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Copyright 2009 por Editora Central Gospel GERENCIA EDITORIAL E DE PRODUÇÃO Jefferson Magno Costa PESQUISA, ESTRUTURAÇÃO E REVISÃO Patrícia Scott Patrícia Nunan REVISÃO FINAL Patrícia Scott Patrícia Nunan CAPA E DIAGRAMAÇÃO Luiz Felipe Rolim IMPRESSÃO E ACABAMENTO Sráfica Del Rey

Luiz Felipe Rolim IMPRESSÃO E ACABAMENTO Sráfica Del Rey Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Crescimento ideal da vida cristã / Silas Malafaia Rio de Janeiro: 2009 64 páginas ISBN: 978-85-7689-110-9 1. Bíblia - Vida Cristã I. Título II. As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas da Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), salvo indicação específica, e visam incentivar a leitura das Sagradas Escrituras. É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica Este livro está de acordo com as mudanças propostas pelo novo Acordo Ortográfico, que entra em vigor a partir de janeiro de 2009. 1 a edição: Janeiro/2009 Editora Central Gospel Ltda Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara Cep: 22.713-001 Rio de Janeiro - RJ TEL:

Sumário

Apresentação

5

Capítulo 1 - O crescimento cristão

7

Precisamos crescer espiritualmente

9

Fé, uma base para o crescimento espiritual

11

Conhecendo o Senhor Capítulo 2 - Os efeitos de conhecermos

13

o

Senhor

19

Temos fé e intrepidez

20

Somos imunizados contra as mentiras e heresias

22

Ficamos cheios da graça de Deus

25

Temos mais intimidade com o Senhor

26

Somos santificados

28

Conquistamos poder e autoridade

30

Capítulo 3 - Os vários tipos de cristão

35

Os meninos na fé

36

Os fracos na fé

39

Os carnais

41

Os fortes na fé

44

Capítulo 4 - Fatores que contribuem para

o

nosso crescimento espiritual

47

Ter o desejo de amadurecer espiritualmente

47

Ter disposição para aprender

49

Buscar conhecimento na Palavra

51

Colocar em prática os ensinamentos da Palavra

52

Ter comunhão e experiências com Deus

54

Ser assíduo na igreja

56

Ter amizade com cristãos

57

Trabalhar na obra de Deus

58

Apresentação

Crescimento está ligado a desenvolvimento. Na vida cristã, se não crescermos espiritualmente, tornamo-nos medíocres, nossa fé fica fragilizada, não temos ânimo diante das adversidades nem disposição para estudar a Palavra, orarmos e jejuarmos. Tempo de igreja não é sinônimo de ser um cristão forte. Prova disso é que vemos cristãos que aceitaram Jesus como Salvador há muitos anos, mas permanecem meninos na fé, fracos ou carnais. Por qualquer vento doutrinário são levados, facilmente se escandalizam, priorizam sempre a si mesmos, e não o Reino de Deus. Isto é lamentável! Crescer na fé é algo contínuo, permanente. Não significa converter-se hoje, e amanhã já saber tudo sobre Deus e vida cristã. É um processo que leva tempo, é gradual e requer a ajuda do Espírito Santo e de outras pessoas. Por outro lado, é fundamental fazermos a nossa parte. Mas como? Primeiro, precisamos ter fé e buscarmos conhecer o Senhor por meio da oração e da leitura das Sagradas Escrituras. Conforme o nosso conhecimento sobre Deus e Sua Palavra vai aumentando, passamos a ter mais comunhão com Ele. Isto nos imuniza contra as heresias e permite que

fiquemos cheios da graça, sejamos santificados e recebamos mais poder e autoridade. Para que sejamos cristãos fortes, precisamos não apenas crescer, mas também amadurecer na fé, ter disposição para aprender, buscar conhecimento na Palavra e em bons livros, ter um relacionamento pessoal com Deus, além de colocar em prática os ensinamentos do Mestre, buscando experiências espirituais com o Senhor, trabalhando na obra, tendo amizade com cristãos e sendo assíduos na igreja. Espero que este livro fale diretamente ao seu coração, para que você possa ser conscientizado do quanto é importante crescer na graça e no co- nhecimento e ser forte espiritualmente. Que esta obra o ajude a buscar no Senhor forças, sabedoria e fé para continuar a caminhada rumo à eternidade e ser vitorioso.

Capítulo 1- O crescimento cristão

Ao analisarmos o desenvolvimento humano, percebemos que existe um processo lento e gradual de crescimento e amadurecimento em todos os sentidos:

físico, emocional, intelectual. O homem nasce, cresce, amadurece, reproduz-se e morre. O próprio Senhor Jesus passou por estágios de desenvolvimento. Ele passou nove meses no ventre de

Maria, até atingir a maturidade para nascer. Depois, cresceu e desenvolveu-se como uma criança normal até atingir os 12 anos, quando o menino judeu é considerado responsável por seus atos; daí José e Maria terem levado Jesus ao templo segundo o costume do dia da festa (Lucas 2.42). Sobre o desenvolvimento crescente e gradual de Jesus como ser humano, Lucas observou: E o menino

crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2.40,52).

Note

que

Jesus

cresceu

física

(em

estatura),

espiritual (em espírito), cognitiva (em sabedoria) e

emocionalmente (em graça para com Deus e os

homens). Na vida psico-bio-social como na cristã, para atingirmos um crescimento saudável e satis- fatório, também precisamos passar por algumas etapas. Crescer significa desenvolver-se em todos os aspectos, amadurecer e usar todo o seu potencial. Então, não pense que, assim que alguém se converte, aceitando Jesus como Salvador e Senhor, irá tornar-se um cristão maduro, grande conhecedor da Bíblia e exímio praticante dos ensinamentos do Mestre. Para

tornar-se um cristão forte, que não se deixa influenciar pelo mal e pelas heresias nem escandalizar-se, é preciso amadurecer na fé, percorrer o caminho proposto por Deus. Para alguns, esta caminhada é longa. Para outros, mais curta. Os apóstolos Pedro e Paulo compararam os cristãos recém-convertidos aos bebês, que precisam alimentar-se com o leite, os rudimentos da Palavra, antes de poderem "digerir" coisas mais sólidas, ensinamentos mais complexos (1Coríntios 3.2; 1 Pedro 2.2). E sobre o crescimento espiritual dos cristãos, o apóstolo Paulo observou que:

1) é Deus quem dá o crescimento (1 Coríntios 3.6); 2) que o crescimento ocorre quando fazemos parte da Igreja e estamos ligados à Cabeça desse corpo espiritual, que é Cristo (Colossenses 2.19); 3) que o Senhor promove o crescimento de cada membro dando-lhes poder, sabedoria e discernimento sobre Sua Palavra, bem como dons a serem usados por cada um para a edificação uns dos outros e em prol da expansão do Reino de Deus na terra (Romanos 14.19; 1 Coríntios 12; 14.12; 2 Coríntios 10.8; Efésios 4.12,16). Mas por que devemos crescer espiritual-mente? E o que veremos a seguir.

