Sei sulla pagina 1di 14
Aug Resp Loja ”FRANCISCO XAVIER FERREIRA” de Pesquisas Maçônicas Fundada em 19 de novembro de

Aug Resp Loja ”FRANCISCO XAVIER FERREIRA” de Pesquisas Maçônicas Fundada em 19 de novembro de 1995 Filiada ao GORGS

PESQUISA SOBRE O PAINEL SIMBÓLICO DO GRAU DE APRENDIZ DOS RITOS ADOTADOS NO GORGS

A Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas, a Chico da Botica, na sua busca de divulgar e esclarecer a cultura maçônica, neste ano de 2010, em que completa seu 15º aniversário fixou como objetivo comemorativo o estudo dos símbolos contidos no Painel da Loja de Aprendiz Maçom dos ritos adotados no Grande Oriente do Rio Grande do Sul – GORGS e que são: Rito Escocês Antigo e Aceito; Maçons Livres, Antigos e Aceitos (Rito Simbólico ou Azul); Rito Brasileiro; Rito de Emulação ou York; Rito Schröder; Rito Moderno e Rito Adonhiramita.

Cada tema desenvolvido tem como norte poder proporcionar às Lojas, reunidas em Grau de Aprendiz, ministrar, de forma mais uniforme, instruções sobre o Painel, sem com isso pretender serem os conceitos transcritos a verdade final, mas ao menos termos o posicionamento de nossos Rituais e conceituados estudiosos da maçonaria.

PAINEL DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM DO RITO REAA, PRATICADO NO GRANDE ORIENTE DO RIO GRANDE DO SUL – GORGS

Nery de Oliveira Savi, MI - Aug.´. Resp.´. Ben.´. Mui Excelsa e Centenária Loja Simbólica Saldanha Marinho – A Fraterna - Oriente de Santana do Livramento - RS Membro Correspondente daLoja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas - MLAA GORGS - Porto Alegre - RS

PAINEL SIMBÓLICO DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM DO RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO - R.E.A.A PRATICADO NO GORGS & LOJA SALDANHA MARINHO/ORIENTE DE LIVRAMENTO- RS

“O painel da Loja que vedes representa o caminho que devereis trilhar para

atingirdes, pelo trabalho e pela observação, o domínio de vós mesmos.

No painel da Loja se condensam todos os símbolos que deveis conhecer e, se bem os

interpretardes, fáceis e muito claras ser-vos-ão as instruções subseqüentes”.

Ritual do Grau de Aprendiz Maçom do REAA - GORGS – 2004/2007 pág. 167.

Ao iniciarmos esta pequena colaboração, queremos explicar e justificar da necessidade de título tão extenso.

Ao iniciarmos esta pequena colaboração, queremos explicar e justificar da necessidade de título tão extenso. O imperativo sem dúvida é chegarmos ao tema exato que pretendemos desenvolver, já que como todos sabem, existem três Graus nas Lojas Simbólicas, portanto pode-se acreditar ou saber que existem outros painéis em outros graus. No Rito Escocês, porque o GORGS, aceita nada menos ou nada mais, que sete ritos maçônicos, a saber: REAA, Rito de York ou Emulação. Schröder, Adonhiramita, Brasileiro, Moderno e Maçons Livres Antigos e Aceitos, entendendo então, da possibilidade de diferenças entre os painéis dos diferentes Ritos. No Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS, pela existência de outros poderes maçônicos. Aqui no Estado do Rio Grande do Sul, Grande Oriente do Brasil/RS e Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, e na Loja Saldanha Marinho, certamente se formos pesquisar encontraremos painéis diferentes entre as Lojas do GORGS, no mesmo Rito. Necessário salientar, não estamos aqui para convencê-los dos únicos e verdadeiros significados de cada um dos símbolos existentes no

painel do Grau de Aprendiz, que vamos descrever, já que cada Maçom pode e deve fazer seu próprio aprendizado pessoal e entender o símbolo de maneira diferente da nossa.

