Sei sulla pagina 1di 12

PT106

A57
STANFORD
1982
LIBRARIES

giorgio agamben

LA FINE D E L P E N S I E R O

L a fin d e l a pensée

LE NOUVEAU COMMERCE
Il a été tiré de cet ouvrage
en édition originale
six cents exemplaires
sur papier parchemin
d'Arjomari
vingt exemplaires numérotés N C 1 à N C 20
et cinq cent quatre vingt numérotés de 21 à 600

Achevé d'imprimer le 14 décembre 1982


à l'Imprimerie Roland Dubroca à Paris

Exemplaire N °

© LE NOUVEAU COMMERCE - PARIS 1982


Dépôt légal - 4ème trimestre 1982
os o
Supplément aux N 53/54 du Nouveau Commerce - C.P.P.P. N 58348 - Gérant André Dalmas
giorgio agamben

L A FINE D E L P E N S I E R O

L a fin de l a pensée

Traduction de Gérard Macé


Avviene come quando camminiamo nel bosco e a un tratto,
inaudita, ci sorprende la varietà delle voci animali. Fischi, t r i l l i ,
chioccolii, tocchi come d i legno o metallo scheggiato, z i r l i , f r u l l i ,
bisbigli : ogni animale ha i l suo suono, che scaturisce immediata-
mente da l u i . A l l a fine, la duplice nota del cucco schernisce i l nostro
silenzio e ci rivela, insostenibile, i l nostro essere, unici, senza voce
nel coro infinito delle voci animali. A l l o r a proviamo a parlare, a
pensare.

L a parola pensiero ha i n origine, nella nostra lingua, i l significato


di angoscia, d i ansioso rovello, che ha ancora nell'espressione fami-
liare : « stare in pensiero » . I l verbo latino p e n d e r e , da cui la parola
deriva alle lingue romanze, significa « stare i n sospeso » . Agostino
lo usa i n questo senso per caratterizzare i l processo della conoscenza :
« I l desiderio, che è nella ricerca, procede da chi cerca e sta, i n
qualche modo, i n sospeso { p e n d e t q u o d a m m o d o ) e non riposa nel
fine a cui tende, se non quando ciò che è cercato viene trovato e si
unisce a colui che cerca » .
ff

C e l a s u r v i e n t a v e c l e même imprévu q u e la variété inouïe d e s


v o i x a n i m a l e s , q u a n d n o u s n o u s s u r p r e n o n s à l e s e n t e n d r e au c o u r s
d ' u n e m a r c h e e n forêt. S i f f l e m e n t s , t r i l l e s , g a z o u i l l i s ; éclats d u b o i s
et c o u p s martelés ; b a b i l et c h u c h o t e m e n t s : c h a q u e animal a un s o n
p r o p r e , q u i naît immédiatement d e l u i . A la f i n , l a n o t e d o u b l e d u
c o u c o u t o u r n e e n dérision n o t r e s i l e n c e , et n o u s révèle n o t r e i n s o u -
t e n a b l e c o n d i t i o n d'êtres sans v o i x , l e s s e u l s d a n s l e chœur i n n o m -
b r a b l e d e s v o i x a n i m a l e s . C'est a l o r s q u e n o u s n o u s s o u m e t t o n s à
l'épreuve d e la p a r o l e , à l'épreuve d e la pensée.

L e m o t pensée v e u t d i r e à l ' o r i g i n e l ' a n g o i s s e , l e t o u r m e n t , s e n s


