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J

st e s e g un d o libr o d e l a Co l ecci ón d e Educación In i cial

f oca liz a l a mir a da e n un a de l as á r eas qu e es s o s t én

im p resc indibl e

y d e los

de l as unid a d es

di dáct i cas

pro ye ct os : l as C i e n cias So c ia l es . Se d esa rr ol l a en dos g r a n des

ej es : un o relat i vo al á r ea , qu e prof u ndi za y d esp liega c on -

ce pt os específi cos , tanto e n l o qu e r esp e c ta a l enfoque como

a s u did áctic a,

est ru ct u ras d id ácticas m e n c i o n a d as : la s unid a d es di dác ti cas

y los pr o yec t os.

E s t e t rab a j o propo n e un a r e f lexión so br e e l enfo qu e de l

y ot ro v in c ul a d o a la in c lu s ión de l á r ea en l as

á r ea, a l e j á nd ose d e l os c ri te ri os t r a di c i o n a l es pa r a at re ve r se

a nuevas mir a d as y nu evas f orm as .

L a a u t or a ana li za, d e ntr o d e es t e m a r co, e l i ti n erar i o que

l l eva a l di se ño d e pr o pu est a s d idácti cas, y d edica un espacio

es p eci a l a l a se l ecc i ó n d e ideas o r ga niz ado r as y a l a r edac -

c i ó n d e l o s c on t e nid os ,

realid a d d e l tr a b a j o co n l os n iños. D es arr o ll a l os m o m e n tos

qu e es truct u r a n l a sec u en ci a d idác ti ca qu e ca r acteriza

c om o un a fo r ma d e adec u ac i ó n

a la

la

co

n st r ucc ión d e l co n oc i m i e n t o s o c i a l , d es d e l a pecu li a r i d ad

de

l tr a b a j o e n e l jardín d e in fa n tes, q u e sólo puede co n o -

ce r se , co mpr e nd erse y ex pli ca r se v i vien d o d esde ade n tro l as

s i t u a cion es r eale s .

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Las Ciencias Sociales en el

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Unidades didácticas

y proyectos

Beatriz Goris

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El enfoque de las Ciencias Sociales en elJardín de Infantes . El comienzo del recorrido

A m odo d e i nt r od u cc i ó n

E n es te c a pítul o va mo s a a n a liz a r e l enfoq u e t eó r i c o de l a s C i e n c i as

S

oc i a l es e n e l J ardín d e Infa nt es ; s i bi e n ésta s adqu iri eron l a ca t ego ría

d

e á r e a d e es tud i o h a c e a l guno s añ os, e l m u ndo so cial s i e mpre es t u vo

pr ese n te e n l as s a l a s , a p a rtir d e l a ex i s t e n c i a de u n a c o n ce p ció n q ue

da b a a l a «soc i a l ización» u n ca rá c t e r importa nt e .

N o s e pu e de e l a b o r a r ningu na e s tru c tura di d ác tica s i n o se h a

re f l ex i o nad o s obr e l a co n cepción s u b y a ce nte en és ta ac e r c a d e l mund o

so ci a l , so br e

e s t á n directa m e nt e re l ac i o n ado s con l a mira da teórica.

L a pr o pu es ta d i dác tic a r e l ati va a l á r ea d e C i e nc i a s S oc i a l es cu e nt a

la mir a da qu e s e p r o pon e , y a q ue lo s di s eñ os did ác t i c o s

con u n mo m ento de i nda gació n . E s e m o men t o tie ne como objet o que

e l doce nt e s e in ter i or i c e d e la tem á tica o de l o s co n teni d os a e n s eñ a r ,

bu s que in f or m ac i ó n , y rea l i ce t areas d e re l eva m i e nt o

di dá c tic o. P e r o v a m o s a ac lar ar qu e es e m o m e n to d e i n dag a ció n i n c lu y e

t am b i é n l a bú s q u ed a d e mar cos t e ó r icos que p e rmi t an f und amen tar l as

prác t i c a s y l a s dec i s io ne s did á ctica s , S u e l e s u ce d e r que , d e s de e nf o q u es

t r ad i c i o na l es, s e propo n e el di s eño de pr ác t ica s ac tu a l e s, o r e n o v a do-

r as; algo difí c i l de r ea l iza r, ya qu e l o qu e e ntra e n j uego es un ca mbio

pr ev i as a l di s eñ o

( En foque del área

)

( Enfoque tradic i onal)

( E n foque act ual )

1-(

H

H

H

H

H

(

Descriptivo

Alfa betización

) ambie n t a l

Cen t r ado en e l ob j e t o )

Ob j etivo

1

Catego r ias adu l tas )

Generaliza

Enumera

S i m pl i fi ca

1

)

)

Exp l ica t ivo

 

f-(

Centrado en el sujeto

 

f-(

Subjetivo

 

f-(

Recortes

adecuados al niño

'

f{ Ambie n te , f u ente de s a be r es .

( Explica - compara

- relaciona)

¿Q ué d ecimos cua n do hab la m os de e nf o que

d el área de Ci enc ia s Social e s?

«Todo conocimi e nt o

op e ra med i a nte la se l e c c i ó n de d at os signif i -

cativos y rechazo de dat o s no s i gni f icativos: separa ( distingue o de s ar -

ticula ) y u ne ( a s oc i a, iden t i fica); jerarqu i za ( l o pr i nc i pal, lo s e c undario )

teoría. Ademá s , l os cambio s producen a ngu s tia y an s iedad; rep e nt i na - mente e l d oc e nte pi e n s a y s i ente que no s ab e nada , y n o es a s í . El mu n do se transform a permanen t ement e . Estamos forman d o n i ños

que se de s emp e ñará n como ad ul to s d e ntro d e v e in t e año s . Si e v a l ua-

m os los c a mbio s en es t os v e i nt e a ños, podremo s imag i n a r, o n o , e l mundo en e l que v i v i rán . ¿Qué p r o po n en l os n u e vo s enfoque s soc i ale s ?: « La nec es i dad de

un pensamiento complejo ¿Q u é es la comple j i dad? A prim e ra vi s t a l a complejidad e s un tejido icomplexus: e s l o que está tej ido en conjun t o )

) . La dificult ad d e l pen sa m i ento comp l e j o e s que d e b e afrontar lo

entramado (e l j u e go infin i to d e inter-retroacci o nes ) , l a so l idaridad d e

(

o s f e n ó meno s en t re s í, la br u ma, la incertidumbre, la c o ntrad i cció n » ( Morin , 2005:32- 3 3 ) .

l

E l e nfoqu e d e las Cienc i as S o cial es , c o mo todo en e l mundo soc i a l,

no pudo e s capar del cambio ; y, con e l tiempo, l a mirada del mund o so-

c i a l y la forma de t ran s pon e rlo didác t icamente

Las C i e ncia s Sociales, infl ue n ciada s por l as cor r ient es f i lo s óficas

d e fi n e s de l sig lo XIX , tuvier on durante mucho t i e m po

reduc c ionis t a de la r e alidad , clas i f icatoria; s e en s eñaba e l área d e sd e concepto s adul t os , qu e se l i mitaban a enumerar los trabajo s reali z ad os

po r la s per s ona s dividiéndo l os en «ofic i o s» o « profesion es », o a cl as ifi-

c a r lo s medios a tra v é s de l os c u a l es l a s persona s se t r ansportab a n

e n

« terrest r es» «aére os » y «acuát i co s »; d e la mi s ma forma, se cat a lo gaban

cierta s activ idades dentro de « l o s s ervido r es públicos » , a u nqu e n o se

han cambiado t ambié n.

una mir a d a

y

centra l i z a (en f u nc i ó n de un n úc l eo de nocione s mae s tra s ). Estas op e -

e xpli ca ba cu á l e s l a idea que subyac e a «servidor» y a l con c epto d e

ra

c ione s , que utiliza l a l ógica, so n de hecho c omandadas por p r inc i p i o s

« púb li co» .

" su pra l ógico s " d e o rgan i zac i ón de l pensam i en t o o paradigmas, pr i nci -

La r ea lidad se c e ntraba en e l objeto, y se prop o nía

un acer c ami e nto

pi

os ocu l t o s que gob i ernan n u estra visión d e las c osas y d e l m undo sin

«

o bjeti v o», co n siderando que el sujeto está a i s l ado de l objet o; así, di s ci-

que t en g amos conciencia de e l lo» (M orin, 2005 : 2 8) .

p

l inas como l a h i s toria y la geografía, s e lim i taban a conf e ccionar l i s t a -

S e gún Edgar Mor i n,

e l parad i gma dominant e d esde Desca r tes ha

propuesto l a disyunci6n, -reduccián, y abstracci6n, lo que él l l ama «para -

d ig m a d e l a simp li ficaci ón»; s e redujo l o comp l e j o a lo s i mple, se separó al obse r vado r de l a cosa obse r vada .

do s de bata llas y ríos. Cua n to mayor f u era e l cúmul o de datos qu e s e obtuv i era de un p e rsonaje, más « ob j e t ivo» se serí a e n l a e l aborac i ón d e

conc l us i one s .

En e l J ~rdín de I n fantes , si bien las Ciencias

Socia l e s no cons t i -

 

Cuando se hab l a d e medios de t r an s po r te y s e aborda a l os te r res-

tuí a n un área de estu dio independiente, e r a comú n q u e se p r opu s i eran

t

res, se propone u n a mira d a s i m pli fic ad a (a u to, bicic l eta, camión, co l ec-

 

tema s como « l a fami l i a» desde un modelo un iv ersa l d e f amili a. O a l gu -

t

i

vo) ; desde es t a mirada todos l os t ransportes tie n en ruedas, pe r o ¿có m o

nos de l os antes deta llados , como « las profesio n es» o « l o s ofic i o s », ape -

se exp li ca l a situac i ón de n i ño s q u e va n a l a escuela a l omo de mu l a y

l

ando a u na mir ada centr ada en el l istado de l os m i smos; sin pensar en

en l os carros que, aunq u e t i e n en ruedas, son movidos mediante trac-

la

s diferencias, las s e m e jan z as , las c a rac t erísticas pr op i a s de cada uno,

ción an i m a l ? Lo s camb i os son l e n to s y ten e mo s que concedemos e l ti e mpo para

y

los sab e re s necesarios para su desempeño . Esto s grand e s t e mas, qu e pob l aban l as a ul as, se repetían año a año.

a

propiarnos de ello s , de l o contrario s urg e n prácticas d i sociadas de la

S

i no s e compre nde que e s to configura una dete rmi nada mirada d e l a

r eal i dad, c aracteriz a da p o r s u r e du c c i o ni s m o ¿a l re s t rin g ir ac ti v i da d es

o prácticas s oc i ale s qu e so n tot a lm e n te dif ere n tes y pr e s e n tan pa r t i -

cu l a ridade s en d i fer e nte s reg io n es, co n texto s , r e alid ade s a u n a mera li s t a?, se t e r m i n a fa vorec i e ndo un m odo de análi s i s, m e di a n t e e l c u a l

a comp l e jid ad; q u e s u pere l a d escri pción pa r a acceder a formas d e explicac i ón.

l

es s u jet o obser va y ge n e r a li za e l o b j et o de est udi o , q ue s e d ef in e p o r l a

A

m odo d e e j e mp l o

s

i mp l if i caci ó n .

 
 

Est a e s u n a mi ra da qu e , a l ha be r se co n st rui do e n un m od e l o d e

 

T

rad i c i o n a l m e nt e, c u an d o h a b l amos d e « l as p rofe s i o ne s» i nc l u i -

e

s cue la y, por l o t ant o, re pr o du c ir d i c h o m o d e l o, n o

p u e d e c ompat i b i -

m

os, e n tre

o tr as, a l a d e « m é dico», « o d o n tó l ogo», « vete r i n ario » ; a m e -

l i zar se co n la s nu evas p r opu estas. Co m o h e m os di c h o, desde e s ta mi -

rad a s e ut ili zab an c on c e p tos a dul tos; y l os niño s n o ve n l o s m e d io s d e

t r a n s porte: W1 n iñ o v e un «co l ec ti vo» ,

Resul t a c l ifíc il art i c ular e nf o qu es tr a d i c i o n a l es co n l a s p rác ti cas qu e se p r opo ne n de s d e e nfoqu es ac tual es . y r esu l ta m ás d i fí c il a ú n, a l co n s i dera r qu e e l e nf oq u e t rad i c i o n a l

sos ti e ne lin eam i e nto s

m ecli o, que se ar r a s tra e n l a s im áge n es

d e l esp ac i o , d e l

ta l es co m o «e l co n oc imi e nt o

y m e m or i a como un i n ve nt a r i o

de c l as e s d e árboles y a n i ma l es, ti p os d e ca s a, m ed i os de tr a n s p or t e , dí as

d e so l , ll u via , ni eve , e t c . , s in r e l ac i ó n e ntr e s í , s i n de p e nd e n c i a , sin v i n-

cu l aci ó n co n l os ni ño s n i l os h o m b r es, s in ca mb i o s a tr a v és d e l ti e mp o,

d es cri p t i vo , e s tático (

) A c l a r e mo s u n po co m ás d e e s te punt o a t ravé s

de LAS CA S A S, L O S S ER V I D OR E S PÚ B LICOS , L AS PROFE S I ONES, M I B A R R IO,

esc ena ri os po s i b le s p a ra a b o r d a r t e m as soc i a l es: s e e n um e r a n l os ser v i -

d

o r e s p ú b li cos , s e ha ce n li s t a s d e n egoc i os, se ju eg a a ser ve nd e d o r y

k

i o s ker o , se mi ran di buj os d e barrio s y pr o f es i o n es. Se v i s i tan l os b o m-

b

e ro s y l a com is a rí a . T a l v ez se b u s qu e so l o p ar a r eco nfirm a r l o co n o -

c

id o o p a r a co n oce r si e m p r e co sas n u e va s . S e rea li z an exc ur s i o n es c lid ác -

t

i cas d on de el res ult a d o d e l cono c i m i e n t o

d e ! b a rr i o es co m o un a p os t a l

p

a n orá mi c a e stá ti ca . Se r e a li z an act i v i d a d es c a l ca d as y r e pr o du c t i v a s

d

e l m un d o s o c i a l e n f o r ma d e j u g u e t e. S e pr ese nt a e l b ar ri o co mo u na

u

n i da d so ci a l fu nci o n a l d o nd e n o h a y cr i s i s ni conf li c t os , como un espa -

c

i o a c abad o y p roli jo do n d e l as p e r so n as co n d i f ere nt e s o fi c i os se r e l a -

c

i o n an f o rm a l mente u na s c o n o t r a s y so n ca p aces d e r eso l ve r to d o s l os

p

r o blema s l oc a l e s. Lo q u e se pr o d u ce

es una t r i v i a li zac i ón d e l m e d i o

p

o r m e d io d e un a s i mp li f i c a c i ó n . (MC B A, 1 989 : 80). Po r e s o e s tan i mp o r ta nt e co mpr e n d e r c u á nd o u n ca mb io p rog r a-

m á t i co s i g ni f i ca un c amb i o p a ra di g m áti co. O sea, n o es so l a m e n te un

ca mbio e n las act i v id a d es pr o p ues t as a l os alumn os , s in o un ca m b i o e n

l

a m i rada d e l d oce n te a ce r c a d e l mu n d o soc i a l, l o qu e va a ll e v a r a un a

t

ran s for m aci ón en l as propu es ta s d i d ác ti cas .

P e r o, v amos a ver q u é sign i f i c a ca mbi a r l a m i r a d a , qu é s ignifi ca

pasa r d e e s t a propu esta red u cc i oni s t a y c la s i fi ca t o r i a a ot r a cen tr a d a e n

nud o es p os ible qu e l o s prese n t e mos en un a l á min a que l o s mues t r a

en su lu ga r de t r aba j o , c on l a s h erram i e n tas q ue u sa n, y l as ca r acte r ís-

«las

prof e sio n es» y r ea l i za r un a d esc rip c i ón d e l a activ i d ad q ue cada u na

im pl i c a . ¿Cómo n os acerca ríamos a l e nf o q ue ac tu a l ? P a r a ex p l i ca r, t e n g o,

nece sa r i ame n te, qu e to m a r a un o de estos p r o f es i o na l es. Po r eje mp l o

t

i cas del es p ac i o en e l qu e actú an. Tamb i é n p ode m os e n u m e r a r

« el vet e r inario», es un pro f es i o n a l dedica d o a l a sa l ud d e l os a n i m a l es; ent o n ces come n zamos e l r eco rrid o.

