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O GUIA DE TREINAMENTO

O GUIA DE TREINAMENTO O guia de treinamento CrossFit é uma coletânea de artigos publicados no
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O guia de treinamento CrossFit é uma coletânea de artigos publicados no CrossFit Journal, escritos principalmente pelo Técnico Greg Glassman nos dez últimos anos sobre os movimentos e conceitos fundamentais que formam a metodologia CrossFit.

Este guia foi concebido para ser utilizado em conjunto com nosso Curso de Treinador CrossFit Nível 1, para ajudar você a desenvolver seus conhecimentos e suas habilidades de treinamento e para se preparar para o exame de Treinador Nível 1. Este é um recurso essencial, porém não completamente abrangente. Alguns dos conhecimentos necessários para ser aprovado no exame vêm destes artigos; todo o restante do material vem diretamente do curso de dois dias de duração.

As informações contidas nestes artigos são fundamentais à metodologia CrossFit e, juntamente com o restante do Journal, devem dar respaldo a todo empreendimento de treinamento bem-sucedido.

O GUIA DE TREINAMENTO

O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento
O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento
O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento
O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento
O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento
O GUIA DE TREINAMENTO Índice CrossFit Compreendendo o CrossFit 3 Fundamentos 6 O que é condicionamento

Índice

CrossFit

Compreendendo o CrossFit

3

Fundamentos

6

O

que é condicionamento físico?

16

Definição tridimensional de condicionamento físico e saúde

25

Técnica

27

Treino no limiar

27

Movimentos

Anatomia e fisiologia para atletas

29

Oficina de agachamento (Squat)

32

O

agachamento de arranco (Overhead

39

Squat)

Desenvolvimento de ombros (Shoulder Press), Push-Press, Push Jerk

47

O

levantamento terra (Deadlift)

52

Cleans com a med ball

57

O

abdominal para desenvolvimento dos

63

músculos glúteo-isquiotibiais (GHD Sit-up)

Nutrição

Alimentação

67

Índice glicêmico

69

Planos de refeições

71

Palestra sobre nutrição: Como evitar

81

doenças

Palestra sobre nutrição: Como otimizar o desempenho

Dieta, inflamação e doença 82

81

Programação e dimensionamento

Um modelo teórico para a programação

84

do CrossFit

Programa “The Girls” para avós

89

Trabalho de treinador e técnico

Fundamentos, virtuosidade e maestria

94

Treinos de matar

96

A verdade sobre a rabdomiólise

99

Ensinar, observar, corrigir Os nove movimentos

104

Agachamentos livres, sem carga (Air

105

Squat)

Agachamento frontal (Front Squat)

106

Agachamento de arranco (Overhead Squat)

107

Desenvolvimento de ombros (Shoulder Press)

108

Push-Press

109

Push Jerk

110

Levantamento terra (Deadlift)

111

Puxada alta de terra (Sumo Deadlift High Pull)

112

Clean com a med ball

113

Seu certificado

115

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O GUIA DE TREINAMENTO

O GUIA DE TREINAMENTO CrossFit Nível 1 Compreendendo o CrossFit Os objetivos, a prescrição, a metodologia,
O GUIA DE TREINAMENTO CrossFit Nível 1 Compreendendo o CrossFit Os objetivos, a prescrição, a metodologia,
O GUIA DE TREINAMENTO CrossFit Nível 1 Compreendendo o CrossFit Os objetivos, a prescrição, a metodologia,
O GUIA DE TREINAMENTO CrossFit Nível 1 Compreendendo o CrossFit Os objetivos, a prescrição, a metodologia,
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O GUIA DE TREINAMENTO CrossFit Nível 1 Compreendendo o CrossFit Os objetivos, a prescrição, a metodologia,

CrossFit Nível 1

Compreendendo o CrossFit

Os objetivos, a prescrição, a metodologia, a implantação e as adaptações do

CrossFit são coletiva e individualmente diferenciadas, definem o CrossFit e são essenciais para o sucesso do nosso programa em diversas aplicações.

Objetivo Desde a sua fundação, o objetivo do CrossFit tem sido forjar um

condicionamento físico amplo, geral e inclusivo. Buscamos criar um programa que melhor prepararia os praticantes para enfrentarem qualquer desafio físico; prepará-los tanto para o desconhecido como para o desconhecível. Quando examinamos todas as tarefas esportivas e físicas em conjunto, nos perguntamos quais habilidades físicas e adaptações trariam mais vantagem

ao desempenho de maneira universal. A capacidade coletada a partir do

cruzamento de todas as exigências esportivas seria logicamente vantajosa para todos os esportes. Em resumo, nossa especialidade é não sermos especializados. A segunda edição (“O que é condicionamento físico?”) do CrossFit Journal descreve esta perspectiva.

Prescrição

A prescrição do CrossFit é o “movimento funcional constantemente

variado e de alta intensidade”. Os movimentos funcionais são padrões de

recrutamento motor universais; sendo realizados em uma onda de contração desde o centro até a extremidade, além de serem movimentos compostos,

ou seja, abrangem múltiplas articulações. Eles são movimentos locomotores

naturais, eficazes e eficientes do organismo e de objetos externos. Entretanto, nenhum aspecto dos movimentos funcionais é tão importante quanto a sua capacidade de mover cargas pesadas por longas distâncias e

fazê-lo rapidamente. Coletivamente, estes três atributos (carga, distância

e velocidade) qualificam distintivamente os movimentos funcionais para a

geração de uma alta potência. A intensidade é definida exatamente como

potência, além de ser a variável independente mais frequentemente associada

à maximização da adaptação favorável ao exercício. Ao reconhecermos que

a amplitude e a profundidade do estímulo de um programa determinarão

a amplitude e a profundidade da adaptação geradas por elas, nossa prescrição de funcionalidade e intensidade passam por variações constantes. Acreditamos que o preparo para desafios físicos aleatórios, ou seja, eventos desconhecidos e desconhecíveis, está em discordância com regimes fixos,

Compreendendo o CrossFit Página 3

Fundamentos

Página 6

O que é condicionamento físico?

Página 16

Definição tridimensional de condicionamento físico Página 25

Técnica

 

Página 27

Treino no limiar

 

Página 27

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Compreendendo o CrossFit

previsíveis e rotineiros.

(continuação)

Metodologia

A metodologia por trás do CrossFit é completamente

empírica. Acreditamos que declarações relevantes

sobre a segurança, a eficácia e a eficiência, as três facetas mais importantes e interdependentes de qualquer programa de condicionamento físico, podem ser apenas respaldadas por fatos mensuráveis, observáveis e reproduzíveis, ou seja, dados. Chamamos esta abordagem de “condicionamento físico baseado em evidências”. A metodologia CrossFit depende de uma divulgação completa de métodos, resultados

e críticas, além disso, temos utilizado a internet (e

diversas intranets) para dar respaldo a esses valores. Nosso estatuto é aberto, fazendo com que os técnicos participantes, os atletas e os treinadores colaborem com o desenvolvimento por meio de uma comunidade espontânea e colaborativa na internet. O CrossFit funciona empiricamente, é clinicamente testado e

desenvolvido pela comunidade.

Implementação Quanto à sua implantação, o CrossFit é, simplesmente,

um esporte, o “esporte do condicionamento físico”. Aprendemos que controlar a camaradagem, o espírito de competição e a diversão natural dos esportes ou jogos dá origem a uma intensidade que não pode ser igualada por outros meios. O Cel. Jeff Cooper, já falecido, observou que “o medo de fracassar nos esportes é pior que o medo

da morte”. Nossas observações nos dizem que homens

morrem por pontos. Ao utilizarmos quadros brancos como painéis de resultados, mantermos registros e resultados exatos, cronometrarmos e definirmos com precisão as regras e os padrões de desempenho, não estamos apenas motivando um rendimento inédito como dando origem tanto a métricas relativas como absolutas em todos os treinos; estes dados têm muito valor além de simplesmente a motivação.

Adaptações Via de regra, nosso compromisso para com o

condicionamento físico baseado em evidências,

a divulgação pública de dados de desempenho, o

desenvolvimento conjunto de nosso programa com a colaboração de outros técnicos e nosso estatuto aberto nos colocou em uma boa posição para tirar lições importantes do nosso programa: aprender de maneira precisa e exata, ou seja, sobre as adaptações geradas pela programação do CrossFit. O que descobrimos é que

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

o CrossFit aumenta a capacidade de trabalho em amplo

tempo e diferentes domínios. Esta é uma descoberta muito importante e ela se tornou a motivação da nossa programação e, demos assim, um novo enfoque aos nossos esforços. Este aumento abrangente na capacidade de trabalho dá respaldo aos nossos objetivos inicialmente declarados de construirmos um programa de condicionamento físico amplo, geral e inclusivo. Isso também explica a ampla variedade de exigências esportivas atendidas pelo CrossFit, como demonstrado por nossa profunda presença em diversos esportes e iniciativas. Passamos a considerar o aumento da capacidade de trabalho o Santo Graal para melhorar o desempenho e todas as outras métricas, como o VO 2 máx., o limiar de ácido lático, a composição corporal e, até mesmo, a força e a flexibilidade como estando correlacionadas, e até mesmos derivadas. Não trocaríamos uma melhoria em nenhuma outra métrica de condicionamento físico por uma redução da capacidade de trabalho.

Conclusões

O início modesto da divulgação pública de nossos

treinos diários na internet, há seis anos, evoluiu em uma comunidade onde o desempenho humano é medido e publicamente registrado em comparação com as cargas de trabalho múltiplas, diversificadas

e fixas. O CrossFit é uma ferramenta aberta onde as

opiniões de todos podem ser dadas publicamente para demonstrar o condicionamento físico e a programação

do mesmo, onde técnicos, treinadores e atletas podem

coletivamente avançar a arte e a ciência de otimizar o desempenho humano.

F

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Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

OBSERVAÇÕES

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Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

Fundamentos

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit Fundamentos CrossFit é um programa de força do centro do

CrossFit é um programa de força do centro do corpo (core) e de condicionamento. Nosso programa foi concebido para dar ensejo à mais ampla resposta adaptativa possível. O programa CrossFit não é um programa de condicionamento físico especializado, e, sim, uma tentativa intencional de otimizar a competência física em cada um dos dez domínios de condicionamento

físico reconhecidos. Eles são: resistência cardiovascular

e respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio

e precisão.

O programa CrossFit foi desenvolvido para realçar

a competência de um indivíduo em todas as tarefas

físicas. Nossos atletas são treinados para realizar, com sucesso, desafios físicos múltiplos, diversificados e aleatórios. Este tipo de condicionamento físico é exigido

para integrantes da força militar ou policial, bombeiros e em diversos esportes que exijam uma habilidade física total ou completa. O CrossFit demonstrou ser eficaz nessas áreas.

Além do condicionamento físico abrangente ou total buscado pelo programa CrossFit, nosso programa é diferenciado, ou mesmo exclusivo, no seu enfoque em maximizar a resposta neuroendócrina, desenvolver potência, realizar um treinamento cruzado com diversas modalidades de treinamento, treinamento constante e prática com movimentos funcionais, além do desenvolvimento de estratégias de dieta bem-sucedidas.

Nossos atletas são treinados para andar de bicicleta, correr, nadar e remar em distâncias curtas, médias e longas, o que garante exposição e competência em

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Fundamentos (continuação)

todas as três vias metabólicas principais. Oferecemos treinamento de ginástica para nossos atletas, desde movimentos para principiantes até avançados, obtendo, assim, uma grande capacidade de controlar o corpo tanto dinâmica como estaticamente, ao

passo que a proporção entre força e peso e a flexibilidade são maximizadas. Também damos bastante ênfase ao levantamento de peso olímpico, por termos observado

a capacidade única deste esporte em desenvolver a

potência explosiva do atleta, seu controle sobre objetos externos e a maestria de padrões de recrutamento motor essenciais. Por último, incentivamos e ajudamos nossos atletas a explorar uma variedade de esportes como um veículo para expressar e aplicar seus condicionamentos físicos.

Uma abordagem eficaz Nos clubes de ginástica e musculação por todo o mundo, o treino tradicional é formado por movimentos

isolados e sessões de ginástica aeróbica prolongadas.

A comunidade voltada ao condicionamento físico,

desde treinadores até revistas, tem feito com que o público que se exercita acredite que levantamentos laterais, roscas, extensões das pernas, abdominais e exercícios semelhantes, combinados com períodos de

20 a 40 minutos na bicicleta fixa ou na esteira, darão origem a algum tipo de ótimo condicionamento físico. Bem, com o CrossFit, trabalhamos exclusivamente com movimentos compostos e sessões cardiovasculares mais curtas e com maior intensidade. Substituímos

os levantamentos laterais pelo Push-Press, as roscas

por suspensões na barra (Pull-ups) e as extensões de perna por agachamentos (Squats). Para cada esforço

em longa distância, nossos atletas farão cinco ou seis em curta distância. Por quê? Porque movimentos compostos ou funcionais e exercícios cardiovasculares

de alta intensidade ou anaeróbicos são radicalmente

mais eficazes para gerar quase todo tipo de resultado de

condicionamento físico desejado. Surpreendentemente,

isso não é uma questão de opinião, mas um fato científico sólido e incontestável; entretanto, a moda antiga marginalmente eficaz persiste e é quase universal. Nossa abordagem é consistente com aquilo que é praticado em programas de treinamento de elite associados aos times universitários de grande porte e esportes profissionais.

A meta da CrossFit é levar técnicas de treinamento de

última geração ao público geral e aos atletas que não têm acesso às tecnologias, à pesquisa e aos métodos de treinamento atuais.

Posso fazer isto?

Com certeza! A diferença entre as suas necessidades e

as

de um atleta olímpico é quanto ao grau, não quanto

ao

tipo. Um aumento de potência, força, resistência

cardiovascular e respiratória, flexibilidade, resistência muscular, agilidade, equilíbrio e coordenação são todos importantes tanto para os melhores atletas do mundo como para nossos avós. A verdade surpreendente é que

os mesmos métodos que dão ensejo a uma resposta

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ideal ao atleta olímpico ou ao profissional vão otimizar

a mesma resposta a uma pessoa idosa. É claro que não

podemos usar a carga para a sua avó com o mesmo peso de agachamento que atribuímos a um atleta de esqui olímpico, mas ambos precisam fazer os agachamentos. De fato, fazer agachamentos é essencial para manter a independência funcional e melhorar o condicionamento físico. Fazer agachamentos é apenas um exemplo de um movimento que é universalmente valioso e essencial, porém raramente ensinado, exceto aos atletas mais avançados. Isso é trágico. Por meio de um treinamento cuidadosamente minucioso e da atribuição de peso incremental, o CrossFit conseguiu ensinar a qualquer pessoa que cuide da própria saúde a realizar, de modo seguro e com eficácia máxima, os mesmos movimentos tradicionalmente utilizados por técnicos profissionais em ambientes de elite e certamente exclusivos.

Quem se beneficiou com o CrossFit?

Muitos atletas profissionais e de elite estão participando do programa CrossFit. Pugilistas, ciclistas, surfistas, esquiadores, tenistas, triatletas e outros que disputam nos níveis mais elevados estão utilizando a abordagem do CrossFit para desenvolver sua força do centro do corpo (core) e seu condicionamento, mas isso não é tudo. Os métodos do CrossFit foram testados em pessoas sedentárias, com excesso de peso, com patologias e idosas e foi descoberto que estas populações especiais mostraram o mesmo sucesso que nosso quadro de atletas. Chamamos isso de agrupamento (“bracketing”). Se nosso programa funciona para esquiadores olímpicos

e para donas de casa sedentárias e com excesso de peso, ele também funcionará para você. Seu regime atual Se sua rotina atual se parece com aquela que

descrevemos como sendo a rotina tradicional de revistas de condicionamento físico e academias de ginástica, não se desespere. Qualquer exercício é melhor que nada e você não desperdiçou seu tempo. De fato, o exercício aeróbico que você tem feito é um fundamento essencial ao condicionamento físico e os movimentos isolados lhe propiciaram certo grau de força. Você está em boa companhia; descobrimos que alguns dos melhores atletas do mundo têm uma falta muito grande de força do centro do corpo (core) e condicionamento.

É

difícil acreditar que, embora muitos atletas de elite alcançaram o sucesso internacional, eles ainda estão longe de alcançarem todo o seu potencial porque não foram beneficiados por métodos de treinamento de última geração. O que é um programa de “força do centro do corpo (core) e de condicionamento”? CrossFit é um programa de força do centro do corpo (core) e de condicionamento em dois sentidos diferentes. Primeiro, somos um programa de força do centro do corpo (core) e condicionamento no sentido de que o condicionamento físico que desenvolvemos é fundamental a todas as outras necessidades atléticas.

