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Pessoas boas de cama não nasceram sabendo. Elas treinaram e praticaram para conseguir chegar lá. “Habilidades Sexuais” não é uma matéria que constava na grade escolar (infelizmente) e portanto somos obrigados a aprender tudo na prática. O resultado? Muita gente acaba tendo problemas com sexo porque não teve direcionamentos, não aprendeu técnicas, não teve com quem conversar sobre, e como consequência acabam tendo experiências decepcionantes, traumáticas ou nada satisfatórias ao longo de suas vidas.

Você não precisa repetir esse padrão

Se você está lendo esse livro agora, considere-se uma pessoa de sorte. Não muito tempo atrás, falar sobre sexo era considerado algo pecaminoso, e você poderia ir pagar na fogueira por estar tentando aprender mais sobre o tema. As coisas mudaram, ainda bem. Evoluímos muito, e cada dia mais as pessoas percebem que sexo é algo extremamente normal e que, portanto, não há motivos para enxergar essa prática tão saudável (e gostosa) como algo sujo, pecaminoso ou motivo de vergonha. Eu transo, tu transas, ele transa e não há nada de errado em falarmos sobre esse assunto.

Muito prazer (desculpa o trocadilho). Somos Eme e a Jaque, um casal de verdade criador do maior blog sobre sexo e relacionamentos no Brasil atualmente. Nos conhecemos (pelo Orkut!) há 5 anos atrás. Eu tinha recém terminado um namoro de 3 anos, que tinha acabado porque havíamos deixado a rotina dominar. Quando fomos nos dar conta da gravidade do problema, já tínhamos nos transformado em amigos. Eu tinha

tomado o pé na bunda e só depois enxerguei que tinha sido a melhor coisa que poderia acontecer. Já não daria mais para juntar os cacos e refazer o vaso. E se tivesse perdido muito tempo juntando as peças espatifadas, teria deixado passar o amor da minha vida.

O Eme vinha de uma fase de mais ou menos um ano solteiro. Ele estava convencido de que ser solteiro era mesmo a solução, e dividia o seu tempo na companhia de diferentes mulheres, já que não conseguia encontrar uma só que suprisse todas as suas necessidades e que o completasse de modo que ele não sentisse mais vontade de ficar com outras pessoas. Tratava todas bem, como se fossem namoradas, mas sem a obrigação de fidelidade ou de prestar contas. Os amigos acreditavam que ele seria mesmo o solteirão da turma, e não esconderam a surpresa quando começamos a namorar três meses depois daquele encontro no boteco.

a namorar três meses depois daquele encontro no boteco. Nós dois tínhamos algo em comum com

Nós dois tínhamos algo em comum com 99% da população mundial - queríamos encontrar alguém especial e construir um amor que valesse a pena. Por isso, antes mesmo de começarmos a namorar, passávamos horas divagando sobre amor e sexo.

Não raramente, íamos para o motel e ficávamos horas e horas conversando, pra ir pros finamente só quando o dia raiava, para vocês verem como realmente tínhamos coisas pra discutir sobre esse tema. Ficávamos conversando sobre o que consideráva- mos modelos interessantes de relacionamentos, discutíamos conceitos sobre fidelidade, modos de vida, ciúmes, sinceridade, atitude, vergonha na hora do sexo, intimidade, dentre outras coisas.

vergonha na hora do sexo, intimidade, dentre outras coisas. Percebemos também que nós dois éramos os

Percebemos também que nós dois éramos os conselheiros amorosos dos nossos amigos. Sempre que algum deles estava em crise, cabia a nós dar os conselhos na hora em que a coisa apertava. A gente também descobriu que nós dois tínhamos em nossas casas uma verdadeira biblioteca formada por obras relacionadas a amor e sexo. Éramos estudiosos natos desse assunto. E, obviamente, não ficávamos só na teoria - testávamos conceitos nos quais acreditávamos no nosso próprio relacionamento, e também nas nossas vidas pessoais. Decidimos que não queríamos ter uma relação padrão, seguindo moldes pré-estabelecidos pela sociedade. Queríamos construir uma relação da forma que achávamos ideal, mesmo que isso fosse visto com estranheza pelos mais tradicionais. Por isso, antes de começarmos a namorar, alinhamos as nossas visões e fomos chegando em acordos para que pudéssemos viver uma relação dos sonhos.

O que jamais poderíamos imaginar, é que um ano depois de começarmos a namorar, largaríamos o nossos empregos para dar uma guinada na vida. Eu era professora de inglês e ele publicitário nas maiores agências do país. O que tínhamos em comum na questão profissional é que ambos estávamos frustrados com nossas carreiras, e queríamos fazer algo diferente. Eu sentia essa inquietação, mas o Eme me ajudou a de fato enxergar que havia um problema, e que ele não se resolveria sozinho. Unimos a experiência dele com internet e criação, com o meu prazer em escrever, com as conclusões e discussões sobre relacionamentos que faziam parte da nossa rotina, e as-

sim demos início ao que atualmente é o maior site na internet brasileira focado em dis- cutir sobre relacionamentos e sexo - o Casal Sem Vergonha [www.casalsemvergonha.com.br], que hoje atinge mais de 5 milhões de visitantes por mês. O CSV nasceu justamente desse nosso exercício diário de explorar questões da vida a dois, e tentar encontrar soluções para os problemas que atingem 99% dos casais, na vida e na cama. A gente sabia que havia formas de fugir dos problemas padrões que víamos diariamente atingir relações de pessoas e que acabavam com elas. Fomos testando conceitos, metodologias, alinhamentos, e percebemos que a solução para os problemas do cotidiano que atingem os casais era na verdade mais simples do que pensávamos no início.

