, 2002. Disponível
em:
Biossegurança, um novo desafio na
formação do profissional de saúde.
Tese (Pós Graduação em Educação)
Universidade Federal da Bahia. 2003.
<http://www.fiocruz.br/biossegurancah
ospitalar/dados/material10.htm>
10- SILVA, A. L. A. et al. Textos de Apoio em
Políticas de Saúde. Rio de Janeiro:
Acesso em: 12 ago. 2009.
Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro,
2005.
4-
COSTA,
M.A.F.
Protegendo
a
Vida.
Revista Proteção, fev. p.46-47, 1999.
11- TEIXEIRA, P. & VALLE, S. Biossegurança:
http://www.guiatrabalhista.com.br/tem
aticas/clt.htm
uma abordagem multidisciplinar. Rio de
Janeiro: Ed. Fiocruz, 1996.
5-
MAENO, M; SALERNO, V; ROSSI, D.A. G;
FULLER, R. Lesões por Esforços
Repetitivos (LER) Distúrbios
Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho (Dort) Dor relacionada ao
trabalho. Ministério da Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde.
Departamento de Ações Programáticas
12- VILELA, R.B.V. Guia Técnico de Riscos
Biológicos. Brasília: Segurança e Saúde
no Trabalho em Serviços de Saúde,
2008.
13- ZANLUCA, JC. A Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT

Estratégicas. Área Técnica de Saúde do Trabalhador: Brasília DF. Fevereiro,

 

2006

6-

MINISTÉRIO

do

Trabalho e Emprego.

Classificação Brasileira de Ocupações.

Disponível em:

2011.

23

. Disponível em: 2011. < http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pa ges/home.jsf > 23 www.enfermagemadistancia.com.br