Temos sim a pequena pretensão de despertar em cada um dos Irmãos, a curiosidade, o desejo, o anseio, a aspiração de saber mais sobre estes símbolos.

O início da Ordem Maçônica, “se perde na bruma dos tempos”, (uma das tantas definições que existem a respeito do momento do início da Ordem Maçônica), mas neste trabalho, vamos estabelecer o lapso temporal no final dos anos 1700 e início dos anos de 1800, local Londres, Inglaterra, modernamente, um dos berços do nascimento da Arte Real ou Ordem Maçônica.

Oportuno se torna dizer, que aquela época, ainda não havia os templos físicos, para as Lojas trabalharem, sendo as reuniões maçônicas muito esparsas, algumas mensais, e outras Lojas trabalhavam ainda mais espaçadamente, até mesmo semestralmente ou anualmente, tudo de acordo com as largas distâncias da época, dificuldades de transporte, comunicações, e pequeno número ainda de Maçons existentes. Nas pesquisas verificamos que um dos grandes motivos das reuniões, era justamente os grandes banquetes regados a vinho e que duravam grande parte da noite, sendo que à época as tabernas também serviam de local para reuniões associativas e de intelectuais, músicos, pensadores, pintores, poetas e outros intelectuais, funcionando como centro de troca de ideias, local ideal então para o nascimento de uma Ordem como a nossa.

Na inexistência então, do templo físico, as Lojas reuniam- se nas tabernas que lhe davam o nome que, obviamente, naquela noite não funcionavam. Curiosamente, era costume a época, as Lojas na Inglaterra, adotarem os nomes das tabernas onde se reuniam, nestes dias escolhidos. Vamos destacar quatro Lojas, cujos nomes eram, O Ganso e a Grelha, (também chamada de Loja de São Paulo – eventualmente reunia- se no pátio da Igreja de São Paulo, era a mais importante e influente das quatro citadas), A Macieira (ou a Maçã), O Copo e as Uvas e A Coroa.

Estas quatro Lojas em 24 de junho de 1717, por ideia de Theophile Desagullier, pastor religioso, iniciado em 1709, reúnem-se e fundam a Grande Loja de Londres, que mais tarde reunida com a Grande Loja dos Antigos, fundada em 1751, deu origem a Grande Loja Unida da Inglaterra no ano de 1813.

Aqui, nos acreditamos, salvo melhor juízo, ocorre à confirmação do nascimento da maçonaria especulativa, com sua afirmação definitiva na fundação da Grande Loja da Inglaterra, do que podemos chamar do primeiro Poder Maçônico constituído modernamente, que existe até hoje e é primeiro sistema de obediência de maior vulto, dentro da Maçonaria atual. Por ocasião das sessões da época, um Irmão, que certamente tinha algum dote de desenho era o encarregado de desenhar no chão da taberna os principais instrumentos de trabalho e do Grau, em geral eram representados as ferramentas dos Maçons operativos, as Colunas e o pórtico do Templo de Salomão. Após, a sessão, este mesmo Irmão, era o encarregado de limpar o chão da taberna. Aqui, surgiam dois problemas, primeiro que o chão era limpo com água e certamente com um pano, o que, com o tempo estragava o chão da taberna, desagradando o dono do local, o segundo, é que se corria o risco de à noite, pouca iluminação, deixarem-se os símbolos mal apagados o que os revelaria para os profanos, no dia seguinte, já que a taberna retomava suas atividades normais. Assim, podemos entender que surgiram os painéis: Algum dos Irmãos encarregado dos desenhos, por certo, numa Loja qualquer, cansado de pegar no balde e no esfregão após as sessões ou das reclamações do dono da hospedaria, resolveu pintar ou bordar, aqueles emblemas ou símbolos, num pano qualquer, que depois passou a ser couro, e após lona, criando-se assim os primeiros Panos de Loja, denominação primitiva dos painéis.