Com vontade de estender as discussões interessantíssimas que tantas vezes rolaram em quartos de motéis ou mesas de botecos, decidimos abrir a roda da conversa para o mundo. Percebemos que os veículos que se dedicavam a falar sobre o tema, menosprezavam a inteligência das pessoas e precisávamos fazer algo a respeito. Não - uma lingerie sexy não vai tirar da mornice aquele sexo que vem capengando há tempos. Não ligar no dia seguinte não vai fazer ele se apaixonar por você. Querer transar no primeiro encontro não quer dizer que você seja uma vadia. Ciúmes não é perfume do amor coisa nenhuma. E as pessoas definitivamente estavam precisando de um espaço no qual poderiam discutir sobre esses temas presentes na vida de todo mundo, sem tabus nem preconceitos.

Esse foi o começo de tudo, e ao longo de 4 anos de projeto, continuamos recebendo uma série de depoimentos diários, de pessoas que foram positivamente impactadas pelo projeto - desde mulheres que eram casadas há 30 anos, e que não faziam mais sexo há 10 anos, até meninas que não tinham com quem conversar sobre amor e sexo, por causa das famílias que não davam abertura para isso, e que encontraram no CSV um espaço onde podiam tirar dúvidas e participar de discussões. Posso dizer que nesses anos de projeto ouvimos de tudo - tudo mesmo - o que você possa imaginar sobre sexo e relacionamentos, e percebemos o quanto as pessoas estavam carentes e necessitadas de um lugar onde pudessem discutir, sem julgamentos, sobre os assuntos que afligem todo mundo, mas que ainda eram vistos com muito tabu e repressão por uma sociedade hipócrita. Afinal, se todo mundo transa e se relaciona, por que raios não podemos falar sobre isso?

Conclusão - além de namorados, viramos também sócios. Largamos para trás empregos que já não nos faziam felizes, e conquistamos uma vida que para muitas pessoas é inimaginável: nosso escritório é o mundo, e trabalhamos em qualquer lugar

desde que tenhamos uma boa conexão com internet e um laptop debaixo do braço. Saímos de São Paulo, vivemos dois anos em uma agrovila em Ilhabela de frente pro mar, trabalhamos de diferentes lugares na Europa, desde uma praia em Barcelona até um coffee shop em Amsterdã, e para nós a aventura apenas começou. Encontramos a fórmula anti-monotonia. Contrariamos todas as regras que dizem que trabalhar com quem se ama pode ser uma péssima ideia. Unimos nossos potenciais e assim conseguirmos ir mais longe. Nossa parceria aumentou. A química só cresce a cada dia. Viajamos juntos para os lugares mais incríveis do planeta. Aprendemos diariamente um com o outro. Não temos ciúmes. Nossa vida sexual melhora a cada dia. E deixamos muita gente confusa quando afirmamos que só discutimos mesmo para ver quem vai lavar a louça.

Juntamos a nossa expertise com uma profunda pesquisa global sobre sexualidade e relacionamentos, devorando todo e qualquer conteúdo que surgia sobre o assunto nos mais diversos países. Com essa imersão, fomos nos dando conta de quanto o sexo impacta na vida das pessoas. Tirando algumas exceções, sem sexo não há felicidade. Explico: sexo conecta pessoas, fortalece os laços do relacionamento, faz bem para a saúde, eleva auto-estima, dentre vários outros benefícios. Por isso, é tão importante que as pessoas quebrem suas amarras para que possam se ver finalmente livres e felizes na sexualidade e na vida. Pensando nisso, criamos esse ebook que você tem agora nas mãos. Nele, compilamos 10 dica básicas que você precisa aprender para se tornar boa de cama e assim conseguir conquistar muitas outras coisas na sua vida.

Afinal, gozar é preciso.

Esperamos que esse livro seja um convite para você se descobrir mais no sexo, sentir mais prazer e transformar a sua vida.

Um grande beijo,

Jaque e Eme.

Não tem cena mais linda do que uma mulher se masturbando. A capacidade de chegar ao orgasmo apenas com os dedos, em um dos poucos momentos nos quais nos permitimos gastar um tempo exclusivo com o nosso próprio prazer, é uma habilidade divina. Mas, contraditoriamente, masturbação consegue ser para as mulheres, mais tabu

do que sexo anal. Em qual parte do trajeto essa maravilha foi transformada em algo sujo

e proibido?

Toda mulher provavelmente se lembra das primeiras vezes que se tocou. Esse momento acontece geralmente muito cedo e, só é levado adiante por aquelas meninas que se permitem investigar mais a fundo os mistérios desse prazer tão proibido.

A primeira vez é bem difícil lembrar. Principalmente, porque o toque surge quase como

algo instintivo – quase como uma artimanha do cérebro dizendo – vai lá garota, descobre

o que é bom nessa vida. E, meio que sem entender, como um instinto, levamos nossas

mãos em direção à nossas menininhas antes intocadas. O que começa apenas como uma sensação gostosa, nos deixa literalmente em êxtase quando nos presenteamos com o primeiro orgasmo. Claro que a gente nem entendia o que isso significava. Muito menos entendíamos que aquela prática inocente teria alguma coisa a ver com sexo – também, como poderia ser diferente, se ninguém fala sobre isso em casa ou na escola.

Lembro que, quando descobri a masturbação, não fazia ideia do que estava fazendo de fato – mas tinha dentro de mim, inconscientemente, uma incômoda sensação de que estava fazendo algo errado. Me escondia. Tentava em vão procurar sobre aquilo em livros (ah, como o Santo Google fez falta!). Essas encanações duraram uns bons anos e poderiam ter sido poupadas se alguém me explicasse que aquilo era uma coisa natural e muito benéfica vivida por todas as pessoas.

Me masturbava uma, às vezes duas vezes por dia. Cada vez mais conhecia o meu corpo e descobria formas mais eficientes de chegar no orgasmo. Quando descobri que o que fazia se tratava somente de uma inocente masturbação, comecei também a dar espaço para minhas fantasias - fantasias essas que se mantém vivas até hoje. Tudo muito inofensivo e saudável. Muito provavelmente, todo esse vasto e longo processo de auto-conhecimento tenha sido o grande responsável pela liberdade sexual que tenho hoje.