E l ve t er i na rio, como pe r sona, h a r ea lizado un l a r go reco r r id o q u e

o h a l l ev ad o d es d e l o s estu d i os r eali z ados h a s t a e l l u ga r e n do nd e e j e r ce

s u pr o f es i ó n . S i d ecidimos trabajar e l ejerc i c i o de l a p rofes i ó n , pu e d e

ser q u e en á m b i to s u r b a n os n o s e n co ntre m os co n veter inar i os d e d i ca-

d o s a l c ui da d o

ga tos, p e r r os, ca n a r i os, to r tug a s ; l o qu e co n s titu ye l a c l í nica d e p e q u e-

ñ os a nima l es. P e r o t a mb i é n pu e d e se r que e n o tra s c iud a d es no s en co n -

tremo s c o n v e t e rin a rios qu e se d ec lic an a la sa l ud d e l bo v in o , o el e q u ino;

l o qu e c onsti tuy e l a c l ín i c a d e g r a n d es

t ex t o e n e l q u e e j e r ce s u profe s i ón va a d e t e rmi n a r l a s ex plic a c i ones

de l a m i s ma. Si e ! d oce nt e a f irm a qu e l o s v e t e r i narios se d e d i c an a l cu i - dado d e l a s a lu d d e a nima l es d e c ompañí a o a l a ve nt a d e productos

aliment i c i o s , es tá a p l i ca nd o una mira d a re d uc cio ni s t a; l a m e di c in a v e t e-

r i na ria tien e mu c h a s rama s d e es p ec i a l i z ac i ó n qu e n o p ue d e n se r co m-

p re ndidas p o r l os n i ñ os, l o c u a l n o i mp l i ca qu e e l d oce n te, en s u r e l eva-

m i e n t o p r ev i o, n o h aya i nd aga d o ac e r ca d e l tem a y s upe r a d o l o qu e se

h a d e e n se ñ a r e n e l r eco r te. D e l o c ontra rio se c o r r e e l r i esgo d e qu e,

esos

l

d e a n i m a l es q u e h ab i tan e n n u es tras casas, t a l es co m o

animales. E s d ec i r qu e e l co n -

a nt e un a v i s ita a l a gra n j a, s urja n inter r og an tes s ob r e l a sa l ud de

a ni m a l es , y l as respu es t as no co in c id a n co n l a r e a lid a d , ya qu e no t od os

l o s m é dico s v e t e rin a rios se d e d i c a n a a n i m a l es pe q u e ñ os. Si e ! d oc en t e

pr

opo n e e l a n á l i s i s d e u n a ve t e rinaria c o m o un co nt ex t o a s e r estu c liad o

y

l e ído por l os

niñ os,

ese ambi e n t e s oc i a l l es va a h a b l a r d e la s a l u d d e

a

n i m a l es p equ e ñ os ; p e r o , co m o v i mo s , es t o se rá a s í e n ese co n texto y

en ese lug a r , m i e n t r as qu e e n otro co nt ex t o l as c o n c l u s i o n es se rán ot r as .

A s u vez, un a v e te r i n a ri a

c omida p a r a an i ma l e s d e co m p a ñí a .

se di fe r en c i a

Ac l a r a n do co n ceptos

d e l o s c omer c ios qu e ve nden

H emos d a d o un p r i m e r pa s o para un c amb i o e n l a m i rada pasand o

d e un a li s t a d esc ri pt i va a u n co n tex to : ye nd o de l a s p r ofe s i o n es a l v e te -

i n ari o e n un de t e rm i nado c on tex to , qu e e l doce n t e ha de recor r e r e n

un a e ta p a pr e via a t r a b a jar e l t e rn a co n l o s n iñ o s . E s to l e pe rm i ti r á sab e r

r

c u e n t an c o n e s a pro tecc i ó n q u e n eces i tan . O t r os d e be rían co n t ar co n

e ll a, p e r o n o l a tie n e n , l es fa l ta. ¿Q ui é n es s o n r es p o n sa bles d e d a r a l os niñ os l a p r ot e cció n q u e n eces i t a n ? L o más n atu r a l es p e n sa r q u e e l n i ño

d ebe r eci bir ay ud a d e l a p rop i a fami l ia, d e l a madr e y e l p adr e qu e l o

e n ge n d r a r o n , d e l n ú c l eo f a m ili a r e n q u e n a c i ó. P e r o es o a vece s n o

a l c a n za. M u c h o s padr es y m a d r es e s tán t a n d es pr oteg id o s c o m o s u s

p ro pi os hi j os y n o pu e d e n a s u vez pr o t eger l os» (Mo n tes , 2 00 0 : 8 ) .

E n t re l o s prin c ipio s qu e fo rma n l a Declaracion de los Derechos del Niño

se e n c u e ntran

a l im e n tac i ó n , v i v i end a,

e s to s d e r ec h os: «E l n i ño t en dr á d e r e c h o a di s f ruta r de

p ati o d e ju e gos y servic i os m é d i c o s ad ec u ados »

qu e l a v e t e r in ari a br i nd a r á u n se r v i c i o e n f un c i ó n d e l co nt ex t o

e n e l

(

Pr in c ip i o 4 °) . « E l niño d e b e ser p r o t eg id o co ntra t o d a f o r m a d e aban-

qu e s e e n c u e n t r e, s ea q u e t e n ga un a l oca li zac i ó n n e t a m e n t e urb a n a o

d

ono , c r u e l da d y ex p l o t ac i ó n » ( P rin c i pi o gOl. « E l n iñ o d e b e se r p r ot e -

qu e es té p r ó x im a a z o n a s r u ra l e s .

 

g

i d o con t r a l a s pr á cti ca s q u e pu e d a n f o m e n t a r l a di sc rim in a c i ó n r ac i a l ,

 

L

o m i s mo s uce d e c on « l o s o f i c i os» ; es t a c l a s i f i caci ó n

no e s i g u a l a

r

e l i g i osa o de c u a l qui e r ot r a í n d o l e» ( Prin c i p i o 1 0 ° ) ( Mo nt e s , 2 0 00: 3 5 ) .

l

a qu e

defi n e e l sa b e r d e l « ca rpi nt e r o» como e l s a b e r d e u n a p e r so na

¿

Pu e d e un n iño d e c in co a ñ os h ace r va l e r esos d e r ec h o s? ¿N o sotr o s,

q u e tr a b a j a l a mad e r a . A s oc i a d a a un a ac t i v id a d m il e nari a, la ca r p i nte -

úni c os e irr e p et i bl es e n e l

qu e l a m a d era se t ra n s f o rma en mu e bl e s ; d e s d e u n a c un a e n l a q u e du e rm e un b e b é, h asta u na m es a qu e u n e a l a s per s ona s d u r a n t e l a

comida. S e trata d e o b j e t os qu e se r á n co mp a r ti d o s

r ía es un l u gar p l aga d o d e s o n id os y o l o r es

p

o r l a s pe r s o n as y

d oce n tes, ha ce mo s v a l e r es t os d e r ec h os?

a en u mer a r l os d e r ec h os es m os tra r e l t e m a d es d e u n a

m i ra d a r e d u cc i o ni s ta y s imp l i ficada: « es t os so n l o s d e r ec h o s d e l os n iñ o s ,

qu e e s t á n a l l á , qu e n o tie n e n n a d a qu e ve r co nm i g o».

Q u izás s e a bu e n o a c l a r a r q u e l o s d e r ec h os d e l niño s o n l a s o bl ig a -

Limit a r s e

s

e tran s f o rm a r á n en s í mbo l o s qu e p as a r á n d e un a ge n erac i ó n a ot r a

c

i o n es d e l os adu lto s. L o s d e re c h os d e l os niñ os n os t i e n e n qu e llevar

a

(

l a mesa y l a s p a s t as d e l o s do min gos e n l a fami li a inmi g r a n te) .

r

e f l exio n a r a no s o t ro s, d oce n tes , ace r ca d e e llos , y ace r ca d e las pr á c t i -

Par a l a e l a b o r ac i ó n d e o bj e tos d e m a d era, s e h ac e n ecesa ri o u n c o n-

cas p e d a gó g icas o s ocia l es co n l as q u e , m u c h a s v ece s, lo s vuln er amo s .

texto d e prod u cci ó n,

l a sal a ( perc h e ro , c aj ó n para l o s j u g u etes ) pu e d e l l evar a l os n i ño s a l a carp i n te r í a c o n el f in de reso l ve r e s t a n ec es i d a d . Otro g r a n t e m a q ue s o l í a to m ar s e era e l d e « lo s c o m e r c i o s» . Cada

« l a c a r pin te r í a»; l a rea l i z a c i ón de u n o b j eto p a r a

c

ome r ci o

e s tamb i é n u n un i ve r so ú n i c o y t i e n e un a orga ni zac i ó n

p r o -

pi a ; l a s pers o n as q ue se de s em p e ñ a n a ll í p oseen s a b e r e s q u e está n at r a- ve s a d o s p o r fo rm as p a r t ic ul a r es d e adqui s i c i ón d e c onoc i m i e n t o, ya s ea me d i a n te l a e ducac i ó n f o rma l , l a tr a n s mi sión o r a l o l a cu l tu r a l oc a l . Ca d a un o de e s to s co m erc i o s e s t á co mpu e s t o po r u na r e d de re l ac i o n es

q ue l o s ha ce ú n i co s . Po r el l o, d es d e u n a mir ada c e ntrada en l a comp l e - ji da d , v amos a t o m arlo s p r i m e r o e n forma indiv i du a l par a lu ego co m-

N i ngún n iñ o pu e d e d ec i r a l os m i emb ro s de s u f a milia q u e e stán sin tra -

b ajo qu e é l tie n e d e r ec h o a u n a s e rie d e b e n e f i c i os . Muc h a s veces, ex i s -

ten m o d as y tem áti c a s

del n iñ o d e b e n f o r mar p a r te d e un proyec to in s t i tuci o na l respo n sa b l e

y c rí t i co, llev a d o a cab o co n l o s d o cente s , qu e pe rmita c on s truir nu eva s

pr ác t i c a s so c i a les in stitu c i o n a l es, así co m o r e f l ex i o na r e n to rn o a e l l as

y r e p e n sa rlas, ya qu e és tas mu c h as veces d i s t a n d e r es p eta r l os d e r ec h os

a l a v i s t a c u a n d o s e l o s d isc r i -

o se l os exc lu ye d e r o l es pr o t agóni- s o b re los d e r ec h os d e l n i ñ o es u na

pr o p ue s t a d e t r a b a j o i n s t itu c i on a l y d e b e serv i r para eva l uar e n q u é

cos p or n o se r r ub i o s . U n pr oye c to

m i n a por se r e x tra n j eros, m ore n os,

qu e l os n i ño s t i en e n . E s a l go que q u eda

qu e s e tra n s f o rma n e n f a v o r i t as. Lo s d ere c h os

pa r arl os . U n « a lm a c é n» d e una zo na u rb a n a pue d e di s ta r m u c h o d e un

m

e d i d a e l co l ec t i v o esco l a r l o s r es p eta, y cont r i b u ir a ev ita r l a d i scri m i -

«

a l m acé n d e r amos ge nera l e s» , que ta m b i én f orma parte d e l pa i s a j e d e

n ac i ó n ( l os lindo s son s i e mpre prín c i p es y prin cesas; l o s f eo s , n eg r i to s

c

i ertas c iud a d es , Ca mb i a r e l c ont ex to mod i f i c a l a s r e l acio n es qu e l o

o á rbo l es). Po r o t r a p a r t e, n o se de b e co ntin u a r so metie nd o a ni ño s

Ir

d e t e rm in an. Tamb i é n se in c or p or a n p r oyectos centrado s e n t e m á ti ca s co m o

los derechos del niño. ¿ De q u é h a b l amo s cuand o a borda m o s este te ma ?

a la infan c i a. ( ) Al g u n os n i ño s

« H a b l a mo s d e l e y e s q u e pr otegen

3 0

p e qu eños a largos i n ter c ambios, c u a nd o l a s ex perie nc i as q u e p ue d e vivi r un n i ñ o de cuatro años d e un día p ara o tro y e l re l a to q u e pued e ha c er d e e l l as s on e s ca s o s . Se v ul n e ra a s í e l d e rec h o a l « patio d e ju ego s » , es d e ci r , j u e g o e n e l pati o, o m erame n t e a l j u ego , e n i n sti t u cion es q ue

.,

no prev én e s p ac i os d e ju e go. L o s d e r e cho s de l n i ño n o so n un t ex t o e n un pa p el ; s o n u n a f il o s ofí a d e v id a qu e a b a r ca desd e lo p e r s on a l h ast a la s po l it i cas n a c i o n a l es . Esto t a mb i é n es p a r t e de l áre a , e s to t a m b i é n es

e l enfoq u e actu a l , e n e l qu e e l s u j e t o se tran s forma en obj e to d e estudi o y r e p ie n s a sus pr ác ti c a s soc ial es .

L os ni ños pu e d e n se r i n s truido s ac e rca de c ie r tos d e r echo s r e l ati -

vos a l a r elación con niñ os m a yor es o adulto s ; si l a i nstitu c i ó n d ec id e ace rca r a lo s ni ño s a l co n oc i mi e nto de l os m i s mos, s e r ía d ese abl e qu e

i nv it e a a l gún pr o f es i o n a l p a ra q u e és t e l es a c l a r e q ue t i en e n e l d e r ec h o

in v iola b le a n o se r m a nipulad os sex u a l m e n te o m a l t r atad os, y qu e ti e -

nen el derecho a h a b l a r y co nt a r l o qu e l es s u ce d e,

t ien e n e l de b er d e e sc u c h a r l o s , c r ee r l e s y protege rl os . E s to, d esde una

pers p ecti v a

ya qu e l os a d u l to s

d e l a rel a c i ón d e l o s n i ño s con n iño s mayor es o a dulto s .

Pe r o ta m b i é n podem os p eg untarnos ¿ C u á l es son l o s dere c h os d e l niñ o en un co n te x to de niñ os? Cuando h abl a mos de d erec h o s e n un con -

t exto co m o la s a l a o l a esc u e l a, a par ecen n ec e s ar i amente l os d e b e r es. Lo q ue s í se d e b erí a trab a j a r co n l os pequ e ñ os d e un a sal a d e c i n co

s o n l o s « derec h os y g a ran t ía s» qu e e ll o s t i e nen como « pequ e ñ os c i u d a - danitos» ; s i n o , c orr e m o s e l r i es go d e form a r n i ños con much os der e -

c hos y nin g ú n t i po d e d e b e r es e n una s oc i e d a d q u e cada v ez s e h a c e

menos cargo de s u s deber es . Un n i ñ o ti e ne derec h o a usar l o s jugu e t es de l a s a l a, p e r o tiene e l deber d e c ui da rl o s para q ue s u s c omp a ñ e r it os

pue d a n u sar l o s ; un niño t i e ne e l d e r ec h o de l l e varse u n l ibr o d e l a bib l i o-

t e ca, p e r o t i ene e l d e b e r d e c uid a d o y d e v o l v e r l o

s us am i gos ; tambi é n ti e n e e l d erech o d e ex pr esar s us i deas e n un ju eg o,

p e ro tie n e e l deber de es cuch a r l as d e l os dem ás. En este ca s o , sería int e -

res a n te tr abajar con l os niñ os qu é der ec hos y q u é d e b e r e s s e t i e n e n e n

d i feren t es cont ex t os : en l a sa l a, e n l o s rin c o n es, en el p ati o, etc . A s í s e

co mienza a formar a p e r s o n as q u e r es p e tan l os derec h os d e l os d e má s

para q ue l os di sf ru te n

y

también h acen va l e r s u s d e r ec hos y g ar a nt í a s . Ser í a d e sea bl e qu e la

es

cu e l a f or ma r a p e r s on as qu e no n ec e s it e n que s e l e s r ecuerd e n l os d e r e-

c ho s d e l n i ño.

Como pod e m os o b se rv a r , l as Ci e n c i as So c i ales son mu c h o más q ue trabajar so b re « e l s u p er m e r c ad o » . E l suj e to soci a l como s ujet o y o b j e t o de e stud i o supera · e l a n á l i s i s d e l a d i ver s id a d pa r a adh e r i r , e n e l a u l a ,

d

es de e l d i scur so y d esde l a acci ó n , a esta c ualidad socia l . Mu c h o má s

q

ue d eclamar e l di sc ur s o d e l a so l i daridad , d e bemos re s pe ta r la s dif e-

r

e nc i a s econ ó mi c a s qu e se e x p r e s a n e n form as d e a l i me nta c i ón, in d u -

me nt a ria, co st umbre s , e t c . Mu c ho m á s que d ec l amar a c er ca d e l a c a li - dad e ducativ a, te n e m os q ue h ac er d e la c apa c itación un estilo d e v id a, que no s e cen tra únicam e nt e e n l a r e a l i z a c i ó n d e cursos. Cuand o, d ur an te

3 2

una sa lid a, u n niñ o l e d i c e a o tro: « M i rá bi en , p o rq u e a h o r a l l ega mo s

t en e m os qu e dibujan >, e l e nfoqu e per di ó s u s en t id o. Si ad mit imos qu e la s oc i e d a d di s c r imi n a , ex c l u ye, m a r g in a , p o dr e -

m os, como ad u l t os r es p o n sa bl es de la e d ucació n d e p e q ue ñ o s , ve r qu é

y

hac e m os p ara ge n e r ar

soci e dad e n s u co nj u nt o , só l o podemos c omenzar por cambi a r n os otro s .

e s pa c i os sa l uda bl es . No pod e m os c ambia r a l a

Tra tem os d e h a b l a r d e l o qu e s e d e b e, s e p u e d e , e s d esea bl e , e s p os i -

b l e. Cu an d o un o c o m p r e nd e cómo

pr e nd e s u s pos ibil i d a d e s y s u s ob s tác u l os, abord a l a r ea lid a d d e f o rma

se m u e v e e l mund o soc i a l y c om -

d i f ere n t e.

A m odo de sínt e s i s

En este ca pítu lo h e mo s a b o r da d o l o s l in ea mie nt os

p ro pi os d e l

enf o qu e t r a di c i o n a l y se han an a l izado crit erio s pa ra s u adec u ac i ó n a l enfoqu e ac tu a l .