O Pano de Loja era então enrolado e levado com os Irmãos até a próxima sessão. Esta mudança permitiu que surgissem trabalhos mais elaborados, mais minuciosos e coloridos. Também não foi adotado de imediato por todas as Lojas, que continuaram a usar carvão ou giz, para desenhar os instrumentos, pelo fato destes Panos de Lojas a medida que foram se sofisticando eram muito

caros e a maioria da Lojas existentes, muito pobres. Estes Panos de Lojas, nem sempre eram colocados no chão, algumas vezes era pendurado na parede ou colocado na mesa do Venerável Mestre. O primeiro painel que realmente se tem noticia já na forma aproximada moderna de hoje, foi um painel surgido em 1808, e que tinha a finalidade de uniformizar os painéis de todas as Lojas. Foi desenhado pelo Irmão William Dight, sendo que criou painéis para os três graus simbólicos, lembrando que na Inglaterra, imperava o Rito de York ou Emulação e que a Maçonaria sofria certa influência da própria Igreja, sendo que na Inglaterra, predominava a Igreja Anglicana. Dez anos após, em 1818, foi iniciado na Maçonaria Inglesa, outro irmão de grande habilidade e talento como desenhista e que deixaria seu nome gravado na História da Maçonaria Universal, chamado John Harris, salientando-se que estes painéis, também eram dedicados ao Rito de York ou Emulação.

Salienta-se que este Irmão, notável em seu talento de desenho, também pintou painéis para os três graus da Loja Simbólica, mas com um detalhe, para que seu trabalho não fosse cópia dos painéis de William Dight, certamente atacado pela nossa conhecida “mosca azul”, ou por influência de Irmãos Maçons vinculados a Igreja, suprimiu símbolos e acrescentou outros.

Por exemplo, do painel de William, retirou a chave que lá existia, e acrescentou a Escada de Jacó, com a Âncora, (Esperança), Cruz (Fé) e Cálice e Mão (Caridade) – virtudes teologais católicas. Acresceu a Orla Dentada, o Altar, o Livro da Lei, etc. Note-se que em 1818, já existia a Grande Loja Unida da Inglaterra. Aqui temos mais uma prova das relações amistosas entre a Igreja, na Inglaterra imperava a Igreja Anglicana, e a Maçonaria, pelo menos no início dos tempos.

Inicialmente John Harris, compôs o primeiro quadro fixo, e que veio a substituir, os desenhos que eram feitos no solo. Era um quadro simples, de pano e sem qualquer moldura, desenrolado em frente do Altar dos Juramentos, após a abertura do Livro da Lei. Posteriormente este quadro passou a ter uma moldura e a ser chamado de painel.

O painel representa o elo de união entre todos os símbolos nele contidos (Xico Trolha) 1 . Faremos agora, rápida análise dos símbolos contidos no Painel do Grau de Aprendiz Maçom do REAA, utilizado na Loja Saldanha Marinho, de acordo com o atual ritual do GORGS - 2004/2007. ESQUADRO/COMPASSO: Estas duas ferramentas unidas no grau de Aprendiz representam a Justa Medida, que deve presidir todas as nossas ações, que não podem se afastar da Justiça e da Retidão, que regem todos os atos dos Maçons. No painel do Grau de Aprendiz Maçom, temos o esquadro sobre o compasso, onde o esquadro representa a Matéria, o rústico, a incultura, a falta de Luz e do conhecimento. E o compasso, ao contrário, representa o espírito, o polido, a cultura, a Luminosidade. O Compasso é um dos grandes simbólicos maçônicos, pode aparecer sozinho, mas normalmente o faz em companhia do Esquadro. Os Candidatos na iniciação maçônica, desde o tempo da Maçonaria Operativa, já o encostavam ao seu próprio peito. Uma das mais conhecidas definições sobre o Compasso é que ele simboliza a Retidão, a Harmonia, a compreensão da Lei e também de uma realidade superior. Encontramos o Compasso, nos brasões da Maçonaria Operativa e alguns o consideram como o principal instrumento do Grande Arquiteto do Universo, para fazer a sua grande obra. Como curiosidade, o Compasso do Painel (pág. 115 – Ritual do GORGS) está com as pontas voltadas para cima, ou para o Oriente, enquanto o Esquadro tem suas pontas para o Ocidente. Este significado do Compasso, na posição que está no painel quer dizer que devemos estudar de forma racional, não da terra ou dos fatos contestáveis, mas do Céu, em investigação rigorosa e precisa dos princípios abstratos. Quando o Compasso está em posição normal, com as pontas voltadas para baixo, representa o brilho que emana da razão para apreciar os fatos, para medir a relação existente entre o eu e o não eu, entre o abstrato e o concreto. O Esquadro é a Jóia do Venerável Mestre, significando que a vontade de um chefe da Loja, só pode ter um sentido, o dos Estatutos da Ordem, e que ele, Venerável Mestre, só deve agir de um maneira – a do bem, com ele está a Equidade, o Equilíbrio e a Justiça.

