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EBI C/ JI DE GAVIÃO

Turma piloto do Novo Programa de Matemática do Ensino Básico – 3º

Guião para a aula (3 tempos – 180’)

6 e 10 /11/2008

Nota: No dia 10 utilizar-se-á apenas o 1º tempo do bloco de 120’.

Tema: Números e operações

Tópico: Regularidades

Subtópico: Sequências

Tarefa:” Regularidades, números pares e múltiplos de 5 e 10”

Conhecimentos prévios dos alunos


a) Comparar números e ordená-los em sequências crescentes e
decrescentes.
b) Compreender o sistema de numeração decimal.
c) Compreender as tabuadas da multiplicação.
d) Identificar e dar exemplos de múltiplos de um número natural.
e) Identificar regularidades em tabelas numéricas.

Objectivos específicos

f) Identificar e dar exemplos de múltiplos de 2, 5 e 10.

g) Identificar as propriedades dos múltiplos de 2, 5 e 10.

Capacidades Transversais

Resolução de problemas

• Conceber e pôr em prática estratégias de resolução de


problemas.
Raciocínio matemático

• Formular e testar conjecturas relativas a situações matemáticas


simples.

Comunicação matemática

• Discutir resultados, processos e ideias matemáticas.

Material necessário:

h) Fotocópia das folhas da tarefa

i) Lápis de cor

j) Quadro interactivo

Estrutura / Condução da aula:

Metodologia de trabalho: trabalho em grupos de três alunos e trabalho


colectivo (com toda a turma)

1º Momento - Rotina de cálculo (cerca de 20 minutos)

“Jogo do comboio” – A professora diz um número e, a partir dele, cria uma cadeia de
cálculo. Os alunos vão respondendo às questões que a professora vai colocando a
cada um deles, alternadamente. Por exemplo, a professora começa no 150 e depois
aponta para um aluno e diz X 2 ; o aluno responde 300 ; a professora aponta
para outro aluno e diz -50 ; o aluno responde 250 ; a professora aponta

para outro aluno e diz + ; o aluno responde 275 e o comboio do cálculo


vai passando por todos os alunos. Quando um aluno não consegue responder,
rapidamente, “perde o comboio”. Pode iniciar-se uma nova viagem, partindo de outro
número.

Tarefa principal
Introdução (cerca de 10’): Nesta fase, pretende-se garantir a
compreensão da tarefa por parte dos alunos. Deve chamar-se a atenção
para a importância do registo de todas as ideias e descobertas, na folha que
será distribuída para o efeito. Ainda se procederá à organização dos grupos e
far-se-á a distribuição das fotocópias das folhas da tarefa.

Desenvolvimento/discussão da tarefa (cerca de 150’): Os alunos têm


cerca de 30 minutos para realizarem a primeira parte da tarefa. Neste momento, as
professoras circularão pelos grupos, apenas para se certificarem de que os alunos
compreenderam o que lhes foi solicitado e para se inteirarem das descobertas
que se vão realizando. Podem orientar-se os mesmos através de questões
como:

“Que regularidades podemos encontrar na tabela? Dá-me um


exemplo.”
“ Essa regularidade verifica-se sempre? Mesmo que prolongasse a
tabela mais para baixo?
“O que acha o grupo acerca desta conjectura? Todos concordam?”
“Será que funciona sempre, é válida para todos os casos?”
Através da observação do trabalho realizado, as professoras vão decidindo
quais as descobertas que vale a pena ouvir em plenário e qual a ordem de
apresentação (das mais simples para as mais complexas), garantindo a
participação de todos os grupos.

Após o trabalho em grupo, cada um deles apresenta as regularidades


encontradas, ao resto da turma, justificando perante os colegas as suas
conjecturas e comparando-as com outras.

