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Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Engenharia do Ambiente
2º ano,2º Semestre
2008/2009

Trabalho realizado por:


Helena Nunes, nº 8417;
Natacha Alves, nº 8567.

Índice
1. Introdução……………………………………………………………..………7
2. Energia de origens fósseis……………………………………….……………9
2.1. Carvão…………………………………………………………………..10
2.1.1. Formação de carvão……………………………………………….10
Energias renováveis e não renováveis

2.1.2. Tipos de carvão……………………………………………………11


2.1.2.1. Carvão vegetal……………………………………………….11
2.1.2.2. Carvão activado……………………………………………...11
2.1.2.3. Carvão mineral………………………………………………12
2.1.2.4. Turfa…………………………………………………………13
2.1.2.5. Antracite……………………………………………………..13
2.1.2.6. Linhito……………………………………………………….14
2.2. Petróleo…………………………………………………………………14
2.2.1. Um pouco de história……………………………………………..15
2.2.2. Origem…………………………………………………………….15
2.2.3. Onde encontrar petróleo…………………………………………..15
2.2.4. Principais países produtores………………………………………16
2.3. Gás natural……………………………………...………………………17
2.3.1. Um pouco de história……………………………………………..18
2.3.2. Composição……………………………………………………….18
2.3.3. Armazenamento e transporte……………………………………...18
2.3.4. Exploração………………………………………………………...19
2.3.5. Utilização………………………………………………………….19
2.3.6. Desvantagens……………………………………………………...20
2.4. Impacto ambiental……………………………………………………...20
3. Energias renováveis………………………………………………………….22
3.1. Energia do hidrogénio………………….………………………………22
3.1.1. Composição do hidrogénio………………………………………..22
3.1.2. Produção do hidrogénio…………………………………………...23
3.1.3. Usos potenciais do hidrogénio……………………...……………..25
3.1.4. Armazenamento do hidrogénio…………………………………...27
3.2. Energia da biomassa……………………………………………………27

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Energias renováveis e não renováveis

3.2.1. Um pouco de história……………………………………………...28


3.2.2. Origem…………………………………………………………….29
3.2.3. Ciclo de vida da biomassa………………………………………...29
3.2.4. Principais formas aproveitáveis de biomassa no estado bruto……30
3.2.5. Produtos que se destacam da energia da biomassa………………..30
3.2.5. 1. Biocombustiveis gasosos……………………………………30
3.2.5.2. Biocombustíveis líquidos……………………………………31
3.2.5.3. Biomassa sólida……………………………………………...31
3.2.6. Vantagens ………………………………………………………...32
3.2.7. Desvantagens……………………………………………………...32
3.2.8. Impacto ambiental………………………………………………...32
3.3. Energia eólica…………………………………………………………..33
3.3.1. Um pouco de história……………………………………………...34
3.3.2. Conversão em energia mecânica………………………………….34
3.3.3. Conversão em energia eléctrica…………………………………...35
3.3.4. Tipos de sistemas eólicos…………………………………………35
3.3.5. Vantagens…………………………………………………………36
3.3.6. Desvantagens……………………………………………………...37
3.4. Energia geotérmica……………………………………………………..37
3.4.1. Rocha seca quente………………………………………………...38
3.4.2. Rocha húmida quente……………………………………………..39
3.4.3. Vapor seco………………………………………………………...39
3.4.4. Alta temperatura…………………………………………………..39
3.4.5. Baixa temperatura…………………………………………………39
3.4.6. Tecnologia………………………………………………………...40
3.4.7. Vantagens…………………………………………………………40
3.4.8. Desvantagens……………………………………………………...40

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Energias renováveis e não renováveis

3.5. Energia das ondas, dos oceanos e marés OU maremotriz……………...41


3.5.1. Oceanos…………………………………………………………...42
3.5.2. Energia das ondas…………………………………………………42
3.6. Energia hídrica………………………………………………………….43
3.6.1. Centrais hidroeléctricas…………………………………………...44
3.6.2. Barragem hidroeléctrica..…………………………………………45
3.6.3. Tipos de barragens………………………………………………...48
4. Energia solar………………………………………………………………...49
4.1. Breve história da energia solar;………………………………………...49
4.2. Origem………………………………………………………………….51
4.3. Extracção/Conversão e suas aplicações(Utilizações)…………………..51
4.3.1. Energia solar térmica activa………………………………………52
4.3.1.1. Princípio……………………………………………………..52
4.3.1.2. Vantagens……………………………………………………52
4.3.1.3. Desvantagens………………………………………………...52
4.3.1.4. Principais aplicações………………………………………...52
4.3.2. Energia solar eléctrica ou fotovoltaica……………………………54
4.3.2.1. Princípio……………………………………………………..54
4.3.2.2. Vantagens……………………………………………………54
4.3.2.3. Desvantagens………………………………………………...54
4.3.2.4. Principais aplicações………………………………………...54
4.3.3. Energia solar passiva……………………………………………...55
4.3.3.1. Princípio……………………………………………………..55
4.3.3.2. Vantagens…………………………………………………....55
4.3.3.3. Principais aplicações………………………………………...55
4.4. Equipamentos…………………………………………………………..56
4.4.1. Colector solar……………………………………………………...56

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Energias renováveis e não renováveis

4.4.1.1. Colector plano……………………………………………….56


4.4.1.2. Colectores concentradores…………………………………...57
4.4.1.3. CPC ou colectores concentradores parabólicos……………...57
4.4.1.4. Colectores de tubo de vácuo…………………………………57
4.4.2. Tipos de sistemas solares térmicos………………………………..58
4.4.2.1. Circulação em termo sifão…………………………………...58
4.4.2.2. Circulação forçada…………………………………………...59
4.4.3. Energia solar ou fotovoltaica……………………………………...60
4.4.3.1. Sistemas solares fotovoltaicos……………………………….60
4.4.4. Outras tecnologias………………………………………………...61
4.4.5. Tecnologias passivas……………………………………………...62
4.5. Vantagens e desvantagens da energia solar…………………………….62
4.6. Impacto ambiental……………………………………………………...63
5. Energia nuclear………………………………………………………………65
5.1. Origem………………………………………………………………….65
5.2. Extracção/Conversão……………………………………………………66
5.2.1. Fissão nuclear……………………………………………………..66
5.2.2. Fusão nuclear……………………………………………………...68
5.3. Utilização……………………………………………………………….69
5.3.1. Medicina nuclear………………………………………………….69
5.3.2. Radioterapia……………………………………………………….69
5.3.3. Aplicações na agricultura…………………………………………71
5.3.4. Aplicações na indústria……………………………………………73
5.3.5. Geração de energia………………………………………………..75
5.4. Impacto ambiental……………………………………………………...76
5.4.1. Efeito das radiações……………………………………………….76
5.5. Vantagens e desvantagens………………………………………………77

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Energias renováveis e não renováveis

5.6. Alguns acidentes nucleares……………………………………………..78


6. Conclusão……………………………………………………………………81
7. Bibliografia…………………………………………………………………..82

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Energias renováveis e não renováveis

Introdução
Pode definir-se o ambiente como tudo aquilo que nos rodeia, as cidades e
aldeias, os desertos e florestas. Ao meio alterado pelo homem, como as cidades,
vulgarmente se denomina por ambiente urbano, ao passo que os meios onde o
homem ainda não deixou, ou afectou apenas levemente, denominam-se por
ambiente natural.
Com a industrialização, o Homem provocou desequilíbrios entre a sua
própria acção e os ecossistemas naturais, foi então que em 1972 surgiu o
conceito de desenvolvimento sustentável: o equilíbrio entre a acção
antropogénica, o desenvolvimento económico, o desenvolvimento Social e a
Natureza.
Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão mundial sobre o meio
Ambiente e desenvolvimento (CMMAD) da organização das nações Unidas é
um conjunto de processos e atitudes que atende às necessidades presentes sem
comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas
próprias necessidades.
Na década de 60 surgem as primeiras comunidades sustentáveis, ecovilas,
que até hoje são exemplos plenos de como aliar o desenvolvimento sustentável
ao desenvolvimento humano integral, dentro dos novos paradigmas ecológicos e
sociais.
O Desenvolvimento Sustentável pretende encontrar o equilíbrio entre
protecção ambiental e desenvolvimento económico e serviu como base para a
formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram,
por ocasião da Conferência. Trata-se de um abrangente conjunto de metas para a
criação de um mundo, enfim, equilibrado.
O PII (Projecto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos
principais do Desenvolvimento Sustentável — sociedade, ambiente, economia e
cultura.
Associações e equipas em todo o mundo juntam-se no sentido de valorizar
as energias que o nosso planeta possui. Estudos no sentido de aproveitamento
energético renovável têm vindo a aumentar gradualmente ao longo dos anos
sendo assim:
- energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais capazes de se
regenerar, e portanto virtualmente inesgotáveis, ao contrário dos recursos não-
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Energias renováveis e não renováveis

renováveis. São conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e


porque são capazes de se regenerar por meios naturais enquanto que as energias
não renováveis provem de combustíveis fósseis que são fontes não-renováveis
de energia( não é possível repor o que gastamos). Em algum momento vão
acabar e podem ser necessários milhões de anos de evolução semelhante para
poder contar novamente com eles. São aqueles cujas reservas são limitadas e
estão sendo devastadas com a utilização. As principais são a energia nuclear e os
combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão).
A evolução do mundo tende no sentido de melhorar o ar que respiramos e
tornar o nosso “planeta mais saudável” as energias renováveis tem baixos níveis
de libertação de gases com efeito estufa apesar do seu uso ainda ser limitado,
esta é resposta as necessidades futuras
As estimativas mundiais para o consumo de energia é de um considerável
aumento nas próximas décadas e no mesmo período, o consumo de energia na
União Europeia deve aumentar a uma proporção semelhante. Governos de
estados membros têm sido constantemente alertados de que os métodos
tradicionais de produção de energia estão a contribuir para sérios problemas
ambientais e por tal vêm com urgência a utilização de energias não poluentes. O
sector das energias foi forçado à renovação dos processos, que se vêm assim
obrigados a optar pelas energias renováveis.
Neste trabalho vamos descrever cada uma das várias energias do planeta
bem como as diversas características de cada uma delas.

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Energias renováveis e não renováveis

2. Energia de origens
fósseis
Combustível fóssil ou mais correctamente combustível mineral é uma
substância formada de compostos de carbono, usados como produtos para
alimentar a combustão.
A origem dos combustíveis fosseis segundo a teoria biogénica, que ainda
é a mais aceitável, sugere que outros tipos de substâncias oleaginosas extraídas
da crosta terrestre como o petróleo teriam origem comum ao carvão mineral já
que o mesmo também é abundantemente encontrado soterrado em minas
terrestres. Dessa associação explica-se que as outras substâncias usadas como
combustível porém encontradas a níveis mais baixos (negativo), foram gerados
em função desse efeito de fossilização de animais e plantas, provocado por sua
vez pela acção de pressão e temperatura muito altas geradas há milhões de anos
no processo de soterramento de outros tipos de material orgânico que por algum
motivo não entraram na cadeia alimentar antes ou quando foram enterrados.
Esta teoria explica a existência de óleo sob a crosta da Terra. É a
biogénica, ou por outras palavras, afirma que o líquido natural constituído de
hidrocarbonetos que se encontra preenchendo os poros de rochas sedimentares,
aglutinados em depósitos muito extensos sob o manto terrestre, tem origem na
função do processo de fossilização de animais e plantas, que há milhões de anos
teriam sido soterrados e submetidos acção de pressão e temperaturas muito altas
geradas de material orgânico em decomposição sobre a superfície do planeta e
que, com o tempo teriam se separado dos respectivos fósseis. Nesse caso a teoria
ainda postula que os combustíveis fosseis (assim chamados) seriam
inesgotáveis, já que contam com um grau de reposição variável e compatível
com a matéria orgânica constante na superfície.
Os combustíveis fósseis são recursos naturais não renováveis
Os combustíveis fósseis são formados pela decomposição de matéria
orgânica através de um processo que leva milhares e milhares de anos e, por este
motivo, não são renováveis ao longo da escala de tempo humana, ainda que ao
longo de uma escala de tempo geológica esses combustíveis continuem a ser
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Energias renováveis e não renováveis

formados pela natureza. O carvão mineral, os derivados do petróleo (tais como a


gasolina, óleo diesel, óleo combustível, o GLP - ou gás de cozinha -, entre
outros) e ainda, o gás natural, são os combustíveis fósseis mais utilizados e mais
conhecidos.
Um grande problema desses combustíveis é o facto de serem finitos, o que
faz com que a dependência energética a partir deles seja um problema quando
esses recursos acabarem, embora de acordo com as teorias abiogénicas os
combustíveis minerais são muito abundantes. Por isso o interesse em energias
renováveis é crescente. Outro problema é que com a queima de combustíveis
minerais são produzidos gases que produzem o efeito estufa como o gás
carbónico e metais pesados, como por exemplo o mercúrio.

2.1. Carvão
O carvão é outra das formas de produzir energia, mas este pertence ao
grupo das energias não renováveis, e assim não dura para sempre as suas
reservas são limitadas, visto que o carvão foi formado ao longo de milhões de
anos, pelo resultado da decomposição de vários sedimentos orgânicos e vegetais
e pelos vários factores que influenciaram a terra, quando esgotarmos as reservas
que existem hoje em dia não poderemos esperar para que se forme mais, assim
há que saber utiliza-lo de uma forma racional; além de se esgotar também polui
como é comum das fontes de energia não renováveis. O carvão emite
principalmente três tipos de gases que são o Co2, So2 e Nox.
Logicamente o carvão só por si não tinha a capacidade de produzir energia
eléctrica, assim para produzir energia eléctrica o carvão é utilizado em centrais
Termoeléctrica, centrais estas que usam como combustível principal o carvão,
apesar de haver as que possam usar fuelóleo.
2.1.1. Formação de carvão
Dá-se a deposição de matéria orgânica numa bacia (no
local de formação ou não). De seguida começa a incarbonização
externa a uma pequena distância da superfície, na qual se
decompõe a matéria orgânica em carbono e voláteis, por meio
de bactérias anaeróbias que se alimentam de hidratos de
carbono. A incarbonização interna vem após os terrenos
sofrerem um abatimento ou subsidência, estando assim em
condições de maior pressão e temperatura. Nestas condições
vai durante largos períodos de tempo: diminuir o tamanho e
aumentar a densidade; aumentar a percentagem de carbono
por perda de outros componentes; diminuir a concentração de
voláteis. Os carvões pretos representam estágios de grande

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Energias renováveis e não renováveis

perda de hidrogénio de hidrocarbonetos que migram de


grandes profundidades do interior da terra.
2.1.2. Tipos de carvão
2.1.2.1. Carvão vegetal
O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira,
após esse processo resulta em uma substância negra.

No quotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de


aquecedores, lareira, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns
sectores industriais como as siderúrgicas.

O carvão também é usado na medicina, nesse caso chamado de carvão


activado oriundo de determinadas madeiras de aspecto mole e não resinosas.
Essa substância tem sido utilizada desde a Antiguidade, na civilização
egípcia tinha seu uso difundido na purificação de óleos e uso medicinal. Na
Segunda Guerra serviu para a retirada de gases tóxicos a partir da sua elevada
capacidade de absorver impurezas sem alterar a sua estrutura, devido a sua
composição porosa.
O carvão também se destaca na
condução de oxigénio e um eficiente
disseminador de toxinas. Diante de
várias indicações positivas do carvão
pode-se destacar o seu uso no
tratamento de dores estomacais, mau
hálito, aftas, gases intestinais, diarreias
infecciosas, desinteria hepática e
intoxicações.