1 Xico Trolha, Cadernos de Estudos Maçônicos, Simb. Mac. E suas Origens, pág. 67.

COLUNAS B e J – Temos no Painel de Aprendiz Maçom, duas Colunas, que significam a Beleza e a Força; ficam no Templo a direita e a esquerda e são encimadas por Romãs. São estas Colunas relacionadas com o Templo de Salomão e no nosso templo físico delimitam os limites do mundo profano. As

Colunas representam as que ficavam no átrio do Templo de Salomão e dependendo do rito ou poder, podem estar invertidas. Podem se situar dentro

ou fora dos Templos, imediatamente antes da porta de entrada – depende do

rito, poder e entendimento no momento da construção do Templo. Aqui ambas aparecem juntas e os estudiosos dizem que não se pode conceber a coluna B sem a Coluna J, assim como não se concebe o calor sem o frio, a luz sem as trevas e o som sem o silêncio. CORDA SETE NÓS – BORLAS: A Corda de Sete Nós, circunda o Painel do Aprendiz e simboliza a Cadeia de União, que é a união fraternal que liga de modo indissolúvel todos os Maçons do Globo, sem distinções, nem condições. Este entrelaçamento representa, também, o segredo que deve rodear nossos augustos mistérios. As cordas na Maçonaria possuem várias interpretações de acordo com o número de nós. Quando em número de sete, representam as artes liberais, a saber: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia, que um homem livre podia exercer sem decair de seus concidadões, por oposição às artes “mecânicas” ou “manuais”, destinadas aos escravos na antiguidade. Sua extensão circular e sem descontinuidade indica que o Império da Maçonaria, ou o Reino da Virtude compreende o Universo no símbolo de cada uma de nossas Lojas. Alguns autores afirmam que a Corda no painel possui sete nós, por que era este tempo que o Aprendiz Maçom, devia levar para chegar ao Grau de Companheiro.

ESTRELAS: Inicialmente tentamos relacionar as Estrelas do painel com as que existem na Abóbada Celeste da Loja, mas não encontramos apoio em nenhum dos autores que estudamos, para esta correspondência. A referência que temos, é que as Estrelas simbolicamente, representam a Universalidade da

Maçonaria, mas ressaltando a forma irregular em que são distribuídas, indicam que os Maçons espalhados por todos os continentes, devem ser construtores sociais, distribuir a luz de seus conhecimentos àqueles que ainda estão cegos

e privados do conhecimento da verdade. Sete estrelas juntas também

representam a quantidade de irmãos que devem estar presentes, para abertura regular dos trabalhos ritualísticos de uma Loja Justa e Perfeita.