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Fundamentos (continuação)

Isto tem o mesmo sentido do chamado “currículo básico” em um curso universitário. É aquilo que todos precisam aprender. Em segundo lugar, somos um programa de força do “centro” do corpo e condicionamento no sentido literal, ou seja, o centro de algo. A maior parte do nosso trabalho se concentra no principal eixo funcional do corpo humano, a extensão e a flexão dos quadris e a extensão, flexão e rotação do torso ou

tronco. A prioridade da força do centro do corpo (core)

e do condicionamento neste sentido é respaldada pela

simples observação de que uma extensão poderosa do quadril por si só é necessária e quase suficiente para um desempenho atlético de elite. Ou seja, nossa experiência nos mostrou que ninguém sem capacidade para executar uma extensão poderosa dos quadris conta com ótima habilidade atlética e quase todas as pessoas que conhecemos que têm essa capacidade é um ótimo atleta. Tanto correr como pular, dar socos e arremessar se originam no centro do corpo (core). Com

o CrossFit, nossa intenção é desenvolver nossos atletas

de dentro para fora, do centro até a extremidade, que, por sua vez, é a maneira pela qual os bons movimentos funcionais recrutam os músculos, ou seja, do centro até as extremidades. Posso ter uma condição de saúde ideal sem ser um atleta? Não! Os atletas contam com uma proteção contra os efeitos causados pelo avanço da idade e por doenças nunca obtidas por quem não é atleta. Por exemplo, atletas de 80 anos de idade são mais fortes que pessoas que não são atletas no ápice de sua condição física aos 25 anos de idade. Se você acha que a força não é importante, pense no fato de que a perda da força é o que coloca as pessoas em lares para idosos. Atletas têm mais densidade óssea, sistemas imunes mais fortes, menor risco de sofrerem doenças cardíacas coronárias, menor risco de desenvolverem câncer, menor risco de sofrerem derrames e menor risco de sofrerem de

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depressão do que quem não é atleta.

O que é um atleta? De acordo com o Dicionário Acadêmico Merriam Webster, um atleta é “uma pessoa que tem treinamento

ou habilidade para executar exercícios, esportes ou jogos que exigem força, agilidade ou resistência muscular”.

A definição de atleta da CrossFit é um pouco mais

restrita: “uma pessoa que tem treinamento ou habilidade em força, potência, equilíbrio e agilidade, flexibilidade e resistência”. O modelo CrossFit defende que “condicionamento físico”, “saúde” e “capacidade atlética” são vetores intensamente sobrepostos. Na maioria dos casos, eles podem ser considerados equivalentes.

E se eu não quiser ser um atleta, e só quiser ser saudável? Você está com sorte. Ouvimos isto com frequência, mas a verdade é que tanto o condicionamento físico como o bem-estar e patologias (doenças) são medidas da mesma entidade, sua saúde. Existem diversos parâmetros mensuráveis que podem ser ordenados, desde um estado de doença (patológica) passando por bom (normal) até um estado com condicionamento físico (melhor que o normal). Eles incluem, entre

outros, pressão arterial, colesterol, frequência cardíaca, gordura corporal, massa muscular, flexibilidade e força.

A impressão é que todas as funções do organismo que

podem parar de funcionar corretamente demonstram ter estados patológicos, normais e excepcionais, e que os atletas de elite tradicionalmente mostram esses parâmetros em um nível excepcional. A visão do

CrossFit é que o condicionamento físico e a saúde são

a mesma coisa. É também interessante observar que os

profissionais da saúde mantêm sua saúde com remédios

e cirurgias cada vez que um possível efeito colateral não desejado acontece, enquanto que um Técnico CrossFit tradicionalmente alcança um resultado superior sempre

tradicionalmente alcança um resultado superior sempre 8 de 117 Copyright © 2012 CrossFit, Inc. Todos os

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Fundamentos (continuação)

com o “benefício colateral” em comparação com o efeito colateral. O que é o método CrossFit?

O método CrossFit é realizado para estabelecer uma

hierarquia de esforço e preocupação que se desenvolve

da seguinte maneira:

Dieta:

condicionamento físico e para a saúde. Condicionamento metabólico: desenvolve a capacidade em cada uma das três vias metabólicas, começando com a via aeróbica, depois, o ácido lático e, posteriormente, a via de fosfocreatina. Ginástica: estabelece a capacidade funcional para o controle do corpo e a amplitude de movimento. Levantamento de peso e arremesso: desenvolve a capacidade de controlar objetos externos e gerar potência. Esporte: aplica o condicionamento físico atmosfera competitiva com movimentos mais aleatórios e maestria de uma habilidade. Exemplos de exercícios do CrossFit

uma

o

forma

a

fundação

molecular

para

em

Andar de bicicleta, correr, nadar e remar, praticados por meio de uma variedade infinita de exercícios.

O arremesso (Clean & Jerk), o arranco (Snatch), o

agachamento (Squat), o levantamento terra (Deadlift), o Push-Press, o supino (Bench Press) e o Power-Clean. Pulos, arremessos e pegadas da med ball (Throws and Catches), suspensões na barra (Pull-ups), mergulhos (Dips), flexões de braço (Push-ups), paradas-de-mão (Handstands), empurradas para paradas-de-mão (Press to Handstand), piruetas, movimentos de kipping, estrelas, subida na argola (Muscle-ups), abdominais (Sit-ups), escalas e sustentação. Utilizamos com regularidade bicicletas, pistas de corrida, carcaças de remo e ergômetros, conjuntos de pesos olímpicos, aros,

de remo e ergômetros, conjuntos de pesos olímpicos, aros, Guia de treinamento CrossFit | CrossFit barras

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

olímpicos, aros, Guia de treinamento CrossFit | CrossFit barras paralelas, colchonete para exercício livre, barra

barras paralelas, colchonete para exercício livre, barra horizontal, caixas para pliometria, bolas medicinais e cordas de pular.

Não existem outros programas

condicionamento físico que trabalhe com uma diversidade tão grande de ferramentas, modalidades e exercícios.

E se eu não tiver tempo para tudo isso?

É

carreira e a família você não tenha tempo para alcançar o

nível de condicionamento físico que desejaria ter. Mas a

boa noticia é que força e condicionamento físico de classe mundial para sua faixa etária podem ser alcançados com um treino de uma hora por dia, seis dias por semana. A verdade é que a intensidade do treinamento que otimiza seu condicionamento físico não pode ser mantida por mais de quarenta e cinco minutos a uma hora. Os atletas que treinam durante várias horas todos os dias estão desenvolvendo habilidades ou treinando para esportes que incluem adaptações inconsistentes com a força e

o condicionamento físico de elite. Depois de uma hora,

mais não é melhor! “Atletas marginais” Existe um conceito errôneo quase universal de que os atletas de longa distância têm mais condicionamento físico que seus opostos de distâncias curtas. O triatleta, o ciclista e o maratonista são frequentemente considerados os atletas com o maior nível de condicionamento físico do mundo. Nada poderia estar mais longe da verdade. O atleta de resistência treinou tanto que ele já não recebe mais nenhum benefício

algo comum pensar que devido às obrigações com a

e

de

força

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Fundamentos (continuação)

cardiovascular e perdeu sua vantagem quanto à força, velocidade e potência, e tradicionalmente não faz nada

para melhorar a coordenação, a agilidade, o equilíbrio e

precisão, além de a sua flexibilidade ficar apenas um pouco acima da média. Isto não é exatamente o que significa uma capacidade atlética de elite. Lembre-se

a

de

que o atleta CrossFit treinou e praticou no sentido

de

obter uma competência física ideal em todas as

dez habilidades físicas (resistência cardiovascular

e respiratória, resistência muscular, flexibilidade,

força, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão). O volume aeróbico excessivo do treinamento do atleta de resistência compromete sua velocidade, potência e força, até um ponto em que sua competência atlética passa a ser prejudicada. Nenhum triatleta está preparado fisicamente para praticar

luta livre, boxe, fazer um salto com vara, correr a toda velocidade, jogar qualquer jogo com bola, combater incêndios ou fazer trabalho policial. Cada uma dessas habilidades exige um nível de condicionamento físico que está muito além das necessidades de um atleta de resistência. Isso não sugere que ser um maratonista,

um triatleta ou outro tipo de atleta de resistência é algo ruim; apenas não acredite que treinar como um atleta

de longa distância lhe trará o tipo de condicionamento

físico que seja pré-requisito para diversos esportes. A CrossFit considera que lutadores de sumô, triatletas, maratonistas e levantadores de pesos pesados são “atletas marginais”, uma vez que suas exigências de condicionamento físico são tão especializadas que elas são inconsistentes com as adaptações que oferecem uma competência máxima em todos os desafios físicos. A força e o condicionamento físico de elite são um compromisso alcançado entre cada uma das dez adaptações físicas. Os atletas de resistência não equilibram esse compromisso.

Aeróbico e anaeróbico Existem três sistemas de energia principais que alimentam a atividade humana. Quase todas as alterações que ocorrem no organismo devido ao exercício estão relacionadas às exigências feitas a esses sistemas de energia. Além disso, a eficácia de

todo regime de condicionamento físico específico pode estar amplamente ligada à sua capacidade de provocar

um estímulo adequado para realizar alterações dentro desses três sistemas de energia.

A energia é derivada pela via aeróbica quando o oxigênio

é utilizado para metabolizar os substratos derivados de

alimentos e liberando energia. Uma atividade é chamada

de aeróbica quando a maior parte da energia necessária

é derivada por vias aeróbicas. Estas atividades

normalmente duram mais de noventa segundos e

envolvem a produção de potência, ou intensidade, baixa

a moderada. Exemplos de atividades aeróbicas incluem:

correr na esteira por vinte minutos, nadar um quilômetro

e meio e assistir televisão.

A energia é derivada pela via anaeróbica quando a

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energia é liberada a partir de substratos na ausência de oxigênio. Uma atividade é considerada anaeróbica quando a maior parte da energia necessária é derivada pela via anaeróbica. Estas atividades duram menos de dois minutos e envolvem a produção de potência, ou intensidade, moderada a alta. Existem dois sistemas dos referidos sistemas anaeróbicos, o sistema de fosfagênio e o sistema de ácido lático. Exemplos de atividade anaeróbica incluem: corrida de 100 metros, agachamentos (Squat) e fazer suspensões na barra (Pull-ups).

Nosso principal objetivo aqui é discutir de que maneira

o treinamento aeróbico e anaeróbico dão respaldo a

variáveis de desempenho como, por exemplo, a força,

a potência, a velocidade e a resistência. Também

defendemos a tese de que um condicionamento físico total e uma saúde ideal exigem o treinamento de cada um dos sistemas fisiológicos de maneira sistemática.

Vale mencionar que, em qualquer atividade, todos os três sistemas de energia são utilizados, embora um deles possa ser o dominante. A interação desses sistemas pode ser complexa; entretanto, um simples exame das características de um treinamento aeróbico em comparação com um anaeróbico pode ser útil.

Otreinamentoaeróbicobeneficiaafunçãocardiovascular

e reduz a gordura corporal. Isso é certamente um

benefício significativo. O condicionamento aeróbico permite que realizemos atividades com produção de potência baixa/moderada por um período de tempo prolongado. Isso é de bastante valia para diversos esportes. Atletas que realizam treinamento aeróbico em excesso apresentam uma redução na massa muscular, na força, na velocidade e na potência. Não é difícil

encontrar maratonistas com uma altura do salto vertical

e com o supino muito abaixo da média da maioria

dos atletas. A atividade aeróbica tem uma tendência acentuada de reduzir a capacidade anaeróbica. Isso não é vantajoso para os atletas ou para as pessoas que estão interessadas em um condicionamento total ou em uma saúde ideal.

A atividade anaeróbica também beneficia a função

cardiovascular e reduz a gordura corporal. A atividade anaeróbica tem uma capacidade única de melhorar drasticamente a potência, a velocidade, a força e a massa muscular. O condicionamento anaeróbico nos permite aplicar forças enormes por um curto período de tempo. O aspecto do condicionamento anaeróbico que talvez precise ser levado mais em consideração

é o fato de que o condicionamento anaeróbico não

afeta adversamente a capacidade aeróbica! De fato, se

estruturada adequadamente, a atividade anaeróbica

pode ser utilizada para desenvolver um nível muito elevado de condicionamento físico aeróbico, sem

o desperdício muscular que ocorre com exercícios

aeróbicos de alto volume! Basquete, futebol americano, ginástica, boxe, eventos de

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Fundamentos (continuação)

Fundamentos (continuação) atletismo de menos de um quilômetro e meio, futebol, eventos de natação de menos

atletismo de menos de um quilômetro e meio, futebol, eventos de natação de menos de 400 metros, vôlei, luta livre e levantamento de peso são todos esportes que exigem que a maioria do tempo de treinamento seja realizado em atividades anaeróbicas. Corridas de longa

distância e de ultrarresistência, esqui em trilha e natação

de mais de 1.500 metros são todos esportes que exigem

treinamento aeróbico em níveis que geram resultados inaceitáveis para outros atletas ou outras pessoas que estão preocupadas com um condicionamento físico total ou com uma saúde ideal.

A abordagem do CrossFit é equilibrar criteriosamente

exercícios aeróbicos e anaeróbicos de maneira consistente com a meta do atleta. Nossas prescrições de exercício

se aderem a uma especificidade, progressão, variação e

recuperação adequadas para otimizar as adaptações. Os levantamentos olímpicos, também chamados de levantamento de peso Existem dois tipos de levantamentos olímpicos, o Clean

(1º tempo de arremesso) e o Jerk (2º tempo de arremesso)

e o arranco (snatch). Atingir o nível de mestre nestes

levantamentos desenvolve o agachamento (Squat), o levantamento terra (Deadlift), o Powerclean e o Jerk dividido (Split Jerk), enquanto os integra em um único

movimento de valor inigualável em toda a toda a força e

o condicionamento. Os levantadores olímpicos são, sem

dúvida alguma, os atletas mais fortes do mundo. Estes levantamentos treinam os atletas a ativar de maneira eficaz um maior número de fibras musculares mais rapidamente do que qualquer outra modalidade de

treinamento. O poder de explosão que resulta deste tipo

de treinamento é uma necessidade vital para qualquer

esporte. Praticar o levantamento olímpico ensina a aplicar força aos grupos musculares na sequência apropriada, ou seja, partindo do centro do corpo (core) para as extremidades (centro para extremidades). Aprender esta lição técnica vital beneficia todos os atletas que precisam aplicar

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força contra outra pessoa ou em um objeto, como é normalmente necessário em quase todos os esportes.

Além de aprender a aplicar forças explosivas, o Clean

e

Jerk (arremesso) e o arranco (snatch) condicionam

o

corpo a receber tais forças de outro corpo em

movimento, de maneira segura e eficaz. Diversos estudos demonstraram que os levantamentos olímpicos têm uma capacidade única de desenvolver

força, músculos, potência, velocidade, coordenação, pulo vertical, resistência muscular, resistência óssea e capacidade física de resistir ao estresse. Vale também mencionar que os levantamentos olímpicos são os únicos tipos de levantamento que mostraram aumentar

a captação máxima de oxigênio, que é o marcador mais importante do condicionamento cardiovascular.

Infelizmente, os levantamentos olímpicos são raramente vistos na comunidade de condicionamento físico comercial devido à sua natureza inerentemente complexa

e técnica. O CrossFit os coloca à disposição de qualquer pessoa com paciência e persistência para aprendê-los. Ginástica

O valor extraordinário da ginástica como modalidade de

treinamento reside no fato de que ela depende do próprio

peso corporal como a única fonte de resistência. Isso traz um valor único ao aperfeiçoamento da proporção entre

a força e o peso. Diferentemente de outras modalidades

de treinamento, a ginástica e os exercícios calistênicos

permitem que aumentos na força sejam feitos somente com o aumento da proporção entre a força e o peso!

A ginástica desenvolve as suspensões na barra (Pull-ups),

os agachamentos (Squats), os Lunges, os pulos, as

flexões de braço (Push-ups) e diversos tipos de exercícios

do tipo Press até paradas-de-mão (Handstand), escalas

e sustentações. Estas habilidades são incomparáveis em

relação ao benefício que trazem à aparência física, como fica evidente em qualquer ginasta competitivo.

Considerando a grande importância que a capacidade desta modalidade tem sobre o desenvolvimento da força, ela é sem dúvida a abordagem suprema para melhorar

a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a precisão e a

flexibilidade. Através da utilização de diversos exercícios do tipo Press, paradas-de-mão (Handstands), escalas

e outros exercícios de chão, o treinamento do ginasta melhora em muito o sentido cinestésico.