A masturbação foi, desde que me conheço por gente, uma coisa muito presente na

minha vida, mas nunca tive coragem de falar sobre isso com ninguém. Acredito que tenha sido resquício do conceito de que mulher não podia sentir prazer com sexo. Esse

conceito foi evoluindo com o tempo, mas vestígios deles continuaram presentes nas cabeças das pessoas. Talvez seja por isso, que o assunto tenha ficado tão desconfortável entre a ala feminina. Enquanto isso, piadinhas sobre o garotão que demorava tempo demais no banheiro, eram vistas com naturalidade e até um certo orgulho por constatar que “meu menino tá virando homem”. Injusto.

constatar que “meu menino tá virando homem”. Injusto. Esse é provavelmente um dos motivos pelo qual

Esse é provavelmente um

dos motivos pelo qual é tão comum vermos hoje mulheres que não conseguem gozar. Que reclamam dos parceiros, mas que não sabem ensinar porque não fazem ideia de como e onde sentem prazer. Tem também as que não gozam, mas fingem que está tudo bem, porque nunca descobriram o prazer

e a renovação que um

orgasmo pode proporcionar.

E seguem suas vidas sem

conhecer seu maior templo – seus próprios corpos.

A boa notícia é que nem tudo está perdido. Mesmo pra aquelas que nunca cederam aos

instintos de se tocarem sozinhas debaixo das cobertas, nunca é tarde pra começar. Se masturbar com os dedos exige uma dedicação maior e o tempo que vai demorar pra

chegar lá pode te desanimar. Então, conselho: compre um vibrador. Não importa o modelo, desde que ele vibre. Se você não quer comprar um super vibrador porque não sabe onde escondê-lo depois, compre aquelas cápsulas vibratórias que são mais discretas, mas também são poderosas. Em épocas de vacas magras, vale até usas o celular no silencioso.

Separe um momento em que você saiba que ninguém vai chegar, desligue o telefone, providencie um lubrificante e se deite na cama confortavelmente. Coloque o vibrador no seu clitóris e vá regulando a velocidade. A vibração não pode ser incômoda – se estiver incomodando, diminua e vá aumentando gradativamente. Pense em coisas que te dão tesão. Só pare quando tiver gozado.

Sem desmerecer o sexo, que é mais poderoso e completo do que a masturbação, não tem nada mais revigorante do que uma gozadinha fácil naqueles momentos de pressão e stress. Ou naqueles momentos em que os hormônios nos deixam com um fogo na parte debaixo, mas que não queremos ou não podemos apelar pra alguém nos salvar. E, principalmente, pra aqueles dias em que tudo deu errado, mas que você sempre pode ter a certeza de que os momentos finais do dia vão ser de prazer – e isso, ninguém pode tirar de você.

Com recentes pesquisas que mostram que 68% das mulheres já fingiram orgasmo e que uma média de três quartos das mulheres nunca conseguiram gozar com penetração, parece que o orgasmo feminino é um mistério tão grande para as mulheres quanto para os homens. Vemos bilhões sendo gastos com desenvolvimento de remédios

e soluções para a disfunção erétil, mas muito pouco se fala sobre esse tabu feminino: há um número gigantesco de mulheres que não estão tendo o prazer que poderiam ter no sexo.

Muita gente usa a desculpa de que isso é algo normal, que as mulheres são mais com- plexas mesmo e que deveriam se conformar com o fato de que o sexo pode ser prazeroso, mesmo sem um clímax. Sim, pode. Mas o gozo é a cereja do bolo. O final fe- liz do filme. Transar sem gozar é como comer macarrão sem queijo ralado - ainda é bom, mas o queijo ralado em cima muda totalmente a experiência. E se você pode comer massa com um queijo parmesão delicioso derretendo em cima, porque vai dispensar essa dádiva? Tirando raras exceções de mulheres com alguma disfunção, a grande maior parte delas pode, sim, conseguir gozar, inclusive com penetração. Mas para isso, é preciso estar ciente desse fato.

Freud já dizia que o sexo é a base que movimenta todo o contexto social e é também

a origem de várias patologias. Por isso, quanto mais você entende do seu corpo e das

suas possibilidades e quanto mais se interessa por explorá-las, por alcançar maiores níveis de prazer, mais você se abre para as possibilidades da vida. E isso não quer dizer que agora as mulheres precisam virar máquinas de gozo ou que tenham que cumprir esse papel social da “mulher gozadora” (como já não bastasse todas as outras funções que lhe cabem). Isso quer dizer que é possível ter um sexo de mais qualidade. Ou seja - Se vai transar, por que só sentir metade do prazer? Um sexo intenso no qual a mulher atinge o clímax provavelmente a satisfaria muito mais do que três transas sem um ápice.

Por mais contraditório que possa ser, pelas nossas observações, estudos e por relatos que recebemos de leitores desde ao longo desses 4 anos trabalhando com sexualidade,

a pressão de chegar ao orgasmo é muitas vezes o que impede que a mulher chegue lá.

Ou seja - desde o início, ela tende a se preocupar tanto com a maneira como o outro a enxerga (será que ele vai achar que eu sou frígida? Será que vai achar que eu não gostei do sexo? será que vai preferir transar com alguém que goze junto com ele?) que prefere abdicar do prazer a encarar o desafio de persegui-lo. Sim, porque ninguém nasce sabendo gozar. O caminho mais provável é que a mulher primeiro descubra o orgasmo com masturbação, depois com sexo oral, e o orgasmo com penetração acaba sendo

algo que vem junto com uma maior maturidade sexual - por mais que muita gente deteste admitir. Claro que não é uma regra, mas esse tende a ser um caminho, justamente porque o orgasmo com penetração é mais subjetivo. Ele exige um certo treinamento, uma observação maior do corpo, das sensações, diferente do orgasmo clitoriano - já que a parte mais sensível do clitóris é externa (sim, o que vemos é só a ponta do iceberg, ele se estende por alguns centímetros dentro do corpo da mulher), o que torna mais fácil saber onde e como estimulá-lo para chegar ao orgasmo.

