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Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio

Periperi, Salvador-BAHIA

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
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Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) do Hospital do Subúrbio Periperi, Salvador-BAHIA
Estudo de Impacto de Vizinhança Hospital do Subúrbio de Salvador Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl.

Estudo de Impacto de Vizinhança

Hospital do Subúrbio de Salvador

A. INTRODUÇÃO O presente trabalho se constitui do Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV-

A. INTRODUÇÃO

O presente trabalho se constitui do Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV- do

Hospital do Subúrbio, projeto desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Governo do Estado da Bahia, localizado na Rua Manoel Lino (Código 23.609), Zona de Concentração de Uso 31 - Valéria, Região Administrativa 15, Periperi, Município de Salvador – BA.

Este Estudo cumpre as recomendações constantes da Lei Federal no. 10.257, aprovada em 10/07/2001 e em vigor desde 10 de outubro do mesmo ano (especialmente no que tocam os seus artigos 36 a 38). Esta lei, também conhecida como Estatuto da Cidade, regulamenta o Capítulo de Política Urbana da Constituição Federal de 1988, ao tempo em que estabelece diretrizes gerais e apresenta instrumentos de política urbana a serem utilizados pelos governos municipais e as comunidades locais. Essas diretrizes e instrumentos atendem aos princípios do direito a cidades sustentáveis para as atuais e futuras gerações.

Os problemas urbanos verificados principalmente nas grandes cidades brasileiras, decorrentes do elevado ritmo de urbanização da população nas últimas décadas, ditam a urgência na aplicação desses instrumentos, para minimizar os graves problemas urbanos já acumulados, - o esgotamento dos grandes aglomerados urbanos, a degradação das relações de vizinhança, as dificuldades de circulação, insalubridade, degradação do ambiente urbano, conseqüente processo crescente de degradação da vida urbana - em, busca da melhoria dos padrões de qualidade de vida urbana.

Com o propósito de oferecer um embasamento consistente para o projeto e subsidiar a construção, discussão e implementação do mesmo com a comunidade, foi elaborado este Estudo de Impacto de Vizinhança.

O foco deste EIV é um equipamento urbano voltado ao atendimento de saúde, em

implantação na franja do Parque Metropolitano de São Bartolomeu, conforme o projeto

original apresentado pela Secretaria de Saúde do Governo do Estado da Bahia à Secretaria de

original apresentado pela Secretaria de Saúde do Governo do Estado da Bahia à Secretaria de Planejamento SEPLAM .

Este Estudo apresenta os efeitos esperados sobre a cidade. Para o tema "valorização imobiliária", por exemplo, descreve as conseqüências do projeto, e avalia se tais conseqüências serão positivas (valorização propriamente dita) ou negativas (desvalorização imobiliária). Do mesmo modo, em relação ao tráfego, demonstra os efeitos do empreendimento e as medidas necessárias para que os problemas sejam contornados. A implantação de uma nova via já prevista no PDDU, a duplicação ou alargamento de vias de acesso são alternativas analisadas.

A

preocupação em controlar os efeitos deste empreendimento no planejamento urbano

e

indicar ações mitigadoras e compensatórias para a minimização de riscos e danos

ambientais e descontroles urbanísticos na área de entorno do empreendimento, faz deste estudo um instrumento de real valor para o licenciamento do uso hospitalar no local proposto.

A1. Considerações Quanto à Aplicação da Lei que Regulamenta o Estudo de Impacto de Vizinhança.

A Constituição Federal

A Constituição Federal de 1988 privilegiou o planejamento urbano nas cidades

brasileiras, bem como o controle dos problemas causados pelo fenômeno da urbanização, nos seus Artigos 182 e 183, os quais integram o Capítulo II do seu Título VII -- Da Ordem Econômica e Financeira. Através deste dispositivo, a Constituição estabelece a necessária regulamentação das diretrizes gerais da política de

desenvolvimento urbano e assume o Plano Diretor como instrumento básico da política

de

desenvolvimento e de expansão urbana.

`

O Estatuto da Cidade Cumprindo o que está estabelecido na Cons tituição, em 10 de

O Estatuto da Cidade

Cumprindo o que está estabelecido na Constituição, em 10 de julho de 2001, foi promulgada a Lei Federal 10.257, denominada Estatuto da Cidade, que ''estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como o equilíbrio ambiental".

O enunciado da lei e as diretrizes gerais estabelecidas no Estatuto da Cidade refletem

uma clara preocupação do Congresso Nacional com relação à harmonização entre os fatores econômicos, ambientais e sociais urbanos, em busca da garantia do direito a cidades sustentáveis.

A complexidade das ações de preservação, recuperação e revitalização das áreas

urbanas, requer do poder público ações integradas e multidisciplinares, que ao mesmo

tempo organize a ocupação do solo, a circulação e estabeleça medidas de respeito à convivência nas cidades. Para enfrentar esta complexidade, o Estatuto da Cidade, criou um sistema de normas e institutos que têm em seu cerne a ordem urbanística, fazendo nascer um direito urbano-ambiental dotado de institutos e características peculiares, que possibilita a construção do conceito de cidade sustentável, com suas contradições, dicotomias e pluralidade.

O Estatuto da Cidade é, portanto, a expressão legal da política pública urbana, que traz

um novo paradigma, caracterizado pela análise da cidade e dos empreendimentos pontualmente considerados, a partir do direito urbano. Este novo direito separa o direito de propriedade do direito de construir, não reconhece a propriedade se esta não cumprir com a função social, tem no Plano Diretor o instrumento principal da política

urbana e o definidor da função social da propriedade na cidade, bem como reforça a gestão e os instrumentos para atuação municipal.

Ressalte-se que as audiências públicas estão previstas no Estatuto da Cidade, como um dos instrumentos de gestão democrática da cidade.

Determina essa Lei que: "Art. 2° A política urbana tem por obj etivo ordenar o

Determina essa Lei que:

"Art. 2° A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:

] [ XIII - audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou construído, o conforto ou a segurança da população;

] [ Art. 43. Para garantir a gestão democrática da cidade, deverão ser utilizados, entre outros, os seguintes instrumentos:

] [ II - debates, audiências e consultas públicas;

O Estudo de Impacto de Vizinhança

O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01) acima comentado, trouxe um novo instrumento

de controle da Política Urbana: o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), disciplinado nos artigos 36 37 e 38, na Seção XII do Capítulo II - Dos Instrumentos da Política Urbana.

À semelhança do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), o EIV está voltado para

as questões urbanísticas, contudo, aspectos estritamente ambientais, como ventilação

e iluminação (Art. 37, VI, Estatuto da Cidade), deverão ser analisados pelo EIV.

Os incisos do art. 37 indicam as questões mínimas a serem contempladas no EIV, entre as quais a "valorização imobiliária" (inciso IV) e a "geração de tráfego e demanda por transporte público" (inciso V).

Art 37. O EIV será executado de forma a contem plar os efeitos positivos e

Art 37. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do

empreendimento ou atividade, quanto a qualidade de vida da população residente na

área e suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das seguintes questões:

I - Adensamento populacional

II

- Equipamentos urbanos e comunitários

III

- Uso e ocupação do solo

IV

- Valorização imobiliária

V

- Geração de tráfego e demanda por transporte público

VI

- Ventilação e iluminação

VII

- Paisagem urbana e patrimônio natural e cultural

O

EIV é regulamentado por lei municipal que define os empreendimentos e atividades

privadas ou públicas que merecerão sua aplicação, observando os efeitos positivos e negativos que os mesmos possam causar à qualidade de vida da população residente

na área e suas proximidades e somente após a análise e aprovação do EIV serão

autorizadas as licenças de Construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público Municipal.

A2. Considerações quanto ao Estudo de Impacto de Vizinhança

Tradicionalmente, as licenças de construção controlavam a estética do projeto, a acomodação às normas de polícia de construção individualmente tratadas. A partir do

advento das licenças urbanísticas passou-se a controlar as atividades urbanas, visando

a

adequação ao planejamento urbanístico.

O

Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), está dentre os instrumentos de gestão sob

regulamentação municipal, o qual impõe a avaliação prévia dos empreendimentos e atividades urbanas, objetivando a previsão de impactos provocados pela implantação de grandes empreendimentos nas cidades. Assim como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), analisa os efeitos positivos e negativos do empreendimento sobre o ambiente natural, com vistas ao licenciamento ambiental, o EIV analisa os efeitos do projeto na cidade, como condicionante para emissão de licenças, autorizações de

construção, de ampliação ou de funcionam ento a cargo do Poder Público municipal. Desse modo,

construção, de ampliação ou de funcionamento a cargo do Poder Público municipal. Desse modo, possibilita às autoridades públicas exigir o cumprimento de medidas preventivas e corretivas, capazes de evitar ou minimizar malefícios e maximizar benefícios do projeto.

O EIV integra o processo de aprovação urbanística, sendo exigido como pré-requisito

deste e necessariamente integrado ao Plano Diretor, justamente porque é instrumento desta inovação trazida a partir das avaliações dos impactos. Trata-se, portanto, de um instrumento que tem sua matriz no cumprimento da função social da propriedade.