Par a p o d er acce d e r a un a mirada comple j a d e l a rea lid a d tene m os

que co n textu a liz a r nu e s tro aná lis i s . La se l ecc i ón d e c on tex t o s p e rmi te

el a b o rar ex pl i ca cio n es . A m o do de e j e mplo: las p e rso n a s se l ecc i ona n

l

a rop a q u e h an d e u sa r e n fun c ión d e un c o n t e x to , ya sea l abo r a l , f es -

t

ivo, d e p o rti vo. D e l a mis ma manera l o s esti l o s lin g ü íst ico s se a d ec u a n

al

c ont e x t o : p rofe s i o n a l , f a m ili ar, comer cia l .

 

P

a r a qu e e l niñ o ap r e nd a a l e e r l o s s i gno s y se ñ a l e s d e l a m b i e nt e,

pa

r a q ue l as p r o pu es t a s se ce ntre n en la a l fab eti zac i ó n a mbien t a l , tene -

· m os qu e se l ecc i o n a r «co n tex to s », lo s qu e s e e xpr es an a t r avés d e par ti-

cu l arid a d es p ro pi as . M ás a d e l ante vo l veremo s s obre e l tem a .

P e r o s i e mpre, c u a l qu i e ra se a e l recorrido qu e se l ec cione m os , ten e-

m os qu e co mpre nd er qu e t o da t e o ría se refleja en una pr o pu esta d id á c -

t ica , y la p ropu es ta

s u l ectur a , a n á l i s i s, eva luac i ó n y ajuste.

di d ác tic a , a s u vez , r emi t e a la t eo ría , qu e pe rmi t e

3 3

CMI",,'" (l)

El enfoque actual de las Cien c ias Sociales en e lJ a rdín de Infantes

A m o d o d e intr o du cc i ón

E ste

e nf o qu e ac t u a l d es d e u n a mirad a qu e t i e ne en cu e nt a e l traba j o co n

ca p ítu l o se v a a ce n t r a r e n e l a náli s i s d e l o s a s p ecto s teó ric o s d e l

niñ o s p e q u e ño s. E s bu e n o a c l a r a r qu e , s i b i e n - se van a re a lizar pu e n tes

c

o n l a r ea lid a d so c i a l , es te tra m o d e l r eco rrido es t á d es tinado a l do ce n t e ;

e

l o bj e tivo es fac ilita r l a c o n s t r u c ció ri d e una mir a d a del ambi e n t e qu e

p erm it a, p os t e riorme n t e , s u a p l i c ac i ó n a l a pr ác tica .

Es d e d e s ea r qu e, cu a nd o u s t e d , d oce nt e a ca rg o de l a en se ñ a n za

d e niñ os, t e r min e s u l ec tura , h aya ad q u irid o alg u na s h e rram i e nt as c o n -

ce ptu a l es qu e l e permi t a n un a mirad a dife r e nt e de l m u ndo so cia l . E n

e

se m o m e n to co m e n zará a tran s ita r una nu e va ruta, l a de l di s eño de l a

e

n s e ñ an z a .

El ambi e nt e : un t ex t o a s e r inte rpretado

E l o bj e t o d e es t udi o d e l a s Ci e n c i a s S oc i a l e s e n la ed u c a c i ó n inic i a l

es e l a mbi e n t e, q u e se ca r a cte riz a p or s e r un e ntra mado d e r e l a c i o nes

s o c i a l es y n atur a l es. P a r a l ee r e inte rpre t a r

necesi ta n c l a v es d e l ec t u r a; s u l ectur a ex i ge una « gradua l idad » y u na

«s i s t e m a t i c i d ad » , ya q u e e l a mbie n te, e l t e r r i to rio, es un libro abierto q u e

ha y qu e l ee r p á g i n a p o r p á g i na ( F r a b b o n i ; Gal l etti; S av or e lli , 1 9 8 0: 85 ).

l os s i g nos de l a mbie nt e se

35

Par a qu e e l ni ño p u e da ap r o piar se d e e s tas c l aves d e l ectura tiene

qu e h aber u n m aes tr o q ue h aya h ec h o

mu ndo .

de e l l a s p a rt e d e s u mi rada d el

E l h o mbr e es un s u je t o soc i a l, vive e n un mund o soci a l , por e so « l o

s

ocia l » es t an obv i o q ue c u e s ta re p e n sar l o d esde un a mir a d a dif er e n te,

s

i ste m at izad a y co n cep tu a liz a nt e. Co m o s uj etos n os r esul ta di f í ci l tra n s -

f

o rm a mos en o bj eto de est u d i o , n os r esu l ta d i fí c il r e p e n sar n u estras

práct i c a s coti d ian as d esde un a mir a d a a n a lí t i ca q u e super e fo r ma s va l o-

r ati va s . N o es se n c i l l o ide nt i fi ca r l os m ú l t i p l es ro l e s que d ese mp e ñ a m o s dia r iame n te, l as m ú l tip l es facet as qu e exp r esamos e n l a s activ id ades que r e a li zamos , e l m odo co m o ex pr e s amos l a c ul t ur a a la que p e rte n e -

c em os des d e concepci o nes qu e ni s iq u i e r a h e m os h ec h o co n s c i e n t e s.

Este d ob l e j uego, e l d e ser s uj eto y ob j eto de est u di o , q ue p l a ntea e l estu - dio del mundo s oc i a l , s ó l o se s up e r a c u ando conta m o s co n herram i e n- tas teórica s . E s d ec i r, conceptos que n o s pe rm it e n ela b ora r con c lu s io -

nes , p l an t ear ex pli caci o n es

su p era r l a e x pl i ca c i ó n d e l

qu e ti e n en e n c u e n ta l o comp l e jo de l a

r eali dad y qu e, por ot r o l a d o, nos permiten

m un do a par ti r d e nu es t r as mir a da s p e r s o n a l e s . De e st a fo r ma po d e -

mos p art i r de u na pos i c i ó n d e ac t o r y de o b ser vado r a l te rn a ti va m ente . En la con s t ru cc i ó n d e esta mir a d a in te rv iene n l os i n t e r ese s p e r s o-

na l e s, e l entor n o, l a educació n , l o s m arcos f amiliares y so c iales. Res u l ta

d ifí c il c o mprende r p autas c ul t ur a l es , es t il o s de vida d i f e r e nt e s; c uesta

mu c h o ace p ta r o tra s exp li cacio n es d e l a r ea lid a d y ot r as f o rmas d e reso l -

ve r l a c o t idi a n e ida d. Só l o p od e mo s constr ui r e s tas e x pl ica c i ones s i m i ra - mos e l m un do des d e e l ot r o , n o úni came n te d esd e n o so tros mi s m os.

Só l o s i tr a t am o s de r e p e n s ar e l p r o c eso d e t oma d e d e c i s i ones o reso-

l ució n de s itu a c i o ne s reco rrid o por e l o tr o p od r emos aprox i mamos a

u n a mira d a má s in t egrada, L og r a r e m o s , d e e s t a f o rm a, e la b o r ar ju i c io s

q u e ti e n da n a l a e xpl icac i ó n de acc i o n e s hu mana s , a s u c o m p r en s i ó n ,

lo qu e no n ece s a r i am en t e s i g ni f ica j us t i fi c a c i ó n; de s d e e sta fac i l i ta l a i nt egr ac i ó n de l as dif e r e n c i as.

ópt i c a se

Soc i a l es t i e n e n un o bj eto de e s t u di o , e l ho m b re e n

s oc i edad . E s t á n co n st itui das p o r un co n j un to d e disci p li na s qu e , e n v ir -

tu d d e l a s c a racterí stica s pro pi as de su o bj e t o d e est udi o, l uc h a n p o r u n

lugar p r op i o dentr o d e . l a « c ategorí a » de c i e n c i a s . La s C i en c i as So c i a l es t i e n en co n ceptos q u e l a s est ructu r a n , e s d ec ir ,

« conceptos estruc tur a n tes » :

Las C i e n c i as

E l sujet o s oc i a l . E l h o m bre , o bj eto de e stu d io de l a s c i enc i a s s o c i a-

l es . E l h o mbr e

nes , e s ta b le c e re l ac io ne s por co n s e n so o po r con fli cto .

co n s t i t uye g rup o s , se orga ni z a, for m a i n s ti t u c i o-

36

E l es pac i o geográfico . E l e s p a c i o e n t e n d i d o como un e s pac i o

s oc i a l , como e l l uga r d o nd e s e d esarr o l l a n l o s aco n tecimie n to s ;

p roducto de una con s t ru c c i ón co l ectiva, qu e ad qui ere carac t e -

rísti ca s p r opias d e a c u erdo a l a cu ltu r a y cuya organ i za c i ó n cam-

b i a con e l t i e mpo .

E

l t i empo hi s tó rico. C o n stitu y e l a d in ámi ca d e l a rea lidad s o c i a l,

e

n per m ane nt e camb i o . Camb i o

y per m a n en c i a . Di ac ro n í a y

S i nc r on í a . E l cambi o s e expre s a e n procesos q u e a dqui e r e n cara c-

t e r ístic a s pr o p i a s e n ca da s o c i edad .

lEn foque

ac t u al)

I

11

( E j e ar tic ulad or }-t-C Amb iente alf a b e tiz ad o r )

( l a

1

p l az a

1

( Cont e xto) Mult i dime nsional

Dimensión relativa a la función social

Entramado

, - ~ d e~ r e:: . l ~ac~io~n ~ e~s~~==~1

D

ime n s i ón

soc i a l )

( P a r t es e nt re s i

D

imen sió ne spa cia l

( P artes y e l t odo ) -

Dim en sió ntemp ora l

Dimensión tecnológica

Dimensión económica

Dimensión política

Dimensión cultural

A l gu na s he r rami enta s teórica s

E l mu n do s oc i a l es co mp l e j o; pa r a a c e r camo s a ex pl icac i one s d e l

mi s m o d e b e m o s s e l eccio nar con t extos.

Par a no sa l i r a c i egas , pa ra co mpre nd er l as clave s d e l ectu r a q u e e l amb i ente s o c ial p r opone, es ne c es ar i o co m pre nd er l a i mp ortancia de

l o s c o ntextos d e l e ctu ra y entr a r en l a trama q u e l o s c a r acteriza; esto s contexto s nos pro p orc i onará n mú l t iples pos ibil idades d e reco rrido,

pa r a l eerlos, ex pl icarl o s e in ter pre t a r l o s.

37

Ah o ra va m o s a d ete n ernos e n e l a nál i s i s d e c ie rt os c o n cep t os que

os per mi t irán com pr e n de r un p oco me j o r e s t e e n foque. Co m o s e h a

venid o h aci endo , e st ablecer e mos cie r to s puent es, e v i tand o , c o m o s ucede

n

h a bitua l me n te , qu e l a teo r í a se a un c úm ul o d e pa l abra s que no a d qu i e-

r e n senti d o e n l a r e al i dad c o n creta. Apr o p i a r se de esto s c on c ep t o s puede

d e est e modo, l a s r e l ac i o n e s d e l as pa rtes entre s í y de l as pa r tes con e l

t

e s ( d i r e c c i ón, p a t i o , etc.) y con e l Ja rdín d e Infa n tes c o m o e sc ue l a, y de e s ta fo rma ac c e d e a l o glo b a l .

e s « m ul ü d imen s ion a l »; es un

r

o d o . Toda sa l a de J ar d ín ad qui ere r e l ac i ó n

Seg ú n E d g a r Mo r in, ca d a con t exto

co n otros c ontex t o s es cola -

se

r un a t a r e a qu e ll e ve tiemp o ; e s erró n eo p e n s ar qu e h ec ho s y co n ce p -

e

n t r a mado d e dime ns i on es. E n e s te caso, y a l os e f ecto s d e l a tar e a qu e n os

to

s se co n s t r uy e n en un a so l a ins t an c ia. A d h i rien d o a l a id ea d e que e l

p

r opone m os, v a mos a a n a liza r l as d i men s i o n e s q ue s e in c lu yen e n l a r e d.

co no c imi e nto y l a ad qu i s i c i ó n d e con ce pto s s on p rodu c t o de una co n s-

e ll o requ i e r e d e l di se ñ o de s i t uaci o ne s mú lti pl es, s er á

po s ible m a nten e r e s te esque m a a l o l a r g o d e l tr a b ajo.

tru c c i ó n y q u e

D es d e es te e nf o que se adh i e r e a una mi ra d a c e n trad a e n l a c omp l e-

jid a d ; e sta mir a d a s upone u n a forma de c om p r e nd e r y ex pl i c a r el m un d o

so c i a l; p o r es o e s n ec e s a r io que e l d o ce nte con s tr u ya un a mirad a c o mp l eja

de l a r eal i d a d y fac i l i t e e n l os niñ os, a trav é s d e inte r v e n c i o n es y di seño s

d id á ct i c os , l a con str u c c i ó n

d e una p e rc e p c i ó n m ás abar cat iv a e i nc l u s iva.

De be t e n e r s e pr ese n t e q u e «a que ll o qu e e s c om ple j o r ec u pe r a una pa r te

de l m un d o e m p í r i co , la i n ce r t i du mbr e, l a i n c ap ac id a d d e l og r a r cer te z a ,

de form u l a r u n a l ey , de co n c e bir un orden ab s o l u t o » ( M o ri n , 2 0 0 5 : 9 9).

L o m ul t idim ensiona l

Una vez e l e gido u n contex t o a se r e studia d o

con l os niñ os, p ar a

p o d er ac ce d e r a u n a mira d a com pl eja y m u l tidime n s ion a l, se r á n e ce sa-

r io se lec cion ar c i e rtas d ime n sio n es d e a n á lis i s qu e no s pe r mit a n e l a b o- rar exp l ica c i one s. Las dimensiones son insirumenios de análisis para el docente, las mismas remiten a un organizador que facilita el diseño de propuestas acota-

las interuenciones docen-

das y la selecci6n de contenidos, a la vez que favorecen tes a la hora de problematizan

 

P

ero, deten gá mono s un mom e nt o : «¿Q u é e s l a co mp l e ji da d ? A

D

imen s ión relativa a l a fu nc i ó n soc i a l .

p

r i mer a v i s ta es un fe n óm e n o

cu a n ti tat i vo, un a c ant i d a d . extr e ma de

D

imen s ión socia l .

i

nte r acc i on e s e int e rfe r e n ci as

e n tr e un n úme ro muy gr a nde de unida -

D

i men s i ó n espac i al.

des» ( M o rin , 200 5 : 59) . « E l c onocim i e n t o p er t i n e n t e d e b e e n f r e nt a r l a

co mpl e jidad . Cornplexus

s i g n ifica l o que

e s t á t e j i d o ju n to ; e n e f ec to ,

Dimen s i ó n temp o ral

Dim ensión t ecn o l óg i ca .

h

a y c o m p l e j id a d c uan d o so n i nsepar a b l es l o s e l ement o s dife r e n tes q u e

D

imen s i ó n econ ó mica.

co

n st itu ye n u n t odo ( lo eco n ó mic o, l o polí t i co , l o so c io l ó gico, e l p s ico-

D

i m e n s ió n pol íti c a.

l

ó g i c o , e l a fect i vo, e l mi t o l óg ico ) ; y que e x i ste un t e j id o i nt e rd e pe n -

D

imen s i ó n c ultu ral.

di

e n te , i n te ract i vo

e int e r - r e troa c tiv o e ntr e e l obj e t o d e co n oc i miento

y

s u co nt e xto , l as p ar t e s y e l t o d o , e l t o d o y l as pa r t es, l as p a rt es e n t r e

 

e

l l as» ( M o r in , 1 99 9 : 3 8 ) .

Ap r end i e nd o a m ira r e l en to r n o ce r ca n o

E l con tex t o

E l «co nt exto » p r op o n e un m ar c o ref e r e n c i a l . «E l c onoc i m i e nt o

Como y a s e d ijo , es te en f oque d e l área p l a nt ea un e j e o r g a n i zador,

soc i al y natura l .

En es ta pa rte d e l reco r r id o , va mo s a d ete nem o s a a n a l i za r e l ambi ente

el ambie n te, al c u a l s e con s i d er a como un en trama d o

s oci a l ; qui zá s l o q u e s e p l a nt ea, u ste d ya l o se pa; q ui zás t e n ga d u d a s y

de la s i nfo rm ac i o n e s o e l e m e ntos ai s l ado s e s i n s u f i c i e nt e . H ay qu e u bi -

e

sto le p ermita ac l ara r l as; p er o, más a l l á

d e to d o , l o qu e e s to

n o s v a a

c

a r l as infor m acione s y l os e l e m entos e n su c o n texto p a r a q ue ad q uie -

p

ermi tir es rea lizar ac u e rdos.

ar « l a plaza ». Se se l ecc io n a es t e reco r te p o rqu e t o d as l as c i u d a d e s

o

ran sentido . P ara t e ne r s entido, l a pa l a b ra n ecesita d e l text o , q u e es s u propio c o n texto, y el t e x t o nece s i t a d e l c o nt ex to d o n d e se enunc i a »

d

Para este mo m ento de l r e c or rid o , se v a a to mar co m o e j e a rti cu l a -

(

Morin , 1999:3 6). Un co n texto e s un s i s tem a comp l e j o, c on re l ac i ón e ntr e s u s pa r -

t

e s ; cad a co nt e x to a d q ui e r e s e n t i do en o t r o má s in c lu s ivo y e st ab l ece,

3

8

p u e blo s t i enen un a p l a z a; l a pl a z a s i e m pr e es tá unida a l a hi s t or i a p er so -

n a l . Es un l u g a r d e f ác il acceso, p u e d e i r c o n un co l e ga y traba jar en e l

lug a r . En ot r o m o m en t o de l r e co r r i do se se l ec c ion a rán ot r os e j e m p l os.