Para te ajudar a se libertar dessa trava e conseguir gozar (principalmente com penetração) temos algumas dicas preciosas que podem te ajudar a chegar lá:

Você pode estar com o cara mais gostoso e habilidoso do planeta, mas sem a ajuda da sua mente, você jamais chegará lá. Se enquanto ele te chupa, te lambe os seios ou entra dentro de você, você estiver pensando nas obrigações do trabalho do dia seguinte, ou que esqueceu de ligar pra sua mãe pra passar um recado, você n-u-n-c-a chegara lá, independente dos esforços dele. O corpo feminino oferece as ferramentas, mas só a mente pode fazer com que você, de fato, chegue lá.

Por isso, sempre que estiver transando com alguém, foque no presente. Dizem que as mulheres não são visuais, mas isso é balela. Esqueça o passado e o futuro e foque no que você tem nas suas mãos de mais poderoso - o agora. Olhe para o homem com quem você escolheu estar. Pense no que mais gosta dele, no porque ele te atrai, repare nos detalhes. Perceba como ele move a língua, como a pele dele esquenta perto da sua, como o seu seio cabe certinho na mão dele. Perceba os cheiros que te cercam, o som da respiração dele na sua nuca, o suor começando a escorrer pela pele dele. Use sua

mente a seu favor - e não o contrário. Não deixe que ela te leve pra longe dali - fantasias são ótimas, mas nenhuma fantasia pode ser tão boa quanto a realidade. Por isso, deixe-as um pouco de lado e viva aquele momento.

Toda mulher tem um ponto no canal vaginal onde ela sente mais prazer. Tem pesquisadores que dizem que o ponto G é mito, mas se você é mulher e já descobriu onde fica o seu, pode desbancar todas as pesquisas porque tem a certeza de que ele existe. A localização dele tende a variar entre as mulheres, mas a maioria delas relata sentir prazer maior num ponto específico que fica na parte superior do canal, perto da entrada da vagina, a mais ou menos uns 4 centímetros da entrada dela. Esse ponto, assim como o clitóris e o bico dos seios, tende a inchar e a endurecer conforme a mulher sente tesão. A repetida fricção nesse local permite chegar no orgasmo vaginal.

No entanto, sem descobrir o seu ponto, nada está feito. Descubra em qual posição você consegue senti-lo melhor. Não tem erro - você vai perceber que dependendo da sua posição e da posição dele, você sente algo a mais do que somente o pinto dele entrando e saindo. Você sente uma dose de prazer extra quando o instrumento dele toca lá, e precisa estar atenta para reconhecer quando isso acontece. Uma posição recomendada é o “frango-assado”, com você deitada e ele sentado, ou ainda você por cima dele, mas, mais uma vez, isso é totalmente pessoal e não se aplica a todas as mulheres. Descubra o seu ponto e insista nessa posição. Quando achar, fale pra ele e peça pra ele permanecer lá. Muitas mulheres ficam com vergonha de compartilhar esse tipo de coisa com o parceiro e acabam transando mais de acordo com as posições sugeridas por ele. Assim, vai ser difícil gozar.

Se você seguiu as nossas orientações até aqui, já está focada no presente e está

Se você seguiu as nossas orientações até aqui, já está focada no presente e está na posição onde o pau dele fricciona o seu ponto G. Nessa hora, é preciso concentração. Foque nas sensações. Tente sentir cada centímetro dele entrando e saindo. Se livre das vergonhas, permita-se ser você mesma e sentir prazer. Muitos homens têm muito mais prazer quando fazem a mulher sentir tesão, então ele provavelmente também estará empolgado com esse treinamento, motivo pelo qual você não deve ficar encanada pensando coisas do tipo: “Coitado, será que essa posição tá legal pra ele?”. Não - ele já sabe gozar, agora é a sua vez. Foque no seu prazer e na descoberta das suas sensações.

Quando estiver com bastante tesão, na melhor posição pra você, comece a fazer um movimento com a sua vagina como se estivesse “abraçando” o pinto dele. Isso mesmo - talvez você não saiba, mas o canal vaginal tem 3 anéis que você pode movimentar a seu favor. Sabe quando está fazendo xixi e precisa interromper por algum motivo? Então, o movimento é mais ou menos esse. É isso que as pompoaristas sabem fazer com maestria: contrair esses anéis e “abraçar” com a vagina. Mas você não precisa ser uma pompoarista para conseguir fazer isso - no começo o movimento vai ser sutil, muito provavelmente ele não vai perceber, mas com o tempo os seus músculos vaginais vão se fortalecendo, e você vai conseguir apertar com cada vez mais força. Então, na hora do sexo, quando ele estiver dentro de você e você estiver com bastante tesão, foque em contrair esses músculos, e deixar a entrada dela mais apertada. Ao mesmo tempo, foque

em mandar toda a sua energia do seu corpo para a parte do seu ventre, concentre seus pensamentos na sensação que está tendo lá. O resultado disso tudo costuma ser um orgasmo mais intenso do que o clitoriano.

É bem provável que você não consiga na primeira vez, nem na segunda, talvez nem na

terceira ou na quarta vez. Mas lembre-se: gozar é como andar de bicicleta. Você vai treinando e aos poucos vai chegando lá. E quando aprende, nunca mais esquece.

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Se você quer fazer um homem feliz na cama, aprenda a fazer um boquete gostoso. O sexo nunca vai estar completo para ele se o boquete for meia-boca, literalmente. E por mais que saibamos que homens são muito mais simples, fazer um deles ir aos céus apenas usando o seu kit mão+boca+ língua exige habilidade e treinamento.

Aqui vale, portanto, a velha máxima do “é dando que se recebe”. E, de todos os modos que você tem para colocar isso em prática, talvez o melhor, o mais gostoso e o mais safado ainda seja o bom e velho boquete. Em primeiro lugar pela praticidade da coisa. O boquete é o jeito ideal de exercitar a fantasia do “aqui, agora”. Tesão bom não tem hora para chegar, e quem nunca arrastou o cara para o banheiro mais próximo, o cantinho escuro da balada ou a última fila do cinema não sabe o que é viver. Nos calores do momento, chupar com vontade não tem preço, não. Toda a manobra de abrir delicadamente o zíper da calça, passando pela minha parte preferida: o olhar de assustado do outro dizendo “jura? aqui?”. Juro. Aqui.