Apesar dos benefícios


Fig. 1- Carvão vegetal
apresentados com a utilização do carvão vegetal é
preciso analisar as consequências que a sua
produção provoca. Em primeiro lugar é importante analisar o factor social,
quando pessoas adultas e até crianças trabalham nas carvoarias na maioria das
vezes em condições precárias de trabalho e baixíssimos salários.
Outro factor não menos importante que o primeiro é o ambiental, pois
para o desenvolvimento dessa actividade diversas vezes é preciso retirar a
cobertura vegetal de importantes composições vegetativas contidas no território,
que geralmente não são oriundos de madeiras de reflorestamento ou madeira
cultivada para esse fim.
2.1.2.2. Carvão activado

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Energias renováveis e não renováveis

O carvão activado é um material de carbono com uma porosidade bastante


desenvolvida. Com o recurso a técnicas de absorção de azoto a 77 K, pode
verificar-se que contêm essencialmente
microporos.
O carvão activado tem a capacidade de
colectar selectivamente gases, líquidos ou
impurezas no interior dos seus poros,
apresentando portanto um excelente poder
de clarificação, desodorização e
purificação de líquidos ou gases.
Fig. 2 - Carvão activado
Este tipo de carvão é obtido a partir da
queima controlada com baixo teor de oxigénio de certas
madeiras, a uma temperatura de 800°C a 1000°C,
tomando-se o cuidado de evitar que ocorra a queima total do material de forma a
manter sua porosidade
Os usos mais comuns para o carvão activado são a absorção de gases (na
forma de filtros) e no tratamento de águas, onde o carvão se destaca por reter
nos seus poros impurezas e elementos poluentes. É utilizado em diversos ramos
das indústrias química, alimentícia e farmacêutica, da medicina e em sistemas de
filtragem, bem como no tratamento de efluentes e gases tóxicos resultantes de
processos industriais.
2.1.2.3. Carvão mineral
O carvão mineral – ou simplesmente carvão – é um combustível fóssil
sólido formado a partir da matéria orgânica de vegetais depositados em bacias
sedimentares. Por acção de pressão e temperatura em ambiente sem contacto
com o ar, em decorrência de soterramento e actividade orogênica, os restos
vegetais ao longo do tempo geológico se solidificam, perdem oxigénio e
hidrogénio e se enriquecem em carbono, em um processo denominada
carbonização.
Quanto mais intensas a pressão e a temperatura a que a camada de matéria
vegetal for submetida, e quanto mais tempo durar o processo, mais alto será o
grau de carbonização atingido, ou rank, e maior a qualidade do carvão. Os
diversos estágios de carbonização, do menor para o maior rank, são dados pelo
esquema: turfa - sapropelito - linhito – carvão sub-betuminoso - carvão
betuminoso - antracito. O estágio mínimo para a utilização industrial do carvão é
o do linhito. Outro índice qualitativo do carvão é o grade, que mede de forma
inversamente proporcional o percentual em massa de matéria mineral
incombustível (cinzas) presente na camada carbonífera. Um baixo grade
significa que o carvão possui um alto percentual de cinzas misturado à matéria
carbonosa, consequentemente, empobrecendo a sua qualidade.

2.1.2.4. Turfa

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Energias renováveis e não renováveis

A turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto,


encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sobre
montanhas (turfa de altitude). É formada principalmente por Sphagnum
(esfagno, grupo de musgos) e Hypnum, mas também de juncos, árvores, etc. Sob
condições geológicas adequadas, transformam-se em carvão, através de
emanações de metano vindo das profundezas e da preservação em ambiente
anóxico. É utilizada como combustível para aquecimento doméstico. Sua
composição é definida como Substâncias Húmicas (Ácido Húmico, Ácido
fúlvico e Humina) e Substâncias Não húmicas. Substâncias Húmicas possuem
estrutura química não bem definida, sabe-se que possuem sítios de adsorção
compostos por grupos ácidos carboxílicos, cetona, hidroxilas fenólicas e
alcoólicas. Já a Substância não húmica é composta por estruturas bem definidas,
como lignina, proteínas, etc. Por conter em sua estrutura estes grupos funcionais,
é utilizada como adsorvente de vários metais pesados presentes em ambientes
aquáticos e em solos, onde complexam esses metais, contribuindo para o
equilíbrio do meio ambiente.

2.1.2.5. Antracite

O antracite, ou o antracito, é uma variedade


compacta e dura do mineral carvão que possui
elevado lustre. Difere do carvão betuminoso por
conter pouco ou nenhum betume, o que faz com que
arda com uma chama quase invisível. Os espécimes
mais puros são compostos quase inteiramente por
carbono.
Um antracito libera alta energia por quilo e queima
Fig.3 - Bloco de antracite
limpidamente com pouca fuligem, o que o faz uma
variedade carvão procurado e desta forma de valor mais
alto. É também usado como um filtro médio.

2.1.2.6. Linhito
O lignito ou linhito (em Portugal, a lenhite) é um tipo de carvão com
elevado teor de carbono na sua constituição (65 a 75%). A sua cor é acastanhada
e encontra-se geralmente, mais à superfície, por ter sofrido menor pressão. A sua
extracção é relativamente fácil e pouco dispendiosa.

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Quando uma queima origina muita cinza.


Em termos geológicos é um carvão recente.
Trata-se do único tipo de carvão estritamente
biológico e fóssil, formado por matéria
orgânica vegetal.
Fig.4 - Linhito
2.2. Petróleo
O petróleo (do latim petroleum, petrus,
pedra e oleum, óleo, do grego πετρέλαιον (petrélaion), "óleo da pedra", do grego
antigo πέτρα (petra), pedra + έλαιον (elaion) óleo de oliva, qualquer substância
oleosa.), no sentido de óleo bruto, é uma substância oleosa, inflamável,
geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que
pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e
castanho.
O petróleo é um recurso natural abundante, porém a sua pesquisa envolve
elevados custos e complexidade de estudos. É também actualmente a principal
fonte de energia. Serve como base para fabricação dos mais variados produtos,
dentre os quais destacam-se: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímeros
plásticos e até mesmo medicamentos. Já provocou muitas guerras, e é a principal
fonte de renda de muitos países, sobretudo no Medio Oriente.
Além de gerar a gasolina e gasóleo que serve de combustível para grande
parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do
petróleo como, por exemplo, a parafina, GLP, produtos asfálticos, nafta
petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo
diesel e combustível de aviação.

2.2.1. Um pouco de História


Registos históricos da utilização do petróleo remontam a 4000 a.C. devido
a exsudações e afloramentos frequentes no Oriente Médio. Os povos da
Mesopotâmia, do Egipto, da Pérsia e da Judeia já utilizavam o betume para
pavimentação de estradas, calafetação de grandes construções, aquecimento e
iluminação de casas, bem como lubrificantes e até laxativo. No início da era
cristã, os árabes davam ao petróleo fins bélicos e de iluminação. O petróleo de
Baku, no Azerbaijão, já era produzido em escala comercial, para os padrões da
época, quando Marco Polo viajou pelo norte da Pérsia, em 1271.
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Energias renováveis e não renováveis

A história da exploração petrolífera no Oriente Médio nasceu da


rivalidade entre a Grã-Bretanha e o Império Russo.

2.2.2. Origem
A hipótese mais aceite tem em conta o aumento da temperatura em que as
moléculas do querogénio começariam a ser quebradas gerando compostos
orgânicos líquidos e gasosos, num processo denominado catagénese. Para se ter
uma acumulação de petróleo seria necessário que, após o processo de geração e
expulsão, ocorresse a migração do óleo ou gás através das camadas de rochas
adjacentes e porosas, até encontrar uma rocha selante e uma estrutura geológica
que detenha seu caminho, sobre a qual ocorrerá a acumulação do óleo ou gás em
uma rocha porosa chamada rocha reservatório.
É de aceitação para a maioria dos geólogos e geoquímicos, que ele se
forme a partir de substâncias orgânicas procedentes da superfície terrestre
(detritos orgânicos), mas esta não é a única teoria sobre a sua formação.
Uma outra hipótese, datada do século XIX, defende que o petróleo teve
uma origem inorgânica, a partir dos depósitos de carbono que possivelmente
foram formados com a formação da Terra.
2.2.3. Onde encontrar petróleo
O petróleo está associado a grandes estruturas que comunicam a crosta e o
manto da terra, sobretudo nos limites entre placas tectónicas.
O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra quanto no mar,
principalmente nas bacias sedimentares (onde se encontram meios
mais porosos - reservatórios), mas também em rochas cristalinas.
Os hidrocarbonetos, portanto, ocupam espaços porosos nas rochas,
sejam eles entre grãos ou fracturas. São efectuados estudos das
potencialidades das estruturas acumuladoras (armadilhas ou
trapas), principalmente através de sísmica que é o principal método
geofísico para a pesquisa dos hidrocarbonetos.
Durante a perfuração de um poço, as rochas atravessadas são
descritas, pesquisando-se a ocorrência de indícios de
hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são investigadas as
propriedades radioactivas, eléctricas, magnéticas e elásticas das rochas da
parede do poço através de ferramentas especiais (perfilagem) as quais também
Fig.5 - Esquema de uma bomba para extracção de petróleo

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permitem ler as propriedades físicas das rochas, identificar e avaliar a ocorrência


de hidrocarbonetos..

2.2.4. Principais países produtores de petróleo

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Energias renováveis e não renováveis

2.3. Gás natural


O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no
subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. A
composição do gás natural pode variar bastante dependendo de factores relativos
ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento,
processamento, e transporte.
O gás natural é encontrado no subsolo, por acumulações em rochas
porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a
depósitos petrolíferos. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma
anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de micro organismos que, em
eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorais dos mares da época. Essa
matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua
degradação se deu fora do contacto com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes
pressões.

O gás natural "é a porção do petróleo que existe na fase gasosa ou em


solução no óleo, nas condições originais de reservatório, e que permanece no
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Energias renováveis e não renováveis

estado gasoso em PTN (condições normais de temperatura e pressão)"


2.3.1. Um pouco de história
O gás natural passou a ser utilizado em maior escala na Europa no final do
século XIX, com a invenção do queimador Bunsen, em 1885, que misturava ar
com gás natural e com a construção de um gasoduto à prova de vazamentos, em
1890.
Porém as técnicas de construção de gasodutos eram incipientes, não
havendo transporte de grandes volumes a longas distâncias, consequentemente,
era pequena a participação do gás em relação ao óleo e ao carvão. Entre 1927 e
1931, já existiam mais de 10 linhas de transmissão de porte nos Estados Unidos,
mas sem alcance interestadual, no final de 1930 os avanços da tecnologia já
viabilizavam o transporte do gás para longos percursos. A primeira edição da
norma americana para sistemas de transporte e distribuição de gás data de 1935.
O grande crescimento das construções pós-guerra, durou até 1960, foi
responsável pela instalação de milhares de quilómetros de gasodutos, dado os
avanços em metalurgia, técnicas de soldagem e construção de tubos. Desde
então, o gás natural passou a ser utilizado em grande escala por vários países,
dentre os quais podemos destacar os Estados Unidos, Canadá, Japão além da
grande maioria dos países Europeus, isso deve –se principalmente as inúmeras
vantagens económicas e ambientais que o gás natural apresenta.
2.3.2. Composição
A composição do gás natural pode variar muito, dependendo de factores
relativos ao reservatório, processo de produção, condicionamento,
processamento, e transporte. De uma maneira geral, o gás natural apresenta teor
de metano superiores a 70% de sua composição, densidade menor que 1 (mais
leve que o ar) e poder calorífico superior entre 8.000 e 10.000 kcal / m3,
dependendo dos teores de pesados (Etano e propano principalmente) e inertes
(Nitrogénio e gás carbónico). H2S Máximo - 10 mg/m3
2.3.3. Armazenamento e transporte
Ao contrário do que ocorre com a maioria dos combustíveis fósseis,
facilmente armazenáveis, a decisão de investimento em gás natural depende da
negociação prévia de contratos de fornecimento de longo prazo, do produtor ao
consumidor. Essas características técnico-económicas configuram num modo de
organização no qual o suprimento do serviço depende, previamente, da
implantação de redes de transporte e de distribuição, bem como na implantação

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Energias renováveis e não renováveis

de um sistema de coordenação dos fluxos, visando o ajuste da oferta e da


demanda, sem colocar em risco a confiabilidade do sistema.
2.3.4. Exploração
A exploração é a etapa inicial dentro da cadeia de gás natural, consistindo
em duas fases.
A primeira fase é a pesquisa através de testes sísmicos verifica-se a existência
em bacias sedimentares de rochas reservatórias (estruturas propícias de petróleo
e gás natural). Caso o resultado das pesquisas seja positivo, inicia-se a segunda
fase, e é perfurado um poço pioneiro e poços de delimitação para comprovação
da existência gás natural ou petróleo em nível comercial e mapeamento do
reservatório, que será encaminhado para a produção.
Os reservatórios de gás natural são constituídos de rochas porosas capazes de
reter petróleo e gás. Em função do teor de petróleo bruto e de gás livre,
classifica-se o gás, quanto ao seu estado de origem, em gás associado e gás não-
associado.
Gás associado: é aquele que, no reservatório, está dissolvido no óleo ou sob a
forma de capa de gás. Neste caso, a produção de gás é determinada basicamente
pela produção de óleo. Boa parte do gás é utilizada pelo próprio sistema de
produção, podendo ser usada em processos conhecidos como reinjeção e gás lift,
com a finalidade de aumentar a recuperação de petróleo do reservatório, ou
mesmo consumida para geração de energia para a própria unidade de produção,
que normalmente fica em locais isolados. Ex: Campo de Urucu no Estado do
Amazonas
Gás não-associado: é aquele que, no reservatório, está livre ou em presença de
quantidades muito pequenas de óleo. Nesse caso só se justifica comercialmente
produzir o gás. Ex: Campo de San Alberto na Bolivia.
2.3.5. Utilização
O gás natural é empregue directamente como combustível, tanto em
indústrias, casas e automóveis. É considerado uma fonte de energia mais limpa
que os derivados do petróleo e o carvão. Alguns dos gases de sua composição
são eliminados porque não possuem capacidade energética (nitrogênio ou CO2)
ou porque podem deixar resíduos nos condutores devido ao seu alto peso
molecular em comparação ao metano (butano e mais pesados).
Combustível: A sua combustão é mais limpa e dá uma vida mais longa aos
equipamentos que utilizam o gás e menor custo de manutenção.
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Automotivo: Utilizado para motores de autocarros, automóveis e caminhões


substituindo a gasolina e o álcool, pode ser até 70% mais barato que outros
combustíveis e é menos poluente.
Industrial: Utilizada em indústrias para a produção de metanol, amónia e ureia.
2.3.6. Desvantagens
As desvantagens do gás natural em relação ao butano são:
Mais difícil de ser transportado, devido ao fato de ocupar maior volume,
mesmo pressurizado, também é mais difícil de ser liquificado, requerendo
temperaturas da ordem de -160°C.
Algumas jazidas de gás natural podem conter mercúrio associado. Trata-
se de um metal altamente tóxico e deve ser removido no tratamento do gás
natural. O mercúrio é proveniente de grandes profundidades no interior da terra
e ascende junto com os hidrocarbonetos, formando complexos organo-metálicos.
Actualmente estão sendo investigadas as jazidas de hidratos de metano
que se estima haver reservas energéticas muito superiores às actuais de gás
natural.

