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COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

Princícios Princícios de Projecto de Projecto de Projecto de Projecto COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

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Colecção MODULFORM - Formação Modular Título Princípios de Projecto Suporte Didáctico Guia do Formando
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Colecção

MODULFORM - Formação Modular

Título

Princípios de Projecto

Suporte Didáctico

Guia do Formando

Coordenação Técnico-Pedagógica

IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional Departamento de Formação Profissional Direcção de Serviços de Recursos Formativos

Apoio Técnico-Pedagógico

ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade Direcção de Formação

Coordenação do Projecto

ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade Direcção de Formação

Autor

A.Chaves e Sousa / Manuel Cruz

Capa

SAF - Sistemas Avançados de Formação, SA

Maquetagem e Fotocomposição

ISQ / Alexandre Pinto De Almeida

Revisão

OMNIBUS, LDA

Montagem

BRITOGRÁFICA, LDA

Impressão e Acabamento

BRITOGRÁFICA, LDA

Propriedade

Instituto do Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 1099 - 018 Lisboa

1.ª Edição

Portugal, Lisboa, Maio de 2000

Tiragem

1 000 Exemplares

Depósito Legal

ISBN

Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP

Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP

Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, co-financiado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE

M.T2.07

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Guia do Formando

dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto Guia do Formando

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Índice Geral

M.T2.07

ÍNDICE GERAL

I - INTRODUÇÃO AO PROJECTO

Definição de projecto

I.2

Perspectiva histórica

I.3

Resumo

I.9

Actividades

/ Avaliação

I.10

II - ESTRUTURA DE UM PROJECTO

Fases de um projecto

II.2

Informação em projecto (Documentos)

II.5

Desenhos

II.5

Notas de cálculo

II.12

Caderno de encargos e requisições

II.12

Resumo

II.14

/ Avaliação

Actividades

II.15

III - MATERIAIS

Selecção de materiais

III.2

Tensões e deformações

III.2

Resiliência

III.7

Ductibilidade

III.7

Tenacidade

III.8

Dureza

III.8

Materiais

III.8

Escolha de materiais e processos de fabrico

III.10

Resumo

III.15

e processos de fabrico III.10 • Resumo III.15 PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Índice Geral

M.T2.07

IGIGIGIGIG

22222

 

Actividades / Avaliação

III.16

IV

- PROJECTOS DE ESTRUTURAS

Estruturas metálicas

IV.2

Elementos de estrutura

IV.2

Dimensionamento

IV.5

Resumo

IV.30

Actividades / Avaliação

IV.31

V - COMPONENTES MECÂNICOS

 

Uniões

V.2

Cavaletes / pinos / estrias

V.8

Eixos e veios

V.13

Resumo

V.17

Actividades / Avaliação

V.18

VI

- A ESTÉTICA E ERGONOMIA EM PROJECTO

A estética no projecto

Vl.2

Ergonomia

Vl.2

Esforço humano

Vl.8

Resumo

Vl.10

Actividades / Avaliação

Vl.11

VII - GARANTIA DA QUALIDADE NO PROJECTO

 

Introdução

Vll.2

Garantia da qualidade no projecto

Vll.2

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Índice Geral

M.T2.07

Especificações para o projecto

Vll.3

Execução e resultados do projecto

Vll.3

Revisão do projecto

Vll.4

Alterações ao projecto

Vll.5

Aprovação do projecto

Vll.5

Resumo

Vll.6

Actividades / Avaliação

Vll.7

VIII - AVALIAÇÃO E CONTROLO DE PROJECTOS

Avaliação de uma solução

Vlll.2

Avaliação económica

Vlll.3

Controlo de projectos

Vlll.3

Resumo

Vlll.6

/ Avaliação

Actividades

Vll.7

ANEXO

An.1

BIBLIOGRAFIA

B.1

BIBLIOGRAFIA

B.1

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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IGIGIGIGIG

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IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução aoaoaoaoao ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

M.T2.07 UT.01

ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto M.T2.07 UT.01 Introdução ao Projecto

Introdução ao Projecto

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Introdução ao Projecto

M.T2.07 Ut.01

OBJECTIVOS

No final da Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Identificar um projecto;

Definir uma máquina;

Enquadrar o conceito de projecto numa perspectiva.

TEMAS

Definição de Projecto

Perspectiva Histórica

Resumo

Actividades / Avaliação

Histórica • Resumo • Actividades / Avaliação PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Introdução ao Projecto

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INTRODUÇÃO AO PROJECTO

Definição de projecto

Projectar é conceber um plano de actuação, onde através dos conhecimentos adquiridos (teóricos e práticos), se pretende resolver um problema ou uma necessidade.

O projecto é um estudo dos processsos pelos quais se tomam decisões,

começando pela concepção e terminando num conjunto de desenhos de fabricação e montagem ou numa explanação das conclusões.

O problema pode ser dos mais diversos tipos: desde a resolução sobre o

transporte de caixas numa fábrica, à execução de ferramentas, ao transporte

de

homens à Lua e, porque não, o projectarmos as nossas férias.

O

projecto de uma máquina ou de uma estrutura é complexo e envolve

conhecimentos técnicos dos mais diverso âmbito, tais como: mecânica, electricidade, ambiente, ergonomia, etc.

Pode definir-se "Máquina" como sendo um conjunto de peças ou de órgãos ligados entre si, em que, pelo menos, um deles é móvel e, se for caso disso, de accionadores, de circuitos de comando e de potência, etc., reunidos de forma solidária, com vista a uma aplicação definida, nomeadamente para a transformação, o tratamento, a deslocação e o acondicionamento de um material.

Deste modo, cada vez mais as empresas que se dedicam ao projecto necessitam de colaboradores das várias especialidades, constituindo-se em equipas multidisciplinares.

Dentro dessas especialidades, existe a de projectista de construção mecânica, o qual deve ter um bom conhecimento de:

resistência de materiais, para análise dos esforços actuantes e as tensões por eles geradas;

tipos de materiais existentes e suas propriedades (mecânicas, químicas, etc), a fim de os aplicar correctamente, já que a evolução dos materiais é uma constante;

processos de fabrico, quanto à sua técnica e capacidade de produção;

para escolha de soluções económicas, visto este aspecto ter um peso muito grande no sucesso do projecto. Este pode custar, em termos orçamentais, num máximo de 10%, mas pode ter repercussões nos custos finais em percentagens mais elevadas.

sobre criatividade e meios para a incrementar.

Definição

Definição de máquina

para a incrementar. Definição Definição de máquina IIIII 22222

IIIII

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PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

M.T2.07 Ut.01

PERSPECTIVA

O projecto/concepção remonta a tempos muito recuados. Já na Mesopotânia

(actualmente Iraque) no ano 2000 a.c., existia um sistema de medição de ângulos (astrolábio) utilizado em observações astronómicas.

Os primeiros códigos de que se tem conhecimento terão pertencido a Hamurabi, rei da Babilónia, que governou por volta de 1800 a.c. Estes códigos tentavam

definir a responsabilidade profissional dos construtores e impunham penalizações

a quem os não cumpria. Nessa época todos os grandes projectos estavam

ligados a obras de construção civil, sendo os mais importantes os ligados à religião (templos,túmulos ) ou à irrigação.

Também os Egipcíos deram grande contributo nesta área. A sua vivência com o rio Nilo e as suas cheias levaram-nos a desenvolver um sistema de diques, canais e sistemas de drenagem. O rio servia ainda como principal meio de transporte, o que contribuíu para o desenvolvimento de barcos apropriados. Mas onde os Egipcíos se notabilizaram foi na construção das pirâmides, obras funerárias de grande envergadura. As primeiras foram construídas em forma de degraus como a de Sakkarah com os seus 62 m de altura (2750 a.c.). Posteriormente, surgem as pirâmides com as faces planas (2600 a.c.). Destas,

a mais conhecida é a Grande Pirâmide de Cheops com os seus 146,7m de

altura e 2.300.000 de blocos de pedra com um peso médio de 2,5 tonf. (ver Fig.I.1). Note-se o esforço humano que foi necessário para a eregir numa época em que os mecanismos de movimentação eram primitivos.

145 m

60 m
60 m

Mastaba

Sakkara

Grande pirâmide de Gize

Fig. I.1 - Esquema das pirâmides

Mais tarde, os Romanos deram igualmente o seu contributo através de trabalhos de engenharia em Itália e também por toda a área que dominaram, incluindo Portugal, onde ainda hoje se encontram vias e pontes romanas, por onde estes escoavam os seus produtos e movimentavam as suas tropas (ver Fig.I.2). Mas o seu contributo iria além das vias e pontes.

HISTÓRICA

Primeiros códigos

iria além das vias e pontes. HISTÓRICA Primeiros códigos Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectosProjectosProjectosProjectosProjectos

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Introdução ao Projecto

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· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.01 IIIII 44444 Foram pródigos na construção de templos, aquedutos,

Foram pródigos na construção de templos, aquedutos, banhos públicos, etc., e dedicaram-se também a projectar máquinas como a roda de alcatruzes, guinchos e máquinas de guerra, já que através destas aumentavam a vantagem bélica.

já que através destas aumentavam a vantagem bélica. Fig. I.2 - Via romana A Idade Média,
já que através destas aumentavam a vantagem bélica. Fig. I.2 - Via romana A Idade Média,

Fig. I.2 - Via romana

A Idade Média, por seu lado, trouxe avanços a nível do conhecimento técnico, o

que vai permitir a evolução das obras. São desta época, na Europa, as grandes catedrais e castelos. É ainda na Idade Média que se começam a desenvolver as armas de fogo, com a chegada da pólvora. Quanto à engenharia portuguesa, desenvolve o fabrico de caravelas que, aliadas a estudos sobre a arte de marear, possibilitam o início dos Descobrimentos, já na alvorada do Renascimento. Contudo, todos estes desenvolvimentos são realizados com alguma lentidão temporal. Surgem, entretanto, grandes homens, que começam a preparar o desenvolvimento futuro, entre os quais se podem destacar os seguintes:

Leonardo da Vinci (1452-1519), que, para além de artista, era também inventor

e engenheiro, tendo trabalhado, como tal, para diversos príncipes. Os seus

trabalhos estenderam-se nos mais diversos domínios, que vão desde os castelos às máquinas para a indústria de tecidos.