E, mesmo entre quatro paredes e na intimidade do lar, não tem nada mais simples e mais efetivo do que um bom boquete para prevenir que o sexo caia no morno. Sempre delicioso, vai com qualquer coisa, a qualquer hora, e ainda faz com que tudo fique melhor. Mas, eu sei lá por quê, o boquete é um tabu para muitas mulheres. Quer uma prova disso? Quantos homens não existem por aí que reclamam que não recebem mais um bom, caprichado e demorado boquete depois dos primeiros anos de relacionamento? Muitos mesmo.

Mas muito pior do que isso (afinal, cada um curte o que curte e ninguém tem a ver com isso), existem as mulheres que acham que curtem até demais. Que adoram chupar, mas têm vergonha disso. Acham que o cara vai estampar um selo de vagabunda na sua testa logo depois que receber a informação. Ou que isso é coisa de puta. Tá na hora de atualizar esses conceitos, amiga!

Eis algumas coisas que você precisa saber sobre boquete:

- Homens são mais simples e não precisam de tantas “pré-preliminares”. Dê uma aquecida antes, uns beijos, fale umas safadezas no ouvido dele e desça para o ponto estratégico

- Não tenha pressa. Chupe com vontade e curta o

processo. Tire da cabeça que tem que fazê-lo gozar.

- Tente imaginar sua boca sempre como sendo um lugar

muito molhado, quentinho e aconchegante para o pau dele. Trate ele com carinho.

-

Tenha certeza de ter bastante saliva na boca durante todo

o

processo. Isso mesmo, deixe os bons modos de lado:

essa é a hora de babar.

- É preciso variar os movimentos, a pressão e a velocidade. Comece mais devagar e aumente o ritmo quando o tesão dele estiver subindo.

- Cuidado com os dentes. Uma dica para evitar riscos, é

fazer tipo “boca de velha”: cubra os seus dentes com os

lábios e continue usando a língua. Os movimentos mais rápidos, exigem mais cuidados – use a língua para proteger os dentes de baixo e deixe um espacinho entre o pau dele

e os seus dentes de cima.

- Deixe o nojinho de lado ou nem comece. Tem que

mostrar que está maluca de vontade dele, que está chupando o pau dele como se fosse o último da Terra. Homens adoram isso.

- A grande maioria dos homens adora gozar na boca na

mulher, e adora mais ainda se ela engolir, mas isso vai ser sempre uma escolha sua. Sexo oral também é forma de transmissão de doenças, é sempre bom lembrar.

Entendeu ou quer que a gente desenhe? Tá bom, o que não fazemos para ajudar nossas queridas leitoras! Para ficar mais lúdico, eis aqui um manual para você arrasar:

não fazemos para ajudar nossas queridas leitoras! Para ficar mais lúdico, eis aqui um manual para
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Mais do que uma prática corriqueira e tradicional como o boquete de bom dia, o sexo anal mexe com convicções e explora tabus e elementos de prazer até então desconhecidos. O que a mente feminina pode não entender é essa tara que os homens nutrem pela entrada mais difícil e limitada ao paraíso. Mas tudo tem explicação.

Em primeiro lugar, a proposta fisiológica. Imagine você que existe um lugar mais quente

e apertado pra confortar o seu amigão. Bem, se você não tiver um, pode pensar em

algo que ofereça um envolvimento maior e uma pressão ainda maior sobre o membro do rapaz em questão. Confortável, não? Além disso, todo homem que nunca testou a

prática se sente curioso para tal.

Em segundo lugar, sexo anal só vai trazer prazer à mulher se ela estiver relaxada, tiver vontade e confiar no parceiro que tem. Pra cabeça de um cara, isso funciona como se ele fosse promovido de cargo na relação. Ele se vê como alguém em quem ela confia bastante, ou se vê como o macho alfa que desperta nela tesão suficiente para que ela queira testar a prática com ele.

Já queremos adiantar - não, você não precisa fazer sexo anal para ser boa de cama. Mas inserimos esse capítulo porque muita mulher tem vontade de experimentar mas fica com medos, traumas e tabus, desperdiçando a chance de conseguir sentir prazer de mais uma forma diferente.

Para você quer quer se iniciar nessa nova prática (ou que quer se aperfeiçoar nela), separamos algumas dicas valiosas:

- Esqueça os filmes pornôs, onde as mulheres dão o cu como se fosse algo muito

natural. Não, não é. E você não tem problemas sexuais por não se atrair muito por essa prática ou por ter mais dificuldades.

- Se você fica encanada com uma possível eliminação de excrementos na hora H, tente ir

ao banheiro antes para deixar o caminho livre. Algumas pessoas tomam laxante. Outras fazem duchas. Eu sugiro tentar pelo método orgânico. De qualquer forma, o cara que decidir colocar seu menino dentro do seu órgão excretor precisa saber que de lá não vai sair flores! Se ele quiser explorar esse seu lado, vai ter que estar preparado para o que encontrar.

- É preciso que você esteja com muito tesão. Mas muito mesmo. Naquele nível em que

já fizeram de tudo e o fogo ainda não foi embora. Esse é o sinal de que é uma boa hora

para experimentar.

- Antes de se aventurar com o pau do seu parceiro, treine primeiro com dedos. Peça pra

ele colocar um dedo quando estiver te chupando (cheque as unhas dele!). Quando estiver mais relaxada, deixe ele colocar mais fundo. Dê um tempo para o ânus perceber que terá que fazer o movimento oposto daquele que têm feito a vida toda.

- Uma das posições ideais para iniciantes é você deitada de bruços na cama, só com

um travesseiro embaixo do quadril pra levantar um pouquinho. De ladinho também é recomendada. Só mude para uma posição mais elaborada quando já tiver muito confortável nas primeiras.