Precisamos crescer espiritualmente Por que precisamos crescer na vida cristã? Para que não fiquemos estagnados, presos à nossa própria ignorância espiritual; para que não sejamos enganados por falsos profetas nem levados por ventos doutrinários, desviando-nos da vontade de Deus para nossa vida e perdendo a salvação e a nossa herança em Cristo. Atente para as palavras do apóstolo Pedro: Antes,

crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pedro 3.18). Por que o

apóstolo disse que, antes de qualquer coisa, devemos crescer na graça e no conhecimento? Porque a graça e o conhecimento constituem o princípio para uma vida espiritualmente saudável na presença de Deus. O que Pedro queria dizer é que, se não crescermos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, seremos facilmente enganados pelas mentiras, falácias, sofismas dessa sociedade sem Deus e/ou pelas heresias ensinadas por falsos mestres e falsos profetas, sendo levados, mesmo que involuntariamente, ou a ignorar a verdade bíblica ou a interpretá-la de maneira incorreta, podendo perder nossa salvação e vida eterna.

Você deseja crescer e amadurecer espiritualmente? Então, prepare-se. Todo crescimento segue um curso natural e está sujeito a certas leis e alguns princípios. Caso contrário, aparecem anomalias, defeitos, deformidades. Você precisa estar ciente disso e estar disposto a passar por esse processo que o levará ao crescimento. Caso contrário, será um cristão medíocre. Então, qual é

o primeiro passo para o crescimento espiritual? Ter fé.

Fé, uma base para o crescimento espiritual Nenhum cristão é capaz de crescer espiritualmente se não tiver fé. Qual é o real significado de fé? A Palavra de Deus tem a melhor definição: A fé é o firme

fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem (Hebreus 11.1). Quem

possui fé espera e acredita que algo acontecerá mesmo sem conseguir ver o menor sinal de que tal coisa será concretizada. Não pense que a fé nasce no coração de alguém da noite para o dia. Ela brota aos poucos, gradativamente.

É preciso que cada cristão deixe que Deus trabalhe em

sua mente, a fim de ficar cheio de fé. Por outro lado, também é necessário ao cristão fazer a sua parte. Em Romanos 10.17(NTLH), O apóstolo Paulo

esclareceu: A fé vem por ouvir a mensagem, e a

mensagem vem por meio da pregação a respeito

de Cristo. Em outras palavras, a fé é gerada pela Palavra de Deus, lida ou ouvida. Logo, é importante estarmos dispostos a estudar as Sagradas Escrituras, ouvir pregações e participar dos cultos com o coração aberto para ouvir o Senhor. Na Bíblia, encontramos vários exemplos de homens e mulheres de fé. Jó não se deixou levar pelas lutas nem pelas palavras de seus amigos e de sua esposa. Ele permaneceu firme na presença do Senhor mesmo enfrentando as piores adversidades. Ana, mulher de Elcana, não podia ter filhos, foi muito insultada por isso, mas clamou ao Deus vivo insistentemente até conseguir a sua bênção, Samuel. E o que dizer do profeta Elias, que apenas avistando uma nuvem do tamanho da mão de um homem creu que cairia abundante chuva? Você deseja crescimento espiritual? Espelhe-se nos exemplos desses homens e dessas mulheres. Cultive a fé. Ore, jejue, leia a Palavra, participe dos cultos em sua igreja, consagre-se ao Senhor, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6). Isto significa que sem ela não conseguimos sequer aproximar-nos do Seu altar.

A fé é o que o cristão necessita para continuar em

harmonia e comunhão com Deus. Ela funciona como um escudo, uma proteção contra os dardos inflamados do diabo, em todas as nossas batalhas espirituais (Efésios 6.16), sustentando e ensinando-nos a esperar em todas as promessas divinas Em Romanos 1.17 (ARA), Paulo ressaltou: Visto que

a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. No

entanto, para que nossa fé seja alicerçada e consi- gamos crescer na vida cristã, precisamos conhecer o Senhor, pois não adianta ter fé em alguém ou em outra coisa; ter uma "fé ilógica", sem base bíblica; esta não funcionará.

Conhecendo o Senhor Para realmente conhecermos uma pessoa é necessário conviver com ela, ter intimidade, conversar, saber dos gostos, o que pensa, como age. Com Deus, acontece o mesmo. Só passamos a conhecê-lo a partir do momento em que nos empenhamos em fazê-lo.

É possível perceber a sabedoria, a onisciência e a

onipotência de Deus observando a criação (Romanos 1.20), mas, para conhecer melhor nosso Criador, precisamos estudar Sua Palavra, onde Ele revela quem é, o que criou, as leis que estabeleceu, corno pensa,

age, o que planejou para o ser humano, como achegar-se a Ele. Também é importante orar diariamente, estabelecendo um diálogo e uma comunhão mais profunda com Deus, observar a manifestação e intervenção dele durante as adver- sidades e em nosso dia-a-dia.

Paulo disse: Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho

manifestou (Romanos 1.19). Só podemos conhecer alguma coisa sobre o Senhor por meio daquilo que

Ele vai revelando-nos gradualmente. E, é claro, que nem tudo sobre Ele nos será revelado aqui na terra; só

o suficiente para compreendermos quem Ele é, para o

que nos criou, o que deseja de nós e o que planejou

para nosso futuro. Mesmo que desejássemos conhecer tudo de Deus,

não conseguiríamos porque a nossa mente é limitada,

e a dele é infinita. Assim como os céus são mais

altos do que a terra, os caminhos do Senhor e os pensamentos dele são mais altos do que os nossos (Isaías 55.9). A despeito de não podermos saber tudo a respeito de Deus, como o amamos, queremos relacionar-nos pessoalmente com o Senhor, conhecê-lo melhor e aprender os princípios que Ele estabeleceu para termos

uma vida abundante, bem como saber os planos gloriosos que Ele tem para cada um de nós e para Seu Reino. Atente para o conselho do profeta Oséias (6.3):

Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

O cristão que deseja atingir a maturidade precisa crescer em graça e sabedoria, buscar a comunhão com

o Pai e ter novas experiências espirituais com o Senhor. Isso contribuirá para o seu crescimento em todos os

aspectos. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos

sobre Deus, estude a Bíblia e medite sobre as histórias

e os princípios que são ressaltados. Meditar significa

pensar cuidadosamente sobre algo, analisar, comparar, tirar conclusões sobre cada ponto ressaltado. Logo, não adianta fazer leitura dinâmica. E

necessário aprofundar-se no estudo do texto sagrado, pesquisando o contexto bíblico e histórico e os costumes dos povos citados. Paulo, por exemplo, constantemente estudava as Escrituras e fazia anotações a respeito. Assim, em sua segunda carta a Timóteo, o apóstolo recomendou:

Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os

pergaminhos (2 Timóteo 4.13). Paulo era um doutor da lei, mas não se cansava de ler e meditar sobre a Palavra de Deus. Por isso, ele se tornou um cristão forte e maduro na fé. Além de aprofundar-se na Palavra de Deus, você deve orar, falar com Deus. Assim, Ele lhe responderá, revelando a vontade dele para a sua vida. Daniel tinha o hábito de orar três vezes ao dia e de estudar a Lei e os escritos dos profetas de Israel. E o Senhor recompensou o esforço de Seu servo, revelando segredos do rei Nabucodonosor, sobre a sucessão dos reinos terrenos e sobre os planos do Criador para restaurar Israel e manifestar o Messias. Daniel teve visões e um anjo enviado por Deus revelou o significado delas, em resposta à oração do profeta. Se você buscar constantemente o Altíssimo em oração, se estudar a Sua Palavra e esforçar-se por viver de acordo com os estatutos dele, esteja certo de que o Senhor revelará mistérios grandiosos a você e o fará triunfar sobre as adversidades que se abatem sobre a sua vida. Ele o fará crescer mais e mais, para atingir a estatura de varão perfeito, como Cristo. Afinal, como

lembrou Paulo, apenas quando formos adultos espiritualmente herdaremos tudo o que o Senhor tem para Seus filhos. É isso que o apóstolo afirmou em Gálatas 4.1-5(NTLH):

Enquanto é menor de idade, o filho que vai herdar a propriedade do pai é tratado como escravo, mesmo sendo, de fato, o dono de tudo. Enquanto é menor, há pessoas que tomam conta dele e cuidam dos seus negócios até o tempo marcado pelo pai. Assim também nós, antes de ficarmos adultos espiritualmente, fomos escravos dos poderes espirituais que dominam o mundo. Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus.

No capítulo seguinte, vamos ver as principais consequências de termos o conhecimento necessário sobre Deus e Sua Palavra.

Capítulo 2- Os efeitos de conhecermos o Senhor

De acordo com o que é revelado em Oséias 4.6, somente uma coisa pode destruir o povo de Deus: a falta de conhecimento.

Como ser fiel até a morte a quem não se ama, não conhece o caráter, as intenções nem os obje-tivos? Precisamos conhecer o Senhor a quem servimos. Só assim, seremos realmente fiéis a Ele e cumpriremos bem o Seu propósito para nós. Muitos cristãos têm adquirido conhecimento superficial com relação ao Senhor. Por isso, são Ievados por doutrinas estranhas ao cristianismo bíblico. São enganados por ensinamentos errados de falsos mestres e falsos profetas. No entanto, quando se aprofundam no estudo da Palavra, passam a ter uma fé sólida, consistente, e nada os pode deter. Conhecer o Senhor gera pelo menos três coisas na vida do cristão: coragem, luz e graça. Como disse o salmista, a Palavra de Deus é

lâmpada para os nossos pés, e luz para o nosso

caminho (Salmo 119.105). Ela impede que andemos no escuro, por lugares perigosos, que nos levem à queda. E a verdade que nos liberta, cura, salva, transforma. Ela nos proporciona sabedoria e discernimento, bem como também gera amor e fé. Assim, à medida que nos aprofundamos no conhecimento sobre Deus e sobre Sua Palavra, temos a certeza de que o Senhor está conosco, e adquirimos coragem para enfrentar as

adversidades da vida, lutando com as armas e as estratégias certas; então somos vitoriosos. Temos fé e intrepidez Aqueles que buscam a face do Criador, que meditam na Sua Palavra diariamente, seguem o exemplo de Estêvão. Ele era cheio de fé e de poder,

fazia prodígios e grandes sinais entre o povo (Atos

6.8).

Em Atos 6.9-15 e 7.1-60, vemos a intrepidez e a sabedoria de Estêvão quando ele relembra a origem e a trajetória da religião judaica até Cristo, confrontando a incredulidade e a negligência dos líderes judeus que rejeitaram o Messias. Estêvão obviamente era um profundo conhecedor das Escrituras. Por isso, mesmo diante das falsas acusações e das ameaças de morte, ele continuou dando testemunho de Jesus Cristo. No momento em que era apedrejado, Estêvão se pôs de joelhos e rogou

o mesmo que seu Mestre: Senhor, não lhes imputes

este pecado (Atos 7.60). Esta atitude de Estêvão foi o reflexo do seu conhecimento sobre o Deus a quem servia. Ele foi corajoso, fiel e misericordioso até os últimos mo- mentos de sua vida, apesar de sofrer perseguição e injustiças pela causa do evangelho. Estêvão teste-

munhou sobre Cristo com poder, autoridade, graça e sabedoria diante dos doutores da Lei. Somente aqueles que conhecem o Senhor conseguem ter essas atitudes! Já a falta de conhecimento sobre quem é Deus e como Ele age a favor de Seu povo gera medo e timidez, e isso impede a pessoa de avançar rumo a seus objetivos, pois faz escolhas cegamente e lemendo as consequências e o fracasso. E isso é até normal, pois as pessoas que não conhecem Deus e não têm uma aliança com Ele caminham na direção contrária à vontade dele. Não se preocupam em buscá-lo e andar segundo a orientação de seu Criador, e em algum momento de sua vida sucumbem diante de crises existenciais, familiares e/ou econômicas. Já os verdadeiros cristãos, aqueles que sabem em quem tem crido, saem fortalecidos das tribulações e conhecendo mais ao Senhor, como Jó. Somos imunizados contra as mentiras e heresias Além de não termos luz, direção, fé e coragem para seguirmos em frente, rumo aquilo que o Senhor tem para nós, se não conhecermos Deus e Sua Lei, corremos o risco de sermos enganados pelas mentiras, falácias e vãs filosofias propagadas pelos incrédulos e pelas heresias disseminadas em nosso meio por falsos mestres e falsos profetas.