A variedade de movimentos disponíveis para serem

incluídos nesta modalidade provavelmente ultrapassa

o número de exercícios conhecidos a todos os esportes

não relacionados à ginástica! A ampla variedade aqui contribui significativamente com a capacidade do programa CrossFit de inspirar grande confiança habilidade atlética. Com uma combinação de força, flexibilidade, aparência física bem desenvolvida, coordenação, equilíbrio, exatidão e agilidade, o ginasta não tem nada igual no

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Fundamentos (continuação)

mundo dos esportes. A inclusão desta modalidade de treinamento está absurdamente ausente em quase todos os programas de treinamento. Rotinas

Não existe uma rotina ideal! Na realidade, o principal valor de uma rotina é trocá-la por outra. O ideal do CrossFit é treinar para enfrentar qualquer situação.

A

implicação óbvia é que isto é possível somente

se

houver uma qualidade de amplitude de estímulo

tremendamente variada e, até mesmo, aleatorizada. É

neste sentido que o programa CrossFit é um programa

de força do centro do corpo (core) e condicionamento.

Todo o resto é treinamento esportivo específico e não força do centro do corpo (core) e condicionamento.

Qualquer rotina, independentemente de quão completa seja, contém omissões nos parâmetros que não terão adaptações. A amplitude da adaptação fará uma

correspondência exata à amplitude do estímulo. Por este motivo o programa CrossFit engloba condicionamento metabólico de curta, média e longa distância, além

de atribuição de cargas baixas, moderadas e pesadas.

Incentivamos composições criativas e sempre variadas que sobrecarregam as funções fisiológicas em comparação com qualquer combinação realisticamente concebível de

fatores de estresse. Sendo isso o necessário para sobreviver

a lutas e a incêndios. Desenvolver um condicionamento

físico variado mas, também, completo define a própria arte dos ensinamentos de força e condicionamento.

Essa não é uma mensagem reconfortante em uma época em que a certeza e a especialização científicas conferem autoridade e especialidade. Mesmo assim, a realidade do aperfeiçoamento do desempenho não se importa nem um pouco com as tendências ou as sumidades.

O sucesso do programa CrossFit em aumentar o

desempenho de atletas de nível mundial claramente reside na exigência de que nossos atletas tenham competência física total e completa. Nenhuma rotina nos leva esse ponto.

Adaptação neuroendócrina

A “adaptação neuroendócrina” é uma alteração no

organismo que tem efeitos neurológicos ou hormonais.

A maioria das adaptações importantes para o exercício

são parcial ou completamente o resultado de um desvio hormonal ou neurológico. Pesquisas atuais, em grande parte feitas pelo Dr. William Kraemer, da Penn State University, demonstraram que os protocolos de exercício maximizam as respostas neuroendócrinas. Anteriormente, acusamos os movimentos isolados como sendo ineficazes. Agora podemos dizer, com certeza, que um dos elementos essenciais ausentes nesses movimentos é que eles não invocam essencialmente qualquer resposta neuroendócrina. Entre as respostas hormonais essenciais ao desenvolvimento atlético se encontram aumentos significativos na testosterona, no fator de crescimento insulina-símile e no hormônio de crescimento humano.

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O exercício por meio de protocolos, conhecidos por

elevarem estes hormônios, imitam misteriosamente as alterações hormonais buscadas na terapia hormonal exógena (utilização de esteroides), sem nenhum dos efeitos prejudiciais. Os regimes de exercícios que induzem uma alta resposta neuroendócrina criam campeões! O aumento da massa muscular e da densidade óssea são apenas duas das muitas respostas adaptativas aos exercícios que dão origem a uma resposta neuroendócrina significativa.

É impossível exagerar a importância da resposta

neuroendócrina aos protocolos de exercício. É por isso que ela é um dos quatro temas definidores do programa CrossFit. Treinamento com pesos de carga pesada, tempos de descanso curtos entre as séries, frequências cardíacas elevadas, treinamento de alta intensidade

e intervalos de descanso curtos, embora não sejam

componentes completamente diferentes, são todos associados a uma resposta neuroendócrina elevada.

Potência

A potência é definida como o “tempo necessário para

fazer o trabalho”. Frequentemente se diz que a velocidade

é a chave do esporte. No CrossFit, a “potência” é a chave incontestável do desempenho. A potência é, em termos

simples, “forte e rápido”. Tanto pular, como dar socos, arremessar e correr a toda velocidade são medidas da potência. Aumentar sua capacidade de gerar potência

é necessário e quase suficiente à capacidade atlética de

elite. Além disso, a potência é a definição da intensidade

que, por sua vez, tem sido ligada a quase todo aspecto positivo do condicionamento físico. Os aumentos tanto

na força como no desempenho, na massa muscular e

na densidade óssea se elevam proporcionalmente à intensidade do exercício, e, novamente, a intensidade

é definida como sendo a potência. A potência é um

dos quatro temas definidores do programa CrossFit. O desenvolvimento da potência é um aspecto constante

do treino diário do CrossFit.

Treinamento cruzado

O treinamento cruzado é tradicionalmente definido

como a participação em vários esportes. No CrossFit, damos uma interpretação muito mais abrangente ao termo. Consideramos o treinamento cruzado como uma forma de ultrapassar os parâmetros normais das exigências tradicionais de seu esporte ou treinamento. O programa CrossFit reconhece a existência do treinamento cruzado funcional, metabólico e modal. É por isso que habitualmente treinamos além dos movimentos, as vias metabólicas e os modos ou esportes normais comuns ao esporte ou regime de exercício do atleta. Somos únicos e, mais uma vez, diferenciados pelo fato de que aderimos a este conceito e nos programamos de acordo com ele.

Se você se lembrar que o objetivo do CrossFit é oferecer

um condicionamento físico abrangente, que proporciona uma competência máxima em todas as capacidades adaptativas, o treinamento cruzado ou o treinamento fora das exigências normais ou habituais do atleta, é algo

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Fundamentos (continuação)

Fundamentos (continuação) certo. A equipe de Técnicos CrossFit havia observado há muito tempo que os atletas

certo. A equipe de Técnicos CrossFit havia observado há muito tempo que os atletas demonstram mais fraqueza nas margens de sua exposição em quase todo parâmetro mensurável. Por exemplo, se você apenas anda de bicicleta sete a dez quilômetros por dia, em todos os esforços de treinamento, você demonstrará fraqueza no ponto inferior a sete e no ponto superior a dez quilômetros. Isto se aplica a: amplitude do movimento, carga, descanso, intensidade, potência etc. Os treinos

do

CrossFit foram concebidos para ampliar as margens

de

exposição na abrangência máxima permitida pela

função e capacidade. O treinamento cruzado é um dos quatro temas definidores do CrossFit.

Movimentos funcionais Eles são movimentos que imitam os padrões de recrutamento motor encontrados nas atividades da vida diária. Outros são quase que exclusivamente

vistos em uma academia de ginástica. O agachamento (Squat) ocorre quando você fica de pé a partir de uma posição sentada; os levantamentos terra (Deadlift) são para pegar qualquer objeto do chão. Os dois são movimentos funcionais. A extensão da perna e a rosca

de perna não têm equivalência na natureza e, por sua

vez, são movimentos não funcionais. A maior parte dos movimentos isolados são movimentos não funcionais. Em comparação, os movimentos compostos ou multiarticulares são funcionais. Um movimento natural tradicionalmente envolve o movimento de diversas articulações para cada atividade.

A importância do movimento funcional é formada

principalmente por duas etapas. Em primeiro lugar, os

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primeiro lugar, os Guia de treinamento CrossFit | CrossFit movimentos funcionais são mecanicamente corretos e,

movimentos funcionais são mecanicamente corretos e, portanto, seguros e, em segundo lugar, são movimentos que provocam uma resposta neuroendócrina elevada.

A CrossFit administrou uma elite estável de atletas e

melhoroudrasticamenteseudesempenhoexclusivamente

através de movimentos funcionais. A superioridade do treinamento com movimentos funcionais fica claramente evidente em qualquer atleta depois de apenas algumas semanas após serem incorporados.

A correção e a eficácia do movimento funcional é tão

profunda que exercitar-se sem eles é, em comparação, um enorme desperdício de tempo. É por esta razão que o movimento funcional é um dos quatro temas dominantes da CrossFit.

Dieta

A prescrição de dieta da CrossFit é a seguinte:

As proteínas devem ser magras e variadas e, além disso, devem totalizar aproximadamente 30% da sua ingestão calórica total. Os carboidratos devem ser principalmente os de baixo índice glicêmico e devem totalizar aproximadamente 40% da sua ingestão calórica total. As gorduras devem ser principalmente as monoinsaturadas e devem totalizar aproximadamente 30% da sua ingestão calórica total. As calorias devem ser estabelecidas em aproximadamente 0,7 a 1,0 gramas de proteína por libra

de massa corporal magra (1,45 a 2,2 g/kg), dependendo

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Fundamentos (continuação)

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(continuação) Guia de treinamento CrossFit | CrossFit do seu nível de atividade. O valor de 0,7

do seu nível de atividade. O valor de 0,7 (1,45) é para cargas de treinos diárias moderadas e o valor de 1,0 (2,2) é para o atleta extremo.

O que devo comer?

Em linguagem simples, baseie sua dieta em hortaliças, especialmente as verdes, carnes magras, castanhas e sementes, pouco amido e nada de açúcar. Esse é modo mais simples de dizê-lo. Muitos de vocês já devem ter observado que circular apenas pelo perímetro do supermercado e evitar as gôndolas do meio é uma ótima maneira de proteger sua saúde. Alimentos estragam. Tudo aquilo que tem prazo de validade longo é suspeito. Se você seguir estas simples orientações, você se beneficiará de quase tudo o que pode ser obtido através da nutrição.

O modelo de nutrição do homem das cavernas ou

paleolítico

As dietas modernas são mal adaptadas para nossa composição genética. A evolução não conseguiu acompanhar os avanços na agricultura e no processamento de alimentos, resultado em uma praga de problemas de saúde para a humanidade. Tanto a doença arterial coronariana, como a diabetes, o câncer, a osteoporose, a obesidade e as disfunções psicológicas foram cientificamente ligados a uma dieta com um nível muito elevado de carboidratos refinados ou processados. Faça uma busca no “Google” ou no “Alta Vista” sobre nutrição ou dieta paleolítica. O retorno da busca é amplo, irresistível e fascinante. Um modelo de dieta do homem das cavernas é perfeitamente consistente com a prescrição do CrossFit.

Que tipo de alimentos devo evitar? Um consumo excessivo de carboidratos de alto índice glicêmico é o principal culpado pelos problemas de saúde causados pela nutrição. Os carboidratos de alto índice glicêmico são os que elevam a glicose sanguínea muito rapidamente. Eles incluem arroz, pão, doces

industrializados, batata, balas, refrigerantes e a maioria dos carboidratos processados. O processamento pode incluir branquear, assar, moer ou refinar. O processamento dos carboidratos aumenta em muito

os índices glicêmicos, que é uma medida da propensão desses alimentos de elevar a glicose sanguínea.

Qual é o problema dos carboidratos de alto nível glicêmico?

O problema dos carboidratos de alto nível glicêmico

é que eles causam uma resposta descontrolada da

insulina. A insulina é um hormônio essencial à vida; entretanto, um aumento agudo e crônico da insulina dá origem à hiperinsulinemia, que foi comprovadamente associada à obesidade, a níveis elevados de colesterol, de pressão arterial, a disfunções do humor e a uma caixa de Pandora de doenças e incapacidade. Faça uma busca sobre “hiperinsulinemia” na internet. Lá você poderá encontrar uma mina de informações sobre sua saúde. A prescrição do CrossFit é uma dieta de baixo índice glicêmico e, consequentemente, enfraquecer fortemente a resposta da insulina. Restrição calórica e longevidade Pesquisas atuais dão muito respaldo à ligação entre a restrição calórica e um aumento na expectativa de vida.

A incidência de câncer e doenças cardíacas tem um forte declínio com uma dieta que controla cuidadosamente

o limite da ingestão calórica. “Restrição calórica” é

outra busca com resultados abundantes na internet. A prescrição do CrossFit é consistente com esta pesquisa.

Nossa prescrição dita uma ingestão calórica reduzida, mas, ainda assim, oferece uma ampla nutrição para realizar atividades rigorosas.

F

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OBSERVAÇÕES

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O que é condicionamento físico?

O que é condicionamento físico e quem tem bom condicionamento físico?

A revista Outside coroou o triatleta Mark Allen como

sendo o “homem com melhor condicionamento físico do mundo”. Vamos presumir por um momento que este famoso hexacampeão do IronMan Triathlon tenha o melhor condicionamento físico entre todas as pessoas condicionadas, então qual é o titulo que devemos dar ao decatleta Simon Poelman que também possui uma resistência e resistência muscular inacreditáveis, e destruiria o Sr. Allen em qualquer comparação que inclui força, potência, velocidade e coordenação?

Talvez a definição de condicionamento físico não inclua força, velocidade, potência e coordenação, mas isso parece ser um tanto estranho. O dicionário acadêmico Merriam Webster define o “condicionamento físico” (fitness) e ter “bom condicionamento físico” (fit) como a capacidade de transmitir genes e ser saudável. Isso também não ajuda. Fazer um busca na internet sobre uma definição aproveitável e plausível de condicionamento físico retorna um decepcionante número baixo de resultados. O pior de tudo é que a NSCA, a mais respeitada editora sobre fisiologia de exercícios, nem tenta estabelecer uma definição em seu livro altamente reconhecido, Essentials of Strength Training and Conditioning (Fundamentos do Treinamento de Força e do Condicionamento, no Brasil).

Condicionamento físico de acordo com a CrossFit

A CrossFit considera que a possibilidade de defender

um programa de condicionamento físico sem definir claramente o que isso significa combina elementos de fraude e farsa. O vácuo deixado pelas autoridades orientadoras fez com que os diretores da CrossFit precisassem criar sua própria definição de condicionamento físico. É disso que se trata esta edição do CrossFit Journal, nosso “condicionamento físico”.

Nossa ponderação, estudo, debate e, finalmente, definição do condicionamento físico exerceram um

papel formador nos resultados de sucesso da CrossFit.

A chave para compreender os métodos e realizações do

CrossFit está perfeitamente integrada em nossa opinião sobre o que é condicionamento físico e ciência básica de exercícios.

Algumas pessoas podem até se surpreender com o fato de que nossa opinião sobre condicionamento físico é uma opinião contrária às outras. O público geral, tanto em questão de opinião como na mídia, consideram os atletas de resistência como sendo exemplos do condicionamento físico. Nós não pensamos assim.

A

nossa incredulidade quando ficamos sabendo que

o

triatleta recebeu o título de “homem com melhor

condicionamento físico do mundo” pela revista Outside

fica evidente à luz dos padrões do CrossFit de como avaliar e definir o condicionamento físico.

O CrossFit utiliza três padrões diferentes, ou modelos,

para avaliar e guiar o condicionamento físico. Coletivamente, estes três padrões definem a opinião da CrossFit sobre o que é condicionamento físico. O primeiro se baseia nas dez habilidades físicas gerais que são amplamente reconhecidas pelos fisiologistas de exercícios. O segundo padrão, ou modelo, se baseia no desempenho das tarefas atléticas, enquanto o terceiro se baseia nos sistemas de energia que dão origem a todas as ações humanas.

Cada modelo é essencial ao conceito do CrossFit

e

cada um tem uma utilidade diferente em avaliar

o

condicionamento físico global ou a eficácia do

regime de força e condicionamento. Antes de explicar detalhadamente de que maneira essas três perspectivas funcionam, vale mencionar que não estamos tentando demonstrar a legitimidade de nosso programa

através de princípios científicos. Estamos apenas compartilhando os métodos de um programa cuja legitimidade foi estabelecida por meio do testemunho

Condicionamento físico de classe mundial em aproximadamente cem palavras:

Coma carnes e verduras, castanhas e sementes, um pouco de fruta, pouco amido e nada de açúcar. Mantenha os níveis de ingestão de modo a eles sustentarem os exercícios, mas não a gordura.

Pratique e treine os levantamentos principais:

levantamento terra (Deadlift), 1º tempo de arremesso (Clean), agachamento (Squat), exercícios tipo Press, Clean & Jerk e arranco (Snatch). De modo semelhante, aperfeiçoe os fundamentos básicos da ginástica: suspensões na barra (Pull-ups), mergulhos (Dips), subida na corda (Rope Climb), flexões de braço (Push-ups), abdominais (Sit-ups), exercícios tipo Press para parada de mão (Handstand), piruetas, saltos, espacates e sustentações. Ande

de bicicleta, corra, nade, reme etc. intensamente

e

rápido.

Misture esses elementos com o máximo de combinações e padrões que sua criatividade permitir, cinco ou seis vezes por semana. A

rotina é sua inimiga. Mantenha os treinos curtos

e

intensos.

Aprendaepratiquenovosesportesregularmente.

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O que é condicionamento físico?

de atletas, soldados, policiais e outras pessoas cuja vida ou subsistência dependem do condicionamento físico.