- Segure o instrumento do menino na mão e o direcione para o buraco mágico (que já

deve estar com muuuito lubrificante). Quando estiver na posição certa, peça para ele ir

colocando devagarzinho, de modo que você também consiga ditar o ritmo.

- No começo, vai doer. Mas tudo pode ser controlado se você parar de mentalizar a dor. Pense em coisas safadas, coisas que te dêem tesão. É fato que o primeiro reflexo do nosso corpo é gritar para ele sair de você imediatamente, mas se você quer mesmo experimentar, vai ter que suportar por um tempinho essa dor inicial para aprender a transformá-la em prazer. Lembre-se que se não estiver gostando, sempre pode pedir para ele parar.

- Dar o lado B exige inspiração. Se você não está inspirada no dia, não faça só porque ele pediu. Você dá quando bem entender (e se quiser). Sem pressão.

Quantas vezes você pensa em sexo por dia? Se você for uma mulher, muito provavelmente no máximo a metade de vezes que o assunto passa pela cabeça de um homem. Isso se você for pelo menos um pouco safadinha.

Todo profissional sabe que sem inspiração, não há criação. E esse conceito também se transfere para

a cama. Muitas mulheres

têm rejeição e pudor em se inspirar sexualmente, mas isso pode fazer uma grande

diferença na sua performance

e no seu prazer. Em uma

pesquisa com alunos da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, na qual os participantes tinham que escrever sobre o que pensavam durante todas as horas do dia em que estavam acordados, a média masculina foi de 19 pensamentos sobre sexo. A média entre as meninas foi de 10 pensamentos sexuais por dia, quase a metade dos rapazes. Não parece tão ruim assim, até descobrirmos que as ideias sobre comida passaram pela cabeça das mulheres 15 vezes, ganhando em disparada do sexo.

Os homens têm praticamente um pau morando dentro do cérebro. Também não é para menos. Fora a imaginação fértil que faz com que eles coloquem até a mais puritana das moças de quatro em poucos segundos, estímulos não faltam para exercitar a libido masculina. Piriguetes rebolantes na TV, pornografia na internet, peladonas nas revistas e muito mais para atiçar os olhos e o tesão da macharada. Com tanto incentivo, os homens acabam não só pensando mais em sexo como querendo fazer mais também. Para aumentar a libido, as mulheres precisam aprender com os homens a elevar o nível de sacanagem entre os neurônios.

Muitas mulheres já perceberam que podem se inspirar muito mais do que têm feito. Hoje há algumas produtoras que têm feito filmes pornô especialmente pensando nas mulheres. Elas perceberam que o público feminino gosta sim de se excitar com esse tipo

de conteúdo e passaram a criar filmes que mostrem a sexualidade da mulher de uma forma mais positiva. São produções mais próximas da vida real - nada daquela coisa:

chega o eletricista para consertar alguma coisa e em 10 segundos está transando com a dona da casa. No lugar das penetrações infinitas, entram roteiros que incluem sedução, preliminares e uma dose de romance.

Os enredos têm tramas mais complexas (algumas até com pretensões experimentais) em que os sentimentos das mulheres são levados em conta. Um exemplo, extraído do filme Five hot stories for her, da diretora Erika Lust: a mulher chega em casa e encontra o marido com outra, na cama. Em vez de terminar em ménage, como seria obrigatório num roteiro de pornô clássico, a cena toma outra direção. A mulher traída vai embora e procura sexo com outro homem. Há, nos filmes, muito sexo entre mulheres (há um mercado de lésbicas a ser atendido) e sexo entre homens, algo que excita as mulheres (a diretora Courtney Trouble se especializou em gays underground). Os homens são invariavelmente bonitos, em vez de truculentos. Se fosse possível resumir o movimento em um única imagem, seria algo como o seriado Sex and the city com sexo explícito.

Algumas diretoras como Erika Lust, Tristan Taormino, Petra Joy, Candida Royalle e Anna Span já viraram celebridades por seus filmes. No Brasil, Monica Mattos, da produtora Sexxxy World, se destaca. Para te ajudar melhor, trouxemos algumas dicas de filmes que as mulheres costumam gostar bastante:

- O prazer é todo meu, dirigido por Louise Lush;

- Five hot stories for her, dirigido por Erika Lust;

- O pecado mora ao lado (Feeling it! Not faking it

),

dirigido por Petra Joy;

- Des Jours Plus Belles Que La Nuit (Os dias mais belos do que a noite);

- Life, love, lust, de Erika Lust;

Se você não gosta de filmes pornô, tudo bem, mas encontre uma outra forma de se inspirar! Livros, contos, fotos, conversas, enfim, encontre uma forma de manter o sexo mais aflorado na sua mente durante o dia. O resultado vai ser uma mulher com muito mais tesão no fim do dia.

Morro de tédio quando vejo aquelas mulheres perfeitinhas, com a barriga sequinha e a bunda empinada, ou aqueles caras fabricados em academia e vestindo camisa gola V. Eu juro que não é só pelo estereótipo. É que essas pessoas trazem na testa, em letras garrafais: “EU NÃO ME ACEITO”. “Eu gastei o meu dinheiro com esse silicone e essa escova progressiva porque eu preciso que você me veja”.” Eu estou suando feito um cuscuz e com as mãos cheias de calos e os músculos inflamados, mas continuo levantando esse peso porque eu preciso de um bíceps apresentável para que você me olhe e me deseje. E me inveje. E me admire. Qualquer coisa, mas não desvie seus olhos de mim”.

A naturalidade, ao contrário, exala um charme único, porque a autoaceitação é a coisa mais afrodisíaca do mundo. Uma bunda sem silicone, um corpo sem esteroides, uma

pele sem botox

porque gente é imperfeita mesmo. Marcas de gente que se ama e se aceita. Gente que não se rende. Gente que se destaca por poder folhear mil revistas fúteis e não correr para a academia e o salão de beleza, porque é inteligente e autêntica o suficiente para entender que aquilo é um modelo inalcançável, feito pra vender. E beleza, meus amores, não está à venda.