3 9

N o s e p r o p o n e t r a b a jar « l as p l azas» , s ino q u e s e pr o p o n e tr a b a j a r

«

u n a p l a z a » p a r a l ee r s u s s i g n os; p oste r i o r m e n t e, u sted po drá sel ecc i o-

n

a r ot r a s i d ese a co m pa r a r l a s, o u n pa r q u e, y e l a b o r ar dic h a s c o m p ara-

c

io n es . P ara f avo r ece r l a le c tu ra d e l a m bi e n t e n o se sel ecc i o nó u n a pl a za

e

n pa rt i c u l a r; e n c am bi o, s e p ro p o n e n c l a v es p ar a l a l ect ur a d e a q u e l l a

p

l aza q u e, por s u s ca r ac t e rí s ti cas, e l l ec t o r de c i d a e l egir .

®

f je art ic ul ador: « La p la z a»

.Un momento para el docente.

Elija una plaza, la más cercana o la que más le agrade. Quizás piense: «Pero, yo la recuerdo», no es lo mismo recordar que observar

c on u na intencion a l id a d dif e r e nt e .

o sea. la totalidad; de

acuerdo al momento del año trate de captar el olor que emana de [a plaza; después puede indagar cuáles son [as especiesque [o determinan. Deténgase en la vereda de enfrente y mire hacia la plaza; observe la diagramación y [as áreas de circu [ación; [a ubicación de objetos; los

lugares en los que se concentran las personas.

Cruce y busque un lugar cómodo; primero realice una observa- ción general; sienta qué [e produce la plaza; escuche [os sonidos de [a plaza; huela [os olores de la plaza; observe [os colores de la plaza. Esta

actividad enriquecerá su mirada y

diferente a otras. Ahora comenzaremos el recorrido.

Cuando se acerque, observe el conjunto,

hará que

esta plaza sea. para usted,

Seria deseable que pudiera ubicarse en varios lugares. Si realiza

.

la observación con una colega, el compartir las observaciones permite comprender cómo cada persona observa de manera diferente.

Dimensión relativa a la función social

Propone reflexionar acerca de la función social que cumplen los contextos desde su mu[tidimensionalldad; cambio en [as funciones. reemplazos y permanencias. Nos permite explicar desde decisiones en diseños urbanos y de objetos hasta situaciones que exceden al Jardín de Infantes. Todo en [a sociedad cumple una función más allá de que seamos ¿onscientes de ello.

Observar el mundo que nos rodea desde una mirada centrada en lo funcional genera inmediatamente interrogantes; algunos.

40

l ' difíciles de responder. Reflexiones ta les como: (¿Por qué esto es fun- cional a la sociedad? ¿Qué función cumple, dlnarniza u obstacul iza ?n. Las personas cumplimos funciones, laborales, sociales, etc. Los espacios cumplen funciones; los objetos cumplen funciones; la orga- nización del tiempo cumple una función. Cuando esta función otor- gada socialmente no se cumple, surgen los inconvenientes que obser- vamos cotidiana mente. Reflexionemos acerca de la función que cumple un recolectar de basura, e[ presidente. [a justicia, [os docentes, [os trenes. etcétera, la lista es infinita; cuando pensamos en los alcances de estasfuncio- nes y en las consecuencias que impllc an si no son cumplidas como corresponde, comprendemos por qué surgen los conflictos sociales. Éstos pueden ser de diferente nivel o índole, pero siguen siendo con- flictos que afectan a [a sociedad en su conjunto.

Analizando la función social de la plaza

Las plazas tienen una función que suele ser privativa de cada una. El imaginario colectivo las identifica como un lugar de juega, especialmente juegos de niños, pero no todas las plazas tienen dicha función. Esta ha ido cambiando con e: tiempo. En general cumplen [a función de espacio verde. lugar de esparcimiento, descanso. juego. centro de conmemoraciones, reuniones ba rriales, festividades patrió- ticas, sede de ferias artesanales.

Interrogando lafunción que cumple la plaza

¿Qué usos se da a la plaza que usted está relevando? ¿Qué fun- ción cumple para la comunidad? ¿Qué actividades o eventos se llevan a cabo en la misma? ¿Cumple la misma función para niños que para adultos?

Enriqueciendo su mirada

A través de [os signos del ambiente -placas. escultu ras-

indague

la función de recordar eventos o personas.

Dimensión social

Las personas se organizan; constituyen grupos, instituciones. Se distribuyen roles: «cada ser tiene una m u l t tp.tctd a d de identidades,

jf

una multiplicidad

de personalidades

tasmas y de sueños que acompañan

en si mismo, un mundo de fan-

su vida" (Morin, 20°5:87).

Las

personas establecen relaciones afectivas y conflictivas, duraderas o efímeras, profesionales, laborales, circunstanciales; pero quizás el

desafio del área es formar personas capaces de descubrir lo particu-

lar de cada persona, aquello que brinda como un aporte sociedad.

Analizando a los sujetos sociales

único a la

Las personas hacen uso de la plaza de forma diferente. Muchos

la usan para descansar, otros tantos para jugar, pasear a los perros,

almorzar, tomar sol, o s610 se limitan

Los usos que las personas hacen de los espacios deben llevarse a cabo en aquellos espacios que están especifica mente destinados a tales

usos. Es decir que existe una relación entre el espacio y el uso que le

han de dar las personas.

a atravesarla con otro rumbo.

Interrogando a los sujetos sociales

¿Todas las personas realizan las mismas actividades en la plaza?

¿En qué momento del dia odel año la plaza está más concurrida? ¿Qué

personas se encargan del cuidado de la plaza?

Enriqueciendo su mirada

Hable con las personas.

Indague por qué prefieren esa plaza.

Busque al cuidador de la plaza. Sus experiencias en el desem- peño del rol van a ampliar su mirada respecto del cuidado de

las especies vegeta les que se encuentran allí, como así tam-

bién sobre los problemas

de la plaza y las formas de solucio-

nar situaciones cotidianas. Si hubiera un arenero, infórmese

-12

acerca de qué mantenimiento

del mismo se realiza. En algu-

nos lugares, las plazas, durante la noche, son escenarios de

actividades que,

por sus características, dejan residuos (jerin-

gas, agujas, profilácticos,

sucede en la plaza de noche para prevenir

excrementos, etc.): averigüe qué

dificultades

si

decide llevar a cabo una indagación con los niños.

\

jf

Dimensión

espacial

Propone reflexionar acerca de la organización del espacio. La forma y su relación con la función en atención al uso que le han de dar las personas. Se refiere a la manera en como las personas organi- zan el espacio, el cual debe llenar 105 requerimientos necesarios para

poder cumplir

la función que se le ha asignado socialmente (econó-

mica, política,

educativa, etc.). Para el óptimo cumplimiento

de una

función es necesario que se llenen

diseño, entre otros.

Analizando el espacio

requisitos de forma, materiales,

Observar el espacio es analizar los criterios que se tuvieron en cuenta para la organización. Laszonas destinadas aespacios verdes,

y las asignadas a la circulación

de las personas; tanto veredas perí-

metrales como vías de circulación que atraviesan las mismas. Las

zonas destinadas a juegos, tanto de niños como

gos tienen que estar ubicados de forma tal que

de adultos. Los jue-

no impidan

el paso

o puedan producir inconvenientes al transeúnte, como en el caso de las hamacas. Áreas destinadas a la ubicación de monumentos, ban-

cos, bebederos, fuentes. La plaza tiene también

un área escondida

que se expresa a partir de los signos que proporcionan tapas o acce-

sos en la vereda.

Interrogando al espacio

¿Cuántas zonas puede identificar? ¡Quéforma tienen? ¡ La forma

y las dimensiones están en relación con la función? ¿Qué materiales se utilizaron para \a construcción? ¿Existe una relación favora ble entre los materiales seleccionados y la función? ¿ Existen tapas o accesos en las veredas que permiten inferir los servicios que llegan a la plaza?

Enriqueciendo SU mirada

Dibuje la plaza.

Elabore un plano mediante dibujos.

Realice unfrotagge (mediante

un papel, calque la superficie),

de materia I con el uso.

ceritas, o un lápiz, y el uso de

le permitirá relacionar el tipo

43

.4t

Dimensión temporal

Propone reflexionar acerca de la variable temporal y sus partí-

cularidades cuando trabajamos con niños pequeños (tiempos cortos, medios y la rgas, adecuados al tra bajo con niños pequeños). Los tlern-

pos cortos, cotidianos; la organización social del tiempo; el tiempo de

t odos l os d í as ; ri t mos famil i ares e in s ti t uci o n ales . Los t iempos má s

extensos; los tiempos de vida; la historia de

la familia; los cambios y

permanencias; pequeños procesos relativos a los cambios familiares,

i n st itu c i ona l e s,

particulares tiempos sociales y cronológicos.

comu n ales , etcétera . Y el t iem po h i s t ó r ico , con sus

Las sociedades estructuran su vida a partirde una determinada

organización y concepción de tiempo. Hay sociedades en las que «la

siesta» es un momento compartido y respetado, mientras que en otras

esto no sucede. Hay sociedades que organizan la cena temprano; otras,

tarde. Esta organización del tiempo se traslada a la escuela; cada ins-

titución organiza su tiempo interno

rio de merienda, tiempo dedicado a actividades propias, tiempos de

patio de juegos, etc. Cada persona tiene un tiempo interno: acelerado,

algunos; más lento, otros. Los pueblos tienen tiempos propios que

responden a patrones culturales; igualmente; más acelerados, algu-

nos; más lentos, otros. La organización

urbano difiere de

de una forma determinada: hora-

del tiempo

la organización del tiempo rural. A su vez, la organización misma del

tiempo cambia; «con el tiempo» 105 cambios culturales y tecnológi-

cos le han ido imprimiendo ritmos y particularidades diferentes. Por

ejemplo: los tiempos de elaboración de los alimentos se vieron modi-

ficados, primero con la aparición de la cocina rición del horno a microondas.

a gas y luego con la apa-

Analizando el tiempo en la plaza

El tiempo en la plaza es algo

maravilloso de observar, el ambiente

adquiere colores,

temperatura

y olores diferentes,

tanto cuando lo

invade la frescur~

de la mañana como en las transforrnacioneg que

se operan

durante

la tarde. A lo largo del año la plaza nos muestra sus

múltiples

facetas, desde 105verdes que desbordan y la alegria de la

gente hasta 105marrones, anaranjados y amarillos de! otoño, y con el

sonido de las hojas secas debajo de nuestros pies. La plaza cambia con

el tiempo y es un testimonio del mismo; también lo son el espacio, las

personas, 105objetos. Todos llevamos una plaza adentro; aunque la

44

4t

hayamos atravesado sólo una vez, eso bastó para dejar una huella

imborrable en nuestro interior.

Interrogando al tiempo

; "

:1

¿Qué cambios registra la plaza durante el día? ¿Qué cambios se

producen a lo largodel año? ¿Cómo era la plaza antes? ¿Laplaza siem- pre fue igual? ¿Que signos me permiten leer la historia de la plaza a

partir de los objetos? ¿Qué signos me permiten leer la historia de la

plaza a partir del espacio? ¿Qué información pueden darme las per-

sonas? ¿Hay placas? ¿Quién las colocó? ¿Hay bustos o esculturas? ¿A

quién recuerdan? ¿Qué relación existe entre las placas, bustos o escul-

turas y el nombre de la plaza? ¿La plaza cierra de noche?

Enriqueciendo su mirada

Busque personas que le cuenten la historia de la plaza. Si puede, obtenga fotos actuales y compá retas con otras ob te-

nidas en otra época.

Realice investigaciones en revistas barriales

Encueste a antiguos vecinos acerca de los usos.juegos y diver-

siones que permitía el lugar en otro tiempo.

Si [a plaza se une a su historia personal, recuerde; interrogue

a su familia, amigos y vecinos,

45

'jfl

. Dimensión tecnológica

Propone reflexionar acerca de los objetos, las herramientas y las

máquinas -productos

tecnológicos elaborados por el hombre para

la satisfacción de necesidades-

y esta blecer relaciones entre estos

y el contexto estudiado, ya que dan claves para la lectura del pasado y

remoto y permiten i dentif i ca r cam-

bios y permanencias. Los objetos

gar; hab l an de rit mos sociales, de personas , de sectores sociales, de

costumbres, del espacio

la dinám i ca socia l de u n t i empo

hablan cuando los sabemos interro-

en donde se hallan o se hallaban,

Los objetos t i e n en una fo r ma pa r a cumplir una func i ón : forma

hay obje-

y función son dos aspectos a tener en cuenta. Pero también

tos con diferente forma que cumplen una misma función.

Si pensa-

mos en el teléfono, existen actualmente inf i nidad de modelos (púb l i-

cos, fa milla res, celula res, inalámbricos, etc.), todos cumplen la función

de permitir que las personas se comuniquen a distancia. Podriamos

decir que son objetos que usan las personas como formas de acortar distancias y ganar tiempo,

de su

Según sea la forma del objeto serán las particularidades

funcionamiento,

así como los materiales

Esto nos permite compararlos.

y el diseño de los mismos.

Los objetos constituyen

universos destinados

a un fin; la lista

sería infinita, pero podemos mencionar algunos: los que están desti-

nados a la alimentación (cubiertos, vajilla, alimentos) adquieren sen- tido en dichos contextos,

La dinámica social y los avances tecnológicos hacen que los obje-

tos cambien; algunos caen de desuso, otros se transforman y otros

aparecen como producto de este desarrollo tecnológico.

Analizando los objetos de la plaza

(los muebles de la ciudad. Cuando viajamos a otra ciudad, gene-

ra Imente, lo primero que comparamos son las paradas de transporte,

los carteles de las calles y los postes de iluminación. A todos estos obje-

tos se los llama muebles urbanos, Es como una galería de muebles

que en vez de estar adentro, están afuera» (Alderoqui; Penchansky,

199 8 '12), La plaza que usted está observando tiene una serie de obje-

. tos o, como se señala en la cita, muebles urbanos.

Los objetos mantienen

una relación entre la forma, la función,

los materiales y el diseño. Un lugar cerrado impone objetos con cier-

46

tos materiales y un determinado

cuidado que ha de brindarse

a los

.~

mismos; un lugar abierto impone, por su parte, otros materiales

otros cuidados para con los objetos, por ejemplo bebederos, bancos,

teléfonos públicos,

Otra relación es la ubicación de los objetos con respecto a la fun-

ción y al uso que harán las personas de ellos. También el número de

y

objetos de un mismo tipo estará relacionado con el tamaño del espa-

cio. Si se colocan cestos de basura, la cantidad que se coloque de estos

debería estar en relación con las dimensiones de la plaza.

Interrogando a los objetos

¿Cuáles son los objetos de la plaza? ¿Con qué materiales están

-r

construidos? ¿Qué objetos cumplen una misma función? ¿En qué se

diferencian? ¿En qué se asemejan?

Enriqueciendo su mirada

Confeccione una lista de objetos según

Confeccione una lista de objetos que son difere~tes pero cum-

plen la misma función (por ejemplo, diferentes tipos de ban-

cos o cestos de basura, etc.).

Elabore explicaciones relativas a la ubicación de los mismos.

Confeccione un plano de plaza mediante dibujos y especiñ-

que la ubicación de los objetos,

su función.

• Dimensión económica

los hombres se organizan en sociedades que adquieren, a su

vez, una determinada organización económica. la organización eco-

nómica atraviesa desde la organización familiar hasta la nacional, con

diferentes niveles de complejidad, Desde la producción de bienes pri-

marios, pasando por las diversas formas de elaboración y manufac-

turación, hasta la organización de bienes de consumo y servicios; estas

formas de organización fueron variando hasta a Icanzar

actualmente en lo que constituye hoy la globalización.

Este nivel de complejidad excede a la realidad del Jardin de

Infantes. Pero es bueno comprender que el mundo se mueve econó-

la que poseen

micamente; cualquier cambio o imponderable en este aspecto

impacta al colectivo social.

Ligada a la organización económica está la distribución que se

de los bienes no es

realiza de los bienes; en la sociedad la distribución

47

.Jf

equitativa, y esto lleva a la desigualdad social. Analizar lo económico

no significa necesariamente analizar la desigualdad social. Tomemos

un ejemplo. Si un docente decide abordar con los niños el almacén del

barrio, ese comercio, como institución comercial, va a tener una deter- minada organización económica y formas de pago. Puede recrear el almacén del barrio y reflexiona r acerca de la orga nización económica del mismo. Pero 51 el docente plantea ciertos interrogantes: «¿Todas

las familias pueden comprar

«Aquellas que cuenten con los recursos». Propongo una mirada desde

la desigualdad en la medida en que señalo que algunos sectores socia-

de la riqueza, no pueden acceder a

les, afectados por la distribución

en este almacén?» La respuesta será:

ciertos bienes sociales. El análisis de

complejidad cuyo a Icance excede el eje de este tra bajo. Tomemos otro ejemplo, para viajar en colectivo hay que pagar un boleto. Esto forma parte de la organización de este transporte público de pasajeros y a la vez es lo que permite que la empresa brinde

la desigualdad social reviste una

el servicio. Pero he tenido alumnos que caminaban

cuadras hasta el

profesorado porque no podian pagar el boleto, y debian hacer este esfuerzo si deseaban estudiar. Esto es la desigualdad. El tema es com-

plejo; la desigualdad, como veremos, es multidimensional.

en niños pequeños podremos seleccionar contextos y explicaciones

que puedan ser comprendidas por ellos.