Heresia (do vocábulo grego hairesis) é uma deturpação de uma premissa ou doutrina original, convencionalmente aceita por um grupo religioso, de acordo com critérios textuais (exegéticos, her- menêuticos), culturais e/ou eclesiásticos. A heresia geralmente é causada por má interpretação intencional ou não-intencional de uma premissa; é uma afirmativa contrária ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé; o que a torna ofensiva àquela religião.

O termo heresia foi citado no Novo Testamento

especialmente para designar as doutrinas falsas em relação aos ensinamentos de Cristo que estavam sendo disseminadas dentro da Igreja por falsos mestres (ver 1 Coríntios 11.18,19; 2 Coríntios 11.13; 1 Timóteo 4.1; Hebreus 13.9; 2 Pedro 2.1; 1 João 4.1). Os hereges devem ser corrigidos, admoestados e disciplinados. E, se nem assim derem ouvidos, rejeitados (Tito 3.10).

O próprio Salvador alertou que nos últimos dias

surgiriam muitos falsos mestres e falsos profetas, que

enganariam muitos (Mateus 7.15; 24.11,24). Mesmo assim, vários cristãos não se previnem contra isso estudando a Bíblia, frequentando a Escola Dominical e os cultos de doutrina. Por isso, não conseguem se firmar no evangelho nem aprofundar-se no conhecimento genuíno da Palavra de Deus. Resultado:

estão sempre mudando de igreja e de doutrina, e acabam dando ouvidos a ensinamentos sem fundamento bíblico, heréticos e até anticristãos. Entretanto, o cristão que se preocupa em crescer no conhecimento e na graça de Deus jamais será enganado. Ele amadurece espiritualmente e não dá ouvidos a bobagens filosóficas nem teológicas que comumente são difundidas por aí; não é levado por ventos de doutrinas nem destruído como aqueles que edificaram a sua vida sobre a areia. Ele tem convicção sobre sua fé, que está firmada e arraigada em Cristo e em Seus ensinamentos. O apóstolo Paulo exortou:

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens,

pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Efésios 4.1 -3;13-16 Atentemos para isso! Ficamos cheios da graça de Deus Outra consequência de buscarmos o conhecimento de Deus é ficarmos cheios da graça do Pai. O que é graça? E o favor imerecido do Todo-poderoso; é o amor do Senhor revelado em nossa vida por intermédio de Jesus Cristo. O termo graça, no grego karis, do qual deriva caridade, designa o amor espontâneo, benevolente, imerecido do Criador para com os homens. E a ex- pressão máxima da bondade de Deus; a revelação do evangelho por intermédio da pessoa bendita do nosso Senhor Jesus Cristo. Conhecer de fato o Altíssimo é a porta que nos permite ter acesso à graça divina, que foi manifestada por e em Jesus.

Atente para as palavras de João (1.1 7): Porque a lei

foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

E pela graça de Deus que temos a promessa da

salvação, porque pela graça [somos] salvos, por meio da fé; e isso não vem de [nós]; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Com a graça do Senhor em nossa vida, temos amor, somos mais flexíveis com as pessoas, liberamos o perdão com mais facilidade, enxergamos com mais clareza as situações e conseguimos ser mais perseverantes em nossa caminhada cristã. No episódio narrado por Paulo em 2 Coríntios 12, ele conta que, por três vezes clamou a Deus, pedindo que retirasse um espinho de sua carne; um mensageiro de Satanás enviado para esbofeteá-lo, a fim de que o apóstolo não se gloriasse pelas visões e revelações que recebera de Deus. E sabe qual foi a resposta do Senhor?

A minha graça te basta (2 Coríntios 12.9a).

Com a graça do Criador, somos capazes de suportar as adversidades crendo que Ele está no controle e não nos desamparará. Enviará o socorro no tempo oportuno e nos fará triunfar sobre as adversidades. Isso porque a graça do Senhor, o Seu

favor, basta, é suficiente, para resolver qualquer problema.

Temos mais intimidade com o Senhor Uma vez que nos percebemos dependentes da graça de Deus, automaticamente buscamos o Senhor, passamos a ter mais comunhão com Ele e novas experiências espirituais, que nos permitem conhecer mais o Todo-poderoso e confiar nele. Logo, ter mais intimidade com Deus é outro efeito de conhecê-lo, seja pelo estudo da Palavra, seja pelas experiências com a graça do Senhor. Vejamos novamente o exemplo do apóstolo Paulo. Antes de partir em suas viagens missionárias, o Espírito Santo revelou que o apóstolo seria preso e passaria por muitas tribulações (Atos 20.23). No entanto, mesmo assim, Paulo resolveu ir, pois sabia que aquele em quem cria era poderoso para guardá-lo e abrir a porta da Palavra, a fim de que o evangelho fosse pregado e vidas fossem salvas por Cristo. Paulo teve experiências tremendas com o Senhor e pôde animar outros irmãos que passavam por adversidades, lembrando que: Em tudo somos atri-

bulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos (2 Coríntios 4.8,9).

À medida que aprofundamos nossa comunhão com o Senhor, crescemos espiritualmente e vencemos os desafios ao longo dessa caminhada que nos faz subir degrau por degrau, de fé em fé, de glória em glória, levando-nos a patamares espirituais mais elevados, a fim de que reflitamos a glória do Senhor, pela ação do Espírito Santo em nós (2 Coríntios 3.18). Assim, quanto mais crescemos espiritualmente, mais nos aproximamos de Deus e afastamo-nos do pecado, obtendo mais poder, autoridade espiritual e graça, para vencer a nossa natureza pecaminosa, o mundo e o diabo.

Somos santificados Outra consequência de conhecermos o Senhor e de aproximarmo-nos dele é a santificação. As Sagradas Escrituras revelam a santidade de Deus e o Seu desejo de que Seus filhos se santifiquem (veja Êxodo 19.6; Levítico 11.44,45; 1 Pedro 1.15). E o escritor da Carta aos Hebreus (12.14) destacou: Segui

a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Santificação significa separação, consagração. Aquele que opta por um viver santo, pautado nos padrões e princípios divinos, sempre escolhe fazer a vontade de Deus, estar no centro da Sua vontade.

Como se santificar? Os seguidores de Cristo são exortados a não se conformarem com os antigos padrões de comportamento, modos de pensar, sentir, desejar e agir que tinham antes de conhecerem o Senhor:

Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Efésios 4.22-32 Buscar a santificação implica mudança de vida. No entanto, para isto não basta o desejo da pessoa em mudar. É preciso a atuação do Espírito Santo para que, de fato, ocorra a transformação. Não podemos tornar a nós mesmos santos, mas se desejamos a santidade e colocamos a nossa vontade direcionada aos propósitos do Criador, Ele nos fará santos. Medite nas palavras do apóstolo Paulo em 1

Tessalonicenses 4.7,8: Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.