2.4. Impacto ambiental


As consequências ambientais do processo de industrialização e do
inerente e progressivo consumo de combustíveis fósseis - leia-se energia -,
destaca-se o aumento da contaminação do ar por gases e material, provenientes
justamente da queima destes combustíveis, gerando uma série de impactos
locais sobre a saúde humana. Outros gases causam impactos em regiões
diferentes dos pontos a partir dos quais são emitidos, como é o caso da chuva
ácida.
A mudança global do clima é um outro problema ambiental, porém
bastante mais complexo e que traz consequências possivelmente catastróficas.
Este problema vem sendo causado pela intensificação do efeito estufa que, por
sua vez, está relacionada ao aumento da concentração, na atmosfera da Terra, de
gases que possuem características específicas. Estes gases permitem a entrada da
luz solar, mas impedem que parte do calor no qual a luz se transforma volte para
o espaço. Este processo de aprisionamento do calor é análogo ao que ocorre em
uma estufa - daí o nome atribuído a esse fenómeno e também aos gases que
possuem essa propriedade de aprisionamento parcial de calor, chamados de

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Energias renováveis e não renováveis

gases do efeito estufa (GEE), dentre os quais destaca-se o dióxido de carbono


(CO2).
É importante notar que o dióxido de carbono, bem como os outros GEE
em geral (vapor d'água, por exemplo), não causam, em absoluto, nenhum dano à
saúde e não "sujam" o meio ambiente. Seria incorreto classificar estes gases
como poluentes -, já que os mesmos não possuem as duas características básicas
de um poluente segundo a definição tradicional do termo (idéia de dano à saúde
e/ou sujeira). Todavia, novas definições de poluição, mais técnicas e
abrangentes, fizeram-se necessárias e surgiram ao longo da última década,
fazendo com que os gases de efeito estufa fossem classificados como poluentes.

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Energias renováveis e não renováveis

3. Energias renováveis
3.1. Energia do hidrogénio
3.1.1. Composição do Hidrogênio
O hidrogênio é o mais simples e mais comum
elemento do universo. Possui a maior quantidade de
energia por unidade de massa que qualquer outro
combustível conhecido - 52.000 BTU - British Thermal
Fig. 6 - Símbolo químico do hidrogénio
Units (Unidades Térmicas Britânicas) por libra (ou
120,7kJ por grama). Além disso, quando fica no estado líquido, este combustível
de baixo peso molecular ocupa um espaço equivalente a 1/700 daquele que
ocuparia no estado gasoso. Esta é uma das razões pelas quais o hidrogênio é
utilizado como combustível para propulsão de foguetes e cápsulas espaciais, que
requerem combustíveis de baixo peso, compactos e com grande capacidade de
armazenamento de energia.
No estado natural e sob condições normais, o hidrogénio é um gás incolor,
inodoro e insípido. O hidrogénio molecular (H2) existe como dois átomos
ligados pelo compartilhamento de elétrons - ligação covalente. Cada átomo é
composto por um próton e um elétron. Alguns cientistas acreditam que este
elemento dá origem a todos os demais por processos de fusão nuclear. O
hidrogénio normalmente existe combinado com outros elementos, como o
oxigénio na água, o carbono no metano, e na maioria dos compostos orgânicos.
Como é quimicamente muito activo, raramente permanece sozinho como um
único elemento.
Quando queimado com oxigênio puro, os únicos produtos são calor e
água. Quando queimado com ar, constituído por cerca de 68% de nitrogênio,
alguns óxidos de nitrogênio (NOX) são formados. Ainda assim, a queima de
hidrogênio produz menos poluentes atmosféricos que os combustíveis fósseis.

3.1.2. Produção de Hidrogénio

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Energias renováveis e não renováveis

O hidrogênio ligado em compostos orgânicos e na água constitui 70% da


superfície terrestre. A quebra destas ligações na água permite produzir
hidrogênio e então utiliza-lo como combustível.
Existem muitos processos que podem ser utilizados para quebrar estas
ligações. A seguir estão descritos alguns métodos para a produção de hidrogénio
e que ou estão actualmente em uso ou sob pesquisa e desenvolvimento.
A maior parte do hidrogênio produzido no mundo (principalmente nos
Estados Unidos) em escala industrial é pelo processo de reforma de vapor, ou
como um subproduto do refino de petróleo e produção de compostos químicos.
A reforma de vapor utiliza energia térmica para separar o hidrogénio do carbono
no metano ou metanol, e envolve a reação destes combustíveis com vapor em
superfícies catalíticas. O primeiro passo da reação decompõe o combustível em
água e monóxido de carbono (CO). Então, uma reação posterior transforma o
monóxido de carbono e a água em dióxido de carbono (CO2) e hidrogênio (H2).
Estas reações ocorrem sob temperaturas de 200ºC ou maiores.
Outro modo de produzir hidrogénio é por eletrólise, onde os elementos da
água, o hidrogénio e o oxigénio, são separados pela passagem de uma corrente
elétrica. A adição de um eletrólito como um sal aumenta a condutividade da
água e melhora a eficiência do processo. A carga elétrica quebra a ligação
química entre os átomos de hidrogénio e o de oxigénio e separa os componentes
atômicos, criando partículas carregadas (íons). Os íons formam-se em dois
pólos: o anodo, polarizado positivamente, e o catodo, polarizado negativamente.
O hidrogénio concentra-se no cátodo e o anodo atrai o oxigênio. Uma voltagem
de 1,24V é necessária para separar os átomos de oxigénio e de hidrogénio em
água pura a uma temperatura de 25ºC e uma pressão de 1,03kg/cm2. Esta tensão
varia conforme a pressão ou a temperatura são alteradas.
A menor quantidade de eletricidade necessária para eletrolisar um mol de
água é de 65,3Watts-hora (a 25ºC). A produção de um metro cúbico de
hidrogênio requer 0,14kilowatts-hora (kWh) de energia elétrica (ou 4,8kWh por
metro cúbico).
Fontes renováveis de energia podem produzir eletricidade por eletrólise.
Por exemplo, o Centro de Pesquisas em Energia da Humboldt State
Universityprojetou e construiu um sistema solar de hidrogênio auto-suficiente. O
sistema usa um arranjo fotovoltaico de 9,2kilowatts (kW) para fornecer energia
a um compressor que faz a aeração dos tanques de peixes. A energia não
utilizada para movimentar o compressor aciona um eletrolisador bipolar
alcalino de 7,2kW. O eletrolisador pode produzir 53 pés cúbicos padrões de
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hidrogénio por hora (25 litros por minuto). A


unidade está operando sem supervisão desde
1993. Quando o arranjo fotovoltaico não fornece
energia suficiente, o hidrogénio fornece
combustível para uma célula de combustível por
membrana de troca fotônica de 1,5kW para
fornecer a energia necessária aos compressores. Fig .7 - Sistema solar de hidrogénio

A eletrólise de vapor é uma variação do


processo convencional de eletrólise. Uma parte da
energia necessária para decompor a água é
adicionada na forma de calor ao invés de
eletricidade, tornando o processo mais eficiente
que a eletrólise convencional. A 2500ºC a água se
decompõe em hidrogénio e oxigénio. Este calor pode ser fornecido por um
dispositivo de concentração de energia solar. O problema neste processo é
impedir a recombinação do hidrogénio e do oxigénio sob as altas temperaturas
utilizadas no processo.
A decomposição termoquímica da água utiliza produtos químicos como o
brometo ou o iodeto, assistidos pelo calor. Esta combinação provoca a
decomposição da molécula de água. Este processo possui várias etapas -
usualmente três - para atingir o processo inteiro.
Processos foto eletroquímicos utilizam dois tipos de sistemas
eletroquímicos para produzir hidrogénio. Um utiliza complexos metálicos
hidrossolúveis como catalisadores, enquanto que o outro utiliza superfícies
semicondutoras. Quando o complexo metálico se dissolve, absorve energia solar
e produz uma carga elétrica que inicia a reação de decomposição da água. Este
processo imita a fotossíntese. O outro método utiliza eletrodos semicondutores
em uma célula fotoquímica para converter a energia eletromagnética em
química. A superfície semicondutora possui duas funções: absorver a energia
solar e agir como um eletrodo. A corrosão induzida pela luz limita o tempo de
vida útil do semicondutor.
Processos biológicos e fotobiológicos utilizam algas e bactérias para
produzir hidrogénio. Sob condições específicas, os pigmentos em certos tipos de
algas absorvem energia solar. As enzimas na célula de energia agem como
catalisadores para decompor as moléculas de água. Algumas bactérias também
são capazes de produzir hidrogénio, mas diferentemente das algas necessitam de

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substratos para seu crescimento. Os organismos não apenas produzem


hidrogênio, mas também podem limpar poluição ambiental.
Outra fonte de hidrogénio por processos naturais utiliza o metano e o
metanol. O metano (CH4) é um componente do "biogás", produzido por
bactérias anaeróbias. Estas bactérias são encontradas em grande quantidade no
ambiente. Elas quebram, ou digerem, matéria orgânica na ausência de oxigénio e
produzem o "biogás" como resíduo metabólico. Fontes de biogás incluem os
lixões, o esterco de gado ou porcos e as estações de tratamento de águas e
esgotos. O metano também é o principal componente do gás natural (um grande
combustível utilizado para aquecimento e geradoras de energia elétrica)
produzido por bactérias anaeróbias há milhões de anos atrás. O etanol é
produzido pela fermentação da biomassa. A maior parte do etanol combustível
dos Estados Unidos é produzido pela fermentação do milho.
3.1.3. Usos Potenciais do Hidrogénio
Os sectores de transporte, industrial e residencial nos Estados Unidos têm
utilizado o hidrogénio há muitos anos. No início do século XIX muitas pessoas
utilizaram um combustível denominado "gás da cidade", que era uma mistura de
hidrogênio e monóxido de carbono. Muitos países, incluindo o Brasil e a
Alemanha, continuam distribuindo este combustível. Aeronaves (dirigíveis e
balões) usam hidrogênio para transporte. Actualmente, algumas indústrias
utilizam hidrogénio para refinar petróleo, e para produzir amônia e metanol. As
naves espaciais utilizam hidrogénio como combustível para os foguetes.
Com pesquisas futuras, o hidrogénio poderá fornecer eletricidade e
combustível para os sectores residencial, comercial, industrial e de transporte,
criando uma nova economia energética.
Quando armazenado adequadamente, o hidrogénio combustível pode ser
queimado tanto no estado gasoso quanto no líquido. Os motores de veículos e os
fornos industriais podem facilmente ser convertidos para utilizar hidrogênio
como combustível.
Desde a década de 1950, o hidrogénio abastece alguns aviões. Fabricantes
de automóveis desenvolveram carros movidos a hidrogénio. A queima de
hidrogénio é 50% mais eficiente que a da gasolina e gera menos poluição
ambiental. O hidrogénio apresenta uma maior velocidade de combustão, limites
mais altos de inflamabilidade, temperaturas de detonação mais altas, queima
mais quente e necessita de menor energia de ignição que a gasolina. Isto quer

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dizer que o hidrogénio queima mais rapidamente, mas traz consigo os perigos de
pré-ignição e flashback.
Apesar de o hidrogénio apresentar suas vantagens como combustível para
veículos, ainda tem um longo caminho de desenvolvimento a percorrer antes de
poder ser utilizado como um substituto para a gasolina.
As células de energia utilizam um tipo de tecnologia que usam o
hidrogénio para produzir energia útil. Nestas células, o processo de eletrólise é
revertido para combinar o hidrogénio e o oxigénio através de um processo
eletroquímico, que produz eletricidade, calor e água. O Programa Espacial dos
Estados Unidos tem utilizado as células de energia para fornecer eletricidade às
cápsulas espaciais há décadas. Células de energia capazes de fornecer
eletricidade para mover os motores de automóveis e autocarros têm sido
desenvolvidas. Muitas companhias estão a desenvolver células de energia para
usinas estacionárias.
Uma célula de energia funciona como uma bateria que nunca pára de
funcionar e não precisa de recarga. Ela irá produzir eletricidade e calor sempre
que um combustível (no caso, o hidrogénio) for fornecido. Uma célula de
energia consiste de dois eletrodos - um negativo (ânodo) e um positivo (cátodo)
- imersos em um eletrólito. O hidrogénio é inserido na célula pelo ânodo, e o
oxigénio pelo cátodo. Activados por um catalisador, os átomos de hidrogénio
separam-se em protões e eléctrões, que tomam caminhos diferentes no cátodo.
Os electrões saem por um circuito externo, gerando eletricidade. Os protões
migram através do eletrólito ao cátodo, onde se reunem com o oxigénio e os
electrões para gerar água e calor. As células de energia podem ser utilizadas para
mover os motores de veículos ou para fornecer eletricidade e calor às
edificações.
O hidrogénio pode ser considerado como uma forma de armazenar energia
produzida de fontes renováveis como a solar, eólica, hídrica, geotérmica o
biológica. Por exemplo, quando o sol estiver a por, sistemas fotovoltaicos
podem fornecer a eletricidade necessária para produzir o hidrogénio por
eletrólise. O hidrogénio pode então ser armazenado e queimado como um
combustível, ou para funcionar como uma célula de energia para gerar
eletricidade à noite ou em tempo nebulado.
3.1.4. Armazenamento do Hidrogénio
Para se utilizar o hidrogénio em larga escala de maneira segura, sistemas
práticos de armazenamento devem ser desenvolvidos, especialmente para os

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Energias renováveis e não renováveis

automóveis. Apesar de o hidrogénio poder ser armazenado no estado líquido,


este é um processo difícil porque deve ser resfriado a -253ºC. A refrigeração do
hidrogénio a esta temperatura utiliza o equivalente a 25 ou 30% de sua energia
total, e requer materiais e manipulação especiais. Para refrigerar
aproximadamente 0,5kg de hidrogênio são necessários 5kWh de energia elétrica.
O hidrogênio também pode ser armazenado como gás, que utiliza muito
menos energia que aquela necessária para fazer hidrogênio líquido. O gás
hidrogênio pode então ser transportado e levado às residências da mesma
maneira que o gás natural. Apesar desta técnica ser útil para a utilização do
hidrogênio como combustível de aquecimento, não o é para utilização em
veículos porque os tanques de metal necessários para armazenar o hidrogênio
são muito caros.

3.2. Energia da biomassa


Do ponto de vista da geração de energia, o termo biomassa abrange os
derivados recentes de organismos vivos utilizados como combustíveis ou para a
sua produção. Do ponto de vista da ecologia, biomassa é a quantidade total de
matéria viva existente num ecossistema ou numa população animal ou vegetal.
Os dois conceitos estão, portanto, interligados, embora sejam diferentes.
Na definição de biomassa para a geração de energia excluem-se os
tradicionais combustíveis fósseis, embora estes também sejam derivados da vida
vegetal (carvão mineral) ou animal (petróleo e gás natural), mas são resultado de
várias transformações que requerem milhões de anos para acontecerem. A
biomassa pode considerar-se um recurso natural renovável, enquanto os
combustíveis fósseis não se renovam a curto prazo.
A biomassa é utilizada na produção de energia a partir de processos como
a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema,
porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal do
ecossistema. Parte dessa energia acumulada é empregada pelo ecossistema para
sua própria manutenção. Suas vantagens são o baixo custo, é renovável, permite
o reaproveitamento de resíduos e é menos poluente que outras formas de
energias como aquela obtida a partir de combustíveis fósseis.
A queima de biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na
atmosfera, mas como este composto havia sido previamente absorvido pelas
plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo
A Biomassa é a massa total de organismos vivos numa dada área. Esta massa
constitui uma importante reserva de energia, pois é constituída essencialmente
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por hidratos de carbono. Dentro da biomassa, podemos distinguir algumas fontes


de energia com potencial energético considerável tais como: a madeira (e seus
resíduos), os resíduos agrícolas, os resíduos municipais sólidos, os resíduos dos
animais, os resíduos da produção alimentar, as plantas aquáticas, e as algas.
3.2.1. Um pouco de história
Um dos primeiros empregos da biomassa pelo ser humano para adquirir
energia teve início com a utilização do fogo como fonte de calor e luz. O
domínio desse recurso natural trouxe ao homem a possibilidade de exploração
dos minerais, minérios e metais, marcando novo período antropológico. A
madeira do mesmo modo foi por um longo período de tempo a principal fonte
energética, com ela a cocção, a siderurgia e a cerâmica foram empreendidas.
Óleos de fontes diversas eram utilizados em menor escala. O grande salto da
biomassa deu-se com o advento da lenha na siderurgia, no período da Revolução
Industrial.
Nos anos que compreenderam o século XIX, com a revelação da
tecnologia a vapor, a biomassa passou a ter papel primordial também para
obtenção de energia mecânica com aplicações em sectores na indústria e nos
transportes. A despeito do início da exploração dos combustíveis fósseis, como o
carvão mineral e o petróleo, a lenha continuou desempenhando importante papel
energético, principalmente nos países tropicais.
Durante os colapsos de fornecimento de petróleo que ocorreram durante a
década de 1970, essa importância se tornou evidente pela ampla utilização de
artigos procedentes da biomassa como álcool, gás de madeira, biogás e óleos
vegetais nos motores de combustão interna. Não obstante, os motores de
combustão interna foram primeiramente testados com derivados de biomassa,
sendo praticamente unânime a declaração de que os combustíveis fósseis só
obtiveram primazia por factores económicos, como oferta e procura, nunca por
questões técnicas de adequação.
3.2.2. Origem
Para obtenção das mais variadas fontes de energia, a biomassa pode ser
utilizada de maneira vasta, directa ou indirectamente. O menor percentual de
poluição atmosférica global e localizado, a estabilidade do ciclo do carbono e o
maior emprego de mão-de-obra, podem ser mencionados como alguns dos
benefícios de sua utilização.