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Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

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Na Fig. I.3 apresenta-se um esboço de Leonardo da Vinci, que se supõe que seja
Na Fig. I.3 apresenta-se um esboço de Leonardo da Vinci, que se supõe que
seja um método de movimentar uma prensa ou uma calandra para a indústria
de tecidos.
Fig. I.3 - Trabalhos de Da Vinci
Robert Hooke, (1635-1703) cientista inglês, formulou a teoria da elasticidade,
conhecida como "Leis de Hooke", de grande importância para o desenvolvimento
da Resistência de Materiais.
Thomas Newcomen, (1663-1729), construíu uma das primeiras máquinas a vapor
de pressão atmosférica (1712), funcionando ligado a uma bomba de água. Estes
sistemas foram utilizados durante muitos anos na bombagem das minas (ver
Fig. I.4).
James Watt, (1736-1819), baseado na máquina de Newcomen, transforma-a
numa máquina a vapor, acrescentando-lhe um condensador e uma bomba de
vapor. Assim, a força era gerada pela pressão de vapor, e não pela pressão de
ar atmosférico.
Fig. I.4 - Máquina de Newcomen

Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

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· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.01 IIIII 66666 Com base nestas invenções e desenvolvimentos, despoleta-se

Com base nestas invenções e desenvolvimentos, despoleta-se a Revolução Industrial. O aproveitamento da força do vapor iniciou a sua aplicação industrial em Inglaterra, essencialmente, nas minas e nas fábricas textéis para movimentação de bombas e teares, tendo-se ,posteriormente, alargado aos outros países.

Após estas primeiras aplicações, começam a surgir os primeiros projectos para transportes a vapor, tais como barcos e locomotivas (ver Fig. I.5). Os primeiros barcos de utilização comercial usavam como elemento propulsor as rodas com pás em madeira, sendo estas substituídas posteriormente pelos hélices devido à sua eficiência, a partir de 1860.

pelos hélices devido à sua eficiência, a partir de 1860. Fig. I.5 - Locomotiva a vapor
pelos hélices devido à sua eficiência, a partir de 1860. Fig. I.5 - Locomotiva a vapor

Fig. I.5 - Locomotiva a vapor (1848)

No último quartel do século XIX, assiste-se a um desenvolvimento do projecto mecânico, impulsionado pelas necessidades industriais e com o despontar da indústria do aço. Este é uma liga Fe-C, com boas características mecânicas surge a partir de 1856 com o invento do forno do inglês Bessemer e com o processo Siemens-Martin em 1867.

Com o desenvolvimento do aço, começam a aparecer as grandes construções metálicas, como por exemplo, a ponte D. Maria Pia e a ponte sobre o rio Lima em Viana do Castelo (ver Fig.I.6) da autoria de Gustavo Eiffel, entre muitos outros trabalhos. Note-se que, já no século XVIII, se construiram pontes em arco com elementos em ferro fundido, como o atestam várias pontes existentes em Inglaterra (tal é o caso da ponte sobre o rio Severn em 1779).

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

M.T2.07 Ut.01

· ISQISQISQISQISQ Introdução ao Projecto M.T2.07 Ut.01 Fig. I.6 - Ponte de Viana do Castelo No
· ISQISQISQISQISQ Introdução ao Projecto M.T2.07 Ut.01 Fig. I.6 - Ponte de Viana do Castelo No

Fig. I.6 - Ponte de Viana do Castelo

No fim do século XIX, começou a ser utilizada uma nova forma de energia, a electricidade. Esta energia viria a ser a do próximo século, não só pela sua eficiência, mas também pela sua facilidade de transporte.

Entramos, assim, no século XX, que vislumbrará um grande desenvolvimento tecnológico. Inicia-se, com os inventores e engenheiros, tentando descobrir uma máquina voadora mais pesada do que o ar, o que os irmãos Wright conseguem pela primeira vez em 1903. É também o século do automóvel, de início, uma máquina rudimentar e frágil e, hoje, complexa e cada vez mais segura.

No fim deste século, a exploração inter-planetária tornou-se uma realidade próxima, bem como as estações orbitrais e as altas tecnologias aplicadas às telecomunicações.

O projecto é, assim, uma das ferramentas essenciais para o desenvolvimento, dispondo, hoje, de meios potentes, como os computadores, microscópios de alta resolução e outros meios mais sofisticados.

de alta resolução e outros meios mais sofisticados. Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectosProjectosProjectosProjectosProjectos

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Introdução ao Projecto

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M.T2.07 Ut.01

IIIII

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· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.01 IIIII 88888 Na figura seguinte (ver Fig I.7), apresenta-se a suspensão

Na figura seguinte (ver Fig I.7), apresenta-se a suspensão frontal de um jipe Land-Rover, onde se pode observar a sua complexidade e o número de peças envolvidas. Esta suspensão é um pequeno sub-conjunto, de um conjunto muito complexo que é um jipe, em cuja concepção trabalham estilistas, engenheiros electrotécnicos e mecânicos, assim como, outras especialidades.

e mecânicos, assim como, outras especialidades. Fig. I.7 - Suspensão frontal do jipe Land-Rover - Discovery

Fig. I.7 - Suspensão frontal do jipe Land-Rover - Discovery

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

M.T2.07 Ut.01

RESUMO

Nesta Unidade Temática, foi definida a noção de projecto, tendo sido abordada uma perspectiva histórica do mesmo.

tendo sido abordada uma perspectiva histórica do mesmo. Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

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Introdução ao Projecto

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M.T2.07 Ut.01

ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.01 ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO 1. Nos tempos antigos, a que tipo de construções

1. Nos tempos antigos, a que tipo de construções estavam ligados os grandes projectos?

2. O que levou os Romanos a projectar e executar vias e pontes?

3. Actualmente, o projecto de um automóvel é um projecto simples ou complexo?

4. O que é projectar? Qual é a diferença entre um projecto de engenharia e um projecto científico?

5. A que grandes inovações se liga o início da Revolução Industrial?

6. Estabeleça a diferença principal entre a máquina de Newcomen e a máquina de James Watt. Inicialmente, em que situações foram aplicadas?

7. Indique alguns trabalhos de construção metálica do fim do século XIX.

IIIII

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PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Prática

 

Guia do Formando

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EstruturaEstruturaEstruturaEstruturaEstrutura dedededede umumumumum ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

M.T2.07 UT.02

ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto M.T2.07 UT.02 Estrutura de um Projecto

Estrutura de um Projecto

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Estrutura de um Projecto

M.T2.07 Ut.02

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Identificar as fases de um projecto;

Conhecer a evolução do projecto;

Reconhecer a circulação de informação em projecto.

TEMAS

Fases de um projecto

Informação em projecto (Documentos)

Desenhos

Notas de cálculo

Caderno de encargos e requisições

Resumo

Actividades / Avaliação

e requisições • Resumo • Actividades / Avaliação PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Estrutura de um Projecto

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FASES DE UM PROJECTO

Fases de um projecto

As fases de um projecto, ou seja, os diferentes passos a executar na sua realização, estão bem definidas e são utilizadas em qualquer projecto que se executa, seja ele de pequena ou grande dimensão. Se, em alguns casos, estas fases se sucedem instantaneamente e são praticamente sobrepostas (por exemplo escolha de um parafuso), em outras pode demorar anos e com as fases bem demarcadas (projecto de uma nova refinaria).

Fases de um Projecto

Reconhecimento de uma necessidade

Definição do problema

Síntese

Análise e optimização

Avaliação

Apresentação

Fig. II.1 - Método para os projectos

Reconhecimento de uma necessidade

Nesta fase, o homem ou o projectista limita-se a reconhecer a existência de uma necessidade ou de um problema perante a situação ou os dados de que dispõe.

Ex : Movimentação de pessoas num aeroporto, entre centros de embarque.

de pessoas num aeroporto, entre centros de embarque. PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Científico-Tecnológica

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Estrutura de um Projecto

Por vezes, o projecto fica por esta fase se se verificar que a complexidade é tão grande que não existem, de momento, meios ou conhecimentos para a resolução do problema.

 

Identificação do problema

Esta fase é muito importante, porque quanto melhor identificado for o problema menos tempo será dispendido na procura da solução, dado que se restringe o leque das fases seguintes. Temos, no entanto, que ter um certo cuidado em não criar tantas restrições que tornem a solução difícil e dispendiosa.

Neste momento, procura-se também informações relativamente ao problema existente, como literatura técnica, análise de situações idênticas já resolvidos, meios técnicos e humanos disponíveis, parâmetros ambientais, parâmetros ergonómicos, etc.

Pesquisa

Ex: Definir percursos, comprimentos de percursos, locais de partida/chegada, condições de terreno, etc.