Com a análise dos impactos é possível avaliar a pertinência da implantação do empreendimento ou atividade no local indicado, ou seja, avaliar se o proposto está adequado ao local, estabelecendo uma relação da cidade com o empreendimento e do empreendimento com a cidade, considerando o meio no qual está inserido, apontar formas de mitigação do impacto gerado, além de apontar medidas compensatórias para o mesmo meio no qual a atividade ou empreendimento se instalará.

Além das tradicionais limitações físico-territoriais e de zoneamento, relacionadas ao regime urbanístico da gleba e da atividade prevista para a região, a implantação de empreendimentos e atividades, passa a se submeter a possibilidade de absorção, bem como da compatibilidade com o local no qual pretende se instalar.

A elaboração deste estudo contempla uma série extensa de pesquisa, alem de uma

boa base cartográfica para espacializações temáticas, observando-se estudos e projeções a respeito de: educação, saúde, segurança, cultura, esporte, lazer, turismo, transporte, físico territoriais, ambientais, institucionais, legais

Com o EIV busca-se evitar:

Enchentes;

Congestionamentos;

Falta ou inadequação de espaços públicos;

Ocupações desordenadas/sem critério; Infra-estrutura i nadequada/subdimensionada; Equipamentos urbanos insuficientes

Ocupações desordenadas/sem critério; Infra-estrutura inadequada/subdimensionada; Equipamentos urbanos insuficientes (saúde, educação, etc.); Insegurança; Transportes ineficientes/inadequados; Investimentos públicos inadequados; Degradação urbana; Deseconomias.

O objetivo maior do Estudo de Impacto de Vizinhança é democratizar o sistema de tomada de decisões sobre os grandes empreendimentos a serem realizados na cidade, dando a oportunidade de adequações e melhorias no projeto proposto. Neste sentido, é fundamental a participação popular no processo de tomada de decisão.

Vantagens do EIV para o Empreendimento

Alem das vantagens que o EIV representa para o controle do ordenamento do uso e ocupação do solo urbano, o que se reflete em melhorias para a cidade e para o cidadão, o EIV traz inegavelmente um conjunto de vantagens para o empreendimento e em conseqüência para o empreendedor. Entre estas vantagens pode-se enumerar:

Contribui para o processo de aprovação do Empreendimento; Estabelece de condições ou contrapartidas para seu funcionamento; Apresenta sugestões das adequações necessárias para a defesa ambiental, de forma a viabilizar o empreendimento; Recomenda o direcionamento dos ajustes necessários na infra-estrutura do entorno do mesmo, com objetivo de melhorar ou minimizar os impactos gerados para esta região urbana.

Este estudo visa também, debater o projeto do empreendimento, em conjunto com o empreendedor e órgãos públicos, a fim de promover as alterações técnicas

necessárias à viabilização do mesmo, bu scando mitigar os impactos gerados pelo empreendimento em especial

necessárias à viabilização do mesmo, buscando mitigar os impactos gerados pelo empreendimento em especial quanto:

A destinação adequada dos efluentes sanitários; A redução do consumo de água potável; O equacionamento do grave problema da poluição por águas pluviais; O grave problema da impermeabilização do solo; A destinação correta dos resíduos sólidos gerados pelo empreendimento; A reserva de área verde quando for o caso; A melhor solução para o sistema viário, dando condições para que, os que acorrerem para o novo empreendimento possam fazê-lo com segurança e conforto; As adequações das áreas de carga e descarga.

B. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO INFORMAÇÕES GERAIS

B.1. Identificação das instituições envolvidas

O Empreendimento Hospital do Subúrbio é uma iniciativa do Governo do Estado da

Bahia, que através da Secretaria Estadual de Saúde SESAB, planeja, e opera os equipamentos de atendimento de saúde pública do Estado. A execução da obra encontra-se sob a responsabilidade da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia – SUCAB, a qual contratou a Construtora MRM, para a construção do mesmo.

B.2. Autoria do projeto

O autor do projeto é o Arquiteto Rose Brandão, CREA 32.302, o qual responde como

responsável técnico pelo mesmo.

B.3. Características específicas Classificação de uso De acordo com a Lei de Or denamento do

B.3. Características específicas

Classificação de uso

De acordo com a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo do Município de Salvador, - Lei nº 3.377/84, modificada pela Lei nº 3.853/88 - o empreendimento está classificado como “uso institucional de apoio a saúde”

Composição de Áreas

O projeto apresentado ocupa uma área de cerca de 26% (11.956,57m²) de uma área de terreno que mede 45.525,38 m², e propõe uma utilização de aproximadamente 44%, deixando cerca de 28% de área permeável.

A distribuição de áreas proposta pelo projeto está apresentada no quadro abaixo:

AREA DO TERRENO M²

45.525,38

ÁREA ÚTIL TOTAL

15.798,05

ÁREA CONSTRUÍDA TOTALM²

19.825,93

ÁREA OCUPADA TOTAL M²

11.956,57

ÁREA PAVIMENTADA (PASSEIOS) m²

4.556,98

ÁREA PERMEÁVEL COMUM

12.703,72

ÁREA PERMEÁVEL (PISO INTERTRAVADO) m²

15.220,00

Índices Urbanísticos

Pelo que se pode aferir do quadro acima exposto, os índices urbanísticos do projeto do Hospital do Subúrbio, comparativamente aos permitidos pelo Plano Diretor Urbano de Salvador, encontram-se expostos no quadro abaixo.

 

ÍNDICES URBANÍSTICOS

 

PDDU/ LOUOS

PROJETO

CAB

1,50

0,44

IO

0,50

0,26

IP

0,15

0,30

Pelo exposto, pode-se afirmar que, o projeto apresentado se encontra dentro dos limites e parâmetros

Pelo exposto, pode-se afirmar que, o projeto apresentado se encontra dentro dos limites e parâmetros admitidos pela Lei de Uso e Ocupação do Solo de Salvador, com larga margem para atingir os limites estabelecidos.

B.4. Objetivos

Os objetivos do projeto do Hospital do Subúrbio, proposto pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, é o de complementar a rede pública de atendimento hospitalar de Salvador, hoje com deficiências qualitativas e quantitativas e distorções espaciais e de acessibilidade, buscando dar cobertura e assistência médico hospitalar a uma área extremamente carente de serviços públicos, especialmente de saúde.

PLANTA – PROJETO ARQUITETÔNICO

especialmente de saúde. PLANTA – PROJETO ARQUITETÔNICO Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro
PLANTA – IMPLANTAÇÃO Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim

PLANTA – IMPLANTAÇÃO

PLANTA – IMPLANTAÇÃO Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo
B.5. Áreas Propostas para Impl antação do Empreendimento. O programa do Hospital do S ubúrbio

B.5. Áreas Propostas para Implantação do Empreendimento.

O programa do Hospital do Subúrbio está distribuído em um pavilhão principal desenvolvido em quatro pisos, alem de construções de apoio, perfazendo um total de 19.825,93m², de acordo com a tabela abaixo:

 

DETALHAMENTO DAS ÁREAS

 
 

ÁREA ÚTIL

ÁREA

COTA DE

 

EDIFICAÇÕES

CONSTRUÍDA

NÍVEL

m

EDFÍCIO

       

PRINCIPAL

TÉRREO

9.702,37

11.856,13

73,5

1- PAVIMENTO

2.397,78

3.122,42

78

PAVIMENTO TÉCNICO – 1º PAV.

3.274,82

3.367,78

77,25

PAVIMENTO TÉCNICO – 2º PAV.

423,08

436,90

80,8

TOTAL:

15.798,05

18.783,23

 

EDFICAÇÕES

       

DE APOIO

GUARITA

-

12,25

77,75

(ANEXOS)

CAPELA

65,14

78,66

73,33

GARAGEM DE AMBULÂNCIAS

-

-

-

ABRIGO DE RESÍDUOS

-

74.64

71,95

SUSESTAÇÃO 01

-

75,60

72,96

SUSESTAÇÃO 02

-

10,43

73,55

SUSESTAÇÃO 03

-

75,60

73,43

CASA DE MEDIÇÃO

-

15,21

72,72

CENTRAL. DE GASES MEDICINAIS

-

54,83

73.73

CENTRAL DE ÁGUA GELADA

-

228,63

73,75

RESERVATÓRiOS

 

276,85

73,l9

CALDEIRA

-

40,00

72,05

TOTAL:

65,14

1.042,70

-

TOTAL DAS EDIFICAÇÕES;

15.863,19

19.825,93

 
B.6. Dados da Localização do Imóvel (Entorno e Localização Direta) O Projeto proposto pela SESAB,

B.6. Dados da Localização do Imóvel (Entorno e Localização Direta)

O Projeto proposto pela SESAB, para o Hospital do Subúrbio, localiza-o a Noroeste

do Município de Salvador, próximo ao limite com o Município de Simões Filho, a Norte, onde se encontra, o Centro Industrial de Aratu. Trata-se de uma localização estratégica, uma vez que se constitui de um centro geográfico que polariza a populosa região do subúrbio a oeste e a não menos populosa região do “Miolo” de Salvador a Leste, onde se localizam os assentamentos de Valéria e Cajazeiras.