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Energias renováveis e não renováveis

Igualmente, em relação a outras formas de energias renováveis, a


biomassa, como energia química, tem posição de destaque devido à alta
densidade energética e pelas facilidades de armazenamento, câmbio e transporte.
A semelhança entre os motores e sistemas de produção de energia de biomassa e
de energia fóssil é outra vantagem, dessa forma a substituição não teria um
efeito tão importante, nem na indústria de produção de equipamentos, nem nas
bases instituídas para transporte e fabricação de energia eléctrica.
A lenha é muito utilizada para produção de energia por biomassa. A
grande desvantagem é a desflorestação.
3.2.3. Ciclo de vida da biomassa
A matéria orgânica produzida pelas plantas através da fotossíntese -
processo que utiliza a radiação solar como fonte energética. Graças a grande
cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais, essa energia é repassada
para os animais, directamente para os herbívoros e destes para os carnívoros
primários e secundários.
Plantas, animais e seus derivados são biomassa. A sua utilização como
combustível pode ser feita na sua forma bruta ou através de seus derivados.
Madeira, produtos e resíduos agrícolas, resíduos florestais, excrementos animais,
carvão vegetal, álcool, óleos animais, óleos vegetais, gás pobre, biogás são
formas de biomassa utilizadas como combustível.
A renovação da biomassa dá-se através do chamado ciclo do carbono. A
decomposição ou a queima da matéria orgânica ou de seus derivados provoca a
liberação de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. As plantas, através da
fotossíntese, transformam o CO2 e água nos hidratos de carbono, que compõe
sua massa viva, liberando oxigénio. Desta forma a utilização da biomassa, desde
que não seja de maneira predatória, não altera a composição média da atmosfera
ao longo do tempo.
3.2.4. Principais formas aproveitáveis da biomassa no estado bruto
• Madeira
• Produtos e resíduos agrícolas
• Resíduos florestais
• Resíduos pecuários
• Lixo
• Algumas formas de obtenção de derivados
• Prensagem de resíduos: produção de briquetes
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• Pirólise parcial: produção de carvão vegetal


• Gaseificação por pirólise: produção de gás pobre
• Fermentação anaeróbica: produção de biogás
• Fermentação enzimática e destilação: produção de álcool
• Processos compostos: produção de óleos vegetais

3.2.5. Produtos que se destacam da energia da biomassa.


3.2.5.1. Biocombustíveis gasosos: biogás

Tem origem nos efluentes agro-pecuários, da agro-indústria e urbanos


(lamas das estações de tratamento dos efluentes domésticos) e ainda nos aterros
de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos).
Este resulta da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica
contida nos resíduos anteriormente referidos e é constituído por uma mistura de
metano (CH4) em percentagens que variam entre os 50% e os 70% sendo o
restante essencialmente CO2.
A sua obtenção faz-se a partir da degradação biológica anaeróbia da
matéria orgânica contida nos resíduos como efluentes agro-pecuários, da agro-
indústria e urbanos, obtendo-se uma mistura gasosa de metano e dióxido de
carbono (biogás), aproveitando o seu potencial energético através da queima
para obtenção de energia térmica ou eléctrica.
3.2.5.2. Biocombustíveis líquidos

Os biocombustíveis (biodiesel, etanol, metanol) podem ser utilizados na


substituição total ou parcial como combustíveis para veículos motorizados.

No caso do biodiesel a sua utilização, com uma percentagem até 30%, é


possível em motores de Diesel convencionais, sem alterações ao motor. Podendo
ser utilizados com concentrações até 100% em motores especialmente
preparados para o efeito.
3.2.5.3. Biomassa sólida
Na recolha e transporte da biomassa são utilizadas diversas tecnologias
mecanizadas dependendo da idade das árvores (2,5 ou 10 anos) ou do tamanho
dos resíduos.
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Energias renováveis e não renováveis

O seu armazenamento pode ser feito em pilhas curtas, pilhas longas,


paletes, postes.
As tecnologias de aproveitamento do potencial da biomassa sólida passam
essencialmente pela queima em centrais térmicas com tecnologias como: de
grelha fixa, móvel ou inclinada e de leito fluidizado (Liquefacção), ou centrais
de cogeração para a produção de energia eléctrica e de água quente, ou ainda a
queima directa (Combustão) em lareiras (lenha) para a produção directa de calor.
Combustão ou queima directa: Transformação da energia química do
combustível em calor por meio das reacções dos elementos constituintes dos
combustíveis com oxigénio (o ar ou o oxigénio são fornecidos além da
quantidade estequiométrica).
Liquefacção: Processo de produção de combustíveis líquidos por meio da
reacção da biomassa triturada em um meio líquido com monóxido de carbono
em presença de um catalisador alcalino. (P=150-250 atm, T=300-350 ºC , t=10-
30 min ; obtém-se um líquido viscoso que pode ser utilizado como combustível
em fornos).
Quanto à biomassa sólida, o processo de conversão ou aproveitamento de
energia, passa primeiro pela recolha dos vários resíduos de que é composta,
seguido do transporte para os locais de consumo, onde se faz o aproveitamento
energético por combustão directa.
3.2.6. Vantagens

- Baixo custo de aquisição;


- Não emite dióxido de enxofre;
- As cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de
combustíveis fósseis;
- Menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos);
- Menor risco ambiental;
- Recurso renovável.

3.2.7. Desvantagens

- Menor poder calorífico;


- Maior possibilidade de emissões de partículas para a atmosfera. Isto significa
maior custo de investimento para a caldeira e os equipamentos de redução de

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Energias renováveis e não renováveis

emissões de partículas (filtros, etc.)


- Dificuldades no stock e armazenamento.
3.2.8. Impacto ambiental
A despeito das conveniências referidas, o uso da biomassa em larga escala
também exige certos cuidados que devem ser lembrados, durante as décadas de
1980 e 1990 o desenvolvimento impetuoso da indústria do álcool em nosso país
tornou isto evidente. Empreendimentos para a utilização de biomassa de forma
ampla podem ter impactos ambientais inquietantes. O resultado poder ser
destruição da fauna e da flora com extinção de certas espécies, contaminação do
solo e mananciais de água por uso de adubos e outros meios de defesa
manejados inadequadamente. Por isso, o respeito à biodiversidade e a
preocupação ambiental devem reger todo e qualquer intento de utilização de
biomassa.

3.3. Energia eólica


A energia eólica é a energia que provém do vento. O termo eólico vem do
latim aeolicus, pertencente ou relativo a Éolo, deus dos ventos na mitologia
grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento.
O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do
deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão
atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como
a orografia e a rugosidade do solo.
Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica, estando
directamente relacionadas à radiação solar e os processos de aquecimento das
massas de ar. Formam-se a partir de influências naturais: continentalidade,
maritimidade, latitude, altitude e amplitude térmica.

Entre 1 a 2% da energia proveniente do sol (o sol irradia cerca de


174.423.000.000.000 kWh), é convertida em energia eólica, a qual é cerca de 50
a 100 vezes superior a energia convertida em
biomassa (0.011%), por todas as plantas da terra.

As regiões ao redor do Equador, latitude 0º, são


aquecidas pelo sol mais do que as restantes zonas do
globo. O ar quente é mais leve que o ar frio, pelo
Fig.8 - Aerogeradores
que sobe até uma altura aproximada de 10 km e estende-se

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Energias renováveis e não renováveis

para norte e para sul. Se a terra não girasse, o ar simplesmente chegaria ao Pólo
Sul e ao Pólo Norte, para posteriormente descender e voltar ao Equador.

Podemos classificar os ventos nos seguinte tipos:

- ventos globais;
- ventos de superfície;
- ventos locais.
3.3.1. Um pouco de história
A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os
barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de
moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era
transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para
bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda
para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

✔ A energia cinética do vento também é


uma fonte de energia e pode ser
transformada em energia mecânica e
eléctrica. Um barco á vela usa a energia
dos ventos para se deslocar na água. Esta
é uma forma de produzir força através do
vento.
✔ Durante muitos anos, os agricultores serviram-se da
energia eólica para bombear água dos furos usando
moinhos de vento. O vento também é usado para girar a
mó dos moinhos transformando o milho em farinha.
Actualmente o vento é usado para produzir
electricidade.
3.3.2.
Conversão em energia mecânica
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Energias renováveis e não renováveis

A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os


barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de
moinhos, ao mover as suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era
transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para
bombear água. Os moinhos foram usados para fabricação de farinhas e ainda
para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.
3.3.3. Conversão em energia eléctrica
Um aerogerador é um dispositivo que aproveita a energia eólica e a
converte em energia eléctrica.
Um aerogerador é um gerador eléctrico integrado ao eixo de um cata
vento cuja missão é converter energia
eólica em energia eléctrica. Este tipo de
gerador tem se popularizado rapidamente
devido ao facto de a energia eólica ser um
tipo de energia renovável diferente da
queima de combustíveis fosseis. É
também considerada uma "energia limpa"
em relação ao meio ambiente, já que não
requer uma combustão que produza Fig.9 - Aerogeradores
resíduos poluentes nem a destruição de recursos naturais.
No entanto, a quantidade de energia produzida por este meio é ainda uma
mínima parte da que se consome pelos países desenvolvidos.
O vento forte pode rodar as lâminas de uma turbina adaptada para o vento
(em vez do vapor ou da água é o vento que faz girar a turbina). A ventoinha da
turbina está ligada a um eixo central que contém em cima um fuso rotativo. Este
eixo chega até uma caixa de transmissão onde a velocidade de rotação é
aumentada. O gerador ligado ao transmissor produz energia eléctrica.

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Energias renováveis e não renováveis

Fig.10 -Esquema da parte de cima de um aerogeradorA


turbina tem um sistema de
abrandamento para o caso do vento
se tornar muito forte, impedindo assim a rotação demasiado rápida da ventoinha.
Um dos problemas deste sistema de produção eléctrica é que o vento não sopra
com intensidade todo o ano, ele é mais intenso no verão quando o ar se
movimenta do interior quente para o litoral mais fresco. Outro entrave é o facto
de o vento ter que atingir uma velocidade superior a 20 km/hora para girar a
turbina suficientemente rápida.
Cada turbina produz entre 50 a 300 quilowatts de energia eléctrica. Com
1000 watts podemos acender 10 lâmpadas de 100 watts; assim, 300 quilowatts
acendem 3000 lâmpadas de 100 watts cada.
Cerca de 30% da electricidade produzida a partir do vento é criada na
Califórnia. A Dinamarca e Alemanha também são grandes exploradores da
energia eólica.
Mas uma vez produzida a electricidade é necessário conduzi-la até ás
casas, escolas e fábricas. O sistema de transmissão eléctrica é explicado no
próximo capítulo.
3.3.4. Tipos de sistemas eólicos
✔ Sistemas isolados - São todos os sistemas que se encontram privados de
energia eléctrica proveniente da rede pública. Estes sistemas armazenam a
energia do aerogerador em baterias estacionárias, que permitem consumir
energia nas temporadas em que não se verifique vento, evitando que a
energia elétrica falhe quando o aerogerador pára.
✔ Sistemas híbridos - São todos os sistemas que produzem energia eléctrica
em simultâneo com outra fonte electroprodutora. Esta fonte poderá ser de
origem fotovoltaica, de geradores eléctricos de diesel/bio-diesel, ou
qualquer outra fonte eletro-produtora. Nestes sistemas temos o mesmo
funcionamento que nos sistemas isolados, a única alteração é que o
carregamento das baterias estacionárias é feito por mais do que um
gerador.
✔ Sistemas de injecção na rede - São todos os sistemas que inserem a
energia produzida por eles mesmos na rede eléctrica pública. Neste caso,
a maioria dos aerogeradores são os de alta tensão, só uma pequeníssima
minoria da totalidade de aerogeradores instalados para este fim é deste
tipo, pois a potência injectada na rede é muito menor que um aerogerador
de alta tensão.

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Energias renováveis e não renováveis

3.3.5. Vantagens
✔ Baixo nível de manutenção dos aerogeradores
✔ A energia eólica é renovável, limpa, amplamente distribuída globalmente,
e, se utilizada para substituir fontes de combustíveis fósseis, auxilia na
redução do efeito estufa.
3.3.6. Desvantagens
✔ Nas proximidades dos parques eólicos é detectada poluição sonora,
devido ao ruído produzido, o que condiciona a construção de parques e
aerogeradores a determinados locais. Há também quem considere que sua
silhueta afecta a paisagem. Tem sido estudada, recentemente, a hipótese
da construção de parques eólicos sobre plataformas ancoradas no mar, não
muito longe da costa, mas situadas de tal forma que não incidam de forma
excessiva sobre a paisagem.
✔ Os lugares mais apropriados para sua instalação coincidem com as rotas
das aves migratórias, o que faz com que centenas de pássaros possam
morrer ao chocar contra as suas hélices;
✔ Os aerogeradores não podem ser instalados de forma rentável em
qualquer área, já que requerem um tipo de vento constante mas não
excessivamente forte.

3.4. Energia geotérmica


A energia geotérmica é um tipo de energia que funciona graças à
capacidade natural da Terra e da água subterrânea em reter calor, e consiste em
transferir esse calor, num sistema composto de canos subterrâneos e de uma
"bomba de sucção de calor", para aquecer ou arrefecer um edifício.
Devido a necessidade de se obter energia eléctrica de uma maneira mais
limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de
aproveitar esse calor para a geração de electricidade. Hoje a grande parte da
energia eléctrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o
carvão mineral, métodos esses muito poluentes.
Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da
Terra devemos entender primeiro como o nosso planeta é constituído. A Terra é
formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual
encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas. Com o
aumento da profundidade a temperatura dessas rochas aumenta cada vez mais,

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Energias renováveis e não renováveis

no entanto, há zonas de intrusões magmáticas, onde a temperatura é muito


maior. Essas são as zonas onde há elevado potencial geotérmico.
Uma bomba de sucção de calor é a componente do sistema que necessita
de energia eléctrica para poder funcionar. O seu papel consiste em extrair
energia térmica da Terra para um edifício durante o inverno e o contrário
acontece durante o verão onde transfere o calor do edifico até uma zona mais
fria da Terra, assim mantendo-o fresco.
Para isto ser realizável, a energia térmica tem de viajar através de um
meio líquido (água subterrânea) contendo uma solução que previne a gelificação
da água nos locais onde ela atinge temperaturas baixas.
Este sistema de funcionamento é exemplificado na fig. 11:

3.4.1. Rocha Fig.11 - Bomba de sucção de calor 1 seca quente


Quando não existem gêiseres, e as condições são favoráveis, é possível
"estimular" o aquecimento d'água usando o calor do interior da Terra. Um
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Energias renováveis e não renováveis

experimento realizado em Los alamos, Califórnia, provou a possibilidade de


execução deste tipo de usina. Em terreno propício, foram perfurados dois poços
vizinhos, distantes 35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo
que eles alcancem uma camada de rocha quente. Em um dos poços é injectada
água, ela se aquece na rocha e é expelida pelo outro poço, onde há uma usina
geotérmica instalada. O experimento de Los alamos é apenas um projecto piloto
e não gera energia para uso comercial. A previsão de duração desse campo
geotérmico é de dez anos.
3.4.2. Rocha húmida quente
Também é possível perfurar um poço para que ele alcance uma "caldeira"
naturalmente formada — um depósito de água aquecido pelo calor terrestre. A
partir daí, energia eléctrica é gerada como em todos os outros casos.
3.4.3. Vapor seco
Em casos raríssimos pode ser encontrado o que os cientistas chamam de
fonte de “ vapor seco", em que a pressão é alta o suficiente para movimentar as
turbinas da usina com excepcional força, sendo assim uma fonte eficiente na
geração de electricidade. São encontradas fontes de vapor seco em Larderello,
na Itália e em Cerro Prieto, no México.
3.4.4. Alta Temperatura
Este recurso está geralmente associado a áreas de actividade vulcânica,
sísmica ou magmática. A estas temperaturas (T>150 ºC) é possível o
aproveitamento para a produção de energia eléctrica.
3.4.5. Baixa Temperatura
Resultam geralmente da circulação de água de origem meteórica em
falhas e fracturas e por água residente em rochas porosas a grande profundidade
com temperaturas inferiores a 100ºC.