Síntese

Esta fase consiste no estudo do problema em função da sua identificação, descobrindo as soluções possíveis e a partir destas escolher a que melhor se entender para a resolução do mesmo. É a fase mais criativa, onde podem surgir novas ideias ou produtos, pois é nela que o projectista concentra todos os seus conhecimentos adquiridos e a sua experiência. Como resultado da síntese há- -de surgir uma planificação completa para resolução do problema. A procura de soluções criativas no projecto torna-se, assim, fundamental para a evolução do mesmo, no sentido da busca de uma solução. O desenvolvimento de novas soluções resultam da inovação (esforço consciente) ou da criatividade (esforço subconsciente).Actualmente, existem algumas técnicas que têm como finalidade de desenvolver o aparecimento de novas ideias, entre as quais se destaca o brainstorming.

Brainstorming consiste em reuniões de 6 a 12 pessoas, com uma duração de cerca de uma hora, que espontaneamente apresentam o maior número de ideias (incluindo as que parecem irreais) para a resolução de um problema específico.

Brainstorming

Os participantes são encorajados a melhorar e a combinar as ideias apresentadas. As ideias resultantes de uma reunião são normalmente gravadas e avaliadas posteriormente.

Ex: O transporte das pessoas entre os centros de embarque pode ser feito por veículos especiais, túnel ou passagem superior com tapetes e escadas rolantes.

M.T2.07 Ut.02

Componente Científico-Tecnológica

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Estrutura de um Projecto

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Análise e optimização

Nesta fase, pretendemos optimizar a solução, ou seja, encontrar a melhor solução das sintetizadas, com base em princípios cientificos, económicos e também de senso comum. A análise é um ponto de charneira no desenvolvimento do projecto. Soluções potenciais que não provem, durante a análise, serão retiradas ou em outros casos podem ser mantidas com a redefinição do problema.

À medida que se avança nas diferentes fases do projecto, pode-se e deve-se,

sempre que necessário, reanalisar fases anteriores e redefini-las.

Avaliação

A avaliação é a fase do projecto, em que se verifica se este resolve ou não o

problema inicial e de uma forma económica. É, nesta fase, que se fazem as análises económicas mais profundas, inclusive com projecções sobre o futuro.

É também a fase das perguntas:

Satisfaz as necessidades?

É fácil de manter?

O produto desenvolvido competirá com êxito com outros produtos similares?

É a solução mais económica?

Apresentação

É a fase em que o projectista pensa que é desnecessária ou de menos

importância. No entanto, se não for feita a apresentação devidamente fundamentada, pode comprometer todo o trabalho realizado.

O projectista quando desenvolve um projecto está convicto que ele funciona.

Não deve esquecer-se, no entanto, que tem de demonstrar os resultados a que chegou e que estes respondam aos requisitos que lhe foram pré-estabelecidos, pelo seu cliente ou superior hierárquico.

Esta apresentação poderá ser feita :

oralmente (comunicações)

por escrito (relatórios, notas de cálculo)

graficamente (desenhos)

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

Componente Científico-Tecnológica

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Estrutura de um Projecto

M.T2.07 Ut.02

INFORMAÇÃO EM PROJECTO (DOCUMENTOS)

DESENHOS

Ao executar um projecto, deve ter-se como finalidade a produção de documentos, que permitam executar e fiscalizar a obra.

Todos os documentos escritos podem ter diferentes apresentações,no entanto, devem incluir e respeitar alguns elementos fundamentais, a saber:

formato normalizado

nome da empresa

número da obra ou processo

data de emissão do documento

rúbrica do responsável de emissão

número de folhas, Índice e data da alteração

quando os documentos são desenhos, deverão ter os elementos necessários para a definição correcta das legendas normalizadas e respectivo preenchimento.

Os desenhos são peças fundamentais para veicular a informação do projecto.

Estes desenhos podem ser elaborados por meios informáticos (CAD) ou meios manuais (estiradores), e devem representar todas as peças ou equipamentos necessários para uma boa execução.

É muito importante a organização dos mesmos, de modo a permitir uma consulta fácil e lógica.

mesmos, de modo a permitir uma consulta fácil e lógica. Fig. II.2 - Estrutura de desenhos

Fig. II.2 - Estrutura de desenhos

consulta fácil e lógica. Fig. II.2 - Estrutura de desenhos Componente Científico-Tecnológica

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IIIIIIIIII

55555

Estrutura de um Projecto

IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ

M.T2.07 Ut.02

IIIIIIIIII

66666

Os conjuntos e sub-conjuntos deverão classificar a interdependência das peças e permitir a sua montagem.

O número de desenhos deverá ser o necessário e suficiente para definir a

dimensão e a forma de cada conjunto, sub-conjunto e peças.

Além do mencionado, os desenhos deverão conter as seguintes informações:

indicar o conjunto a que pertence

número de desenho

quantidades

escalas

referências de todas as peças fabricadas ou compradas

assinatura do desenhador e do responsável do projecto

cotas e tolerâncias de construção

soldaduras

graus de acabamento

todas outras informações necessárias para uma boa execução.

Desenho do conjunto

Neste desenho, é apresentado o conjunto do projecto, com os cortes e pormenores necessários para efectivação da montagem final, assim como as

dimensões e pesos globais. Além das dimensões globais (atravancamentos),

só devem aparecer outras cotas necessárias à montagem.

Será também neste desenho que devem aparecer representadas as interfases com outros equipamentos ou suportes.

Desenho do sub-conjunto

Neste desenho, idêntico ao anterior, são apresentadas as partes individualizadas

da máquina, que aglomeradas resultam no conjunto.

Nestes desenhos, as cotas introduzidas são globais e as necessárias para as montagens parciais.

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Estrutura de um Projecto

M.T2.07 Ut.02

Desenho de peças

Estes desenhos definem toda a informação para o fabrico das peças, cotas, acabamentos, tolerâncias, protecção e outras informações julgadas pertinentes para a peça.

Lista de material

Nesta lista, fica perfeitamente identificado, em termos de quantidade e qualidade, os materiais referentes aos desenhos acima mencionados, assim como a sua localização referente aos desenhos.

Estas listas são apresentadas individualmente ou sobre os próprios desenhos por cima da legenda,como se pode ver nos exemplos anexos das Fig. II-3 a

II-5.

É a partir das listas de material que se faz o aprovisionamento (compras) dos materiais pela emissão das requisições.

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IIIIIIIIII

77777

Estrutura de um Projecto

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M.T2.07 Ut.02

IIIIIIIIII

88888

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.02 IIIIIIIIII 88888 LI - 0986 Esquema Hidráulico Nomenclatura 1 Bomba 2
LI - 0986 Esquema Hidráulico Nomenclatura 1 Bomba 2 Manómetro 3 Isolador do Manómetro 4
LI - 0986
Esquema
Hidráulico
Nomenclatura
1
Bomba
2
Manómetro
3
Isolador
do
Manómetro
4
Válvula
segurança
Comando Eléctrico
5
Válvula
de
(4v,3v)
6
Válvula
Sequência
7,8
Válvula
Retenção
Pilotada
9
Válvula
Retenção
10
Válvula
Contra
Pressão
11,12
Cilíndros
Hidráulicos
13
Válvula
Esfera
de Hidráulica de de de de de Direccional de
de Óleo
14
Reservatório
15
Filtro
Óleo
16
Macacos
de
Aperto
17
Válvulas de
Segurança
18
Filtro de
Aspiração
10
12
11
13
5
A
18
B
P
H 1
1
2
17
8
9
7
6
4
3
14
b
15
16
Esquema Hidráulico

Fig. II.3 - Desenho com lista de material

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Estrutura de um Projecto

M.T2.07 Ut.02

SISTEMA DE ACCIONAMENTO Documento trabalho de
SISTEMA DE ACCIONAMENTO
Documento
trabalho de

Fig. II.4 - Lista de desenhos

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IIIIIIIIII

99999

Estrutura de um Projecto

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Fig. II.5 - Lista de material Sistema de accionamento M.T2.07 Ut.02 trabalho deDocumento
Fig. II.5 - Lista de material
Sistema de accionamento
M.T2.07 Ut.02
trabalho deDocumento

IIIIIIIIII

1010101010

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M.T2.07 Ut.02

· ISQISQISQISQISQ Estrutura de um Projecto M.T2.07 Ut.02 Fig. II.6 - Desenho sem lista de material
· ISQISQISQISQISQ Estrutura de um Projecto M.T2.07 Ut.02 Fig. II.6 - Desenho sem lista de material

Fig. II.6 - Desenho sem lista de material anexa

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IIIIIIIIII

1111111111

Estrutura de um Projecto

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M.T2.07 Ut.02

Definição

IIIIIIIIII

1212121212

NOTAS DE CÁLCULO

Juntamente com a execução dos desenhos, vão sendo executados cálculos, para definir o dimensionamento de peças ou conjuntos e escolha de componentes.

Estes cálculos são, por vezes, sistematizados e apresentados sob a forma de Notas de Cálculo, que em alguns casos são enviadas para entidades inspectoras para apreciação da metodologia de cálculo e se este está de acordo com as especificações do caderno de encargos ou regulamentos, ao qual o projecto deve obedecer.

As notas de cálculo, assim como todo o projecto, devem ser sustentadas em normas a fim de garantir uma boa segurança do projecto. Estas normas ou regulamentos serão respeitantes ao projecto que se está a desenvolver, como por exemplo o Código ASME VIII para o projecto de reservatórios de pressão.

CADERNO DE ENCARGOS E REQUISIÇÕES

Requisições são documentos técnico-comerciais utilizados na compra de equipamento ou serviços.

Caderno de encargos são documentos técnico-comerciais e jurídicos utilizados na compra de equipamentos ou serviços para empreitadas.

Estes documentos devem indicar, de uma forma sucinta e bem definida:

o objectivo

a descrição do fornecimento tão completa quanto possível, sem colocar exigências a mais, que tornariam os eventuais fornecimentos, difíceis e caros.

a lista de documentos anexos, quando necessários (desenhos ,etc.)

os prazos e locais de entrega

as garantias

a situação climatérica

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M.T2.07 Ut.02

as condições de pagamento

os desenhos

tudo o mais que seja relevante e em função da dimensão de compra do equipamento.