Esta região de características físico-ambientais peculiares sofreu a partir da década de 1970, um processo intenso de ocupação. Predominando uma população de baixo poder aquisitivo, a região ficou à margem do ciclo de desenvolvimento econômico do Estado, embora neste período, tivesse ocorrido a implantação do CIA e posteriormente do Pólo Petroquímico de Camaçari.

A ação do poder público na região, com a implantação de grandes loteamentos acabou por representar um forte vetor de ocupação desta região. A este, somaram-se as invasões como a Coutos, Rio Sena e Nova Constituinte na década de 1980 – resultando em assentamentos de baixa qualidade urbanística, implicando no processo de “favelização do subúrbio”.

Este estado demanda ações urgentes de qualificação urbana pela administração pública.

B.7. Justificativas para Construção do Empreendimento

A rede de saúde estadual na Região Metropolitana de Salvador, mesmo com o apoio

de hospitais que se localizam nos municípios da sua composição, ainda depende muito

do Hospital Geral do Estado (HGE), que tem uma logística complicada para atendimento rápido, pela sua localização central na capital que implica em acessos saturados e de tráfego lento.

A construção do Hospital do Subúrbio, s obre o ponto de vista da sua localização

A construção do Hospital do Subúrbio, sobre o ponto de vista da sua localização

permitirá um atendimento a partir da BR-324, articulada à BA-528, possibilitando o atendimento mais rápido a demandas emergenciais em áreas contíguas a essas rodovias, dilatando o seu atendimento aos municípios vizinhos e, sobretudo, desafogando o Hospital João Batista Caribé, único hospital que até então atende o Subúrbio Ferroviário.

Na planta a seguir, nota-se que os hospitais de Salvador entranham-se no seu saturado sistema viário, de velocidade média muito reduzida (em torno de 30km/h nos pontos críticos). A articulação do Hospital do Subúrbio às vias expressas é um diferencial que poderá ter um peso vital na configuração do sistema urbano da Região Metropolitana.

A área escolhida para o Hospital está localizada na região contígua ao importante

subcentro municipal de Periperi. O valor histórico-cultural das áreas de Pirajá e Parque São Bartolomeu, nas suas proximidades, associados ao maior remanescente de Mata Atlântica urbana da América Latina, criam condições efetivas para se pensar o seu desenvolvimento integrado, tornando necessária a recuperação e desenvolvimento desse espaço.

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de
Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Centro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de Freitas/Ba – CEP:42700-000 Tel / Fax: (71) 3379-4587 / (71) 3369-1421

B.8. Legislação Disciplinadora Segundo o Plano Diretor Urbano de Salvador, a área do Hospital do

B.8. Legislação Disciplinadora

Segundo o Plano Diretor Urbano de Salvador, a área do Hospital do Subúrbio incide sobre uma macrozona que a orienta a proteção e requalificação ambiental na área de estudo, justificada por sua interferência por proximidade com a bacia do cobre e à macrozona sobre a qual incide a sua APA (Macrozona de Proteção Ambiental).

qual incide a sua APA (Macrozona de Proteção Ambiental). Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C –
Há também a incidência de uma ZPR3 – Zona de Uso Predominantemente Residencial sobre o

Há também a incidência de uma ZPR3 – Zona de Uso Predominantemente Residencial sobre o terreno do Hospital, regida pelo Zoneamento Urbano da lei nº 7400/2008, que orienta o uso e ocupação do solo da cidade de Salvador, conforme mapa a seguir.

do solo da cidade de Salvador, conforme mapa a seguir. Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C
Sobre estas duas determinações físicas para a área do Hospital, retira-se do Plano Diretor, com

Sobre estas duas determinações físicas para a área do Hospital, retira-se do Plano Diretor, com caráter específico e/ou genérico o seguinte grupo de determinações:

Subseção III Da Macroárea de Proteção e Recuperação Ambiental

Art. 160. A Macroárea de Proteção e Recuperação Ambiental compreende

áreas:

I - de valor ambiental significativo em que a ocupação urbana ocorreu de forma ambientalmente inadequada, ou nas quais se quer promover a ocupação de forma sustentada;

II - adjacentes a Unidades de Conservação integral ou de uso sustentável cuja ocupação desordenada pode comprometer a qualidade ambiental das unidades vizinhas;

III - que oferecem risco para a ocupação humana, em razão das características

geomorfológicas ou geotécnicas do solo.

Art. 161. O ordenamento territorial na Macroárea de Proteção e Recuperação

Ambiental tem como objetivo qualificar os assentamentos existentes de modo

a minimizar os impactos negativos decorrentes da ocupação indevida do

território, e prevenir ocupações que venham a comprometer o equilíbrio ambiental ou resultar em situações de risco para as populações humanas.

Art. 162. São diretrizes para a Macroárea de Proteção e Recuperação

Ambiental:

I - nos casos de áreas já ocupadas, lo calizadas no entorno de Unidades de

I - nos casos de áreas já ocupadas, localizadas no entorno de Unidades de

Conservação:

a) manutenção da densidade populacional e de ocupação do solo em níveis

compatíveis com a sustentabilidade do ambiente, e restrição a usos que possam comprometer a qualidade ambiental da área ou de espaços vizinhos de relevante valor ecológico;

b) elevação dos padrões de qualidade dos assentamentos precários ou

imediações de áreas de relevante valor

ambiental;

implantados indevidamente nas

II - nos casos de áreas ambientalmente degradadas, recuperação ambiental,

com a promoção de usos que possam ser compatibilizados com a sustentabilidade ambiental da área;

III - nos casos de áreas de interesse ambiental passíveis de ocupação:

a) estabelecimento de densidades populacionais e de ocupação do solo

compatíveis com o uso sustentável da área;

b) compatibilização dos planos de parcelamento do solo e dos projetos de

urbanização com a conservação das áreas de preservação permanente, em especial das faixas de proteção à rede hídrica;

c) restrição a usos que possam comprometer o meio ambiente pela descarga

de efluentes líquidos ou gasosos ou disposição de resíduos sólidos sem tratamento adequado.

Art. 163. Aplicam-se à Macroárea de Pr oteção e Recuperação Ambiental, prioritariamente, os seguintes instru

Art. 163. Aplicam-se à Macroárea de Proteção e Recuperação Ambiental, prioritariamente, os seguintes instrumentos de Política Urbana, entre aqueles previstos por esta Lei e facultados pelo Estatuto da Cidade:

I - zoneamento ambiental;

II - Transferência do Direito de Construir;

III - Direito de Preferência;

IV - Zonas Especiais de Interesse Social;

V - incentivos fiscais e financeiros para a conservação das unidades;

VI - Outorga Onerosa do Direito de Construir

Art. 166. As Zonas Predominantemente Residenciais, ZPR, são destinadas preferencialmente aos usos uni e multiresidenciais, admitindo-se outros usos desde que compatíveis com os usos residenciais, de acordo com os critérios e restrições estabelecidos pela legislação de ordenamento do uso e ocupação do solo.

Parágrafo

Residenciais, ZPR:

único.

São

diretrizes

para

as

Zonas

Predominantemente

I - garantia da qualidade da moradia mediante a imposição de critérios, índices

e parâmetros de uso e ocupação do solo que minimizem os conflitos entre usos, contemplando as necessidades básicas, nos âmbitos sociais, comerciais de serviços e religiosas da população;

II - incentivo à participação das comunidades locais na fiscalização do uso e

ocupação do solo, exercidas pelo Poder Público;

III - realização de Estudos de Impactos de Vizinhança, EIV, para empreendimentos geradores de relevante impacto urbanístico-ambiental;

IV - realização de estudos com propostas de solução para os impactos na mobilidade como

IV - realização de estudos com propostas de solução para os impactos na

mobilidade como pré-requisito para aprovação de empreendimentos geradores

de tráfego.

QUADRO 01 PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO MUNICÍPIO DO SALVADOR

ZONEAMENTO – COEFICIENTES DE APROVEITAMENTO

ZONA

SUBZONA

IDENTIFICAÇÃO

COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO

CAB

CAM

 

ZONAS DE USOS RESIDENCIAIS

ZPR

ZONA PREDOMINANTEMENTE RESIDENCIAL

 

ZPR-1

Zona Predominantemente Residencial 1

0,50

ZPR-2

Zona Predominantemente Residencial 2

0,50

1,00

ZPR-3

Zona Predominantemente Residencial 3

1,50

ZPR-4

Zona Predominantemente Residencial 4

1,00

2,00

ZPR-5

Zona Predominantemente Residencial 5

1,50

2,50

ZPR-6

Zona Predominantemente Residencial 6

2,00

ZPR-7

Zona Predominantemente Residencial 7

1,00

2,50

ZPR-8

Zona Predominantemente Residencial 8

2,00

3,00

Seção II Das Zonas de Usos Residenciais

Subseção I Das Zonas Predominantemente Residenciais

Art. 166. As Zonas Predominantemente Residenciais, ZPR, são destinadas preferencialmente aos usos uni e multiresidenciais, admitindo-se outros usos desde que compatíveis com os usos residenciais, de acordo com os critérios e

restrições estabelecidos pela legisl ação de ordenamento do uso e ocupação do solo. Parágrafo Residenciais,

restrições estabelecidos pela legislação de ordenamento do uso e ocupação

do solo.