O primeiro padrão de condicionamento físico do

CrossFit. Existem dez habilidades físicas gerais reconhecidas. Elas são: resistência cardiovascular/respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão (consulte a seção “Habilidades físicas gerais”, p. 19, para ver as definições). Seu condicionamento físico será bom se você for competente em todas essas dez habilidades. Um regime desenvolve o condicionamento físico porque melhora cada uma dessas dez habilidades.

É importante observar que os aperfeiçoamentos na

resistência, resistência muscular e flexibilidade se originam através do treinamento. O treinamento se refere à atividade que melhora o desempenho através de uma mudança orgânica mensurável no corpo. Por sua

vez, os aperfeiçoamentos na coordenação, na agilidade,

no equilíbrio e na precisão vêm com a prática. "Prática"

representa a atividade que melhora o desempenho através de alterações no sistema nervoso. A potência e a

velocidade são adaptações tanto do treinamento como da prática.

O segundo padrão de condicionamento físico do

CrossFit.

A essência deste modelo é a ideia de que o

condicionamento físico diz respeito a realizar bem toda

e qualquer tarefa imaginável. Imagine um globo de

sorteio carregado com um número infinito de desafios físicos em que não há qualquer mecanismo de seleção

operando, e alguém lhe pede para realizar as tarefas que

são aleatoriamente sorteadas desse globo. Este modelo

sugere que seu condicionamento físico pode ser medido

através de sua capacidade de realizar bem estas tarefas

em relação às outras pessoas.

A implicação aqui é que o condicionamento físico exige

uma capacidade de realizar bem qualquer tarefa, mesmo tarefas com as quais você não está acostumado, tarefas combinadas em uma variedade infinita de combinações. Na prática, isso incentiva o atleta a deixar de lado qualquer preconcepção de séries, períodos de descanso, repetições, exercícios, ordem de exercícios, rotinas, periodização etc. A natureza frequentemente oferece desafios amplamente imprevisíveis; treine para isso tentando manter o estímulo do treinamento abrangente e constantemente variado.

O terceiro padrão de condicionamento físico do

CrossFit.

Há três vias metabólicas que fornecem energia para

toda ação humana. Estes “motores metabólicos” são conhecidos como a via fosfagênica, a via glicolítica e

a via oxidativa. A primeira, a via fosfagência, domina sobre as atividades com mais potência, aquelas que duram menos de dez segundos aproximadamente.

(continuação)

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

A segunda via, a glicolítica, domina as atividades de

potência moderada, aquelas que duram alguns minutos.

A terceira via, a oxidativa, domina as atividades de baixa

potência, aquelas que duram vários minutos.

Um condicionamento físico total, ou seja, o condicionamento físico que o CrossFit promove e desenvolve, exige competência e treinamento em cada uma dessas três vias ou mecanismos. Equilibrar os efeitos dessas três vias determina em grande parte o como e o porquê do condicionamento metabólico ou o exercício “cárdio” que fazemos com o CrossFit.

Dar preferência a uma ou duas e excluir as outras

e não reconhecer o impacto exercido pelo excesso

de treinamento na via oxidativa é discutivelmente

o problema mais comum no treinamento para o

condicionamento físico. Falaremos mais a respeito disso posteriormente.

Tempo (segundos) Fosfagênio Glicolítico Oxidativo Área comum Percentual de energia total
Tempo (segundos)
Fosfagênio
Glicolítico
Oxidativo
Área comum
Percentual de energia total

A motivação por trás desses três padrões é simplesmente

garantir o condicionamento físico mais abrangente e mais generalizado possível. Nosso primeiro modelo avalia nossos esforços em comparação com um leque completo de adaptações físicas gerais; no segundo, damos enfoque à abrangência e à profundidade do desempenho; e, com o terceiro, medimos o tempo, a potência e, consequentemente, os sistemas de energia. Deve ficar bastante claro que o condicionamento físico que o CrossFit defende e desenvolve é deliberadamente abrangente, geral e inclusivo. Nossa especialidade é não

sermos especializados. O combate, a sobrevivência, muitos esportes e a vida recompensam este tipo de condicionamento físico e, de modo geral, punem os atletas especializados.

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O que é condicionamento físico?

(continuação)

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

“Bem-estar” Com base em medições de: - Pressão arterial - Gordura corporal - Densidade óssea
“Bem-estar”
Com base em medições de:
- Pressão arterial
- Gordura corporal
- Densidade óssea
- Triglicerídios
- Colesterol bom e ruim
- Flexibilidade
“Doença”
“Condicionamento
- Massa muscular
- etc.
físico”

Presumimos que se tudo que conseguimos medir sobre a saúde atende a este contínuo, então a impressão é que a doença, o bem-estar e o condicionamento físico são medidas diferentes de uma única qualidade: a saúde.

Doenças, bem-estar e condicionamento físico Há outro aspecto do condicionamento físico na marca CrossFit que é muito interessante e valioso para nós. Observamos que quase todo valor mensurável de saúde

pode ser colocado em uma série contínua que vai desde

a doença ao bem-estar até o condicionamento físico.

Consulte a tabela abaixo. Apesar de ser mais difícil de ser medida, poderíamos até mesmo acrescentar saúde mental a esta observação. A depressão é claramente atenuada por meio de dieta adequada e exercícios, ou seja, um condicionamento físico verdadeiro.

Por exemplo, uma pressão arterial de 160/95 é patológica, 120/70 é normal ou saudável e 105/55 é consistente com a pressão arterial de um atleta; um percentual de gordura corporal de 40% é patológico, 20% é normal ou saudável e 10% demonstra bom condicionamento físico. Observamos uma ordem semelhante para a densidade

óssea, triglicerídeos, massa muscular, flexibilidade, nível de HDL ou “colesterol bom”, frequência cardíaca em repouso e diversas outras medidas comuns de saúde. Muitas autoridades no assunto (p. ex., Mel Siff da NSCA), fazem uma clara diferenciação entre a saúde e

o condicionamento físico. Eles frequentemente citam

estudos que sugerem que a saúde de uma pessoa com bom condicionamento físico pode não estar protegida. Um exame cuidadoso da evidência que dá respaldo a essas declarações invariavelmente revela que o grupo estudado são atletas de resistência e suspeitamos que sejam atletas de resistência que seguem perigosas dietas da moda (alto teor de carboidratos, baixo teor de gorduras, baixo teor de proteína).

Se feito corretamente, o condicionamento físico oferece

uma ótima margem de proteção contra as degradações por tempo e doenças. Quando você se deparar com algo diferente disso, examine o protocolo de condicionamento físico, especialmente a dieta. O condicionamento físico é e deve ser um “super bem-estar”. A doença, o bem-estar e o condicionamento físico são medidas da mesma entidade. Um regime de condicionamento físico que não apoie a saúde não é CrossFit.

(Uma observação de interesse é que Mel Siff, PhD, que sempre respeitamos e admiramos, mantém que sua doença aterosclerótica e ataque cardíaco posterior são evidências casuísticas da declaração de que o condicionamento físico e a saúde não estão necessariamente ligados, por treinar regularmente e seguir uma “boa dieta”. Depois disso, pesquisamos suas recomendações nutricionais e descobrimos que ele defende uma dieta idealmente estruturada para criar doenças cardíacas: baixo teor de gorduras e alto teor de carboidratos. Siff foi vítima da ciência lixo!)

Implementação Nosso condicionamento físico, por sermos a “CrossFit”, ocorre ao moldarmos homens e mulheres que são formados por partes iguais de ginastas, levantadores de peso olímpicos e corredores de "sprint" de modalidades múltiplas, ou “atleta de sprint”. Desenvolva a capacidade de um novato como atleta de atletismo de 800 metros, ginasta e levantador de peso e você terá um melhor condicionamento físico que qualquer corredor, ginasta ou levantador de peso de categoria mundial. Vamos ver de que maneira o CrossFit incorpora o condicionamento metabólico (“cárdio”), a ginástica e o levantamento de peso para criar homens e mulheres com o melhor

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O que é condicionamento físico?

condicionamento físico do mundo.

Condicionamento metabólico ou exercício “cárdio” Andar de bicicleta, correr, nadar, remar, patinar em alta velocidade e esquiar em trilha são conhecidos coletivamente como “condicionamento metabólico”. A terminologia comum os chama de exercícios “cárdio”. O terceiro padrão de condicionamento físico do CrossFit, aquele que lida com as vias metabólicas, contém as sementes da prescrição de “cárdio” do CrossFit. Para compreender a abordagem do CrossFit em exercícios “cárdio”, precisamos, primeiro, cobrir brevemente a natureza e a interação das três vias principais.

Dentre as três vias metabólicas, as duas primeiras, a via fosfagênica e a glicolítica são as vias “anaeróbicas” e a

terceira, a oxidativa, é a via “aeróbica”. Não precisamos explicar a relevância bioquímica dos sistemas aeróbico

e anaeróbico; basta dizer que a natureza e a interação dos exercícios anaeróbico e aeróbico são essenciais

para compreender o condicionamento. Lembre-se apenas que os esforços em potência moderada a alta e que duram apenas alguns minutos são anaeróbicos e os esforços com baixa potência e duração de vários minutos são aeróbicos. Por exemplo, as corridas em velocidade máxima (sprints) de 100, 200, 400 e 800 metros são principalmente anaeróbicas e os eventos como corridas

de 1.500 metros, de uma milha, 2.000 metros e 3.000

metros são principalmente aeróbicos.

Otreinamentoaeróbicobeneficiaafunçãocardiovascular

e reduz a gordura corporal, tudo isso é bom. O

condicionamento aeróbico nos permite realizar esforços prolongados em baixa potência de maneira eficiente (resistência cardiovascular/respiratória e resistência muscular). Isso é essencial para muitos esportes. Os atletas que praticam esportes ou treinamentos onde

a maior parte da carga de treinamento é formada por

esforços aeróbicos testemunham um declínio em massa muscular, resistência, velocidade e potência. Não é

incomum encontrar maratonistas cujos pulos verticais alcançam apenas alguns centímetros! Além disso,

a atividade aeróbica tem uma tendência acentuada

de reduzir a capacidade anaeróbica. Isso não é algo bom para a maioria dos atletas ou para as pessoas interessadas em condicionamento físico de elite.

A atividade anaeróbica também beneficia a função

cardiovascular e reduz a gordura corporal! De fato, o exercício anaeróbico é superior ao exercício aeróbico para a perda de gordura! (http://www.cbass.com/

FATBURN.HTM) Entretanto, a atividade anaeróbica é única em sua capacidade de melhorar drasticamente

(continuação)

a

potência, a velocidade, a força e a massa muscular.

O

condicionamento anaeróbico nos permite aplicar

forças enormes por curtos períodos de tempo. Um dos aspectos do condicionamento anaeróbico que talvez precise ser mais levado em consideração é o fato de que o condicionamento anaeróbico não afeta

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

 

Habilidades físicas gerais

Se sua meta for a competência física ideal, então será preciso levar em consideração todas as habilidades físicas gerais:

1.

Resistência cardiovascular e respiratória: a capacidade dos sistemas orgânicos de reunir, processar e fornecer oxigênio.

2.

Resistência muscular: a capacidade dos sistemas orgânicos de processar, fornecer, armazenar e utilizar energia.

3.

Força: a capacidade de uma unidade muscular ou combinação de unidades musculares de aplicar força.

4.

Flexibilidade: a capacidade de maximizar a amplitude de movimento em uma articulação específica.

5.

Potência: a capacidade de uma unidade muscular ou combinação de unidades musculares de aplicar força máxima em um tempo mínimo.

6.

Velocidade: a capacidade de minimizar o ciclo de tempo de uma repetição de movimento.

7.

Coordenação: a capacidade de combinar diversos padrões de movimento distintos em um movimento distinto individual.

8.

Agilidade: a capacidade de minimizar o tempo de transição de um movimento para outro.

9.

Equilíbrio: a capacidade de controlar a colocação do centro de gravidade do corpo em relação à sua base de apoio.

10.

Precisão: a capacidade de controlar o movimento em uma direção específica ou com uma intensidade específica.

(Ed. - Obrigado a Jim Crawley e Bruce Evans da Dynamax, www.medicineballs.com)

adversamente a capacidade aeróbica. De fato, se estruturada adequadamente, a atividade anaeróbica pode ser utilizada para desenvolver um nível muito elevado de condicionamento físico aeróbico sem a queima muscular que ocorre com exercício aeróbico de alto volume! O método pelo qual utilizamos os esforços anaeróbicos para desenvolver o condicionamento aeróbico é chamado de “treinamento intervalado”.

Basquete, futebol americano, ginástica, boxe, eventos de atletismo de menos de um quilômetro e meio, futebol,

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O que é condicionamento físico?

(continuação)

 

Corrida em

 

velocidade

máxima

Média

distância

Distância

Sistema de energia principal

Fosfagênio

Glicolítico

Oxidativo

Duração da execução (em segundos)

10

a 30

30 a 120

120 a 300

Duração da

recuperação (em

30

a 90

60 a 240

120 a 300

segundos)

Proporção

1:3

1:2

 

Carga:Recuperação

1:1

Repetições por

intervalo

25

a 30

10 a 20

3 a 5

eventos de natação de menos de 400 metros, vôlei, luta livre e levantamento de peso são todos esportes que exigem que a maioria do tempo de treinamento seja realizado em atividade anaeróbica. Corridas de longa

distância e de ultrarresistência, esqui em trilha e natação

de mais de 1.500 metros são todos esportes que exigem

níveis de treinamento aeróbico que geram resultados inaceitáveis para outros atletas ou para outras pessoas que estão preocupadas com um condicionamento físico total e uma saúde ideal.

Recomendamos veementemente que você assista

a um evento de atletismo disputado por atletas de

competições nacionais e internacionais. Preste bastante atenção na aparência física dos atletas disputando nas categorias de 100, 200, 400 e 800 metros e de uma milha. A diferença que certamente você vai observar é um resultado direto dessas distâncias.

Treinamento intervalado

A chave para desenvolver o sistema cardiovascular

sem uma perda inaceitável de força, velocidade e potência é o treinamento intervalado. O treinamento intervalado mistura períodos de exercício e descanso

em intervalos cronometrados. A Figura 3 (p. 5) oferece as diretrizes do treinamento intervalado. Podemos controlar a via metabólica condicionada ao variar

a duração do exercício, o intervalo de descanso e o

número de repetições. Observe que a via fosfagênica é a via dominante nos intervalos de 10 a 30 segundos de exercício, seguido por descanso de 30 a 90 segundos (carga:recuperação 1:3), repetido 25 a 30 vezes. A via glicolítica é a via dominante nos intervalos de 30 a 120 segundos de exercício, seguido por descanso de 60 a 240 segundos (carga:recuperação 1:2), repetido 10 a 20 vezes. Finalmente, a via oxidativa é a via dominante nos intervalos de 120 a 300 segundos de exercício seguido por descanso de 120 a 300 segundos (carga:recuperação 1:1). A maior parte do treinamento metabólico deve ser

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formada por treinamento intervalado.

O treinamento intervalado não precisa ser tão

estruturado ou formal. Um exemplo seria fazer um

sprint entre um poste de luz até outro e correr entre o próximo poste e o seguinte, alternando dessa maneira

por toda a corrida.

Um exemplo de intervalo que habitualmente é usado

no CrossFit é o Intervalo Tabata, que consiste em 20

segundos de exercício seguido por 10 segundos de descanso, repetido seis a oito vezes (http://www.cbass. com/INTERVAL.HTM). O Dr. Izumi Tabata publicou uma pesquisa que demonstrou que esse protocolo de intervalo gerou aumentos notáveis tanto na capacidade anaeróbica como na aeróbica.

É fortemente aconselhável experimentar regularmente

com padrões de intervalo e combinações variadas de descanso, exercício e repetições.

Uma das melhores fontes na internet sobre treinamento intervalado vem do Dr. Stephen Seiler (http://home. hiano/~stephens/interval.htm). Este artigo sobre treinamento intervalado e outro sobre adaptações de treinamento (http://home.hia.no/~stephens/timecors. htm) contêm as sementes da dependência profunda que

o CrossFit tem sobre treinamento intervalado. O artigo

sobre o curso de tempo das adaptações de treinamento

explica que existem três ondas de adaptação para o treinamento de resistência. A primeira onda é o aumento no consumo máximo de oxigênio. A segunda

é o aumento do limiar de ácido lático. A terceira é o

aumento da eficiência. No conceito do CrossFit, estamos

interessados em maximizar as adaptações da primeira onda e adquirir a segunda sistematicamente através de múltiplas modalidades, incluindo treinamento com pesos, e evitar completamente as adaptações da

terceira onda. As adaptações da segunda e da terceira ondas são muito específicas à atividade na qual elas são desenvolvidas e são prejudiciais ao condicionamento físico abrangente que defendemos e desenvolvemos. Um entendimento claro deste material fez com que defendêssemos a utilização habitual de treinamento de alta intensidade no maior número de modalidades de treinamento possível, por meio de esforços anaeróbicos

e intervalos, enquanto deliberada e, especificamente, evitamos a eficiência que acompanha a maestria de

uma única modalidade. Inicialmente, é irônico que esta seja nossa interpretação do trabalho do Dr. Seiler, uma vez que essa não era a sua intenção, mas, quando nossa busca por competência física ideal é vista à luz do objetivo mais específico do Dr. Seiler de maximizar

o desempenho da resistência, nossa interpretação tem muito valor.