Pensando

la variable económica propone reflexionar acerca de la distribu-

ción de bienes, las formas de intercambio,

trabajo, la desocupación, etcétera.

la producción de bienes, el

Analiz a n d o l o ec o n ó mico e n la ploza

las plazas son espacios verdes mantenidos

por la comuna;

muchas veces, por asociaciones de amigos de la plaza, o bien por los vecinos, que se encargan del saneamiento del lugar. Esto implica gas- tos; es decir, decisiones relativas a la compra de plantas y árboles, al igual que materiales para bancos, mesas (si las hubiera), o bien todo

lo relativo a la iluminación.

I n t e r r o gando l a di m e n sión e conómi ca

¿Quién mantiene la plaza? Cuando algo se rompe, ¿quién lo arre- gla? ¿Sepueden vender cosas en la plaza? ¿Cualquiera puede vender algo en la plaza? ¿Senecesita algún permiso para venderen la plaza? ¿QUién paga la luz de la plaza?

48

.--lV

Enriqu e c i e ndo

s u m ir a da

Indague qué

se vende en la plaza.

Qué diferencia hay entre los productos que se venden en el

invierno y en el verano. Averigüe si se necesita

actividad.

Averigüe quién realiza los arreglos en la plaza.

algún permiso para llevar a cabo esta

Dimensión política

Propone reflexionar acerca de la distribución del poder y acerca

de la identidad y sus formas de expresión desde el nombre, apellido, documentos, ete. Esto puede variar de acuerdo con el contexto (ca Iles,

provincias, paises). La Co n st i tución . l os deberes y derechos. Autoridad,

poder, normativa. Es la dimensión a partir de la cual se explican las relaciones de poder y la autoridad. Tanto en el orden familiar e insti-

tucional

como comunal existen normas que regulan el desenvolvi-

miento del mundo social para una convivencia apropiada. las relacio-

nes políticas proponen un nivel de análisis que muchas veces resulta

dificil de ser tratado con niños pequeños.

A n ali za n do lo p o l i t ico e n lo plaz a

las plazas son espacios verdes que dependen de la comuna; las

tareas de mantenimiento-al

igual que la colocación de placas, nom-

bre, bustos- están regladas por la misma. Este ejemplo nos da una idea de las decisiones politicas que se pueden llevar a cabo en las pla- zas; el ejemplo está tomado del sitio del Gobierno de la ciudad de

Buenos Aires, en el espacio destinado a «Campañas». El mismo per-

mite indagaciones interesantes

espacio público como es la plaza, y a la vez es viable trabajar

de él con los niños.

respecto del uso responsable de un

acerca

((Manejo responsable de p e r ros »

«El Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires puso en marcha una

de perros, con el

al

serie de iniciativas sobre tenencia responsable

objetivo de concientizar

a los dueños de las mascotas en cuanto

respeto de las normas, el cuidado de las ca lIes, las plaza s y el mobilia-

rio urbano.

49

:-Jf

uR e glamentación v i g en te

»Los paseadores de perros deben

estar tnccrporados al registro

del Gobierno de la Ciudad y no pueden pasear más de ocho perros en

fo r m a sim u l tá n e a .

»EI tenedor privado no puede llevar más de tres perros.

»En la vía pública los perros deben tener

collar y correa, no está

pe r miti d o ten e r a los an ima l es suel t os.

»Las mascotas no pueden ser atadas al mobiliario urbano; por ejemplo: rejas, postes, bancos de plaza o paradas de ómnibus. »Está penado no recoger las deposiciones caninas.» (Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, sitio Web. Disponible

en: ht t p://w ww . b u e no sa i r es . gov.ar/a

perros/index.php)

reas/com _ so c i a l /c a mpani as /

In t errogando l a dim e n sió n polit i c a

¿Existen reglamentaciones para el uso de la plaza? ¿Quién crea esas normas? ¿Lasnormas incluyen solamente a las personas? ¿Qué

suce de si u n a n o r m a no s e cumple? ¿Las no rm as ca m bian co n el

tiempo? ¡La plaza tiene dueño?

E n r i quec i endo s u m i r ada

Busque datos acerca de las normas que regulan la plaza como espacio público en la zona que usted habita. Averigüe quiénes proponen y deciden el nombre de una plaza. Averigüe cómo un espacio se transforma en plaza. Indague la reglamentación acerca del cuidado de espacios verdes (maltrato de plantas y árboles, alcances del uso que pueden hacer mascota 5 y personas). Averigüe si existe una reglamentación relativa a la posibilidad de plantar especies libremente en una plaza.

Dimensión cultural

Propone reflexionar acerca de los valores, costumbres, creencias, tradiciones, normas consensuadas que caracterizan a los grupos sociales, desdefamilias hasta comunidades más amplias. Tanto en lo relativo al juego, la vestimenta, la alimentación, 1 05 estilos de vida, la forma de organización social, y formas de organización del tiempo, concepciones y creencias religiosas, elecciones relativas a la salud,

criterios acerca de la belleza, la moral, el deber, ete. Esta diver si d adcul- tu r al enriquece el mundo; reflexionar acerca de sus aportes es una de las tareas de la escuela.

A n a li zando l o c ul t ural en l a p l a z a

La plaza es un lugar en el que se expresa la cultura local e implica juegos, horarios, usos.y una población que utiliza ese espa- cio. Alli se realizan actividades programadas y es el lugar de encuen- tro en los actos patrios y conmemoraciones; un centro vital del pue- blo o barrio. La historia cultural del lugar se expresa en ella a través de signos tales como placas, monumentos y recordatorios. Lasferias artesanales pueblan muchas plazas y constituyen un espacio de venta de objetos particulares; en más de un caso estas ferias se divi- den el espacio con las clásicas ferias de barrio, con sus carritos que se transportan de un lugar a otro. Lo cultural y lo económico impac- tan en la organización del espacio, que se ve modificado cuando las ferias están abiertas.

Int e r r o gando a l a dim e n s i ó n c ultur al

lA qué se juega en la plaza? IHay juegos de adultos, como

bocha, o tejo? I Hay juegos de niños? 15e practican actividades físi-

cas? ¿Hay zonas

nes comunales o barriales? ¿Seexpresa la cultura a través defuncio- nes teatrales, presentación de orquestas o recitales?

en las que se festejan actos patrios o conmemoracio-

En riq u e ci endo s u m i r ada

Observe la plaza desde una mirada centrada en las manifes- taciones culturales (actos patrios, conmemoraciones, reunio- nes de vecinos, festividades locales, ete.). Analice los juegos que se realizan, tanto de niños como de adultos. Indague acerca de otras actividades (clases de gimnasia, yoga, ete.). ® Observe Si hay zonas dedicadas a recordar a alguna comu- nidad en especial (patios andaluces, do naciones de colecti- vidades, ete.).

C u a dr o a m o d o d e s ínt es i s

(

t

DIMENSiÓN

SOCIAL

~

DIMENSiÓN

TEMPORAL

~

DIMENSiÓN

ECONÓMICA

t

Dimensión relativa

a la función social

1

( Contexto

r

DIMENSiÓN

CULTURAL

)

1

(

••

R e fl e x ionando ac e rca del r e c o rrido

t

DIMENSiÓN

ESPACIAL

~

DIMENSiÓN

TECNOLÓGICA

~

DIMENSiÓN

POLÍTICA

t

[

I

S i s e reco n s t ru ye e l r e c orr ido , ve r e m os qu e s e di e r o n l os s i g ui e n -

te s pa s os: p r im ero s e s e l ec c i o n ó un c o nt ex t o y l u ego s e l l ev ó a ca b o una

tar ea d e o b se r va c i ó n y r e l eva mi e n t o qu e p u e d e tr a n sfe rir s e a c u a lquier

otro r e co rte. P ara e l l o s e di se ñ ó un itin e r a rio a pa r tir d e c i er tos e j e s ; s e

o

b s e r vó o rden a dam e nt e, es tab l ec i end o r e l aci one s ; se s u g i ri e r o n po s i -

b

l e s int e rrogant e s y s e pr o pu s i e r o n a ct i v idades c o n e l f i n de p e rmit i rle

a

mpli a r s u mir a da y profund i zar s u s c on oc im i ento s.

¿ P o r qu é se e l aboró es t e di s eño d e r e l eva mi e nt o?

La ta rea d e r e l ev ami e n t o que r ea li za e l doc e nt e c on c a r ác t e r pre-

v i o a l di s eño did ác ti c o es fund a m e ntal; c uando se l l ev a a cabo un a i n da-

gac i ó n s i s t em a t i z a da, org a n i za d a , la s p ráct i c a s se e nriqu e cen; d e l o co n-

t r ari o mu c ha s ve c es se ap e l a a lo s recu e r d o s de l a bi og r a fía e sco l ar y l o s

r e s ul tados s on u n « co mo s i ».

R e fl ex ionando desde la t e orí a

En es te ca s o se l e cci o n a m os un «co nt e x t o» , l a pl a - z a; n o s e ge ne -

rali zó e n « la s p l az as» , sin o que s e pr o pu s o

l a i nd ag ación

e n una

pl a za d e t e rmin a da.

A par t ir de con s id e r a r

qu e un « cont ex t o»

e s

52

-

« rn ul t idime n s i o n a l » , s e se l ecc i onaro n dim e n s i o n e s d e a ná li s i s q ue p e r -

m i t e n ace rc a r s e a u na mir ada «co mple ja » d e l mismo, e n e l q u e c a d a

p art e t i e ne r e l ac i ó n c o n el todo, a l a v ez q u e l a tien e n s u s par t es e n t r e

s í ; l o c u a l pe r m ite u na mir a da g l o b a l .

En e l pr e se nt e c a s o a na liza mo s l a p l a z a c om o un c o nt e xt o con

fu e r te s i g nifi c ad o e s p a cia l . P e r o e n e l m i s m o se d a n, d e man e r a impl í-

c i ta o e x p l ícita, t o d a s las r e l ac i o ne s . L as dimen s i o n es estudi ad as c on s-

ti tu y en « ca tegorías d e an á lis i s» que p e r m i ten a l d oc en t e e n r i qu ece r s u

m ir a d a , a s í c o m o e l a b o r a r r e l ac i o n e s y co n c lu s i o n es . C u an d o u n o s e sient e có m o da m e nte e n u n a p l a za y llev e a c a bo e s t e an á lis i s , v a a n o t a r

q u e m u c h a s re l a c i o n es p r ovoca n r uid os o inte rfe r en c ias e nt r e l o d es ea -

bl e y l o

r e al. E s t o p e rmi t irá e l a b o r a r exp l i ca c ion e s r e l ati vas a l os co n -

fli ct o s d e la p l az a, qu e a dq u i e r e n dife r e nt e n ivel de c o mp l e jid ad.

Dimensión social

Adultos, niños,

ancianos. Trabajadores,

cuidadores

Dimensi ó n

t e mpo r a l

Los tiempos diarios,

los tiempos anuales.

La historia. Cambios, permanencias

Dimensión

económica

Trabajos que se realizan; venta, mantenimiento

Dimensión relativa a la función social Diversión, juego, descanso, pulmón verde, tránsito de peatones

La

plaza

Dimensión cultural lugar de juego, de encuentro; tipos de Juegos, actividades físicas, etc.

Ambiente natural Arboles, animales, etc .

Dimensión espacial Forma, sectores, áreas parquizadas, de circulación, de juego, de descanso, ocultas

Dimensión

tecnológica

Objetos destinados

a la recreaclón.

higiene, iluminación,

descanso, etc.

Dimensión

política

Normas regladas,

decisiones

gubernamentales,

protección

5 3

Como s e ha visto, e x iste una relación entre «el todo» que es l a plaza

y

su s par tes ; también hay relaciones d e la s p a rte s entre s í; e stas r e l a cio -

n

e s son dinámica s . Si una de las par t e s s e modifica impacta s obre el

od o . Por ejemplo: s i en un s ector de la pl a za s e r e aliz a un esc enario par a actividades culturale s , se modificar á la circula c i ó n; con motivo de

t

l a con c entración de pe r sona s , s e d e teriorarán la s zonas parquizadas;

se rían nece s arias obra s d e mantenimiento para la s eguridad cole ctiva,

entre otras transformacion e s. Elaborar e s t e tipo de relaciones permite una mirada « globa l ».

Cuando trabajemos con niños s eleccionaremos aquellas relacione s que

de se amos e s tablecer; no necesariamente tienen que incl u irse tod a s ella s .

Mucha s de ellas son algo abstractas para lo s niños. E s mu y difícil que

comprendan que la plaza forma p a rte de un municipio , y e s má s facti -

bl e que le adjudiquen un dueño concr e t o : el s e ñor que la cuida , o e l

int

e ndent e Q jefe d e gobi e rno. Por es o es preferible s e leccionar aquellas

rel

a ci o n es con m ás po s ibilid a des d e s er apr e h e ndidas p or e llo s .

La in t e rroga c ión del a m bi en te

E st e enfoqu e ha c e d e la int e rrogación del ambiente c omo form a d e

problematizar y gen e ra r nuevos a p rendi z aj es algo fund a mental .

E laborar interrogante s no e s una t area s e n c illa. Podemos el a borar

cri te rio s r e lati v o s a pre g untas abiertas y ce rr a das; pr e gunta s que enume -

r a n O que desc r iben y pr eg u n ta s que problemati z an; pero a la hora de ela -

bor a r in te rvencio nes , lo s int e rrogante s , ge n e ralm e nt e , no superan

cripción, v aloración o e num e r a ción. S e pl a nte a n desde con s trucci o n es

la de s -

tal es como: ¿ C ómo es ? ( desc r ipción ) . ¿Qu é ha y? (e numeración ) . ¿ Qu é cre e n

q u e h a br á ? ( enumeración e inferencia ) . ¿Q u é les g us t ó más? ( val o ración ) . Lo d e s e abl e es interrog a r prev i am e n t e al ambien te ; e s o facilitará la elaboración de problemati z aciones. Un a forma de elaborar pregun - ta s es apoy a r s e en va r iable s , eje s o dim e n s iones , como s e h a h e cho en

l a guía de rel e vamie n to de la plaza.

Por otro lado, e s bueno a c larar qu e l a r e alidad no es d e color bl a nco O n eg ro; a f o rtun a damente , e xist en ma t i ces d e g ri s ; las pregunta s pu e -

d e n de s cribi r, enumer a r, v al o ra r , pero, s i qu e r e mo s p ro pon e r nu e vos

a prendi z ajes, d e b e mo s p en sar e n aquell as qu e probl e matizan; o s ea,

que , m ás allá de la respuesta, p r op o nen indaga c iones y relacion es.

N o

e

s lo mi s mo d ecir: «¿Qu é hay en l a plaz a? »; qu e d ec ir: «¿Todas las

p

ers o nas

us an la plaza c on e l mism o fin?»; O bien , « ¿Quié n c olocó el

nomb re a est a plaza?»,

54

Tampo c o es n e cesario a turdir a lo s pequeño s con un abanico de interrogante s que no podrán s er re s uelto s mediante indagacion es . Lo s interrog a ntes deberán estar directamente relacionado s con la sele cc ión de lo s contenidos y con aquello que e l docente ha seleccionado como eje de su tarea; pueden ser uno o dos, 10 importa nte e s cóm o van a permi- tir r eflexione s en los niños. Recuerd e que el trabajo se lleva a cab o co n niño s; esta tarea que estamos proponiendo es para que u s t e d amplíe s u mirada; e n la m e dida en qu e e s o s uceda, s u s prácticas se e nriquec e r á n.

A modo de síntesis

.,

La plaza como obj e t o de es tudio e s un contexto a s e r redescubierto . He podido compartir e xp e rie ncias en las que la capacidad d e o bserva -

ción d e los niños , que se e xpresaba d es d e un plano g rupal m e diant e dibujo s y hasta media nte la r e construcción del con t exto a par t ir de la tridi men s ión , p o n ía d e m a nifi e sto la labor de un docente qu e había di se-

ñ ado la propue s ta. Concluy e ndo esta parte d e l r e co r rido , podemos decir que hemo s planteado un a forma de indag a ció n d e l a mbiente, selec c ionado un c o n - te x to y propu e sto una estrategia de r e l e vami e nto a pa r tir de cier to s in s- trumentos de análi s i s como s on l as dime n s iones ; todo ello 1 0 hemo s hecho adhiri e nd o , al mis mo tiempo, a una per s pecti va que c o n s id e r a

e l conte x to como un obj e to multidime nsional, global y complejo. S e

trata de concepto s s obre lo s que vol ve remos a 10 l a rgo

del trabajo , y a

lo s que no s r e feriremo s de s de diferente s abordaje s . Tambié n cabe de staca r , por último , el modo en que reflexio n a- mo s acerca de l a ela boración de pre g untas , l o cual permi t e abrir nuevo s interrogante s respecto del análi s is del ambiente.

5 5

i

ti

il

C ~ ¡r uw3 (jj

El anális i s de las «ideas o r gan i za do ras», o principios ex p lic a tivos del m u n do soci a l

A modo de intr o ducció n

En e ste nuevo momento de l recorrido nos vamos a cen t rar e n el

análi s is de las « i deas org a nizadora s » o prin c ipios exp lica t i vos del mun do

s

o c ial . E sta s son ideas q u e e l docente ha de ten e r en mente a l a h or a d e

s

e leccion a r l o s c ontenidos; se rán las qu e g uíen s u i tinerario y le permi-

tan i ncluir o de s cartar r e corri do s . L as mismas, se l e ccion a d as a parti r de l os marco s t eóricos de s d e l os cuales l os niños explic a n e l m undo

so c i al, r e pr e sentarán una es pec i e de ante ojo s que e l docen t e s i m bólic a- mente se colocará para facilitar e l aná l isis d e div e r s os aspectos de l a comple j a trama soc i a l cuyo abordaje nos hemo s propue s to .