q u ' o n t r o u v e e n c o r e d a n s la f o r m u l e i t a l i e n n e : « s t a r e in p e n s i e r o »
(être dans l e s a f f r e s ) . L e v e r b e l a t i n pendere, d'où v i e n t l e m o t d a n s
l e s l a n g u e s r o m a n e s , s i g n i f i e « être e n s u s p e n s ». Saint A u g u s t i n e n
fait l e même u s a g e p o u r décrire l e p r o c e s s u s d e la c o n n a i s s a n c e : « L e
désir p r o p r e à t o u t e r e c h e r c h e v i e n t d e c e l u i q u i c h e r c h e et r e s t e p o u r
ainsi d i r e e n s u s p e n s (pendet quodammodo), sans a u t r e r e p o s q u e
d a n s l ' u n i o n a v e c l ' o b j e t e n f i n trouvé. »
Che cosa sta i n sospeso, che cosa « pende » nel pensiero ? Pen-
sare, nel linguaggio, noi lo possiamo solo perché i l linguaggio è e
non è la nostra voce . C'è una pendenza, una questione non risolta
nel linguaggio: se esso sia o no la nostra voce, come i l raglio è voce
dell'asino e i l frinito è voce del grillo. Per questo non possiamo,
parlando, fare a meno d i pensare, d i tenere i n sospeso le parole. I l
pensiero è la pendenza della voce nel linguaggio.

(Il grillo — è chiaro — non può pensare nel suo frinito).

Quando camminiamo a sera nel bosco, a ogni passo sentiamo


fra i cespugli che fiancheggiano i l sentiero frusciare animali invisibili,
non sappiamo se lucertole o ricci, tordi o serpenti. Così avviene
quando pensiamo : importante non è i l sentiero d i parola che
andiamo percorrendo, ma lo zampettio indistinto che a volte san-
tiamo muovere a lato, come d i una bestia in fuga o di qualcosa che,
all'improvviso, si desti al suono dei passi.

L a bestia in fuga, che ci pare d i sentir frusciare via nelle parole,


è — ci è stato detto — la nostra voce. Pensiamo — teniamo i n
sospeso le parole e stiamo noi stessi come sospesi nel linguaggio
— perché speriamo d i ritrovare i n esso, alla fine, la voce. U n
tempo — c i è stato detto — la voce si è scritta nel linguaggio.
L a cerca della voce nal linguaggio è i l pensiero.
Q u ' e s t - c e q u i e s t e n s u s p e n s , q u ' e s t - c e q u i r e s t e p e n d a n t d a n s la
pensée ? N o u s n e p o u v o n s p e n s e r d a n s l e langage que parce que celui-
c i n ' e s t p a s n o t r e v o i x . U n e q u e s t i o n n ' e s t p a s résolue, u n e q u e s t i o n
reste e n souffrance dans l e langage ; est-il o u n o n n o t r e voix, c o m m e
l e b r a i m e n t e s t la v o i x d e l'âne, o u c o m m e l e c h a n t q u i t r e m b l e e s t la
v o i x d u g r i l l o n . C'est p o u r q u o i n o u s s o m m e s c o n t r a i n t s d e p e n s e r
q u a n d n o u s p a r l o n s , d e t e n i r l e s m o t s e n s u s p e n s . La pensée e s t la
s o u f f r a n c e d e la v o i x d a n s l e l a n g a g e .

(Il estclair que l e grillon n epeut pas penser dans son chant).

Q u a n d n o u s m a r c h o n s l e s o i r e n forêt, à c h a q u e p a s n o u s e n t e n d o n s
f u i r des a n i m a u x i n v i s i b l e s d a n s les b u i s s o n s q u i b o r d e n t l e s e n t i e r :
lézards o u hérissons, g r i v e s o u s e r p e n t s . I l e n v a d e même q u a n d n o u s
p e n s o n s : l ' i m p o r t a n t n ' e s t p a s n o t r e p a r c o u r s d a n s l e s m o t s , m a i s ce
b r u i t confus q u i n o u s effleure, c o m m e d ' u n a n i m a l en f u i t e o u d e quel-
q u e c h o s e q u i s'éveille au b r u i t d e n o s p a s .

L'animal e n fuite, le furet que nous croyons entendre dans les


m o t s , c'est c e l a n o t r e v o i x , n o u s a - t - o n d i t . N o u s p e n s o n s — n o u s
t e n o n s l e s m o t s e n s u s p e n s et s o m m e s nous-mêmes s u s p e n d u s a u
l a n g a g e — p a r c e q u e d a n s c e l u i - c i n o u s espérons r e t r o u v e r la v o i x ,
e n f i n . Jadis — n o u s a - t - o n d i t — la v o i x s'est i n s c r i t e d a n s l e
l a n g a g e . L a r e c h e r c h e d e la v o i x d a n s l e l a n g a g e , c'est c e l a la pensée.
Che i l linguaggio sorprenda e anticipi sempre la voce, che la
pendenza della voce nel linguaggio non abbia mai fine : questo
è i l problema della filosofia. (Come ciascuno r i s o l v a questa pendenza
è l'etica).