Esta fase constitui uma oportunidade para reflexão, que permite realizar
novas aprendizagens, assim como aprofundar conceitos já existentes e
estabelecer conexões entre conceitos que devem ser reforçadas pelo
professor. Espera-se que os alunos refiram regularidades como:

• Há números pares e números ímpares;

• São os números todos até 50;

• É um ímpar, um par, um ímpar, um par;


• Na primeira coluna o algarismo das unidades dos números é
alternadamente 1, 6, 1, 6, …; na segunda é 2, 7, 2, 7, …; na terceira
é 3, 8, 3, 8 … etc.

• A diferença entre os números das sequências anteriores é sempre 5


(6-1 é 5;7-2 é 5; 8-3 é 5…;

• A diferença entre os números de uma linha e os correspondentes da


linha anterior é sempre 5 (por exemplo, 11-6; 28-23; 35-30, …)

• Há diagonais só com números pares e outras só com números


ímpares;

• A diferença entre os números consecutivos em cada diagonal (da


esquerda para a direita) é sempre 4. Se forem marcadas as diagonais
na outra direcção (da direita para a esquerda) a diferença é sempre
6.

Estima-se que este momento de trabalho colectivo ocupe cerca de 30


minutos, após o que se procederá ao desenvolvimento da segunda parte da
tarefa (cerca de 30 minutos), novamente num momento de trabalho em
grupo.

Posteriormente (20 minutos), os grupos apresentam as suas conclusões


sobre os múltiplos de 5 e 10.

Espera-se que os alunos cheguem às seguintes conclusões:

• Os múltiplos de 10 têm o algarismo das unidades igual a 0 e os


múltiplos de 5 têm o algarismo das unidades igual a 0 ou a 5;

• Todos os múltiplos de 10 são múltiplos de 5 mas há múltiplos de 5


que não são múltiplos de 10, por exemplo o 15;

• Os múltiplos de 10 são todos números pares e os múltiplos de 5 são


ímpares e pares, alternadamente.

A abordagem dos múltiplos de 2 será feita em trabalho colectivo, com toda


a turma (cerca de 20'). As conclusões serão registadas no quadro e nas
folhas de trabalho. Espera-se que os alunos refiram:

• Todos os números pares são múltiplos de 2;


• Todos os múltiplos de 10 são múltiplos de 2, mas há múltiplos de 2
que não são múltiplos de 10;

• Há múltiplos de 5 que são múltiplos de 2 e há múltiplos de 2 que são


múltiplos de 5;

• Todos os múltiplos de 10 são múltiplos de 2 e de 5.

Durante as apresentações, em plenário, os alunos vão sendo orientados


para a utilização de linguagem e vocabulário próprios.

Na parte final da aula (cerca de 20’), serão colocadas algumas questões


para que os alunos usem os conhecimentos sobre as regularidades e
propriedades associadas aos múltiplos de 2, 5 e 10 para números superiores
a 50, sem que haja um registo com esses números.

• Indicar um número maior que 50 e que seja múltiplo de 2 e 5;

• Indicar um número maior que 50 e que seja múltiplo de 2 e não de 5;

• Indicar um número maior que 50 e que seja múltiplo de 5 e não de


10;

• A soma de dois múltiplos de 10 é sempre um múltiplo de 10?Justifica.

Avaliação

A avaliação dos alunos terá em conta os seguintes parâmetros:

- Autonomia;

- Correcção da linguagem matemática utilizada;

- Correcção científica dos conceitos matemáticos mobilizados e conexões


entre eles;

- Envolvimento na realização da tarefa;

- Capacidade de comunicar, discutir e defender as descobertas e ideias do


grupo;

- Capacidade para raciocinar e comunicar em contextos numéricos;

Reflexão sobre o decorrer da aula


Na primeira parte da tarefa, os alunos descobriram a maior parte das
regularidades previstas no plano. Apresentam-se algumas descobertas
efectuadas pelos grupos:
Apresentam-se agora alguns exemplos das descobertas realizadas sobre os
múltiplos de 5 e de 10.

Durante o momento de apresentação à turma, verificou-se que alguns


alunos revelavam dificuldades em identificar múltiplos de 5 e de 10, pelo
que se decidiu antecipar algumas questões previstas para o final da aula,
por se considerar que poderiam ajudar os alunos a apropriar-se das
regularidades e propriedades dos múltiplos de 5 e de 10.