( Las ideas organizadoras

Eje a rtlcu l ado r

La cuad ra de la ci u da d

--

{

Un co n t exto comple j o

J

1

--- 1

Un cont e xto producto de la constr u cció n so c i a l

----- !

U n con t e x to d in ámico

-- {

- - (

Un c onte x to co n f l ict i vo

U n co n te x to d es i g u a l , d i verso, s u bj e t ivo )

57

Co m o ven i mo s a n a l izand o , ident i fica r e l enfo q ue d e s d e e l c u a l s e

ha de di se ñ ar l a t a re a e s f u n d a m enta l para l a cohe r e n c ia entre l a te or ía

y l a prá c tica .

L a Li cen c i a d a A dr i ana Ser ulni coff h a d esar r o ll a do , como a port e

a l t r ata mi e nt o d e la s Ci e n c i as S oc i a l es en e l J a rd ín d e Infant es, l a in c l u -

s

i ó n d e l o qu e h a den om in a d o « id eas orga ni zado r a s » (MCBA , 1 99 5 ) ; l as

q

u e h a n

s id o se l ecc i o n a d as a p ar t i r d e l o s m e n c i o n a do s m a r cos te ó ri -

co s . Las

id eas org ani zadoras s on i deas q u e e l d oce n te d e b e te n e r « e n

mente e n e l m ome n to de po n e r e n práct i ca un a a c t i v idad o un i t iner a -

r i o d id áct i co qu e in c lu ya c onte ni dos d e l á re a d e l o social > . ( Se rulni c of f ,

1 999:16 ) . Est a s i deas se r á n l as qu e g u íen s u r ecorr ido ; l e f a c i l i tará n l a

selecció n d e ac t iv id a d es y, a la vez , l e p e rmiti r á n in c luir aq u e ll as qu e favo r ezc an c i er t as re f l ex i o n es y exc l uir a qu e ll as qu e n o sea n p e rtinen -

t es pa r a ese reco rrid o .

L

a co mp l e jidad .

L

a m u l tica u s a l i dad.

L

a r ea l id a d co m o cons tru cc i ó n s oc i a l .

E

l cambi o s o c i a l.

El co nfl ic t o s o c i a l .

L a di ve r s i da d c ul t u ra l .

La d esi g u a ld a d soc i a l .

L a mi ra d a rel a ti va.

C a d a un a d e estas i d eas pr o p o n e un a mi ra d a co mpl eja d e l am -

Co n sid e ra ndo qu e estas id eas orga ni za d ora s , co m o p r i ncip i os ex pli-

cat i vos d e l m un do

n

po r aq u e l l os m a r c o s teór i cos o id eas p rev i as so br e l as q ue e l d o ce n t e

d

so cia l , p a rte n d e l as co nc e p ciones qu e l os ni ños t i e-

e n d el mun do, l a d ec i s i ón ace r ca de s u se l ecc i ó n e s t a rá d ete r m i nada

ec i d a tra b a j ar .

N o es l a i ntenció n d e este t ra ba j o pr o fundiza r l a relac i ón e n tre l a s

id e as o r ga ni z a d o r as y l as i deas pr ev i a s de l os ni ños , ya qu e s u de s a rro -

1

1 0se c en t r a e n l a in c lu sión d e l á r ea e n l as estru c t u ras did ác t ica s , no e n

e

l

d es arro llo d e l á r ea co m o e j e ce n t r a l .

S i el d oc e nt e d ec i de p a rti r d e l a id ea de q ue « e l a mbie n te soc ial e s

un s i s tem a comPlejo d e r e l a cio n es d on d e " n o ex i s ten un os fa c tores ú n i -

cos qu e e xp l ica n un os ef e ctos d eterm in a do s , s in o un c onjunt o de m ú l - tipl es y dife r entes varia bl es que se interre l a cionan" , dad o qu e l os n iñ os

p e qu e ño s exp l ica n el m u nd o de un a m ane ra sim ple y lin ea l, e l d oce n te

rea li za rá p ro pu esta s qu e ten ga n e n cue n ta qu e e l a mbie nt e socia l es co m -

p l e j o (Se ruln i co ff, 1 999: 1 6 ) . As í , n o se debe olvida r q u e el e s pac i o d e l a

c iu da d qu e u s t e d elij a co n stituy e un todo co mple j o: s u fiso n om í a , s u din á mica , s u orga nizac i ó n e s pr o du c t o de una multip lic i d a d d e facto r es .

« La f or m a d e ab o rd a r l a com p r e n s ión d e es t a r e a l id a d , co mpleja

es co n s id e r ar l a mu l t ica u s a lid a d e n l a d e t e rmi n ac i ó n d e

l os fe nóm e n os s o c i ales. E l p e n sa mie n to lin ea l no co n oce m ás q u e es t ruc-

tu ras de o r de n s impl e; p a r a r e c o n struir la r ea l id a d , se h ace n ecesario

ro mp e r esa lin ea lid a d y en ca d a in dagac i ó n hilvanar r e d es d e re l acio-

n es » ( Bol esso, M . y M a n a ss e ro , M .: 1 999-6 1 ) .

y ca mbia n te,

bi

e nt e . E s t o for m a part e

d e l o qu e e l d oce nt e ti e n e q ue t e n e r e n c u e nt a

a

l a hora d e s e l eccion a r e l co n t enid o , e l a b o r a r in ter r oga nt es o d irigir l a

 

o

b s ervaci ó n .

Co mplej i d ad y multicausa lidad e n l a c u a dra d e l a c iudad

C uand o un d oce nt e ini c i e e l recorr id o pr ev i o , para di seña r , po s t e -

ri o rm e nte, un a p r o pu es t a d idácti c a, e l co ntext o l e p res en t ar á d esa fí os ;

ya sea porqu e p r o p o n ga r e fl ex i o n es mul t i ca u sal e s ace rc a d e l mi s m o; o

bi e n porqu e t rat e de ex pli ca r la di vers i da d qu e ex pr esa n l os m o de l o s

c u l t ur a l e s.

du cto res d e s u es tru c tur a; o quizá s l a f or m a e n qu e e l cont ex t o r e flej a

e l t i e mp o, m os trand o

bi é n la form a e n que e l co n t exto r ef l e j a e l c onfli c t o socia l , pr oduc to d e

un d et ermin a d o t ip o d e r e l ac i ó n soc i a l q ue i mpacta s ob re e l mi s m o.

U n a ve z qu e e l d oce nt e h a y a a bord a do es tos d esafí os , tomar á d ec i s i o -

n e s q u e es t a r án d e t e rm i n a d as

c i o n a lidad peda góg ica; lu ego, r e ali za r á un r ecorte ac erca d e l o s asp e c - to s e n l o s qu e h a d e focaliza r l a mir a d a.

p o r a l g u n a s va ri a bl es, e n t r e e ll as, s u int e n -

Po drí a pr o p o n e r a n a l i z a r l a acc i ó n d e l as p e r s on as co mo pr o -

l a hu e l l a qu e h a

d ej ad o e n e l a mbi e nt e ; o tam -

58

C u a lquie r a s ea l a c uadr a q ue se e lij a, e l e ntram ado

d e re l a¿ i o-

n e s y l os f a c to r es que l a d ete rmin aron

Recorrer una cuadra con una mirada crítica permite inferir las

r e l ac i o n es q ue de l imita n l a orga ni z a c i ó n d e l e s p a c i o, e l de s ni-

va n a s e r m ú l t ipl es.

vel entre la vereda y la acera.

que los n i ñ o s puedan observar c6mo el m undo s oc i a l s e e xpr es a a t ravés d e s i gnos , l os c u a l es indic a n, e n un c a so, por e j emp l o,

q ue las pe r so n as han d e cidi do v end er s u s casas o d e partame n -

Si se eleva la mirada, es factible

t os; tambi é n podr ían i n feri r , a r a í z d e es t a ob s er vac i ó n , qu e l as

p er s o n as q u e se de d i ca n a l a tar ea de v e n der los i nm u e bl es f o r -

man i n s ti t u cio n es que t i e n e n un n ombr e y q u e se l e c c i ona n co l o- res, d i seños , e s t il os e n l o s c a r te l es que c o l ocan. E ste s ería u n o

de l os p eq u e ñ os e j e m p l os q u e da e l amb i e nt e .

59

S i el d o cen te d e c id e « po n e r a te n ció n e n l a idea d e qu e e l a m b i e n te

es un a construcci6n social, e s d e c i r , e l r es ul tado d e l t ra ba jo y l a in te n c i ó n

d e qu e « lo s a lumn os d e o c a s uale s p a r a m uc h os

f e n ó m enos social es» ( S e ru l ni co ff, 1 999 : 17 ) , e ntonc es el d ocent e di señ a r á pro pu es ta s y gen e r a r á int e rr oga nt es qu e pe rmitan ref l exion a r acerca d e la a c c i ó n de la s p e r so n as y l a int e n c i ón qu e g ui ó d i c ha a cc i ó n.

d e l os h o mbr es » , y t r a b a j ar a par t ir de l h ec h o

J a rdí n sue l e n c ons t r uir exp li cac i o n es m ág i cas

La c uadra de la c iud a d: un a c on st ru c ci ó n soc ial

Cad a c u a d r a de l a c iu d a d es ún i ca; l os e sp ac ios s ocial es so n p r o- ducto d e un a c o n s t r u c c i ó n c o l e c ti va : r ef l e xion a r ace r c a d e l a

raz ó n qu e g u i ó a l a s p e r so nas qu e pla nt aro n lo s árbol es, o a las

p e r s on a s q u e i nter v i ni e r on e n e l me j o r a m i e nt o de la s ve r e d a s o l a s ac e r a s , ser ía u n a d e la s po s ib il i dades.

No d e b e o lvid ar se q ue l os n i ño s ti e n e n una v i s i ó n e s táti ca de l a r ea-

l ida d , qu e c onsid e r a n qu e l a s c aracterís ti cas d e l a m i s ma s o n p e r man e n -

tes . En este sent i d o , e l co nt e x t o pu e d e p r o p o n e r e l desafío d e l ca m b i o

y pe r mi t ir al doc e n te r e fl e x io n a r a c e r ca de q u e «e l a m bien te soci a l e s t á

e n c ont inuo m ov imi e n to , [qu e] n o s i e m p r e fu e co mo l o v e m o s h oy y a

l a vez s eg uir á cambi a nd o. Así co m o c i e r t o s as p ecto s cambian, h ay o tr o s qu e per m a n ece n » (Se rulni cof f, 1999 : 1 7 ) .

La c uad ra de la ciud ad : un e sp ac i o din á mi co

Es p os i b l e q ue e l c o n t e xto abunde e n s i gnos que e l ti e m po ha

dej a d o; ya s ea e n estil o s d e v i v i e nda, gar i tas de sde l a s c u a l e s s e

di r i g í a ~ 1 t r án s i to, camb i o s en l os m a t er i a l es d e l as a c era s q ue

" mu estra n em p e d rado y asf a l to O en v ías q u e recuerd an a lo s v i e -

j os t ran vías ; l os s i gn os pu e den s e r múl tiple s y va riad os p a r a l e e r un t i e mp o q ue f u e y e sta b l ec er r e l ac i ones pe r tinen tes.

E l conflicto y e l mundo soc i a l

El co n f lic to e s i nh erent e a l mun do s oc i a l ; i nc lu y e d esd e di s put as y c on f l i c t os inte r p e r sonales hasta co nfli c t os d e tip o regional o n a c i o - na l . Ap ropiarse d e l as ca u s as d et e r mi na n tes de un con f l i cto no es un a

60

tar ea s e n c ill a . L as p o s i c i o n e s f r e n te a un co nf licto p r op o n e n mú l t i -

p l es mir ada s y p e r s pec t i va s. C u a nd o

tem a se v u elve

ci e r t o s co nfli c to s s i g n ifica no h a b er l os e s c uc h ado c u a nd o ex p l ican e l

mundo.

h a blamo s d e ni ño s pequ e ño s , e l

m á s d i f í c il. Pe n s a r q ue un n i ñ o pue d e co m p r e nd e r

L os niñ os t i e n e n u n a v i s i ó n a rmó n i ca de l a r ea lidad so c i a l ; ace r-

carl os a l a id ea de

c on f l i c to es a l go

que t od o d ocen t e de be ten e r e n

m

e nt e, a l a v e z q u e pr o po n e r f o rmas d e re s o l u c i ó n de l os m i s m o s ; t a m-

bi

é n d e b e deja r e n c l a r o q u e n o s i e mp re pu ede n s er r es u e l to s p a c ífi c a-

m

e nt e, a u nque e s t o s ea l o d ese ab l e.

« E l ambient e

soc i al es c om pl ejo, está en cont i nu o c ambio y l os con-

f l

conse n s o f o rma n p a r te d e l a v i da d e l a s oc i ed a d. L os a lu mnos d e l Ja r d i n

s uel e n co n s t r uir id e a s armo n iosas y so lid ar i as de l mun do s oc i a l . E s

imp o r ta nte que

tut i vo d e l a m b i e nt e so cia l e vita nd o v i s i o n e s i n f an t i l i za d as d e é s te»

i ct o s y tam bi é n l as p o s i bi lid a d es d e a rribar a so l uc i o n e s a trav és d e l

e l J a rdín n o l e c i er r e l as pu e r tas a e s te as p ecto co n s ti-

( Se ru l n i co f f, 1 9 9 9 : 1 7 ).

Cabe p r e gun t a r se qu é co n fli c tos soc i a l es o qué t i p o d e c ris i s s oc i a l

p u eden se r c om pr e nd i do s por u n niñ o ; y cómo se l ecc i on a r aqu e l l o s que

permi ta n e l d i s eñ o de pr o pue s t a s di dácti cas q u e co n duz c an

De l o co n t r a ri o, c o r r e mo s e l r i e sg o de

d e exp li c a c i ó n d e l a r e a l idad.

co n fu ndi r un «c om e n ta r i o » c o n un « co n t e nido » ; y au n q ue e l prim e r o

a f or m as

p

r ef l e x i o n e s r e l ati v a s a l m u ndo soc i a l , n o deja d e s e r u n c o ment a r io. E l conte nid o es o tra c os a.

ue d e a ce r c ar al n i ñ o

a un a acti t u d c rítica d e l a r e a lid ad y fav o re cer

«Co men t ari o » y « co n ten ido »

C o m o y a d i jimo s , l a c ris i s s o c i a l i mp acta

a l a soc i e d a d en pl e n o ;

na die que d a a f uera de l a mis ma; n a d ie pu e d e o b v i a r l o s co m e ntar i os qu e rea l izan l o s pequeñ o s e n l a s a l a coti di a n a m e n te, a c er c a de l a fa l t a

de tr a b a j o , l a e s casez de r ec ur sos e c o n ó micos ; a l ig u a l que re s u l ta r e i -

terati vo a fir m a r que mu c h os ni ños c u e n t a n

q ue l es brin d a l a e s c u e l a . E l t r ata mie n t o de r e c o r tes co m o l o s r e l a tivos

a l a f a m ili a s e h a e n co nt r a d o co n co m e t a rios tal es co m o « y o v i v o d e b a jo

d e l p ue n te» ; tam b i é n , a n t e la c r ue l r ea l id a d de la a flu e n c ia de p e r s o n a s

qu e s e encuent r a n v i v i e n d o e n l a s pl az a s y ca l les , lo s niñ os h a n r e ali -

z ado coment a r io s d e l tipo s igu i e n te: «¿p or q ué no le a l qu i l a un a c a s a a

Mart a ? »; estas a firmac i o ne s n os co l oca n en l a a l ternat i va de p e n s ar h as t a

q ué p u nto l os niños pued e n comp r en der el c o n f l i cto soc i a l , po r más

so lam en t e co n l a c om i da

6 1

· qu e l o v i va n a d ia ri o . C r eo

m e n ta r i o» y un «co nt e nido » ,

qu e e s co nv e ni e n te d i st i n g u ir e n t r e un « co -

E n mu c h os c a s o s e l doc e nt e co m e n tó qu e l e h abí a n r o b a d o l a car-

t e r a, l a r e s pu e s ta f ue , «a mi mam á t a mbi é n » , «a m i pa p á l e r o ba r o n

e l auto » , P e r o e s to s s o n « co m e n t ari o s»,

P o d r e m os r e f lex i o n a r co n lo s

ni ñ o s a c e r c a d e l a in seg uri da d o d e l a c r i s i s e c o n ó m i ca y d ec ir « ho y h ay

m u c h as p e r so n a s q u e no t i enen t r aba j o » , d e a ll í a q ue e l n iñ o co m-

pre n d a l os i nt r icad os p r o blem a s p o l ít i cos y e co n ó mi c o s q u e ll eva r o n a

e

st e e s ta d o d e de s ocu p ació n ex i s t e un a di s ta n c i a qu e , h uelg a d ec irlo ,

e

s i m p os i b l e d e sa l var .

L o s « c o m e n t a r i os », en to d o ca so, s o n vá lid o s; m á s a u n c uan d o pro-

vie n e n de un a p er s o n a qu e s e h a form a d o p a r a, a su ve z , forma r p e r-

so n a s ' c rí t i c a s y c o m pr o m e ti d a s co n l a soc i e d ad .