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IIIIIIIIII

1313131313

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M.T2.07 Ut.02

IIIIIIIIII

1414141414

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.02 IIIIIIIIII 1414141414 RESUMO Nesta Unidade Temática, foram focadas as diversas

RESUMO

Nesta Unidade Temática, foram focadas as diversas fases do projecto e a sua descrição. Apresentaram-se ainda, os documentos que fazem circular a informação em projecto.

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Estrutura de um Projecto

M.T2.07 Ut.02

1. Indique as fases de um projecto.

2. Para que servem os desenhos?

3. Que informações deverá conter um projecto?

4. Qual a importância da síntese num projecto?

5. O que é um caderno de encargos?

ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO

O que é um caderno de encargos? ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO Componente Prática

Componente Prática

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

IIIIIIIIII

1515151515

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MateriaisMateriaisMateriaisMateriaisMateriais

M.T2.07 UT.03

MateriaisMateriaisMateriaisMateriaisMateriais M.T2.07 UT.03 Materiais

Materiais

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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Materiais

M.T2.07 Ut.03

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Identificar as propriedades do aço;

Analisar as características e vantagens de materiais;

Escolher processos de fabrico de peças.

TEMAS

Selecção de materiais

Tensões e deformações

Resiliência

Ductibilidade

Tenacidade

Dureza

Materiais

Escolha de materiais e processos de fabrico

Resumo

Actividades / Avaliação

de fabrico • Resumo • Actividades / Avaliação PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios dedededede ProjectoProjectoProjectoProjectoProjecto

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IIIIIIIIIIIIIII

11111

Materiais

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M.T2.07 Ut.03

IIIIIIIIIIIIIII

22222

SELECÇÃO DE MATERIAIS

TENSÕES E DEFORMAÇÕES

Selecção de materiais

A escolha de materiais e processo de fabrico é uma das decisões que o

projectista tem de tomar, durante a preparação e execução do projecto. Assim, para que as decisões sejam as mais correctas, este deve ter um bom conhecimento dos materiais existentes, propriedades, composição, custos e processos de fabrico desses mesmos materiais, técnicas, capacidades de produção.

Só depois desta escolha é que serão realizados os cálculos para determinação das tensões e deformações. Contudo, apesar da sua importância, a selecção depende ainda de muitos outros factores. Há, por vezes, razões de optar por outros materiais, como por exemplo, a resistência à corrosão ou a altas temperaturas, as formas da peça ou o seu design, que poderão ter pouco a ver com as tensões e deformações.

A resistência de um material é a tensão unitária máxima que esse material

pode suportar sem sofrer deformações irreversíveis.

As informações sobre as tensões são obtidas a partir de ensaios de tracção normalizados, efectuados em provetes de geometria bem definida, aos quais é aplicada uma força crescente de tracção. Os resultados obtidos são representados por meio de um diagrama de tensões/deformações (ver Fig.III.1).

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Materiais

M.T2.07 Ut.03

σ Tensão Def. Elástica Def. Plástica Uniforme Def. Uniforme Def. Plástica ε Deformação Def. Localizada
σ
Tensão
Def.
Elástica
Def. Plástica Uniforme
Def. Uniforme
Def. Plástica
ε Deformação
Def. Localizada

Fig. III.1 - Diagrama tensões/deformações

A’ - Ponto limite de proporcionalidade é o ponto do gráfico até onde a curva

verifica a lei de Hooke (o alongamento de uma barra, dentro de certos valores, é proporcional à força de tracção)

A - Ponto de limite elástico, que é o maior valor de tensão que o material

pode ficar sujeito e recuperar a deformação quando se retira a carga. Entre o ponto A e B, o material não cumpre a lei de Hooke.

B - Ponto de tensão de fluência que é a tensão correspondente ao ponto,

que se verifica em alguns materiais, em que a deformação cresce muito rapidamente sem grande crescimento da tensão. O material passa ao estado do plástico, não recuperando quando a força deixa de ser aplicada . Entre os pontos A e B, a deformação plástica é uniforme.

C - Ponto de tensão de ruptura, σ r , é o ponto onde se verifica a tensão

máxima alcançada, quando se verifica a ruptura do material.

A

tensão, σ, é obtida, dividindo a força aplicada pela área

F = A O
F
=
A
O

(III.1)

O

de um material. Sabendo-se o limite de proporcionalidade, o limite elástico e a tensão de ruptura do material, é possível determinar o valor da tensão de

segurança ou tensão admissível ( adm ). É esta tensão que, em projecto, é um dos referenciais para o cálculo, sendo o seu valor sempre inferior ao limite de proporcionalidade, o que nos garante que, quando o material entra em esforço, se encontra sempre no domínio elástico.

diagrama acima referido dá-nos informações sobre as propriedades mecânicas

dá-nos informações sobre as propriedades mecânicas Componente Científico-Tecnológica

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IIIIIIIIIIIIIII

33333

Materiais

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M.T2.07 Ut.03

IIIIIIIIIIIIIII

44444

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 IIIIIIIIIIIIIII 44444 N N' σ adm = σ rupt ou σ e

N N'

σ

adm

=

σ rupt

ou

σ

e

(III.2)

O factor de segurança é sempre usado em qualquer projecto, sendo, no entanto,

afectado por vários aspectos tais como: tipo de material (aço, alumínio,madeira,etc), tipo de carga (estática, pulsante, etc), tipo de equipamentos (estrutura de uma ponte, elevador, etc.) e outros.

Frequentemente, são as normas e regulamentos que definem os valores a considerar para os coeficientes de segurança, como por exemplo no código ASME div.VIII-Pressure Vessels.

como por exemplo no código ASME div.VIII-Pressure Vessels. Fig. III.2 - Barra sujeita à tracção A

Fig. III.2 - Barra sujeita à tracção

A Fig.III.2 representa o que sucede a uma barra de comprimento l o quando

sujeita a uma força F. Esta provoca uma deformação l (alongamento).

Esta deformação, dividida pelo comprimento l 0 , dá a deformação específica ou

nominal

∆l ε= l 0
∆l
ε=
l
0

(III.3)

que é normalmente representada na indústriasobre a forma percentual ε X100%.

O

material é considerado elástico, quando ao se retirar a força F, a barra adquire

o

seu comprimento inicial.

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Materiais

M.T2.07 Ut.03

A lei de HOOKE, diz que as tensões são proporcionais às deformações, sendo

o factor de proporcionalidade, E, conhecido por módulo de elasticidade ou módulo

de Young, cujo o valor para o aço é de E 200GPa(21000Kgf / mm 2 )

= Eε
= Eε

(III.4)

O módulo de elasticidade é uma medida da rigidez do material. Indicam-se os

módulos de elasticidade (valores médios) de alguns materiais à temperatura ambiente.

Material

E

Gpa

Aço ao C c/0.15 a0.25 de C Aço inox (18-8) Ligas de alumínio Cobre Tungsténio Polietileno Vidro

200

193

74,4

110

400

0,138

70

A barra, quando traccionada, sofre também uma deformação transversal

(perpendicular ao eixo da barrra). Esta deformação transversal é proporcional à deformação longitudinal.

Deformação específica transversal

ε t = µε

µ - coeficiente de Poisson

(III.5)

O módulo de elasticidade transversal (G) é definido por

E G = 2(1 + µ )
E
G =
2(1
+ µ
)

(III.6)

transversal (G) é definido por E G = 2(1 + µ ) (III.6) Componente Científico-Tecnológica

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Materiais

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IEFPIEFPIEFPIEFPIEFP · ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 Compressão Material E µ Gpa Aço ao C c/0.15

Compressão

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 Compressão Material E µ Gpa Aço ao C c/0.15 a0.25 de C

Material

E

µ

Gpa

Aço ao C c/0.15 a0.25 de C Aço inox (18-8) Ligas de alumínio Cobre Tungsténio Polietileno Vidro

78

0,27

73

0,3

26

0,33

43

0,35

157

0,27

0,117

0,45

28

0,24

As tensões de compressão em grande parte dos materiais são iguais às de tracção. No entanto, quando dos ensaios o que se verifica é que devido à instabilidade o material rompe antes de atingir o valor previsto.

Nos materiais dúcteis (aqueles em que a fractura ocorre após grande deformação plástica), não se consegue saber a tensão de ruptura de compressão porque o estes plastificam e dá-se um aumento da área o que implica uma diminuição da tensão.

As tensões de corte puro (raras) são difíceis de determinar, porque são dependentes de uma série de factores, tais como, a estrutura cristalina do metal, a orientação dos planos de escorregamento.

Assim, os valores que se conseguem com pequena variação são a tensão de corte de ruptura.

Na figura. III.3 está representada uma ligação do tipo garfo/olhal onde o esforço se transmite predominantemente por corte.

onde o esforço se transmite predominantemente por corte. Fig. III.3 - Peça sujeita a corte IIIIIIIIIIIIIII

Fig. III.3 - Peça sujeita a corte

IIIIIIIIIIIIIII

66666

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Materiais

Indicam-se, seguidamente, valores para a tensão da ruptura do corte de diversos materiais.

 
 

Alumínio

0,6

Aço

0,75

Cobre

0,9

Ferro fundido maleável

0,9

 

RESILIÊNCIA

A

resiliência de um material é a sua capacidade de absorver energia mecânica

na zona elástica, quando sujeito a uma força, e de devolver a mesma energia quando essa força desaparece

 
2 σ lA = 2E
2
σ
lA
=
2E

(III.7)

se lxA = 1cm 3 , obtemos o Módulo de Resiliência.