Incidentalmente, o trabalho do Dr. Seiler esclarece

o mito de presumir que os exercícios de resistência trazem mais benefícios ao sistema cardiovascular

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O que é condicionamento físico?

que os exercícios de alta intensidade praticados em intervalos. Isso é muito importante: com o treinamento intervalado obtemos todo o benefício cardiovascular dos exercícios de resistência sem a perda associada de força, velocidade e potência.

Ginástica

Nossa utilização do termo “ginástica” não inclui apenas

o esporte competitivo tradicional que podemos ver

na televisão, mas, também, todas as atividades como escalada, ioga, exercícios calistênicos e dança, onde o objetivo é o controle do corpo. É dentro desse conjunto de atividades que podemos desenvolver uma força extraordinária (especialmente na parte superior do corpo e tronco), flexibilidade, coordenação, equilíbrio, agilidade e precisão. De fato, o ginasta tradicional não tem nada comparável em termos de desenvolvimento dessas habilidades.

O CrossFit utiliza barras paralelas curtas, colchonetes,

argolas, barras de suspensão e de mergulho e corda de escalada vertical para implantar nosso treinamento de ginástica (consulte o CrossFit Journal de setembro de 2002, “The Garage Gym” para ver os equipamentos e os fornecedores recomendados).

O local inicial da competência em ginástica está nos

conhecidos movimentos calistênicos: suspensões na barra (Pull-ups), flexões de braço (Push-ups), mergulho (Dips) e subida na corda (Rope Climb). Estes movimentos precisam formar o núcleo dos exercícios de fortalecimento da parte superior do seu corpo. Determine metas para serem alcançadas, como, por exemplo, 20, 25 e 30 suspensões na barra (Pull-ups); 50, 75 e 100 flexões de braço (Push-ups), 20, 30, 40 e

50 mergulhos (Dips); 1, 2, 3, 4 e 5 subidas consecutivas

na corda sem utilizar os pés ou as pernas.

Quando conseguir realizar quinze suspensões na barra e quinze mergulhos, será hora de começar a trabalhar habitualmente no exercício "subida na argola" (Muscle-up). A subida na argola é realizada ao mover de uma posição suspensa abaixo das argolas para uma posição apoiada, braços esticados, acima das argolas. Esse é um movimento combinado que contém tanto uma suspensão na barra (Pull-up) como um mergulho (Dip). Longe de ser uma invenção, a subida na argola é altamente funcional. Por meio de uma subida na argola, você conseguirá subir em qualquer objeto que você possa tocar apenas com os dedos: se você consegue tocá-lo, você consegue subir nele. É impossível exagerar o valor que seu uso tem para sobrevivência, policiais, bombeiros ou militares. Em edições futuras, estaremos abordando mais detalhes sobre este excelente movimento. A chave para desenvolver a subida na argola (Muscle-up) é por meio de suspensões na barra (Pull-ups) e mergulhos (Dips).

(continuação)

(Pull-ups), flexões de braço (Push-ups), mergulhos (Dips) e subida na corda (Rope Climb), uma boa parte do equilíbrio e da precisão pode ser desenvolvida ao aperfeiçoar a parada de mão (Handstand). Comece ficando de cabeça para baixo apoiado na parede se for necessário. Assim que se sentir razoavelmente confortável de ponta cabeça, você poderá praticar o movimento de elevar as pernas simultaneamente para fazer a parada de mão contra uma parede. Depois disso,

leve a parada de mão à barra paralela curta ou suportes para flexão (parallettes) sem a ajuda da parede. Depois que você conseguir sustentar a parada de mão por vários minutos sem a ajuda da parede ou de um assistente (spotter), será hora de você desenvolver uma pirueta (Pirouette). Uma pirueta é realizada ao erguer um braço

e depois girando no braço de apoio em 90 graus para

retornar à parada de mão e então repetir isso alternando os braços até que você tenha girado 180 graus. Esta habilidade precisa ser praticada até que consiga ser feita com pouca chance de cair da parada de mão. Trabalhe com intervalos de 90 graus como pontos de referência para seu desenvolvimento: 90, 180, 270, 360, 450, 540, 630 e, finalmente, 720 graus.

Andar com as mãos também é uma ferramenta

fantástica para desenvolver tanto a parada de mão como

o equilíbrio e a precisão. Um campo de futebol ou uma

calçada é um excelente lugar para praticar e medir sua

evolução. Seu objetivo é andar cem metros com as mãos sem cair.

A competência na parada de mão prepara o atleta para os

exercícios tipo Press com parada de mão. Há uma família de exercícios tipo Press que vão desde os relativamente fáceis, que qualquer ginasta iniciante consegue fazer, até alguns que são tão difíceis que apenas os melhores ginastas que disputam campeonatos nacionais conseguem fazer. A hierarquia da dificuldade é braços dobrados/corpo dobrado (quadris)/pernas dobradas; braços esticados/corpo dobrado/pernas dobradas; braços esticados/corpo dobrado/pernas esticadas e, finalmente, o monstro: braços esticados/corpo esticado/ pernas esticadas. Não é incomum demorar até dez anos para conseguir fazer esses cinco exercícios tipo Press!

O exercício de flexão do tronco na ginástica se encontra

além de qualquer coisa que você possa ver em qualquer outro lugar. Mesmo os exercícios de tronco iniciantes incapacitam os fisiculturistas, os levantadores de peso e os especializados em artes marciais. Em uma edição futura do CFJ (CrossFit Journal), vamos abordar

detalhadamente muitos dos melhores exercícios para tronco/abdominais, mas, até então, o abdominal básico

(Sit-up) e a sustentação em “L” são os exercícios básicos.

A sustentação em “L” não é nada além de sustentar seu

tronco esticado, apoiado sobre braços travados, mãos no aparelho, chão ou barras paralelas e quadris em 90

graus com as pernas esticadas à sua frente. Seu objetivo

é tentar fazer sustentações de três minutos de duração,

Enquanto

a

força

na

parte

superior

do

seu

corpo

é

desenvolvida

por

meio

de

suspensões

na

barra

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O que é condicionamento físico?

com incrementos de referência de 30 segundos por vez: 30, 60, 90, 120, 150 e 180 segundos. Quando você conseguir manter a sustentação em “L” por três minutos, todo seu esforço abdominal antigo será fácil.

Recomendamos usar o alongamento de Bob Anderson. Esta é uma abordagem simples e sem firulas à flexibilidade. O desenvolvimento da ciência de alongamentos é fraco e muitos atletas, como ginastas que demonstram grande flexibilidade, não recebem qualquer tipo de instrução formal. Apenas faça-o. Em geral, recomendamos fazer o alongamento durante

o aquecimento para estabelecer uma amplitude de

movimentos segura e eficaz para a atividade seguinte e

fazer o alongamento durante o período de resfriamento para melhorar a flexibilidade.

Há bastante material para ajudá-lo por aí. Recomendamos fortemente a participação em um programa de ginástica para adultos se houver um em sua área. Nossos amigos da www.drillsandskills.com têm uma página de condicionamento de ginástica com material suficiente para mantê-lo ocupado por anos (http://www.drillsandskills.com/skills/cond). Essa é uma das nossas páginas da internet favoritas sobre condicionamento físico.

Todo treino deve conter movimentos de ginástica/ calistênicos habituais que você já aperfeiçoou e outros elementos que estão em desenvolvimento. Muitos dos elementos iniciais da ginástica são alcançados apenas com muito esforço e frustração, e não há problema algum nisso. O retorno não tem precedentes e os elementos mais frustrantes são os mais benéficos, muito antes mesmo de você desenvolver um pouco de eficiência.

Levantamento de peso

O “levantamento de peso” olímpico, ao contrário do

“levantamento de peso” simples ou o “treinamento

com pesos”, se refere ao esporte olímpico, que inclui

o 1º e 2º tempos de arremesso (“Clean and Jerk”) e o

arranco ("Snatch"). O levantamento de peso olímpicos, como é normalmente chamado, desenvolve força (especialmente nos quadris), velocidade e potência como nenhuma outra modalidade de treinamento. É um fato pouco conhecido que o levantamento de peso bem-sucedido exige uma flexibilidade significativa. Os levantadores de peso olímpico são tão flexíveis quanto qualquer atleta.

Os benefícios do levantamento olímpico não

terminam somente com força, velocidade, potência e flexibilidade. Tanto o arremesso (Clean and Jerk) como

o arranco (Snatch) desenvolvem consideravelmente

a coordenação, a agilidade, a precisão e o equilíbrio.

Esses dois tipos de levantamentos têm tantas nuances

e desafios como qualquer movimento esportivo. Uma

competência moderada nos levantamentos olímpicos proporciona mais habilidade atlética a qualquer esporte.

(continuação)

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Os levantamentos olímpicos se baseiam em levantamento terra (Deadlift), 1º tempo de arremesso (Clean), agachamento (Squat) e 2º tempo de arremesso (Jerk). Estes movimentos são o ponto de partida para todo programa sério de treinamento com pesos. De fato, eles devem ser o núcleo de seu treinamento de resistência por toda sua vida.

Por que o levantamento terra (Deadlift), o 1º tempo de arremesso (Clean), o agachamento (Squat) e o 2º tempo de arremesso (Jerk)? Porque esses movimentos provocam uma profunda resposta neuroendócrina. Ou seja,elespromovemalteraçõeshormonaiseneurológicas em seu organismo. As alterações que ocorrem através desses movimentos são essenciais ao desenvolvimento atlético. A maior parte do desenvolvimento que ocorre como resultado de exercícios é sistêmica e é o resultado direto de alterações hormonais e neurológicas.

Roscas, levantamentos laterais, extensões de perna, rosca de perna, crucifixos e outros movimentos do fisiculturismo não têm lugar em um programa sério de força e condicionamento, principalmente por causarem uma resposta neuroendócrina inadequada. Uma característica distintiva destes movimentos relativamente inúteis é que eles não têm um análogo funcional na vida diária e apenas trabalham com uma articulação por vez. Compare isso com os movimentos de levantamento terra, 1º tempo de arremesso, agachamento e 2º tempo de arremesso, que são movimentos funcionais e multiarticulares.

Comece sua carreira de levantamento de peso com o levantamento terra (Deadlift), o 1º tempo de arremesso (Clean), o agachamento (Squat) e o 2º tempo de arremesso (Jerk) e depois introduza o “Clean and Jerk” e o arranco (Snatch). Existem muitas fontes excelentes para aprender esses movimentos, mas temos conhecimento de apenas uma fonte excepcional para o Clean and Jerk e o arranco, que são algumas fitas de

vídeo produzidas pela World Class Coaching LLC. Estas fitas não apenas são as melhores instruções disponíveis como são, também, tão boas quanto qualquer outra fita de vídeo com instruções que assistimos sobre esse assunto. A maioria do material nessas fitas de vídeo, tanto em termos de pedagogia e compreensão técnica,

é exclusiva dos produtores. Você precisa das duas fitas, “The Snatch” e “The Clean and Jerk”.

A maior parte do melhor material sobre treinamento

com pesos na internet se encontra em páginas sobre “powerlifting”. O powerlifting é o esporte que usa três levantamentos: o supino, o agachamento e o levantamento terra. O powerlifting é uma maneira

excelente de iniciar um programa de levantamento, seguido, mais tarde, por um 1º tempo de arremesso e o

2º tempo de arremesso e, finalmente, o “Clean and Jerk”

e o “arranco”.

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Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

O que é condicionamento físico?

(continuação)

Os movimentos que estamos recomendando são

muito exigentes e muito atléticos. Assim, eles mantêm

o interesse e a atenção dos atletas, ao contrário dos

exercícios tradicionais que são oferecidos na maioria das academias de ginástica (movimentos do fisiculturismo) que geralmente são completamente sem graça para os atletas. O levantamento de peso é um esporte; treinamento com pesos não é.

Arremesso Nosso programa de treinamento com pesos não inclui apenas o levantamento de peso e o powerlifting como, também, exercícios de arremesso de bolas medicinais. Os exercícios com bolas medicinais que favorecemos oferecem tanto um treinamento físico como a prática

de movimentos gerais. Somos grandes fãs da med ball

Dynamax (www.medicineballs.com) e dos exercícios de arremesso elaborados no manual de treinamento Dynamax que vem com as bolas. Os exercícios com a med ball acrescentam outro estímulo poderoso para força, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão.

Há um jogo com a med ball chamado Hoover Ball. Ele é

jogado com uma rede de voleibol de 2,4 m de altura e

a pontuação é semelhante à do tênis. Este jogo queima

três vezes mais calorias que o tênis e é muito divertido.

A história e as regras do jogo Hoover Ball podem ser

encontradas na internet.

Nutrição

A nutrição desempenha um papel fundamental em

seu condicionamento físico. Uma nutrição adequada

pode ampliar ou diminuir o efeito dos seus esforços

de treinamento. A nutrição eficaz é formada por uma

quantidade moderada de proteína, carboidratos e gordura. Esqueça a dieta da moda com alto teor de

carboidratos, baixo teor de gorduras e baixo teor de proteínas. 70% de carboidratos, 20% de proteína e 10% de gordura podem funcionar para seu coelho, mas não vai fazer nada por você além de aumentar seu risco de desenvolver câncer, diabetes e

macronutrientes e a restrição calórica, que são os três pilares de uma nutrição correta, independentemente de você estar preocupado com o desempenho atlético, a prevenção de doenças e longevidade ou a composição corporal. Recomendamos que todas as pessoas leiam

o livro do Dr. Sears, "Enter the Zone". Abordaremos a nutrição com mais detalhes em uma edição futura do CFJ.

Esporte

O esporte desempenha um papel incrível no

condicionamento físico. O esporte é a aplicação do condicionamento físico em uma atmosfera fantástica de competição e maestria. Os esforços de treinamento tradicionalmente incluem movimentos repetitivos relativamente previsíveis e oferecem uma oportunidade

limitada de aplicar a combinação essencial das nossas

dez habilidades físicas gerais. Afinal, a expressão ou

a aplicação combinada das dez habilidades gerais é

nossa motivação para desenvolvê-las em primeiro lugar. Esportes e jogos como futebol, artes marciais, beisebol

e basquete, em comparação com nossos treinos, têm

movimentos mais variados e menos previsíveis. No

entanto, embora os esportes desenvolvam e exijam todas as dez habilidades gerais simultaneamente, eles fazem isso lentamente em comparação com o

nosso regime de força e condicionamento. Em nossa opinião, o esporte é melhor para expressar e testar as habilidades do que é para desenvolver as mesmas. Tanto

a expressão como o desenvolvimento são essenciais

para nosso condicionamento físico. Em muitos aspectos,

o esporte é mais semelhante às exigências da natureza

do que é nosso treinamento. Incentivamos e esperamos que nossos atletas realizem atividades esportivas

habitualmente, além de todos seus exercícios de força

e condicionamento.

Uma hierarquia teórica do desenvolvimento

ESPORTE LEVANTAMENTO DE PESO E ARREMESSO GINÁSTICA CONDICIONAMENTO METABÓLICO NUTRIÇÃO
ESPORTE
LEVANTAMENTO
DE PESO E
ARREMESSO
GINÁSTICA
CONDICIONAMENTO
METABÓLICO
NUTRIÇÃO

Existe uma hierarquia teórica para o desenvolvimento de um atleta. Ela tem início com a nutrição e passa por condicionamento metabólico, ginástica, levantamento de peso e, finalmente, o esporte. Esta hierarquia reflete consideravelmente a

doenças cardíacas, ou deixá-lo fraco e doente. Um equilíbrio de macronutrientes e uma nutrição saudável está mais próximo de 40% de carboidratos, 30% de proteína e 30% de gordura. A Dieta da Zona (http://

dependência fundamental, a habilidade e, em certo nível, a ordem cronológica do desenvolvimento. O fluxo lógico parte das fundações moleculares, a suficiência cardiovascular, o controle do corpo, o controle de objetos externos e, por último, a maestria e a aplicação. A maior utilidade deste modelo é a análise dos pontos fracos ou dificuldades do atleta.

