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Adoração e Sacrifícios

Alexandre Carvalho

A primeira vez em que a palavra adoração aparece na bíblia é no episódio onde Abraão
vai subir ao monte Moriá para oferecer Isaque em sacrifício a Deus. Desde o início,
Deus nos mostra que a despeito do valor da oferta, o que realmente importa para Ele é o
coração do ofertante. Deus não queria Isaque, Ele queria o coração de Abraão no lugar
certo, onde? Amando ao Senhor acima de todas as coisas.

Deus sabia de nossa dificuldade em entender algo aparentemente tão simples. Ele então
chama Moisés (Lv 1:1) e dita uma série de regras operacionais, recheada de mensagens
espirituais, para os sacrifícios. Deste modo, alguém pecador poderia aproximar-se de
um Deus santo e, nesse caminho, descobrir o lugar certo de manter o coração.

Havia ofertas de gratidão; por festas como ano novo e colheita; de paz; por culpas e
pecados, dentre outras. O objetivo aqui não é detalhar cada uma delas, mas resgatar
alguns conceitos que foram deixados de lado em nossa adoração contemporânea.

Ofereça Aquilo Que é Seu e Sem Defeitos (Lv1:3)

Muitas pessoas confundem preço com valor. Podemos facilmente colocar preço nas
coisas, mas só conhecemos o valor daquilo que é nosso. Preço é apenas um número,
valor é significado. Um bom exemplo disto é a oferta da viúva pobre, descrita em Lucas
21:1-4. Duas moedas de pequeno “preço”, tinham um enorme valor, pois significavam
todo o sustento daquela senhora.

Um animal sem defeitos significava muito trabalho e investimento do criador. Também


significava deixar de obter lucro em uma negociação com o próprio animal ou seus
descendentes, basta assistir um leilão na televisão para constatar isto. Além disso,
mesmo naquela época eles sabiam que pais sem defeitos não eram garantia absoluta de
filhos sem defeitos. Um animal digno de ser oferecido a Deus significava muito para
seu dono e somente ele sabia o real valor.

Minha adoração e, por conseqüência, meu louvor, devem ser algo de grande valor. Se
ofereço meu tempo, não posso guardar o melhor para sair com a namorada; se é uma
canção, não posso poupar a voz porque tenho uma apresentação em algum outro lugar
no dia seguinte. Somente você e Deus sabem o valor daquilo que você traz como oferta.
Mais eu amo ao Senhor, mais estou disposto a oferecer algo que realmente tenha valor.

Outra coisa importantíssima que o Senhor nos diz neste versículo é que devemos
oferecer de nossa própria vontade. Vontade é algo interno, que brota do coração. Não
podemos dizer que estamos adorando a Deus se estamos em uma programação de culto
“empurrados” por alguém. O amor pelo Senhor é que faz despertar em mim a vontade
de adorá-lO.

Sacrifício Também Exige Trabalho Braçal (Lv 1:5-9)

Músicos carregam o estigma de não gostarem de trabalho. Se há algo para carregar ou


arrumar, eles são os primeiros a fugir. Infelizmente, em grande parte dos casos, isto é
verdade. Gostam de tocar, mas soa incapazes de chegar mais cedo ou sair mais tarde
para carregar o equipamento, ou simplesmente ajudar a arrumar o templo.

Para se aproximar de Deus, o ofertante teria que matar o novilho, tirar o couro do
animal, cortá-lo em pedaços e carregá-los até o altar. Estamos falando de muito
trabalho braçal, e sem ajuda! Somente um coração que ama ao Senhor, é capaz de
trabalhar com todas as suas forças, sem murmuração, sem questionar pelos outros.