Os materiais com módulo de resiliência elevado são os ideais para resistir a choques e cargas de impacto.

 

DUCTIBILIDADE

Ductibilidade é a capacidade que um material possui de se deformar sob a acção das cargas.

A

ductibilidade é medida pela percentagem de alongamento até à ruptura do

material.

O

material é dúctil quando o alongamento é maior de que 5% e frágil quando

 

menor.

M.T2.07 Ut.03

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77777

Materiais

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M.T2.07 Ut.03

Materiais metálicos

TENACIDADE

Tenacidade é a energia mecânica total, elástica e plástica, que um material pode absorver por unidade de volume até à sua ruptura. A tenacidade é a área total que está compreendida entre a curva tensão/deformação e a linha das abcissas.

O modo de referência é definido pelo índice de tenacidade (T).

Normalmente, os aços quando sujeitos a baixas temperaturas, perdem a ductibilidade e tenacidade o que pode motivar rupturas frágeis.

DUREZA

A dureza de um material é a medida da sua resistência à penetração.

A sua medição é feita através de vários procedimentos, sendo os mais comuns

os de Brinell , Rockwell e Vickers.

A dureza é relevante quando os materiais estão sujeitos ao desgaste e

deformação plástica localizada. Por exemplo: os rodados dos comboios, as

engrenagens, etc.

MATERIAIS

Os materiais utilizados em mecânica são dos mais diversos, indo dos materiais simples, como a madeira, o aço, plástico, borracha, até aos materiais mais complexos que são criados em função das caracteristícas pretendidas, como por exemplo, as fibras de carbono.

A procura de novos materiais é uma constante, como se demonstra pela pesquisa

de materiais que suportem cada vez melhor as altas temperaturas.

Os materiais podem ser divididos em cinco grandes grupos: metálicos, polímeros (plásticos), cerâmicos, compósitos e electrónicos.

Os materiais metálicos são todos aqueles que são compostos de um ou mais elementos metálicos (Fe,Cu, Al, Ni, etc.), podendo também conter elementos não metálicos (C, N, etc.). Os metais apresentam uma estrutura cristalina e são bons condutores de calor e de electricidade. Os materiais metálicos e as suas ligas, são divididos em metais ferrosos, os que têm grande percentagem

IIIIIIIIIIIIIII

88888

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Materiais

M.T2.07 Ut.03

de ferro (aço e ferro fundido) e não-ferrosos, aqueles em que o seu teor de ferro é nulo ou muito pequeno (alumínio, titânio).

 

Dos metais ferrosos, o mais utilizado é o aço, na sua vertente aço-carbono e aços de liga.

Aço

Nas estruturas são essencialmente utilizados os aços-carbono estruturais. Estes aços do tipo Fe 360, Fe430 e Fe510, cujas características mecânicas são definidas na norma NP-1729 ( ou St 37, St 44 e St 52 segundo DIN-17100 ), apresentam um teor de C baixo (0,2 %) e boa aptidão para a soldadura.

Na construção mecânica são utilizados os aços de liga (aços de Fe e C com elementos Cr, Ni, Si, etc),que apresentam tensões de ruptura mais elevadas e com características melhoradas para o modo como vão ser maquinados e tratados. Estes aços apresentam, também, um teor de C mais elevado, o que os torna menos aptos para a soldadura.

Dentro dos aços de liga existe o aço inoxidável, com um teor de Cr superior a 12%. As características mais importantes destes é a sua resistência à corrosão. Normalmente, estes aços são mais correntes em liga de Cr-Ni. São aços não magnetizáveis.

Inox

Das características mais importantes do alumínio e suas ligas são a boa relação resistência-peso, a sua resistência à corrosão, alta condutividade térmica e eléctrica e facilidade de maquinagem. A sua baixa densidade faz com que uma das suas grandes utilizações seja nas viaturas de transporte.

Alumínio

O

alumínio puro apresenta uma tensão de ruptura à tração de 90 MPa, sendo

laminado e recozido (tratamento que consiste no aquecimento até uma determinada temperatura, seguido de arrefecimento lento) podendo ser trabalhado

de diversas formas (molde de areia, molde metálico, extrusão, etc.). A resistência

à

corrossão do alumínio é obtida pela formação de uma camada de óxido espessa

conseguida por processo electrolítico, (anodização). Mesmo anodizado, quando

se usa o alumínio em meio salino ( barcos ), tem de se utilizar ligas resistentes

água do mar, liga 5052, dado que genericamente estes são corroídos neste meio.

à

O

duralumínio, uma liga de alumínio-cobre-magnésio-manganésio, é utilizado

para peças que requerem um trabalho severo e boa resistência à corrosão.

A

liga 2024 apresenta uma resistência à tracção de 442MPa. São ligas resistentes

em atmosferas salinas.

Os latões são ligas de cobre e zinco. A percentagem máxima de Zn deve ser de 45 % , senão tornam-se frágeis. Os latões com um teor de Zn entre 36% e 45% são facilmente torneáveis, permitindo grandes velocidades de corte. Uma das boas características dos latões é a sua resistência à corrossão.

Latões

O

bronzes são ligas de cobre e estanho, classificando-se em bronzes maleáveis

Bronze

e

bronzes mecânicos. Os bronzes maleáveis com menos de 9% de estanho

são utilizados para peças estampadas a frio de pequena resistência. Os bronzes mecânicos, com teor de estanho entre 9 e 25%, utilizam-se em peças fundidas

forjadas. Existem bronzes ligados com a finalidade de melhorar as suas características.

e

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99999

Materiais

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M.T2.07 Ut.03

Materiais polímeros

Borracha

Cerâmicos

Compósitos

Electrónicos

ESCOLHA DE

Uma destas é a de cobre (86%), estanho(10%) e chumbo(4%), que é utilizado no fabrico de casquilhos. Além de uma boa resistência à corrosão, apresentam uma boa capacidade mecânica, sendo uma das grandes utilizações em casquilhos devido ao seu baixo coeficiente de atrito com o aço.

Estes materiais, plásticos e borrachas, são constituídos por cadeias longas de moléculas, apresentando uma estrutura não cristalina. As suas caracteristícas mecânicas são muito variadas e têm normalmente pouca resistência ao calor.

Os plásticos são normalmente fabricados por enformação ou moldagem, para se obter a forma pretendida. Estes existem nas mais diversas composições, tais como o nylon, o polietileno, etc

Actualmente com o desenvolvimento dos plásticos,estes têm vindo a substituir lentamente o aço e outros materiais, como acontece na indústria automóvel.

Por exemplo, o polietileno de alta densidade molecular, apresenta características mecânicas muito boas, sendo utilizado no fabrico de engrenagens, guias, revestimentos interiores das tremonhas e outros.

Em projecto mecânico não se utilizam só materiais metálicos. A borracha, assim como produtos similares sintéticos (neoprene), têm variadas aplicações em máquinas como por exemplo vedantes, apoios, amortecedores, e outros equipamentos. A borracha apresenta algumas fragilidades das quais deve ser protegida, como o óleo, os ultra-violetas e a temperatura.

Materiais cerâmicos são materiais inorgânicos constituídos por elementos metálicos e não-metálicos ligados entre si. Algumas das suas caracteristícas é

a sua dureza/fragilidade e a sua resistência a altas temperaturas. Apresentam também uma elevada resistência à electricidade.

Compósitos são misturas de dois ou mais materiais com um outro material compatível que actua como ligante, podendo fazer as combinações possíveis. Como exemplo, temos o betão os plásticos reforçados com fibras, etc

Estes materiais apresentam pouca tonelagem em termos de consumo , mas têm sido dos materiais mais utilizados nas tecnologias avançadas. Temos, como exemplo, o silício nas suas mais diversas combinações e a sua utilização na electrónica.

MATERIAIS E PROCESSOS DE FABRICO

No projecto, como já foi referido, ainda antes dos cálculos, é necessário tomar uma decisão relativamente aos materiais e aos processos de fabrico. Como tal, deve ter-se bem definido o que se vai projectar, em que meio vai ser inserido,

Esta decisão não é fácil visto que, muitas vezes, para a

quantidades, etc

mesma peça, existem várias hipóteses, todas elas cumprindo mais ou menos

o pretendido.

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1010101010

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A escolha do processo de fabrico é, muitas vezes, condicionada pelo

conhecimento que se têm dos materiais, como também pelo local onde se trabalha. Nesta situação, acontece muitas vezes que, em vez de se executar determinada peça por um processo realizado no exterior, mais barato, o projectista utiliza um processo mais dispendioso, mas que está disponível na sua empresa.

Para se saber qual é o melhor processo, é necessário conhecer a capacidade

das máquinas-ferramentas, sejam elas de arranque de apara ou sejam elas de

Há no entanto determinado tipo de

máquinas que são vocacionadas para trabalhar materiais específicos. Por exemplo, uma máquina de injecção de plástico não pode fazer injecção de ligas de alumínio.

fundição injectada, de enformação, etc

O fundamental para a escolha do processo/material é o preço e o desempenho

desse material para o fim em vista. Nesta situação, deve ter-se uma noção tão precisa quanto possível dos preços dos materiais, preço/h das máquinas e da sua produtividade. Como ordem de grandeza relativa, os aços estruturais têm

um preço mais baixo do que os aços de liga, e nestes, quanto mais rica for a liga, mais caros são. Os preços dos materiais andam muito ligados à sua disponibilidade no mercado, sendo os mais sofisticados muito caros, pelo que a sua escolha tem de ser feita por razões tecnológicas.