Não

colocamos

esses

componentes

deliberadamente em ordem,

www.drsears.com/) do Dr. Barry Sears

ainda oferece a maior precisão, eficácia

e

qualquer outro protocolo claramente

benefícios para a saúde do que

definido. A Dieta da Zona realiza um trabalho adequado de administração conjunta dos problemas de controle da glicose sanguínea, uma proporção adequada de

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O que é condicionamento físico?

mas a natureza o fará. Se você tem uma deficiência em qualquer nível da “pirâmide”, os componentes acima dela serão prejudicados.

Integração Todo regime e toda rotina contêm, dentro de sua estrutura, o plano de sua deficiência. Se você realiza apenas seu treinamento com pesos com baixo número de repetições, você não desenvolverá a resistência muscular que poderia desenvolver de outra forma. Se você trabalha apenas com um número grande de repetições, você não desenvolverá a mesma força ou potência que você desenvolveria se utilizasse um número pequeno de repetições. Há vantagens e desvantagens para o exercício lento ou rápido, com carga pesada ou leve, “cárdio” antes ou “cárdio” depois etc.

Para o condicionamento físico que buscamos, todo parâmetro dentro do seu controle precisa ser modulado de modo a ampliar o estímulo o máximo possível. Seu corpo responderá apenas a um fator de estresse ao qual não está acostumado; a rotina é o inimigo da evolução e da adaptação abrangente. Não se atenha a um número grande de repetições, um número pequeno de repetições, longos períodos de descanso ou curtos períodos de descanso; ao contrário, busque sempre variar (http:// www.cbass.com/EvolutionaryFitness.htm).

Então, o que devemos fazer? A resposta é: trabalhe no sentido de se tornar um levantador de peso melhor, um ginasta mais forte e melhor, um remador, um corredor, um nadador, um ciclista mais rápido. Existe um número infinito de regimes que serão bem-sucedidos.

Descobrimos que, de modo geral, três dias de exercício e um dia de descanso propiciam uma capacidade de sustentação máxima nas intensidades máximas. Um de nossos padrões de exercício favoritos é fazer um aquecimento e, depois, fazer três a cinco séries de três a cinco repetições de um levantamento fundamental em um ritmo moderadamente confortável, seguido por um circuito de dez minutos de elementos de ginástica a um ritmo muito rápido e, finalmente, terminar com dois a dez minutos de condicionamento metabólico de alta intensidade. Nada é sagrado neste padrão. A mágica está nos movimentos e não na rotina. Seja criativo.

Outro de nossos favoritos é misturar elementos de ginástica e levantamento de peso em “couplets” que se combinam para formar um desafio metabólico drástico. Um exemplo seria realizar cinco repetições de um agachamento com barra nas costas (Back Squat) moderadamente pesado, seguido imediatamente por uma série de repetições máximas de suspensões na barra (Pull-ups), repetida três a cinco vezes.

Em outras ocasiões, tomamos cinco a seis elementos equilibrados entre levantamento de peso, condicionamento metabólico e ginástica e os combinamos em um único circuito que fazemos o mais

(continuação)

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rápido possível por três vezes, sem descanso.

Podemos criar rotinas como estas infinitamente. De fato, nossos arquivos (http://www.crossfit.com/misc/ arc.html) contêm quatrocentos ou quinhentos treinos diários que foram conscientemente misturados e variados desta maneira. Examiná-los lhe dará uma ideia de como misturamos e modulamos nossos principais elementos.

Não mencionamos aqui nossa tendência de pular, usar os pesos com alça, o levantamento de objetos diferentes

e os exercícios com obstáculos. No entanto, o tema

recorrente de funcionalidade e variedade claramente sugere a necessidade e a validade de sua inclusão.

Finalmente, concentre-se em suprimir as diferenças entre treinamento “cárdio” e de força. A natureza não leva em consideração esta distinção ou qualquer outra, incluindo nossas dez adaptações físicas. Utilizaremos pesos e exercícios pliométricos para provocar uma resposta metabólica e velocidade máxima para melhorar a força.

Capacidade de dimensionamento e aplicação Frequentemente somos perguntados se um regime como o do CrossFit pode ser aplicado a um público de mais idade e sem condicionamento ou treinamento. A

diferença entre as necessidades de um atleta olímpico

e as de nossos avós é quanto ao grau, não quanto ao

tipo. Um busca domínio funcional e o outro competência

funcional. A competência e o domínio se manifestam através de mecanismos fisiológicos idênticos.

Utilizamos as mesmas rotinas para os indivíduos idosos com doenças cardíacas e praticantes de luta livre um mês antes de aparecerem lutando na televisão. Dimensionamos a carga e a intensidade; não mudamos os programas.

Recebemos pedidos de atletas que praticam todo tipo

de esporte que estão procurando um programa de força

e condicionamento para seus respectivos esportes.

Tanto bombeiros como jogadores de futebol, triatletas, lutadores de boxe ou surfistas querem um programa que se adapte à especificidade de suas necessidades. Embora admitamos que realmente existam necessidades específicas a qualquer esporte, a maior parte do treinamento esportivo específico tem sido

ridiculamente ineficaz. A necessidade por especificidade

é quase que completamente atendida pela prática e

pelo treinamento regulares dentro do próprio esporte e não no ambiente de força e condicionamento. Nossos

caçadores de terroristas, esquiadores, ciclistas de montanha e donas de casas encontraram seus melhores níveis de condicionamento físico a partir do mesmo regime.

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Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

A definição tridimensional de condicionamento físico e saúde do CrossFit

de condicionamento físico e saúde do CrossFit O Técnico Greg Glassman unifica o condicionamento físico e

O Técnico Greg Glassman unifica o condicionamento

físico e a saúde nesta palestra de duas partes. Nesta palestra, publicamos pela primeira vez um novo componente revolucionário (um modelo tridimensional),

que tem o potencial de redefinir e unificar para sempre

os campos da saúde e do condicionamento físico.

Agora, a saúde pode ser definida de maneira concisa e precisa como um aumento na capacidade de trabalho em amplo tempo, diferentes domínios e idade. A capacidade de trabalho é a capacidade de realizar esforço físico verdadeiro medido pela força x distância/ tempo (que é a potência média). O condicionamento físico é ter esta capacidade no maior número de domínios possível.

Ciência é uma questão de medição e previsão. Sem dados mensuráveis, observáveis e reproduzíveis sobre as unidades físicas fundamentais da cinemática (massa, distância e tempo ou MKS) não existe ciência relacionada ao desempenho humano. Isso é uma verdade para planetas, automóveis e exercícios.

A potência física pode ser medida em termos de libras-

força-pé/minuto. Movemos nosso próprio corpo e movemos objetos externos. Podemos medir o peso

desses corpos e objetos, a distância que eles percorrem e em que período de tempo. Sua capacidade de mover rapidamente cargas pesadas em distâncias longas

é o condicionamento físico no tipo mais amplo de

domínio; e a capacidade de sustentar aquele nível de condicionamento físico por toda sua vida é uma medida definidora da saúde.

A prescrição do CrossFit para alcançar esse nível de

condicionamento físico é por meio de movimentos funcionais de alta intensidade constantemente variados. Podemos prever com exatidão os aperfeiçoamentos na aumento na capacidade de trabalho em amplo tempo, diferentes domínios e idade através desta prescrição. Contamos com dezenas de milhares de exemplos neste momento.

O novo componente apresentado nesta palestra é a

idade. O condicionamento físico pode ser ilustrado em um gráfico de duas dimensões, com a duração

do esforço no eixo x e a potência no eixo y. Em cada

duração, fazemos a média de nossa capacidade de potência através de uma variedade de domínios modais

(habilidades e exercícios). Isso cria uma curva de potência, sendo que a área sob essa curva é sua aumento

na capacidade de trabalho em amplo tempo, diferentes

domínios e idade (ou seja, o condicionamento físico).

Podemos, então, acrescentar uma terceira dimensão

a este gráfico, o eixo z, que é a idade. Ao reavaliar

seu condicionamento físico bidimensional em vários momentos da sua vida, formamos um gráfico na forma de um sólido. A curva da potência toma a forma de um planalto ou manta. Este gráfico tridimensional é a medida definidora da saúde. Portanto, a saúde é nada mais que um condicionamento físico sustentado.

Na primeira parte, o Técnico trata dos três primeiros modelos operacionais de condicionamento físico originalmente publicados no artigo fundamental “What

is Fitness” e de que maneira eles são reunidos pelo

gráfico de capacidade de trabalho. 20 min. 0 s.

Primeira parte

http://journal.crossfit.com/2009/02/crossfits-new-

definition-of-fitness-volume-under-the-curve-1.tpl

Na segunda parte, o Técnico explica o quarto modelo,

o contínuo entre doença, bem-estar e condicionamento

físico, e como ele se subordina à métrica de maximizar o

volume de capacidade de trabalho através dos domínios amplos de tempo e modo por toda sua vida. 17 min. 51 s.

Segunda parte

(http://journal.crossfit.com/2009/02/crossfits-new-

definition-of-fitness-volume-under-the-curve-1.tpl)

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Guia de treinamento CrossFit | CrossFit

Guia de treinamento CrossFit | CrossFit 26 de 117 Copyright © 2012 CrossFit, Inc. Todos os
Guia de treinamento CrossFit | CrossFit 26 de 117 Copyright © 2012 CrossFit, Inc. Todos os

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Técnica

Técnica Em seu vídeo anterior, “Better Movements” (outubro de 2007, CrossFit Journal), o Técnico Glassman explicou

Em seu vídeo anterior, “Better Movements” (outubro de 2007, CrossFit Journal), o Técnico Glassman explicou que movimentos funcionais de alta potência como o 2º tempo de arremesso (Jerk) e a barra com balanço (Kipping Pull-up) são melhores exercícios, de vários modos essenciais, do que seus parentes mais simples, o exercício tipo Press e a barra sem balanço (Strict Pull- up). Na apresentação “Productive Application of Force” (janeiro de 2008), ele explicou porque nossa definição de força não é apenas igual à força de contração muscular. O que realmente importa é a capacidade de aplicar essa força muscular para executar um trabalho físico verdadeiro, que não pode ser independente das habilidades e dos mecanismos do movimento funcional.

No vídeo deste mês, Glassman elabora ainda mais sobre o relacionamento entre a técnica e o movimento funcional, a potência e o condicionamento físico. Ele explica que a técnica, da mesma forma que suas primas, a mecânica, a forma e o estilo, não vai contra a intensidade, mas é de fato essencial à maximização da potência e, assim, do condicionamento físico. A técnica adequada é o mecanismo pelo qual as potenciais energia e força humanas são traduzidas em capacidade de execução verdadeira.

http://journal.crossfit.com/2008/02/technique-part-

1-by-greg-glass.tpl

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No quadro negro: treino no limiar

CrossFit | CrossFit No quadro negro: treino no limiar Encontrar um equilíbrio entre a técnica e

Encontrar um equilíbrio entre a técnica e a intensidade é uma das coisas que separa os bons treinadores dos ótimos treinadores, além de ser uma das chaves na obtenção de resultados ideais do programa CrossFit.

De acordo com Greg Glassman, o “controle” é apenas outra coisa que pode ser reforçada para gerar adaptações favoráveis, da mesma maneira que seu sistema cardiorrespiratório precisa passar por estresse para gerar mais resistência. A capacidade de manter um melhor controle em velocidades mais altas precisa ser treinada e o CrossFit ajudará você a conseguir isso. Conforme você desenvolver melhores técnicas e controle em velocidades mais altas, sua produção de potência vai aumentar.

Uma analogia é pensar em uma prova de digitação: uma nota excelente é uma combinação de alta velocidade e exatidão precisa, e a meta é melhorar a produção tanto por meio da prática como por treinamento. Trabalhar com pesos é muito semelhante a isso.

“Nunca foi sugerido em empenho algum que a melhor precisão nem a melhor proficiência geral já gerada foram o resultado de nunca testar a velocidade do movimento”.

http://journal.crossfit.com/2010/03/chalkboard-

threshold.tpl

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OBSERVAÇÕES

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O GUIA DE TREINAMENTO

O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia
O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia
O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia
O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia
O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia
O GUIA DE TREINAMENTO Movimentos Anatomia e fisiologia para atletas Coluna vertebral Pelve Fêmur Tíbia

Movimentos

Anatomia e fisiologia para atletas

Coluna

vertebral

Pelve

Pelve

Fêmur

Tíbia

Articulação sacroilíaca Articulação do quadril Articulação do joelho
Articulação
sacroilíaca
Articulação do
quadril
Articulação do
joelho

Tronco:

pelve e coluna vertebral (tronco na posição neutra)

(quadril estendido)

Perna:

tíbia e fêmur (perna esticada)

Anatomia e fisiologia para

atletas

Página 29 Oficina de agachamento Página 32

O agachamento de arranco

(Overhead Squat)

Página 39

Desenvolvimento de ombros (Shoulder Press), Push-Press, Push Jerk

 

Página 47

O

levantamento terra

(Deadlift)

 

Página 52

Cleans com a med ball Página 57

O abdominal para

desenvolvimento dos músculos glúteo-isquiotibiais (GHD Sit-up)

Página 63

Repassar um treino eficaz exige uma comunicação eficiente. Esta comunicação desfruta de um grande auxílio quando o técnico e o atleta compartilham uma terminologia tanto do movimento humano como das partes do corpo.

Desenvolvemos uma lição extremamente simples sobre anatomia e fisiologia que acreditamos ter melhorado nossa capacidade de motivar de maneira exata e precisa os comportamentos desejados, além de ter melhorado a compreensão tanto do movimento como da postura pelos atletas.

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Guia de treinamento CrossFit | Movimentos

Anatomia e fisiologia para os atletas

(continuação)

Anatomia e fisiologia para os atletas (continuação) Tronco na posição neutra, extensão do quadril, extensão
Anatomia e fisiologia para os atletas (continuação) Tronco na posição neutra, extensão do quadril, extensão
Anatomia e fisiologia para os atletas (continuação) Tronco na posição neutra, extensão do quadril, extensão
Anatomia e fisiologia para os atletas (continuação) Tronco na posição neutra, extensão do quadril, extensão

Tronco na posição neutra, extensão do quadril, extensão da perna

Extensão do tronco

extensão do quadril, extensão da perna Extensão do tronco Flexão do tronco Flexão da perna Flexão
extensão do quadril, extensão da perna Extensão do tronco Flexão do tronco Flexão da perna Flexão
extensão do quadril, extensão da perna Extensão do tronco Flexão do tronco Flexão da perna Flexão

Flexão do tronco

Flexão da perna

perna Extensão do tronco Flexão do tronco Flexão da perna Flexão do quadril Basicamente, pedimos aos
perna Extensão do tronco Flexão do tronco Flexão da perna Flexão do quadril Basicamente, pedimos aos

Flexão do quadril

Basicamente, pedimos aos atletas que aprendam quatro

partes do corpo, três articulações (sem incluir a coluna vertebral) e duas direções gerais do movimento das articulações. Encerramos nossa lição sobre anatomia

e fisiologia com a essência da biomecânica esportiva sintetizadas em três regras simples.

Utilizamos uma iconografia simples para ilustrar a

coluna vertebral, a pelve, o fêmur e a tíbia. Mostramos que a coluna vertebral tem um formato normal em “S”

e onde ela se encontra no corpo do atleta. Também demonstramos a pelve, o fêmur e a tíbia.

Depois demonstramos o movimento de três articulações.

Primeiro, a articulação do joelho conectando a tíbia com

o fêmur. Em segundo lugar, acima dela, o quadril. O

quadril é a articulação que conecta o fêmur com a pelve.

A terceira é a articulação sacroilíaca (articulação SI),

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Anatomia e fisiologia para os atletas

que conecta a pelve com a coluna vertebral (também queremos indicar que a coluna vertebral é, na realidade, um monte de articulações).

Explicamos que o fêmur e a tíbia formam “a perna” e que

a pelve e a coluna vertebral formam “o tronco”.

Isso conclui nossa lição de anatomia. Agora, quanto à fisiologia, demonstramos que a “flexão” é a redução do ângulo de uma articulação e que a “extensão” é o aumento do ângulo de uma articulação.

Antes de explicarmos sobre nossa síntese de biomecânica essencial, testamos nossos alunos para ver se todos conseguem flexionar e estender o joelho (ou

“perna”), o quadril, a coluna vertebral e a articulação sacroilíaca (ou “tronco”) quando solicitados. Quando ficar claro que a diferença entre a flexão e a extensão foi compreendida em cada articulação, solicitamos a realização de combinações de comportamentos como, por exemplo, “flexione uma perna e o tronco, mas não

o quadril”.

Assim que as articulações, as partes e os movimentos estiverem claros, oferecemos estas pequenas porções de informações sobre biomecânica:

O movimento funcional geralmente liga a coluna vertebral à pelve. A articulação SI e a coluna vertebral foram concebidas para realizar movimentos pouco abrangentes em várias direções. Tente manter o tronco firme e sólido enquanto corre, pula, faz agachamentos, arremessos, anda de bicicleta etc.