Ao buscarmos a santidade e convidarmos o Espírito Santo para fazer Sua obra regeneradora em nós, Deus purifica-nos, guia-nos em Seus caminhos de justiça e de santidade, fortalecendo-nos para enfrentarmos e vencermos a tentação de voltarmos às antigas práticas. Entregue sua vida nas mãos do Senhor, que Ele o fortalecerá para trilhar o caminho da santificação! Conquistamos poder e autoridade Quais as consequências de conhecermos o Senhor, termos mais intimidade com Ele, experimentarmos Sua

graça e santificar-nos? Crescemos espiritualmente e recebemos mais poder e autoridade para triunfar sobre o mal e cumprir o propósito de Deus para nossa vida, porque o Espírito Santo passa a ter domínio sobre nós, dirigir-nos. A palavra autoridade, em grego exousia, significa direito irrestrito à liberdade de ação. O Senhor delega autoridade aos cristãos genuínos para falar e agir em Seu nome, assim como revestiu também de poder os Seus profetas veterotestamentários, para que instruíssem os israelitas na Sua Lei e advertissem-nos quanto aos perigos de infringi-la.

Em Atos 4.33, lemos: E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.

A expressão grande poder em grego significa mega dunamis. E a palavra dunamis, da qual deriva dinamite, denota excepcional, grandiosa capacidade, habilidade; um mega poder para completar ou concluir uma missão. Espiritualmente, também devemos estar revestidos dessa dunamis para combater o bom combate com o poder do Espírito Santo e guardar a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo era um homem cheio da autoridade, da graça e da revelação do Senhor.

E Deus, pelas mãos do apóstolo Paulo, fazia maravilhas extraordinárias, de sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades eram curadas, e os espíritos malignos saíam. E alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. Os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse:

conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?

Atos 19.11-15 Milagres extraordinários eram operados por Deus pelas mãos do apóstolo Paulo. Os filhos do sacerdote Ceva presenciaram estes fatos e ficaram impressionados. Eles pensaram que poderiam realizar os mesmos milagres, usando o nome do Senhor. No entanto, foram envergonhados publicamente pelo endemoninhado que os agrediu e arrancou as roupas deles. Os demônios conhecem aqueles que têm e os que não têm a autoridade de Deus.

Assim como não somos salvos por nossos méritos, mas pela graça, o poder espiritual e a autoridade para falar e pregar em nome do Senhor é delegada por Ele a quem se submete inteiramente ao Seu comando. Seja obediente a Deus, e será revestido de poder e de autoridade para pregar o evangelho, testemunhar com a própria vida sobre a obra de Cristo e levar muitas pessoas a buscarem o Senhor, conhecê-lo e serem salvas por Ele. No próximo capítulo, vamos falar sobre os tipos de cristão que existem na igreja, de acordo com o grau de desenvolvimento espiritual que cada um apresenta.

Capítulo 3 - Os vários tipos de cristão

Na igreja, não é difícil perceber que há vários tipos de cristão. Há aqueles que possuem sede de Deus, buscam a graça e o conhecimento do Senhor, além de discernimento espiritual. Outros ficam em cima do muro, mudando de postura conforme a situação. E tem ainda os que são uns bebês na fé. Como dissemos, tempo de igreja infelizmente não garante maturidade espiritual a ninguém. A maturidade depende das experiências que cada cristão tem com o Senhor, do conhecimento que possui sobre Deus e Sua vontade; e isto exige dedicação, consagração e obediência ao Senhor e à Sua Palavra.

E exatamente por isso que vemos muitas pessoas

na igreja sem nenhum conhecimento profundo da

Palavra e sem uma real transformação de vida. Elas simplesmente estão ali cumprindo rituais, tradições religiosas, sem um envolvimento real com Cristo. Isto é lamentável!

É por isso que, na Bíblia, são mencionados quatro

tipos de cristão: os meninos, os fracos, os carnais e os

fortes. Conhecendo algumas características de cada tipo, podemos identificar-nos e perceber que mudanças são necessárias para que nos tornemos cristãos fortes, maduros e cheios do Espírito Santo. Os meninos na fé Existem cristãos que crescem na graça, porém negligenciam o seu conhecimento na Palavra. E o resultado é que se tornam medrosos, supersticiosos e inconstantes. Estes são os cristãos meninos. Se, por exemplo, a janela da casa deles é fechada violentamente por causa da força do vento, isto é suficiente para pensarem que foi o demônio; então gritam: "Tá amarrado!" Aqueles que ainda são meninos na fé valorizam mais as experiências espirituais do que o conhecimento. Embora tenham muitos anos na igreja, continuam agindo como novos convertidos. Não sabem

discernir o que é fantasia e o que é realidade, o que é voz de Deus e o que é voz do homem, o que é poder do Altíssimo e o que é emoção, podendo ser enganados pela falta de conhecimento sobre o Senhor. Para evitar isso, em Efésios 4.14, o apóstolo Paulo exortou: [Aperfeiçoemo-nos na fé e no conhecimento

de Cristo] Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.

Além de medrosos e supersticiosos, os cristãos meninos normalmente são inconstantes, instáveis. Ora estão cheios de poder, ora estão fracos na fé. Ora estão aquecidos com o fogo do Espírito Santo, ora estão frios. Há momentos em que eles, no auge da espiritualidade, falam em línguas, profetizam a vitória. No entanto, em outras ocasiões estão deprimidos, desanimados. Por isso, têm dificuldade para progredir na fé e ficam estagnados. Os meninos na fé necessitam de ajuda para crescer. Precisam alimentar-se com o leite da Palavra, ou seja, com os ensinamentos elementares, para edificarem uma base sólida para sua fé; então, conseguirão assimilar outras revelações mais complexas. Foi

exatamente isso que o escritor da Carta aos Hebreus constatou:

Vos

fizestes negligentes para ouvir. Porque,

devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.

Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.