São marcas de naturalidade. Marcas que provam que você é GENTE,

Muita mulher deixa de se concentrar em ter prazer no sexo porque nutre paranoias com relação ao corpo e à estética. Se a pessoa que está com você decidiu por livre e espontânea vontade estar lá, isso significa que ela te acha interessante e atraente. Se você ficar se controlando porque a posição X te deixa gorda, ou porque a Y mostra aquelas estrias que você odeia, isso vai fazer com que você perca o foco e sinta 10% do prazer que poderia sentir.

Se tiver atitude e for autêntica com relação aos seus desejos, ele só vai ter tempo pra prestar atenção nas coisas boas do sexo e vai ignorar por completo aquele pneuzinho que tanto te incomoda. De nada vale uma mulher toda gostosa e montada, se ela pede para apagar a luz na hora do sexo. Vale muito mais a pena estar com uma mulher de atitude (e, portanto, com defeitos) do que com uma mulher toda perfeitinha mas que na hora H fica cheia de tabus e vergonha. Afinal, se sua calcinha está no chão, sua vergonha deveria ficar lá também.

Esse capítulo é sobre beijos - da cintura para cima, embora com frequência eles levem para beijos da cintura para baixo. Resolvemos inserir um capítulo sobre beijos porque ele é uma ferramenta que está ao alcance de todos mas que muitas vezes é menosprezado.

Beijo bom de verdade não pode ser meia boca, sem vontade com cara de obrigação. O beijo tem que ser um convite irrecusável para que o outro primeiro penetre na sua alma, para depois penetrar no seu corpo. A fusão ritmada dos lábios dá sinais claros de como serão os próximos capítulos. É no encostar dos lábios que um experimenta o gosto do outro e que os corpos começam um diálogo que pode durar horas a fio. Se o beijo não cola, a chances de não haver conexão no sexo é grande.

É estranho pensar que um beijo na boca geralmente transmite mais emoções do que um beijo nas partes íntimas. Um exemplo são as profissionais do sexo que geralmente topam tudo - menos beijo na boca. Um outro sinal inegável que mostra a importância desse ato: quando o relacionamento começa a esfriar, os casais geralmente param de beijar na boca muito antes de pararem de fazer sexo.

Beijo também é muito pessoal. Geralmente quando uma pessoa diz que a outra não beija bem, há chances de que nenhuma das duas tenha culpa: o beijo apenas não encaixou mesmo. Mas tem gente que consegue estragar essa dádiva dos Deuses que é o beijo na boca. Para que você não cometa essa heresia, pedimos para os leitores do Casal Sem Vergonha dicas para um beijo bom. Veja algumas respostas que selecionamos:

“ Beijo não tem nada a ver com força. O beijo que mais me

deixa excitado é aquele suave, com movimentos leves com

os lábios e a língua.” (P.C., 33 anos)

“ Não fique apenas mexendo a língua desgovernadamente. Pro beijo ser bom, tem que explorar de leve a boca do outro, sugar os lábios, dar mordidinhas, simular um sexo ”

oral

(C.L., 32 anos)

“ Ser sufocado pela língua da outra pessoa durante

minutos não é nada agradável! Não precisa enfiar tanto a

língua como se quisesse examinar a garganta do outro.” (T.M., 19 anos)

“ Feche as torneiras! Sair de um beijo todo babado é broxante. Tente não fazer isso.” (B.C., 27 anos)

“ Respire! Tire a língua da boca do outro de tempos em tempos para respirar, mudar de ritmo, trocar de movimen- tos. É gostoso!” (M.L., 37 anos)

Além do beijo na boca, existem outras zonas erógenas no corpo do homem que merecem ser exploradas com seus lindos lábios! Eis algumas delas:

- Dobrinhas: os lugares do corpo onde a pele se dobra

tendem a ser muito mais sensíveis ao toque, como a parte traseira do joelho, a nuca, a virila, os espaços entre os dedos e atrás das orelhas.

- Parte baixa das costas e bumbum: essas partes

também são bem sensíveis ao toque e vale a pena ex-

plorá-las.

- Barriga: A faixa entre o umbigo e os genitais são

consideradas erógenas também e vão adorar receber alguns beijos. Não se esqueça também de dar atenção nas

saliências causadas pelos ossos dos quadris.

A masturbação masculina é como um canivete suíço: uma ferramenta boa, com funções

variadas e que pode quebrar seu galho em diferentes situações! Um fato é que você nunca irá masturbar seu homem tão bem quanto ele que tem toda uma vida de prática,

mas é possível de se aproximar e muito.

O primeiro passo é observá-lo enquanto ele bate uma. Pode ser que ele não tenha se

masturbado muitas vezes na sua frente, mas proponha essa brincadeira. Pode ser enquanto vocês assistem um filme pornô ou enquanto você faz uma dança sexy para ele. Enfim, invente um motivo e observe-o.

O fato é que a diferença entre uma punheta deliciosa e uma medíocre é a intenção. Se a

mulher não tem tesão, pode ficar bombeando o pênis dele até o dia seguinte que nada vai acontecer. É uma questão de vontade, habilidade, e paciência.

Algumas mulheres são desajeitadas ao manipular um pênis, mas isso é normal - elas não nasceram com um, mas a prática vai te deixar bem íntima do membro dele com o tempo. Eis algumas dicas que vão te ajudar:

- Mantenha o menino molhado. Seja com a sua própria saliva (o que pode ser bem excitante) ou com um lubrificante íntimo.

- Para descobrir a melhor posição para masturbá-lo,

deite-se paralelamente ao seu homem e passe o braço sobre seu corpo, como ele faz para se masturbar. Tente tocar no lugar exato onde ele segura o próprio pinto.

- Envolva o pênis dele com toda a sua mão, de modo que

o polegar e o dedo indicador poderiam se tocar se não tivesse entre eles uma deliciosa banana. Como se os dedos fossem um cinto, tente afivelá-los no lado do pênis e não na frente, para que fique mais confortável para ele.