Parágrafo

Residenciais, ZPR:

único.

São

diretrizes

para

as

Zonas

Predominantemente

I - garantia da qualidade da moradia mediante a imposição de critérios, índices

e parâmetros de uso e ocupação do solo que minimizem os conflitos entre

usos, contemplando as necessidades básicas, nos âmbitos sociais, comerciais

de serviços e religiosas da população;

II - incentivo à participação das comunidades locais na fiscalização do uso e

ocupação do solo, exercidas pelo Poder Público;

III - realização de Estudos de Impactos de Vizinhança, EIV, para empreendimentos geradores de relevante impacto urbanístico-ambiental;

IV - realização de estudos com propostas de solução para os impactos na

mobilidade como pré-requisito para aprovação de empreendimentos geradores

de tráfego.

Conclui-se que, a partir destas determinações, o Hospital do Subúrbio fica sujeito a apresentar soluções de tratamento adequado de efluentes e dejetos orgânicos, como condicionante à sua implantação nesta zona urbana, sendo insignificantes os prejuízos atmosféricos gerados pelo empreendimento.

B.9. Descrição do Projeto

“A unidade contará com emergência pediátrica e de adulto, além de 248 leitos, assim distribuídos: 30 de UTI, 30 de Semi-intensivo, 178 leitos clínicos e 10 unidades para queimados. Será equipado ainda com centro cirúrgico, unidade de imagem com RX, tomógrafo, ultrassonografia, endoscopia e

eletrocardiograma, laboratório, central de material esterilizado, lavanderia, farmácia centralizada, almoxarifado,

eletrocardiograma, laboratório, central de material esterilizado, lavanderia, farmácia centralizada, almoxarifado, cozinha, refeitório e serviço de engenharia clínica.

A conclusão da obra está prevista para março 2010, com investimento

previsto de R$ 42 milhões, beneficiando diretamente a população dos bairros do Subúrbio e adjacências, além do atender aos pacientes regulados do interior do estado. A área total do hospital será de 45,5 mil metros quadrados, sendo 19 mil metros quadrados de área construída.” (Agecom - Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado

da Bahia)

B.10. Características das instalações

 

DADOS GERAIS

Nº DE LEITOS

UTI ADULTO

20

LEITOS

UTI PEDlATRICA

20

LEITOS

SEMl-ÍNTENSIVA

20

LEITOS

QUEIMADOS

10

LEITOS

INTERNAÇÃO ADULTO

114

LEITOS

INTERNAÇÃO

PEDIÁTRICA

64

LEITOS

TOTAL DE LEITOS

248

LEITOS

Nº DE VAGAS ESTACIONAMENTO

VAGAS VISITANTES

146

VAGAS

VAGAS ACESSÍVEIS VISITANTES

4

VAGAS

VAGAS FUNCIONÁRIOS

84

VAGAS

VAGAS ACESSÍVEIS FUNCIONÁRIOS

2

VAGAS

TOTAL VAGAS

230

VAGAS

TOTAL VAGAS

 

VAGAS

ACESSÍVEIS

6

C. DEFINIÇÃO E CARACT ERIZAÇÃO DO ENTORNO A Área do Projeto A área de implantação

C. DEFINIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO ENTORNO

A Área do Projeto

A área de implantação do Hospital do Subúrbio é um terreno bastante antropizado pela

extração de arenoso e por um loteamento preexistente que lhes causou desconfiguração completa topográfica e vegetacional. Planificada, a área localiza-se em um cume de morro que divide a Bacia do Cobre e a Bacia do Paraguari, à qual participa.

A bacia hidrográfica do Paraguari, que se desenvolve a oeste do terreno do Hospital,

abriga uma área verde de encosta não protegida e uma planície de inundação, onde se

encontra a nascente do Rio Paraguari. Nesta área encontra-se uma ocupação marcada por assentamentos subnormais, visivelmente marginalizados e que apresentam deficiências de serviços urbanos e de atividades econômicas.

A ocupação desta área é problemática em decorrência de uma geomorfologia

caprichosa, conformada em substratos argilosos expansivos, de fácil desestabilização,

o que resulta em formações de encostas íngremes de solos instáveis (composição de massapé).

Ao sudoeste também se estende uma ocupação irregular ao longo de uma via sem pavimentação, sinuosa e íngreme até conectar-se ao Loteamento Rio Sena, com acesso direto e mais amplo até Mirantes de Periperi.

Todas as áreas vicinais restantes, principalmente na porção Leste, configuram-se como vazio urbano, assegurado pela delimitação do Parque Metropolitano de Pirajá. O Parque possui uma superfície de 1500 ha, dos quais 75 ha correspondem a uma área religioso/cultural, denominada Parque São Bartolomeu. Embora fortemente degradado por desmatamentos, ocupações irregulares e mineração nas zonas limítrofes ao

hospital, a área detém uma importante c ontribuição para a Bacia Hidrográfica do Cobre. Barreiras

hospital, a área detém uma importante contribuição para a Bacia Hidrográfica do Cobre.

Barreiras

A partir de avaliações em campo e da cartografia foi possível constituir um diagrama de

barreiras físicas que, através de características geográficas e de mobilidade urbana.

A definição de “barreira” deve levar em conta a interrupção das inter-relações entre

duas áreas, definindo desenvolvimentos diversos dentro do contexto urbanístico. Neste estudo, estas barreiras apresentam-se principalmente por desníveis topográficos ou por áreas não urbanizadas, não capacitadas a produzir qualquer fluxo ou apoio à mobilidade urbana.

A BA-528, por sua vez, desenvolve uma barreira antrópica criada pelo tipo de tráfego

que ali se insere, o que afere uma demarcação territorial e estabelece interrupção e alteração nas relações entre suas margens.

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de
Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de
Impacto Primário Através da análise das barreiras que limitam a relação imediata do hospital com

Impacto Primário

Através da análise das barreiras que limitam a relação imediata do hospital com seu entorno e da estimativa de uma distância de conforto para trajeto a pé de 500 metros, considerando a adversidade da topografia acidentada, a inserção do Hospital do Subúrbio irá mobilizar interações urbanísticas diretas na área determinada no mapa abaixo.

A área de Impacto Primário será a reflexiva imediata das interações físicas, sociais e

econômicas que se desenvolverão com a inserção do hospital. Conforme a lógica que

a define, estará inevitavelmente relacionada a uma nova dinâmica que exigirá sua

requalificação urbana para aporte de serviços agregados ao funcionamento do Hospital, sobretudo para o apoio ao fluxo e permanência de uma população flutuante de baixa renda que irá povoar esta região.

No mapa abaixo estão relacionados os setores censitários que se sobrepõem à área de Impacto Primário, e que serão os principais instrumentos para avaliação sócio- econômica.

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de
Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de
Impacto Secundário A localização do Hospital do Subúrbio possibilita uma dilatação do alcance da sua

Impacto Secundário

A localização do Hospital do Subúrbio possibilita uma dilatação do alcance da sua operação a 2 regiões administrativas (RA) de Salvador, que terão em grande parcela o acesso facilitado pelo caráter expresso das rodovias BR-324 e BA-528. Destarte, serão consideradas como região de entorno, sujeita ao impacto secundário de interferência, as RAs XVI (Subúrbios Ferroviários) e XVII (Valéria).

Este entorno deve ser compreendido como uma zona de atenção à acessibilidade do hospital e de interação social, mobilizando uma resposta sistemática da lógica urbana. Estima-se que o hospital será o equipamento de saúde preferido pela população destas RA’s, e em caráter de emergência será considerado como melhor opção para operações de salvamentos.

IMPACTO SECUNDÁRIO - RAs Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da

IMPACTO SECUNDÁRIO - RAs

IMPACTO SECUNDÁRIO - RAs Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Cent ro Com. da Torre-Jardim
Descrição do Entorno de Impacto Secundário A zona de entorno de impacto secundário do Ho

Descrição do Entorno de Impacto Secundário

A zona de entorno de impacto secundário do Hospital do Subúrbio define-se pelo vetor de expansão Norte da Cidade do Salvador e está localizado a noroeste do município, estendendo-se ao longo da borda da Baía de Todos os Santos, incorporando a planície litorânea, a Falha Geológica do Recôncavo e a margem oeste da BR-324, conforme figura em anexo.