Há pessoas que são rápidas para criticar o pastor quando há poucas decisões nas
programações de culto, ou se para elas o culto foi “frio”, por exemplo. Outras acham
que sua boa música, que consumiu várias horas de um trabalho braçal chamado ensaio
ou sua bela ministração, repleta de frases de impacto, capazes de contagiar até os mais
apáticos, seja a garantia de um culto que agrade a Deus. Entretanto, há uma verdade
espiritual tremenda neste procedimento. O ofertante degola o novilho, os sacerdotes
oferecem o sangue; o ofertante retira o couro e parte o novilho em pedaços, os
sacerdotes acendem o fogo no altar; o ofertante lava a carne, os sacerdotes queimam a
oferta. Apenas o trabalho conjunto de ofertante e sacerdotes resultavam em algo de
cheiro suave ao Senhor. Ainda que alguém ofereça um novilho perfeito, que faça todo o
trabalho necessário para levar a oferta ao altar, sem o sacerdote, não há cheiro suave. A
carne inteira apodrecerá, pois não haverá fogo no altar.

Se quisermos que nossa oferta chegue com cheiro suave ao trono de Deus, precisamos
trabalhar em submissão e obediência a nossos pastores. “Obedecei a vossos pastores, e
sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar
conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria
útil (Hb 13:17).”

O Lixo ,ão Vai Para o Altar (Lv 1:14-16)

O aparelho digestivo de aves que ciscam, como galinhas e pombos, possui uma espécie
de bolsa, chamada papo. Este é um local onde os alimentos são umedecidos, antes de
seguirem para a digestão na moela. Também é o local onde encontramos o lixo ciscado
acidentalmente. Quando a oferta era de aves, o sacerdote deveria retirar o papo e lançar
no lado esquerdo do altar, junto às cinzas. Altar não é lugar de queimar lixo.

Há muitos músicos levando lixo para o altar achando que, quando queimados,
produzirão cheiro suave. Quando olhamos um pombo não há como saber quanto e qual
lixo ele carrega no papo, por fora é igual a todos os outros. Da mesma forma, quando
vemos um músico cantando ou executando seu instrumento com habilidade, não
sabemos o que há no seu “papo”. Há versões de músicas populares que não passam de
“frases feitas” espremidas em uma melodia conhecida, que muitos insistem em
apresentar como hino de louvor a Deus. Músicos com uma série de pecados ocultos
apresentando-se como santos diante da congregação e de Deus. Querido, pare de levar
lixo para o altar!

As Penas Também ,ão (Lv 1:16)

A beleza de uma ave está no colorido de suas penas. Quando um macho quer
impressionar, ele o exibe e isto pode lhe garantir território, status no grupo, afastamento
de outros machos e atenção das fêmeas. Penas e vaidade tem uma relação muito íntima.
Juntamente com o papo, as penas também deveriam ser retiradas e lançadas no monte
de cinzas. Exibir instrumentos e equipamentos caros, solos extravagantes, “caras e
bocas” e a necessidade de ter seu nome citado, são alguns exemplos de penas de vaidade
que devem ser retiradas. Davi foi um músico que aprendeu que sacrifícios para Deus
são espírito e coração quebrantados e humildes (Sl 51:17).

Deve Ter Unção...

O ato de ungir alguém, significava que esta pessoa havia sido designada para uma tarefa
especial. Quando executado pelo sacerdote, representava o chamado de Deus para
aquela tarefa. Assim eram ungidos reis, como Davi e sacerdotes, como Arão, por
exemplo. Embora não seja comum o uso do azeite, Deus continua chamando pessoas
para todo tipo de função no corpo de Cristo, porém as tem ungido para tarefas
específicas.

Há pessoas que ouvem o chamado, mas não aguardam (ou não entendem) qual função
Deus separou para elas. Outras insistem em determinadas áreas porque estas trazem
visibilidade, reconhecimento ou destaque. Quando um membro busca desempenhar
uma tarefa que não é sua, todo o corpo sofre.

A flor de farinha é a aquela de melhor qualidade de toda a moagem. Deus nos ensina
que mesmo oferecendo algo de altíssima qualidade, ele não o reconhece como adoração
se não houver unção. Músicas bem tocadas, coreografias bem elaboradas,
ornamentações dignas de foto, ou qualquer outra oferta não serão aceitos se Deus não
identificar o azeite da unção no que foi apresentado. Quando fazemos algo de boa
vontade, mas que não foi a tarefa que Deus nos confiou, somos desobedientes e Ele não
aceita adoração de desobedientes.