JANELAS: Três janelas estão representadas no Painel da Loja de Aprendiz, a primeira no Oriente, a segunda ao Meio-Dia, e a terceira no Ocidente. Nenhuma janela se abre para o Norte, já que os Maçons sempre construíram

os Templos com entrada para o Ocidente, de modo que as janelas seguem a

marcha do sol e o sol não passa pelo Norte, assim ali não existe janela. As três

janelas estão cobertas por uma rede e essa rede que protege as aberturas, lembra que o trabalho dos Obreiros deve ser subtraído da curiosidade do profano, cujo olhar não pode penetrar no Templo, da mesma forma que o Maçom deve olhar a vã agitação da rua. A janela do Oriente traz a doçura da aurora, sua renovação de atividade; ao Meio-dia, trás força e calor. A do Ocidente dá uma luz, que se torna mais fraca com o passar do tempo e das

horas e nos convida ao repouso. O Norte, escuro, como não recebe nenhuma Luz, não precisa de janela. Os Aprendizes são colocados no Norte, porque têm necessidade de serem esclarecidos e assim recebem toda a Luz da Janela do Meio-Dia. Os Companheiros, colocados ao Meio-Dia precisam de menos Luz e

a sombra provocada pela parede do Templo ainda permite que sejam

iluminados suficientemente, enquanto o Venerável Mestre e seus Oficiais recebem, de frente, apenas a luz do crepúsculo. Em contrapartida, os Vigilantes são alertados desde a aurora pela luz que os atinge em cheio. MAÇO/CINZEL; Dois instrumentos de Aprendiz Maçom, que são apresentados no painel de forma unida, associação que indica a Vontade e a Inteligência, a Força e o Talento, a Ciência e a Arte, a força física e força intelectual, que quando aplicadas em doses certas, permitem que a Pedra Bruta se transforme em Pedra Polida. O Maço é a vontade do Aprendiz. Não massa metálica, pesada e brutal, pois a vontade não deve ser confundida com obstinação e teimosia. Ele deve ser apenas firme e perseverante. O Aprendiz Maçom, não pode agir diretamente sobre a Matéria, então o Cinzel serve de intermediário. Este deve ser amolado freqüentemente, isto é, deveremos rever continuamente os conhecimentos adquiridos, frequentar e visitar Lojas, exercer Tolerância e Solidariedade. O Maço age de forma descontinua, isso mostra que o esforço

pode ser perseguido sem interrupções e, por outro, lado, que uma pressão continua sob o Cinzel tirar-lhe-ia toda sua precisão. NÍVEL: É a Jóia do Primeiro Vigilante e vem dos primeiros tempos da Ordem. Conta-se que ao iniciar-se um dia de trabalho numa obra, o Mestre pedia aos Vigilantes que verificassem se estava tudo Justo e Perfeito. Os Vigilantes então recorriam a obra, com seus instrumentos, nivelavam, mediam, tiravam prumo e depois retornavam informando que estava tudo Justo e Perfeito. O Nível é o instrumento simbólico da Igualdade, tem uma tradição muito importante e uma força muito grande dentro da Simbólica Maçônica. Como parte do triângulo, é um dos tripés que sustentam toda a estrutura filosófica de nossa Ordem, emblema que é de um dos maiores princípios da Maçonaria é ele que é utilizado na Declaração Universal dos Direitos do Homem, aquele que considera todos os Homens iguais, independentemente de crenças religiosas, credos políticos, raças, ou condição social. É o Nível que nos faz tratarmo-nos como Irmãos e, em nossos Templos, sentarmos lado a lado, sem distinguir-nos doutorados, mestrados, patentes militares, cursos, riqueza ou pobreza. É o Nível que fazia Benito Juarez, presidente mexicano, ser o Cobridor de sua Loja, sem nenhum demérito, assim como Theodore Rooseveldt, era Guarda Externo da Loja em que o jardineiro da Casa Branca era Venerável Mestre (Loja Filadélfia/EUA). NUVENS: Não encontramos referência, especial, apenas aparecem como complementação do Céu, Estrelas, Sol e Lua, demonstrando a existência da Abóbada Celeste em nossos templos. PÓRTICO E DELTA: Imediatamente após os três degraus, temos o Pórtico, tendo como uma verga, um frontão triangular, dentro do qual se vê um Delta. O Pórtico representa a entrada do Templo de Salomão, símbolo da Ordem Maçônica. Tal como Salomão edificou um templo para adorar a Deus, os Maçons também se dedicam, como Construtores Sociais, na construção de uma sociedade humana ideal, tornada perfeita pelo aperfeiçoamento moral e intelectual. O Pórtico é assim o umbral da Luz, a porta de entrada para o atingirmos a Perfeição e o Conhecimento da Verdade. Ao adentrar no Templo, que representa o Universo, o Aprendiz Maçom torna-se apto, pelo estudo, pelo trabalho, pela pratica da filantropia, enfim, por uma formação moral e intelectual livre, um verdadeiro Maçom. Quanto ao Delta, que é a quarta letra do alfabeto