Prof: Por que é que os múltiplos de 5 não são todos múltiplos de 10?

João: Porque os múltiplos de 10 têm de acabar em 5 e os múltiplos de 5


terminam em 0 ou 5.

Sofia: Porque para termos múltiplos de 10 temos sempre de juntar duas


vezes o 5.

Prof: Explica melhor a tua ideia.

Sofia: Quando juntamos 2 vezes o 5, dá um múltiplo de 10; quando


juntamos 4 vezes o 5 dá outro múltiplo de 10; quando juntamos 6 vezes o 5
dá outro; quando juntamos 8 vezes o 5 dá outro e é sempre assim…
Prof: Então quais os múltiplos de 5 que não são múltiplos de 10?

Ângela: São os que terminam em cinco, porque os múltiplos de 10 têm de


terminar todos em 0.

Francisco: Os múltiplos de 10 são metade dos múltiplos de 5 porque nós


vimos que temos 10 múltiplos de 5 e 5 múltiplos de 10 e metade de 10 é 5.

Prof: Se eu prolongasse a tabela qual o próximo número que seria múltiplo


de 10?

Gonçalo: É o 60 porque termina em 0.

Prof: E o próximo múltiplo de 5?

Laura: É o 55 porque os múltiplos de 5 também terminam em 5.

Prof: O 10, o 20, o 30, o 40 e o 50 ficaram rodeados com duas cores.


Porquê?

Daniel: Porque acabam em 0.

Prof: Não estou a perceber muito bem o que queres dizer.

Daniel: Porque são múltiplos de 5 e de 10.

Prof: Quem me diz um número que seja maior do que 50 e múltiplo de 5 e


de 10?

Ana: O 60.

A adivinha entusiasmou a turma e então outras foram sendo colocadas,


aumentando o grau de dificuldade.

Prof: E um número maior que 100, múltiplo de 5 e de 10?

Carlos D.: É o 110, termina em 0 e por isso é múltiplo de 5 e de 10.

Prof: E um maior que 500, também múltiplo de 5 e de 10?

Ouve-se na turma: 510; 520; 530.

Prof: E um número entre o 800 e o 850, múltiplo de 5 e de 10?

Turma: 820; 810; 840; 830;

Cláudia: 850.

Daniel: Não, porque tem que ser mais pequeno que o 850.
Prof: E agora pensei num número que está entre 800 e 900. É múltiplo de
10, o algarismo das centenas é igual ao das dezenas…

Inês: É o 880.

Prof: É um múltiplo de 5; não é múltiplo de 10, está entre o 500 e o 600; o


algarismo das unidades é igual ao das dezenas…

Ângelo: 555.

Prof: Qual é o número mais próximo deste que é múltiplo de 10?

Diogo: 560.

Francisco: Ou o 550.

Prof: E um número entre 100 e 200 que é múltiplo de 5 e não é múltiplo de


10?

Ouve-se na turma: 125; 155; 135: 145; 165; 115; 195; 185…

E sobre os múltiplos de 2, as descobertas foram as seguintes:

Relativamente à discussão sobre os múltiplos de 2 e sua relação com os


múltiplos de 5 e de 10, destacam-se os diálogos.

Laura: Os múltiplos de 2 são todos pares.

Alice: Vamos sempre juntando mais 2…

Ângela: Há 25 múltiplos de 2 na tabela e agora o 10, o 20, o 30,o 40 e o 50


ficaram rodeados com 3 cores.

Prof: Consegues explicar porquê?

Ângela: Quer dizer que são múltiplos de 2…

Prof: E é por essa razão que têm 3 cores?


Ângelo: Não, é porque são múltiplos de 2, de 5 e de 10.

Inicia-se uma nova ronda de “adivinhas” e verifica-se que os alunos já


sentem maior confiança em lidar com o conceito de múltiplo, apesar de não
o terem integrado no seu vocabulário. Referem-se muito aos “resultados da
tabuada”, apesar de serem frequentemente incentivados a usar o termo”
múltiplo”.