Confrontamo-nos, muitas vezes, no projecto com situações em que são impostos

certos materiais, o que para o projectista é facil, mas os processos de fabrico não são referidos, e aqui tem de se ir buscar frequentemente ganhos para obter lucros na obra, através dos processos de fabrico e, em determinadas situações,

de soluções de montagem.

Como é lógico, a escolha do material e do processo depende não só do projecto mas também do fim a que se destina o produto. As peças para utilização do revestimento exterior dos electrodomésticos devem ser feitas em plático. Para um bom isolamento eléctrico, mas também para terem um bom acabamento, na medida em que estes equipamentos destinam-se ao grande consumo, é importante o seu aspecto exterior. Assim, estas peças são feitas normalmente por injecção, mas, no entanto, tem de haver um controlo do molde, quanto ao seu estado, de modo a este não introduzir defeitos na peça.

Não nos esqueçamos que o projecto, apesar de ter um valor baixo no seu custo, no máximo cerca de 10% relativamente à obra no seu todo, pode ter repercussões posteriores que a tornem excessivamente cara, reduzindo consequentemente os proveitos finais.

Outro aspecto a considerar são as quantidades. Um determinado processo que não tenha peso no fabrico para pequenas quantidades (20, 30 peças) pode ser inviável se tiver que ser aplicado a 2000 peças.

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ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 IIIIIIIIIIIIIII 1212121212 Exemplo III. 1 Um perno roscado M6x95 para ligação de 2

Exemplo III. 1ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 IIIIIIIIIIIIIII 1212121212 Um perno roscado M6x95 para ligação de 2 peças em meio

Um perno roscado M6x95 para ligação de 2 peças em meio salino. Esta ligação não tem esforço a não ser o criado pelo aperto.

10

Peças

1ª Solução: compra de vareta roscada em AISI 316, com comprimento de 1 m, e corte em troços de 95 (mais barato).

2ª Solução: compra de varão de aço inox e abertura de rosca em máquina de roscar ou ao torno.

20

000 Peças

1ª Solução: encomendar a uma empresa que faça peça em plástico pelo processo de injecção. Nesta solução, é necessário executar moldes específicos, que terão um determinado custo.

2ª Solução: encomendar a uma empresa vocacionada para a abertura de rôscas, que execute vareta roscada em latão, aço inox, ou polietileno de alta densidade.

Enquanto que, para as 10 peças, é fácil determinar os custos, o mesmo já não se pode dizer para as 20000 peças.visto que em qualquer das soluções há necessidade de ferramentas específicas que devem ser amortizadas nesse projecto. Assim, devem ser bem analisados os custos, de materiais e de processos, decorrentes das diversas soluções.

Todos os processos de fabrico, implicam um acabamento e tolerância específicos de cada processo, do estado da máquina,etc., que devem ser tomados em conta em função do que se pretende da peça.

Exemplo III. 2tomados em conta em função do que se pretende da peça. No exemplo que se segue,

No exemplo que se segue, devido às alterações de fabrico introduzidas, conseguiu-se uma redução de custo de aproximadamente quatro vezes. O número de peças era aproximadamente 5000.

Peça original toda maquinada a partir de varão sextavado

Peça original toda maquinada a partir de varão sextavado Fig. III.4 - Peça original

Fig. III.4 - Peça original

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Posteriormente, foi alterada, sendo feita em duas peças.Uma estampada com rosca feita por laminagem, e
Posteriormente, foi alterada, sendo feita em duas peças.Uma estampada com
rosca feita por laminagem, e outra, o separador, feita a partir de tubo com folga.
Fig. III.5 - Novo projecto
Outro aspecto importante para a escolha do processo tem a ver com as
tolerâncias que são exigidas no projecto. Estas influenciam de diversos modos
o tipo de produção, que vai desde impor etapas de fabrico adicionais até tornar
a produção anti-económica. Quando se colocam cotas com campos de tolerância
mais apertados do que o exigido pelos requisitos funcionais da peça, os custos
aumentam por haver a necessidade de mais tempo de maquinagem, mais tempo
de medição e controlo e também pela existência de mais peças rejeitadas.
As tolerâncias dimensionais e de acabamento têm um efeito grande sobre os
custos, como se pode ver através do exemplo da fig. III.6 . Nesta figura,
representa-se um eixo com várias tolerâncias dimensionais relativamente ao
seu diâmetro e ao seu comprimento, fazendo-se uma comparação de custos.
φd
L
Custo
Aumento
DIMENSÕES
(Índice)
%
A) L = 100 ± 1.5
d = 20 ± 1
110
B) L = 100 ± 0.5
d = 20 ± 0.2
250
127
C) L = 100 ± 0.2
d = 20 ± 0.01
380
245
Fig. III.6 - Eixo com dimensões toleranciadas.
Em A) a peça é feita a partir de um varão de aço que é serrado no comprimento.
Em B) a peça tem de ser feita ou através de um varão calibrado, ou como as
tolerâncias já são mais apertadas o varão tem que ser torneado. No comprimento,
o
corte já não pode ser feito com a serra.
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Em C) o campo de tolerâncias é tão pequeno que além de um torneamento fino
Em C) o campo de tolerâncias é tão pequeno que além de um torneamento fino
é
preciso também rectificar. Assim, a peça C) fica bastante mais cara do que a
peça A).
No quadro seguinte, é apresentado um conjunto de valores normalizados de
rugosidade de superfícies (estão também representados os símbolos antigos ),
e
é simultaneamente apresentado um indíce de preços onde se transmite a
noção de que um bom acabamento custa caro.
R a (µ)
12.5
6.3
3.2
1.6
0.8
0.4
0.2
~~
Índice de custo
0.2
0.4
1
2
2.8
3.7
4.6
Quadro III.2 - Valores normalizados de rugosidade de superfícies e índice de preços
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RESUMO

Nesta Unidade Temática, procedeu-se a uma introdução aos diversos materiais e às suas propriedades, tendo sido apresentados os respectivos processos de trabalho.

sido apresentados os respectivos processos de trabalho. Componente Científico-Tecnológica

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ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.03 ACTIVIDADES / AVALIAÇÃO 1. Defina a lei de Hooke e indique a

1. Defina a lei de Hooke e indique a sua importância para o projecto.

2. O que entende por um aço de liga? O que se pretende com os elementos de liga?

3. Enuncie que factores deve ter em conta para escolha de um processo de fabrico.

4. Descreva o que acontece a uma barra de aço Fe 360, quando está a ser traccionada.

5. Admita que está a projectar um suporte de um equipamento, numa zona de forte influência maritíma. Que materiais podia escolher? Justifique.

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Componente Prática

 

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M.T2.07 UT.04

M.T2.07 UT.04 Projecto de Estruturas

Projecto de Estruturas

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Projecto de Estruturas

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OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:

Reconhecer os constituintes de uma estrutura;

Saber o que é uma tensão;

Determinar as cargas actuantes;

Calcular vigas simples.

TEMAS

Estruturas metálicas

Elementos de estrutura

Dimensionamento

Resumo

Actividades / Avaliação

Dimensionamento • Resumo • Actividades / Avaliação PrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípiosPrincípios

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Projecto de Estruturas

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PROJECTO DE ESTRUTURAS

As estruturas podem ser feitas com diferentes materiais, tais como o betão armado, madeira, polímeros, etc.,dependendo do fim a que se destina, da facilidade de obtenção e dos custos entre outros. Nesta Unidade Temática, iremos incidir o estudo sobre as estruturas metálicas.

 

Definição

 

Estutura metálica é um conjunto de elementos básicos metálicos (aço, alumínio, etc.), tais como vigas, colunas e placas, que, combinados e ligados de determinada forma, suportam uma grande diversidade de cargas (chassis de máquinas, estruturas de edifícios, pontes, gruas, etc.).

Das estruturas metálicas, a mais utilizada é a de aço, apresentando como vantagens a sua

Das estruturas metálicas, a mais utilizada é a de aço, apresentando como vantagens a sua elevada resistência, o seu preço, a impermeabilidade à agua e ao gás, a sua facilidade e velocidade de montagem e a sua fácil substituição.

 

Como desvantagem, apresentam fraca resistência à corrosão (excepto nos aços inoxidáveis) e redução de resistência, quando sujeitos a temperaturas superiores a 200º C.

Os projectos de estruturas de aço carecem na fase inicial, de um esquema exacto de concepção para o fim em vista, sendo esse esquema construído em função da evolução do projecto.

Simultaneamente, é necessário o cálculo do conjunto e seus elementos com base na resistência dos materiais, mecânica da construção e regras de arte da metalomecânica.

 

ELEMENTOS

DE ESTRUTURA

Viga

Elemento da estrutura formada por uma barra de eixo plano, em que duas das dimensões são pequenas relativamente à terceira (eixo da viga), e submetida a esforços aplicados no plano que contém o eixo da viga.

 
 

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22222

   

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Projecto de Estruturas

Fig. IV.1 - Viga Uma coluna é uma viga colocada na posição vertical e suportando
Fig. IV.1 - Viga
Uma coluna é uma viga colocada na posição vertical e suportando forças
predominantemente verticais.
Coluna
Fig. IV.2 - Coluna
Placa é um elemento estrutural em que uma das dimensões é muito pequena
relativamente às outras duas.
Fig. IV.3 - Placa
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Projecto de Estruturas

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44444

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 IVIVIVIVIV 44444 Os elementos das estruturas e elas próprias reagem às

Os elementos das estruturas e elas próprias reagem às forças em função dos seus apoios, que podem ser dos diversos tipos e de acordo com a fig IV.4.

Nesta figura, também estão indicados os tipos de esforços que deixam transmitir.