O aproveitamento deste calor pode ser realizado directamente para


aquecimento ambiente, de águas, piscicultura ou processos industriais.

3.4.6. Tecnologia

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Energias renováveis e não renováveis

Nos processos geotérmicos existe uma transferência de energia por


convecção tornando útil o calor produzido e contido no interior da terra. O
aproveitamento também pode ser feito utilizando a tecnologia de injecção de
água a partir da superfície em maciços rochosos quentes.
A utilização ideal da energia geotérmica é em cascata, a temperaturas
progressivamente mais baixas, até cerca dos 20ºC (Diagrama de Lindal).

Actualmente existe também a utilização de ciclos binários na produção de


energia eléctrica e de bombas de calor (BCG) no caso de utilizações directas.
3.4.7. Vantagens
✔ permitem poupar energia (75% de electricidade numa casa) uma vez que
substituem ar condicionado e aquecedores eléctricos.
✔ são muito flexíveis, uma vez que podem ser facilmente subdivididos ou
expandidos para um melhor enquadramento, (e aproveitamento de
energia) num edifício, e isto, ficando relativamente barato.
✔ libertam relativamente menos gases poluentes para a atmosfera que outras
fontes de energia não renováveis, como indicam os seguintes dados:
3.4.8. Desvantagens
✔ se não for usado em pequenas zonas onde o calor do interior da Terra vem
á superfície através de géiseres e vulcões, então a perfuração dos solos
para a introdução de canos é dispendiosa.
✔ os anti-gelificantes usados nas zonas mais frias são poluentes: apesar de
terem uma baixa toxicidade, alguns produzem CFCs e HCFCs.
✔ este sistema tem um custo inicial elevado, e a barata manutenção da
bomba de sucção de calor (que por estar situada no interior da Terra ou
dentro de um edifício não está exposta ao mau tempo e a vandalismo), é
contrabalançada pelo elevado custo de manutenção dos canos (onde a
água causa corrosão e depósitos minerais).

3.5. Energia das ondas, dos oceanos e mares OU


maremotriz

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Energias renováveis e não renováveis

A energia das ondas, provém do aproveitamento das ondas oceânicas. É


uma energia "limpa", isto é, sem quaisquer custos para o ambiente e sem
libertação de gases poluentes.
As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água
e energia potencial devido à sua altura. O
A energia eléctrica pode ser obtida se for utilizado o movimento
oscilatório das ondas. O aproveitamento é realizado nos dois sentidos: na maré
alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, produzindo energia
eléctrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente
através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo
energia eléctrica. Este sistema envolve a construção de uma barragem num local
afectado pelas marés (por exemplo, um estuário ou um rio) que tem um
mecanismo simples embora relativamente avançado.
A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção de energia é que o
fornecimento não é contínuo e apresenta baixo rendimento. Além disso, as
instalações não podem interferir com a navegação e têm que ser robustas para
poder resistir às tempestades mas ser suficientemente sensíveis para ser possível
obter energia de ondas de amplitudes variáveis.
O aproveitamento energético das marés é obtido através de um
reservatório formado junto ao mar, através da construção de uma barragem,
contendo uma turbina e um gerador.A maioria das instalações de centrais de
energia das ondas existentes é de potência reduzida, situando-se no alto mar ou
junto à costa, para fornecimento de energia eléctrica a faróis isolados ou
carregamento de baterias de bóias de sinalização.
A energia da deslocação das águas do mar é uma fonte de energia para a
transformar são construídos diques que envolvem uma praia. Quando a maré
enche a água entra e fica armazenada no dique; ao baixar a maré, a água sai pelo
dique como em qualquer outra barragem.
Para que este sistema funcione bem são necessárias marés e correntes
fortes. Tem que haver um aumento do nível da água de pelo menos 5,5 metros
da maré baixa para a maré alta. Existem poucos sítios no mundo onde se
verifique tamanha mudança nas marés.
3.5.1. Oceanos
Os oceanos podem ser uma fonte de energia para iluminar as nossas casas. Neste
momento, o aproveitamento da energia dos mar é apenas experimental e raro.

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Energias renováveis e não renováveis

A energia a partir dos mares obtêm-se


atraves de três formas:
• As ondas;
Fig. 12 - Ondas
• As marés;
• Deslocamento das águas e as diferenças de
temperatura dos oceanos;
3.5.2. A energia das ondas
A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para pôr uma
turbina a funcionar para fornecimento de energia.
Produção de energia no exemplo da fig. 13:
• A elevação da onda
numa câmara de ar
provoca a saída do ar lá
contido; o movimento
do ar pode fazer girar
uma turbina. A energia
mecânica da turbina é
transformada em energia
eléctrica através do
gerador.
• Quando a onda se
Fig.13 - Produção de energiadesfaz e a água recua o ar desloca-se em sentido
contrário passando novamente pela turbina entrando
na câmara por comportas especiais normalmente fechadas.

Esta é apenas uma das maneiras de retirar energia da ondas. Actualmente,


utiliza-se o movimento de subida/descida da onda para dar potência a um
êmbolo que se move para cima e para baixo num cilindro. O êmbolo pode por
um gerador a funcionar.
Os sistemas para retirar energia das ondas são muito pequenos e apenas
suficientes para iluminar uma casa ou algumas bóias de aviso por vezes
colocadas no mar.
Outro tipo de energia oceânica usa as diferenças de temperatura do mar.
Se alguma vez mergulhares no oceano notarás que a água se torna mais fria

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Energias renováveis e não renováveis

quanto mais profundo for o mergulho. A água do mar é mais quente á superfície
porque está exposta aos raios solares; é por isso que os mergulhadores vestem
fatos próprios para mergulhar em zonas profundas. Os fatos colam-se ao corpo
mantendo-o quente.
Pode-se usar as diferenças de temperatura para produzir energia, no
entanto, são necessárias diferenças de 38º Fahrenheit entre a superfície e o fundo
do oceano. Esta fonte de energia está a ser usada no Japão e no Hawai, mas
apenas como demonstração e experiência. .
Esta fonte de energia tem como maior vantagem o facto de não causar
qualquer tipo de poluição nem de destruir habitats. No entanto, é de difícil
funcionamento e ainda está pouco desenvolvida em termos de materiais usados
para um melhor aproveitamento da energia o que constitui, obviamente, uma
desvantagem.

3.6. Energia hidrica


A energia hidráulica ou energia hídrica é a energia obtida a partir da
energia potencial de uma massa de água. A forma na qual ela se manifesta na
natureza é nos fluxos de água, como rios e lagos e pode ser aproveitada por meio
de um desnível ou queda de agua. Pode ser convertida na forma de energia
mecanica (rotação de um eixo) através de turbinas hidráulicasmoinhos de água.
As turbinas por sua vez podem ser usadas como accionamento de um
equipamento industrial, como um compressor, ou de um gerador eléctrico, com
a finalidade de produzir energia elétrica para uma rede de energia.
A energia produzida pela água é calculada através de formulas matemáticas e a
potencia hidraulica máxima que pode ser obtida através de um desnível pode ser
calculada pelo produto:
P = ρQHg
Em unidades do sistema internacional (SI):
✔ Potência(P) Watt (W)
✔ Altura (H): m
✔ Densidade(ρ): kg / m3
✔ caudal (Q): m3 / s
✔ Aceleração da gravidade(g):m / s2

É necessário que haja um fluxo de água para que a energia seja gerada de
forma contínua no tempo, por isto embora se possa usar qualquer reservatório de
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Energias renováveis e não renováveis

água, como um lago, deve haver um suprimento de água ao lago, caso contrário
haverá redução do nível e com o tempo a diminuição da potência gerada (ver
equação). As barragens são nada mais que lagos artificiais, construídos num rio,
permitindo a geração contínua.
As represas podem ser importantes pois caso a água fosse colectada
directamente de um rio, na medida que houvesse uma redução da vazão do rio,
como em uma época de estiagem, haveria redução da potência gerada. Assim
com a formação de um lago (reservatório da barragem), nas épocas de estiagem
pode-se usar a água armazenada, e se este for suficientemente grande poderá
atender a um período de estiagem de vários meses ou mesmo plurianual
3.6.1. Centrais hidroeléctricas
Nas centrais hidroeléctricas, através de turbinas hidráulicas, associadas a
geradores e alternadores é possível converter energia hídrica em energia
eléctrica (na maioria dos casos com um rendimento global superior a 90%).
As centrais hidroeléctricas podem ser, quanto ao tipo de aproveitamento, a
fio de água e de albufeira e, quanto à localização, em exteriores ou em cavernas.
Convém distinguir as grandes centrais hidroeléctricas das centrais
hidroeléctricas de pequenas dimensões, as mini-hídricas que têm potências
instaladas até cerca de 10KW. Uma mini-hídrica não é mais do que um "moinho
de água" de maiores dimensões. A energia produzida numa mini-hídrica pode
alimentar uma povoação, um complexo industrial, agrícola ou a rede nacional de
distribuição de energia eléctrica.
A produção de energia nestas centrais só se verifica em cerca de ¾ do ano,
pelo que se torna necessário recorrer a grandes centrais hídricas, ou térmicas.
Desde que tomadas as devidas precauções é possível construir e operar
centrais mini-hídricas com um impacto ambiental mínimo nos cursos de água
assim, quanto mais energia for gerada menos será produzido em centrais
térmicas, minimizando os impactos ambientais,
Embora a energia hidráulica dos cursos de água tenha constituído a
primeira fonte natural utilizada pelo homem para a produção de energia em seu
benefício, o seu desenvolvimento só se efectuou no início do século XX.
A produção média de energia, em Portugal, nas pequenas e grandes
centrais hídricas representou nos últimos anos 6,1% do consumo total de energia
primária e 48,6% de energia eléctrica disponível para consumo final. Portugal é,

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Energias renováveis e não renováveis

assim, o país da União Europeia com maior percentagem de energia eléctrica


produzida por via hídrica.
A energia hídrica é a energia proveniente do movimento das águas doces.
Quando chove nas colinas e montanhas a água concentra-se em rios, ribeiras e
correntes que se deslocam para o mar. A energia é produzida por meio do
aproveitamento do potencial hidráulico existente nos rios, utilizando desníveis
naturais, como quedas de água, ou artificiais como as barragens.
Esta forma de gerar electricidade é semelhante ao que se fazia
antigamente nos moinhos de agua que moíam os cereais. A hidroenergia ou
energia hídrica tem a energia solar como fonte de renovação. O ciclo dá-se
através da evaporação da água dos rios, lagos, mares e oceanos, pela radiação
solar directa e pelos ventos.

3.6.2. Barragem hidroeléctrica


Legenda:
1 e 2 - A água dos rios é cercada por uma grande parede de cimento chamada
barragem que forma um grande lago ou represa.
3 e 4 - Da barragem saem tubos por onde corre a água que é levada para a
fábrica de produção de energia.
5 e 6 - A água cai dentro dos tubos e movimenta máquinas chamadas turbinas.
7 e 8 - As turbinas possuem palhetas ou pás que rodam rapidamente e produzem
energia. Essa força faz funcionar uma máquina chamada gerador que produz
electricidade.
9 e 10 - A electricidade passa pelos transformadores. Destes saem cabos e
linhas que levam a energia eléctrica para as casas, hospitais, ruas, fábricas, etc.

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Energias renováveis e não renováveis

Fig.14 - Barragem hidroeléctrica

Fig.15 - Esquema transversal de uma barragem e produção de energia

Fig.16 - Esquema de um
Gerador / Turbina de uma
Barragem Hidroeléctrica

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Energias renováveis e não renováveis

Fig.17 - Diagrama de Blocos - desde a produção de energia numa barragem ate ao consumidor
dessa energia

A água contida na albufeira é conduzida por um circuito hidráulico para


uma central onde a água em movimento é aproveitada para fazer girar as pás das
turbinas hidráulicas, que por sua vez faz funcionar o alternador, permitindo obter
corrente eléctrica elevada de média tensão.
Esta tensão é posteriormente elevada através de transformadores e
transportada até aos consumidores. O conjunto constituído pelo circuito
hidráulico, turbina, alternador e transformador designa-se por grupo gerador
hidroeléctrico.
3.6.3. Tipos de barragem
LEGENDA:
1. Barragem de Peso;
2. Barragem de abóbada;
3. Barragem de tectos e sopé;
4. Barragem de terra;
5. Barragem móvel

Fig.18 – Tipos de barragens

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Energias renováveis e não renováveis

4- Energia solar
O sol foi desde sempre considerado como um Deus, mesmo fora de
qualquer credo ou religião, pois sem o sol, a vida na Terra seria simplesmente
impossível. Num único instante, o sol emite mais energia do que o mundo nunca
antes e da terra recebe diariamente 10 000 vezes mais do que consome.
A busca de sistemas alternativos de energia é uma constante, devido ao
aumento do consumo e da dependência mundial sobre a geração de energia
através de fontes não renováveis.
A energia solar é uma das fontes alternativas que pode suprir com grandes
vantagens e determinadas necessidades, apesar de não ser uma solução total ou
definitiva para o problema.
A energia captada do Sol é devidamente acondicionada para a sua
utilização e é uma das tecnologias mais importantes para o desenvolvimento
sustentável. A sua utilização é de altíssimo interesse para aqueles que
vislumbram um mundo equilibrado, ecologicamente correcto e sem agressões à
natureza.
4.1 Breve história da energia solar

Os primórdios da História da energia solar estão marcados pela


serendipidade. O efeito fotovoltaico foi observado em 1839 pelo físico francês
que observou pela primeira vez o paramagnetismo do oxigénio líquido,
Alexandre Edmond Becquerel. Um muito jovem Becquerel conduzia
experiências electroquímicas quando, por acaso, verificou que a exposição à luz
de eléctrodos de platina ou de prata dava origem ao efeito fotovoltaico.
A serendipidade foi igualmente determinante na construção da primeira
célula fotovoltaica. Nas palavras de Willoughby Smith numa carta a Latimer
Clark datada de 4 de Fevereiro de 1873, a sua descoberta do efeito fotovoltaico
no selénio foi um acidente inesperado:

Na sequência desta descoberta, Adams e o seu aluno Richard Day


desenvolveram em 1877 o primeiro dispositivo sólido de fotoprodução de
electricidade, um filme de selénio depositado num substrato de ferro em que um
filme de ouro muito fino servia de contacto frontal. Este dispositivo apresentava
uma eficiência de conversão de aproximadamente 0,5%.