M a la voce, la voce umana non c'è. N o n c'è una nostra voce che
noi possiamo seguire alla traccia nel linguaggio, cogliere — per
ricordarla — nel punto i n cui dilegua nei nomi, si scrive nelle
lettere. N o i parliamo con la voce che non abbiamo, che non è mai
stata scritta ( ἄ γ ρ α π τ ανόμιμα,A n t i g o n e , 454). E i l linguaggio è
sempre « lettera morta » .

Pensare, noi lo possiamo solo se i l linguaggio non è la nostra


voce, solo se i n esso misuriamo fino in fondo — non c'è, i n verità,
fondo — la nostra afonia. Ciò che chiamiamo mondo è quest'abisso.

La logica mostra che i l linguaggio non è la mia voce. L a voce


— essa dice — è stata, ma non è più, né mai potrà essere. I l
linguaggio ha luogo nel non-luogo delle voce. Ciò significa che i l
pensiero ha da pensare nulla della voce. Questa è la sua pietà.

Dunque la fuga, la pendenza della voce nel linguaggio deve aver


fine. Possiamo cessare di tenere i n sospeso i l linguaggio, la voce.
Se la voce non è mai stata, se i l pensiero è pensiero della voce, esso
n o n ha più nulla da pensare. I l pensiero compiuto non ha più
pensiero.
Que l e l a n g a g e a n t i c i p e t o u j o u r s s u r la v o i x et la p r e n n e p a r
s u r p r i s e , q u e la s o u f f r a n c e d e la v o i x d a n s l e l a n g a g e n ' a i t p a s d e
cesse : c'est c e l a l e problème d e la p h i l o s o p h i e . ( L a façon dont
c h a c u n m e t u n t e r m e à c e t t e « s o u f f r a n c e » est l'éthique).

M a i s i l n'ya pas d e v o i x h u m a i n e . I ln'ya pas d e v o i x q u i soit


nôtre, q u e n o u s p o u r r i o n s s u i v r e à la t r a c e d a n s l e l a n g a g e , et
saisir — p o u r se la r a p p e l e r — à l ' i n s t a n t même où e l l e se défait
d a n s l e s n o m s , s ' i n s c r i t d a n s l e s l e t t r e s . N o u s p a r l o n s a v e c la v o i x
que n o u s n ' a v o n s p a s , q u i n'a j a m a i s été écrite (ἄγραπτα νόμιμα,
Antigone, 4 5 4 ) . E t l e l a n g a g e est t o u j o u r s « l e t t r e m o r t e ».

Penser n'est possible q u e s i l e langage n'est pas n o t r e voix, s'il


nous permet d e mesurer à quel point nous sommes aphones — à
q u e l p o i n t n o t r e m u t i s m e est i n s o n d a b l e . C'est cet abîme q u e n o u s
appelons l e monde.

La l o g i q u e m o n t r e q u e l e l a n g a g e n ' e s t p a s ma v o i x . E l l e n o u s
d i t q u e la v o i x a été m a i s n ' e s t p l u s , n e p o u r r a p l u s j a m a i s être. L e
l a n g a g e a l i e u d a n s l e n o n - l i e u d e la v o i x . C e q u i v e u t d i r e q u e la
pensée n'a r i e n à p e n s e r d e la v o i x . C'est e n se t a i s a n t q u ' e l l e p a i e
sa d e t t e e n v e r s elle.