grego, é representada como um triângulo equilátero, figura considerada como perfeita por ter seus ângulos e lados iguais. É um dos símbolos mais importantes e antigos utilizados para representar a Trindade Divina, não é exclusivo da Maçonaria. O Delta está sobre o Pórtico, é um triângulo perfeito, resume muito do simbolismo maçônico, pois representa o Todo e abrange o Cosmo. Pode ter ao centro o misterioso IOD, simbolizando o Olho Que Tudo Vê, é a representação da origem de tudo. Representa também que a Loja maçônica está sob o olhar protetor do GADU. E ainda, o Delta está sobre o pórtico como que para lembrar àqueles que o transpõem que suas ações e pensamentos deverão estar debaixo dos preceitos preconizados pelo Livro da Lei e que a busca da Perfeição e da Verdade, resultarão em um encontro com a divindade.

PEDRA BRUTA: Simboliza as imperfeições do espírito e do coração que o Maçom, deve se esforçar para corrigir. Pode-se dizer também que a Pedra Bruta representa a Liberdade, eis que o profano, em sua cerimônia de iniciação, pede a Luz e a Loja, justa e perfeita, proporciona-lhe esta Luz, libertando-o iniciaticamente da servidão e de tudo o que a sociedade lhe proporcionou de artificial e de mau, reencontrando tudo o que ele lhe tirou de espontâneo e de bom. O neófito então, simbolizará sua liberdade por uma Pedra Bruta, com a qual ele se identificará e a desbastará com os instrumentos que lhe são fornecidos, tornando-a perfeita e imprimindo-lhe um caráter de personalidade que será seu e único. Este trabalho visa ser justo e perfeito em todas as medidas e forma. A Pedra Bruta simboliza a matéria apta a ser trabalhada pelo próprio Aprendiz Maçom, e simboliza o meio para atingir o fim sagrado da transmutação, da mudança do Ser. PEDRA POLIDA OU CUBICA: Já não tem a mesma força simbólica da Pedra Bruta, mas também é símbolo maçônico de importância, pois simboliza a perfeição. Quando o Aprendiz é iniciado, recebe a dignificante tarefa de transformar a Pedra Bruta numa luzidia Pedra Cúbica, desbastando seus próprios defeitos, corrigindo seus próprios desvios. Estranhamente colocada no Painel de Grau de Aprendiz Maçom, porque tem forte ligação com o Grau do Companheiro Maçom, e embora saibamos de todas as facilidades de leitura de Graus diversos dos nossos, inclusive Internet e aqui não tratamos de sinais,