Abrange uma área de aproximadamente 4.842 hectares, com uma densidade média de 61,45 habitantes por hectare (RA XVI: 91,4 hab/ha; RA XVII: 31,5 hab/ha). A RA XVII, correspondente à Valéria, possui uma distorção em relação a sua densidade pela incidência do Parque São Bartolomeu em sua poligonal, o que lhe confere uma redução pela grande área desocupada do Parque. No entanto, a característica e o padrão dos assentamentos nestas duas RAs, são em maioria semelhantes. Com algumas exceções de padrões pouco mais elevados, como é o caso de Periperi, grande parte dos assentamentos nas duas áreas se apresentam com alta densidade e conformam bolsões de pobreza de crescimento desenfreado, caótico e com grandes problemas de ordem social.

Tipologia de Assentamento Habitações Espontâneas São as habitações implantadas em ár eas ocupadas de forma

Tipologia de Assentamento

Habitações Espontâneas

São as habitações implantadas em áreas ocupadas de forma espontânea, ao longo de antigos sistemas viários principais, ou em antigos loteamentos projetados em desacordo com a legislação municipal. Apresentam arruamentos retilíneos delimitados, com infra-estrutura parcialmente implantada pelas autoridades públicas e progressivamente melhorada pelos moradores, encontrando-se em precário estado de conservação. Distribuem-se por vezes no início das encostas, em solos areno-argilosos e são afetadas por processos erosivos laminares, ou por vezes em planícies marinhas, em solos arenosos, com declividade entre 0 e 15%. Podem ser servidas por ruas pavimentadas ou por ruas sem pavimentação. Dispõem de rede de abastecimento de água e rede elétrica. O sistema de esgotamento sanitário predominante é do tipo fossa rudimentar. As águas pluviais escoam geralmente através de sarjetas. A coleta de lixo é regular. As habitações são construídas predominantemente com blocos de tijolos rebocados e cobertas com telhas cerâmicas; possuem área que varia de 50 a 70 m2 e gabarito de 1 ou 2 pavimentos.

Habitações Irregulares

São as habitações situadas em encostas íngremes, ao longo de vias estreitas implantadas em desacordo com as normas técnicas. Apresentam carência de infra-estrutura básica e, as eventualmente existentes, são afetadas por problemas de projeto e manutenção. Distribuem-se nas encostas íngremes do vale, em solos argilo-arenosos (Grupo Ilhas) com declividade entre 15 e 50%. São afetadas por processos erosivos.O sistema viário é constituído por ruas não pavimentadas, escadas e caminhos. A água é fornecida através de rede implantada pela própria comunidade ou com ligações clandestinas. O sistema de

esgotamento sanitário predominante é constituído por fossas rudimentares ou por canalizações, implantadas pelos

esgotamento sanitário predominante é constituído por fossas rudimentares ou por canalizações, implantadas pelos próprios moradores, com lançamento a céu aberto. As águas pluviais escoam diretamente no terreno. A coleta de lixo é irregular, devido à dificuldade de acesso por parte dos veículos coletores. A habitações, em sua maioria, são construídas com blocos de tijolos sem reboco e cobertas com telhas de fibrocimento; possuem área de 30 a 50 m2 com gabarito de 1 ou 2 pavimentos.

Conjuntos habitacionais

Localizados nas partes mais altas, implantados em terrenos terraplenados, os conjuntos habitacionais são servidas por infra-estrutura básica e por sistema viário pavimentado. Dispõem de rede de abastecimento de água, energia, incluindo iluminação pública, e de esgotamento sanitário. As águas pluviais escoam por meio de sarjetas e canalizações subterrâneas. A coleta de lixo é regular. As habitações são construídas em blocos de tijolos rebocados, cobertas com telhas cerâmicas ou de fibrocimento, área média entre 100 e 150 m2, gabarito de 4 pavimentos.

Loteamentos Regulares

Estão localizados por vezes em cumeadas, sobre solos areno-argilosos e são afetadas por processo erosivos laminares, por vezes em planícies marinhas, em solos arenosos (Terraço Marinho). São servidas por ruas pavimentadas e dispõem de rede de abastecimento de água e rede elétrica, incluindo iluminação pública. O sistema de esgotamento sanitário é constituído por fossas sépticas, algumas com problemas de manutenção, e fossas rudimentares. As águas pluviais escoam por meio de sarjetas e canalizações subterrâneas. A coleta de lixo é regular. As habitações são construídas predominantemente com blocos de

tijolos rebocados e cobertas com telhas cerâmicas, possuem área que varia de 70 a 100

tijolos rebocados e cobertas com telhas cerâmicas, possuem área que varia de 70 a 100 m2 e gabarito de 1 ou 2 pavimentos.

D. IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS

D.1. Impacto Econômico

A determinação dos impactos proporcionados pelas inversões públicas é um

instrumento fundamental para subsidiar a tomada de decisão pelos gestores governamentais. Para tanto, a utilização de instrumentos de elaboração e avaliação social torna-se essencial.

A adoção desta abordagem de welfare economics pelo gestor público revela o seu pragmatismo e preocupação com o atingimento dos objetivos das políticas públicas. O entendimento de que se o Bem Estar Econômico é a parcela do Bem Estar Geral que pode ser medida, então deve ser utilizado para orientar a ação pública já se encontra sedimentado nos trabalhos econômicos. A análise Custo-Benefício, um de seus instrumentos essenciais, tem se revelado, ao longo do tempo, a mais popular técnica econômica empregada para determinação de prioridades na avaliação de políticas.

Evidentemente, esta abordagem não exclui a avaliação de outras variáveis qualitativas, que, em muitas oportunidades, revelam-se fundamentais para a tomada de decisão final. No entanto, não restam dúvidas quanto à densidade e importância das informações fornecidas pelas técnicas de avaliação social de projetos.

Assim, para atingir os seus objetivos, este estudo lançará concomitantemente mão (I) de técnicas de welfare economics, com o intuito de avaliar a conveniência e os benefícios econômicos advindos da implantação do Hospital do Subúrbio, e (II) de

análises qualitativas, com o objetivo de analisar como este projeto afetará o quotidiano

da população residente no entorno do empreendimento.

D.1.1. Desenvolvimento Econômico Local A economia dos entornos primário e se cundário apresenta baixo grau

D.1.1. Desenvolvimento Econômico Local

A economia dos entornos primário e secundário apresenta baixo grau de

desenvolvimento, sendo marcada por elevado grau de informalidade de seus agentes.

Este fato tem origem na própria dificuldade de inserção da comunidade local no sistema econômico, graças a carência de sua infra-estrutura física e parcas oportunidades de emprego pela virtual inexistência de investimentos públicos e privados de porte e significado econômico na região.

Para se perceber de modo mais objetivo o impacto da implantação do Hospital do Subúrbio em seus entornos primário e secundário, deve-se decompor o conceito de desenvolvimento em suas componentes essenciais, a saber: renda, educação e saúde. Feito isto, evidente o modo como a sua implantação deve afetar o nível de desenvolvimento no entorno do empreendimento. Este deve, em essência, proporcionar um incremento na infra-estrutura de saúde deste entorno, permitindo a esta população uma melhora no acesso a atendimento médico especializado.

Os efeitos sobre as dimensões renda e educação, conforme discutido a seguir, serão

limitados pelas características do empreendimento.

D.1.2. Geração de Empregos

Por se tratar de um empreendimento de caráter público o efeito de geração de emprego para a população residente no entorno do empreendimento deve ser baixo, tanto no seu estágio de implantação quanto no de sua operação. Isto se deve à necessidade do gestor público cumprir o princípio da impessoalidade, o que limita a capacidade do mesmo privilegiar uma dada comunidade. Este princípio se consubstancia na necessidade do gestor:

1. Realizar licitação para definir qual será a empresa responsável pela execução da obra; e

2. Realizar concurso pú blico para contratar os funcionários do empreendimento, caso este seja diretamente

2. Realizar concurso público para contratar os funcionários do empreendimento, caso este seja diretamente operado pelo estado; ou 3. Realizar licitação para contratar a instituição responsável pela gestão do equipamento

D.1.3.

Economia Local

Criação

de

Novas

Alternativas

Econômicas

e

Sustentabilidade

da

A implantação do Hospital do Subúrbio vai implicar na geração de um fluxo de médicos, funcionários, pacientes e seus acompanhantes para o entorno primário do empreendimento. Este fluxo vai se tornar perene e implicar numa demanda por serviços que dêem suporte às necessidades desta população.

Estes serviços vão oferecer à comunidade local uma série de novas oportunidades

econômicas, uma vez que boa parte delas não demanda investimento de capital significativo. Dentre outras, o influxo de pessoas ao hospital deverá demandar serviços

de hospedagem, alimentação, transporte, saúde, fotocópia e funerária.

Para que se maximize a probabilidade de tais demandas efetivamente se transformarem oportunidades será preciso uma ação conjunta do poder público e órgãos de apoio como SEBRAE e SENAC para instrumentalizar a comunidade e permitir que os empreendimentos construídos para fazer face a estas demandas consigam superar a informalidade. A capacitação e financiamento dos empreendedores locais serão, portanto, peça fundamental para a efetiva materialização de alternativas econômicas sustentáveis pela população do entorno primário e secundário do empreendimento.