Tipos de Apoio Reacção Móvel Força c/ direcção conhecida Articulado Força c/ direcção desconhecida Viga
Tipos de Apoio
Reacção
Móvel
Força c/ direcção conhecida
Articulado
Força c/ direcção desconhecida
Viga encastrada
Força de momento
Corrediça
Força c/ direcção conhecida

Fig. IV.4 - Apoios

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Projecto de Estruturas

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DIMENSIONAMENTO

O objectivo do cálculo é verificar a resistência, estabilidade e rigidez da estrutura

de acordo com as normas e regulamentos, de modo a obter a máxima segurança

com o minímo de custo.

O material utilizado nas estruturas considera-se que é homogéneo e que

apresenta as mesmas propriedades em qualquer direcção, em referência ao ponto em estudo (materiais isotrópicos). Os cálculos apresentados, são todos executados, considerando que o material está no domínio elástico e que os casos analisados são do tipo isostático, isto é, aqueles em que basta as equações de estática para determinação das reacções ( ΣM = 0 e Σ F = 0 ).

Para o cálculo, é necessário estabelecer quais as forças exteriores que se aplicam à estrutura, assim como o tipo de apoios e constrangimentos da estrutura. Após estas definições, serão verificados os estados de tensão de cada elemento da estrutura.

A verificação das estruturas deve ser feita na base do método dos estados

limites. Entende-se por “estado limite” o estado em que a estrutura deixa de satisfazer, total ou parcialmente, as exigências de utilização.

Denomina-se "estado limite último" aquele cuja ocorrência compromete a

estrutura, provocando prejuízos irreversíveis. Por exemplo, perda de equílibrio

da estrutura de uma grua de torre e, consequentemente, a sua queda.

"Estado limite de utilização" é aquele cuja ocorrência resulta em prejuízos pouco severos, como, por exemplo, a deformação permanente de uma viga de suporte

da cobertura.

As cargas (ou acções) são quantificadas pelas normas ou regulamentos, e pelas situações características de funcionamento.

Acções ou forças permanentes são as cargas de valor constante, ou com pequena variação, que actuam durante toda vida da estrutura (peso da estrutura, peso dos equipamentos fixos, etc.).

Acções ou forças variáveis são as cargas com valor variável em torno do seu valor médio que actuam durante a vida da estrutura (viaturas a deslocarem-se numa ponte, deslocações de cargas de elevação de uma grua, actuação de ventos numa chaminé, variação de pressões num reservatório, etc.).

Acções acidentais são as cargas motivadas por solicitações com fraca

probabilidade de ocorrência (choques de veículos, queda de cargas, rebentamento

de um cabo, sismo, etc.).

É a partir destas acções que serão verificados os elementos da estrutura, pela

determinação das suas tensões e deformações.

Acções permanentes

Acções variáveis

Acções acidentais

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Projecto de Estruturas

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Hipóteses simplificativas

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 Hipóteses simplificativas É óbvio que, em projecto, as cargas nem sempre aparecem

É óbvio que, em projecto, as cargas nem sempre aparecem com uma forma

fácil e explícita para aplicação das fórmulas de cálculo.

Há, então, necessidade de considerar hipóteses simplificativas de projecto, a fim de facilitar a abordagem dos problema. Estas simplificações devem ser feitas com cuidado, para obtermos resultados, o mais exactos possível.

O exemplo que se segue representa uma viga com cargas e reacções distribuídas

segundo uma quadrática.

cargas e reacções distribuídas segundo uma quadrática. Fig. IV.5 - Hipóteses simplificativas 1- Distribuição
cargas e reacções distribuídas segundo uma quadrática. Fig. IV.5 - Hipóteses simplificativas 1- Distribuição

Fig. IV.5 - Hipóteses simplificativas

1-

Distribuição real das forças - como facilmente se verifica, para o cálculo exacto desta viga seria necessário utilizar equações mais complexas, o que levaria muito tempo devido ao tipo de distribuição das forças.

2-

Primeira simplificação - com esta primeira simplificação, verifica-se que o cálculo torna-se mais rápido do que o anterior, já que as cargas distribuídas passaram de uma distribuição quadrática para uma linear.

3-

Segunda simplificação - este caso torna-se ainda mais fácil, e, consequentemente mais rápido, visto a carga distribuída linearmente ter sido transformada em cargas concentradas.

Uma ideia a reter é que, quando transformamos cargas distribuídas em cargas concentradas, obtemos momentos flectores e tensões maiores, como se pode ver pelo exemplo abaixo apresentado (Fig. IV.6).

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Projecto de Estruturas

Fig. IV.6 - Viga com carga distribuída Fig. IV.7 - Viga com carga concentrada Como
Fig. IV.6 - Viga com carga distribuída
Fig. IV.7 - Viga com carga concentrada
Como se pode verificar, e numa situação como a anterior, (Fig. IV.6 e. IV.7),
para simplificação, se substituírmos a carga distribuída por uma carga
concentrada, com o mesmo valor, e aplicarmos as fórmulas de cálculo do
momento flector, obtemos um valor duplo do correspondente à carga distribuída.
Cálculo computacional
Hoje em dia, com a introdução dos computadores, o cálculo para as estruturas
complexas está mais facilitado e mais rápido. Existem no mercado diversos
programas que permitem a resolução de casos de cálculo, inclusive de casos
hiper-estáticos, num curto espaço de tempo. No entanto, é absolutamente
necessário compreender o comportamento do sistema, que dados se estão a
introduzir, assim como a informação fornecida pelo computador, a fim de a
controlarmos.
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Projecto de Estruturas

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· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 IVIVIVIVIV 88888 No caso de se utilizar um programa, o primeiro passo

No caso de se utilizar um programa, o primeiro passo a ser feito é estudá-lo e verificar se é adequado à estrutura e ao sistema de cargas que estamos a estudar. O passo seguinte é introduzir os parâmetros pedidos pelo programa, tendo muita atenção aos valores e às unidades. Qualquer falha num destes campos compromete os resultados finais. Por último, após apresentação dos resultados, estes devem ser verificados quanto a discrepâncias (descontinuidade de tensões e de deformações, mudanças bruscas de sinal, etc. ) procedendo- se, em caso negativo, ao lançamento do projecto.

Após determinar e definir as cargas externas permanentes e não permanentes,

é necessário verificar a capacidade de resistência dos elementos constituintes da estrutura.

Tracção

Caso a viga esteja sujeita à tracção, a tensão de trabalho calcula-se com a seguinte expressão:

F - força de tracção

σ=

F

A liq.

≤σ

adm

(IV.1)

A Iiq -secção transversal, que, tendo furos, estes deverão ser descontados

σ adm - tensão admissível ou de segurança do material

d m - tensão admissível ou de segurança do material Fig. IV.8 - Peça traccionada

Fig. IV.8 - Peça traccionada

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Projecto de Estruturas

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Em projecto, no caso de peças sujeitas a esforços de tracção, são utilizados normalmente perfis simples (varões, barras, e outros) e cabos de aço.

No caso de um elemento sujeito a esforços de compressão, a sua ruína pode acontecer quer por atingir as tensões de ruptura, quer por instabilidade (flambagem ou encurvadura por varejamento).

Os esforços de compressão tendem a aumentar a excentricidade inicial motivada pela flexão lateral induzida pelos próprios esforços.

Assim, nas vigas comprimidas, o dimensionamento não é feito só pela tensão, mas também pelo efeito da instabilidade. Para tal verificação, Euler desenvolveu uma teoria: uma viga de inércia constante, com uma secção rectangular e sujeita a uma força de compressão, vai deformar-se devido à instabilidade pelo eixo de menor inércia.

devido à instabilidade pelo eixo de menor inércia. Fig. IV.9 - Viga comprimida A viga, quando

Fig. IV.9 - Viga comprimida

A viga, quando carregada, deforma lateralmente e, se a carga for pequena,

retoma a posição inicial. Aumentando a carga até um determinado valor, a viga pode atingir uma posição de equilíbrio (força crítica). Assim, quando a força atinge este valor crítico, a forma rectilínea da viga deixa de ser estável e curva- se no plano de menor rigidez. A tensão motivada por esta força chama-se "tensão crítica de encurvadura".

Carga de flambagem ou de instabilidade é a carga para o qual o eixo do elemento passa a ter uma posição instável.

O coeficiente de esbeltez do elemento é a relação entre o comprimento de

encurvadura da barra ( l e ) e o raio de giração (i) da sua secção transversal,

sendo i.

i = Ι/ Α
i = Ι/ Α

(IV.2)

Compressão

secção transversal, sendo i. i = Ι/ Α (IV.2) Compressão Componente Científico-Tecnológica

Componente Científico-Tecnológica

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Projecto de Estruturas

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IVIVIVIVIV

1010101010

O

comprimento de encurvadura é função das fixações dos extremos das vigas.

I-

comprimento real.

Viga articulada nas extremidades Viga encastrada nas extremidades Viga encastrada numa extremidade e articulada na outra Viga encastrada numa extremidade e livre na outra

L e = l L e = 0,5 l L e = 0,7 l L e = 2 l

Quando o valor de λ <100, a carga critíca que uma viga de aço à compressão pode suportar é dada pela fórmula de Euler.

π 2 EI = F cr 2 l
π
2 EI
=
F cr
2
l

E - módulo de elasticidade

Ι - momento de inércia mínimo

l - comprimento da barra

(IV.3)

P P L e
P
P
L
e
P P L e
P P L e

Fig. IV.10 - Coluna com carga excêntrica

No caso de colunas com carga descentrada do seu eixo, a tensão máxima é obtida pela expressão

σ

=

max .