Charles Fritts duplicou essa eficiência para cerca de 1% uns anos depois
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Energias renováveis e não renováveis

construindo as primeiras verdadeiras células solares, construindo dispositivos


assentes igualmente em selénio, primeiro com um filme muito fino de ouro e
depois um sanduiche de selénio entre duas camadas muito finas de ouro e outro
metal na primeira célula de área grande.

No entanto, não foram as propriedades fotovoltaicas do selénio que


excitavam a imaginação da época mas sim a sua fotocondutividade, isto é, o
facto de a corrente produzida ser proporcional à radiação incidente e dependente
do comprimento de onda de uma forma que o tornava muito atraente como
medir a intensidade da luz em fotografia. E de facto, estes dispositivos
encontraram a sua primeira aplicação nos finais do século XIX pela mão do
engenheiro alemão Werner Siemens (o fundador do império industrial
homónimo) que os comercializou como fotómetros para máquinas fotográficas.

Embora tenha sido Russell Ohl quem inventou a primeira solar de silício,
considera-se que a era moderna da energia solar teve início em 1954 quando
Calvin Fuller, um químico dos Bell Laboratories em Murray Hill, New Jersey,
nos Estados Unidos da América, desenvolveu o processo de dopagem do silício.
Fuller partilhou a sua descoberta com o físico Gerald Pearson, seu colega nos
Bell Labs e este, seguindo as instruções de Fuller, produziu uma junção p-n ou
díodo mergulhando num banho de lítio uma barra de silício dopado com um
elemento doador electrónico. Ao caracterizar electricamente a amostra, Pearson
descobriu que esta exibia um comportamento fotovoltaico e partilhou a
descoberta com ainda outro colega, Daryl Chapin, que tentava infrutiferamente
arranjar uma alternativa para as baterias eléctricas que alimentavam redes
telefónicas remotas.
As primeiras células fotovoltaicas assim produzidas tinham alguns
problemas técnicos que foram superados pela química quando Fuller dopou
silício primeiro com arsénio e depois com boro obtendo células que exibiam
eficiências recorde de cerca de 6%.

A primeira célula solar foi formalmente apresentada na reunião anual da


National Academy of Sciences, em Washington, e anunciada numa conferência
de imprensa no dia 25 de Abril de 1954. No ano seguinte a célula de silício viu a
sua primeira aplicação como fonte de alimentação de uma rede telefónica em
Americus, na Geórgia
4.2- Origem
O Sol, no seu centro, os núcleos de átomos de hidrogênio fundem-se
originando núcleos de hélio. A sua superfície atinge uma temperatura de perto
dos 6.000ºK.
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Energias renováveis e não renováveis

A energia resultante desta reação é radiada para o espaço, e parte dela atinge
a atmosfera terrestre com uma intensidade de cerca de 1.373 W/m².
Uma vez que parte da energia inicial é refletida ou absorvida pela atmosfera,
num dia de céu claro é possível medir junto a superfície terrestre num plano
perpendicular, cerca de 1.000 W/m².
Esta radiação disponível à superfície terrestre divide-se em três
componentes:
- directa: a que vem "directamente" desde o disco solar;
- difusa: a proveniente de todo o céu excepto do disco solar, das nuvens, gotas
de água, etc.;
- reflectida: proveniente da reflexão no chão e dos objetos circundantes.

A soma das três componentes é denominada como radiação global, e


representa, nas condições já referidas, cerca de 1.000 W/m².

4.3 – Extracção/Conversão e suas aplicações


(Utilizações)
Existem duas formas diferentes de utilizar a energia solar:

- activa: transformação dos raios solares em outras formas de energia: térmica


ou elétrica.

- passiva: aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios ou prédios,


através de concepções e estratégias construtivas.
4.3.1. Energia solar térmica activa

4.3.1.1. Princípio: qualquer objecto exposto à radiação solar "Q" aquece.


Simultaneamente, há perdas por radiação, convecção e condução, que
aumentarão com a temperatura do corpo.
Chega um momento em que as perdas térmicas, "Qp", se igualam aos
ganhos devidos ao fluxo energético incidente, atingindo-se a temperatura de
equilíbrio, "tc".
Assim, no equilíbrio tem-se: Q = Qp
Se conseguirmos extrair continuamente uma parte do calor produzido
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Energias renováveis e não renováveis

mudaremos as condições do equilíbrio anterior, ficando:


Q = Qp + Qu
Qu => Energia extraída do corpo ou energia útil.
4.3.1.2. Vantagens: tanto na sua forma mais simples, obtenção de água quente,
como em outras aplicações do género, a significativa poupança energética e
económica (que chega a atingir em alguns casos mais de 80%), e ainda a grande
disponibilidade de tecnologia no mercado, são factores que transformaram a
energia solar térmica uma das mais comuns, vantajosas e alternativas formas de
energia renovável.

4.3.1.3. Desvantagens: o elevado investimento inicial na instalação solar,


apresenta-se por vezes como o maior entrave ao desenvolvimento desta solução.
4.3.1.4. Principais aplicações:
- produção de Água Quente Sanitária (AQS), para uso doméstico,
hospitais, hotéis, etc.: temperatura inferiores a 60ºC,
com períodos mínimos de utilização do
equipamento solar entre oito e dez meses por ano.
Estas instalações dimensionam-se, normalmente,
para as necessidades energéticas anuais, evitando
assim excedentes energéticos nos meses de verão; Fig.18 - Radiador

- aquecimento de piscinas: dependendo do tipo e finalidade da piscina, os


valores da temperatura de utilização variam entre 25-35ºC, sendo possível a
aplicação a piscinas de utilização anual ou sazonal (verão);

- aquecimento ambiente: do ponto de vista tecnológico é possível a


utilização da energia solar para o aquecimento ambiente de forma ativa dos
edifícios, no entanto esta aplicação está limitada pela utilização em apenas 3 a 4
meses por ano, sendo assim economicamente menos interessante;

- arrefecimento ambiente: é possível produzir frio combinando energia solar


com máquinas de absorção ou sistemas híbridos (solar-gás), que operam a
temperaturas na ordem dos 80 ºC (máquinas de Brometo de Lítio), ou 120 ºC
(máquinas de Amônia/H2O), o que, combinado com o aquecimento ambiente no
inverno, tornam estas aplicações muito interessantes, quer do ponto de vista
ambiental com a redução de consumo de energia primária, quer do ponto de
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Energias renováveis e não renováveis

vistaFig.19 - Aquecimento
económico, comde piscinas
a rentabilização total do sistema;
- produção de água a elevadas temperaturas destinada
a uso industrial: temperaturas superiores a 80 ºC e 100
ºC (água saturada ou vapor), com aplicações industriais
directas, de pré-aquecimento de água de processo ou
vapor para produção de energia eléctrica (temperaturas de superiores a 450 ºC).

- outras aplicações: aplicações de baixa ou intermédia temperatura, como


estufas, secadores dessanilizadores, secadores, destoxificadores (Ultra Violeta) e
ainda cozinhas

4.3.2. Energia solar eléctrica ou fotovoltaica (PV)

4.3.2.1 Princípio: A conversão directa da energia solar em energia eléctrica


envolve a transferência dos fotões da radiação incidente para os electrões da
estrutura atómica desse material.
Nos materiais semicondutores sob o efeito de uma radiação luminosa, a
energia dos fotões incidentes é directamente transferida para o sistema
electrónico do material, podendo excitar electrões da banda de valência para a
banda de condução e dando origem à criação de pares de electrões (absorção).
Para obter uma corrente eléctrica é criada uma estrutura de separação dos
portadores de carga foto gerados, por acção do campo eléctrico interno, antes de
se recombinarem. Segue-se logo a extracção das cargas em corrente contínua
para utilização. A este efeito dá-se o nome de efeito Fotovoltaico.

4.3.2.2. Vantagens: A energia fotovoltaica é uma das mais promissoras


fontes de energia renováveis. A vantagem mais clara é a quase total ausência de
poluição. Para além desta vantagem a ausência de partes móveis susceptíveis de
partir, não produz cheiros ou ruídos, têm baixa ou nenhuma manutenção, e com
tempo de vida elevados para os módulos.
4.3.2.3. Desvantagens: No entanto uma das principais limitações dos
dispositivos fotovoltaicos é o seu baixo rendimento, isto é, uma baixa conversão

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Energias renováveis e não renováveis

da energia solar em energia eléctrica. A razão deste fato reside


fundamentalmente na deficiente exploração do espectro da radiação incidente
(sol) por parte dos dispositivos. Outro inconveniente é os custos de produção
dos painéis, estes devidos principalmente à pouca disponibilidade de grandes
quantidades de materiais semicondutores, e de processos de obtenção, por
vezes, muito caros. No entanto este factor está progressivamente a desaparecer
com os desenvolvimentos das deposições e das micro tecnologias.
4.3.2.4. Principais aplicações:
- electrificação remota: actualmente uma das principais aplicações da energia
fotovoltaica é a possibilidade de fornecer
energia eléctrica a lugares remotos, onde os
custos da montagem de linhas eléctricas são
superior ao sistema fotovoltaico, ou existe a
impossibilidade deste tipo de fornecimento;
- sistemas autónomos: bombagem de água
para irrigação, sinalização, alimentação de
sistemas de telecomunicação, etc.;
- aplicação de micro-potência: relógios, maquinas de calcular, etc.;

- integração em edifícios: a integração de módulos fotovoltaicos na envolvente


dos edifícios (paredes e telhados) é uma aplicação
recente, podendo representar reduções de custos
construtivos e energéticos. A energia produzida em
excesso pode ser vendida à companhia eléctrica, e
quando existem insuficiências, esta pode ser comprada;

Fig.20 - Painéis fotovoltaicos em edifício


- veículos: outra aplicação, ainda em fase de
investigação, é a de automóveis de recreio providos de células fotovoltaicas,
com suficiente potência para movimentá-los, assim como também embarcações
de recreio.
Fig.21 - Veículo com células fotovoltaicas
4.3.3. Energia solar passiva
4.3.3.1. Princípio: aproveitamento da energia solar, incidência dos raios
solares, para aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e
estratégias construtivas.

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Energias renováveis e não renováveis

4.3.3.2Vantagens: o baixo custo de algumas soluções, como o bom


planeamento e orientação do edifício que podem resultar consumos energéticos
evitados até 40%.
4.3.3.3. Principais aplicações: Quanto às possíveis
aplicações, em qualquer edifício habitacional, de
escritórios ou industrial, podem ser aplicadas soluções de
eficiência energética e de energia solar passiva, tendo em
conta as questões de projecto e estudo de forma a
maximizar este tipo de aproveitamento energético.

4.4 – Equipamentos
Existem vários tipos de tecnologia para o aproveitamento e conversão da
energia solar:
- colector solar;
- painel fotovoltaico;
- outras tecnologias térmicas activa;
- tecnologias passivas.

4.4.1.Colector Solar
A mais comum das tecnologias de aproveitamento da energia solar térmica
activa é o colector solar. Existem vários tipos de colectores:

- planos;
- concentradores;
- CPC ou concentradores parabólicos compostos;
- de tubo de vácuo.

4.4.1.1. Colector plano

Este tipo de colector é o mais comum e destina-se a produção de água quente a


temperaturas inferiores a 60 ºC.

Este é formado por:

- cobertura transparente: para provocar o efeito de estufa e reduzir as perdas de


calor e ainda assegurar a estanquicidade do colector.

- placa absorsora: serve para receber a energia e transforma-la em calor,


transmitindo-a para o fluido térmico que circula por uma série de tubos em

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Energias renováveis e não renováveis

paralelo ou serpentina. Para obter maiores rendimentos existem superfícies


selectiva que absorvem como um corpo negro mas perdem menos radiação.

- caixa isolada: serve para evitar perdas de calor uma vez que deverá ser isolada
termicamente, para dar rigidez e proteger o interior do colector, dos agentes
externos.

Ao fazer circular o fluido térmico através dos tubos dos colectores, retira-se
calor destes podendo aproveitar este calor para aquecer um depósito de água.

Fig.22 - Tubo colector

4.4.1.2. Colectores concentradores

Para atingir temperaturas mais elevadas há que diminuir as perdas térmicas


do receptor. Estas são proporcionais à superfície deste. Reduzindo-a em relação
á superfície de captação, consegue-se reduzir as perdas térmicas na proporção
dessa redução.

Os sistemas assim concebidos chamam-se concentradores,


e concentração é precisamente a relação entre a área de captação (a área de
vidro que serve de tampa á caixa) e a área de recepção.

Acontece que, quanto maior é a concentração mais pequeno é o ângulo


com a normal aos colectores segundo o qual têm que incidir os raios solares
para serem captados, pelo que o colector tem de se manter sempre perpendicular
aos raios solares, seguindo o sol no seu movimento aparente diurno.

Esta é uma desvantagem, pois o mecanismo de controle para fazer o


colector seguir a trajectória do sol, é bastante dispendioso e complicado, para
além de só permitir a captação da radiação directa.

4.4.1.3. CPC ou coletores concentradores parabólicos


O desenvolvimento da óptica permitiu muito
recentemente a descoberta de um novo tipo de
concentradores (chamados CPC ou Winston) que
combinam as propriedades dos coletores planos (também
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Energias renováveis e não renováveis

podem ser montados em estruturas fixas e têm um grande ângulo de visão o que
também permite a captação da radiação difusa) com a capacidade de produzirem
temperaturas mais elevadas (>70ºC), como os concentradores convencionais do
tipo de lentes.

A diferença fundamental entre estes colectores e os planos é a geometria da


superfície de absorção, que no caso dos CPC's a superfície absorvedora é
constituída por uma grelha de alhetas em forma de acento circunflexo,
colocadas por cima de uma superfície reflectora. A captação solar realiza-se nas
duas faces das alhetas já que o sol incide na parte superior das alhetas e os raios
que são reflectidos acabam por incidir na parte inferior das alhetas, aumentado
assim ainda mais a temperatura do fluido e diminuindo as perdas térmicas.

4.4.1.4. Colectores de tubo de vácuo

Estes consistem geralmente em tubos de vidro transparente cujo interior


contêm tubos metálicos (absorvedores). A atmosfera interior dos tubos livre de
ar o que elimina as perdas por convenção os de tubo de vácuo, elevando assim o
rendimento a altas temperaturas devido a menores coeficientes de perda a eles
associados.

4.4.2. Tipos de sistemas solares térmicos


Os dois principais tipos de sistemas de energia solar térmica são:

- circulação em termo sifão;


- circulação forçada.

4.4.2.1. Circulação em termo sifão

O mesmo fluido a temperaturas diferentes tem também densidades


diferentes, quanto maior é a sua temperatura menor a sua densidade. Por isso,
quando se aquece um fluido, este tem tendência a estratificar-se ficando a parte
mais quente na zona superior. No sistema de termo sifão a água aquecida pelo
Sol no colector, sobe "empurrando" a água mais fria do depósito, forçando-a a
tomar o seu lugar, descendo, para subir novamente quando, por sua vez for
aquecida. O depósito deve ficar acima do colector, senão dá-se o fenómeno
inverso quando já não houver sol (termo sifão invertido).

Estes sistemas são compostos pelo colector solar, depósito acumulador,


purgador, vaso de expansão e outros pequenos acessórios.

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4.4.2.2. Circulação forçada

Nas situações em que não é viável a colocação do depósito acima da parte


superior dos coletores e para os grandes sistemas em geral é necessário usar
bombas eletrocirculadoras para movimentar o fluido térmico. A bomba poderá
ser comandada por um sistema de controle automático (o comando diferencial).

O sistema de controle (comando diferencial) está regulado de modo a pôr a


bomba em funcionamento logo que a diferença de temperatura (Tout - Tdep)
entre os coletores e o depósito seja de 5 ºC

Estes sistemas são compostos pelo coletor solar, depósito acumulador, bomba
eletrocirculadora, controlador diferencial, purgador, vaso de expansão e outros
pequenos acessórios.