A ausência de tais ações podem implicar num sub-aproveitamento de tais

oportunidades, seja pela incapacidade dos agentes econômicos locais de fugir à informalidade,dadas as suas carências, seja pela captura de parcela significativa de tais oportunidades por agentes econômicos oriundos de outras regiões da urbe.

D.1.4. Valorização Imobiliári a X Especulação/Depreciação É fato bem conhecido que, terrenos situados no entorno

D.1.4. Valorização Imobiliária X Especulação/Depreciação

É fato bem conhecido que, terrenos situados no entorno de empreendimentos de porte, voltados para o atendimento público em zonas urbanas adensadas, aumentam significativamente de valor em função da sua proximidade, da nova atratividade, das melhorias urbanas e da acessibilidade construída pelo mesmo. Dessa forma, o efeito “positivo” desta valorização aplica-se em princípio ao proprietário do terreno. Porém, efeitos multiplicadores de melhoria urbana podem ser esperados em função desta valorização.

D.1.5. Integração da cadeia produtiva

A implantação do empreendimento não deve gerar impactos significativos sobre a

cadeia produtiva do entornos primário e secundário do empreendimento, na medida em que em suas fronteiras não existem agentes econômicos capacitados para integrar a montante a cadeia de suprimentos do Hospital.

O Hospital do Subúrbio é um empreendimento público que precisará, portanto, cumprir

os preceitos legais no momento de celebrar seus contratos de fornecimento. Isto torna pouco plausível o estabelecimento de contratos com os agentes econômicos pouco especializados e detentores de baixo grau de formalização instalados nos entornos primário e secundário do Hospital do Subúrbio.

Como destacado anteriormente, a principal oportunidade para a comunidade residente no entorno primário do empreendimento é a oferta de bens e serviços demandados pelo afluxo de médicos, funcionários, pacientes e acompanhantes ao Hospital.

D.1.6. Arrecadação de tributos Dados o alto grau de informalidade da economia dos entornos primário

D.1.6. Arrecadação de tributos

Dados o alto grau de informalidade da economia dos entornos primário e secundário do empreendimento, bem como a baixa participação relativa dos mesmos na arrecadação tributária municipal, o efeito sobre a arrecadação tributária deve ficar restrito ao efeito desconto gerado pela aquisição de insumos pelo Hospital de seus fornecedores (terceiros e funcionários).

D.1.7. Benefícios, Prejuízos, compensações

Para se estimar os resultados econômicos da implantação do Hospital do Subúrbio, este estudo lançou mão da abordagem da Avaliação Social de Projetos. Seu objetivo é o de examinar os efeitos diretos e indiretos que serão causados por um determinado projeto, permitindo verificar quando a economia como um todo está sendo prejudicada ou beneficiada.

Para operacionalizar esta abordagem, que demanda a conversão dos preços de mercado, que, por definição, são aqueles observados quotidianamente, em preços sociais, que devem refletir os custos de oportunidade para a economia como um todo, lançou-se mão dos fatores de conversão desenvolvidos pelo BID para operacionalizar o PRODETUR no estado da Bahia. Além destes fatores, empregou-se também a taxa de desconto social estimada pelo organismo em 12,0% a.a. (doze por cento ao ano). Esta opção se deve à conveniência do uso de uma metodologia de avaliação de benefícios sociais que tem sido largamente utilizada e se revelado bem sucedido ao longo das últimas duas décadas.

Estudo do Entorno – Hospital do Subúrbio

A partir da base nos dados fornecidos pelo IBGE, por meio do Censo Demográfico 2000, este estudo busca entender o comportamento da renda no entorno primário do Hospital do Subúrbio, conforme definido anteriormente. A partir do cruzamento das

poligonais de interferência do Hospital do Subúrbio, conforme anteriormente exposto, com os setores censitários do

poligonais de interferência do Hospital do Subúrbio, conforme anteriormente exposto, com os setores censitários do IBGE chegou-se ao seguinte quadro:

Tabela 1 - Setores Censitários IBGE Integrantes do Entorno Primário do Hospital do Subúrbio

 

SETORES CENSITÁRIOS

292740805130070

292740805130118

292740805160055

292740805130071

292740805160050

292740805160057

292740805130117

292740805160051

292740805260001

Caracterização do entorno primário - População

Dimensão Estrutural

a) Total Populacional

Esta definição permite determinar que o total populacional deste entorno é composto por 7.098 (sete mil e noventa e oito) pessoas, residentes em 1.953 (hum mil novecentos e cinqüenta e três) domicílios. Isto perfaz uma média de 3,6 (três inteiros e seis décimos) habitantes por domicílio.

b) Pirâmide Etária

Esta população encontra-se com a seguinte distribuição etária:

Tabela 2 – Entorno Primário do Hospital do Subúrbio: Pirâmide Etária     P ARTICIPAÇÃO

Tabela 2 – Entorno Primário do Hospital do Subúrbio: Pirâmide Etária

   

PARTICIPAÇÃO

PARTICIPAÇÃO

FAIXA ETÁRIA

PESSOAS

RELATIVA

ACUMULADA

00-04

752

10,6%

10,6%

10-14

844

11,9%

35,6%

15-19

700

9,9%

45,5%

20-24

701

9,9%

55,4%

25-29

677

9,5%

64,9%

30-34

671

9,5%

74,4%

35-39

649

9,1%

83,5%

40-44

410

5,8%

89,3%

45-49

264

3,7%

93,0%

50-54

192

2,7%

95,7%

55-59

109

1,5%

97,3%

60-64

82

1,2%

98,4%

65-69

46

0,6%

99,1%

70-74

29

0,4%

99,5%

75-79

17

0,2%

99,7%

80 +

21

0,3%

100,0%

Total

7.098

100,00%

-

Fonte: IBGE

Estes dados permitem rapidamente a juventude desta população, dado o significado dos grupos de crianças (até 14 anos) e jovens adultos (entre 15 e 29 anos) na mesma. Sendo o segmento mais numeroso, o grupo de crianças gera, principalmente, uma demanda social por políticas e equipamentos de educação e saúde específicos para este grupo.

Por sua vez, o grupo de jovens adultos é quase tão representativo quanto o de crianças, representando 29,28% (vinte e nove inteiros e vinte e oito centésimos por cento) do total. Este fato cria uma forte demanda social desta comunidade por inclusão no mercado de trabalho. Esta é uma característica que apresenta absoluta consonância com aquela da população de Salvador como um todo, sendo um fenômeno que evidência a mudança na estrutura etária de sua população- o seu envelhecimento.

Dimensão Renda A análise dos dados de renda fornecidos pel o IBGE permite determinar o

Dimensão Renda

A análise dos dados de renda fornecidos pelo IBGE permite determinar o perfil de renda da população residente na região que compõe o entorno do Hospital do Subúrbio, conforme abaixo.

a) Renda Média do Responsável pelo Domicílio

Para determinação da renda utilizou-se o critério “Renda Média do Responsável pelo Domicílio”, extraído dos dados específicos de cada setor censitário integrante do entorno do Hospital do Subúrbio.

Tabela 3 - Distribuição do Rendimento Mensal do Responsável pelo Domicílio

RENDA EM SALÁRIOS

RESPONSÁVEIS PELO

PARTICIPAÇÃO

PARTICIPAÇÃO

MÍNIMOS

DOMICÍLIO

RELATIVA

ACUMULADA

Sem Rendimento

420

21,5%

21,5%

Até ½ SM

89

4,6%

26,1%

1/2 a 1 SM

495

25,3%

51,4%

1 a 2 SM

462

23,7%

75,1%

2 a 3 SM

213

10,9%

86,0%

3 a 5 SM

198

10,1%

96,1%

5 a 10 SM

66

3,4%

99,5%

10

a 15 SM

7

0,4%

99,8%

15

a 20 SM

1

0,1%

99,9%

+ 20 SM

2

0,1%

100,0%

 

Total

1.953

100,00%

-

Fonte: IBGE

b) Distribuição por classes sociais Tabela 4 – Entorno do Hospital do Subúrbio: Renda Média

b) Distribuição por classes sociais

Tabela 4 – Entorno do Hospital do Subúrbio: Renda Média e Distribuição de Domicílios por Classe Social

RENDA

TOTAL DE

RENDA MÉDIA

 

DOMICÍLIOS

RESPONSÁVEL

CLASSE

CLASSE

CLASSE

CLASSE

CLASSE

TOTAL (R$)

DOMICÍLIOS

(R$)

A

B

C

D

E

1.418.715

1.953

726,43

2

8

66

411

1.466

 

Participação Relativa

0,1%

0,4%

3,4%

21,0%

75,1%

Fonte: IBGE

Para que se possa estabelecer uma conexão entre as classes sociais e o rendimento mensal do responsável pela residência, adota-se aqui o critério de equivalência* entre renda e classe sócio-econômica utilizada pela ABA/ABIPEME. Assim:

Tabela 5 - Equivalência entre Classe Social e Rendimento

C LASSE S ÓCIO E CONÔMICA A B C D E R ENDA M ENSAL

CLASSE SÓCIO ECONÔMICA

A

B

C

D

E

RENDA MENSAL

(SALÁRIOS-MÍNIMOS)

20 e mais

10 a 20

5 a 10

2 a 5

Até 2

Este dados permitem inferir que:

I) As populações dos estratos D e E, em que os respectivos responsáveis pelo domicílio percebem menos de 5 (cinco) salários mínimos de renda, representam a maioria absoluta da população do entorno do Hospital do Subúrbio. Representam,

respectivamente, 21,0% (vinte e um inte iros por cento) e 75, 1% (setenta e cinco

respectivamente, 21,0% (vinte e um inteiros por cento) e 75,1% (setenta e cinco inteiros e um décimo por cento) do total de residentes em seu entorno, totalizando 96,1% (noventa e seis inteiros e um décimo por cento) da população do entorno;

II) De outra forma, os estrato mais abastados, de classe A e B, compõem apenas 0,1% (um centésimo por cento) e 0,4% (quatro centésimos por cento), respectivamente, da população do entorno. Representam, destarte, 0,5% (cinco centésimos por cento) do total.