Prof: Número maior que 50 e múltiplo de 2, 5 e 10?

Francisco: 1 090

João: Eu acho que esse não dá…

Prof: Como é que vemos que é múltiplo de 10?

João: Os múltiplos de 10 terminam em 0.

Prof: E múltiplo de 5?

João: Termina em 0 ou 5

Prof. Então achas que é múltiplo de 5 e de 10?

João: É, porque 1 090 termina em 0.

Prof: E será múltiplo de 2?

João: Os múltiplos de 2 terminam em 2, 4, 6, 8 e 0. Ah! Pode ser, também


pode terminar em 0.

Tiago: O 642 também dava.

Ângelo: Não dava nada, porque não era múltiplo de 5 nem de 10, esse era
só múltiplo de 2.

Ângela: Para ser múltiplo de 2, 5 e 10 tem de terminar sempre em 0.

Prof: És capaz de explicar porquê?

Ângela: Porque os múltiplos de 2 que terminam em 2, 4, 6 ou 8 não são


múltiplos de 5, nem de 10; só os que terminam em 0. E os múltiplos de 5
que terminam em 5 também não são múltiplos de 2 nem de 10 e por isso
têm de terminar todos em 0.

Daniel: E o número 999 990 também é múltiplo de 2, 5 e 10 porque termina


em 0.
Prof: Agora quero um número entre o 500 e o 600, ímpar, que seja múltiplo
de 2 e de 5.

Francisco: Eu sei. É o 525

Sofia: Esse não dá, não é múltiplo de 2 porque é ímpar.

Ângelo: É impossível porque se é múltiplo de 2 não pode ser ímpar. Se fosse


ímpar só era múltiplo de 5. A professora “fez uma ratoeira”…

Prof: Múltiplo de 2,5 e 10 que seja maior que 1 000 e menor que 1 100.

Ouve-se na turma: 1 090, 1 010, 1 080, 1 040, 1 050, 1 030.

Prof: E qual é o maior número múltiplo de 2, entre o 1 000 e o 1 100?

Cláudia: 1 090

Sofia: Não é nada. É o 1 098.

Tiago: E o menor era o 1 002.

Prof: E o maior número de 3 algarismos múltiplo de 2, 5 e 10?

Alice: 990

Tiago: Eu descobri um maior, o 990.

Foi necessário dar mais um tempo ao desenvolvimento desta tarefa, pois na


primeira parte da tarefa, os alunos descobriram muitas regularidades e era
importante que as comunicassem à turma.
EBI C/ JI DE GAVIÃO

MATEMÁTICA

Nome:_____________________________________________________

Data: ____/____/_______

1. Observa com atenção a tabela da página seguinte.

a) O que podes afirmar sobre os números da tabela?

b) Discute as tuas descobertas com os teus colegas de grupo.

c) Descreve numa folha de papel as descobertas que fizeram e as regularidades que


descobriram.

2. Usa lápis de cores diferentes e

a) Pinta da mesma cor todos os números que são múltiplos de 5, ou seja, começa no
5 e vai pintando todos os números de 5 em 5.
b) Pinta de cor diferente da primeira, todos os números que são múltiplos de 10, ou
seja, começa no 10 e vai pintando todos os números de 10 em 10.

c) Há números que ficaram pintados com duas cores. Quais são? Consegues
explicar porquê?

d) O que descobriste sobre os múltiplos de 10 e de 5?

3. Usa uma cor diferente das anteriores e

a) Pinta todos os números pares (múltiplos de 2) da tabela.

e) O que descobriste?

f) Há números que ficaram pintados com três cores. Quais são? Consegues explicar
porquê?
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10
11 12 13 14 15
16 17 18 19 20
21 22 23 24 25
26 27 28 29 30
31 32 33 34 35
36 37 38 39 40
41 42 43 44 45
46 47 48 49 50