E l c onf l i c to c o m o co n t enido

Un c o n te ni do

form a part e d e u n a p r o pu e st a d i d á c ti c a y s u p o n e

u n a concept u a l i zac i ó n y l a el a b o r ac i ó n d e c o n c l u s i o n e s . E n e s te ca s o ,

l os t i po s d e con f l i c t o s q u e pu e d e n ab o r da r y ex p l i c a r l o s p e q ue ño s s o n

d e otr o t i p o ; p o r e j e m p l o, pr o b l e m a s a m b i e nt a l es p o r e l m a l u so d e l o s

es p aci os o c o nfl i c to s so c i a l e s r e l a t i vo s a r e l a c i o n e s ent r e pa r e s .

E s ta m os a t r aves a ndo, co m o soc i e d a d , un é p oc a de c o n f u s i ó n ; un a

épo c a e n l a q u e l os va l or es e s t á n s u b v e r ti d o s y a par e c e n n u ev as f o rmas

de exp l i c a r e l m un do; l o s ni ño s de h oy n o s o n di f e r e n t e s a l o s niñ os d e

a n t es ; e n a m b os casos s e t rat a d e n i ñ o s d e s u é p oc a , es d e c i r , niñ o s qu e

co n s t ru y e n

m u n do s o c i a l l e s p r o po n e ( pr op u so ) . L a s oc i e d a d n o ca mbia « a h o ra » ,

s i e mpr e e s t u v o e n pro c e s o d e c amb i o. A l a l u z d e l os a va n ces tec n o l ó-

( co n s t r u ye r o n ) e xp l i c a c i o n es y s abe r e s a p a rt ir d e l o qu e e l

g

i co s s e h a a ce l e r ad o e l c a mbi o . ¿C u á l e s l a d i f e r e n c i a e n t re l a b o mba

d

e H i r os him a y l a ca ída de l as T or r es Ge m e l as?; e n am b os casos el

n ú m e r o d e m u e rt es inn ec e sa ri a s f u e trem e nd o, s ó l o qu e l a c a íd a de la s

t o rr es G e m e l as se r ea li z ó en e l in t e ri o r d e n u est r a v iv i e nda. P o r q ue l a

E l tema es, c o m o esc u e l a , c o m o d o ce nt es , ¿ qu é hombre s e qu iere

r m ar ?; p e ro no s e p u e d e f o r mar a l h o m br e d e l a e sc u e la d e Sa rmi e n t o,

f o

p o r qu e ese tie mp o y a pa só ; p o d e mo s r e fle x i o n a r , c o mpara r , p e r o e l

c o n text o e s otr o.

C o mo do c en t es, ¿ qu é mirad a ten e m o s d e l mund o, q u é rep r ese n -

t

a

c i ó n d e l a r e a l i d a d h e m o s c o n s tru id o ? Se l ec cio n amos u n r eco r t e p ar a

c

r ea r c o n c i e n cia s oc i a l , h a b l a m os d e l o s p o br es , p e r o di s cr i m i namo s a

a

l gun os a lumno s p o r e x tra nj er os o l e nt os . M u c h a s vec e s d e c l a m amos

e

n l as a u l a s d i s c u rsos d e mo c r á t i c o s , h a b l a mo s d e so lidar i d a d , d e c o o-

p

erac i ó n ; p e r o ¿ n o s d e t e n e m os a m ira r a l o s o j os a l os ni ñ o s , y l a e x p re -

s

i

ón d e s us r o str o s? Cuand o d e cim o s e s t as co s a s s in p o ne r e n e l l o s n u es -

t

r a ate n c i ó n, l o s d i s c rim in a m o s e n f or mas d e p a r t i c ip a ció n

S i n o

d e s a nda m o s e l ca mi no d e nuest r as co n v i cc i o n e s , nun ca va m o s a po d e r

c on st r uir

e n lo s niño s una m i r a d a c rí t ica ; ya que no s e pue d e e n seña r

con s t r u id o . P o rqu e es t o tam b i é n forma p a r t e d e l

co n f lic t o . N o p e n s e m o s q ue l o s co n f licto s e s t á n a f ue r a , a l l á, l e j o s d e

a q u e l l o qu e n o s e h a

n

osot r o s ; l os s i l e n c i o s t a m b i é n a v a l a n co n flict os . Volviendo a la sala, a los niños pequeños ¿ Q u é pr ete nd emo s c u a n do

h

ab l a m os d e c o n fli c t o ? Q u e co mpre nd a n q u e l a so c i e d a d es c onf l i cti va ;

q

u e l os co nfli c t o s s u r ge n porq u e l a s p e r s o n a s n o se p onen d e a cuerdo,

p

o rq u e p rio riz a n s u s vi s i o n e s i n di vi d u a l es (ex pl i c ar l a s con s e c u enc i a s

d

e l os prob l e m a s e n l a sa l a , e n e l p a t i o , O e n l a p l a z a por no ce d er l u ga -

r

es; m o s tra rle s qu e e sc u c h a r y r es p eta r l as opinio n es ajena s pu ed e fa v o -

r ece r l a e x plicació n d e l a s r e l a c i o n es hu m a n as e n es f e ra s m ás co mp l e-

j as) . Lo s c o nfli c to s s ur g e n po r e l m a l u s o qu e l a s p e r s onas h ace n d e l o s esp ac i os ( e xplica r p o r q u é l a s p e r so n a s e n s ucia n l as ca l l e s o la es cu e l a

f av or ec erá fo rma s d e r e flex i ó n ace r ca d e l mal u s o d e l o s esp ac i o s e n

esf e r a s m ás c o mp l e j as ) ; e l m a l u so d e l o s b i e n es ( e x plicar l o s a l ca n ces

d e l a fa l ta de c u id a d o y e l u so r es p o n s ab l e d e l os bi e n es d e l a sa l a, d e l a

e scu e l a o d e l a pl a z a f avor ec e r á l a co mp r e n s i ó n d e l m a l us o d e l o s bi e n e s

. q u e s e r r e a l iza e n es f e r as m ás co m p l e j as ).

L o de se able es q u e , de s d e

m e di a , l a «esc uela » se tra n s f o r m e

e l Ja r dín d e In fa n tes

ha s t a l a es cu e l a

e n un es p a c i o de r ef l e xi ó n a ce r c a d e

t

e l e v i s i ó n r e pi t i ó l a e s c e n a un s in núm e r o d e v e ce s , per o e n a mb os caso s

l

os di f e r e nt e s ni ve l es de l c o n f lic t o y p e r m i t a a n a liz ar có m o l a s a cc i o n es

l

a p é r did a d e v i da s hum a n as f u e i r r e p a r a b l e. L a d if e r e n c i a est á e n e l

i

n di v idu a l es se c o n v i e r ten e n ac cion es c o l e c tiv a s qu e i mp acta n s o b r e

mu n do g l o b a l i z a d o , y a qu e form a s d e ge n o c i d i o h u b o e n t o d as la s é po-

t

o d os, y c omprend e r qu e n a d i e es t á a j e n o a e llo .

c

a s. L a d i f e r e n c i a r a d i ca e n q u e n o s to ca vi vi r e s ta c r i s i s. L o s ca mbio s

n

o s u rg e n p o r gen er ac ión esp o nt á n ea, so n p ar t e d e un pr o ceso; s i ana -

l

i zam os l a r e a li da d act u a l pod e m o s an ti c ip ar e l pr oce s o ha c i a e l c u a l

 

n os d i ri g i m o s co mo socie dad , t a nt o na c i o n a l co mo g l o b a l .

62

63

La c u ad r a d e la c i uda d: un co n tex t o c onflicti vo

E

s p osible q ue l a c u ad r a qu e s e i n da g u e abunde en f o r mas dife-

r

e nt es d e ex pr e s ión d e l co nflic t o. L ugar de i n un dac i o n es; depó -

s

i

to d e ba s ur a que prod u ce contam in ación de l ambie n te ; m al

es t a d o e n vereda s y ac e ra s qu e r e du nda e n p e r ju i c i os para pea - tones y co n du c t o r es, ya s ea d e autom o to r e s, m otos o bi c icleta s .

Espa c i os q u e so n l ugares de reuni ón d e grupos antagó nicos.

Dif ere n tes forma s de co nta mina c i ó n o p o l u c i ó n , En ge n e r a l , se

e v it a n los e s pa c io s q u e prese nta n n i vele s d e c o n flicto. Es bu e n o

eco r dar q u e l as C i e n c i as Soc i a l es expl i ca n e l m u n do social ; n o es ta r ea de l doc e nte ta p a r u n ba c h e o ar r eg l ar u n a ve r e d a ; el mund o soci a l c u e n t a co n una red soc i a l q u e de b e lle v a r a c a b o

r

e

sa ta r ea. Si bi e n l a esc u e l a p u ed e ll evar" cab o pequeñas acc io-

n

es r e l a t i v a s a un a toma de c on sciencia , e l prob l e ma es mu c h o

más co m pl e j o .

qu e d e b e de j a r d e ser et no-

c é ntr i ca y ego c é n t r i ca, es dad o o b se r v ar qu e : «E n l a socie d a d co nv i -

ven g rup os mu y d i ve r sos: de ca r acte rí s t i cas c u l t ur a l es di st in tas, g e n te que hab l a id i o m as dif e r e n tes , qu e pr o fe s a var i adas r e li gio n es y tradi- cio n es, q u e tie n e opini ones y g u s t os di s tin t os, etc. Es i m p or t a n t e a ctuar

e n e l se ntido d e int eg r ar l os a l mi s m o t i emp o q ue r esp e t a r s u s di f eren-

c i as. Si n e mbar go , l a i dea d e diversidad no d ebe oc ult a r la n oc i ó n d e desigualdad. Por un l ad o, h ay g rup os soc i a l es qu e se dif e r e n c i a n por

s u s cua lid a des c ul t u ra l es ; pe r o a l a vez l a v id a soci a l n o es igua l para

varía e n

gru p os d e d i fer e nte s co n d i c i o n es soc i a l e s . R esult a p a r t i c ul a r mente

D es de l a p e r spect i va

d e un a mirada

to d os : la dist ri bu c i ó n d e l os bi e n es mate ri a l es y s imb ó l i cos

d ifí ci l trab ajar e s t os ú l tim os p un tos a la ed a d d e l os n iños d e l J a r dí n ,

p

u e s to que l os c hi cos

s u e l e n p e n sa r que tod as l as p e r so n as pi e nsan ,

v

i ve n y s i e nten

d e l a mi sma f o rma que l a s p e r so n as q u e e ll os c ono- o

cen» (Se ruln i coff , 199 9: 17 - 1 8 ).

La c u a dra de la ciudad d es d e l a diversidad y l a desig ualdad

L a cuad ra sel eccio n a da puede pre senta r ca r ac t e rís ticas re l ati-

v a s a esti l os d ife r e nt e s e n l a con s tr ucc i ones ; esti l os d e v ida , for-

ma s e n las q ue s e ex pr esan c re e n c i as re l i gi osas, tr a di c i o n es ; s i

bi e n l a d i v e r s i da d se ex pre sa en f or m as de id e n t i f i cac i ó n cul-

t u ral pr o pia, l a r ea lid a d muest r a, con var i ados e j e mp l os , l a

64

d

es i g ua l dad, que tiene q ue ve r c o n e l hec h o de q ue las pe r s o -

n

a s n o p ue d e n ac c e d e r d e i gua l mane r a a l os b e n ef i ci o s que e l

es p ac i o ur b a n o prop o n e. Ya se a por l o r ecur s o s que se d estina n a c i e r t as á reas , l a v a li d aci ó n de transgres i o ne s r e l a ti vas a la co n -

tamina c i ón, e t cé tera .

A modo d e sínt e sis

En e s te m om e nt o d e! r e c o rrid o se ana l iza r o n l as i de a s o r ga ni zado -

r as c o m o un a m i ra d a ( o a nt eo j os ) que e l d oce nt e d e b e ad o pt a r p ara

ten e rl as en cuenta a l a h o r a d e di se ñ a r un a pr o p u e s ta, f ac ilita n do de esta f o r ma e l di seño d e r e cor rid os q ue tra b a j e n so br e dete rmi nados mar cos t eóric o s a par tir de c u a l es l os n i ñ o s exp lican e ! mun do s ocia l .

65

1 1

cmruw 4 (jf)

II !

'1

ilt

1

I

l'

I1 \

El diseño d i dáctico, secuencia de activ i dades

«¿ E l niño deJ a rdin puede ha cer t íteres? Aquí

e s d o nd e - la maes -

tra c apacitada ti e ne que poner el máximo d e cuidado. Nunca

prete nder formar titiriteros; pero no se debe olvidar lograr l a

expr e si ó n de es e muñeco, por lo menos en el accionar y m a ni-

festar se dentro de las l i mitaciones propias de la e dad» (B e r- nardo ; Bianchi, 1987:5),

A modo de introducc i ón

En este momento del r e corrido vamo s a centramos en el diseño didác- tico; y a hemo s enfati zad o la importancia de adoptar una mirada o « colo- car s e uno s ante ojos» qu e guiarán nu es tra visión del contexto, ah o r a vamo s a analizar cómo seleccionar contenido ' , contextuali z arlo s y di s e - ña r un a s ecuencia de actívídades . Para este momento del recorrid o hemo s seleccionado como eje a los títeres; no abordaremos el tít e r e como r e cur s o en el a ula, sino el tít ere como objet o social, como objeto de e studio para ser trabajado con los niños. Existen variedad de títere s, a! igual q u e diferentes modalidade s en lo relativo a la pue s t a en e s cen a; nos va mo s a centrar en la obra con retablo , una de las más usadas con

1. Pese a que se sigue trabajando la div i sió nen contenidos conceptuales. procedimenta- les y actituclinales, desde esta propuesta se consideran como dimensiones de un mismo con t eni d o .

m

niños pequeño s . No se van a inc l u i r los objetivos, ya que l os mismos s e elaboran para la unidad desde una m i r a d a globa l d e la m i sma.

( D ise ño did ác ti co · )

i

Ejeart i c u lador

Los títeres

( Contenidos)

i

 

H

Réferidos a conceptos)

( Secuencia didactica

)

f- ( Pl an teo d el pr oblem a

t j

H ech0

Conc ept os )

Re f e rid os

a procedimientos

«Saber hacer~)

Representaciones infantiles

sobre el contexto

H Búsqueda de info-rmación )

H Registro de información

H Orga n iz a ci ó nd e l a i n fo r m a DO O]

L{ R e f e ri d osa a ctitu d es )

L{ Cierr e)

Lo s títeres: un producto so c ial

«Lo q u e h ay d e t i ti r itesco en e l niño hace que sienta tanto al títere. El t ítere parti c ipa de lo fant ás t ico y l o ridíc u lo, de lo aso m- broso y l o cot i diano , de l o me z quino y lo sublime de su prop i o mundo . No le i n f u nde ni n guna c l a s e de m i edo . Ningún tipo de

i

nhib i ción. S e s i ente infin it amente l i bre ante é l ; tal vez por eso

l

o hace tan fe l iz» ( Fínkel, 1980:20-21).

El títer e se a s oc i a a la obra teatral , a la expresi ón ar t í stica, al recurso didáctico; s e reconoce su uso e n diversas áreas, como por ejemplo , el

área de la s alud ; su r ge entonces

e ! interrogante: ¿títe r es e n Ciencias

Socia l es?; la respue s ta es : «iSí!, t í teres en C i encia s Soc i a l es» . Cuando recono c emos al títere como un p r od u cto s oc i al y a l a obra d e t íteres como una e x presión social, e l t í tere y su mundo pueden ser, y son , obj e to de es t udio de las Ciencia s Soc i a les . Tr a baja r c o n lo s niño s la posibilidad

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d e hacer títeres , de pre s tar les su voz, de l levar a cabo pequeñas repre-

sentaciones es una tarea maravi l losa; y esto se confir ma cuando peque- ño s de cuat r o o cinco años modulan voces de n i ñitos ante el muñeco que han rea lizado , c u ando pon e n toda su creatividad para darle expre -

s

mientra s sus compañeros forman parte del púb lico . Como afirma Berta Finke l: «Porq u e h ay dos t ipos d e especta do r es ad ul tos en e l teatro de títeres: l os q ue m i ran e l espectác ul o (y son l os menos) y l os que se h a cen

e l e s pectácu l o m i rando a l os niños (y son l os más)» (F i n k e l, 1 980: 2 1). «E l niño , frente a los títeres, e s e l esp e c t ador ideal . Se ha fundido en e l espectácu l o. Discute, polem i z a , ap l aude, ren i ega o se burla, a med i da que l a pieza se va desarrollando ante sus o j os» ( Finke !, 1 9 8 0:7 ) . Si b i en e l niño, frente a l títere, se fu n d e e n e ! espec t ác ul o ; el n iñ o, con el t ítere a l que compuso eligiendo los a t ributos que harán d e l mismo un objeto único, se transforma en productor de e s e muñeco , pequeño frente a él, y a l que por e so l e hab l a « e n pequeño».

i ón, o i mprovisan d i á l ogos sencillos detrás de un peq u eño tea t r i to ,

Comenc e mos a hora e l re cor r ido

«Es muy impo rtante que la creación del t í tere pue da - se r c on s e -

guida en forma e l emental y rápida, dado e l tiempo de in ter é s y

concentración de que dispo nemos a esa edad , con t é cn i cas muy

d e fini das , e i ncent i var l a creat i vidad a través de form a s, col o re s

y mat er i a l es fácil es de maneja r » ( Bernardo ; Bianc hi, 1 9 87:5 ) .