D o n c la f u i t e , la s o u f f r a n c e d e la v o i x d a n s l e l a n g a g e d o i t a v o i r
u n e f i n . N o u s p o u v o n s cesser d e t e n i r e n s u s p e n s l e l a n g a g e , la v o i x .
S i la v o i x n ' a j a m a i s été, s i la pensée est pensée d e la v o i x , e l l e n ' a
p l u s rien à p e n s e r . La pensée a c c o m p l i e n'a p l u s d e pensée.
I

Del termine latino che, per secoli, ha indicato i l pensiero,


cogitare, nella nostra lingua è rimasta appena una traccia nella
parola t r a c o t a n z a . Ancora nel sec. X I V , coto, cuitanza, vogliono
dire : pensiero. Tracotanza deriva, attraverso i l provenzale oltra-
cuidansa, da un latino * u l t r a c o g i t a r e : eccedere, passare i l limite
del pensiero, soprappensare, spensare.

Ciò che è stato detto, si potrà dire d i nuovo. M a ciò che è stato
pensato, non potrà più essere detto. Dalla parola pensata, tu prendi
congedo per sempre.

Camminiamo nel bosco : a un tratto sentiamo un frullo d'ali o


d'erba smossa. Una fagianella spicca i l volo e appena la vediamo
sparire fra i rami, un istrice s'interna nella macchia più folta,
sgrigiolano le foglie arse su cui rotola la serpe. N o n l'incontro, ma
questa fuga d i bestie invisibili è i l pensiero. N o , non era la nostra
voce. C i siamo avvicinati al linguaggio per quanto era possibile,
quasi lo abbiamo sfiorato, tenuto in sospeso : ma i l nostro incontro
non è avvenuto e ora torniamo ad allontanarcene, spensieratamente,
verso casa.

Dunque i l linguaggio è la nostra voce, i l n o s t r o linguaggio.


Come tu ora parli, questo è l'etica.
Du verbe l a t i n q u i , p e n d a n t d e s siècles, a désigné la pensée,
cogitare, il n o u s e s t resté à p e i n e u n e t r a c e d a n s l e m o t outre-
cuidance. A u X I V siècle e n c o r e , « c o t o », « c u i t a n z a », v e u l e n t d i r e :
e

pensée. O u t r e c u i d a n c e dérive, à t r a v e r s l e provençal oltracuidansa,


d ' u n l a t i n ultracogitare : excéder, p a s s e r la l i m i t e d e la pensée,
« soprappensare » , « spensare » . 1 2

C e q u i a été d i t , p o u r r a d e n o u v e a u être d i t . M a i s ce q u i a été


pensé, n e p o u r r a p l u s être d i t . D e la p a r o l e pensée, o n p r e n d congé
pour toujours.

N o u s m a r c h o n s e n forêt : s o u d a i n n o u s e n t e n d o n s un frémisse-
m e n t d ' a i l e s o u d ' h e r b e s remuées. U n e p o u l e f a i s a n e p r e n d s o n
v o l et n o u s a v o n s à p e i n e l e t e m p s d e la v o i r disparaître e n t r e l e s
b r a n c h e s , u n porc-êpic se réfugie au p l u s épais d e l a b r o u s s a i l l e , la
c o u l e u v r e f a i t c r i s s e r l e s f e u i l l e s sèches s u r l e s q u e l l e s e l l e r o u l e . La
pensée n ' e s t p a s la r e n c o n t r e , mais la f u i t e d e ces bêtes i n v i s i b l e s .
N o n , ce n'était pas n o t r e v o i x . N o u s n o u s s o m m e s approchés d u
l a n g a g e a u t a n t q u ' i l était p o s s i b l e , n o u s l ' a v o n s p r e s q u e effleuré,
t e n u e n s u s p e n s : mais la r e n c o n t r e n ' e s t pas a d v e n u e et m a i n t e n a n t
n o u s r e v e n o n s l ' e s p r i t léger v e r s la m a i s o n .

D o n c l e langage e s t n o t r e v o i x , notre l a n g a g e . La façon d o n t o n


p a r l e , c'est cela l'éthique.

1 D e s o p r a : s u r , et p e n s a r e : p e n s e r .
2 L e « s » i t a l i e n , e n d é b u t d e m o t , est p r i v a t i f .
O n l e r e t r o u v e p a r e x e m p l e d a n s « s p e n s i e r a t o », i n s o u c i a n t .
Supplément aux numéros 53/54