... E Deve Ter e Incenso (Lv 2:1)

Deus exigia que esta oferta, além da unção, tenha incenso, tenha perfume. Coisa
terrível é ver pessoas que executam com qualidade suas funções no corpo de Cristo, que
tem unção para aquilo que fazem, todavia, chegando um pouco mais perto, não sentimos
o bom perfume de Cristo, descrito por Paulo em IICo 2:15. Pessoas que dizem estar
adorando a Deus, mas exalam um forte cheiro de soberba, de preconceito e de grosserias
com os demais membros do corpo. Não há como nossa adoração chegar ao trono de
Deus com cheiro suave, sem incenso.

Quando Paulo usa a expressão “bom perfume de Cristo”, primeiramente ele se coloca na
posição de prisioneiro no desfile triunfal de Cristo (IICo 2:14 NVI). Os desfiles de
vitória eram usados por reis e generais para mostrar seu poder. Naquelas ocasiões os
prisioneiros de guerra deveriam acompanhar, à pé, a montaria do general. A posição de
prisioneiro era a mais humilhante de todo o desfile e é nesta posição que, através de nós,
é exalado o perfume do conhecimento de Jesus em todos os lugares. Infelizmente,
muitos não querem o papel de prisioneiro, querem aparecer ao lado do General.

Este perfume dá vida aos salvos, os encoraja. Quando adoramos, devemos encorajar
outros. Este mesmo perfume cheira mal para os que se perdem. Então devemos ser
ásperos com os de fora? Claro que não! Isto seria mudar o perfume. Mas, o amor com
que tratamos uns aos outros, que é fruto de um coração que ama ao Senhor acima de
todas as coisas, é algo que incomoda àqueles que ainda não tem Jesus. O contexto de
ICo 13, muito usado em casamentos e canções de amor, na verdade fala do amor entre
os irmãos em Cristo, que é superior a qualquer dom ou habilidade que tenhamos e que
deve ser a base de nossos relacionamentos. Se há um perfume que o diabo detesta, é o
do incenso de nossa adoração a Deus.

É Preciso Haver Sangue no Altar (Lv 1:5)

“De acordo com a lei, quase tudo é purificado com sangue. E, não havendo
derramamento de sangue, não há perdão de pecados (Hb 9:22).”

Assim como naquela época, é preciso que haja sangue no altar ao entregarmos nossa
oferta. Se não estivermos purificados pelo sangue de Jesus (IJo 1:7), nada daquilo que
fizermos será aceito. Toda a técnica, empenho e mesmo o amor aos outros, nada valem
quando partem de alguém sujo pelo pecado.

Várias vezes presenciei pessoas afastadas de Cristo que, por diversas razões, acabaram
no altar tendo que falar ou cantar em uma programação de culto. Ao deparar-se com a
presença de Deus, lhe restavam apenas lágrimas e engasgos. Adoração que agrada a
Deus é aquela que brota de um coração lavado e remido pelo sangue de Jesus e que O
ama em espírito e em verdade.

Hoje já não precisamos oferecer sacrifícios por nossos pecados e culpas, Jesus foi
oferecido de uma vez por todas (Hb 10:10). Todavia, através deste mesmo Jesus,
podemos oferecer a Deus sacrifícios de louvor a Deus (Hb 13:15). Não sei qual tem sido
seu conceito de adoração até aqui, nem o que você tem apresentado a Ele como
sacrifício de louvor.

Se tudo que foi dito é algo novo pra você, ou mesmo algo que havia sido esquecido, é
tempo de mudar! Ofereça a Ele seu melhor, voluntariamente, com verdade. Para amar é
preciso haver relacionamento. Então, reserve tempo para estar com Ele, conhecê-lO
melhor, não confine o Espírito do Santo a apenas um cômodo em seu coração – abra-o
por completo, faça de sua adoração algo que alegre o coração de Deus.

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