toques e palavras, que são as maiores reservas em cada grau, comentaremos apenas que sobre esta pedra onde os Companheiros devem afiar seus instrumentos que são próprios de seu Grau. Pode-se também entender que a Pedra Polida, no Painel de Grau de Aprendiz Macom, representa os Companheiros Maçons, que podem se fazer presentes na Sessão e sua presença em Loja Composta. PORTA DO TEMPLO: Após os degraus e entre duas colunas. Simbolicamente, a porta do Templo deveria ser baixa, para que o profano ao ingressar no Templo tenha que se curvar, não para mostrar humildade, mas para assinalar a dificuldade da passagem do mundo profano para o plano iniciático. Alguns ritos adotam esta prática, a de ter uma porta baixa, para usar nas iniciações e por onde passará o profano. PRUMO: Este símbolo é utilizado pelo Irmão Segundo Vigilante, tem dentro do simbolismo maçônico universal, papel importante. Conhecido no passado também como Perpendicular é o símbolo da Retidão, da Justiça e da Equidade, também simboliza o Equilíbrio. Se o Nível simboliza a igualdade entre os homens, o Prumo significa que o Maçom deve possuir Retidão de julgamento – seja essa ligação em grau de parentesco ou amizade. A Perpendicular é também o símbolo de profundidade e de conhecimento. ROMÃS: As romãs possuem diversos significados, tais como a Caridade que contém tantas virtudes, como este fruto possui tantos grãos; a Humildade, ao esconder sob sua casca grãos tão suculentos e ainda representa a Fecundidade, da geração e da riqueza. Estão colocadas também acima das Colunas, apresentando um corte frontal que revela seus grãos. Estes grãos representam a Família Maçônica Universal, cujos membros devem estar harmonicamente unidos pelo espírito maçônico, inspirados na Ordem e na Fraternidade. Os diversos autores, dizem que em todos os tempos, a Romã foi um símbolo de fecundidade; da abundância e da vida; os grãos da romã, reunidos em uma polpa transparente simbolizam os Maçons unidos entre si por um ideal comum. SOL E LUA; São vistos ao alto do Painel do Aprendiz. O Sol, ativo, fica a direita, ao lado da Coluna J, e a Lua, passiva, à esquerda, ao lado da Coluna B. Pode existir variação em relação às Colunas, considerada a posição das mesmas em relação ao Rito praticado. No GORGS, conforme a posição

adotada hoje, a Coluna B está ao lado esquerdo de quem entra no Templo – posição da Lua, conforme o Painel e a Coluna J, a direita de quem entra no Templo, posição do Sol, conforme o Painel de Grau (pág. 115, Ritual do Grau de Aprendiz Maçom. 2004-2007- GORGS). Os trabalhos em Loja são iniciados simbolicamente, ao meio-dia, quando o Sol está no Zênite e encerrados à meia-noite, quando ele está no Nadir, momento em que a Lua esteja em seu pleno esplendor. Na Loja o Sol, tem que ver com o Orador, e a Lua com o Secretário. Representam, o Sol e a Lua, os antagonismos da natureza – dia e noite, vida e morte, doença e saúde, afirmação e negação, claro e escuro, presentes também na vida do Aprendiz Maçom, ensinando-nos o equilíbrio pela

consciência dos contrários. O Sol é vitalizador, essencial fonte de luz e da vida, tanto dos animais como dos vegetais, nasce do Oriente de onde vieram os ensinamentos da Arte Real. A Lua representa o Amor, simboliza a constância e

a obediência, levanta-se quando o Sol se põe e reina sobre as estrelas, não

com a sua própria luz, mas refletindo a Luz Solar. Outro aspecto, obtido do autor Xico Trolha, da grande destaque ao Sol na figura do Orador, negando que este, o Sol, seja símbolo do Venerável Mestre, embora possa aparecer na jóia do Ex-Venerável, fazendo

relação com a maior autoridade da Loja e o maior astro do sistema solar. Para 2 Xico Trolha, o Orador, é quem na verdade é representado pelo Sol e é o único que pode cassar a palavra do Venerável Mestre, se este se desviar da retidão dos trabalhos, desprezando os regulamentos e desrespeitando as Leis Maçônicas. O brilho da sabedoria do Venerável Mestre deve se ofuscar perante

o brilho da Justiça e da Lei.