A dinâmica desses movimentos é originada no quadril, principalmente as extensões. Uma extensão poderosa do quadril é certamente necessária e quase que suficiente para se obter uma capacidade atlética de elite.

Não deixe a pelve perseguir o fêmur em vez da coluna vertebral. No passado, chamávamos isto de “função de quadril neutro” (Jan. ‘03:5). Também a chamamos de “quadril congelado”, pois, quando a pelve persegue o quadril, o ângulo do quadril fica aberto e, consequentemente, não tem força para fazer a extensão.

Quatro partes, três articulações, dois movimentos

e três regras oferecem a nossos atletas e a nós uma

terminologia e uma compreensão simples, mas poderosas, cujo efeito imediato é fazer com que nossos atletas se tornem imediatamente mais “treináveis”. Isso

já é o suficiente.

(continuação)

F

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(continuação) F Guia de treinamento CrossFit | Movimentos A pelve e a coluna vertebral ficam juntas
(continuação) F Guia de treinamento CrossFit | Movimentos A pelve e a coluna vertebral ficam juntas

A pelve e a coluna vertebral ficam juntas

| Movimentos A pelve e a coluna vertebral ficam juntas A quadril força vem do A
A
A

quadril

A pelve e a coluna vertebral ficam juntas A quadril força vem do A pelve persegue

força vem do

e a coluna vertebral ficam juntas A quadril força vem do A pelve persegue o fêmur

A

pelve persegue

o

fêmur

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Oficina de agachamento (Squat)

CrossFit | Movimentos Oficina de agachamento (Squat) O agachamento (Squat) é essencial ao seu bem-estar.

O

agachamento (Squat) é essencial ao seu bem-estar.

O

agachamento pode melhorar muito sua capacidade

atlética e manter seus quadris, costas e joelhos em boas condições e funcionando quando estiver na terceira idade.

O agachamento não é apenas fundamental para os

joelhos, ele reabilita excepcionalmente os joelhos doloridos, danificados ou delicados. De fato, se você não fizer agachamentos, seus joelhos não serão saudáveis, independentemente de não sentir dor ou desconforto. Isso também se aplica aos quadris e às costas.

O agachamento não é mais uma invenção de um

técnico ou treinador. Ele é um componente vital, natural

e

funcional do seu ser.

O

agachamento, na posição abaixada, é a postura que

a

natureza pretende que usemos para sentar (cadeiras

não fazem parte de nossa composição biológica) e o ato de nos erguermos a partir da posição abaixada é o método biomecanicamente correto de nos levantarmos. Não há nada forçado ou artificial sobre este movimento.

A maioria dos habitantes do mundo

não se sentam em cadeiras, eles agacham. Refeições, cerimônias, conversas, reuniões e defecação são todos realizados sem cadeiras ou assentos. É apenas no mundo industrializado que precisamos de cadeiras, sofás, bancos e banquetas. Isso vem com uma perda da funcionalidade que contribui imensamente com a decrepitude.

Frequentemente, encontramos indivíduos cujo médico ou quiropraxista lhes disse para não fazerem o agachamento (Squat). Em quase todos os casos, isso é pura ignorância por parte do clínico. Quando perguntamos a um médico que não gosta do agachamento “qual é então o método que seu paciente precisa usar para levantar-se da privada?”, eles não sabem o que responder.

De maneira similarmente mal

informada, já ouvimos treinadores

e profissionais da saúde sugerir

que o joelho não deve dobrar-se além de 90 graus. É divertido pedir aos proponentes desta opinião para sentarem-se no chão com as pernas na sua frente e depois levantarem-se sem dobrar as

pernas além de 90 graus. Isso não pode ser feito sem um movimento forçado, um tanto grotesco. A verdade

é que levantar-se do chão envolve uma força, em pelo

menos um joelho, que é substancialmente maior do que

o agachamento.

Presumimos que as pessoas que aconselham contra

o agachamento estão apenas repetindo bobagens

que elas ouviram nos meios de comunicação ou na academia de ginástica ou que, durante a prática clínica, encontraram pessoas que se machucaram fazendo o agachamento incorretamente.

É totalmente possível se machucar realizando o

agachamento incorretamente, mas também é extremamente fácil levar o agachamento ao mesmo nível de segurança da caminhada. No artigo anexo, explicamos como isso é feito.

No âmbito atlético, o agachamento é o exercício de extensão dos quadris por excelência, e a extensão dos quadris é a fundação de todo bom movimento humano. Uma extensão poderosa e controlada do

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Oficina de agachamento (Squat)

quadril é necessária e quase que suficiente para se obter uma capacidade atlética de elite. “Necessária” significando que, sem uma extensão dos quadris poderosa e controlada, você não estará nem perto de estar funcionando em seu potencial máximo. “Suficiente” no sentido de que todas as pessoas que encontramos que conseguem abrir os quadris de modo explosivo conseguem também correr, pular, arremessar e dar socos com uma força impressionante.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é que

o agachamento se encontra entre os exercícios que

provocam uma resposta neuroendócrina potente. Este

benefício é uma razão ampla para incluir este exercício

em seu regime.

O agachamento livre (Air Squat) Todos nossos atletas iniciam o agachamento (Squat) com o “agachamento livre” (Air Squat), ou seja, sem

qualquer outra carga além de seu próprio peso corporal. Em questão de terminologia, quando mencionamos

o “agachamento” (Squat), estamos falando do

agachamento sem carga, que apenas inclui o próprio peso corporal. Quando estivermos tratando de agachamentos com carga, usaremos termos como agachamento com barra nas costas (Back Squat), agachamento de arranco (Overhead Squat) ou o agachamento frontal (Front Squat) para mencionar especificamente os agachamentos com carga. A segurança e a eficácia do treinamento com os agachamentos com barra nas costas, frontal e agachamento de arranco sem aperfeiçoar o tipo sem carga retarda o potencial atlético.

O que indica que o agachamento (Squat) foi

aperfeiçoado? Essa é uma boa pergunta. Podemos dizer que o agachamento foi aperfeiçoado quando tanto a técnica como o desempenho são de nível superior. Isso sugere que nenhum dos vinte e três pontos acima

é deficiente e que é possível fazer repetições rápidas e múltiplas. Nosso padrão favorito de repetições múltiplas

e rápidas seria o agachamento Tabata (Tabata Squat)

(fazer 20 segundos/parar 10 segundos e repetir oito vezes), sendo que o intervalo mais fraco dentre os oito

intervalos seria entre 18 a 20 repetições. Não interprete isto erroneamente: estamos procurando obter 18 a 20 agachamentos perfeitos em vinte segundos, descanso

por dez segundos, e repetir mais sete vezes, totalizando

oito intervalos.

Os erros mais comuns que devem ser notados são

a curvatura lombar ceder na posição abaixada, não

ultrapassar o plano paralelo com as coxas, deixar o tórax ou os ombros caírem para frente, olhar para baixo, levantar os calcanhares e não estender o quadril completamente quando subir. Nem pense em começar a fazer agachamentos com carga até esses erros não serem mais cometidos por você.

Um ângulo relativamente pequeno de extensão dos quadris (com as costas retas), embora seja uma indicação do agachamento ruim de um iniciante e

(continuação)

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Como fazer o agachamento (Squat)

Aqui encontra-se algumas indicações valiosas sobre como fazer um agachamento correto. Comportamentos idênticos são incentivados por muitos.

1. Comece com os pés afastados na mesma largura dos ombros e com os pés em posição ligeiramente aberta.

2. Mantenha sua cabeça elevada, olhando um pouco acima da direção paralela.

3. Não olhe para baixo; o chão deve estar somente na visão periférica.

4. Acentue o arco normal da curvatura lombar e, em seguida, empurre o excedente do arco para fora com os músculos abdominais.

5. Mantenha seu abdômen bem firme.

6. Movimente suas nádegas para trás e para baixo.

7. Seus joelhos seguem a mesma linha dos pés.

8. Não deixe os joelhos vivarem para dentro do espaço entre os pés.

9. Mantenha o máximo de pressão possível sobre os calcanhares.

10. Não se apoie na parte anterior da planta dos pés.

11. Atrase o movimento posterior dos joelhos o máximo possível.

12. Levante seus braços para cima e para fora ao descer.

13. Mantenha seu torso alongado.

14. Afaste as mãos o máximo possível das nádegas.

15. Olhando de perfil, as orelhas não se movem para frente durante o agachamento, ela apenas desce em linha reta.

16. Não deixe o agachamento apenas descer; use os músculos flexores do quadril para abaixar.

17. Não deixe a curva lombar ceder quando estiver chegando embaixo.

18. Pare quando a dobra dos quadris estiver abaixo dos joelhos, ficando paralela com a coxa.

19. Contraia os glúteos e os músculos isquiotibiais e erga-se sem ir para frente ou perder o equilíbrio.

20. Volte exatamente pelo mesmo trajeto que usou para descer.

21. Use toda a musculatura que conseguir; não existem partes do corpo que não estejam envolvidas.

22. Ao erguer-se, sem mover os pés, aplique pressão no lado externo dos pés, como se estivesse tentando separar o chão em que está pisando.

23. No final do movimento, fique o mais ereto possível.

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Oficina de agachamento (Squat)

causado por músculos extensores do quadril fracos, não é estritamente considerado um erro, desde que a coluna lombar esteja estendida.

Causas de um agachamento (Squat) incorreto

1. Glúteos/músculos isquiotibiais fracos. Os glúteos

e os músculos isquiotibiais são responsáveis por

uma extensão dos quadris forte, que é essencial ao universo do desempenho atlético.

2. Engajamento ruim, controle fraco e não ter ciência

O

caminho rumo a uma extensão dos quadris forte e

eficaz inclui uma odisseia de três a cinco anos para

(continuação)

dos

glúteos

e

dos

músculos

isquiotibiais.

a maioria dos atletas.

3. Tentativa resultante de fazer o agachamento com

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o quadríceps. O domínio da extensão da perna sobre a extensão dos quadris é um dos principais obstáculos ao desempenho de elite pelos atletas.

4. Falta de flexibilidade. Se deixar os músculos isquiotibiais extremamente contraídos, você estará perdido. Este é um grande fator que contribui com sair da extensão lombar e passar a fazer uma flexão lombar, que é o pior dos erros.

5. Execução desleixada, concentração fraca. Você não vai conseguir fazer certo este exercício acidentalmente. Ele exige muito esforço. Quanto mais trabalhar no agachamento (Squat), mais conscientização você desenvolverá sobre sua complexidade.

Erros comuns ou anatomia de um agachamento (Squat) incorreto

Erros comuns ou anatomia de um agachamento (Squat) incorreto Não chegar ao plano paralelo Deixar os

Não chegar ao plano paralelo

agachamento (Squat) incorreto Não chegar ao plano paralelo Deixar os ombros caírem Virar os joelhos para

Deixar os ombros caírem

Não chegar ao plano paralelo Deixar os ombros caírem Virar os joelhos para dentro do espaço

Virar os joelhos para dentro do espaço entre os pés

Virar os joelhos para dentro do espaço entre os pés A b a i x a
Virar os joelhos para dentro do espaço entre os pés A b a i x a

Abaixar a cabeça

entre os pés A b a i x a r a c a b e ç
entre os pés A b a i x a r a c a b e ç

Perder a compostura da lombar (arquear as costas; este talvez seja o pior)

Levantar os calcanhares do chão Não terminar o agachamento; não completar a extensão dos quadris

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Oficina de agachamento (Squat)

Tratamentos para os erros comuns

Sustentações com barra: segure em uma barra colocada em uma posição mais elevada e mais próxima do que seu alcance normal na posição abaixada do agachamento, depois se posicione perfeitamente na posição abaixada, com o tórax, a cabeça, as mãos, os braços, os ombros e as costas em uma posição superior à normal. Encontre o equilíbrio, largue a barra, repita cada vez mais próximo e mais alto etc. Faça o agachamento de levantamento (que levanta a cabeça, o tórax, os ombros e o torso), colocando mais carga nos calcanhares e nos glúteos/músculos isquiotibiais. Isso imediatamente força uma postura abaixada sólida, a partir da qual você terá a oportunidade de sentir as forças exigidas para se equilibrar em boa postura. Este é um alongamento de ombros razoável, mas não tão bom quanto o agachamento de arranco. (consulte

(continuação)

quanto o agachamento de arranco. (consulte (continuação) a página 32) . Este é um tratamento muito
quanto o agachamento de arranco. (consulte (continuação) a página 32) . Este é um tratamento muito

a página 32). Este é um tratamento muito eficaz.

Agachamento em caixa: faça o agachamento com uma caixa de 25 cm de altura, descanse quando estiver embaixo sem alterar a postura, e, depois, contraia e levante-se sem desequilibrar-se para frente. Mantenha uma postura perfeita na parte inferior. Este é um item de tecnologia clássica aperfeiçoada no Westside Barbell Club. Consulte a página na internet e os links desse clube.

Bottom to Bottoms (nádegas para baixo): abaixe-se e levante-se com extensão completa e rapidamente volte a se abaixar, passando mais tempo embaixo do que em cima. Por exemplo, ficar abaixado por cinco minutos e voltando em extensão completa apenas uma vez a cada

e voltando em extensão completa apenas uma vez a cada Guia de treinamento CrossFit | Movimentos
e voltando em extensão completa apenas uma vez a cada Guia de treinamento CrossFit | Movimentos

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uma vez a cada Guia de treinamento CrossFit | Movimentos 35 de 117 Copyright © 2012
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Oficina de agachamento (Squat)

cinco segundos, ou seja, sessenta repetições. Muitas pessoas evitam a posição abaixada como se fosse uma praga. Você tem que chegar lá embaixo, ficar lá embaixo e aprender a gostar de fazê-lo.

Agachamento de arranco (Overhead Squat) (ilustrado

abaixo): segure um cabo de vassoura usando a largura

de pegada de arranco (Snatch) diretamente acima da

cabeça, braços travados. O triângulo formado pelos

braços e o cabo de vassoura precisa ficar perfeitamente perpendicular enquanto você faz o agachamento. Bom agachamento de alongamento e levantamento de ombros. Quando são utilizados pesos, este exercício exige bom equilíbrio e postura ou as cargas se tornam rapidamente impossíveis de se administrar.

O agachamento de arranco pune rapidamente uma

técnica desleixada. Se os ombros estiverem muito encurtados este movimento vai oferecer um diagnóstico instantâneo. Você pode se posicionar embaixo de um

(continuação)

Você pode se posicionar embaixo de um (continuação) Guia de treinamento CrossFit | Movimentos batente de
Você pode se posicionar embaixo de um (continuação) Guia de treinamento CrossFit | Movimentos batente de

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batente de porta e descobrir onde os braços caem

e fazem com que o cabo bata no batente. Levante os

braços, a cabeça, o tórax, as costas e os quadris o suficiente para subir e descer sem bater no batente. Com o passar do tempo, aproxime-se cada vez mais do batente sem bater nele. O fundamento com o cabo de

vassoura é essencial para aprender o arranco (Snatch),

o levantamento mais rápido do mundo.

Toque do fio: pendure algo em um fio, uma bola de tênis ou qualquer outra coisa, na altura máxima que conseguir alcançar, e toque-a em todas as repetições. Alterne as mãos no toque. Este é um ótimo exercício Tabata. Este exercício diminuirá a pontuação do intervalo Tabata (o menor número de agachamentos em qualquer um dentre oito intervalos) para aquelas pessoas que não realizam seus agachamentos sem fazer a extensão completa do quadril. F

agachamentos sem fazer a extensão completa do quadril. F Soluções para o agachamento (Squat) - Erros
agachamentos sem fazer a extensão completa do quadril. F Soluções para o agachamento (Squat) - Erros

Soluções para o agachamento (Squat) - Erros comuns e tratamentos

Erros

Causas

Tratamentos

Não alcançar o plano paralelo (sem profundidade suficiente)

Músculos extensores do quadril fracos, preguiça, domínio dos quadríceps

Bottom to bottoms (nádegas para baixo), sustentações com barra, agachamento na caixa

Virar os joelhos para dentro do espaço entre os pés

Músculos adutores fracos, trapacear com os quadríceps

Empurrar os pés para fora do tênis, fazer uma abdução deliberadamente (tentar ampliar a distância no chão entre os pés)

Abaixar a cabeça

Falta de concentração, fraqueza na parte superior das costas, falta de controle da parte superior das costas

Sustentações com barra, agachamentos de arranco (Overhead Squats)

Perder a extensão lombar

Falta de concentração, músculos isquiotibiais contraídos, trapacear para se equilibrar devido a glúteos/músculos isquiotibiais fracos

Sustentações com barra, agachamentos de arranco (Overhead Squats)

Deixar os ombros caírem

Falta de concentração, fraqueza na parte superior das costas, falta de controle da parte superior das costas, ombros contraídos

Sustentações com barra, agachamentos de arranco (Overhead Squats)

Levantar os calcanhares do chão

Trapacear para se equilibrar devido a glúteos/ músculos isquiotibiais fracos

Concentrar-se, sustentações com barra

Extensão dos quadris incompleta

Trapacear aciona o padrão neurológico errado e faz com que a parte mais importante do agachamento seja evitada

Toque do fio

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Oficina de agachamento (Squat)

Agachamentos livres (Air Squat)

Costas arqueadas

Olhe para frente

Mantenha o peso nos calcanhares

Boa profundidade = abaixo do plano paralelo

Tórax elevado

Abdômen contraído

O agachamento é essencial ao movimento humano,

um fator comprovado para

melhorar o desempenho, além de ser um movimento que

funciona como um portal para

o melhor exercício de força e condicionamento.