Com base nestas informações, fica evidenciado o perfil de elevada carência econômica que caracteriza esta população, em que as classes menos favorecidas constituem basicamente toda a população.

Determinação da Característica do Entorno do Hospital do Subúrbio

Em face do até aqui observado, pode-se, a partir deste instante, determinar que o entorno primário do Hospital do Subúrbio caracteriza-se como uma área habitada por uma população extremamente jovem e de baixíssima renda, demandante de uma série de ações do poder público para poder progredir, vencer as dificuldades quotidianas e inserir-se na sociedade de modo pleno.

Análise da Viabilidade Econômica Orçamento Planilha Orçamentária – preço de mercado Uma vez de posse

Análise da Viabilidade Econômica

Orçamento

Planilha Orçamentária – preço de mercado

Uma vez de posse do orçamento do projeto, os valores devem ser agregados em função dos seguintes critérios:

(1) Mão de Obra não Qualificada (MONQ) (2) Mão de Obra Qualificada (MOQ) (3) Materiais e Equipamentos (M&E)

Isto se deve à necessidade de se converter o montante investido a preços sociais. Estes representam o esforço efetivo empreendido pela sociedade para consumar o projeto. O quadro adiante expõe estes valores:

Tabela 6 - Hospital do Subúrbio: Orçamento Desagregado – Preço de Mercado

 

PREÇO DE

FATORES DESAGREGADOS

 

MERCADO

MOQ

 

MONQ

 

M&E

Orçamento

(42.099.765,23)

(6.314.964,78)

 

(14.734.917,83)

 

(23.154.870,88)

Destarte, vê-se que, a preço de mercado, o montante de inversões demandado para concretizar o projeto atinge o montante de R$42.099.765,23 (quarenta e dois milhões noventa e nove mil setecentos e sessenta e cinco reais e vinte e três centavos).

Planilha Orçamentária – Preços Sociais 1

Uma vez adequadamente agregados os valores, pode-se, então, proceder ao cálculo do custo social do Orçamento. Para tanto, aplicam-se Fatores de Conversão (FC) dos preços de mercado, conforme a seguir:

1 Fatores de Conversão (FC) explicitados no Regulamento Operativo do Prodetur

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(1) Mão de Obra não Qualificada [FC – 0,23] (2) Mão de Obra Qualificada [FC

(1) Mão de Obra não Qualificada [FC – 0,23] (2) Mão de Obra Qualificada [FC – 0,79] (3) Materiais e Equipamentos [FC – 0,94]

Tabela 7 – Hospital do Subúrbio: Orçamento Desagregado – Preços Sociais

PREÇO SOCIAL

FATORES DESAGREGADOS

Orçamento

MOQ MONQ M&E

MOQ

MOQ MONQ M&E

MONQ

MOQ MONQ M&E

M&E

(30.143.431,90)

(4.988.822,18)

(3.389.031,10)

(21.765.578,62)

Determinação do Valor Presente do Montante Total de Investimento a Preços Sociais

Após o ajuste promovido pelo emprego dos Fatores de Conversão, pode-se, enfim, dimensionar o montante investido a preços sociais – R$30.143.431,90 (trinta milhões

cento e quarenta e três mil quatrocentos e trinta e um reais e noventa centavos). Este é

o montante do sacrifício demandado da sociedade para que o projeto seja levado a cabo.

Custos com Operação, Administração e Manutenção (OAM)

Ao custo orçamentário, somam-se os custos com Operação, Administração e Manutenção (OAM) do mesmo. Como não há ainda estimativas precisas quanto aos custos de operação do empreendimento, estes foram estimados a partir da projeção da depreciação dos seus ativos, que representa o custo de reposição dos ativos de capital. Esta estimativa foi construída partindo das premissas de que (1) os ativos têm uma vida útil de 25 anos e (2) que não possuem qualquer valor residual.

Deste modo, aplicou-se uma taxa de 4% a.a. (quatro por cento ao ano) ao valor dos

ativos, tanto a preços de Mercado- R$42.099.765,23 (quarenta e dois milhões noventa

e nove mil setecentos e sessenta e cinco reais e vinte e três centavos)- quanto a preços sociais- R$30.143.431,90 (trinta milhões cento e quarenta e três mil

quatrocentos e trinta e um reais e noventa centavos). A tabela abaixo expressa os resultados

quatrocentos e trinta e um reais e noventa centavos). A tabela abaixo expressa os resultados obtidos:

Tabela 8 – Hospital do Subúrbio: Valor Presente dos Custos OAM

 

PREÇO DE MERCADO

PREÇOS SOCIAIS

ANO

(R$)

(R$)

1

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

2

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

3

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

4

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

5

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

6

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

7

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

8

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

9

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

10

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

11

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

12

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

13

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

14

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

15

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

16

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

17

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

18

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

19

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

20

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

21

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

22

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

23

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

24

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

25

(1.683.990,61)

(1.205.737,28)

Valor Presente* dos Custos OAM

(13.207.772,61)

(9.456.765,19)

*Custo de Oportunidade empregado: 12% a.a. (doze por cento ao ano)

Disto resulta que o montante requerido para a manutenção do projeto, a preço de mercado, alcança o total de R$13.207.772,61 (treze milhões, duzentos e sete mil, setecentos e setenta e dois reais e sessenta e um centavos) ao longo do horizonte de

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análise deste estudo. No entan to, estes valores devem ser ajustados a preços de eficiência.

análise deste estudo. No entanto, estes valores devem ser ajustados a preços de eficiência.

O cálculo do montante dos custos de Operação, Administração e Manutenção (OAM) do projeto de implantação do Hospital do Subúrbio a preços sociais, expresso na última coluna da tabela, evidencia que estes atingem o montante de R$9.456.765,19 (nove milhões quatrocentos e cinqüenta e seis mil setecentos e sessenta e cinco reais e dezenove centavos).

Inversão Social Total

Com base no apurado até este item, pode-se afirmar que o montante total do sacrifício

que deve ser incorrido pela população, a preços sociais, para implantar o Hospital do Subúrbio é de R$ 39.600.197,09 (trinta e nove milhões seiscentos mil cento e noventa

e sete reais e nove centavos).

Este valor tem origem no somatório do gasto relativo ao orçamento de obra, cujo total é de R$30.143.431,90 (trinta milhões cento e quarenta e três mil quatrocentos e trinta e um reais e noventa centavos), e do valor presente dos custos OAM, cujo montante alcança R$9.456.765,19 (nove milhões quatrocentos e cinqüenta e seis mil setecentos

e sessenta e cinco reais e dezenove centavos).

Benefícios Sociais

Para se determinar adequadamente o montante dos benefícios advindos da implantação do Hospital do Subúrbio, uma vez que se trata de um bem público, deve ser empregado o Método da Avaliação Contingente. Este pode ser descrito como a elaboração de cenários hipotéticos que, aplicados por meio de uma survey a uma dada população, permite estimar o valor de sua disposição a pagar (DAP) para viabilizar a manutenção e conservação do bem em estudo.

Esta técnica tenta, ao estabelecer um cenário hipotético, ampliar a capacidade de valoração adequada do

Esta técnica tenta, ao estabelecer um cenário hipotético, ampliar a capacidade de valoração adequada do bem em estudo pelo entrevistado, de modo que se possa estabelecer um valor que reflita a máxima disposição a pagar deste para obter os benefícios proporcionados por tal ativo. Este valor representa, assim, o valor atribuído pela sociedade a um determinado bem.

Como alternativa à elaboração de uma pesquisa de campo para se determinar a DAP, uma vez que se trata apenas de um primeiro exercício, este estudo busca apoiar-se na metodologia empregada por Dubeuxs (1998) 2 e verificar a plausibilidade da DAP mínima média individual necessária à viabilização do Investimento. Assim, em lugar de procurar estimar a DAP real, busca-se aqui, apenas verificar a plausibilidade deste valor ser maior ou igual ao Investimento demandado para que se torne um empreendimento concreto. Para tanto, determina-se que DAP mínima média individual é dada pela divisão da DAP total pela população beneficiada.