Hebreus 5.11 -13 Note que o autor se dirigiu a pessoas que tinham um bom tempo na fé. Elas deveriam ser mestras se verdadeiramente ouvissem os ensinamentos de Cristo e os colocassem em prática. No entanto, ainda precisavam de leite, ou seja, careciam de compreender o básico da doutrina. Há quanto tempo você está na igreja? Faz quantos anos que aceitou Jesus como Senhor e Salvador? Como tem se comportado diante das frustrações e adversidades? Seu conhecimento sobre o Senhor e Sua Palavra tem aumentado gradativamente ou está estagnado? Você tem tido experiências com Deus ou

tem seguido Cristo com base nas experiências de outros? Tem participado ativamente na obra de Deus? Você não quer ser um cristão menino? Estude a Palavra de Deus. Procure compreender e assimilar as doutrinas elementares. Frequente a escola bíblica dominical. Leia a Bíblia. Tenha amizade com cristãos maduros que podem orientá-lo e instruí-lo. Cultive a fé e obedeça ao Senhor. Assim, você crescerá de fé em fé e de glória em glória, amadurecerá e dará bons frutos, abençoando o Reino de Deus. Os fracos na fé Assim como os cristãos meninos, os fracos na fé não têm um conhecimento profundo sobre Deus e Sua Palavra. Têm pouca consciência sobre a vontade do Senhor. Assim, sua fé é instável, eles ficam suscetíveis de serem enganados por ventos de doutrinas estranhas ao evangelho e são emocional e psicologicamente frágeis; por qualquer besteira ficam escandalizados. Em 1 Coríntios 8.7-10, Paulo mencionou algumas dessas características dos fracos na fé: Nem em todos

há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.

O cristão espiritualmente fraco é muito vulnerável às investidas satânicas, devido à sua falta de conhecimento sobre Deus e Sua Palavra e à sua consciência fraca, que se escandaliza facilmente e pode induzi-lo ao erro e ao pecado. Logo, o fraco na fé não costuma praticar a Palavra de Deus, e a sua casa não resiste aos ventos, à tempestade e à chuva porque está edificada sobre a areia (ver Mateus 7.26-27). Uma das causas de a pessoa enfraquecer e adoecer na fé é ela continuar no pecado depois de ter tido um encontro com Cristo ou aprender Seus ensinamentos, mas não os praticar. Paulo fala sobre isso em 1 Coríntios 11.28-30, quando ensina sobre a Ceia do Senhor:

Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem.

Apesar de toda dificuldade que os fracos na fé apresentam, Paulo recomendou:

Vede que essa liberdade [em Cristo] não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.

Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

Romanos 14.1,3

Nós

que

somos

fortes

devemos

suportar

as

fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.

Romanos 1 5.1 Se você é fraco na fé, peça ao Senhor para

fortalecê-lo com Seu

Aprofunde-se no conhecimento bíblico, tenha uma

discernimento

espiritual e sabedoria que somente o Pai pode proporcionar-lhe. Se você é forte, ajude os fracos, orando por eles, ajudando-os a caminhar e a fortalecer-se, suportando-os em amor e não lhes dando nenhum motivo de escândalo.

vida de oração e jejum, busque

Espírito

e

na

Palavra.

Os carnais Paulo advertiu a Igreja em Corinto:

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; porque

ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?

1 Coríntios 3.1-3 O apóstolo chamou a atenção para a falta de crescimento espiritual daqueles irmãos em Cristo que ainda nutriam inveja, contendas e dissensões entre eles; que revelavam não ter um profundo conhecimento sobre o Senhor; que ainda estavam sendo guiados pela carne, e não pelo Espírito. Paulo assinalou a diferença entre os cristãos carnais e os espirituais:

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

Romanos 8.5-8 Os cristãos carnais costumam racionalizar todas as coisas. Dificilmente crêem nas experiências espirituais. Eles não conseguem discernir, por exemplo, o emocional do espiritual. Para eles, qualquer

manifestação espiritual [uma profecia, uma revelação, um milagre] é "crendice". Eles costumam deixar-se dirigir apenas pelo seu próprio intelecto e fazer tudo para satisfazer sua carna-lidade. Estão habituados aos conceitos humanos e ao estilo de vida mundano, porque ainda não passaram por uma profunda mudança espiritual. Logo, representam um perigo para os cristãos meninos e os fracos na fé, podendo influenciá-los e doutriná-los de acordo com suas concepções distorcidas do evangelho. Exatamente por isso, Paulo advertiu os cristãos em Colossos:

Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se

em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua

carnal compreensão, [

alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da

carne.

Colossenses 2.18,23 Os cristãos carnais precisam reconhecer que confiam mais em si e em seu próprio intelecto do que no Senhor, dispondo-se a mudar de atitude. Precisam encher-se do conhecimento sobre Deus e a Palavra da

]

as quais têm, na verdade,

verdade. Necessitam submeter-se ao Espírito Santo, a fim de serem regenerados e guiados por Deus. Só assim, serão cristãos genuínos e maduros espiritualmente.

Os fortes na fé O cristão forte na fé está bem alicerçado na Palavra do Senhor. Ele possui uma vida de comunhão com Deus, pautada na oração e na Lei do Altíssimo. Por isso, dificilmente é influenciado pelo mal, deixa-se enganar por falsos ensinamentos ou fica escandalizados pelas fraquezas alheias. Ele é sal e luz em sua casa, em seu trabalho, em seu local de estudo. Os cristãos fortes não se deixam abater nem esmorecer diante das adversidades. Eles conseguem glorificar o Senhor em meio às tribulações, pois conhecem de fato o Deus a quem servem. Sabem que o Criador está no controle de todas as coisas, que as tribulações são necessárias para o crescimento espiritual, que o Todo-poderoso não desampara os Seus nem permite adversidades que não sejamos capazes de suportar. Eles sabem que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer (Salmo 30.5). Têm certeza de que o Senhor proverá o escape e a saída de que necessitam. Eles têm consciência de que coisas ruins

acontecem na vida de qualquer pessoa, seja cristão ou não. Mas que o Senhor sustenta os justos. E, independente das circunstâncias, os fortes na fé servem a Deus de coração. Eles, como Paulo, são

capazes de dizer: Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade

(Filipenses 4.12). Outra característica dos fortes na fé é não bus- carem os seus próprios interesses. Pelo contrário, eles são altruístas e promovem o bem-estar dos outros. Seu foco está em Jesus Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12.2). Não buscam agradar a si mesmos (1 Coríntios 10.24). Antes, estão dispostos a servir e a contribuir com amor para o engrandecimento do Reino de Deus neste mundo. Logo, não brigam por cargos na igreja. Além disso, os fortes na fé são maduros; então, mesmo quando são ofendidos, mal interpretados ou injustiçados, mesmo estando com a razão, costumam sofrer o dano, pedir perdão ao irmão que os ofendeu e buscar a reconciliação. Eles se humilham para não perder o irmão que é fraco na fé e para promover o amor e a justiça, que são as bases do Reino de Deus.