Si e mpre que vamos a desarr o l lar propuest as didácticas p a ra el ár e a

d e Cienc i as Socia l e s , debemos apelar al c o ncepto de «reco r te de l a re a -

l idad» . Este concepto ha generado t antas dudas que aún hoy s urg e n p r e - gu n tas acerca de l os alc a n ces de! recorte; cómo se d i seña, o si deb e s er

proponer e s tan sólo mi co n-

cepc i ón acerca de 10 que es un recorte , a l a vez que l os c riterios q u e

excl u s i vamente geográfico. Lo que vaya

tengo en cuenta cuando l o d i s e ño; es decir que lo que vaya prop o ner es tan só l o uno de los recorr i dos po s ib l es. Pero cua l q u iera s ea e l reco -

r r i do que usted d e c i da s e leccionar , el mismo t i ene q u e resul tarle cla ro,

t i e ne que s er cohere n te; la coherencia

mente en la relación que exis t e e ntre el marco teór i co o enfoque , los

c o n t enid o s, y e ! dise ñ o d e l a s ac t ividad es y s u articu l ac i ón en l a s ec u e n -

ci a d id á c t ica . Se r c oheren te s ignifica, a demás , q u e e ! recorrid o permi ta

de u n recorrido se ve princi pa l -

r e a liz ar conc e p t ualizaci o nes

y cierr e s; abr i r nuevos interr og an t es , y

suger ir nuevos recorri d o s s obre el mis m o t ema o sobr e o tro. Cuando

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un r e c o r te abun d a e n c o nt en i d os y p l a n t e a r eco rri d os q u e p ro p o n e n

r

e l at i v a s a pr ocesos pr o d u cti vos, tipo s d e ca mbio, l a m o n ed a co m o

a

b o rdar e l p r es e n t e, c omo t amb i é n l o s ca mb io s a t r avés, d e l ti e m p o ,

p

a t r ó n d e ca mb i o, e t céte r a . Ot ro e je qu e pr o pon e d esa f í os co m p l e j os

g

e n eralm e nt e e l c i er r e d e l m i s m o p l a nte a d i fi c u lt ad es.

e

s e l t r a b a j o so b r e e l t iempo. El tie mpo, co mo y a vi m os, es un a m a ra -

S

i e m p r e q u e p e n se m os e l m u n d o soc i a l , l o h ar e mo s e n tér mi n o s

v

il losa a b str acc i ón q u e tir a ni za l a v id a de l h o mbre d es d e l os a l b o r es d e

de reco rt es, ya qu e es i m p os ibl e p e nsa r « t o da » l a r e al i da d P e r o , ¿ qu é

s uce d e c u an do es e r eco rt e de l a r eal idad r evis t e un o bj e t i v o di d áct i co ?

E n es te c a so s u s c ar ac t e rí s t ic a s t e n drán q u e a d e c u a r se a l a edad d e l os

ni ños , a l pr oye c t o in s t i t u c i o n a l , l os o b j et i v os q ue p e r s i g u e e l d oce n t e ,

l a a rt i cu l aci ó n c o n r ec o r t e s ant e r i o r es

d u rant e e l a ño a nt e r ior ; e s d ec ir , se d e b e r á co n si d e r a r un a a r ticul a ci ó n

t a n t o vertic a l c o m o h o r i z o nt a l d e l mi s m o .

y co n c o n te nid os d esar r o ll a d os

S i e l r eco rt e pr o p on e e l e s tu d i o de u n « c o nt e x t o » , a nte l a p re g un ta :

«¿ E ste d e b e se r a bor d a d o e x c l u s iv a m e n te d es d e l a d i m en s i ó n

l a r e s p u e s t a e s: « No n ecesa ri a m e n te » ; p orq u e e n e l m i s mo ya est a rá n

i mp l í c i ta s t o d a s la s d i m e n sio n es d e aná li s i s, y ot r a s qu e pudi ér a m os

h a b e r se l ecc i o n a do , como se ha e x pli c a do e n e l c a pítul o co r r e sp ond i e nte .

e s p ac i a l ?» ,

S i bi e n es c i e r to qu e , d esd e l a di me n s i ó n e s p a c i a l c omo e j e d e en -

l a hu m an i d ad . Es s en c i l l o d ec ir q u e l o s niños, a l tra ba j a r s u hi stor i a pe r -

sonal , v a n co n s t ru ye n d o

p a ul a t i n o q u e se van ac e r c a nd o a l a id e a d e qu e l as co sas c a mb i a n ; o b s er -

va n q u e a n tes e r a n di fe r e nt es, qu e l a r op a q u ~ u s ab a n un a ñ o a trás ya

n o s e p u e d e u s ar, porqu e crec i e r o n y cambi aro n. A ún as í, e s t e p r o ce so es l e nt o, p a ul a tin o y p r og r e s i vo.

no c i o n es t e m po ra l es . P e r o es só l o de m o d o

Pa r a r e flex io n a r a ce r ca d e l a s r e l ac iones

,

En ge n e r a l n o n os f o c a liz amos e n l a r e ¡ ¡ l c i o n e s q u e c o tidi a nam e nte po n e m o s e n p r ác t i ca e n nu e s t ro diar i o v ivir , t a m p oco l a s co n ce pt u a li- za m os ; p o r e j e m p l o, c u an d o un n i ñ o p e q u e ñ o co l o c a pa s ta d e nt a l e n

tra d a , pa r eci era qu e t o d os lo s c o n c e pt o s se a rt i c ul a n de un a f o r m a

u

n c e pill o, ge ner alm e n t e, l a ca ntid a d exc e de a m p liame nte e l tamaño

mu c h o m á s senc ill a y qu e l os cont e xto s co n ca r a c t erí s ti c as pri or i ta ri a -

d

e la s u pe r f i cie ; mu c h as vec es l e s e n se ñ a m os , p e ro l o qu e e l n i ño no

m

e n te geog ráficas r es u l ta n m ás se n cil lo s p a ra l o s ni ñ os , t a m b i é n es

p

u ede estab l ec e r es « l a r e l ac i ó n e n t r e e l tam a ñ o d e l a s u p e r ficie d e l c ep i -

c

i e r t o qu e l a r ealidad n o es tá for m a d a por p a r ce l as; l a r ea li da d n o es u n a

ll o y la pr es i ó n

a r ea liza r e n el tub o d e p a sta de n t a l »; s in emb argo, lo s

c

u a d r í c ul a . P o r o tr o l a d o , ab o rd a rl a de e s ta f o r m a n os i m pid e d iseñ a r

a dul t os h e m os id o a pr e nd i e n d o y ap r e h e nd i e n d o es tas re l a c i on es , s i n

p

r o p u es t as qu e permit a n una mi r a da m ás aba r c a d o r a d e l m un d o, y que

d a m os c u e n t a d e qu e so n co nt e n i d o s qu e s e e n seña n y s e a pr e nd e n , y a

pr o po n g a r ecor rid os y a n á li s i s di f e r e nt e s.

sea de m a n e ra f o rma l o n o f o r m a l .

E l c ont e xto pu e de p ro por cionar e j es d e e n tr a d a , s i n qu e e l e s tudi o

de l a r e ali da d s e limit e e xc lu s i v a m e nte a l m i s mo . Por e l c on tr ar i o, ser á n

e l aná li s i s , y n o s a ce rca r á n a u n a

mi rada m á s a mplia y c o mp l e ja d e l me di o .

n o es n eces ar i o t o m ar l a t ot a li dad d e l aba -

l a s r e l a ci ones l a s qu e

e n r iqu ecerá n

De m á s es tá d e c i r que

n i co mult i di m e nsion a l para ob te n e r u n a mir a d a co mp l ej a d e l c o nt e xto ,

s i n o qu e s e l e cci o n a r e mo s a qu e ll o s as p ecto s q u e r e s p o nd a n a nu estra

E s común r e cor r er l a es c u e l a c o n l o s n i ños; e n mu c ho s cas o s e s t a

t a r ea se l l eva a cab o t o do s l o s a ñ o s p a r a m os t r ar a l o s a lumno s n u evos

l a i ns ti t u c i ó n ; s i n e mbarg o , d ifí c ilm e nt e s e l os llev e a p ens a r p or qu é l a

d irec c i ó n es m á s p e q u e ña qu e l a s a l a , y a es t a bl ec e r , d e e ste m od o , u n a

re lac i ó n e nt r e la f u n c i ó n q u e c um p le u n e sp a c i o, l a c an t id a d d e p e r so-

n a s q u e l o u sa n, y l as d ime n s i o n es d e l m i s mo.

La s r e l ac io n es q u e e s t a -

b l ece m os e n nu e s tra v i d a son m últiples ; d es d e q u e n os d e spe r t a m os y

int e n c ion a li d a d p e d ag ó gica y a l as ca rac t e r í s ti c a s y e d a d

d e l g ru po.

n

os v e s t i m os , por e j e mp lo, n o s ve mo s pr e c i s ad o s a r e l a c ion ar l a . r op a

S

i an a l i z a mo s d e t e nidam ent e l a mul t i dimen si o n a l i d ad d e l co n-

q

u e ll e va r e m os c o n e l es t a d o d e l tie mp o , e l l u g ar a d o nd e i r e mo s, y l a

te x t o, no t a rem o s qu e l a m i s m a pl a n t ea r e l a c i o n es con d i f e r en t e nive l

d e c o mpl e j idad; mi e nt ra s a lgu nas so n o p ortuna s p a r a ser tr ab a ja d as

t a r e a qu e rea liz ar e m os. N o n os ve s tim o s d e l a mis m a m a n er a u n f in sema n a qu e e n j o rn a d a s d e tra b a j o o m o m e n t o s f es tiv os.

d e

c

o n n iñ o s p e qu e ños, o tr as v an a se r má s a p r op iad a s para una s a l a d e

E

s p os ib l e f avo rece r en l os niñ o s l a co n s t ru cc i ó n de e s t as re l ac i o-

c

u a t r o o c in co a ñ os. N o es l o mi s m o pl a nt ear r e l a ci o n es r e lati v a s a l u so

n

es a p artir d e

su s i nt e r ve n c i o n es, m e di a n t e la in co rpo r ac i ó n d e un

qu e l a s p e r s on as ha ce n d e l e s pac i o, q ue p l a nt e a r r e l acione s r e l a t iv as a

c ambios e n e l ti e m po o c o n res p ec t o a no c i on es p olít i c a s o e c on ó m i ca s.

P o r e j e mp l o, t r abaj a r c on ce p t os ec o n ó m ic o s n o s i g n i fi ca i n c lu i r

una c a ja r e gi st ra d ora d u ra n te un j ueg o , s in o p r o p o n er r e f l ex i o n es

O"

ob j e t o o la p re s e n tac i ó n d e un a s ituació n q u e d esafíe s u s re p r ese n tac i o -

n es d e l m u ndo . P e ro , p a ra e s o , e l d oc e nte tie n e q u e h a b e r entr e nad o

s u mi r a da .

71

·

Los conte n idos

Conte n ido s re f eridos a co n cept o s

E n lo s con t eni d o s q u e se r e fi ere n a h ec h o s y c on ce p t o s , e l n i ve l

de apropiac i ó n e s dif e r e n te; l a c o n s tr ucción d e u n c on c e pt o es u n p r o-

c e so muc ho m á s c om p l e j o. Qu i zás s ea apr o pi a d a u na r e f l e xi ó n ac er c a

d e la forma d e reda ct a r un co n te nid o r e f e rid o a h e cho s y co n ce p t os .

Si t e nemos e n c u e nta e l a n á l i s i s q u e v e n i m os rea li za nd o, h a b r e mo s

c ompr e n d i d o qu e l a r ea l idad so c i a l es nU f s t r o m e d i o , n u estr o h áb i tat ;

en este s e n t id o di s t a d e l a r e a l id a d c o m o o bj e to d e e s tu d i o . L a re d ac -

c ión d e co n ten i do s r ef l e j a n i v e l es d e co n ce ptua l i zac i ó n, y e s po r

q u e no s de t endremos e n es t e t e m a . E s se n c ill o c re e r qu e , co m o e l

eso

mu ndo s ocia l e s e l m e di o e n e l q ue se a c t ú a , por esa s i m p l e raz ó n , s e

l o c o n o ce, y c on s ecu e n t e m e nt e,

n o es n ecesa r i o e l r e l ev am i e nt o pre -

el mi s mo ni v e l d e ge n e r a l idad qu e e l p l a nt e o d e l o s co nt e nid os d e l os cual es s e par t i ó .

La redaccion mediante conceptos

Mu c h a s vece s e l c o n tenid o s e ex pre s a a t r av és d e co n ce p tos, p o r

ej e mplo:

" C o n t e xto a t r a b a j ar: e l t ea tro . Ro l e s y fun c i o n es d e l a s p e r s o n a s . Esp a c i os s ignif i c ativ o s . L o s o bj e to s d e l t eatr o » .

Si o b se r vamos e s t e e s t ilo , ve m os q u e no se e s p ec ifi c a qué ro l e s y

qu é fun c i o n es se ha n d e a n a l i z a r en e l t e atr o; t o d o

ci ó n as i g nada , a un que n o s i e mpre l a p e r so n a qu e t i e n e u n r o l a s u m e

ro l t i e n e un a f un-

v

i o , l a ref l e x i ón, la sí n tes i s .

di

c h a fun c i ó n - es t a a c l a r ac i ó n e s p a r a se r p e n s a da por l o s a d u l t os - o

A

l gunas d e l as f o r m a s m e di a n te l as c u a l es se r ed a c t an l os c o nt e n i -

Otr o a s p e c t o a ten er e n cu e nt a es qu é es p a c i os s i g n i f ica t i v o s v amos a

d

o s so n l a s qu e a cont i nu a ci ó n v amo s a an a l i zar .

c

o n s i de rar; c u áles va m o s a p r i o riza r s i e l t ea tro es d e mas i a d o

g r a nd e

La redacciáti mediante interrogantes

M u c h as vece s l o s cont e nid os s e ex p re s a n e n r e d a part i r de « inte -

r

v á lid o , u na p regunta p u e d e p l a n t e a r mú lti pl es p os ib i l i da de s ; pu ede en um e rar, o de sc ribi r , p u e d e ser m ás c e r ra d a o m ás a bi er t a, p e r o n o

s i e m pre pr o bl e m a ti z a . La s p r e g u n tas n o aco tan e l r e c orte ; a n a l i c e m o s un e j em pl o . E l c o nt e n id o se e nun c i a m e dian te un a pr e g u nta : ¿ q u i é n es trabaj an e n e l te a t ro de t í t er es ? La re s p uesta es: ¿ qu i é n e s s o n qui éne s ?;

¿s e v a a a b o rd a r e l t r ab a j o d e t oda s l as p e r so n a s o de a l g un a s?; s i só l o

s e a bo r dará e l t r abajo d e a l g un a s , ent on ce s ser á n ecesar i o indi c a r d e

qu ié ne s se tr a t ará. H ay t ea tr os q u e c u e n t a n co n mu c h os e m p l e a d os. Ge n e r a lme n te l os ro l es p o nd e r a do s so n : e l ac o m o d a d o r , e l b o l ete r o ,

el act o r o e l t it i ri te r o. E s t o d e p e nd e d e l a s c arac t e rí s ti c a s d e l t e a tr o e n cu e s ti ó n. Ot r o c o n te nid o s u e l e s e r : ¿ q u é lu g a r es h ay e n e l teat r o? D e

ro ga n tes»;

s i bi en e s t e e s un crite ri o q u e mu c h os prop o n e n

c o m o

a cu erdo

t e s t ipo s

a l g ú n co nt e x to e n e s peci a l ? Ge n e ra l me n te se po n de ra

l a zona rela t i va

d

decide incluir u n ju ego e n e l c i e rr e de l a s ec u e n c i a , s u di s e ñ o pr e s e n t a

a l l ug a r en e l qu e se rep r e s e nt e l a o bra p u e d e ha b er dif er e n-

de espaci o s . L a pr eg u n t a es : ¿se va a t o m a r t o d o e l tea tr o o s e

a l p ú b li co, e l esce n a ri o , y l a zon a d est in a d a a l a v e n ta

y s i s e

v a a se leccio n ar

e en tr a d as . E ste ni ve l d e ge n e r a li d a d i mpid e co n c e p t u a l i za r;

par a se r an a liza d o e n un so l o r ec orri d o . Cu a nd o n os r e f e rim os a o b j e -

t o s -c o m o h e m os v i s t o , l o s o bj e t os co n s t itu y e n u n i ve r sos-, es imp os i-

bl e a bor d ar to d o s l o s o b j e t os d e u n lugar y tam p oco es n eces ar i o . D el

u ni verso de o b j eto s q u e c a r a cte r i za a un t e atr o , ¿ c u á l d e e l l os p o n de -

ra r? D e nue stra s e l ecc i ones d epende r á n n u e str as eva l u ac i ones y l a s ele c -

c i ón d e n u evo s re co r rid os . Su e le s u ce d e r qu e e ste es t ilo d e r e da cc i ó n

lleg u e a se r tan ge n e r a l qu e n o s e d i s t in g a u n co nt exto o r e corte d e o t r o ;

l a difer e n c i a s ó l o s e d e termi na por e l n o mbre d e l a unida d d i d á cti c a .

Adem ás , l a p e r so na

qué s e t r ata rá . U n a p o s i b ilida d co n s i s t e e n e s p e c i fic a r l o s di s t i nto s a s pe c - tos a p a r tir d e l u so d e p a r é nt e s i s , gu i o n es o d os pu nt os; s ign os q ue f a c i -

l i t an qu e e l l e ctor r e cr ee e l r eco rri d o r ea l i z ad o p o r e l d o c en t e a l di se -