Agachamento frontal (Front Squat)

A

barra se apoia no tórax

e

nos ombros e a pegada

solta; posição de suporte (“racked”)

A

mecânica é a mesma dos

outros agachamentos

A parte mais difícil do

agachamento frontal é talvez a “posição de rack” (ou de

suporte). Pratique até que seus punhos se acostumem com ela. Paradas de mão ajudam com isso. Este movimento força

a flexibilidade nos ombros e pulsos.

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(continuação)

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OBSERVAÇÕES

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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

| Movimentos O agachamento de arranco (Overhead Squat) O agachamento de arranco (Overhead Squat) é o

O agachamento de arranco (Overhead Squat) é o

exercício supremo para o centro do corpo (core),

o coração do arranco (Snatch), e sem igual no

desenvolvimento do movimento eficaz e atlético.

Essa joia funcional treina a transferência de energia de partes grandes do corpo para partes pequenas, que é

a essência do movimento esportivo. Por este motivo,

ele é uma ferramenta indispensável para desenvolver velocidade e potência.

O agachamento de arranco (Overhead Squat) também

exige e desenvolve a flexibilidade funcional e, de maneira semelhante, também desenvolve o agachamento (Squat) ao ampliar e penalizar cruelmente os erros de postura, movimento e estabilidade do agachamento.

O

agachamento de arranco representa para o controle

da

linha média, para a estabilidade e para o equilíbrio

o

que o 1º tempo de arremesso (Clean) e o arranco

(Snatch) representam para a potência: não há igual.

Ironicamente, o agachamento de arranco é extremamente simples, mas universalmente irritante para os principiantes. Há três obstáculos comuns para o aprendizado do agachamento de arranco. O

primeiro é a escassez de instruções qualificadas; fora da comunidade de levantamento de peso olímpico; a maior parte das instruções sobre o agachamento de arranco

completamente erradas.

O segundo é um agachamento ruim; você precisa

saber fazer um agachamento (Squat) perfeito para aprender o agachamento de arranco (Overhead Squat). Recomendamos veementemente que você examine a

edição de dezembro de 2002 do CrossFit Journal sobre agachamento antes de tentar realizar o agachamento

de arranco; isso pode fazer com que você economize

muito tempo no futuro. O terceiro obstáculo é começar com excesso de carga; você não tem chance alguma de aprender o agachamento de arranco com uma barra. Você precisa usar um bastão de madeira ou um cano de PVC; usar qualquer coisa que pese mais de dois quilos e meio para aprender este movimento fará com que seu agachamento de arranco morra antes de nascer.

são ridiculamente erradas

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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

A seguir, encontram-se as sete etapas para aprender o agachamento de arranco (Overhead Squat):

1. Comece apenas quando conseguir fazer muito bem um agachamento (Squat) e use um bastão de madeira ou um cano de PVC, não um peso. O pré-requisito de um agachamento de arranco é que você precisa conseguir manter um agachamento sólido quando estiver abaixado, com suas costas arqueadas, cabeça e olhos voltados para frente e o peso do seu corpo apoiado principalmente em seus calcanhares, por vários minutos. Mesmo uma barra de apenas 7,5 kg é muito pesada para aprender o agachamento de arranco.

(continuação)

para aprender o agachamento de arranco. (continuação) 2. Aprenda a fazer as “deslocadas” ou “passagens”
para aprender o agachamento de arranco. (continuação) 2. Aprenda a fazer as “deslocadas” ou “passagens”
para aprender o agachamento de arranco. (continuação) 2. Aprenda a fazer as “deslocadas” ou “passagens”
para aprender o agachamento de arranco. (continuação) 2. Aprenda a fazer as “deslocadas” ou “passagens”

2. Aprenda a fazer as “deslocadas” ou “passagens” com braços travados com o bastão de madeira. Você precisa saber como mover o bastão quase trezentos e sessenta graus, começando com ele embaixo, com os braços esticados na frente do seu corpo, e, depois, movendo-o em um arco amplo até que toque a parte de trás do seu corpo, sem dobrar nem levemente seus braços em nenhum ponto do trajeto. Comece com uma distância entre as mãos suficientemente larga para passar sem problemas, e aproxime as mãos cada vez mais até que a passagem exija um alongamento moderado dos ombros. Essa é a sua pegada de treinamento.

moderado dos ombros. Essa é a sua pegada de treinamento. 40 de 117 Copyright © 2012
moderado dos ombros. Essa é a sua pegada de treinamento. 40 de 117 Copyright © 2012
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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

3. Você precisa conseguir realizar a passagem na parte superior, inferior e por todo o meio enquanto estiver se abaixando para fazer o agachamento. Pratique parando em vários pontos do trajeto até chegar embaixo, sustente e, em seguida, gentil e lentamente, leve o bastão para frente e para trás e repita, mantendo os braços travados. Na parte inferior de cada agachamento, faça um movimento lento de vai-e-vem com o bastão, levando-o para frente e para trás.

(continuação)

bastão, levando-o para frente e para trás. (continuação) 4. Aprenda a encontrar o plano frontal com
bastão, levando-o para frente e para trás. (continuação) 4. Aprenda a encontrar o plano frontal com
bastão, levando-o para frente e para trás. (continuação) 4. Aprenda a encontrar o plano frontal com
bastão, levando-o para frente e para trás. (continuação) 4. Aprenda a encontrar o plano frontal com

4. Aprenda a encontrar o plano frontal com o bastão em todas as posições durante o agachamento. Pratique isso com seus olhos fechados. Você precisa desenvolver um sentido aguçado quanto a saber onde o plano frontal está localizado. Este é o mesmo exercício que a terceira etapa, mas desta vez você está parando o bastão no plano frontal e sustentando brevemente nessa posição com cada passada. Peça a um colega de treinamento para ver se o bastão se encontra no plano frontal em cada parada.

se o bastão se encontra no plano frontal em cada parada. 41 de 117 Copyright ©
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Guia de treinamento CrossFit | Movimentos

O agachamento de arranco (Overhead Squat)

5. Comece o agachamento de arranco de pé e ereto, segurando o bastão o mais alto possível no plano frontal. É preciso começar com o bastão diretamente acima de sua cabeça e não atrás dela ou, pior ainda, um pouco à frente da cabeça.

(continuação)

pior ainda, um pouco à frente da cabeça. (continuação) 6. Abaixe-se muito lentamente até ter se
pior ainda, um pouco à frente da cabeça. (continuação) 6. Abaixe-se muito lentamente até ter se
pior ainda, um pouco à frente da cabeça. (continuação) 6. Abaixe-se muito lentamente até ter se
pior ainda, um pouco à frente da cabeça. (continuação) 6. Abaixe-se muito lentamente até ter se

6. Abaixe-se muito lentamente até ter se agachado completamente, mantendo o bastão no plano frontal o tempo todo. Peça a um colega de treinamento para olhar seu movimento de lado para ter certeza de que o bastão não se move para frente e para trás enquanto você faz o agachamento até embaixo. Mover-se levemente para trás do plano frontal pode ser feito, mas mover-se para frente é completamente errado. Se você não conseguir evitar que o bastão se mova para frente, é possível que a distância entre suas mãos esteja muito pequena. O bastão não vai permanecer no plano frontal automaticamente; você precisa empurrá-lo para trás deliberadamente ao se abaixar.

empurrá-lo para trás deliberadamente ao se abaixar. 42 de 117 Copyright © 2012 CrossFit, Inc. Todos
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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

7. Pratique o agachamento de arranco habitualmente e aumente a carga em uma progressão leve de cargas. Você pode colocar uma anilha de 1 kg no bastão, depois 2 kg, depois 2,5 kg e, finalmente, 5 kg. Depois disso, use uma barra de treinamento de 7,5 kg, mas apenas quando conseguir manter uma forma perfeita. Nenhum benefício ocorre com o acréscimo de peso se você não conseguir manter o bastão, e depois a barra, no plano frontal.

(continuação)

bastão, e depois a barra, no plano frontal. (continuação) Com a prática, você conseguirá aproximar suas
bastão, e depois a barra, no plano frontal. (continuação) Com a prática, você conseguirá aproximar suas
bastão, e depois a barra, no plano frontal. (continuação) Com a prática, você conseguirá aproximar suas
bastão, e depois a barra, no plano frontal. (continuação) Com a prática, você conseguirá aproximar suas

Com a prática, você conseguirá aproximar suas mãos

e ainda permanecer no plano frontal. Você vai acabar conseguindo desenvolver controle e flexibilidade suficientes para realizar um agachamento total enquanto mantém seus pés juntos e mãos juntas sem

o bastão movimentar-se para frente. Praticar isto é um excelente exercício e alongamento para o aquecimento

e

resfriamento.

O

agachamento de arranco desenvolve o controle do

centro do corpo (core) ao penalizar qualquer cambaleio frontal da carga por meio de um aumento enorme e instantâneo no ímpeto sobre os quadris e as costas.

Quando a barra é segurada perfeitamente sobre a cabeça

e está parada, o que é quase impossível, o agachamento

de

arranco não exerce uma maior carga nos quadris

e

nas costas; entretanto, mover-se muito rápido ao

longo da linha de ação errada ou mexer-se pode fazer despencar mesmo a mais leve das cargas. Você tem duas e apenas duas opções seguras para livrar-se dessa situação: jogar a carga para frente e pisar, ou cair para

trás, ou jogar a carga para trás e pisar, ou cair para frente.

As duas opções são fáceis e seguras. Escapadas laterais

não são uma opção.

A diferença entre seu agachamento de arranco

(Overhead Squat) e seu agachamento de costas (Back

Squat) e agachamento frontal (Front Squat) é uma forte medida da estabilidade e do controle da sua linha média

e da precisão de sua postura de agachamento e linha

de ação. Melhorar e desenvolver seu agachamento de

arranco vai corrigir erros invisíveis no agachamento de

costas e no agachamento frontal.

Por serem o máximo do agachamento de arranco, do agachamento de costas e do agachamento frontal em cada levantamento, suas medidas relativas revelam

muito sobre seu potencial em desenvolvimento para o movimento atlético.

Uma média entre seu agachamento de costas

e agachamento frontal máximos é uma medida

excelente da força em seu centro, quadris e pernas. Seu agachamento de arranco máximo é uma excelente medida da estabilidade e do controle de seu centro e, em última instância, da sua capacidade de gerar potência atlética eficaz e eficiente.

Seu agachamento de arranco máximo sempre será uma

fração da média entre seu agachamento de costas e agachamento frontal máximos mas, idealmente, com

o passar do tempo, eles devem convergir em vez de divergir.

Se eles divergirem, você estará desenvolvendo força

nos quadris e no centro, mas sua capacidade de aplicar potência de maneira eficiente sofrerá um declínio distal. Você pode estar suscetível a lesões na prática de atividades atléticas. Se eles convergirem, você estará desenvolvendo força e potência úteis que poderão ser aplicadas com sucesso aos movimentos atléticos.

A aplicação funcional ou a utilidade do agachamento de

arranco pode não ficar imediatamente aparente, mas há

muitas situações na vida real em que objetos acima da sua cabeça são muito pesados ou estão presos de modo a impedir que sejam arremessados ou levantados acima

da cabeça, mas que podem ser elevados ao, primeiro,

abaixar seus quadris até que seus braços possam ser travados e, em seguida, subir do agachamento.

Depois de desenvolvido, o agachamento de arranco

será uma bela ferramenta, a obra mestra da expressão

do controle, da estabilidade, do equilíbrio, da potência

eficiente e da utilidade. Comece agora!

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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

(continuação)

O agachamento de arranco (Overhead Squat) (continuação) Guia de treinamento CrossFit | Movimentos A: o ângulo

Guia de treinamento CrossFit | Movimentos

A: o ângulo de inclinação do torso acima da linha horizontal. Este ângulo aumenta conforme o agachamento (Squat) amadurece. O agachamento se torna mais ereto conforme aumentam a força

e a “conectividade” neural com a cadeia muscular

posterior do atleta. Ângulos de inclinação inferiores são criados na tentativa de afastar o equilíbrio de uma cadeia muscular posterior fraca e direcioná-lo ao quadríceps. Embora tecnicamente corretos, ângulo inferiores são mecanicamente desvantajosos.

90-A: o ângulo de rotação dos braços, nos ombros,

além de acima da cabeça. Quanto menor o A, maior é a rotação 90-A exigida para que os ombros mantenham a barra no plano frontal. Quanto maior

o 90-A, maior a largura da pegada exigida para

permitir que os ombros girem para manter a barra no

plano frontal. Em última instância, a conectividade/ força da cadeia muscular posterior vai determinar

a

largura da pegada, a elevação do agachamento

e

o grau de rotação dos ombros. A maturidade e a

qualidade do agachamento é o fator determinante de toda a mecânica do agachamento de arranco.

g: estas linhas indicam o plano horizontal

f: esta linha define o plano frontal. Ela divide o atleta entre parte dianteira e parte traseira. O atleta tenta manter a carga neste plano durante o agachamento (como na maioria dos movimentos de levantamento de peso). Se uma carga se desviar substancialmente deste plano, o atleta precisará retornar a carga, o que, por sua vez, desequilibrará o atleta.

b: esta é aproximadamente a posição para um agachamento de costas (Back Squat) ou um agachamento frontal (Front Squat).

a: esta é a posição para o agachamento de arranco. Quando realizado com estabilidade, movimento e alinhamento perfeitos, esta posição não aumenta o ímpeto sobre os quadris ou as costas. A diferença na força de um atleta quando está executando o agachamento de arranco como ilustrado aqui, ao contrário da posição b, do agachamento de costas ou do agachamento frontal, é uma medida perfeita da instabilidade do torso, pernas ou ombros, uma linha de ação inadequada nos ombros, nos quadris ou nas pernas e uma postura fraca ou imperfeita durante o agachamento.

c: a carga nesta posição está atrás do plano frontal. Ela pode realmente diminuir o ímpeto nos quadris e nas costas. A posição é forte desde que o equilíbrio seja mantido.

d: esta é uma imperfeição fatal no agachamento de arranco. Mesmo um leve movimento nesta direção aumenta muito o ímpeto nos quadris e nas costas. Mover-se neste sentido, mesmo com uma carga pequena, pode causar o desabamento do agachamento.

F

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O agachamento de arranco (Overhead Squat)

(continuação)

Agachamento de arranco (Overhead Squat)

as distância necessária

Vá devagar

Cabeça para cima!

Mantenha os calcanhares no chão

Ultrapasse o plano paralelo

O agachamento de arranco (Overhead Squat) é um alongamento importante, perfeito para o aquecimento e que faz parte integral do arranco (Snatch), e revela a ausência de flexibilidade mais funcional, além de eventuais deficiências mecânicas em seu agachamento (Squat).

na

Posicione

mãos

mecânicas em seu agachamento (Squat). na Posicione mãos Guia de treinamento CrossFit | Movimentos 45 de
mecânicas em seu agachamento (Squat). na Posicione mãos Guia de treinamento CrossFit | Movimentos 45 de

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OBSERVAÇÕES

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Desenvolvimento de ombros (Shoulder Press), Push-Press, Push Jerk

Introdução Aprender a progressão dos

levantamentos que começa com

o desenvolvimento de ombros

(Shoulder Press) e passa pelo Push- Press e o Push Jerk tem sido algo básico ao regime CrossFit. Esta progressão oferece a oportunidade de adquirir alguns padrões de recrutamento motor encontrados no esporte e na vida (funcionalidade), enquanto melhora em muito a força na “zona de potência” e na parte superior do corpo. Em termos

de zona de potência e padrões

de recrutamento funcional, o Push-Press e o Push Jerk não têm

comparação entre outros exercícios

do tipo Press, como o “rei” dos

levantamentos para a parte superior

do corpo, o supino. Conforme o

atleta passa do desenvolvimento

de

ombros para o Push-Press e

o

Push Jerk, a importância do

para o Push-Press e o Push Jerk, a importância do absolutamente essencial ao sucesso atlético. A

absolutamente essencial ao sucesso atlético. A região do corpo a partir da qual saem estes movimentos, o centro, é frequentemente chamada da “zona