4.4.3. Energia solar eléctrica ou fotovoltaica (PV)


A energia fotovoltaica pode ser produzida de várias formas, com grandes
variações de eficiência e custos. Podem-se dividir em dois grupos básicos:
tecnologia de células discretas e tecnologia de película fina integrada.

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- Silício mono cristalino: fatias de blocos monocristais de silício crescente.


Actualmente as células chegam a ter uma espessura de 2.000 microns. As
células de investigação chegam aos 24% de eficiência, as comerciais perto de
16%.
- Silício policristalino: fatias obtidas a partir de blocos de silício de pureza
intermédia. Estas células são menos caras de fabricar e menos eficientes, as de
investigação têm cerca de 18% e as comerciais aproximam-se aos 14%.
- malha dendrítica: filme de silício monocristalino vazado de um cadinho de
silício fundido, numa malha dendrítica.
- Galio Arsenio (GaAs): Material semicondutor de que são feitas as células de
alta eficiência, usado especialmente na tecnologia espacial. As células de
investigação chegam aos 25% e aos 28% baixo luz do sol concentrada.
Multiconjunções de células de GaAs podem chegar aos 30% de eficiência.
- tecnologia de película fina integrado Cobre Indio Desilenio (cuInSe2, ou CIS):
um filme fino de material policristalino, que experimentalmente chega aos 17%
de eficiência. Módulos de grandes dimensões atingem 11%.
- Silício amorfo (a-Si): usado na sua maioria em produtos de consumo como
relógios e calculadoras, a tecnologia a-Si e também usada em sistemas de
edificações integradas, trocando o vidro de cor por módulos semitransparentes.

4.4.3.1. Sistemas solares fotovoltaicos

Além do painel fotovoltaico o sistema é geralmente composto por:

- grupo acumulador (baterias): onde a energia é armazenada para uso posterior


quando não há luz solar;

- um controlador de carga: de forma a gerir a "entrada" e "saída" de energia das


baterias;

- inversor de corrente: uma vez que os painéis produzem Corrente Contínua, e a


maior parte dos electrodomésticos consomem Corrente Alterna;

- sistema de apoio: quando a energia solar disponível é insuficiente.

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4.4.4. Outras tecnologias

Outros mecanismos de aproveitamento


da energia solar térmica são:

- fornos ou cozinhas solares: os três tipos básicos de cozinhas são:

- a cozinha de reflectores parabólicos onde a luz solar é focada num ponto ou ao


longo dum eixo axial onde é colocado o alimento ou o recipiente.

- a cozinha de caixa consiste numa caixa com uma


cobertura transparente, para criar efeito de estufa, e de
reflectores para aumentar a radiação incidente.

- a cozinha de painel consiste num conjunto de reflectores


que focam a luz solar directamente no recipiente com a
comida e de forma a reter o calor este recipiente é rodeado
por um saco de plástico ou um balão de vidro.

- dessalinizadores: ao incidir os raios solares na caixa do dessanilizador as


moléculas de água da solução salina ganham energia até eventualmente
evaporarem ficando o sal no fundo do recipiente. As gotas de água dessalinizada
condensam na parte interior da cobertura transparente (inclinada) e escorrem
para um canal.

- destoxificadores: é possível o aproveitamento dos raios


UV para a descontaminação de efluentes orgânicos
contaminados, fazendo passar estes efluentes através de
tubos transparentes que são "iluminados" por espelhos
com configurações de parábolas ou CPC, tendo uma
grande vantagem que é a de poderem funcionar mesmo
quando exista nebulosidade, uma vez que as nuvens são
transparentes aos raios UV.

4.4.5. Tecnologias passivas

- orientação do imóvel (ganhos directo): uma boa orientação, disposição interior

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das fracções e de elementos verticais transparentes com devida protecção


(janelas, solários, clarabóias), pode evitar até 20% das necessidades de
aquecimento.

- isolamento térmico dos edifícios: construções em


paredes duplas com isolamento intermédio, janelas com vidro
duplo, e outro tipo de isolamentos são soluções que
diminuem bastante as cargas térmicas, tanto de
aquecimento como de arrefecimento, nos edifícios.

- paredes trombe: paredes com grande inércia térmica, que


são usadas para "guardar" o calor quando a parede e atingida pela radiação solar.
Esta energia acumulada é depois radiada directamente para o interior do edifício
a partir da outra face da parede, sendo possível o seu arejamento através de duas
aberturas.

4.5- Vantagens e desvantagens


O aumento da demanda energética, a possibilidade de redução da oferta de
combustíveis convencionais causada por crises políticas em regiões produtoras e
a crescente preocupação com a preservação do meio ambiente têm levado o
homem a pesquisar, desenvolver e utilizar fontes alternativas de energia menos
poluentes, renováveis e que produzam pouco impacto ao ambiente.

A conversão de energia solar em energia eléctrica e térmica possui algumas


vantagens e desvantagens, das quais se destacam:

Vantagens:

1. A energia solar não polui durante seu uso.


2. As usinas demandam manutenção mínima.
3. O painéis solares estão a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que o custo
dos mesmo vem
decaindo.
4. A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua

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instalação em pequena escala não demanda enormes investimentos em linhas de


transmissão.
5. Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em
praticamente todo o território, e, em locais longes dos centros de produção
energética, e sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e
consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

Desvantagens

1. Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação


climática (chuvas, neve), além de que, durante a noite não existe produção
alguma, o que demanda meios de armazenamento da energia produzida durante
o dia em locais onde os painéis solares não estejam conectados a rede de
transmissão de energia.
2. Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e
Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses
de Inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com
frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações
diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.
3. As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando
comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a
energia hidroeléctrica (água) e a biomassa (bagaço da cana).

4.6- Impacto Ambiental


O consumo crescente e o impacto ambiental e sociais causados pelas fontes
de energias tradicionais levam governo e sociedade a pensar em novas
alternativas para geração de energia eléctrica. No entanto, a maioria da energia
eléctrica do país é gerada em grandes usinas hidroeléctricas, o que provoca
grande impacto ambiental, tais como o alagamento dessas áreas e a consequente
perda da biodiversidade local. Os problemas sociais não são menores com a
remoção de famílias das áreas. Quase um milhão de pessoas já foram expulsas
de suas terras.
A energia solar é abundante e permanente, renovável a
cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia
solar é a solução ideal para áreas afastadas e ainda não
electrificadas, A Energia Solar soma características
vantajosamente positivas para o sistema ambiental, pois o Sol,
trabalhando como um imenso reactor à fusão, irradia na terra
todos os dias um potencial energético extremamente elevado e
incomparável qualquer outro sistema de energia, sendo a fonte
básica e indispensável para praticamente todas as fontes
energéticas utilizadas pelo homem.
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Diante desse cenário, a fonte alternativa de energia solar é vista com bons
olhos. Além de causar impactos substancialmente menores, ainda evita a
emissão de toneladas de gás carbónico na atmosfera. O debate sobre os
impactos causados pela dependência de combustíveis fósseis contribui para o
interesse mundial por soluções sustentáveis por meio da geração de energia
oriunda de fontes limpas e renováveis.

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5-Energia Nuclear
A energia nuclear é, sem dúvida, o futuro das energias, actualmente, cada
vez mais são os projectos desenvolvidos pelos países de forma a apostar nesta
energia, e os que já produzem apostam cada vez mais nesta forma de energia
rentável.
É uma energia com inúmeras vantagens, tanto a nível energético, como
ambiental e económico, mas como contrapeso as suas desvantagens são
demasiado pesadas para qualquer país, os acidentes afectam sempre em
grande escala a população, durante anos irão prejudicar e pôr em causa vidas
das gerações presentes e vindouras, é um fardo demasiado grande para
qualquer país.
A radioactividade, descoberta em 1896, tem inúmeras utilidades, estas
cada vez mais utilizadas a larga escala no nosso planeta. Um dos grandes
medos, a nível mundial, é que a energia nuclear seja utilizada para fins
bélicos, como em Hiroshima, causando assim danos irreversíveis, e que
expluda, a nível mundial uma guerra nuclear.
A energia Nuclear poderá ser uma possibilidade a por em uso, mas o país
que o fizer, tem de estar disposto desde então, a carregar o pesado fardo em
caso de acidente, tal como a população desse país, caso aprove a sua
utilização.

5.1- Origem
A energia nuclear provém da fissão nuclear do urânio, do plutónio ou do
tório ou da fusão nuclear do hidrogénio. É energia liberada dos núcleos
atómicos, quando os mesmos são levados por processos artificiais, condições
instáveis.

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A fissão ou
fusão nuclear são fontes primárias que levam directamente à energia térmica, à
energia mecânica e à energia das radiações, constituindo-se na única fonte
primária de energia que tem essa diversidade na Terra.
Uma das leis da natureza é que a energia não pode ser
criada nem destruída, mas apenas mudar a forma. A massa
dos corpos pode ser transformada em energia.

O famoso cientista Albert Einstein criou a seguinte fórmula matemática:


E=mc2, significa que a energia (E) é igual á massa (m) vezes a velocidade da luz
(c) ao quadrado.
Os cientistas usaram a fórmula de Einstein para descobrir a energia
nuclear e construir bombas atómicas. Segundo os antepassados gregos a
partícula mais da natureza era o átomo. Eles não chegaram a conhecer a natureza
das partículas que constituem o átomo, Os átomos são constituídos por um
núcleo (que contém neutrões e protões) cercado de electrões que giram à volta
deste tal como a terra gira à volta do sol.
5.2 – Extracção /Conversão
5.2.1. Fissão nuclear
A fissão nuclear é o processo de quebra de núcleos atómicos grandes em
núcleos atómicos menores, libertando assim uma grande quantidade de energia.
Esta fissão nuclear ocorre através do bombardeamento do núcleo atómico
pesado e instável com neutrões, esta fissão raramente ocorre de forma
espontânea na natureza. Este processo, em reacção em cadeia, tem de ser
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Energias renováveis e não renováveis

realizado de forma controlada em condições de segurança absoluta, pois caso


contrário pode provocar terríveis acidentes libertando altos níveis de
radioactividade, este processo deve ser realizado no reactor nuclear, que é uma
peça fundamental numa central nuclear.
O urânio – 235, por exemplo, ao ser bombardeado com neutrões, reparte-se
em dois núcleos atómicos mais pequenos.

Este processo realizado de forma sucessiva é denominado de reacção


em cadeia. Esta reacção em cadeia denominada de controlada, é o processo
utilizado num reactor nuclear.

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5.2.2. Fusão nuclear


Outra forma de energia nuclear é
a fusão. A fusão significa juntar
pequenos núcleos de forma a
constituir um núcleo maior. O sol usa
a fusão de átomos de hidrogénio para
obter outro composto químico: o
hélio. A fusão nuclear liberta luz,
calor e radiação. Na figura vêm-se os
dois tipos de átomos do hidrogénio: o
deutério e o trítio que em
combinação formam o hélio e um
neutrão extra.
Os cientistas ao longo dos anos tentam controlar a fusão nuclear de forma
a produzir energia eléctrica. No entanto, é muito difícil restringi-la num espaço
específico.
O melhor da fusão nuclear é que a radiação nuclear não é tão mortal como
a libertada na separação nuclear
5.3. Utilização
5.3.1. Medicina nuclear

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A Medicina Nuclear é a área da medicina onde são utilizados os


radioisótopos, tanto em diagnósticos como em terapias. Radioisótopos
administrados a pacientes passam a emitir suas radiações do lugar (no caso,
órgão) onde têm preferência em ficar. Um exemplo prático bem conhecido é o
uso do iodo-131 (I-131), que emite partícula beta, radiação gama e tem meia-
vida de oito dias.
O elemento iodo, radioactivo ou não, é absorvido pelo organismo humano
preferencialmente pela glândula tiróide, onde se concentra. O funcionamento da
tiróide influi muito no comportamento das pessoas e depende de como o iodo é
por ela absorvido.
O facto de ser radioactivo não tem
qualquer influência no comportamento de um
elemento químico em relação aos demais
elementos.
Para diagnóstico de tiróide, o paciente
ingere uma solução de iodo-131, que vai ser
absorvido pela glândula. “Passando” um
detector pela frente do pescoço do paciente,
pode-se observar se o iodo foi muito ou pouco
absorvido em relação ao normal (padrão) e
como se distribui na glândula. O detector é associado a um mecanismo que
permite obter um “desenho” ou mapeamento, em preto e branco ou colorido, da
tiróide. Um diagnóstico, no caso um radiodiagnóstico, é feito por comparação
com um mapa padrão de uma tiróide normal. A mesma técnica é usada para
mapeamento de fígado e de pulmão.

Imagem 23 -Exemplode radiodiagnóstico da tiróide,


utilizando-se o Iodo-131. A área mais brilhante
indica maior concentração do radioisótopo.

5.3.2. Radioterapia
A radioterapia teve origem na aplicação do
elemento rádio pelo casal Curie, para destruir células cancerosas, e foi
inicialmente conhecida como “Curieterapia”. Posteriormente, outros
radioisótopos passaram a ser usados, apresentando um maior rendimento.
O iodo-131 também pode ser usado em terapia para eliminar lesões,
identificadas nos radiodiagnósticos da tiróide, aplicando-se, no caso, uma dose
maior do que a usada nos diagnósticos.

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O iodo radioactivo apresenta as características ideais para aplicação em


Medicina, tanto em diagnóstico como em terapia:

• Tem meia-vida curta;


• É absorvido preferencialmente por um órgão (a tiróide);
• É eliminado rapidamente do organismo;
• A energia da radiação gama é baixa.

Fontes radioactivas (= fontes de radiação) de césio-137 e cobalto-60 são


usadas para destruir células de tumores, uma vez que estas são mais sensíveis à
radiação do que os tecidos normais (sãos).

Radioterapia = tratamento com fontes de radiação.

Um dos aparelhos de radioterapia mais conhecidos é a Bomba de Cobalto,


usada no tratamento contra o câncer, e que nada tem de “bomba” (não explode).
Trata-se de uma fonte radioactiva de cobalto-60 (Co-60), encapsulada ou
“selada” (hermeticamente fechada) e blindada, para impedir a passagem de
radiação. Até bem pouco tempo, para este fim, eram utilizadas fontes de césio-
137, que foram substituídas pelas de cobalto-60, que, entre outras razões
técnicas, apresentam maior rendimento terapêutico.
No momento da utilização, a fonte é deslocada de sua posição “segura”,
dentro do cabeçote de protecção (feito de chumbo e aço inoxidável), para a
frente de um orifício, que permite a passagem de um feixe de radiação,
concentrado sobre a região a ser “tratada” ou irradiada. Após o uso, a fonte é
recolhida para a posição de origem (“segura”).

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5.3.3.
Aplicações na agricultura

É possível acompanhar, com o uso de traçadores radioactivos, o metabolismo


das plantas, verificando o que elas precisam para crescer, o que é absorvido
pelas raízes e pelas folhas e onde um determinado elemento químico fica retido.
Uma planta que absorveu um traçador radioactivo pode, também, ser
“radiografada”, permitindo localizar o radioisótopo. Para isso, basta colocar um
filme, semelhante ao usado em radiografias e abreugrafias, sobre a região da
planta durante alguns dias e revelá-lo.
Obtém-se o que se chama de auto-radiografia da planta.

A técnica do uso de traçadores radioactivos também possibilita o estudo do


comportamento de insectos, como abelhas e formigas.
Ao ingerirem radioisótopos, os insectos ficam marcados, porque passam a
“emitir radiação”,e seu “raio de acção” pode ser acompanhado. No caso de
formigas, descobre-se onde fica o formigueiro e, no caso de abelhas, até as
flores de sua preferência.

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Energias renováveis e não renováveis

A “marcação” de insectos com radioisótopos também é muito útil para


eliminação de pragas, identificando qual predador se alimenta de determinado
insecto indesejável. Neste caso o predador é usado em vez de insecticidas
nocivos à saúde.