TÁBUA DE TRAÇAR OU A PRANCHA DE TRAÇAR: Tem a ver com o trabalho de Mestre Maçom, vamos comentar o mais superficialmente possível, também aqui as reservas a serem observadas, são os sinais, toques e

palavras. É o retângulo sobre qual são indicados os esquemas que constituem

o alfabeto maçônico. A Maçonaria, em seu simbolismo, chama o papel sobre o

que se escreve de prancha de traçar e substitui o verbo escrever pela expressão “traçar uma prancha”. A prancha de traçar está ligada ao grau de

Mestre Maçom, pois sobre ela que o Mestre Maçom estabelece seus planos;

2 Cadernos de Estudos Maçônicos – Símbolos Maçônicos e Suas Origens – Xico Trolha – pág.

85

mas o Aprendiz Maçom e o Companheiro Maçom, não devem ignorar seu uso e devem exercitar-se colocando aí suas idéias. Este é o motivo pela qual este símbolo já figura no painel de grau de Aprendiz Maçom. Na Tábua de Traçar o Venerável Mestre projeta a Loja objetivando transformar o Aprendiz Maçom e o Companheiro Maçom no homem mais próximo possível do Perfeito, no Mestre Maçom, capaz de como construtor social, colaborar para um mundo melhor, mais justo e mais perfeito. Pode-se entender, também, com motivo da Tábua de Traçar, ser vista no Painel do Grau de Aprendiz, como representação da presença dos Mestres Maçons, em Loja Justa e Perfeita, a exemplo da Pedra Polida, que representa os Companheiros neste Grau Maçônico. TRÊS DEGRAUS: Caracterizam a passagem do Aprendiz do mundo profano para o plano iniciático. Representam, sucessivamente, o plano físico, o astral e o mental, que correspondem à divisão do ser humano em Corpo, Alma e Espírito. Ao chegar ao terceiro degrau, o iniciado depara com uma porta fechada, que se abre sozinha diante dele, caso seja digno de entrar. Estes três degraus simbolizam os esforços que este deve fazer para se libertar do plano físico, primeiro e, depois, do plano astral, que ele deve ultrapassar e enfim, sua ascensão aos planos superiores. Alguns comentam que os Três Degraus, também representam a idade do aprendiz ao ingressar na Ordem. A passagem do Mundo Profano para o Mundo Maçônico, não pode ser realizada diretamente e estes degraus representam simbolicamente as etapas a que se deve submeter o Iniciado. É necessário que o Aprendiz busque a sua libertação das mazelas do Mundo Profano e desta forma consiga desbastar a Pedra Bruta e transformá-la em Pedra Polida, para a sua ascensão moral e espiritual.

estamos na Maçonaria para

aprender e o aprendizado maçônico como todos os outros, depende

unicamente de nossos esforços pessoais. Recomendo a todos meus Irmãos:

Ao final devo

dizer,

que

FÉ: No Grande Arquiteto do Universo. ESPERANÇA: No aperfeiçoamento moral. CARIDADE: Com nossos semelhantes. Desejando a todos PAZ, HARMONIA e FELICIDADE.

15º Ano da “Chico da Botica” – novembro de 2010

Bibliografia:

Ritual do Grau de Aprendiz Maçom – REAA – GORGS – Ano de 2006.

Curso Básico de Liturgia e Ritualística – José Castellani – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 4ª Edição – Ano 2007.

Símbolos Maçônicos e Suas Origens – Xico Trolha – Editora Maçônica “A Trolha”, Ltda. 2ª Edição – Ano 1996.

A Filosofia da Maçonaria Simbólica – Raimundo Rodrigues – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. Ano 2007.

A Simbólica Maçônica – Jules Boucher – Editora Pensamento – 9ª Edição – Ano 1993

Simbólica Maçônica dos Painéis das Lojas de Aprendiz, Companheiro

A

e

Mestre – Almir Sant’Anna Cruz – Editora Maçônica “ATrolha” Ltda. - 2ª

Edição. – Ano 2007.

O Simbolismo na Maçonaria – Colin Dyer – Editora Masdras – Ano 2006.

Material da Augusta e Resp. Loja de Pesquisas Maçônicas Francisco Xavier Ferreira – “Chico da Botica” – Oriente de Porto Alegre, na condição de membro correspondente.

Pesquisas em diversos sites na Internet, como Brasil Maçom, Wikipédia, Portal Maçônico, Pedreiros Livres, Brasil Maçom, etc.