DAP x Investimento – População dos entornos primário e secundário

Toda a população residente nos limites determinados pelos entornos primário e secundário indicados neste estudo beneficia-se da implantação do Hospital do

Subúrbio. Como anteriormente exposto, a população total residente nestes limites é de 313.202 (trezentos e treze mil duzentos e dois) habitantes, estando agrupada em

79.322 (setenta e nove mil trezentos e vinte e dois) domicílios. Do total, 245.217

(duzentos e quarenta e cinco mil duzentos e dezessete inteiros) habitantes residem em

61.981 (sessenta e um mil novecentos e oitenta e um inteiros) domicílios na RA

Subúrbios Ferroviários, enquanto 67.985 (sessenta e sete mil novecentos e oitenta e cinco inteiros) habitantes residem em 17.341 (dezessete mil trezentos e quarenta e um inteiros) domicílios da RA Valéria.

O objetivo desta seção é o de verificar qual a parcela da renda destes indivíduos que deve ser voluntariamente transferida para viabilizar o empreendimento e verificar a

2 Dubeux, Carolina Burle Schmidt. A Valoração Econômica como Instrumento de Gestão Ambiental – o caso da despoluição da Baía de Guanabara. 1998. 89 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia, UFRJ, Rio de Janeiro.

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Centro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de Freitas/Ba – CEP:42700-000 Tel / Fax: (71) 3379-4587 / (71) 3369-1421

plausibilidade de tal hi pótese. Considerando que o investimento total deve corresponder à DAP total,

plausibilidade de tal hipótese. Considerando que o investimento total deve corresponder à DAP total, a DAP mínima média individual corresponde ao fardo que deve ser carregada por cada indivíduo da população.

Conforme estimado anteriormente, o valor global do investimento para implantação do

Hospital do Subúrbio, orçado a preços sociais, alcança, a valor presente, o montante

de R$ 39.600.197,09 (trinta e nove milhões seiscentos mil cento e noventa e sete reais

e nove centavos). O horizonte empregado para analisar o projeto foi estimado em 25

(vinte e cinco) anos e a taxa de desconto social em 12%a.a. (doze por cento ao ano).

Destarte, conhecendo-se tais variáveis, pode-se proceder o cálculo da DAP mínima média para viabilizar o projeto por meio da determinação do fator de recuperação do capital (FRC) que permita identificar o montante de cada anuidade de pagamentos

postecipados que equivale ao valor presente do Investimento. O fator de recuperação

de capital (FRC) é dado por:

onde,

i – taxa de desconto;

n – número de períodos

FRC = i (1+i) n (1+i) n -1

Aplicando-se a equação aos dados conhecidos, tem-se:

FRC = 0,12 (1+0,12) 25 (1+0,12) 25 -1 FRC = 0,1275

O estudo sócio-econômico do entorno primário da área de implantação do projeto

evidenciou que a população total do mesmo é composta por 313.202 (trezentos e treze mil duzentos e dois) pessoas, residentes em 79.322 (setenta e nove mil trezentos e

vinte e dois) domicílios. Isto resulta numa média de 3,9 (três inteiros e nove décimos)

vinte e dois) domicílios. Isto resulta numa média de 3,9 (três inteiros e nove décimos) indivíduos residentes por domicílio.

Tabela 6 – Estimativa da DAP mínima média mensal individual (preços sociais)

ORÇAMENTO

FRC

DAP TOTAL ANUAL – R$

DAP TOTAL

POPULAÇÃO

DAP MÍNIMA

MENSAL–R$

TOTAL

MÉDIA - R$

39.600.197,09

0,1275

5.049.025,13

420.725,09

313.202

1,34

Por sua vez, para se converter a DAP mínima média individual, exposta a preços sociais, para moeda corrente aplica-se o Fator de Conversão de benefícios sociais genérico de 0,94 (noventa e quatro centésimos). Assim, percebe-se que DAP Mínima Média Mensal Individual necessária para viabilizar o investimento é de R$1,43 (um real e quarenta e três centavos).

Com base no estudo realizado, sabe-se que esta população agrupa-se em domicílios cuja renda média mensal do responsável é de R$726,43 (setecentos e vinte e seis reais e quarenta e três centavos). Promovendo um ajuste na DAP mínima média individual (multiplicando-a por 3,9– média de residentes por domicílio) encontra-se a DAP mínima média mensal residencial de R$5,56 (cinco reais e cinqüenta e seis centavos). Esta representa, assim, meros 0,77% (setenta e sete centésimos por cento) da renda média mensal do responsável pelo domicílio.

Isto implica em que mesmo que o peso do investimento recaia apenas sobre os ombros dos responsáveis pelos domicílios dos entornos primário e secundário do Hospital do Subúrbio, este representaria menos de 1% (um por cento) da sua renda, sendo, portanto, um custo marginal que pode ser facilmente suportado por estes.

Com base nesta evidência é plausível se afirmar que o valor de uso estimado pelo cálculo da DAP mínima média mensal residencial do entorno do projeto por si só garantiria a viabilidade econômica, sob o ponto de vista social, do projeto, uma vez que as inversões demandadas pelo mesmo poderiam ser facilmente assimiladas pela

Av. Luiz Tarquínio, 1821, Sl. 21C – Centro Com. da Torre-Jardim Belo Horizonte-Lauro de Freitas/Ba – CEP:42700-000 Tel / Fax: (71) 3379-4587 / (71) 3369-1421

capacidade de pagamento da população, sendo pouco provável que, dados os benefícios advindos da oferta

capacidade de pagamento da população, sendo pouco provável que, dados os benefícios advindos da oferta de um moderno centro de saúde à população, esta apresenta DAP inferior ao mínimo necessário ao necessário para justificar a realização do mesmo. Isto implica na conclusão de que o projeto, sob o ponto de vista econômico, proporciona um incremento no bem estar da população, devendo ser levado a cabo

Determinação da Rentabilidade Econômica do Projeto

Apenas a título de ilustração, elaborou-se a seguir uma tabela síntese dos resultados econômicos do projeto, considerando a plausibilidade da DAP mínima e, portanto, incorporando os seus efeitos sobre o mesmo.

Tabela 9 –Hospital do Subúrbio: Análise Sintética da Rentabilidade Econômica   B ENEFÍCIOS    

Tabela 9 –Hospital do Subúrbio: Análise Sintética da Rentabilidade Econômica

 

BENEFÍCIOS

   

ANO

ECONÔMICOS

 

CUSTOS ECONÔMICOS

FLUXO

     

TOTAL DE

LÍQUIDO

DAP

INVESTIMENTO

CUSTOS OAM

CUSTOS

0

39.600.197,09

(30.143.431,90)

   

9.456.765,19

1

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

2

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

3

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

4

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

5

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

6

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

7

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

8

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

9

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

10

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

11

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

12

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

13

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

14

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

15

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

16

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

17

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

18

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

19

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

20

-

 

- (1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

21

   

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

22

   

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

23

   

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

24

   

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

25

   

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

(1.205.737,28)

 

VALOR PRESENTE*

 

(39.600.197,09)

0,00

 

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) ANUAL

 

12,0%

*Considerando um custo de oportunidade social de 12%a.a (doze por cento ao ano)

D.2. Impacto Social Tendo como único equipamento de saúde de porte o Hospital João Batista

D.2. Impacto Social

Tendo como único equipamento de saúde de porte o Hospital João Batista Caribé, o Subúrbio é extremamente carente de serviços de alta complexidade.

Em 2005, numa parceria com o Governo Ferederal, foi colocada à disposição desta população 5 ambulâncias dedicadas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Também foram construídas e reformadas outras menores unidades de saúde, como o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que tem capacidade para realizar até 3,5 mil procedimentos por mês e atende a população gratuitamente.

Ainda assim, a região é extremamente carente de equipamentos e, historicamente, demarca um dos principais vetores de pobreza e segregação social do município. Neste sentido a inserção de equipamentos de porte é essencial para diminuir a distância social e redirecionar as atenções de investimentos para esta região.

Interações Sociais Sobre Área de Impacto Primário

A permanência de visitantes e acompanhantes de pacientes em caráter de internação criam um fluxo elevado de pessoas no entorno, o que acaba por mobilizar pequenos comércios e presença de ambulantes. Esta dinâmica envolve, inevitavelmente, atenções especiais à segurança, principalmente por ser a área em questão parte de uma região que vive sob severas ameaças por altos indicies de criminalidade.

O fluxo de acompanhantes também cria um problema em relação aos espaços dormitórios. A falta de pousadas no entorno poderá criar um acúmulo de pessoas e bagagens nas imediações do edifício, como solução precária e única para os acompanhantes vindos de outros municípios, sem guarida próxima ou condição para pagar uma pousada e transporte diário.

D.3. Impacto Sobre a Infra-Estrutura (Demanda X Capacidade Instalada) D.3.1. Água e Esgoto Para funcionamento