- É provável que seu parceiro queira ser estimulado com

mais força do que você imaginava. É claro que é preciso ir com cuidado, mas uma mão mole pegando nele não vai gerar muito resultado. Firmeza, mulher!

- Enquanto faz movimentos para cima e para baixo, deixe

que seu dedinho se movimente contra a parte baixa da haste do pênis. Isso vai fazer com que os testículos dele vibrem dando uma sensação extra de prazer.

- A melhor ideia é ir variando o ritmo e as técnicas para

ajudá-lo a chegar lá com mais facilidade. O psicanalista e

pesquisador Paul Joannides dá 3 ideias de técnicas que podem te ajudar:

1) Girando a tampa da garrafa: Segure a haste do pênis próximo à base. Com sua outra mão, agarre a cabeça dele como se fosse a tampa de uma garrafa. Gire-a suavemente como se estivesse abrindo a “garrafa” com polegar e indicador correndo ao longo do sulco sob a crista, onde a cabeça liga-se à haste.

2) Palma no lado: Posicione o polegar e o dedo indicador ou médio em torno da haste do pênis, mais ou menos 2 cm acima de onde se liga às bolas (escroto). Puxe a pele para baixo, de modo que os dedos e a palma da mão repousem nos testículos. Isso retesará a pele. Se o homem não for circuncisado, pegue na haste, mais para cima.

3) Polegares para cima: De frente para a virilha do seu homem una os dedos como faria se estivesse rezando para que seu cheque não volte. A única diferença é que, no meio das mãos que oram, está o pênis. Use as pontas dos polegares para massagear a parte frontal. Passe mais um tempo friccionando a área onde a cabeça se liga a haste, que geralmente a parte mais sensível do orgão.

Mesmo sabendo que todo mundo tem fantasias sexuais, ainda é um tabu revelá-las.

Segundo a psicanalista e escritora Regina Navarro, “a maioria das fantasias sexuais não

é colocada em prática, mas é muito difícil encontrar alguém que não as tenha. A grande vantagem das fantasias é poder inventá-las da maneira que se quiser. Cada um é dono do seu próprio espetáculo: decide o elenco, o argumento, a direção, a edição, os ângulos de câmera e os efeitos especiais.”

Principalmente em relacionamentos longos, quando existe intimidade entre os casais, revelar fantasias e contar com o outro para ajudar a realizá-las pode ajudar a dar aquela aquecida na relação.

Há pessoas que têm uma única fantasia sexual que se repete sempre. Outras pessoas possuem um complexo baú virtual de imagens e cenas dentro da sua mente que ajudam a chegar ao orgasmo. A grande maioria das pessoas tem fantasias durante o sexo e muitas pessoas acham inclusive difícil se masturbar e gozar sem uma fantasia sexual excitante povoando a imaginação.

Uma prova de parceria entre o casal é quando um pode abrir suas fantasias para o outro sem julgamento afinal, de perto ninguém é normal. Se você tiver a sorte de poder transar com alguém com quem tem intimidade, experimente revelar algumas de suas fantasias

e propor que ele te ajuda a realizá-las. O ideal é começar pelas fantasias mais light (ex:

transar no carro, tirar fotos sensuais, fazer sexo num lugar público, ir jantar com ele sem

calcinha, etc) e se sentir a vontade, podem partir para as fantasias mais complexas.

Nem toda fantasia precisa ser realizada. Muita gente tem bastante prazer em fantasiar mas não sente necessariamente vontade de trazer aquilo para a vida real. Ainda sim é saudável ter fantasias e compartilhá-las com o seu parceiro. Ele pode comentar sobre ela durante o sexo te deixando excitada, ou vocês podem conversar sobre ela e planejar detalhes mesmo de brincadeirinha, somente para dar uma aquecida dos pensamentos de vocês como casal.

Parabéns! Se você chegou até aqui significa que tem se esforçado para ter uma vida sexual mais feliz, completa e prazerosa. Muita gente se sente infeliz/frustrada com coisas na vida, mas não faze nada para mudar o cenário. Você não é uma delas, e o fato de ter lido esse livro até o final comprova isso.

A jornada em direção a uma vida sexual mais completa não é tão fácil, mas é muito

recompensadora. Exige buscar sempre novas ideias e referências, estar sempre disposta

a melhorar e nunca parar de aprender. Ninguém sabe tudo e é sempre preciso dar uma

atualizada no sistema. Há sempre formas de melhorar e ser mais feliz na vida e na cama.

Depois de ler esse livro, é preciso colocar os aprendizados em prática se quiser colher os frutos. Ler o livro já é um ótimo primeiro passo, mas teoria sem prática não funciona. É preciso aplicar as ideias da sua realidade, pois só assim você será capaz de enxergar as transformações fantásticas que podem acontecer na sua vida. Portanto, comece o treino

o quanto antes! Um dia sem um orgasmo é um dia perdido!

Para terminar, queremos deixar um lembrete, que talvez seja a lição mais importante

desse livro: o primeiro e último amor tem que ser o seu amor próprio. Se você não se ama, não se respeita, não se valoriza, não se acha linda e poderosa, as pessoas vão concordar com você. A partir do momento em que você se ama e se aceita, vai começar

a perceber que logo as pessoas com as quais se relaciona também irão sentir mais admiração por você, mais respeito, mais atração, mais vontade de ficar perto.

A mudança que queremos ver no mundo e nas nossas vidas começa dentro da gente.

Basta querer. Por isso, jamais se esqueça:

Você é mais bonita do que imagina. Você tem mais qualidades do que consegue enxergar. Você é mais gostosa do que se pensa. Você é mais interessante do que acredita.

E, o mais importante de tudo,

Você pode conquistar tudo o que quiser.

Que esse livro seja mais um passo rumo à sua felicidade no sexo e na vida.

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Obrigada por nos ajudar a criar um mundo onde sexo não é tabu e onde as pessoas são livres para amar e sentir prazer!

Um grande beijo, Jaque Barbosa e Eme Viegas

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