P

A

⎡ ⎢ 1 + ⎢ ⎣

⎜ ⎛

l

ev

2 sec

i 2i

P AE
P
AE

⎠ ⎟



(IV.4)

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Projecto de Estruturas

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P

- carga aplicada

e

- excentricidade da carga relativamente ao eixo da coluna.

v

- distância da linha neutra às fibras extremas

i

- raio de giração

l

- comprimento da coluna

A - secção da coluna

A tensão de compressão de acordo com o Reg Port. de Estruturas Metálicas.

é dada por

F σ= A ϕ
F
σ= A
ϕ

A - área da secção transversal da viga

(IV.5)

ϕ - coeficiente de encurvadura dependente de λ

λ - esbeltez da viga

O coeficiente de esbeltez λ é dado pela relação entre o comprimento de encurvadura da viga (ver fig. IV.10 ) e o raio de giração mínimo da secção transversal.

l e λ= i min
l
e
λ=
i
min

(IV.6)

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1111111111

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IVIVIVIVIV

1212121212

· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 IVIVIVIVIV 1212121212 Fig. IV.11 - Valores de coeficiente de encurvadura Os
· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 IVIVIVIVIV 1212121212 Fig. IV.11 - Valores de coeficiente de encurvadura Os
· ISQISQISQISQISQ M.T2.07 Ut.04 IVIVIVIVIV 1212121212 Fig. IV.11 - Valores de coeficiente de encurvadura Os

Fig. IV.11 - Valores de coeficiente de encurvadura

Os valores de coeficiente de esbeltez superiores a 180 só são admissíveis em elementos cuja função estrutural seja apenas de contraventamento, e nunca deverá ultrapassar os 250.

O perfil ideal para trabalhar à encurvadura é o tubo redondo, visto apresentar um raio de giração constante em todos os eixos transversais. No entanto, quando as cargas são elevadas e a esbeltez é grande tornam-se anti-económicos, utilizando-se, por isso, perfis compostos, como por exemplo, as torres das antenas feitas normalmente com cantoneiras. Representam-se na figura seguinte, alguns tipos de colunas utilizadas em edifícios (a e b colunas simples, c e d colunas compostas).

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Fig. IV.12 - Colunas Flexão A flexão de uma viga verifica-se quando está sujeita a
Fig. IV.12 - Colunas
Flexão
A
flexão de uma viga verifica-se quando está sujeita a forças ou momentos,
passando pelo eixo da viga,que induzam Momentos Flectores.
Fig. IV.13 - Viga simplesmente apoiada, flectida e seus diagramas
A
viga representada, apoiada nos extremos e actuada por uma força P, deforma-
-se tomando a posição a tracejado. Esta deformação vai modificar as forças
internas. O momento flector, actuando no plano ZZ, faz com que a secção rode
em torno do eixo XX. Ao deformar a parte superior, relativamente ao eixo dos XX,
fica com as fibras comprimidas e a parte inferior com elas traccionadas.
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1313131313

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Ao aplicar-se carga numa viga esta vai gerar tensões internas (normais e de corte) nos
Ao aplicar-se carga numa viga esta vai gerar tensões internas (normais e de
corte) nos diversos pontos. Para as calcular, tem de se determinar os momentos
flectores e os esforços transversos através das equações da estática.
F1
F2
A
B
C
a
R2
b
R1
Fig. IV.14 - Viga apoiada com 2 cargas concentradas
Considere-se o caso representado na Fig.IV.14, que é uma viga simplesmente
apoiada com duas forças F 1 e F 2 e tendo como reacções os valores de R 1 e R 2 .
Vamos analisar o que se passa na secção B.
Quando se retira a parte direita da viga, a parte esquerda para manter o seu
equilíbrio, tem de ter uma força T (esforço transverso) e um momento M (momento
flector) aplicados na secção B.
O momento flector em B pode ser determinado pelo princípio da estática, que
diz que a soma dos momentos em relação a um ponto ao eixo deve ser nula.
M
=
R
×
b
+
F (b
a)
=
0
B
1
1
F1
M
T
R1
M
=
R b
F (b
a)
B
1
1
Fig. IV.15 - Esquema da secção B
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Assim, o momento na secção B é o momento criado pela reacção R 1 e força F 1 .

O momento resultante é devido às tensões distribuídas na secção.

Quando a viga flecte, cria uma curvatura para baixo.

Supondo que a viga é formada por um número indeterminado de fibras longitudinais, as fibras da parte inferior alargam e as da parte superior encurtam.

Assim, as de cima estão sujeitas a tensões de compressão e as de baixo a tensões de tracção.

Existem, na secção, um conjunto de fibras que não sofrem qualquer deformação, que é considerado o plano neutra. A intersecção deste plano com a secção transversal dá uma linha que é chamada linha neutra. Todas as fibras que estão do mesmo lado da linha neutra tem tensões iguais.

Admite-se que nas vigas rectas a linha neutra coincide com a linha do centro de gravidade.

Após determinação dos momento flectores, podemos determinar a tensão normal que actua na fibra à distância da linha neutra.

normal que actua na fibra à distância da linha neutra. (IV.7) Ι - momento de inércia

(IV.7)

Ι - momento de inércia de secção transversal em relação à linha neutra.

A tensão normal máxima é dada para o valor de x máx.

M f σ = max . W
M f
σ
=
max .
W

(IV.8)

W XX = I XX / V XX módulos de rigidez das vigas. Estes módulos podem ser obtidos

a partir de tabelas de perfis ou em casos de vigas compostas (vigas em caixão), calculados.

A força T é denominada força de corte e o seu valor é obtido:

R 1 - F 1 + T = 0

(IV.9)

 

T = F 1 - T 1

 

(IV.10)

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1515151515

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IVIVIVIVIV

1616161616

É

o

T

através da determinação do valor de T nas diversas secções que se obtém

diagrama dos esforços transversos que motivam as tensões de corte.

TM est τ= b Ι
TM est
τ=
b Ι

(para uma secção rectangular)

(IV.11)

- valor de esforço transverso na secção pretendida.

M

est - momento estático da secção acima da linha neutra.

b - lado da secção.

Ι - momento de inércia de secção relativamente à linha neutra.

A fórmula anterior resulta que para as secções rectangulares valor de t é dado

pela expressão

T

h

2

2

τ=

2 Ι

4

y

0

(IV.12)

Y

0 - distância dos pontos à linha neutra.

h

- altura da viga

Convenção de sinais

Convencionou-se que os momentos flectores e os esforços transversos serão positivos os negativos de acordo com a fig. IV.16.

O momento flector é positivo quando a viga, ao deformar-se, fica com a concavidade para cima e negativa no sentido contrário.

O esforço transverso é positivo, quando tendo a deslocar para cima, a face da viga fica situada à sua esquerda.

e dos T em função das

diversas secções da viga. Estes diagramas dão uma percepção onde os esforços

serão máximos e da sua variação ao longo da viga.

É normal fazer-se a representação gráfica das M f

O valor é a flecha da viga, ou seja, a deformação devido à carga P.

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Os momentos flectores e os esforços transversos são considerados positivos ou negativos de acordo com a figura abaixo, para representação em diagrama.

com a figura abaixo, para representação em diagrama. Fig. IV.16 - Convenção de sinais Em flexão,

Fig. IV.16 - Convenção de sinais

Em flexão, os perfis ideais são os perfis do tipo HEB, IPN, IPE, etc. ou compostos com a mesma forma.

Seguem-se tabelas para momentos flectores e flechas.

forma. Seguem-se tabelas para momentos flectores e flechas. Componente Científico-Tecnológica

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Tabelas de momentos flectores

Viga simplesmente apoiada em ambos os extremos, com carga concentrada no centro.

R =

M x =

F

V = 2

F.x

2

F.l M máx = 4

F.x f x = 48EI

(4.x 2 -3.l 2 )

F.l 3 f máx = 48EI

l F x R R l/2 l/2 V V M 1
l
F
x
R
R
l/2
l/2
V
V
M
1

Viga simplesmente apoiada em ambos os extremos, com carga concentrada descentrada.

M x (x<a) =

F.b.x

l

M máx =

F.a.b

l

F.b.x

f x = (l 2 -b 2 -x 2 ) 6EI.l F.a.b(a + 2.b) 3.a(a
f x =
(l 2 -b 2 -x 2 )
6EI.l
F.a.b(a + 2.b) 3.a(a + 2.b)
f máx =
27EI.l
F.b ;
F.a
R 1 =
V 1 =
R 2 =
V 2 =
l
l
l F x R R 1 2 a b V 1 V 2 M max
l
F
x
R
R
1
2
a
b
V
1
V
2
M
max
2

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Viga simplesmente apoiada em ambos os extremos, com duas cargas concentradas e iguais dispostas simetricamente.

R =

V = F

M x (x<a) =

F.x

M máx = F.a

F.x

f x (x<a) = 6EI

(3.l.a-3.a 2 -x 2 )

F.a

f x (x>a,x<(l-a) ) = 6EI

(3.l.x-3.x 2 -a 2 )

f máx = (3.l 2 -4.a 2 )

l F F x R R a a V V Mmax 3
l
F
F
x
R
R
a
a
V
V
Mmax
3

Viga simplesmente apoiada em ambos os extremos, com duas cargas concentradas e desiguais colocadas em qualquer ponto da viga.

R 1 =V 1 =

F (l

1

a)

+

F .b

2

l

;

F .a

1

+

F .(l

2

b)

R 2 = V 2 =

l

R 1 .a ;

R 2 .b

M 1 (máx se R1<F1) =

M 2(máx se R2<F2) =

M x (x < a)

= R 1 .x ;

M x (x > a, x < (l-b) )

= R 1 .x - (x-a)

4
4

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2020202020

Viga simplesmente apoiada em ambos os extremos, com carga uniformemente distribuída por toda a viga.

V x = w (

M x =