Outra forma de eliminar pragas é esterilizar os respectivos “machos” por


radiação gama e depois soltá-los no ambiente para competirem com os normais,
reduzindo sua reprodução sucessivamente, até a eliminação da praga, sem
qualquer poluição com produtos químicos.
Em defesa da alimentação e do meio ambiente, pode-se, também,
determinar se um agrotóxico fica retido nos alimentos ou quanto vai para o solo,
para a água e para a atmosfera.
Ainda no campo dos alimentos, uma aplicação importante é a irradiação
para a conservação de produtos agrícolas, como batata, cebola, alho e feijão.
Batatas irradiadas podem ser armazenadas por mais de um ano sem murcharem
ou brotarem.

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5.3.4. Aplicações na indústria


A aplicação de radioisótopos mais conhecida na indústria é a radiografia de
peças metálicas ou gamagrafia industrial.

Gamagrafia
Impressão de radiação gama em filme fotográfico.

Os fabricantes de válvulas usam a gamagrafia, na área de Controlo da


Qualidade, para verificar se há defeitos ou rachaduras no corpo das peças.

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Energias renováveis e não renováveis

As empresas de aviação fazem inspecções frequentes nos aviões, para


verificar se há “fadiga” nas partes metálicas e soldas essenciais sujeitas a maior
esforço (por exemplo, nas asas e nas turbinas) usando a gamagrafia.

Para ter-se indicação de nível de um líquido em um tanque, coloca-se uma


fonte radioactiva em um dos lados e, no lado oposto, um detector ligado a um
dispositivo (aparelho) de indicação ou de medição.
Quando o líquido alcança a altura da fonte, a maior parte da radiação emitida
pela fonte é absorvida por ele e deixa de chegar ao detector, significando que o
líquido atingiu aquele nível. O mesmo artifício serve para indicar um nível
mínimo de líquido desejado em um tanque . Nesse caso, a fonte e o detector
devem ser colocados na posição adequada e, quando o líquido atingir esse ponto,
deixará de absorver a radiação, que chegará ao detector com maior intensidade.

Em geral, acrescenta-se um sistema de alarme, para soar ao ser atingido


esse nível. No caso de indicação de nível máximo ocorrerá o contrário, isto é, a
radiação chegará ao detector com menor intensidade.

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A Indústria Farmacêutica utiliza fontes radioactivas de grande porte para


esterilizar seringas, luvas cirúrgicas, gaze e material farmacêutico descartável,
em geral. Seria praticamente impossível esterilizar, pelos métodos
convencionais que necessitam de altas temperaturas, tais materiais, que se
deformariam ou se danificariam de tal forma que não poderiam ser mais
utilizados.

5.3.5. Geração de energia eléctrica


Numa central nuclear os átomos do urânio são
separados. Este metal raro é extraído do subsolo
através de minas. O urânio é trabalhado e repartido
por pequenas balas colocadas num longo varão. O
varão está dentro de um reactor que controla a
separação atómica e sua reacção.

As partículas separadas de um átomo vão ao encontro de outros átomos


separando-os; gera-se assim um processo de separação nuclear corrente. Os
varões servem para controlar a quantidade de urânio emitida para o reactor, de
forma a que a separação dos núcleos não atinja grande velocidade.
Se a reacção não fosse controlada poderia dar-se uma explosão atómica.
No entanto, isto é difícil de acontecer porque numa bomba atómica é necessário
juntar durante muito tempo elementos de urânio - 235 ou plutónio em
quantidade e forma precisa. Estas condições não estão presentes num reactor
nuclear. A reacção também gera radiação nuclear sendo mortal para a vida
humana. Por este motivo, o reactor é isolado com uma espessa camada de betão.

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Energias renováveis e não renováveis

A energia calorífica resultante da separação nuclear pose ser usada para aquecer
água e produzir electricidade. Assim, a energia nuclear é transformada em
energia eléctrica. A água quente é canalizada para outra secção onde vai aquecer
tubos cheios de água de forma a produzir vapor. O vapor dá potência á turbina
que ligada ao gerador cria energia eléctrica.

5.6- Impacto Ambiental


Desde que foi descoberta a radioactividade, que os cientistas de todo o
mundo se debruçam cada vez mais em formas de evitar acidentes e prejuízos
para a saúde, o que ocorre com frequência nas fases iniciais de investigações.
É de conhecimento e consciência geral o perigo que podem causar exposições
a radiações radioactivas, mas de conhecimento de poucos que esta exposição
e natural, que faz parte do nosso quotidiano, e que possuímos defesas naturais
no nosso sistema imunitário, mas que também tem limites.

5.4.1.Efeitos das radiações


Nos seres vivos os efeitos causados pela exposição a radioactividade
manifestam-se a dois níveis:
. Nível somático, cuja expressão máxima é a morte.
. Nível genético, que é responsável pelo aumento de mutações, podendo
assim originar aberrações genéticas nas gerações posteriores.
Estes efeitos dependem da natureza da radiação, do seu tempo de vida, da
intensidade e dos órgãos onde esta é acumulada, e tal como varia os efeitos,
também varia a sua capacidade de penetração nos tecidos.
Os neutrões e os raios gama são os que mais facilmente alcançam o interior
do organismo, e são estes que são libertados em explosões nucleares ou em
acidente nos reactores.
Existem partículas que só se tornam prejudiciais se entrarem directamente
no organismo, normalmente por via da alimentação ou pelo ar que
respiramos. Quando uma radiação incide num tecido biológico, altera as
características químicas das moléculas destes, que ou matam a célula ou
originam divisões nesta não controláveis. No primeiro caso o organismo
elimina e substitui as células mortas, mas no segundo caso na maioria dos
casos acaba por se gerar tumores malignos. Devido a estas reacções é que e
tão perigoso e temido os acidentes nucleares.
O pó radioactivo que por vezes e extremamente fino pode com facilidade
introduzir-se no organismo e aí ficar acumulado.

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Energias renováveis e não renováveis

5.5. Vantagens e Desvantagens


A energia nuclear é uma energia não renovável, que como todas as outras
tem as suas vantagens e desvantagens. Começando pelas vantagens
consideremos que a energia nuclear:
. É um combustível mais barato que muitos outros como por exemplo o
petróleo, o consumo e a procura ao petróleo fez com que o seu preço
disparasse, fazendo assim, com que o urânio se tornasse um recurso,
comparativamente com o petróleo, um recurso de baixo custo.
. É uma fonte mais concentrada na geração de energia, uma pequeno
pedaço de urânio pode abastecer um cidade inteira, fazendo assim com
que não sejam necessários grandes investimentos no recurso.
. Não causa nenhum efeito de estufa ou chuvas ácidas;
. É fácil de transportar como novo combustível;
. Tem uma base científica extensiva para todo o ciclo.
. É uma fonte de energia segura, visto que até a data só existiram dois
acidentes mortais.
. Permite reduzir o défice comercial.
. Permite aumentar a competitividade.

Apesar das suas vantagens esta energia também tem as suas desvantagens
tal como:
. Ser uma energia não renovável, como referido anteriormente, torna-se
uma das desvantagens, visto que o recurso utilizado para produzir este
tipo de energia se esgotará futuramente.
. As elevadas temperaturas da água utilizada no aquecimento causa a
poluição térmica pois esta é lançada nos rios e nas ribeiras, destruindo
assim ecossistemas e interferindo com o equilíbrio destas mesmas.
. O risco de acidente, visto que qualquer falha humana, ou técnica poderá
causar uma catástrofe sem retorno, mas actualmente já existem sistemas
de segurança bastante elevados, de modo a tentar minimizar e evitar que
estas falhas existam, quer por parte humana, quer por parte técnica.
. A formação de resíduos nucleares perigosos e a emissão causal de
radiações causam a poluição radioactiva, os resíduos são um dos
principais inconvenientes desta energia, visto que actualmente não
existem planos para estes resíduos, quer de baixo ou alto nível de

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Energias renováveis e não renováveis

radioactividade, estes podem ter uma vida até 300 anos após serem
produzidos podendo assim prejudicar as gerações vindouras.
. Pode ser utilizada para fiz bélicos, para a construção de armas nucleares,
está foi uma das primeiras utilizações da energia nuclear, os fins bélicos
são a grande preocupação nível mundial, porque projectos nucleares
como o do Irão, que ameaçam a estabilidade económica e social.
. Ser uma energia cara, visto que tanto o investimento inicial, como
posteriormente a manutenção das energias nucleares são de elevados
custos, até mesmo o recurso minério, visto que existem países que não o
possuem, ou não em grande abundância, tendo assim, que comprar ao
estrangeiro.
. Os seus efeitos, visto que na existência de um acidente, as consequências
deste iram fazer-se sentir durante vários anos, visto que a radioactividade
continuará a ser libertada durante vários anos.

5.6.ALGUNS ACIDENTES NUCLEARES


Em 1957 escapa radioactividade de uma usina inglesa situada na cidade
de Liverpool. Somente em 1983 o governo britânico admitiria que pelo menos
39 pessoas morreram de câncer, em decorrência da radioactividade liberada no
acidente. Documentos secretos recentemente divulgados indicam que pelo
menos quatro acidentes nucleares ocorreram no Reino Unido em fins da década
de 50.
Em setembro de 1957, um vazamento de radioactividade na usina russa de
Tcheliabinski contamina 270 mil pessoas.
Em dezembro de 1957, o super aquecimento de um tanque para resíduos
nucleares causa uma explosão que libera compostos radioactivos numa área de
23 mil km2. Mais de 30 pequenas comunidades, numa área de 1.200 km², foram
riscadas do mapa na antiga União Soviética e 17.200 pessoas foram evacuadas.
Um relatório de 1992 informava que 8.015 pessoas já tinham morrido até aquele
ano em decorrência dos efeitos do acidente.
Em Janeiro de 1961, três operadores de um reactor experimental nos
Estados Unidos morrem devido à alta radiação.
Em outubro de 1966, o mau funcionamento do sistema de refrigeração de
uma usina de Detroit causa o derretimento parcial do núcleo do reactor.
Em janeiro de 1969, o mau funcionamento do refrigerante utilizado num
reactor experimental na Suíça, inunda de radioactividade a caverna subterrânea
em que este se encontrava. A caverna foi lacrada.
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Em março de 1975, um incêndio atinge uma usina nuclear americana do


Alabama, queimando os controlos eléctricos e fazendo baixar o volume de água
de resfriamento do reactor a níveis perigosos.
Em março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na
Pensilvânia, é palco do pior acidente nuclear registando até então, quando a
perda de refrigerante fez parte do núcleo do reactor derreter.
Em fevereiro de 1981, oito trabalhadores americanos são contaminados,
quando cerca de 100 mil galões de refrigerante radioactivo vazam de um prédio
de armazenamento do produto.
Em janeiro de 1986, um cilindro de material nuclear queima após ter
sido inadvertidamente aquecido numa usina de Oklahoma, Estados Unidos.
Em abril de 1986 ocorre o maior acidente nuclear da história (até agora),
quando explode um dos quatro reactores da usina nuclear soviética de
Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioactiva de cem milhões de
curies (nível de radiação 6 milhões de vezes maior do que o que escapara da
usina de Three Mile Island), cobrindo todo o centro-sul da Europa. Metades das
substâncias radioativas voláteis que existiam no núcleo do reactor foram
lançadas na atmosfera (principalmente iodo e césio). A Ucrânia, a Bielorússia e
o oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioactiva de mais de
50 toneladas. As autoridades informaram na época que 31 pessoas morreram,
200 ficaram feridas e 135 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar
suas casas. Esses números se mostrariam depois absurdamente distantes da
realidade.
Em junho de 1996 acontece um vazamento de material radioactivo de uma
central nuclear de Córdoba, Argentina, que contamina o sistema de água potável
da usina.
Em dezembro de 1996, o jornal San Francisco Examiner informa que uma
quantidade não especificada de plutônio tinha vazado de ogivas
nucleares a bordo de um submarino russo, acidentado no Oceano Atlântico em
1986. O submarino estava carregado com 32 ogivas quando afundou.
Em março de 1997, uma explosão numa usina de processamento de
combustível nuclear na cidade de Tokai, Japão, contamina 35 empregados com
radioactividade.
Em maio de 1997, uma explosão num depósito da Unidade de
Processamento de Plutónio da Reserva Nuclear Hanford, nos Estados Unidos,
libera radioactividade na atmosfera (a bomba jogada sobre a cidade de Nagasaki
na Segunda Guerra mundial foi construída com o plutónio produzido em
Hanford).

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Em junho de 1997, um funcionário é afectado gravemente por um


vazamento radioactivo no Centro de Pesquisas de Arzamas, na Rússia, que
produz armas nucleares.
Em julho de 1997, o reactor nuclear de Angra 2, no Brasil, é desligado por
defeito numa válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, foi "um problema
semelhante ao ocorrido na usina de Three Mile Island", nos Estados Unidos, em
1979.
Em outubro de 1997, o físico Luiz Pinguelli Rosa adverte que estava
ocorrendo vazamento na usina de Angra 1, em razão de falhas nas varetas de
combustível.

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6.Conclusao
Ao realizar este trabalho falamos das energias actualmente em voga no
planeta Terra e identificamos os aspectos mais relevantes de cada uma delas.
Neste trabalho falamos de:
✔ Energia solar
✔ Energia hídrica
✔ Energia eólica
✔ Energia geotérmica
✔ Energia maremotriz e das ondas
✔ Energia da biomassa
✔ Energia do hidrogénio
✔ Energia dos combustíveis fosseis
✔ Energia nuclear

A energia nuclear e energia fosseis não são consideradas energias


renováveisporque são energias muito poluentes para o planeta e a sua produção
é limitada a escala da idade humana. A energia fóssil é renovável mas em apenas
centenas de anos.
Actualmente o caminho que o ser humano segue é na medida de poder
obter energia através dos recursos existentes no planeta, agua, sol, vento, entre
outros.
Apesar da eficiência destas energias ainda não se igualar a eficiência da
energia fóssil cada vez se aposta mais nas energias renováveis de modo a
diminuir a pegada humana no nosso planeta, ou seja, a reduzir as emissões de
gases poluentes que posteriormente tem efeitos maléficos para a “saúde” do
nosso planeta e torna mos um ambiente sustentado para gerações futuras.
A investigação tem vindo a ter cada vez mais melhorias para cada vez
mais poder mos usufruir de energias ditas como limpas e cada vez mais surgem
compostos capazes de produzir estas energias e minimizar mos custos.

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Energias renováveis e não renováveis

7.Bibliografia
• http://www.arena.com.pt/criacao.html
• http://www.porto.ucp.pt/site/resources/documents/FEG/IntervencaoCivica
/Energia_Velhos_desafios.pdf
• http://www.polemica.uerj.br/pol21/cquestoesc/contemp_3-main.htm
• http://www.fcmc.es.gov.br/download/Energia_gasnatural.pdf
• http://www.procobre.org/pr/pdf/02_energia_sust_00_pr.pdf
• http://www.eea.europa.eu/pt/themes/energy
• http://tidalelectric.com/technology/index.html
• http://waterpower.hypermart.net/tidal.html
• http://waterpower.hypermart.net/hdams.html
• http://waterpower.hypermart.net/wave.html
• http://www.nrel.gov/lab/pao/biomass_energy.html
• http://www.renovaveis.tecnopt.com/funcionamento-da-energia-hidrica-
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• http://fisica.cdcc.sc.usp.br/olimpiadas/01/artigo1/fontes_eletrica.html
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_hidr%C3%A1ulica
• http://web.ist.utl.pt/palmira/solar.html
• http://www.projetabrasil.com.br/fotovoltaico/EnergiaSolar.pdf
• http://ecofasp.br.tripod.com/ecofasp5.htm
• http://www.comciencia.br/reportagens/2004/12/12.shtml

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