Os fortes na fé têm consciência de que abso- lutamente nada os separa do amor de Deus que está em Cristo Jesus, como observou Paulo em Romanos 8. Vejamos, pois, no capítulo seguinte, como tornar-se um cristão forte e maduro; quais são os fatores que contribuem para o nosso crescimento espiritual.

Capítulo 4 Fatores que contribuem para o nosso crescimento espiritual

Já destacamos que o crescimento espiritual é gradual e que precisamos fazer a nossa parte para amadurecer na fé. Também afirmamos que é o Espírito Santo quem nos ajuda e guia no decorrer do processo, desde que estejamos dispostos a realizar a parte que nos cabe. Então, agora, veremos quais são os fatores que contribuem para esse processo contínuo e gradativo de crescimento e ao amadurecimento espiritual. Ter o desejo de amadurecer espiritualmente Ninguém pode desejar amadurecer espiritualmente por você, nem mesmo o Senhor. Você deve optar por ser maduro e buscar isso, sabendo que normalmente quem deseja algo, busca e trabalha para alcançá-lo,

priorizando suas metas e fazendo os ajustes necessários para alcançar seus objetivos. Aquele que tem o desejo de amadurecer normal- mente pensa: "Quero crescer, não quero ser um cristão medíocre, menino, carnal nem fraco na fé. Desejo ser um cristão maduro, forte, que dá bons frutos". Pensar é o primeiro passo para conquistar o que se almeja, pois o pensamento é a semente da ação. Tudo começa no processo mental. Antes de fazermos algo, pensamos a respeito, visualizamos o que desejamos, estabelecemos prioridades e metas, analisamos os métodos e os recursos que utilizaremos. Atente para o que Paulo recomendou acerca do modo de pensar do cristão:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.

Filipenses 4.8

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra.

Os assuntos deste mundo são passageiros. Eles não contribuem para o nosso crescimento e amadu- recimento espiritual, que é o que precisamos priorizar na vida cristã. Sendo assim, devemos buscar os interesses do Reino de Deus em primeiro lugar. Dessa forma, teremos comunhão com o Senhor, conhecimento dos princípios que regem a vida, fé e maturidade para enfrentar e vencer as adversidades, porque sabemos que a vitória vem por Cristo Jesus. Ter disposição para aprender Além de ter o desejo de crescer, precisamos dispor-nos a aprender o que é necessário para o nosso crescimento e amadurecimento. Aprender significa tomar conhecimento de algo pelo estudo, pela observação ou pela experiência, assimilando e retendo as informações que nos tornarão aptos para realizar um feito ou completar um processo. Sendo assim, tem de haver uma pré-disposição na pessoa para o aprendizado, sabendo que este é um processo gradual, que se dá dos níveis mais simples para os mais complexos. Logo, não adianta uma pessoa querer aprender sobre questões mais complexas se ainda não domina o básico. É preciso subir um degrau de cada vez.

Lamento quando consagram a pastor um neófito [um recém-convertido ao cristianismo]. Isso é loucura! Como pode um novo convertido, que acabou de aceitar Jesus e precisa aprender a base doutrinária, subir no púlpito para pregar e ensinar o evangelho? Da mesma forma, é loucura um novo convertido entrar para um seminário teológico. Primeiro deve frequentar a igreja, participar assiduamente dos cultos e da escola dominical. Depois de um tempo, quando já conhecer bem a Bíblia e Deus, quando tiver certa

maturidade espiritual, aí sim, deve ir para o seminário.

Se o novo convertido inverter a ordem, se for direto

para um seminário estudar teologia, não suportará os debates por causa da sua imaturidade espiritual. Seminário não é para alicerçar a fé de ninguém. É onde se debate questões mais complexas, confrontando o cristianismo a outras filosofias e religiões; onde se ensina técnicas de investigação textual (hermenêutica, exegese), de pregação (homilética) e de trato pastoral

(aconselhamento) etc.

A igreja é o melhor lugar para aprendermos os

ensinamentos da Palavra, o plano da salvação, as doutrinas básicas do cristianismo, para ter experiên- cias no Corpo de Cristo, comunhão com os irmãos e firmar-nos caminhos do Senhor. A escola dominical é a

maior escola teológica. Ela lança a base para o estudo da teologia. Em suma, quem deseja crescer na fé precisa ter disposição para aprender. Você pode entender de filosofia, arte, literatura, mas esses conhecimentos não o ajudarão a conhecer e entender o mundo espiritual. Precisa estudar a Palavra de Deus, entender os princípios espirituais. Se não, ou será um cristão carnal, cheio de filosofias mundanas, ou será um cristão menino, que baseia sua fé apenas nas experiências místicas; que vive de "mistério", "fogo", "poder", "movimento", mas não consegue desenvolver-se espiritualmente e fica refém de heresias e meninices. Buscar conhecimento na Palavra Ler a Palavra de Deus diariamente e refletir sobre os ensinamentos bíblicos é fundamental para o crescimento do cristão. Também é importante ler livros e consultar dicionários, enciclopédias e compêndios teológicos que o ajudem a entender as histórias, as doutrinas e os princípios bíblicos, bem como a cultura e o contexto histórico dos textos do Antigo e do Novo Testamento. Paulo estudava as Escrituras, mas não deixava de aprofundar seus conhecimentos em outros escritos

teológicos [targum, midrash] (ver 2 Timóteo 4.13). O apóstolo pesquisava a Palavra. Não fazia uma simples leitura. Ele meditava, pensava, refletia e analisava. Assim como Paulo, devemos ter prazer na Lei do Senhor e na Sua Lei meditar de dia e de noite (Salmo

1.2).

Busque conhecimento na Palavra e em bons livros para o seu crescimento espiritual. Peça ao Senhor que abra sua mente para que possa realmente entender a mensagem bíblica e colocar em prática os ensinamentos do Altíssimo. Como resultado, você terá maturidade espiritual e desfrutará de uma vida de bênçãos. Colocar em prática os ensinamentos da Palavra Estudar a Palavra de Deus e meditar sobre ela é importante. Mas não adianta aprender e não colocar em prática o que aprendeu. De nada valerá. Reflitamos nas palavras de Tiago:

E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da

liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.

Tiago 1.22-25 Atentemos para o que Jesus ensinou em Mateus

7.24-27:

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos,

e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava

edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a

areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande

a sua queda.

A Palavra precisa ser praticada. Não aja como o homem insensato. Coloque em prática os ensinamentos bíblicos. Ame e perdoe todas as pes- soas, diga não ao pecado, evite até a aparência do mal, congregue em uma igreja séria, dê o dízimo de tudo o que recebe, oferte com amor, alegria e liberalidade, não seja rebelde nem insensato, obedeça a Deus e ande

nos Seus caminhos. Então, você crescerá e verá a diferença entre quem serve e quem não serve a Deus. Ter comunhão e experiências com Deus Além de conhecimento bíblico, é de extrema importância que o cristão tenha comunhão e experiências pessoais com Deus. A vivência dos outros é gratificante, edificante. Entretanto, a nossa é fundamental e marcante, pois permite que renovemos diariamente o nosso compromisso pessoal com o Senhor. Ninguém pode ter uma vida cristã madura com base apenas na vivência de terceiros! Deus é o Deus do universo, de toda a terra, de Abraão, de Isaque, de Jacó, da Igreja, dos nossos irmãos, da nossa família. Mas Ele precisa ser o nosso Deus. Precisamos, individualmente, conhecê-lo; ter intimidade com Ele. Experiências pessoais nos aproximam do Senhor, e consequentemente trazem bênçãos e vitórias! Daniel, por exemplo, foi posto a prova várias vezes durante seu exílio na Babilônia. Ele estava longe de casa e de sua cultura. Não havia sinagogas, templo nem reuniões de oração. Mas seu conhecimento das Escrituras e suas experiências pessoais com o Senhor permitiram que ele não hesitasse em clamar a Deus, mesmo quando foi proibido de fazer qualquer petição

que não fosse ao rei (Daniel 6). Daniel sabia em quem cria! Conhecia o caráter do Senhor! Abraão também conhecia o seu Deus; por isto, diante da grande prova de oferecer seu filho Isaque em sacrifício, o patriarca de Israel não vacilou em obedecer à ordem do Senhor, pois conhecia-o intimamente e confiava em Seu amor, Sua fidelidade e em Seu poder, crendo que Ele proveria o cordeiro para si (Gênesis 22.8) ou, se preciso fosse, ressuscitaria o filho da promessa (Hebreus 11.17-19). Aqueles que possuem experiências com o Criador, não ficam parados. Eles têm sede de Deus, fé, discernimento espiritual; são cheios do conhecimento e da graça do Senhor. Ser assíduo na igreja Estar com frequência na casa de Deus faz parte do processo do crescimento espiritual, porque aqueles que estão sempre na igreja ouvem a Palavra do Senhor, que é a fonte principal geradora da fé. Paulo ensinou aos romanos: De sorte que a fé é

pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.1

7). Os que não gostam de ouvir e meditar na Palavra não podem ser cheios de fé. E quem não tem fé é dominado pela incredulidade. Logo, estar na casa de Deus é fundamental para o processo de crescimento

cristão, para gerar fé e firmar-se nos caminhos do Todo-poderoso. Então, atente para as palavras do salmista: Uma

coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e

aprender no seu templo (Salmo 27.4). Seja assíduo na igreja!

Ter amizade com cristãos Não existe cristão eremita [pessoas que vivem isoladas]. Fazemos parte do Corpo de Cristo. Assim como os órgãos do corpo humano são vitais e separados do organismo não conseguem viver nem desempenhar as suas funções, nossa vida espiritual também fica comprometida se estivermos separados do Corpo de Cristo, a Igreja (1 Coríntios 12.12,26). Um órgão fora do corpo humano apodrece. Da mesma forma, um cristão sem amizades no Corpo de Cristo adoece espiritualmente. Fica fraco na fé, desanima e naufraga diante das tempestades. Não se isole. Procure em sua igreja pessoas que tenham afinidades com você, que sejam da sua faixa etária, que morem próximo a sua casa. Procure aproximar-se delas, conhecê-las e cultivar uma amizade sincera.

Os amigos são muito importantes em nossa vida. Eles nos alegram e consolam. São nossos conselheiros e ajudadores. Como é dito em Provérbios 1 7.1 7: Em

todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão.

Tenha amizades saudáveis com seus irmãos em Cristo!

Trabalhar na obra de Deus O trabalho na obra de Deus também proporciona crescimento na vida do cristão. Por quê? Porque quem trabalha na seara do Mestre, busca mais o Senhor, o que contribui para que ele tenha mais comunhão com o Todo-poderoso, mais fé e a oportunidade de ter experiências profundas com o Altíssimo e testemunhar milagres. Além disso, o serviço nos permite exercer a mordomia cristã. Ao usarmos nossos dons, talentos e os recursos que Deus nos deu, passamos a ter mais consciência do nosso papel como servos do Altíssimo e de nossa função no Corpo de Cristo. Temos visto muitos cristãos teóricos. Eles não têm vivência do evangelho. Não trabalham em nenhum setor da igreja. Desejam apenas ser servidos na casa de Deus, mas não querem servir. Muitos proclamam o evangelho, mas não o vivenciam. Usam o Senhor, mas

não o servem. Como crescer espiritualmente desse jeito? É impossível! Nada substitui o trabalho humano. Exatamente por isso, somos o principal instrumento na obra do Senhor. Trabalhe para Ele. Dedique parte do seu tempo, com amor e zelo, em algum projeto de sua igreja. Pense em como você pode contribuir para o crescimento do Reino de Deus nesta terra. Se ainda não se identifica com nenhum ministério, peça o Senhor que lhe mostre onde Ele deseja que você o sirva. Deus deseja usar todos os Seus filhos em Sua obra. Mas é preciso dispor-se para o serviço cristão. Siga o conselho do apóstolo Paulo: Portanto, meus

amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor (1 Coríntios

15.58).

O Senhor tem um chamado para cada pessoa no Corpo de Cristo.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade

da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

Efésios 4.11-13 No mais, continue ouvindo e estudando a Palavra de Deus. Realize cultos domésticos, ore, jejue, congregue, trabalhe na obra do Senhor. Coopere com Deus para o seu crescimento e ama- durecimento espiritual e o de outros irmãos. Agora, ore ao Senhor:

"Pai, desejo estar firme em Teus caminhos para que eu possa cumprir os propósitos que Tu tens para a minha vida. Gera em meu coração a vontade de ler a Tua Palavra e meditar nela dia e noite. Dá-me fé, discernimento, disposição para estar em Tua casa e trabalhar em Tua obra. Ensina-me a ouvir a Tua voz e molda-me conforme o Teu querer. Perdoa os meus pecados e ajuda-me a prosseguir rumo à eternidade quando nos veremos face a face. Em nome de Jesus, amém."